Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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O horror: Band pergunta se Haddad não aprendeu a lição e diz que sem tetos são privilegiados

Na voz e tom editorializado de Fabio Panuzzio, a Rede de TV Band, uma concessão pública, afirmou nesta segunda-feira (16), durante o Jornal da Band, que o Plano Diretor de São Paulo, que pode ser legitimamente aprovado pela Câmara de Vereadores (diga-se de passagem um poder público eleito pelo povo) vai privilegiar o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto). Sim, é isso mesmo! Eles dizem que o MTST são uns privilegiados e eles (Continue lendo….)

GRUPO DE MÍDIA DECLAROU GUERRA AO PREFEITO FERNANDO HADDAD POR CAUSA DO IPTU

tabelaRealmente, a cobertura no período do aumento foram intensas e agressivas. O mais interessante, segundo informação do site Vi o Mundo, é que esse mesmo grupo recebeu R$ 900 milhões do governo federal em publicidade nos últimos 12 anos, exatamente os governos petistas de Lula e Dilma Rousseff

 

 

Com IPTU, Haddad descobre lado obscuro dos ‘donos da cidade’

Por Rede Brasil Atual

Fernando Haddad não precisou chegar ao fim de seu primeiro ano de mandato à frente da maior cidade do país para concluir que nem só de boas intenções e competência técnica se faz uma gestão. Queira ou não, o prefeito petista de São Paulo tem de conviver com estratégias jogadas em cenas obscuras protagonizadas por aqueles que se consideram donos de São Paulo. “Recebi um telefonema de um dono de muitos meios de comunicação dizendo que não daria trégua à prefeitura e que colocaria todos seus veículos contra o IPTU progressivo. Isso não me foi contado. Isso foi dito”, relata, durante uma conversa com jornalistas, realizada ontem (16) à noite na sede da administração municipal.

O prefeito não revelou o nome do barão midiático que declarou guerra abertamente. Segundo o site Conversa Afiada, o empresário seria Johnny Saad, dono do Grupo Bandeirantes e “proprietário de muitos imóveis urbanos em São Paulo”. Questionado se já não sabia que seria assim, dado o histórico de governos do PT no Palácio do Planalto e na própria prefeitura, Haddad parece indicar que conhecia o problema, mas desconhecia seu tamanho, e admite a necessidade de repensar sua política de comunicação para evitar distorções.

O caso do IPTU resume bem o problema. Após quatro anos sem reajuste, o prefeito conseguiu aprovar na Câmara Municipal um projeto de lei para aplicar um aumento maior nos bairros mais valorizados, e baixar o valor do tributo em regiões que gozam de menor infraestrutura urbana. Mas a medida se tornou impopular devido à dificuldade da gestão de explicar justamente isso à população e à resistência de parte da mídia tradicional, que, em parceria com a Fiesp e o PSDB, conseguiu que o Tribunal de Justiça concedesse liminar congelando a aplicação dos novos níveis de cobrança.

A gestão promete apresentar recurso à decisão. “Quando discute IPTU progressivo, cobrando mais de quem pode mais, cobrando menos de quem pode menos, você está discutindo a fonte de financiamento de um Estado de bem-estar social que ainda está muito no começo no Brasil. Tem muito para avançar”, defende o prefeito, que parece manter uma característica que ajudou a levá-lo ao cargo: a clareza de ideias, a intenção de enxergar os macroproblemas a partir das microsituações, a transferência das ideias do acadêmico ao mundo da execução política e a consciência de que, na macropolítica, a filosofia de gestão é um espaço demarcado de disputa de projetos.

“Está em discussão no Brasil o modelo de Estado que nós queremos. Queremos o Estado mínimo, acreditando que o mercado vai resolver os problemas da população mais pobre, ou queremos um Estado com protagonismo, que tenha condições de dar resposta às questões sociais?” Questionado se não gosta de fazer política, como se tem ouvido em bastidores até no meio petista, ele afirma que apenas vê sentido em que as pessoas se dediquem a algo voltado ao interesse comum, visão que tem de ser resgatada no país.

Na conversa, Haddad volta a cravar que não tem problemas em sacrificar sua reeleição e reitera que entende a política como uma prática voltada à construção de soluções para o cidadão. Considera que o fundamental é pensar projetos de longo prazo e garantir a máxima execução possível nos quatro anos a que tem direito, sem que se deva preocupar se as futuras administrações darão sequência a isso ou não.

