Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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Uma final latina: a copa das copas ou um velho tango argentino?

A classificação de apenas 4 grandes seleções para o final desta Copa do Mundo de futebol, (Alemanha x Brasil, Argentina x Holanda), e nas condições em que estão (Continue lendo…)

FACEPOPULAR, UM CONCORRENTE DE PESO PARA O FACEBOOK, PROMETE SER MAIS LIVRE E SEM O BIG BROTHER DOS ESTADOS UNIDOS

Logo do Facepopular

Logo do Facepopular

Um novo “facebook” surgiu na América Latina e pretende ser a grande rede social da região.  Diferente do Facebook, a nova rede social promete não passar informações para os espiões dos Estados Unidos, denunciados por Edward Snowden.

O nome “Facepopular” surge da sigla “Frente Alternativa Contra o Establishment”. Seus criadores buscam “gerar um canal de comunicação e interação comunitária sem as arbitrariedades e modelos impostos pelas demais redes sociais, desenhadas e operadas fora da América Latina por corporações multinacionais”, explica a própria página, segundo informações do portal Terra.

O “Facepopular” é semelhante ao Facebook, mas tem novidades como o botão “não curtir”

O novo “Facepopular” integra a chamada redpopular.net, grupo de mídia on-line, que busca orientar e difundir expressões populares que não encontram eco nas corporações e conglomerados de mídia a serviço dos centros de poder”, explicam seus criadores, de acordo com o portal.

Falta ainda uma versão em português. Por enquanto parece que é só em espanhol e inglês.

Visite o Facepopular.net

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PALHAÇO DA CORTE MIDIÁTICA: ARNALDO JABOR É DISSECADO POR TV ARGENTINA E POR MONTAGEM HILÁRIA COM CAETANO VELOSO

CUBA É O MELHOR PAÍS DA AMÉRICA LATINA PARA SER MÃE E 33º DO MUNDO, ARGENTINA FICOU EM 36º E BRASIL FICOU EM 78º

Cuba é o melhor país da América Latina para ser mãe, diz estudo

No topo da lista, elaborada entre 176 países, está a Finlândia, enquanto a República Democrática do Congo está em último

michael vincent millerCuba é o melhor país da América Latina para a maternidade e o 33º do mundo, segundo um índice da organização britânica Save the Children. No topo está a Finlândia e a República Democrática do Congo em último. Os Estados Unidos estão em 30º lugar e o Brasil em 78º.

A ONG, cuja sede fica em Londres, leva em conta fatores como bem-estar, saúde, educação e situação econômica das mães, assim como a taxa de mortalidade infantil e materna, para definir a tabela.

Levando em conta somente a América Latina e Caribe, Cuba está à frente da Argentina (36), Costa Rica (41), México (49) e Chile (51). O Haiti está no 164º lugar. Também em postos relativamente baixos estão Honduras (111), Paraguai (114) e Guatemala (128). A Venezuela está em 66º.

“Apesar de a América Latina ter conseguido enormes avanços, podemos fazer mais para salvar e melhorar a vida de milhões de mães e bebês recém-nascidos que se encontram na maior situação de pobreza”, afirmou o diretor da Save the Children para a América Latina, Beat Rohr. Ele disse que os maiores avanços foram registrados no Brasil, Peru, México e Nicarágua.

O Índice de Risco do Dia do Parto, elaborado pela primeira vez, revela que 18 % de todas as mortes de crianças menores de 5 anos na América Latina ocorrem durante o dia de nascimento. As principais causas são nascimentos prematuros, infecções graves e complicações durante o parto.

Contudo, a mortalidade neonatal na região diminuiu 58 % nas últimas duas décadas, apesar de ainda existir uma grande diferença na atenção dada às pessoas ricas e às com menos recursos, ressalta o estudo. A Save the Children estima que, a nível mundial, mais de um milhão de recém-nascidos poderiam ser salvos todos os anos caso o acesso à saúde fosse universal.

