Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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A ARTE E A VIDA EM CÍRCULOS NAS ESCULTURAS DO MINEIRO GERALDO TELES DE OLIVEIRA, O GTO

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Do Arte Popular

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CELSO BODSTEIN DIZ QUE CINEMA É A FORMA DE SINTETIZAR REFLEXÕES DE ORDEM FILOSÓFICA, SOCIOLÓGICA E ESTÉTICA

Nesta segunda parte da entrevista à TV Educação Política, o professor Celso Bodstein fala sobre a importância da sua formação cultural cinematográfica.

Para ele, essa formação não se dá no campo da diversão, mas quando o cinema é capaz de abordar as questões filosóficas, antropológicas, sociológicas e estéticas.

Alem disso, Bodstein fala, em um segundo momento da entrevista, sobre o cinema que fala do próprio cinema. Acompanhe:

Veja também a primeira parte da entrevista sobre o cinema brasileiro atual e o documentário.

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APESAR DA RETOMADA, A CINEMATOGRAFIA BRASILEIRA SE DESFAZ QUANDO A GLOBO JOGA NA TELA GRANDE A ESTÉTICA DA TV, DIZ BODSTEIN

O professor Celso Bodstein, da PUC-Campinas e da Unicamp, em entrevista à TV Educação Política, afirma que o cinema feito a partir da estética televisiva tem pouco a acrescentar ao cinema brasileiro. Para ele, esse tipo de produção costuma dar grande bilheteria, mas faz as pessoas se envolverem com a sétima arte apenas no campo da diversão.

O professor também fala do renascimento do documentário, que vive um momento diferente da ficção, com uma produção mais livre e esteticamente mais forte. Veja abaixo:

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AS CORES E TONS DAS BAIANAS E DO ARRAIÁ DE ERMELINDA DE ALMEIDA, CEARENSE RADICADA NO RIO DE JANEIRO

DA SÉRIE OBRA-PRIMA: A GENIALIDADE DE CLEITON ROLO EM MATUTO E ALÉM: QUERIA SER DESLUMBRADO, SEM ME IMPORTAR COM NINGUÉM…

Matuto e Além
(Cleiton Rolo)

Pra se conter e se livrar da agonia
E se desligar do clubinho da minoria.

Transparecer e glorificar a ironia
É papo furado é vacilo é monotonia

Queria ser deslumbrado.
Sem me importar com ninguém.
Queria ser deslumbrado.
Meio matuto e além.

Cabe dizer que eu acordei mais um dia.
E isso é maior que toda filosofia.

Passa-se o tempo e a coisa te desafia
A moderar e a economizar na alegria.

Queria ser deslumbrado.
Sem me importar com ninguém.
Queria ser deslumbrado.
Meio matuto e além.

(Disco pode ser baixado no site do músico)