Ao traçar um balanço da gestão, Haddad parece satisfeito com aquilo que prometeu pouco mais de um ano atrás: Bilhete Único Mensal e eficiência no transporte público, Arco do Futuro, revisão do Plano Diretor Estratégico, melhoria dos serviços de saúde. Se terá tempo para fazer tudo, não sabe, mas entende que uma região da cidade estará transformada rapidamente. “A zona leste vai mudar. Vou dar alguns exemplos. Ficando pronto o Rodoanel Leste, os caminhões saem da Jacu-Pêssego. A Jacu-Pêssego, juntando com o polo de Itaquera, é a zona incentivada da prefeitura. O que queremos é geração de emprego. Você vai ver uma grande transformação física. Conglomerados econômicos, dois ou três, vão investir ali para geração de emprego. Talvez tenhamos uns 100 mil empregos.”

A principal fonte de preocupação do petista continua a ser a mesma, e nada indica que será outra quando encerrar o mandato: a baixa capacidade de investimento da prefeitura de São Paulo. R$ 18 bilhões de pagamento de precatórios, R$ 55 bilhões de dívida, R$ 2 bilhões a menos graças ao congelamento da tarifa de transporte público e R$ 1 bilhão da decisão judicial do IPTU somam um montante muito superior ao orçamento anual de R$ 40 bilhões. A esperança reside agora no sinal verde do Ministério da Fazenda para que o Senado vote a renegociação da dívida de estados e municípios com a União, o que, espera, virá até fevereiro.

Na conversa, o prefeito afirmou ainda que a mudança de modelo de gestão das subprefeituras entra agora numa segunda etapa. Neste primeiro ano de mandato, Haddad apostou na desmilitarização das estruturas, legado de Gilberto Kassab (PSD). Agora, com a eleição dos integrantes dos conselhos participativos municipais, o petista imagina ser possível aproximar representantes populares eleitos da administração da cidade.

Confira aqui trechos da entrevista conduzida por Eduardo Maretti, da RBA, Renato Rovai, da revista Fórum, Maria Inês Nassif, da Carta Maior, Paulo Henrique Amorim, do Conversa Afiada, e Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania.

 

DIA DA CAÇA: JORNALISMO SENSACIONALISTA VAI PARA CIMA DE MOTORISTA QUE ATROPELOU MULHER E AJUDA O SOCORRO À VÍTIMA

PESQUISA VOX POPULI/BAND COM DILMA ROUSSEFF A FRENTE DE JOSÉ SERRA MOSTRA QUE DATAFOLHA E JORNAL FOLHA DE S.PAULO SE PERDERAM

Charge mostra Dilma no Aerolula

A nova pesquisa Vox Populi/Band divulgada hoje e que mostra Dilma Rousseff a frente de José Serra é mais uma mostra de como está trabalhando o Datafolha e a Folha de S.Paulo nestas eleições.

O Vox Populi atesta que a candidata petista tem agora 38% das intenções de voto contra 35% de José Serra. Pela primeira vez Dilma Rousseff aparece a frente de José Serra.

A Folha de S.Paulo e o Datafolha insinuaram que a última pesquisa do Instituto Sensus, que mostrava empate técnico entre os dois candidatos, estava errada. O PSDB entrou na justiça para investigar e nada descobriu de errado; a pesquisa estava correta. Na verdade, o empate técnico naquele momento era a tendência das pesquisas.

Já o Datafalha, ou melhor, Datafolha, mostrava José Serra 9 pontos percentuais a frente de Dilma. Das duas uma: ou a Folha de S.Paulo manipulou a pesquisa ou os caras são ruins mesmo! Veja vídeo abaixo:

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FELIZ 2010!: APRESENTADOR BORIS CASOY MOSTROU SUA CARA AO COMENTAR SOBRE GARIS: A CARA ARROGANTE DA GRANDE MÍDIA BRASILEIRA

O ano começou bem na área jornalística da grande mídia brasileira. Apresentador Boris Casoy, um dos mais conservadores da televisão brasileira, mostrou sua cara ao vazar comentário durante o jornal da Band. Veja trecho do vídeo, com legenda, e conheça o perfil dos funcionários mais bem remunerados da grande mídia brasileira.

Matéria saiu no Yahoo Notícias.