“Quando as mulheres têm educação, representação política e uma atenção materna e infantil de qualidade, elas e seus bebês têm muito mais probabilidades de sibreviver e prosperar, assim como a sociedade na qual vivem”, sublinhou Rohr.

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O LIXO DO LUXO: FISCAIS FLAGRAM TRABALHO ESCRAVO E INFANTIL EM OFICINA DE PEÇAS PARA A GRIFE ZARA NA ARGENTINA

Zara é denunciada por escravidão na Argentina

Daniel Santini/Repórter Brasil

A Zara enfrenta nova denúncia de exploração de trabalhadores em condições análogas às de escravos, desta vez na Argentina. Costureiros bolivianos foram encontrados em condições degradantes em oficinas clandestinas durante fiscalização realizada no final de março pela Agência Governamental de Controle (AGC) de Buenos Aires. Segundo as autoridades, eles estavam  produzindo peças para a grife. Além de trabalho escravo, desta vez o flagrante envolve também exploração de trabalho infantil. “Os homens e as crianças viviam no local de trabalho, não eram registrados e estavam submetidos a más condições. Eles não tinham documentos e estavam detidos, não podiam sair do local de trabalho sem autorização”, explica o chefe da AGC, Juan José Gómez Centurión, em entrevista à Repórter Brasil.

Etiqueta de calça Zara encontrada na oficina clandestina com a especificação "made in Argentina" (feita na Argentina). Fotos La Alameda

Etiqueta de calça Zara encontrada na oficina clandestina com a especificação “made in Argentina” (feita na Argentina). Fotos La Alameda

Com base no flagrante da produção de peças com a etiqueta Zara, registrado em fotos e vídeos, a organização La Alameda, especializada no combate ao trabalho escravo, formalizou em 26 de março denúncia para que o departamento de Fiscalização Antitráfico (Ufase, na sigla em castelhano) investigue e tome providências (clique aqui para ler a denúncia em espanhol). Segundo a Alameda, além de serem impedidos de deixar o trabalho, os costureiros chegavam a cumprir jornadas diárias de mais de 13 horas. O grupo formalizou a denúncia e também organizou protestos em frente a lojas da Zara na Argentina.

Costureiros dormiam e trabalhavam no mesmo local.

Costureiros dormiam na oficina

A reportagem procurou os representantes da Inditex, empresa que detém a marca Zara. Eles se disseram “bastante surpresos com a situação”. De La Coruña, na Espanha, a assessoria de imprensa afirmou que a empresa não foi notificada ou informada oficialmente por nenhuma autoridade argentina e que só soube do caso pela imprensa. “A escassa informação que tivemos, que são os endereços das oficinas, permite dizer que elas não têm nenhuma relação com nossos fornecedores e fabricantes no país”, afirmam.

A Zara informa ter 60 fabricantes argentinos e que, nos últimos dois anos, realizou 300 auditorias de fornecedores e fabricantes do país. A empresa se diz disposta a colaborar com o esclarecimento do caso, “inclusive com a Alameda, tenham ou não essas possíveis situações irregulares a ver com a empresa” (Texto Integral)

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LA METEREOLÓGICA DEL CIRCO DAVINCI: ESSES ARGENTINOS ARREBENTAM COM GRAÇA, HUMOR E BOA MÚSICA

GLOBO DA ARGENTINA: PODE UM GRUPO EMPRESARIAL ESTAR ACIMA DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS DE UM PAÍS? CLARO QUE NÃO!

VÍDEO SENSACIONAL: GLOBO NO BRASIL E CLARÍN NA ARGENTINA MOSTRAM QUE O PIG TEM IRMÃO GÊMEO UNIVITELINO

Ditadura de expressão 237

Pendurado no estado argentino com 237 empresas

Uma das informações mais importantes da mídia Argentina, além de todas essas que aparecem no vídeo abaixo, é a quantidade de concessões do Estado que foram dadas para o grupo Clarín.

São 237 concessões do estado argentino.  Veja, um único grupo de comunicação na Argentina possui 237 concessões do estado!!! É a barbárie!! Não é liberdade de expressão, é ditadura de expressão.

