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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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EMPRESÁRIOS CHUTAM TUCANO MORTO: DIRETOR DA FIESP DESTRÓI GERALDO ALCKMIN E O PSDB DE SÃO PAULO DE FORMA IMPLACÁVEL

Carlos Calvalcanti, diretor da Fiesp

Carlos Calvalcanti, diretor da Fiesp

Os empresários estão descobrindo o que significa o partido PSDB. O diretor de Infraestrutura da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Carlos Cavalcanti, deu uma aula sobre o preço da energia elétrica no Brasil e, de quebra, destruiu os tucanos paulistas em entrevista ao Jornal da Terra. Cavalvanti deu a entrevista antes da redução anunciada pela presidenta Dilma Rousseff (Veja abaixo o vídeo)

Os empresários parecem que estão descobrindo que o PSDB é tucano morto, ou melhor, cachorro morto.

Veja algumas frases do vídeo:

“A CABEÇA DO GOVERNADOR (GERALDO ALCKMIN) É DESSE TAMAINHO”

“A GENTE FICA COM VERGONHA DO GOVERNO (psdb) QUE TEM”

“O GOVERNADOR (GERALDO ALCKMIN) DEVE VIR A PÚBLICO EXPLICAR PORQUE ESTÁ PREJUDICANDO 44 MILHÕES (DE PAULISTAS)”

“ELES (PSDB) ESTÃO DESTRUINDO A CESP, ESTÃO SENDO DE UMA IRRESPONSABILIDADE JAMAIS VISTA”

Do Beatrice

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A clareza de pensamento do coordenador do MST (Movimento dos Sem Terra), João Pedro Stedile, permite entender um pouco sobre o conflito presente no Brasil contemporâneo nessa entrevista ao programa Provocações (abaixo). Com certeza, é essa capacidade intelectual que provoca tanta ira nos setores mais reacionários da sociedade, além de suas provocações, é claro.

Stedile identifica o significado do governo do ex-presidente Lula e o entendimento das forças sociais que disputam a hegemonia política do país. Para ele, os inimigos do Brasil são “o capital financeiro, as empresas transnacionais, o latifúndio e a mídia burguesa”. Dilma Rousseff ao menos combateu um pouco a apetite do capital financeiro, mas como enfrentar o apetite dos outros três?

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Seriam Dilma Rousseff e Lula os iniciadores da terceira via?

A ação de Dilma Rousseff, colocando a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, para reduzir os juros e estabelecer medidas que possam baratear o custo do dinheiro pode ser o caminho de fato de uma “terceira via” política-econômica.

Dilma Rousseff se utiliza de empresas estatais para atuar de forma a equilibrar o mercado oligopolizado por três ou quatro grandes bancos privados. Ou seja, temos um país em que há uma forte presença do capital privado (bancos como Itaú, Bradesco, Santander etc) e uma forte presença do capital do Estado (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, BNDES etc). Nesse ambiente, a ação governamental, com regras de mercado e com regras precisas de Estado, parece ser algo bastante diferente do que as velhas opções entre estatizar ou privatizar.

Nos tristes tempos do governo de Fernando Henrique Cardoso e da hegemonia do pensamento único liberal se falou muito em uma “terceira via’.  Essa proposta foi propalada a quatro cantos principalmente por Bill Clinton, Tony Blair e Fernando Henrique Cardoso. Isso não é uma grande piada para quem conhece os governos de Clinton, Blair e FHC, mas essa terceira via era apenas discurso vazio. Ninguém sabia exatamente o que era porque não era nada. Não houve sequer uma única prática política desse trio de patéticos governos para que se estabelecesse uma “terceira via”.

Na verdade, Inglaterra e Estados Unidos são os sumos representantes da primeira via, ou seja, do capitalismos de grandes corporações privadas controlando o Estado e a política do país. Do outro lado temas Cuba e, principalmente, a China com um capitalismo de Estado forte (antes a Rússia e o bloco socialista) .  Depois de décadas de guerra fria (estatal contra o privado) e depois de décadas de hegemonia liberal, após a queda do muro de Berlin em 1989,  parece que se pode realmente elaborar um modelo novo.  (Claro que isso só acontece  se a revista Veja deixar ou descobrir que acabou a guerra fria)

Esse modelo poderia ser construído por países com total liberdade econômica para o grande capital como o Brasil, mas que reserve também uma boa presença do estado em setores estratégicos da economia.  Para isso é preciso ter empresas estatais bem estruturadas e com transparência, para não se tornarem ineficientes.

