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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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Banco Central independente está na raiz da crise hipotecária dos EUA e da Europa

A crise de hipotecas (garantias) de imóveis dos Estados Unidos em 2008, e que se alastrou pela Europa, tem afetado praticamente todo o mundo desde aquele período. Na raiz desse problema está a independência de Bancos Centrais como o Federal Reserve (Banco Central dos EUA) e o Banco (Continue lendo…)

FUNDAMENTALISTAS DO MERCADO E DO LUCRO FÁCIL PRESSIONAM GOVERNO E BANCO CENTRAL PARA AUMENTAR OS JUROS

Dilma sob pressão

Não é só de felicianos e de fundamentalistas religiosos que vive a política brasileira. Há também os fundamentalistas do mercado, que pressionam o governo Dilma Rousseff para o aumento dos juros, que lhes trará milhões de rendimentos.

Depois de décadas de lutas para baixar os juros, os fundamentalistas do mercado, impulsionados pela grande mídia, tentam a todo o custo fazer com que os juros voltem a patamares elevados, impedindo a produção e aumentando os gordos lucros dos financistas.

Notícias espalham o terror na população. É o preço do tomate, da cebola etc etc. É a inflação que subiu 0,5% etc etc. Isso vira um tsunami de informações, uma pressão arrasadora sobre o governo.

É lamentável ver a grande mídia fazendo esse papel sujo a serviço da economia financeira que desde os anos 80 vem destruindo mercados e economias. No entanto, esse serviço é bastante explicável pela partidarização que tomou conta da grande imprensa nos últimos anos.

Ao aumentar os juros, os rentistas ricos ficam mais ricos e o crescimento econômico também cai, enfraquecendo o governo para as próximas eleições. Dessa forma, os interesses econômicos, político-eleitorais das empresas de mídia e de setores conservadores da sociedade ganham mais fôlego para ficar mais à vontade no poder.

Com certeza existem outras medidas para baixar a inflação e o governo pode e deve investir em medidas alternativas, ainda mais em um momento em que os juros estão baixos no mundo inteiro.

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SÓ AGRICULTURA FAMILIAR SEGURA A INFLAÇÃO E DILMA ROUSSEFF DEVE CORRER ATRÁS DO PREJUÍZO E INVESTIR PESADO NO SETOR

Em bilhões de reais

Assim que aponta um suspiro na inflação, os analistas urubólogos e radicais do mercado financeiro aparecem na televisão para dizer que o governo deve aumentar os juros e alimentar a ciranda financeira do cassino mercantil.

Para as empresas que apostam na Bolsa de Valores, o único remédio para a inflação é o aumento dos juros. Somente esses lobistas (ou melhor, analistas) se transformaram nas fontes especializadas em inflação e sempre dizem a mesma coisa: “o Banco Central terá de aumentar os juros”.

Mas existe uma medida muito mais benéfica para o país, que nunca é lembrada. O investimento governamental em agricultura familiar. Esse sim é um santo remédio para a inflação. É a agricultura familiar que coloca a comida nos supermercados e na mesa do brasileiro.

No governo do ex-presidente Lula o que segurou a inflação foi em boa parte o forte investimento na agricultura familiar. Mesmo com o mercado internacional aquecido no período pré-crise bancária de 2008, a inflação ficou sob controle. Entre 2003 e 2008, em apenas cinco anos, o investimento no Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar), por exemplo, passou de R$ 2,3 bilhões para R$ 9 bilhões.

Mas somente isso não resolve, é preciso uma política nacional agressiva de incentivo à agricultura familiar. Se o governo tomar os produtores de alimentos da cesta básica como prioridade, a inflação fica sob controle. A alimentação é parte importante dos índices de preços e podem ajudar a conter a inflação de outros setores.

O governo Dilma Rousseff parece que acordou para o problema diante dos repiques de inflação, mas precisa ser criativo. O governo poderia, por exemplo, incentivar a produção de um trator popular, garantir produção próximas às cidades, compra municipal e outras medidas que façam com que a produção da agricultura familiar cresça bem acima do PIB.