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OS CORPOS EM MOVIMENTO NA ARTE DO PARAIBANO FABIO SMITH

O OLHAR DO FOTÓGRAFO HORACIO COPPOLA SOBRE AS ESCULTURAS DE ANTÔNIO FRANCISCO LISBOA, O ALEIJADINHO

BARTLEBY, UM ESCRITURÁRIO QUE PREFERE NÃO FAZER, EM UM BELO TEXTO DO ESCRITOR NORTE-AMERICANO HERMAN MELVILLE

Ilustração do escriturário Barbleby, que preferia não fazer

“Então, numa manhã de domingo calhei de ir à igreja da
Trindade para ouvir um célebre pregador. Como cheguei
muito cedo ao local, pensei em ir até o meu escritório. Por
sorte, tinha a chave comigo; mas, ao colocála na fechadura,
notei que do outro lado algo impedia sua entrada. Bastante
surpreso, chamei em voz alta; foi quando, para minha con-
sternação, uma chave virou lá dentro; e, avançando seu
rosto magro em minha direção e segurando a porta entrea-
berta, surgiu a imagem de Bartleby, em mangas de camisa e
estranhamente desanimado, dizendo em voz baixa que sen-
tia muito, mas que estava profundamente ocupado naquele
momento e que preferia não permitir a minha entrada. Em
mais uma ou duas palavras, ele ainda acrescentou que talvez
fosse melhor que eu desse duas ou três voltas no quarteirão,
depois do que ele provavelmente teria concluído o que es-
tava fazendo.
Agora, a aparência totalmente inesperada de Bartleby,
assombrando meu escritório numa manhã de domingo com
seu cortês desleixo cadavérico, ainda que firme e calmo, teve
um efeito tão estranho sobre mim, que eu imediatamente
afastei-me de minha própria porta e fiz como ele desejava.
Mas não sem uma forte revolta impotente contra a educada
arrogância desse escriturário incompreensível. Na verdade,
foi principalmente sua incrível delicadeza que não apenas
me desarmou como, aparentemente, castrou-me. Porque eu
considero castrado um homem que permite tranqüilamente
que seu funcionário lhe dê ordens e diga-lhe para retirar-
se de seu próprio imóvel. Além do mais, fui invadido por
um enorme desconforto ao pensar no que Bartleby poderia
estar fazendo em meu escritório em mangas de camisa e
também em total desalinho numa manhã de domingo.”

(Trecho do conto Bartleby, de Herman Melville)

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DA SÉRIE OBRA-PRIMA: EU SEI, DE RENATO GODÁ, EM QUE A VIDA INTEIRA É CURTA, PASSADO NÃO TEM CURVA E O TEMPO AINDA É PIOR

 

Canção de Renato Godá – do Albúm “Canções Para Embalar Marujos”

Eu sei,
que o homem-bala voa,
que a trapezista voa,
e o tempo ainda é pior

Eu sei,
que os automóveis correm,
que os trens nos trilhos correm,
e o tempo ainda é pior.

Porém,
posso esquecer das horas,
abusar da demora,
pra ficar com você.

Eu sei,
a vida inteira é curta,
passado não tem curva,
e o tempo ainda é pior.

Eu sei,
os sonhos envelhecem,
certezas vão embora,
e o tempo ainda é pior.

(2X)Porém,
posso esquecer das horas,
abusar da demora,
pra ficar com você.

Por fim,
se o Super-Homem voa,
se a bailarina voa,
e o tempo ainda é pior.

Eu vou,
nesse compasso lento,
em meio ao contratempo,
sem pressa de entender.

E sim,
posso esquecer das horas,
abusar da demora,
pra ficar com você.

Sim,
posso esquecer das horas,
abusar da demora,
pra ficar com você.

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A ARTE EM BARRO DO MINEIRO ULISSES MENDES

QUADRINISTA CHESTER BROWN ESCREVE LIVRO SOBRE SUA VIDA SEXUAL E DEFENDE O SEXO PAGO COMO UMA FORMA DE RELACIONAMENTO

Por Eliane Brum/Revista Época

Chester Brown narra sua própria história

Em junho de 1996, o canadense Chester Brown desenhava histórias em quadrinhos no apartamento que dividia com a namorada, em Toronto, quando ela anunciou: “Te amo como sempre amei e sei que sempre vou te amar, mas…. acho que me apaixonei por outra pessoa”. Chester percebeu que não estava abalado – nem se abalou quando o novo namorado passou a dormir com a recentíssima ex no quarto ao lado. Uma passagem tão tranquila que os dois decidiram continuar dividindo o mesmo apartamento, o que fizeram por muito tempo. Um ano depois, aos 37 anos, Chester chegou a uma conclusão que mudaria a sua vida: “Tenho dois desejos contraditórios: o de transar e o de não ter namorada”.

Chester acabou descobrindo que, pelo menos para ele, não havia contradição alguma. Depois de uma fase de celibato, ele deu início a uma vida sexual com prostitutas que, em geral, era bastante prazerosa. Quando as descrições dos anúncios não correspondiam aos fatos, ele podia inventar uma desculpa e cair fora – ou acabar constatando que, apesar de a mulher não ser tão gostosa quanto dizia que era, tinha outros talentos ou simplesmente era divertida.  

Descobriu que, para ele, o “amor romântico” não fazia sentido algum. “Nossa cultura impõe a ideia de que o amor romântico é mais importante que as outras formas de amor”, diz ele um dia à ex-namorada. “Já não acredito nisso. O amor dos amigos e o da família podem ser tão satisfatórios quanto o amor romântico. A longo prazo, provavelmente são mais satisfatórios.”