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GRUPO DE MÍDIA CLARÍN, DA ARGENTINA, TENTA CRIMINALIZAR OPINIÃO E INFORMAÇÃO COM DENÚNCIA JUDICIAL CONTRA JORNALISTAS

O grupo Clarín e a liberdade de expressão

Por Francisco Karan/ objETHOS

Argentino com jornal Clarín protesta contra o governo de Cristina Kirchner

Argentino com jornal Clarín protesta contra o governo de Cristina Kirchner

A denúncia judicial feita na quinta-feira (22/11) pelo grupo Clarín, da Argentina, contra vários jornalistas daquele país, entre eles profissionais de Página/12, de Tiempo Argentino e do programa 6,7,8,mereceu o repúdio de grande parte dos profissionais, entre eles os afiliados ao Foro de Periodismo Argentino, muitos dos quais pertencentes ao próprio grupo denunciante.

A atitude do grupo Clarín, que reclama com insistência de perseguição do governo argentino em relação à “liberdade de expressão”, demonstra que ele mesmo parece não conseguir conviver com a controvérsia e a democracia. Na ditadura militar argentina (1976-1983) apoiou a lógica de militares, torturadores e assassinos, silenciando ou mesmo colaborando com o regime. Agora, investe contra jornalistas, acusando-os de incitar a violência – ainda que por meio de investigações, coberturas e opiniões – e de serem oficialistas. Talvez porque sejam, em parte, os mesmos que expõem interesses escusos do grupo e que, como os jornalistas do programa 6,7,8 por exemplo, até mesmo investiguem as corrupções do grupo e as relacione a favores do poder econômico para atacar o governo.

O que chama a atenção é o dúbio discurso. De um lado, a plena liberdade de expressão para si; de outro, a liberdade de expressão controlada quando não agrada ao grupo. Não é novidade, e qualquer semelhança não é coincidência quando lembrarmos de parte da mídia brasileira e de seus negócios financeiros e de seus interesses políticos e ideológicos.

Prática autoritária

O presidente do Centro de Estudos Legais e Sociais da Argentina, jornalista Horácio Verbitsky, declarou que é igualmente grave a intimidação a jornalistas e à liberdade de expressão, seja partindo do Estado, seja partindo do grupo Clarín. Verbitsky, preso durante a ditadura militar, autor de O voo (sobre presos políticos jogados vivos ao mar) e de Cristo vence (que trata do apoio da igreja católica argentina aos torturadores durante o regime), sabe do que está falando. E sabe do que está falando porque conhece o apoio e sustentação informativa do grupo Clarín aos militares golpistas à época.

Para o colunista Mario Wainfield, de Página/12, do ponto de vista jurídico a representação do grupo Clarín busca criminalizar a opinião ou a informação. O grupo tentou reagir, argumentando que os jornalistas estão apenas demandados como testemunhas, mas os inclui na mesma lista de acusados de incitação à violência, integrada, entre outros, por funcionários públicos críticos do Clarín, ainda que exercendo atividades jornalísticas. (Texto Integral)

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PIG 10 X 0 PT: VITORIOSO NAS URNAS, PT PERDE DE LAVADA PARA O OLIGOPÓGIO DA MÍDIA NO CONGRESSO NACIONAL

Cristina enfrentou o monopólio da mídia e venceu eleições

O Partido dos Trabalhadores saiu-se bem nas recentes eleições para prefeitura e câmara de vereadores, mesmo diante da atuação canina do PIG em cima do Mensalão. Talvez a maior cobertura jornalística de todos os tempos.

Mas é no Congresso Nacional que o PT está apanhando feio. O PIG fez um circo com o Mensalão e deve mandar o José Dirceu para a cadeia.  De sobra, atacar e tentar anular Lula, mesmo fora do governo. E está conseguindo. Talvez a luz acenda quando mandarem o José Dirceu para atrás das grades e abrirem uma ação contra Lula. O PIG já entendeu que precisa destruir Lula mesmo fora do governo, senão não chega ao pote de outro do povo brasileiro.

