Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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BRASIL PRECISA DE 20% DO PIB EM EDUCAÇÃO E NÃO 10%! PESQUISA DIZ QUE 74% DA POPULAÇÃO NÃO SÃO PLENAMENTE ALFABETIZADOS

Educação precisa de 20% do PIB e revolução pedagógica

Recentemente a Câmara aprovou o investimento de 10% do PIB (soma das riquezas do país) em educação dentro dos próximos anos. O ministro da fazenda, Guido Mantega, acha que é muito, mas na verdade é muito pouco.

O Brasil precisa de uma revolução na educação, precisa de pelo menos 20% do PIB em educação. Nem as pessoas que passam pelo ensino médio e nem os que estão na faculdade são considerados plenamente alfabetizados.

Pelo menos, é isso que constata uma pesquisa recente. É uma catástrofe política. Investir em educação significa transferir renda e fazer um país menos desigual. Veja matéria da Agência Brasil abaixo:

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10% DO PIB NA EDUCAÇÃO NÃO RESOLVE SE DINHEIRO FOR PARA AS EMPREITEIRAS E NÃO PARA OS PROFESSORES E ALUNOS
PAULO FREIRE: SOU PROFESSOR A FAVOR DA LUTA CONSTANTE CONTRA QUALQUER FORMA DE DISCRIMINAÇÃO E CONTRA A DOMINAÇÃO ECONÔMICA

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Apenas 35% das pessoas com ensino médio completo podem ser consideradas plenamente alfabetizadas e 38% dos brasileiros com formação superior têm nível insuficiente em leitura e escrita. É o que apontam os resultados do Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf) 2011-2012, pesquisa produzida pelo Instituto Paulo Montenegro e a organização não governamental Ação Educativa.

A pesquisa avalia, de forma amostral, por meio de entrevistas e um teste cognitivo, a capacidade de leitura e compreensão de textos e outras tarefas básicas que dependem do domínio da leitura e escrita. A partir dos resultados, a população é dividida em quatro grupos: analfabetos, alfabetizados em nível rudimentar, alfabetizados em nível básico e plenamente alfabetizados.

Os resultados da última edição do Inaf mostram que apenas 26% da população podem ser consideradas plenamente alfabetizadas – mesmo patamar verificado em 2001, quando o indicador foi calculado pela primeira vez. Os chamados analfabetos funcionais representam 27% e a maior parte (47%) da população apresenta um nível de alfabetização básico.

“Os resultados evidenciam que o Brasil já avançou, principalmente nos níveis iniciais do alfabetismo, mas não conseguiu progressos visíveis no alcance do pleno domínio de habilidades que são hoje condição imprescindível para a inserção plena na sociedade letrada”, aponta o relatório do Inaf 2011-2012. (Texto integral)

ANALFABETISMO FUNCIONAL ATINGE 20% DOS BRASILEIROS, DIZ IBGE, E O PROFESSOR É APONTADO COMO UMA DAS SOLUÇÕES PARA O PROBLEMA

Professor: essencial para a educação

Da Agência Educação Política

Segundo um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 20% dos brasileiros não conseguem compreender textos, enunciados matemáticos e estabelecer relações entre assuntos, apesar de saberem ler e escrever, ou seja, são analfabetos funcionais.

O problema do analfabetismo funcional tem se tornado cada vez mais grave no Brasil e a saída para resolver essa questão passa por dois eixos principais segundo a pesquisadora da UNESP (Universidade Estadual Paulista) Onaide Correa de Mendonça: a revisão e reformulação dos métodos de aprendizagem ainda na fase inicial da escolarização e a valorização e capacitação dos professores.

O último item é ainda mais importante que o primeiro, já que de professores bem capacitados decorre a boa aplicação e a descoberta de eficazes métodos de ensino. O problema da educação no Brasil, seja ele em qualquer um dos níveis, não será resolvido sem bons professores. Uma escola se faz com bons professores. De nada adianta ter uma ótima infraestrutura, computadores, equipamentos de ponta, mil e uma atividades extracurriculares se o professor não for bom.

O professor tem um papel chave não só na educação escolar, como também na educação para a vida. Um professor forma não só um aluno, como também um ser humano. Em muitos casos, ensina como o aluno pode pensar, olhar a realidade, como pode construir seu papel no mundo e na sociedade.

O Brasil precisa redescobrir essa figura tão importante e crucial que é a do professor. Encontra-se nele, e apenas nele, a capacidade de fazer com que outros possam escrever, entender e pensar o mundo!