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ESPECULAÇÃO FINANCEIRA MUNDIAL MONTA ARTILHARIA CONTRA O BRASIL E RECEBE O APLAUSO DA MÍDIA NATIVA

RENTISTAS UIVAM LÁ, A MATILHA LATE AQUI 

 

 

Foto: Gabriel Fernandes - WikipediaAs aplicações do’ Sloane Robinson’, um dos dez maiores fundos hedge do mundo e dos mais antigos de Londres, vão fechar o ano com saldo de US$ 2,5 bilhões. Em 2008, o fundo especulativo acumulava ativos de US$ 15 bilhões. O ‘Sloane’ esfarela. Sua rentabilidade despencou 17% no ano passado; afundará mais 2%  em 2012.

 

Não é um caso isolado. Rentistas de todo o mundo sofrem os reveses  da implosão  neoliberal agravada pelo fim da farra nos países emergentes– Brasil entre eles. Sua passagem pelo país incluía ganhos triplos: na arbitragem dos juros (maiores aqui, remunerando captações a um custo menor lá fora); na diferença cambial entre a data de ingresso e a da saída, uma vez que o próprio tsunami especulativo forçava a valorização do Real, garantindo conversões vantajosas para o dólar na despedida; e, finamente, na jogatina ‘rapidinha’ nas bolsas, sem nem dispor de ações próprias, alugando carteiras junto a bancos.

 

A obstrução da pista principal do circuito, a dos juros, derrubados a fórceps pelo governo Dilma, melou o resto do passeio, prejudicado ainda pela queda nos mercados acionários. É desse pano de fundo que soam os vagidos em inglês contra o governo Dilma, ecoados de gargantas midiáticas profundamente comprometidas com as finanças desreguladas. Como acontece quando as matrizes entram  no cio numa matilha, os uivos locais elevaram seus decibéis nos últimos dias do ano. Coube  à ‘Folha’ cravar o latido mais alto da praça, em editorial em que pede ‘reforma geral nas prioridades nacionais’. (LEIA MAIS AQUI)

 

 

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MÍDIA ABRE ESPAÇO NOBRE PARA QUEM ATENTA CONTRA OS JUROS BAIXOS QUE BENEFICIAM A POPULAÇÃO E O SETOR PRODUTIVO

Veja só: os postes estão mesmo mijando nos cachorros
Ex-assessor de George Soros, o mega especulador planetário, ex-presidente do Banco Central, ao tempo do presidente Cardoso, atual especulador credenciado com um banco de investimento, Arminio Fraga dá entrevista hoje ao jornal Folha de S. Paulo, onde exige explicações do Bacen sobre a queda gradual das taxas de juros no Brasil.
A bronca do especulador é uma garantia de que a política monetária do governo Dilma está no caminho certo. O jus esperneandido banqueiro mostra duas coisas:1) os banqueiros já não estão mais no poder, pelo menos no Brasil;2) depois de trinta anos de política monetária com permanente desestímulo às atividades produtivas, temos uma política econômica orientada desde o Palácio do Planalto, e não desde a Febraban e os centros financeiros do mundo, como Londres e Nova York.
Nós podemos discordar pontualmente de aspectos e sobretudo dos ritmos da política econômica dilmista, mas a direção e o sentido, bem como o comando hegemônico, estão em processo de correção permanente, haja vista a chiadeira do especulador símbolo dos quatrocentos mil brasileiros que viveram à tripa forra nas três últimas décadas graças à política de financeiração da vida e dos indivíduos.
Enquanto os banqueiros chiam, o Brasil, aos poucos, recupera a sua soberania. Falta muito para andar, mas estamos no caminho certo.
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MERCADO FINANCEIRO QUER QUEBRAR O BRASIL AO PRESSIONAR COPOM PARA AUMENTAR JUROS COM SINAIS DE DEFLAÇÃO

Mercado Financeiro: mais realista que o Rei

Analistas do mercado financeiro (funcionários e executivos de bancos e empresas que apostam na bolsa e ganham com juros altos) estão pressionando o Banco Central para aumentar os juros e, com isso, fazer com que o Brasil aumente a sua dívida e leve parte do dinheiro da indústria para o mercado financeiro que, por coincidência, é onde esses analistas ganham a vida.