Mesmo com todo masoquismo petista, como alertou o deputado Fernando Ferro, a insatisfação da elite é grande. O PT ainda é um partido que deixa a elite insegura. A democracia da elite brasileira só existe se ela ou seus representantes estiverem no comando. Os outros, mesmo seguindo a cartilha, não são confiáveis. Palocci que o diga. Bateu continência e foi defenestrado.

Enquanto o Jornal Nacional dava 10 horas de Mensalão em horário nobre, o PT não conseguia nem sequer ouvir um editor de revista, o Policarpo Jr, da Veja, na CPI do Cachoeira. Quiçá ouvir o procurador-geral, Roberto Gurgel, que precisa explicar porque não investigou a quadrilha do Carlinhos Cachoeira. No Congresso Nacional, o PT leva de 10 a 0.

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TORCEDOR

Você gosta de futebol todos os dias

mas se esquece da escola da tua filha

Você não aceita a segunda divisão

mas o  ensino tá na última posição

 

Você briga, xinga e quebra cadeiras do estádio

Tanta energia de graça pros cartolas

Não percebe que perdeu a sua hora

Nesse exemplo explosivo imaginário

 

Você ama piada, cerveja e pelada

Mas isso em sua vida é quase nada

Te dizem que é bom vencer a Argentina

Mas você sabe, a vida pode ser mais linda, bem mais linda.

 

Se você olhar, o mundo pode te escutar

Se você quiser, o mundo pode sonhar

Se você ousar, o mundo pode mudar

 

Para ter amor, é preciso brigar por algo de valor

Você reclama de saúde e educação

mas não se mexe para ver a solução

Quando fica mal não vê a própria dor

 

Você acredita no primeiro falastrão

que leva todo seu dinheiro para o ralo

Você gosta mesmo é de ser enganado

Enquanto só torce, o pilantra mete a mão

 

Você diz que todos são corruptos iguais

Esse lugar comum não resolve o problema

É preciso distinguir para entender o esquema

O jovem que aprende não esquece jamais

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CRIANÇAS E JOVENS SÃO VÍTIMAS DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NA ARGENTINA E ENGROSSAM AS ESTATÍSTICAS DE ABANDONO DE LAR

O problema da violência doméstica não se restringe apenas à mulher. Quando ela acontece no ambiente familiar, geralmente se estende aos demais membros da família que são expostos a comportamentos autoritários quando não são vítimas diretas destes. As práticas de violência doméstica, neste sentido, não se limitam a questões de gênero, elas perpassam o círculo familiar e geram consequências traumáticas principalmente para os mais jovens.

Essa realidade vem sendo sentida na pele na Argentina onde “entre as 131 denúncias de abandono de lar recebidas no Registro Nacional de Informação de Pessoas Menores Extraviadas da Argentina, e analisadas nos últimos dias, 82 se referem a adolescentes mulheres. São 63%. E 100% desse universo de 131 denúncias, composto por homens e mulheres, corresponde a vítimas de violência doméstica: violência exercida sobre seus próprios filhos por pais e mães”, diz notícia publicada pela Carta Maior.

A presença expressiva deste problema social nas estatísticas de abandono de lar, revela o quanto ele é delicado e, ao mesmo tempo, como seus efeitos prejudicam a formação do indivíduo, para além da estrutura familiar. Crianças e jovens expostos à violência tendem a assumir comportamentos também violentos ou, quando isso não ocorre, a ficarem retraídas, inseguras, com dificuldade de aprendizagem e relacionamento.

E elas não precisam ser vítimas diretas da violência para apresentarem tais problemas. Quando o pai agride a mãe, por exemplo, esta torna-se, mesmo sem querer, uma mãe que pode apresentar comportamentos violentos ou exigentes demais com os filhos, além do que, visivelmente desequilibrada, ela não será uma boa referência de saúde, tampouco de felicidade.