No caso do setor bancário, o Brasil é forte com os bancos Estatais e também com grandes bancos privados. No setor de combustíveis também, o país tem grandes empresas privadas e a Petrobrás com grande poder de mercado. A presença estatal no mercado de combustível permitiu ao país uma grande estabilidade nos preços dos combustíveis nos últimos anos, graças aos governos do ex-presidente Lula e a continuação com Dilma Rousseff.

Por que então não ter liberdade econômica com presença forte do mercado para controlar e administrar setores estratégicos ou importantes? Por que não ter uma grande empresa estatal no setor de comunicação, telefonia e internet disputando mercado com as companhias privadas, assim como acontece com os bancos e empresas de combustível?

Essa talvez seja uma terceira via de fato, mas com outro nome, porque a expressão “terceira via” virou pó na mão de Tony Blair e FHC.

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Grandes bancos dos EUA lavaram dinheiro do narcotráfico

David Brooks – La Jornada/Carta Maior

Alguém tem que legalizar o dinheiro do narcotráfico e da corrupção

Nova York – Alguns dos principais bancos e financeiras estadunidenses, entre eles Wells Fargo, Bank of América, Citigroup, American Express e Western Union lucraram durante anos com a lavagem de dinheiro oriundo do narcotráfico e só pagam multas mínimas, sem que nenhum executivo seja encarcerado quando as autoridades conseguem detectar o negócio ilícito.

Em múltiplos casos fiscalizados durante os últimos anos, estes bancos estadunidenses confessaram não ter cumprido as leis e regulamentos federais para controlar a lavagem de dinheiro, ao participarem das transferências de bilhões de dólares em fundos ilícitos provenientes do narcotráfico mexicano.

Esse é o caso do Wachovia Corp, antes o sexto banco do país, comprado pelo Wells Fargo em 2008 e agora o banco com mais sucursais nos Estados Unidos. O Wells Fargo admitiu perante um tribunal que o Wachovia não vigiou nem informou sobre as atividades suspeitas de lavagem de dinheiro por narcotraficantes, incluindo quantias para a compra de pelo menos quatro aviões nos Estados Unidos, que transportaram um total de 22 toneladas de cocaína. O outro banco envolvido na transferência de fundos com os quais se comprou um desses aviões – um DC-9 que em seguida foi confiscado no México com toneladas de cocaína – foi o Bank of America, reportou o Bloomberg News. Saiba mais

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Hoje a Caixa Econômica Federal divulgou um lucro  de quase R$ 900 milhões no trimestre e fico pensando em qual partido votar?

Banco do Brasil do Lula teve de salvar Banco quebrado pelo PSDB

Banco do Brasil do Lula teve de salvar banco quebrado pelo PSDB

O PT e PSDB são dois partidos muito parecidos hoje, respeitam os contratos, a livre iniciativa, a democracia brasileira. Muitos eleitores não conseguem distinguir a diferença entre os dois, mas vale a pena pegar o exemplo da gestão pública dos bancos estatais.

O PSDB pegou o Banespa mal das pernas, não conseguiu recuperá-lo e entregou para os espanhóis do Santander, assim como o fez com a Telesp que foi vendida para a Telefônica.

O PSDB está há quase 16 anos no governo de São Paulo e conseguiu nesse período quebrar outro banco público, a Nossa Caixa.

O governador José Serra teve de pedir socorro ao governo do presidente Lula, que o atendeu ao fazer com que o Banco do Brasil comprasse a Nossa Caixa.

O presidente Lula pode socorrer São Paulo porque os bancos administrados hoje pelo governo petista estão entre os mais lucrativos, mesmo praticando juros mais baixos do que a concorrência privada e bem mais baixos do que na época do governo de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB.

O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal escaparam por pouco da privatização de FHC. Hoje estão tirando o Brasil da crise econômica.

Esses são fatos, dados da realidade brasileira. Votar é uma opção. Se o leitor não se importa com a quebra e venda de bancos públicos e gosta de pagar  juros altos, já sabe em quem votar nas próximas eleições.

E viva a democracia!

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Caixa Econômica Federal já opera com nova taxa de juros

Da Agência Brasil

Brasília – A Caixa Econômica Federal (CEF) começou a operar hoje (9) com uma nova taxa de juros. A redução de 10,7% nos juros vale para 20 linhas de crédito concedidas para pessoas físicas e jurídicas. Em menos de dois anos, a CEF já reduziu os juros três vezes. Segundo o vice-presidente de finanças da instituição, Márcio Percival, o objetivo é “minimizar os impactos da crise financeira”.