Mesmo com sinais de deflação, os “analistas” do mercado financeiro se dizem preocupados com a inflação (de 2011 !!!!) e querem que o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) aumente os juros para 12% até o final do ano. Os analistas querem ter um bom Natal, mas já a população… Em tempo, a inflação está sob controle e dentro da meta!

Veja trecho da matéria do Estadão:

Juro deve superar 12% para manter inflação na meta, dizem analistas

SÃO PAULO – Para evitar o risco de perder o controle da inflação em 2011, o Banco Central deveria elevar o juro básico da economia para um patamar acima da taxa neutra, entre 12% e 12,5%, já neste ano. Isso faria o Comitê de Política Monetária (Copom) promover neste ano, pelo menos, mais duas elevações da taxa em 0,75 ponto porcentual e outra, de 0,50 ponto porcentual. (Texto integral)

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RELATÓRIO FOCUS É O MESMO QUE CANTAR UNI, DUNI, TE; BANCO CENTRAL PRECISA SER INDEPENDENTE DO MERCADO FINANCEIRO
BANCOS SÓ ABREM POR DUAS HORAS NA VÉSPERA DO NATAL; BANCO NÃO TEM CLIENTE, TEM DEPENDENTE

ARGENTINA, DA PRESIDENTE CRISTINA KIRCHNER, MOSTRA QUE INDEPENDÊNCIA DO BANCO CENTRAL É UM ATENTADO À DEMOCRACIA

Tchau independência do Banco Central

A ideia de independência dos Bancos Centrais dos países, tese defendida no Brasil quando o PSDB estava no governo federal, é um atentado à democracia. E é isso que está acontecendo na Argentina.

A presidente Cristina Kirchner pediu a renúncia do presidente do Banco Central, Martín Redrado, mas ele se recusa a sair e anunciou que não renunciará ao posto, já que seu mandato, que iniciou em 2004, só conclui no dia 23 de setembro.

É a ditadura do mercado. O povo vota na presidente que vira fantoche; não pode demitir o presidente do Banco Central. Para falar numa linguagem do mercado, é o mesmo que o dono da empresa demitir um funcionário e ele se recusar a sair porque se acha dono da empresa. A população da Argentina elegeu Cristina Kirchner e, concorde ou não com o seu governo, é preciso respeitar a democracia.

O presidente do Banco Central da Argentina, Martín Redrado, usa o cargo para atentar contra a supremacia dos votos. É a ditadura do mercado.

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GOVERNO LULA E CASA CIVIL TENTAM LEVAR CAPITALISMO PARA INTERNET BANDA LARGA, MAS TELES E MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES QUEREM OLIGOPÓLIO

RELATÓRIO FOCUS É O MESMO QUE CANTAR UNI, DUNI, TE; BANCO CENTRAL PRECISA SER INDEPENDENTE DO MERCADO FINANCEIRO

O relatório Focus do Banco Central é uma piada. Se alguém tomar uma decisão importante em cima de um resultado semanal vai se dar mal. Veja só: em apenas uma semana os analistas de mercado saíram de uma previsão do PIB de 1,2% para 0,59%.  É brincadeira, 50% a menos em uma semana.

Usar o relatório Focus como referência tem o mesmo valor científico que cantar uni duni te.  Outro exemplo: a previsão da produção industrial do relatório passou de 1,59% de crescimento para  1,5% de retração em apenas quatro semanas. Para com com isso…

O relatório Focus não serve para nada, a não ser para mostrar subserviência do Banco Central aos analistas financeiros. O Banco Central precisa de independência, mas independência do mercado financeiro.