Obviamente, o ambiente de violência expulsa os jovens de casa e os leva para situações de mais insegurança e violência. Desenha-se assim um círculo vicioso de uma violência invisível, na maioria das vezes, e que precisa torna-se visível. A violência contra a mulher apesar de ainda acontecer sem ser vista, já ganhou bem mais visibilidade tanto no âmbito da sociedade, quanto do estado. O mesmo deveria acontecer em relação às crianças e jovens, afinal, todos fazem parte da mesma realidade.

Veja trecho do texto sobre o assunto:

Violência doméstica na Argentina: não só as mulheres são vítimas
Entre as 131 denúncias de abandono de lar recebidas no Registro Nacional de Informação de Pessoas Menores Extraviadas da Argentina, 82 se referem a adolescentes mulheres. E 100% desse universo de 131 denúncias corresponde a vítimas de violência doméstica: violência exercida sobre seus próprios filhos por pais e mães. Meninos, meninas e adolescentes são vítimas invisíveis da violência de gênero e devem ser reconhecidos como vítimas visíveis. O artigo é de Cristina Fernández.

Por Cristina Fernández

Entre as 131 denúncias de abandono de lar recebidas no Registro Nacional de Informação de Pessoas Menores Extraviadas da Argentina, e analisadas nos últimos dias, 82 se referem a adolescentes mulheres. São 63%. E 100% desse universo de 131 denúncias, composto por homens e mulheres, corresponde a vítimas de violência doméstica: violência exercida sobre seus próprios filhos por pais e mães.

Meninos, meninas e adolescentes são vítimas invisíveis da violência de gênero e devem ser reconhecidos como vítimas visíveis. A Lei Nacional de Violência contra a Mulher entende a violência de gênero como “toda conduta, ação ou omissão que, de maneira direta ou indireta, tanto no âmbito público como privado, baseada em uma forma desigual de poder, afete a vida, a liberdade, a dignidade, a integridade física, psicológica, sexual, econômica ou patrimonial das mulheres, assim como também sua segurança pessoal”. E como a corda rompe no ponto mais fraco, junto à mulher agredida estão seus filhos e filhas, os mais machucados como vítimas mais ou menos passivas (e muitas vezes, não tanto).

Os círculos viciosos, as capilaridades familiares e sociais pelas quais circula a violência como forma de relacionamento, se reproduzem constantemente no seio de cada uma das famílias. O fenômeno fica evidente em cada pedido de busca sobre algum de seus filhos ou filhas menores de idade que chega ao Registro de Informação de Pessoas Menores Extraviadas. Pai que bate na mãe, pai que bate nos filhos e nas filhas, mãe que bate nos filhos e nas filhas e que, por sua vez, é agredida. E assim, indefinidamente, continua o círculo. (Texto completo)

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ARGENTINA, DA PRESIDENTE CRISTINA KIRCHNER, MOSTRA QUE INDEPENDÊNCIA DO BANCO CENTRAL É UM ATENTADO À DEMOCRACIA

Tchau independência do Banco Central

A ideia de independência dos Bancos Centrais dos países, tese defendida no Brasil quando o PSDB estava no governo federal, é um atentado à democracia. E é isso que está acontecendo na Argentina.

A presidente Cristina Kirchner pediu a renúncia do presidente do Banco Central, Martín Redrado, mas ele se recusa a sair e anunciou que não renunciará ao posto, já que seu mandato, que iniciou em 2004, só conclui no dia 23 de setembro.

É a ditadura do mercado. O povo vota na presidente que vira fantoche; não pode demitir o presidente do Banco Central. Para falar numa linguagem do mercado, é o mesmo que o dono da empresa demitir um funcionário e ele se recusar a sair porque se acha dono da empresa. A população da Argentina elegeu Cristina Kirchner e, concorde ou não com o seu governo, é preciso respeitar a democracia.

O presidente do Banco Central da Argentina, Martín Redrado, usa o cargo para atentar contra a supremacia dos votos. É a ditadura do mercado.

