Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos de tags: banco

BANCOS PRIVADOS REDUZEM JUROS PORQUE GOVERNO USOU ARMAS CAPITALISTAS CONTRA O OLIGOPÓLIO DOS BANQUEIROS

BB e CEF decidiram competir com os bancos privados

A campanha publicitária intensiva das últimas semanas da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Banco do Brasil (BB), uma usando a atriz Camila Pitanga e a outra o ator Reynaldo Gianecchini, foi um choque de capitalismo no feudo da banca. Pela primeira vez o governo reduziu os juros dos bancos públicos e foi pra cima para conquistar mercado. Não adianta fazer discurso contra banqueiro sem atuar no mercado.

Quem vê as propagandas da Camila Pitanga e do Gianecchini, junto com o governo sinalizando que quer redução dos juros, sente vontade de sair dos bancos privados e correr para a CEF e o BB.  Bancos públicos decidiram competir com os privados e é isso que fez com que os banqueiros reduzissem os juros.  E não as reclamações do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Competição é uma linguagem que o capitalista entende.

Mas isso é muito pouco e frágil. Com o tempo, esse modelo tende a se deteriorar. O governo precisa criar mecanismos e mais competição no setor, assim como nas telecomunicações (dois setores oligopolizados e cheios de reclamações e problemas). É preciso pensar a longo prazo numa estrutura que não dependa da vontade do governo de plantão.

É preciso impedir a fusão de bancos e incentivar a operação de créditos por outras empresas, entidades etc. É preciso gerar mecanismos pulverizados de financiamento, com controle rigoroso.  Na verdade, esse oligopólio de poucos grandes bancos foi criado pelo próprio governo e sociedade que permitiram nas últimas década essa absurda concentração bancária. Claro que com o apoio dos analistas econômicos da mídia que urram como cães a qualquer redução de juros. É inacreditável.

Aliás, quando mais concentrado um setor da economia, mais poder e influência sobre a mídia e o governo. Por que  o governo precisa conversar com banqueiros? Porque não tem nem capitalismo no setor. Veja se o governo chama os donos de padaria para que baixem o preço do pãozinho.

É preciso criar um pouco de capitalismo no setor, com maior concorrência e com bancos públicos atuando de forma pró-ativa.

Leia mais em Educação Política:

QUE ABUSO! QUANDO SERÁ QUE O BRASIL VAI PERDER O COMPLEXO DE VIRA-LATAS EM RELAÇÃO ÀS TELES?
SISTEMA POLÍTICO-ECONÔMICO CAPITALISTA VIGENTE É TÃO INJUSTO QUE ATÉ OS MILIONÁRIOS ESTÃO PEDINDO PARA SEREM TAXADOS
EMPRESAS DE TELEFONIA NÃO QUEREM PAGAR TRIBUTO E BOICOTAM A TEVÊ BRASIL
MULTINACIONAIS QUEREM PRODUZIR PUBLICIDADE LÁ FORA E NÃO PAGAR IMPOSTO AQUI NO BRASIL

 

 

BANCOS SÓ ABREM POR DUAS HORAS NA VÉSPERA DO NATAL; BANCO NÃO TEM CLIENTE, TEM DEPENDENTE

Banco Central a serviço da banca

Banco Central a serviço da banca

Um sintoma de que o Banco Central do Brasil é benevolente e negligente com a conduta dos bancos de serviço pode ser claramente percebido com a vontade que os bancos têm para atender o público. O atendimento normalmente é péssimo, as taxas são excessivas e as filas intermináveis. Até leis foram elaboradas para impedir que pessoas fiquem mais de meia hora na fila. É um absurdo uma lei dessas em setores onde há concorrência capitalista.

Isso demonstra a concentração econômica e de poder que os bancos têm no Brasil. É vergonhoso e tende a piorar com as novas fusões. Os bancos, na verdade, não fazem a menor questão de atender a população brasileira. Se fosse permitido, eles fechariam as portas aos brasileiros. Banco não tem cliente, tem dependente. A população depende dos bancos para uma série de serviços, inclusive receber seu salário.

Pergunte ao dono de uma loja de roupas, padaria ou qualquer outro ramo competitivo se ele vai atender o público somente 6h por dia de segunda a sexta. Pelo contrário, eles querem abrir  por 8h, incluindo sábados e domingos. Veja abaixo notícia de que os bancos vão abrir ao público apenas duas horas nas vésperas do Natal. Não precisava…

Leia também no Educação Política:

CRISE DAS BOLSAS E DOS BANCOS: GOVERNO JÁ DEU A CENOURA; SE A MULA EMPACA É HORA DO PORRETE
BOLETIM FOCUS: ANALISTAS DE MERCADO QUEREM JURO MAIS ALTO COM INFLAÇÃO EM QUEDA
PROJETO PREJUDICA INTERNAUTA, MAS BENEFICIA BANCOS E EMPRESAS DE CARTÕES DE CRÉDITO
BRASIL PODE CRIAR UM ÍNDICE DO POLÍTICO OU GESTOR CORRUPTO (IPGC)
CHEQUE, ESPECIAL PARA OS BANCOS

Bancos ficarão abertos por duas horas na véspera do Natal

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – As agências bancárias atenderão o público no próxima quarta-feira (24), véspera do Natal, mas apenas durante duas horas, das 9h às 11h (horário de Brasília), nas capitais e regiões metropolitanas. No interior, onde normalmente o expediente começa e termina uma hora antes, as agências serão abertas às 8h e fechadas às 10h. O tempo de funcionamento por duas horas também foi estabelecido nos locais com diferença de uma hora em relação à Brasília, segundo comunicado da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

As contas de água, luz, telefone e TV a Cabo, além de títulos e outros pagamentos com vencimento no dia 25, poderão ser pagas sem incidência de multa, no dia 26, sexta-feira. A regra também vale para as contas que vencem em 31 de dezembro e 1º de janeiro, quando não haverá expediente bancário, que poderão ser pagas no dia 2 de janeiro.

Na nota, a Febraban observa que os clientes podem agendar os pagamentos, no caso de contas com boletos que têm o código de barras, nos terminais de auto-atendimentos, bem como nas agências dos Correios, lotéricas e outros estabelecimentos comerciais onde normalmente são feitas essas quitações.

Nos dias 26 de dezembro e 2 de janeiro de 2009, os horários de funcionamento das agências serão normais, segundo a Febraban.

%d blogueiros gostam disto: