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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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ALUNOS DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA (UnB) RESPONDEM COM VÍDEO AOS ATORES DA GLOBO E PEDEM: VERIFIQUE OS FATOS

Veja abaixo o vídeo dos alunos da UnB (Universidade de Brasília) em reposta aos artistas da Globo.

Vi no Esquerdopata

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ATORES DA GLOBO FAZEM VÍDEO MACAQUEADO CONTRA USINA HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE, MAS NÃO SE COMOVEM COM O ASSASSINATO DE INDÍGENAS NO MATO GROSSO DO SUL

 

DADOS REAIS DE BELO MONTE REVELAM QUE USINA É NECESSÁRIA AO PAÍS E NÃO É A GRANDE VILÃ DA FLORESTA AMAZÔNICA

As polêmicas em torno da construção da usina de Belo Monte são muitas. No entanto, basta olhar os números e os dados oficiais quanto à construção da usina para que muitas dessas “especulações” em torno de Belo Monte desapareçam.

O importante quando se fala em Belo Monte não é ser contra ou a favor e sim pensar que a construção da usina é sim necessária ao país e representa uma fonte limpa de produção de energia, no entanto, é preciso que a construção da usina seja feita de modo a garantir, acima de tudo, os direitos da população local e também a preservação do meio-ambiente e manutenção do equilíbrio do ecossistema. Essas duas últimas garantias têm que existir, antes de qualquer outra coisa, mas lutar por elas não é sinônimo de transformar Belo Monte em algo que ela nao é.

O vídeo que segue abaixo é bastante didático em relação à construção da usina. O autor se baseou em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e se ateve aos dados reais, o que boa parte da mídia deveria fazer, a pura lição de casa do jornalismo.

Entre outras coisas, o vídeo revela que um ano de desmatamento na Amazônia equivale a 14 usinas de Belo Monte, ou seja, ele deixa claro que a usina não é o grande vilão da floresta. Além disso, esclarece que o regime do rio Xingu vai permanecer o mesmo, já que a usina vai operar naquilo que se chama regime “fio d’água”, por isso produzirá mais energia no período da cheia e menos no período da seca, colocando por terra as afirmações de que o impacto sobre o rio Xingu seria muito grande, provocando até a seca do rio, e de que Belo Monte não é viável em termos de produção de energia.

Para os que dizem que Belo Monte poderia ser substituída por outras formas de produção de energia limpa como eólica, por exemplo, o vídeo também explica que a capacidade de produção de energia de uma usina eólica é bem menor do que a de Belo Monte, assim a substituição seria inviável.

Vale a pena conhecer a realidade!

Vi no Nassif

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Atores da globo: crianças não nos comovem

Alguns atores da Globo participam de um vídeo contra a usina de Belo Monte. É louvável ver atores engajados, mas há algo de estranho nisso tudo.

Os atores se comovem com a construção de uma usina, mas não se comoveram com o assassinato de indígenas e nem com  a quantidade alarmante de morte de crianças de várias tribos, principalmente no Mato Grosso do Sul. Segundo dados do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), foram assassinados 60 índios em 2010 no Brasil, sendo 30 somente no Mato Grosso do Sul.

Além disso,  em 2010, 92 crianças indígenas menores de 5 anos morreram vítimas de doenças consideradas “facilmente tratáveis”, número 500% maior que o registrado em 2009. “A situação do povo Xavante, que perdeu 60 das 100 crianças nascidas vivas, é um absurdo”, destaca em entrevista Lúcia Helena Rangel, coordenadora do relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil

Com certeza, Belo  Monte é uma obra polêmica pelo tamanho, poderíamos ter projetos menores talvez,  mas é uma energia menos suja que as termoelétricas do apagão do tempo do Fernando Henrique Cardoso. Além disso, temos algo mais louvável para se comover.  Veja outra matéria sobre o massacre ocorrido esta semana no Mato Grosso do Sul. Falta originalidade e verdade ao atores globais.