Mais tarde, explica sua tese a uma prostituta, durante uma conversa na cama. “O amor é doação, partilha e carinho. O amor romântico é possessividade, mesquinhez e ciúme”, diz à moça. “A mãe que tem vários filhos ama todos eles. Quem tem vários amigos pode amar todos eles. Mas não se acha correto que se sinta amor romântico por mais de uma pessoa por vez. Acho que é a natureza excludente do amor romântico que o torna diferente de outros tipos de amor.”

As aventuras de Chester Brown e sua escolha pelo sexo pago são contadas por ele em uma deliciosa graphic novel (novela em quadrinhos), que acabou de chegar às livrarias do Brasil. Pagando por sexo (WMF Martins Fontes) é o relato confessional do quadrinista, escrito com rigor jornalístico. Inclusive trocando o nome das prostitutas, para não identificá-las, assim como jamais desenhando seu rosto ou suas marcas pessoais, para que não sejam reconhecidas – mas buscando ser fiel à forma de seus corpos. (Texto completo)

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UMA PROFUSÃO DE SERES E CORES NA ARTE DO GAÚCHO CARLOS ALBERTO DE OLIVEIRA

SENSACIONAL, FILME PAREDES NUAS DE UGO GIORGETTI TRATA DA QUEDA DE UM GRANDE CORRUPTO E DO VÍCIO PELO DINHEIRO

O prazer do dinheiro é tema de Paredes Nuas

Paredes Nuas, de Ugo Giorgetti, é um belo exemplar de como um bom texto e ótimos atores transformam um pequeno filme em um grande cinema. Giorgetti trata da queda de um corrupto e das consequências que essa queda provoca na vida das pessoas que sobrevivem em torno dele.

O melhor do filme, que tem duração de apenas 52 minutos, é o elenco, que segura o filme com interpretações de forte intensidade teatral e muita experiência profissional. No roteiro, o que chama a atenção é, ao final da história, a associação entre a vida de luxo propiciada pela corrupção como um vício provocado pelo dinheiro. Esse vício pelo dinheiro, essa idolatria pelo luxo e marcas, é tratado como análogo às consequências provocadas pelas drogas químicas mais pesadas em viciados. 

Para se chegar ao dinheiro, de forma mais rápida, tem-se a corrupção como algo inevitável, como algo entendido moralmente pelo viciado como natural na sociedade, ou seja: “todo mundo faz” e “se ele não fizer, outros farão”. E é principalmente na corrupção que o dinheiro precisa ser gasto com luxo e extravagâncias, visto que não pode ser declarado sem uma devida lavagem financeira. Da mesma forma, o mercado do vício e dos preços absurdos são sustentados pela capacidade de grandes empresas de burlar o sistema de pagamento de impostos. Muitos indivíduos, que giram em torno de políticos e governos, pagam qualquer preço para ter o prazer provocado pelo excesso de dinheiro. Eles sabem que há riscos, mas se deleitam no êxtase do consumo e do status.

A diferença é que o vício não destrói o corpo do indivíduo que consome o dinheiro em excesso orgiástico, mas os corpos dos indivíduos que partilham com ele a vida na mesma sociedade. O dinheiro deixa de ser aplicado em benefício de toda a comunidade e passa a ser utilizado por um viciado e seus dependentes familiares e funcionários. Em nome da liberdade individual, o vício pelo dinheiro tornou-se sem limites e destrói a vida de milhares de pessoas que ficam sem acesso a boas condições de moradia, saúde, educação e cultura.