“É importante oferecer um nível de crédito, com taxa de juros menores, para a economia continuar funcionando no mesmo patamar do ano passado. Com isso, o emprego cresce, a produção cresce, o consumo cresce e o investimento se mantém. E assim, a gente consegue minimizar os efeitos da crise”, disse Percival. Para a pessoa física, a nova taxa vai beneficiar, principalmente, a compra de automóveis, o empréstimo consignado e o Construcard Caixa, que é o financiamento do material de construção. Para as empresas, as maiores reduções são para capital de giro e antecipação de recebíveis. A taxa de juros de empréstimo consignado, por exemplo, caiu de 2,35% ao mês para 2,07%. Com essa queda, quem contratar um empréstimo de R$ 10 mil, com prazo de pagamento de 60 meses, no final desse período, terá economizado R$ 1.209,60. Na linha de financiamento Construcard, a redução da taxa é de 1,69% para 1,59%. No entanto, nessa operação a nova taxa só passará a vigorar a partir da próxima segunda-feira (16). As informações sobre outras linhas de crédito da CEF podem ser obtidas nas agências do banco.

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TRABALHADOR DE EMPRESA PRIVADA JÁ PODE ESCOLHER O BANCO EM QUE QUER RECEBER O SALÁRIO

Conta-salário começa a valer hoje para todos trabalhadores da iniciativa privada

Da Agência Brasil

Brasília – Todos os  trabalhadores da iniciativa privada poderão, a partir de hoje (2), receber o salário em contas livres de taxas ou impostos. Com isso, não serão mais obrigados a ter conta corrente no banco indicado pelo patrão para receber o pagamento. Sem pagar nenhuma tarifa ou imposto por isso, o empregado poderá transferir seu dinheiro para o banco que quiser.

As regras foram editadas pelo Banco Central em 2006. A primeira fase de implementação da norma entrou em vigor em abril de 2007, mas só atingiu empresas que tinham fechado contratos com bancos para pagamento da folha antes de 5 de setembro de 2006, data da resolução do Banco Central.

Pelas regras, o vencimento será  depositado numa conta-salário, em banco escolhido pelo patrão. E o trabalhador poderá resgatar ou mesmo transferir o dinheiro para o banco de sua escolha, sem custos.

A chamada conta-salário não tem taxa de manutenção, nem de emissão de cartão de débito. No entanto, o cliente fica sem direito a obter talão de cheques e não pode receber outros depósitos além do salário.

Os servidores públicos terão que esperar mais pelo direito à escolha do banco para recebimento em conta-salário. Para eles, a medida só entra em vigor a partir de 2012.

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CHEQUE, ESPECIAL PARA OS BANCOS

CHEQUE, ESPECIAL PARA OS BANCOS

O cheque especial é especial somente para os bancos. Imagina uma taxa de juro de 157% ao ano. É o mesmo que pegar R$ 10 mil emprestado em Janeiro e pagar mais de R$ 25,7 mil em dezembro. Pode colocar especial nisso!

Juros do cheque especial sobem para 157,1% ao ano em maio

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os juros cobrados pelo uso do cheque especial continuam em alta. Em maio chegaram a 157,1% ao ano, contra os 152,7% ao ano registrados no mês anterior. O aumento foi de 4,4 pontos percentuais de um mês para o outro e no ano foi de 19 pontos percentuais. Os dados foram divulgados hoje (24) pelo Banco Central.

A taxa média de juros (pessoas físicas e jurídicas) passou de 37,4% ao ano, em abril, para 37,6 % ao ano em maio. Nos 12 meses fechados em maio, a taxa média subiu 0,4%. No ano, a alta é de 3,8%.

Os juros anuais do crédito pessoal, que inclui operações com desconto em folha de pagamento, passaram de 50,6% em abril para 48,4% em maio. Na aquisição de veículos, a taxa subiu de 29,8% ao ano para 30,6% ao ano.

O spread, diferença entre o que os bancos pagam nos investimentos (captação) e o que cobram na concessão do empréstimo (financiamentos) ficou em 14,5 pontos percentuais para empresas, 33,5 pontos percentuais para pessoas físicas e 24,5 pontos percentuais no total. Boa parte do lucro dos bancos vem do spread. Em 12 meses encerrados em maio, o spread para as empresas subiu 1,7%, para as famílias houve redução de 4%, e no total foi registrada redução de 1,5%.

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