Veja o vídeo dos atores americanos de apoio a Barack Obama:

Veja agora a comoção macaqueada dos atores brasileiros (já com as devidas interações dos internautas escritas nos balãozinhos)

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BRASIL É O PAÍS QUE MAIS NEGLICENCIA SEUS POVOS INDÍGENAS NO MUNDO, DIZ A NOBEL DA PAZ RIGOBERTA MENCHÚ

Rigoberta Menchú

Os povos indígenas, desde a colonização, sempre foram postos à margem e negligenciados pelos sucessivos regimes e governos que passaram pelo Brasil. Até hoje, direitos básicos dos índios como direito à terra, à saúde, educação e até representação civil não são garantidos pelo estado.

Notícias de morte de índios por madeireiros e exloradores são frequentes, mas parecem não importar muito às autoridades nacionais. A polêmica recente envolvendo Belo Monte, por exemplo, diz respeito diretamente aos indígenas que vivem no local a ser atingido pela usina e que, até agora, não foram consultados e muito menos receberam garantias sobre como ficará a sua situação depois que as áreas onde vivem forem inundadas pela barragem.

Sobre isso, a ganhadora do prêmio Nobel da Paz, Rigoberta Menchú, em 1992, pela reivindicação dos direitos de povos indígenas, dos quais descende, concedeu uma entrevista à revista Carta Capital em que denuncia o total descaso com que os índios são tratados no Brasil e também o conservadorismo nacional no que diz respeito à concessão de direitos aos povos indígenas.

Entre outras coisas, a guatemalteca que teve uma infância difícil e perdeu o pai, a mãe e o irmão vítimas de tortura pelo regime militar da Guatemala, lembra que antes de realizar qualquer empreendimento nas florestas, por mais legítimos que sejam seus objetivos, a população do local nunca deve deixar de ser consultada.

Veja trecho:

‘Nenhum país trata tão mal os seus índios como o Brasil’
Por Gabriel Bonis

Desde a adolescência, Rigoberta Menchú engajou-se na luta por melhorias sociais na Guatemala. Ainda jovem lutou por causas feministas, mas ganhou destaque mundial e o prêmio Nobel da Paz em 1992 pela reivindicação dos direitos de povos indígenas, dos quais descende.

Oriunda de uma família camponesa, Menchú superou a infância pobre e violenta marcada pela morte da mãe, pai e irmão torturados pelas forças do regime militar guatemalteco. Também envolvida com causas ambientais e melhoria nas condições de trabalho campestre, seu ativismo despertou a ira de círculos influentes, lhe rendendo diversas ameaças de morte.

Presença garantida no 2º Fórum Global de Sustentabilidade do festival de música SWU, em Paulínia (SP), no dia 12 de novembro, Menchú conversou com o site de CartaCapital, por telefone. A ativista destaca, entre outros aspectos, a relutância do Brasil em aceitar a resolução da Organização dos Estados Americanos (OEA), para suspender o licenciamento da Usina de Belo Monte até que as comunidades indígenas sejam consultadas.

Além disso, segundo a Nobel da Paz, o Brasil é o País que mais negligencia os seus povos indígenas no mundo. “Os índios são os mais marginalizados da sociedade brasileira e o País se opõe às soluções debatidas no âmbito internacional. O Brasil permanece a nação mais conservadora na concessão de direitos aos povos indígenas.”

Na entrevista, Menchú também debate a indisposição de Israel e Palestina para chegar a um acordo de Paz verdadeiro, o movimento mundial dos “indignados” e a necessidade de se realizar uma reforma econômica e social ampla capaz de melhorar a qualidade de vida da população do planeta.

Veja abaixo a íntegra da entrevista:

CartaCapital – Como a senhora vê a relação conflituosa entre Israel e Palestina? Há uma saída para esse conflito, como a criação de dois Estados na região?

Rigoberta Menchú – É difícil que haja uma solução verdadeira na região sem passar por uma solução do povo palestino. Esse é um conflito antigo, que seria difícil resolver sem disposição para mudanças. Creio que ambos os lados não demonstram vontade verdadeira de chegar a um acordo.

CC – Como a senhora analisa os movimentos dos “indignados” contra o neoliberalismo em diversas partes do mundo? Há um futuro para esse tipo de manifestação?