No filme, a atriz Juliana Galdino, vive a esposa do corrupto preso e é nela que se expressa a incapacidade de se viver sem a possibilidade de ter as doses diárias da extravagância provocada no ego pelo poder financeiro. Essa pequena película torna-se assim um filme essencial no Brasil de hoje. Veja trailler abaixo:

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DROGADOS PELO DINHEIRO: FISSURA DE SUPER-RICOS SUSTENTA A MISÉRIA DO MUNDO E ABALA AS ECONOMIAS DOS EUA E DA EUROPA
PROJETO FUNDAMENTAL: APENAS 600 BRASILEIROS AFORTUNADOS PODEM CONTRIBUIR COM R$ 10 BILHÕES POR ANO AO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE


A VIDA NA GRANDE CIDADE NA ARTE DO ALAGOANO RAIMUNDO BATISTA

AS CORES DA ARTE DO SERGIPANO ISMAEL PEREIRA

GRAÇA E HUMOR NO DESENHO E TEXTO, POR ORLANDO PEDROSO

GELADEIROTECA: EM UMA PRAÇA DE ARARAQUARA, INTERIOR DE SÃO PAULO, UMA GELADEIRA “CONSERVA” LIVROS QUE SÃO EMPRESTADOS À POPULAÇÃO

MANUAL DE LITERATURA (EN)CANTADA TRAZ TEXTOS DE MACHADO DE ASSIS E MÁRIO DE ANDRADE TRANSFORMADOS EM RAP

MC’s Machado de Assis, Cruz e Sousa e Mário de Andrade

A literatura, e todas as formas de arte, têm um íncrivel poder de mudar a realidade social e de promever diálogos antes impensados entre os diferentes estratos da sociedade. Acreditando neste poder transformador e na multiplicidade da linguagem artística, o músico e jornalista francês Frédéric Pagès tem explorado a musicalidade presente em textos literários consagrados ao transpor para letras de rap clássicos da literatura brasileira.

Depois de gravar Récits du Sertão, em 1998, com trechos musicados de Guimarães Rosa e elogiado por Augusto de Campos e Mia Couto, Frédéric lança agora o disco Manual de Literatura (En)Cantada, onde jovens da periferia de Diadema gravam no ritmo do rap textos de Machado de Assis, Cruz e Sousa e Mário de Andrade.

Com o projeto, Frédéric quer demonstrar o quanto os métodos pedagógicos de educação estão ultrapassados e o papel que a arte-educação pode ter para disseminar o conhecimento de forma eficiente, seja qual for o lugar, seja qual for a cultura. Transformar textos literários em rap é sem dúvida uma ótima forma de reinventar a prática literária, explorando o seu sempre inesgotável potencial de criação e fazendo-a cada vez mais fértil.

Veja mais no site da revista Cult!

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LEON TOLSTÓI EM SENHOR E SERVO: AS GALINHAS E OS GALOS CACAREJARAM ABORRECIDOS
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BERTOLT BRECHT: OS DIAS DO TEU CATIVEIRO ESTÃO CONTADOS, TALVEZ MESMO OS MINUTOS
MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA TRAZ MOSTRA SOBRE JORGE AMADO

METÁFORA DA REVOLUÇÃO, A LOCOMOTIVA APARECE EM DIFERENTES ESPAÇOS E TONS NA ARTE DE HOWARD FOGG

CORES DE PRIMAVERA E VIDA NA ARTE DELICADA DE YURY OBUKHOVSKIY

LEON TOLSTÓI EM SENHOR E SERVO: AS GALINHAS E OS GALOS CACAREJARAM ABORRECIDOS

“Vassili Andrêitch entrou na casa com o velho, enquanto Nikita conduzia o trenó pelo portão aberto por Petrúchka e, por indicação do rapaz, fazia o cavalo entrar debaixo do telheiro. A dugá alta roçou no poleiro, no qual as galinhas e o galo, já acomodados, se alvoroçaram e começaram a cacarejar, aborrecidos. As ovelhas perturbadas precipitaram-se para um lado, pisoteando com os cascos o esterco congelado do chão. E o cachorro, assustado e raivoso, gania e latia freneticamente para o intruso.

Nikita conversou com todos: desculpou-se perante as galinhas, tranquilizou-as, garantindo que não as perturbaria mais; censurou as ovelhas por serem tão assustadiças sem saberem por quê, e ficou acalmando o cachorro durante o tempo todo que levou amarrando o cavalo”.

(Leon Tolstói, em Senhor e Servo, editora LPM)

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EM ZABRISKIE POINT, DE ANTONIONI, A IMAGINAÇÃO DE UMA EXPLOSÃO SURGE COMO UMA METÁFORA DA VIDA

Em Zabriskie Point, clássico de Michelangelo Antonioni, desenha-se ao longo do filme a oposição entre momentos e sentimentos simples e realmente essenciais, representados de forma belíssima, e a futilidade de certas coisas e pessoas do cotidiano que convivem conosco e são incapazes de ver além delas mesmas.