Analfabetismo funcional alto mostra fracassos na educação, diz pesquisadora
Rede Brasil Atual
Suzana Vier

São Paulo – O alto índice de analfabetismo funcional no Brasil detectado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2009), divulgada na quarta-feira (8), é resultado de problemas no início da escolarização. A análise é da professora Onaide Schwartz Correa de Mendonça, coordenadora do curso de pedagogia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Presidente Prudente (SP).

Segundo o estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 20% dos brasileiros não conseguem compreender textos, enunciados matemáticos e estabelecer relações entre assuntos, apesar de conhecerem letras e números.

A Pnad também detectou que a taxa de analfabetismo está em queda no país, especialmente na região Nordeste. Desde 2004, a taxa caiu 1,8% em todo Brasil e 3,7% nos estados nordestinos. Entretanto, 14,1 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais permanecem sem saber ler e escrever. Os números da pesquisa demonstram que a educação básica, de responsabilidade de estados e municípios, não anda bem. (Texto Completo)

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DINHEIRO DA MEIA E DA CUECA DEIXA O BRASIL, APÓS 500 ANOS, COM QUASE 30% DE ANALFABETOS

Parece que não tem nada a ver, mas tem. Enquanto o dinheiro vai parar na meia e na cueca, o Brasil após 500 anos do descobrimento ainda tem quase 30% de analfabetos (porque analfabeto funcional não deixa de ser analfabeto)

O dinheiro que aparece nos vídeos da corrupção de Brasília (e em muitos outros lugares que não foram filmados pelo Brasil a fora) deixam a população sem educação. Aliás, o vídeo mostrou como estamos sem educação. Veja abaixo matéria que diz que o Brasil tem quase 30% de analfabetos funcionais. Saiba mais

BRASIL ENFRENTA DIFICULDADE PARA ERRADICAR O ANALFABETISMO E CUMPRIR META DA UNESCO

No ritmo atual, Brasil ainda levará décadas para erradicar o analfabetismo

Amanda Cieglinski*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Se o ritmo de redução da população analfabeta permanecer o mesmo dos últimos anos, o Brasil ainda levará algumas décadas para se livrar de um problema que hoje atinge um em cada dez brasileiros: o analfabetismo. No ano 2000, na Conferência Mundial de Educação, em Dacar (Senegal), o Brasil assinou junto com 128 países um pacto para melhorar a qualidade do ensino. Entre as metas estabelecidas, está reduzir pela metade a taxa de analfabetismo no país até 2015, chegando ao percentual de 6,7%.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2007 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que 14 milhões de analfabetos vivem hoje no país. O contingente representa 10% da população com mais de 15 anos. Se em 15 anos o percentual de pessoas que não sabem ler e escrever caiu de 17,2%, em 1992, para 9,9%, em 2007, nos últimos anos o ritmo de queda está praticamente estagnado. De 2005 para 2006, a redução foi de 0,7% e de 2006 para 2007, de 0,4%.

Para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), responsável por monitorar o compromisso Educação para Todos, firmado durante a Conferência Mundial de Educação, vai ser muito difícil o Brasil atingir a meta esperada para 2015. “Isso exigiria um esforço muito maior do que o que está sendo feito. A gente espera que o Brasil consiga atingir a meta, mas acho que isso ainda vai permanecer no reino dos desafios”, diz o especialista em educação de jovens e adultos da Unesco, Timothy Ireland.

A principal estratégia do Ministério da Educação (MEC) para reduzir o problema é o programa Brasil Alfabetizado, que dá apoio técnico e financeiro para que municípios e estados criem turmas de jovens e adultos. A meta é atender 2,2 milhões de pessoas em 2009.

“O programa é muito complexo de implementar, não é simples. Isso porque você precisa mobilizar o analfabeto, criar condições de formar o alfabetizador. É um público difícil e as razões para isso estão na história que ele traz. Em geral, o analfabeto tem muito pouca confiança na sua capacidade de aprender”, afirma o secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC, André Lázaro.

Na opinião de especialistas, o analfabetismo também potencializa e multiplica situações de exclusão, além de submeter as pessoas a constrangimentos e a situações de preconceito.