RM – A decadência do sistema internacional e a crise generalizada afetam todos os povos do planeta, incluindo as grandes instituições, como o Fundo Monetári

o Internacional (FMI), e as pessoas. Provoca também a falta de valores, a corrupção e a intolerância. Por isso, a sociedade precisa de uma reforma integral e transformações que levem a uma melhora na qualidade de vida. Há a necessidade de uma mudança no sistema econômico internacional, que mira a ganância e propaga a violência. Neste cenário, a humanidade segue por um caminho difícil, pois o vão entre a pobreza e a riqueza está cada vez maior, existe mais incidência de fome entre adultos e crianças. Precisamos recuperar o equilíbrio e a missão social que é nossa responsabilidade e também do Estado, além de fazer reformas com enfoque social. (Texto completo)

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BELO MONTE DE POLÊMICAS: PREFEITURA DE ALTAMIRA PEDE SUSPENSÃO NAS OBRAS DE CONSTRUÇÃO DA USINA

Altamira não quer Belo Monte sem as melhorias prometidas ao município

A prefeitura municipal de Altamira (PA) pediu, por meio de carta endereçada à presidente Dilma Rousseff, a suspensão da licença ambiental de instalação da usina de Belo Monte. O motivo seria o não cumprimento de medidas emergenciais que diminuiriam o impacto da obra no município.

Quando do acordo firmado entre a prefeitura municipal e o governo federal, esperava-se que a obra trouxesse benefícios ao município, no entanto, não é isso que se tem visto. Segundo Odileida Maria Sampaio (PSDB), prefeita de Altamira, o cenário é de caos, pobreza e instabilidade social e ambiental.

Nesse vai e vem, Belo Monte tem grandes chances de entrar para a história como uma das mais caras e polêmicas obras de infra-estrutura pensadas para o Brasil, isso porque há algo neste país que insiste em afastar as possibilidades de conciliação entre preservação ambiental e respeito ao fator social, com desenvolvimento econômico. Sempre as mesmas e velhas questões…

Veja texto sobre o assunto publicado pela Rede Brasil Atual com mais detalhes sobre a polêmica envolvendo Altamira e o governo federal:

Prefeitura de Altamira pede suspensão de Belo Monte por descumprimento de acordo
Em carta enviada à Dilma Rousseff, prefeita do município afirma que medidas emergenciais, acordadas para concessão da obra, não foram cumpridas
Por Virginia Toledo

São Paulo – A prefeitura de Altamira (PA), a 770 quilômetros de Belém, pede, em carta endereçada à Presidência da República, a suspensão da licença ambiental de instalação da usina de Belo Monte. A administração municipal sustenta que não foram cumpridas medidas emergenciais prometidas pelo governo federal que atenuariam o impacto causado pelas obras. O município, principal sede do empreendimento, a maior e mais cara obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), é também o que mais sente os efeitos da construção da hidrelétrica.

Nesta quarta-feira (28), foi divulgada a decisão da Justiça Federal de paralisar as obras da usina. A sentença do juiz Carlos Eduardo Castro Martins foi emitida no dia anterior, proibindo o consórcio Norte Energia, responsável pelas obras, de promover alteração no leito do Rio Xingu. Isso inclui implantação de porto, de barragem e execução de explosões e escavações de canais.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF) do Pará, consta no documento assinado pela prefeita que os compromissos assumidos pela Norte Energia, consórcio responsável pela construção de Belo Monte, expiraram em 30 de julho, sem que as contrapartidas prometidas – obras em escolas e postos de saúde – tivessem sido concluídas ou, na maior parte dos casos, sequer começadas.

“Tal desobediência nos força a pedir a suspensão imediata da referida licença, com vistas a resguardar o interesse da população altamirense, que está bastante prejudicada com o atraso dessas obras (de contrapartida)”, diz o texto da prefeitura do município paraense.

Odileida Maria Sampaio (PSDB), prefeita de Altamira, faz um apelo à presidenta Dilma Rousseff, pedindo que se cumpra o que foi prometido pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 22 de junho de 2010. A sinalização, entendida como acordo pela chefe da administração da cidade, era de que o empreendimento trouxesse benefícios à cidade e à região. “Mas o que se vê na prática, até o momento, são penosas frustrações, como mais pobreza, insegurança e caos social”, ressalta o texto. (Texto completo)

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Belo Monte vai empurrando o povo...