Uma das personagens do filme, Daria, sofrendo pela morte de um recente, curto e de todas as formas intenso amor, ao ser posta diante de um mundo frívolo e tão distante de tudo que ela sentia, imagina uma explosão, onde tudo simplesmente se desintegra nos ares e deixa de existir. Um sutil sorriso se desenha no rosto de Daria no fim desta cena bela pelos efeitos visuais e pela forte linguagem musical, mostrando quão frágil é tudo aquilo que se considera tão sólido.

A cena não deixa de ser uma grande metáfora da vida, sempre prestes a se desfazer no ar, com todos os seus livros, com todoas as suas roupas…De tudo parece só restar o real sentido do amor.

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CINEMA BRASILEIRO FOI O GRANDE HOMENAGEADO DA 65ª EDIÇÃO DO FESTIVAL DE CANNES QUE TERMINA HOJE

Quem ilustrou o cartaz desta edição do Festival foi a atriz Marilyn Monroe, morta há 50 anos.

O cinema brasileiro foi o principal homenageado deste 65ª edição do Festival Internacional de Cannes, na França. Convidado de honra, o cinema brasileiro garantiu espaço com o filme A Música Segundo Tom Jobim, que foi exibido em sessão especial, do cineasta Nelson Pereira dos Santos, de 84 anos, que também foi homenageado no evento.

Como mostrou notícia publicada pela Agência Brasil, o Brasil também foi destaque no Festival com “o longa metragem de Walter Salles, Na Estrada, baseado no livro On the Road, de Jack Kerouac, e Glauber Rocha, com Terra em Transe e O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro”.

O filme de Nelson Pereira dos Santos conta um pouco da trajetória musical de Tom Jobim e fala sobre seu processo de criação, mas tudo através da música. O inesquecível e peculiar ritmo que consagrou Tom Jobim como um dos criadores da Bossa Nova é o que dá o tom do filme em belíssimas interpretações. Veja texto em que comentamos sobre o filme aqui no Educação Política.

Veja techo de notícia da Agência Brasil contando os primeiros momentos desta 65ª edição de Cannes:

Começa Festival de Cannes, que faz homenagem especial ao cinema brasileiro
Por Renata Giraldi

Brasília – A 65ª edição do Festival Internacional de Cannes, na França, começou ontem (16) e vai até o dia 27. O cinema do Brasil será o principal homenageado, como convidado de honra. O cineasta Nelson Pereira dos Santos, de 84 anos, deverá receber uma homenagem durante o festival. O filme A Música segundo Tom Jobim, de Santos, será exibido em sessão especial.

Em abril, a decisão foi anunciada pelo diretor do festival e responsável pela programação de filmes do evento, Thierry Frémaux. Segundo ele, o filme A Música segundo Tom Jobim é uma “homenagem” ao compositor, que chamou de “criador da bossa nova”.

O filme de Santos conta a trajetória e a forma de criar de Antonio Carlos Jobim por meio da música e do pensamento do compositor. Frémaux citou ainda diretores brasileiros, como Cacá Diegues, que representa o chamado Cinema Novo com fillmes clássicos – Xica da Silva e Quilombo -, além de Ruy Guerra, que dirigiu Ópera do Malandro e Os Deuses e os Mortos, entre outros.

No Festival de Cannes, o Brasil será destaque com o longa metragem de Walter Salles, Na Estrada, baseado no livro On the Road, de Jack Kerouac, e Glauber Rocha, com Terra em Transe e O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro.

Ontem (16), a abertura do festival foi dedicada ao filme Moonrise Kingdom, do norte-americano Wes Anderson. A atriz francesa Bérénice Béjo, que se tornou mais conhecida por sua atuação no filme O Artista, fez a apresentação do evento. Em seguida, o cineasta italiano Nanni Moretti, vencedor da Palma de Ouro em 2001 e diretor do júri do festival, elogiou a França pelo evento. (Texto completo)

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