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PAULO RENATO DE SOUZA MANTÉM A VITRINE DO MODELO DE EDUCAÇÃO DO PSDB EM ARARAQUARA

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MUNICÍPIOS TÊM DIFICULDADE DE TORNAR TRANSPARENTE RECURSOS PARA MERENDA ESCOLAR

JÁ SABEMOS COMO MELHORAR A EDUCAÇÃO DO BRASIL

DEPOIS DE CUBA E VENEZUELA, BOLÍVIA É O TERCEIRO PAÍS DA AMÉRICA LATINA A ERRADICAR O ANALFABETISMO; BRASIL AINDA PATINA E FICA PARA TRÁS

Fernanda Chaves

Correspondente do Brasil de Fato em La Paz (Bolívia)

Evo Morales anuncia o fim do analfabetismo na Bolivia

Evo Morales anuncia o fim do analfabetismo na Bolívia

A Bolívia se tornou o terceiro país da América Latina a erradicar o analfabetismo ontem, 20 de dezembro. O primeiro foi Cuba, em 1961. Depois, foi a vez da Venezuela, em 2005. E, justamente com a ajuda de cubanos e venezuelanos, o governo do presidente Evo Morales, em menos de três anos, pôde ensinar 820 mil pessoas a ler e escrever. O método utilizado foi o “Yo, sí puedo”, criado pela Revolução Cubana, que também contribuiu com assessores e equipamentos.

Na entrevista a seguir, o cubano Javier Labrada Rosabal e o boliviano Pablo Quisber, ambos coordenadores do programa de alfabetização, explicam o método e contam como o projeto se desenvolveu e foi implementado na Bolívia.

Brasil de Fato – Como funciona o programa Yo, sí puedo? Como foi aplicado na Bolívia?

Javier Labrada Rosabal: Na Bolívia, foi uiniciativa do presidente eleito. Em Havana, antes de tomar posse, Evo Morales firmou um convênio com o então presidente cubano Fidel Castro para o projeto de desenvolvimento do programa nacional de alfabetização em seu país. No último dia da campanha presidencial de Evo, um jornalista perguntou a ele: “para que o senhor quer ser presidente?”. Ele respondeu: “para muita coisa, mas, principalmente, valorizar o meu povo”. Essa era sua máxima aspiração. Então, em Cuba, em dezembro de 2005, em sua primeira viagem como presidente eleito, o governo cubano se comprometeu a desenvolver e enviar todo material didático necessário e também a assessoria para a implementação. Um mês depois, na Bolívia, junto com Evo, desenvolvemos, a partir de suas orientações, os moldes do programa, que foi lançado em março de 2006.

Quais sãos os fatores fundamentais dessa campanha?

Javier: Em primeiro lugar, a vontade política do presidente. Em mais de 500 anos de existência da Bolívia e quase 200 de Bolívia republicana, nunca nenhum governo havia implantado, como política, uma campanha de alfabetização. Aqui, houve algumas tentativas, inclusive através de ONGs, mas nunca se consolidou uma verdadeira política como agora.

E as particularidades da Bolívia?

Javier: Em relação àVenezuela e à Bolívia, que são casos mais recentes , o trabalho é fruto de presidentes comprometidos com seu povo. A maneira como o povo boliviano se assumia na campanha permitiu a conformação das comissões de alfabetização em todos os níveis. É um fenômeno social muito complexo que não aconteceria sem a força de muitos. Desse modo, a Bolívia está enfrentando o analfabetismo, com 60 mil bolivianos atuando como facilitadores e supervisores. Aí está o protagonismo principal. A força é dos bolivianos. Nós trazemos o método, ajudamos metodologicamente, organizativamente, através da experiência que já temos, mas o recurso humano principal é o boliviano. Aqui somos 128 cubanos e 47 venezuelanos ajudando a implementar o programa. Somente nós não teríamos como promover a alfabetização. Impossível.

O êxito do projeto se deve claramente à inclusão cidadã e também à adesão de todos os municípios, incluindo seus prefeitos, que apóiam o programa – até mesmo os que não simpatizam com o governo. Isso é muito importante dizer. É um programa humano, educativo, que não tem a ver com assuntos políticos internos.

Em quantos países se desenvolve o método Yo, sí puedo?

Javier: O programa está presente em 28 países do mundo. Nós temos o método “Yo, sí puedo” em vários idiomas: em inglês, em mauí (para a Nova Zelândia), em português (estamos aplicando em alguns lugares do Brasil, como Piauí).

Geralmente, quais dificuldades são enfrentadas?

Javier: O maior inimigo do programa é a pobreza. O problema número um do analfabeto não é não saber escrever, é ter que dar o sustento para sua família.

Como, se é por televisão?

Javier: Com a cooperação de Venezuela e Cuba, instalamos 8.350 painéis de energia solar, num esforço tremendo, atravessando rios, estradas… esse país é imenso. Tem altiplano, vales, amazônia, é muito diverso. Mesmo assim, triunfamos na diversidade, adaptamos o método às características das regiões, obviamente com toda a ajuda dos facilitadores e das próprias comunidades.

É uma missão, sobretudo?