 

Estimativa de crescimento da economia em 2009 cai para 0,59% 

Kelly Oliveira 
Repórter da Agência Brasil 

Brasília – A expectativa de analistas de mercado para o crescimento da economia neste ano está cada vez menor. A informação está nos dados do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central (BC) com base em projeções de analistas sobre os principais indicadores da economia.

A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) está em 0,59%. Na semana anterior esse percentual era de 1,20% e há quatro semanas era de 1,50%.

Os analistas reduziram a estimativa depois da divulgação, na última semana, de que Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre de 2008 diminuiu 3,6% em relação ao terceiro trimestre do mesmo ano, o maior recuo da séria histórica que começou em 1996. Em meados de setembro de 2008, houve o agravamento da crise financeira internacional, o que levou à redução do crescimento econômico no país e no mundo.

No caso da produção industrial, os analistas já prevêem retração de 1,59%, sendo que na semana anterior esse percentual era de 0,04%. Há quatro semanas ainda havia a previsão de crescimento de 1,5% da produção industrial. (texto integral da Agencia Brasil)

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BANCOS SÓ ABREM POR DUAS HORAS NA VÉSPERA DO NATAL; BANCO NÃO TEM CLIENTE, TEM DEPENDENTE

Banco Central a serviço da banca

Banco Central a serviço da banca

Um sintoma de que o Banco Central do Brasil é benevolente e negligente com a conduta dos bancos de serviço pode ser claramente percebido com a vontade que os bancos têm para atender o público. O atendimento normalmente é péssimo, as taxas são excessivas e as filas intermináveis. Até leis foram elaboradas para impedir que pessoas fiquem mais de meia hora na fila. É um absurdo uma lei dessas em setores onde há concorrência capitalista.

Isso demonstra a concentração econômica e de poder que os bancos têm no Brasil. É vergonhoso e tende a piorar com as novas fusões. Os bancos, na verdade, não fazem a menor questão de atender a população brasileira. Se fosse permitido, eles fechariam as portas aos brasileiros. Banco não tem cliente, tem dependente. A população depende dos bancos para uma série de serviços, inclusive receber seu salário.

Pergunte ao dono de uma loja de roupas, padaria ou qualquer outro ramo competitivo se ele vai atender o público somente 6h por dia de segunda a sexta. Pelo contrário, eles querem abrir  por 8h, incluindo sábados e domingos. Veja abaixo notícia de que os bancos vão abrir ao público apenas duas horas nas vésperas do Natal. Não precisava…

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Bancos ficarão abertos por duas horas na véspera do Natal

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – As agências bancárias atenderão o público no próxima quarta-feira (24), véspera do Natal, mas apenas durante duas horas, das 9h às 11h (horário de Brasília), nas capitais e regiões metropolitanas. No interior, onde normalmente o expediente começa e termina uma hora antes, as agências serão abertas às 8h e fechadas às 10h. O tempo de funcionamento por duas horas também foi estabelecido nos locais com diferença de uma hora em relação à Brasília, segundo comunicado da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

As contas de água, luz, telefone e TV a Cabo, além de títulos e outros pagamentos com vencimento no dia 25, poderão ser pagas sem incidência de multa, no dia 26, sexta-feira. A regra também vale para as contas que vencem em 31 de dezembro e 1º de janeiro, quando não haverá expediente bancário, que poderão ser pagas no dia 2 de janeiro.

Na nota, a Febraban observa que os clientes podem agendar os pagamentos, no caso de contas com boletos que têm o código de barras, nos terminais de auto-atendimentos, bem como nas agências dos Correios, lotéricas e outros estabelecimentos comerciais onde normalmente são feitas essas quitações.

Nos dias 26 de dezembro e 2 de janeiro de 2009, os horários de funcionamento das agências serão normais, segundo a Febraban.

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