A filosofia de Boris Casoy:   “Que m****… dois lixeiros desejando felicidades… do alto de suas vassouras… dois lixeiros… o mais baixo da escala do trabalho…”.

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BAND FICA PREOCUPADA COM A GRANDE PROPRIEDADE RURAL E PERDE ESPAÇO NA SUA GRANDE PROPRIEDADE MIDIÁTICA
BAND ENTROU DE CABEÇA NA DEFESA DO LATIFÚNDIO E CANAL LIVRE SE TRANSFORMOU EM UM JORNAL DA TOSSE REMASTERIZADO

Depois o apresentador pediu desculpas:

BAND FICA PREOCUPADA COM A GRANDE PROPRIEDADE RURAL E PERDE ESPAÇO NA SUA GRANDE PROPRIEDADE MIDIÁTICA

A emissora Band dormiu no ponto e a Rede TV! ganhou audiência em horário nobre.

Band perde alguns hectares para a Rede TV!

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Enquanto a Band ficou preocupada em defender as grandes propriedades rurais improdutivas, com uma série de reportagens engajadas sobre o assunto, a Rede TV! ocupou o espaço de sua grande propriedade midiática e comeu sua audiência pela beirada.

Veja notícia divulgada pela Folha.

A audiência mensal da RedeTV! entre as 18h e a 0h superou a da Bandeirantes na média de outubro. Foi o primeiro mês em que isso aconteceu. A diferença é mínima e está dentro da margem de erro, mas a vantagem é inédita para a RedeTV!.
O Ibope registrou 3,5 pontos de audiência para a emissora de Alphaville na Grande São Paulo, contra 3,4 pontos da Band, sempre das 18h à 0h. Cada ponto equivale a 57 mil televisores ligados. Em janeiro, na mesma faixa de horário, a RedeTV! teve 2,8 e a Band, 3,7 pontos. (Folha)

Esse é mais um sintoma de que o excesso de ideologização da mídia pode ser prejudicial para os lucros da empresa.

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Jornal da Tosse em nova versão

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A rede de TV Bandeirantes entrou de cabeça nos últimos dias em defesa do latifúndio e dos grandes produtores rurais. A empresa sempre demonstrou a defesa dos interesses do latifúndio, mas dessa vez lavou a programação na última semana com uma campanha contra o aumento do índice de produtividade agrícola, que foi fixado há 30 anos.

A emissora usa uma concessão pública sem pudor para defender interesses ideológicos de um setor. Ideológicos porque a mudança no índice de produtividade não vai afetar em nada a lucratividade do agronegócio. Na verdade, tende a melhorar a produtividade, ao incentivar grandes produtores a aplicarem novas tecnologias. Além disso, o índice só pode ser aplicado em propriedades acima de 500 hectares (ou seja, 5 km quadrados).

O Portal imprensa traz uma crítica do deputado Dr Rosinha à campanha da TV Bandeirantes. O texto da reprotagem do Portal, assinado por Eduardo Neco diz:

O presidente da Frente Parlamentar da Terra no Congresso Nacional, deputado Dr.Rosinha (PT-PR), disse que o Grupo Bandeirantes de Comunicação pratica “antijornalismo” e atua com “má fé golpista” contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

“A posição da família Saad, dona do grupo Bandeirantes e de 16 fazendas com 4,5 mil hectares em São Paulo, é um exemplo nefasto de antijornalismo e de uso indevido de uma concessão pública para atender a interesses pessoais, privados”, acusou Dr. Rosinha. “É um tipo de má fé de natureza golpista, reacionária”, acrescentou.

A manifestação do deputado se refere à cobertura jornalística da emissora a respeito da atualização dos índices de produtividade rural, segundo informações do site do congressista. (Texto integral)

Não fosse isso, o Canal Livre, que tem toda uma produção moderna e arrojada para o debate político está mais parecido com o famoso e hilariante  Jornal da Tosse.

Para quem é muito jovem e não conhece, o jornal da Tosse era um jornal do meio-dia que comentava os principais assunto do dia. Ficou conhecido como jornal da Tosse não só pela idade avançada de alguns participantes, mas principalmente pelo conservadorismo e pelas posições reacionárias que apresentava.  Mesmo porque não é idade que define uma postura reacionária. Figuras frequentes no programa eram, vejam só: Arnaldo Faria de Sá, João Mellão Neto e José Serra.

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