Javier: Nós, professores cubanos e venezuelanos, estamos numa missão internacional, aprendemos muito com o povo boliviano e ainda há muito o que aprender sobre a Bolívia. Nos sentimos honrados de estar aqui agora, de auxiliar esse desenvolvimento, sobretudo por cumprirmos o sonho de Che Guevara, que deu seu sangue por esta terra, para que não houvesse analfabetos. Se o Che tivesse triunfado há 40 anos, as coisas estariam bem diferentes. Mas temos agora essa oportunidade com o Evo no governo. Eu particularmente estou muito emocionado. São 820 mil pessoas alfabetizadas. O Evo é o impulsionador máximo, o animador máximo desse programa.

O programa é apoiado até por prefeitos que não são da “base” do Evo? Como é isso?

Pablo: Isso é a fortaleza do programa e estamos muito orgulhosos disso. Os governos municipais recebem recursos de muitas fontes. Temos 327 municípios, cada um com seu governo.  O programa de alfabetização é um projeto ideal para os municípios, não importa seus tamanhos. Trabalhamos em municípios totalmente opositores a Evo. Houve um caso no departamento de Pando, por exemplo, em Bolpebra, uma cidade bem pequena, na fronteira com Brasil e Peru, e onde não havíamos entrado ainda. Mas era o único na região. As autoridades eram muito desrespeitosas com o pessoal de Cuba e da Venezuela, desconfiavam da gente, não nos queriam lá, até com escopetas nos ameaçaram… Não ingressamos nesse município até que o prefeito viesse nos pedir! Ele se deu conta que os municípios vizinhos, Cobija, El Porvenir, avançaram. Estavam se beneficiando do programa, com televisores, painéis solares… e também com os professores. E iam os médicos cubanos, para fazer exames de vista de aprendizado, eram distribuídos óculos. Exames de saúde eram feitos, e a população satisfeita. E o município “dele” era o único ainda da região que não tinha acesso a esses benefícios. Prefeitos totalmente opositores se dão conta que vale a pena. O caminho do desenvolvimento, seja por qualquer via, socialismo ou o capitalismo, passa pela educação das pessoas.

Qual é o custo financeiro para se implementar o Yo, sí puedo?

Pablo: Até agora, estamos fechando com 35 ou 36 milhões de dólares. Isso inclui tudo, tudo, tudo. O grosso desse custo não vai pro governo boliviano. O governo aportou 8 milhões de dólares, que sai dos contribuintes bolivianos. O restante, 28 milhões de dólares, é produto de doação em recursos como equipamentos e assessores, de Cuba e da Venezuela. Há os 8.350 painéis solares, que foram todos doados pelos dois países, e cada um custa 1,3 mil dólares. Esses 36 milhões parecem uma cifra grande, mas, se dividirmos pelo conjunto de pessoas que foram alfabetizadas, não dá mais que 40 dólares por pessoa. O cálculo mais realista fica em torno de 150 dólares por participante. (Texto Integral no Brasil de Fato)

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Unesco mostra que situação da educação no Brasil é lastimável. Veja matéria abaixo.

Brasil ocupa 80ª posição em ranking da Unesco que avalia melhorias na educação

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Em um ranking elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para monitorar o cumprimento de metas pelos países para melhorar a educação, o Brasil ocupa a 80ª posição em uma lista de 129 países estudados. Fica atrás de países latino-americanos como o Paraguai, a Venezuela e Argentina, além do Kwait, Azerbaijão, Panamá e outros. O Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos foi lançado hoje (25), em Genebra, pela instituição. O compromisso Educação Para Todos, firmado durante a Conferência Mundial de Educação em Dacar, no ano 2000, estabelece metas que devem ser cumpridas pelos países até 2015. Entre elas estão expandir e melhorar a educação na primeira infância, garantir ensino de qualidade e melhorar em 50% as taxas de alfabetização de adultos. Segundo o relatório, o Brasil está no grupo dos países intermediários que caminham para atingir as metas. Entres os países da América Latina e do Caribe, da Argentina, do México e Uruguai estão no grupo “perto de cumprir as metas”. Entre os problemas do Brasil, o relatório destaca as altas taxas de reprovação, a evasão escolar, o analfabetismo e o baixo desempenho dos alunos brasileiros em avaliações internacionais. “A América Latina e do Caribe são responsáveis por 3,5% das crianças do mundo inteiro que estão fora da escola. O Brasil é o único país com mais de 500 mil crianças fora da escola”, aponta o estudo. Todavia, o relatório afirma que esse problema não impedirá o país de cumprir as metas até 2015. “Acho que tivemos evolução e vamos cumprir as metas. Nós temos hoje um Plano de Desenvolvimento da Educação [PDE] que é muito estruturado e que tem inclusive suas próprias metas. A situação está melhorando”, avaliou a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar.

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