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GOVERNO LULA E CASA CIVIL TENTAM LEVAR CAPITALISMO PARA INTERNET BANDA LARGA, MAS TELES E MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES QUEREM OLIGOPÓLIO

ESTUDANTES DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PODEM AGORA CURSAR A MESMA SÉRIE NOS PAÍSES DO MERCOSUL

Da Agência Brasil

Brasília – A partir de agora, estudantes do ensino fundamental e médio que por qualquer motivo se mudem para países do Mercosul, poderão dar continuidade aos estudos sem qualquer prejuízo de tempo. Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no último dia 12, ratificou o Protocolo de Integração Educativa do Mercosul – Argentina, Chile e Paraguai também já ratificaram o protocolo.

Com isso, quando se mudam para países do bloco, os alunos do ensino fundamental e do médio têm garantido o direito de se matricular na mesma série que cursavam em seu país de origem.

Segundo a subchefe da Assessoria Internacional do Ministério da Educação, Auriana Diniz, o Brasil será beneficiado: “É um ganho para o país. O protocolo favorece cada vez mais a integração do bloco. É um avanço no que diz respeito à mobilidade. Teremos um fluxo de mobilidade bem mais fluido.”

O Mercosul Educativo data de dezembro de 2002, mas só agora foi ratificado pelo Brasil. A diferença de anos entre os sistemas educacionais dos países do Mercosul dificultou a adesão ao protocolo. O Brasil era o único país com sistema educacional de oito anos.

De acordo com Auriana, uma adaptação realizada no ano passado contribuiu para a ratificação do protocolo, que, para ela, “é mais benéfico” para o Brasil do que para os outros países. “Com o sistema educacional de nove anos é quase automática a ratificação desse protocolo.”

Ela ressaltou, porém, que a equivalência é feita apenas para as séries e não para o conteúdo. “As peculiaridades de cada sistema serão mantidas internamente. No Brasil, os sistemas educacionais dos estados são autônomos, têm uma parte comum e as suas peculiaridades e isso será preservado no bloco.”

Segundo Auriana, a discussão sobre a respeito da integração educativa dentro do Mercosul é antiga. “A equivalência de estudos é um item fundamental na integração de um bloco, e as discussões, principalmente na área de educação, fazem parte desse processo.”

Em caso de mudança de país, além da documentação de praxe para a transferência de escolas, o aluno deve ter os carimbos do Ministério das Relações Exteriores para garantir sua matrícula na mesma série que está cursando no país de origem.

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Entre países da América Latina, Brasil ocupa a décima posição em relatório da Unesco

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Já pensou essa torcida defendendo a educação do Brasil?

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Brasília – Em relatório divulgado hoje (25) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o Brasil fica atrás de dez países da América Latina no cumprimento de metas para melhoria da educação.

Cuba lidera o ranking dos países que tem melhorado aspectos como a expansão da educação na primeira infância, a garantia do ensino de qualidade e o aumento das  taxas de alfabetização de adultos. Os dados são referentes a 2006. Essas metas foram estabelecidas pelo compromisso Educação Para Todos, firmado durante a Conferência Mundial de Educação em Dacar, no ano 2000.

O Brasil, assim como a maioria dos países da América Latina e do Caribe, está no grupo “intermediário”, entre aqueles classificados como “longe de atingir as metas” e “perto de atingir as metas”. A lista é feita a partir do cálculo do Índice de Desenvolvimento do Educação para Todos (IDE), que varia de 0 a 1. Apesar de deficiências no ensino, o relatório diz que o Brasil deve cumprir o acordo até 2015. Confira o ranking.

1.Cuba
0,981
2.Uruguai 0,963
3.Argentina / México
0,956
4. Panamá
0,941
5. Paraguai
0,935
6. Venezuela
0,934
7. Peru
0,931
8. Equador
0,919
9. Bolívia
0,915
10. Colômbia
0,905
11. Brasil
0,901
12. Honduras
0,887
13. El Salvador
0,867
14. República Dominica
0,824
15. Guatamela
0,819
16. Nicarágua
0,799

* Chile e Costa Rica não foram avaliados em 2006

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