Belo Monte causou polêmica antes de ser aprovada, causa polêmica agora que foi e tem grandes chances de continuar
causando depois de terminada sua construção. O primeiro impacto de qualquer grande obra como Belo Monte, antes de se dar no meio-ambiente, acontece na vida da população local.

Prova disso são os moradores dos bairros mais pobres de Altamira que, diante da previsão de alagamento da área onde eles residem e da incerteza em relação ao preço do aluguel e à política de compensação, deixaram suas casas e ocuparam um terreno em desuso na periferia da cidade onde já iniciaram a construção de novos barracos. Pelo menos 178 famílias deixaram os baixões de Altamira, como são conhecidos os bairros mais pobres que, em alguns meses, estarão debaixo d’água.

Como diz uma moradora do local, Raimunda, de 54 anos, Belo Monte é que está empurrando o povo, “o povo não teria porque sair do seu canto, se não estivesse acontecendo essa barragem. É assim que a gente se sente: expulsos”. O povo saindo para o “progresso” chegar, histórias que o tempo gosta de repetir, o porquê só ele mesmo sabe!

Veja trecho de notícia sobre o assunto publicada pelo Brasil de Fato:

Impacto de Belo Monte já cria expulsão de famílias em Altamira
Moradores de bairros mais pobres sofrem com medo de alagamento, pressão imobiliária e insegurança sobre a política de compensação
Por Ruy Sposati/Movimento Xingu Vivo

Há 16 dias, 178 famílias de bairros mais pobres de Altamira, conhecidos como baixões e que devem ser alagados por Belo Monte, ocuparam um terreno em desuso na periferia da cidade e iniciaram a construção de novos barracos. De acordo com as famílias, além do medo do alagamento e da insegurança sobre a política de compensação do consórcio Norte Energia, responsável pela obra, a chegada de centenas de migrantes à região tem elevado os aluguéis em ritmo vertiginoso.

“Nos baixões, uns saem porque não sabem se vão perder a casa, outros porque não podem pagar o aluguel. E o motivo principal é Belo Monte. É Belo Monte que está empurrando o povo. O povo não teria porque sair do seu canto, se não estivesse acontecendo essa barragem. É assim que a gente se sente: expulsos”, desabafa dona Raimunda, de 54 anos, moradora do bairro Invasão dos Padres.

De acordo com F., desempregado, um dos “despejados forçados” e atualmente na nova ocupação, “estão vindo pessoas de tudo quanto é lugar, fazendo propostas de aluguel muito melhores do que as que a gente paga. Então estão todos sendo forçados a sair. Aqui [na ocupação], a gente pode ter a segurança de que isso não vai acontecer”.

Moradora de Boa Esperança, N. está em processo de mudança. “Olha o barraco em que eu morava [mostra foto no celular]. O aluguel aumentou de 80 pra 250. A casa aqui na frente aumentou de 200 para 600. Eu ainda não saí de lá, mas este mês é o último que eu vou conseguir pagar aluguel. E meu vizinho deve vir pra cá também”, ela prevê. (Texto completo)

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Para pescadores e ribeirinhos, Xingu fica onde está

Progresso e geração de energia de um lado, preservação ambiental e respeito à natureza de outro. Interesses comerciais e grandes empreiteiras de um lado, pescadores, indígenas, população ribeirinha de outro. Esse é o cenário que toma conta da paisagem de Altamira, no estado do Pará e em cujo palco se desenrola os atos delicados e complexos que escrevem a história da construção da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu.

Hoje, segunda-feira, um grupo de movimentos sociais, indígenas e religiosos vai realizar uma pescaria nas águas do Xingu e distribuir os peixes à população, como forma de protesto e alerta contra uma possível perda da riqueza do rio trazida com a construção da usina. As comunidades ribeirinhas e indígenas não concordam com o desvio do curso natural do Xingu, previsto no projeto. Entidades ambientalistas e movimentos sociais da região querem a paralisação imediata das obras, como mostra notícia publicada pela Agência Brasil.

Em outras palavras, Belo Monte é sinônimo de tensão crescente, uma panela de pressão prestes a explodir e nesses casos, pode até parecer óbvio, mas o diálogo em busca de um equilíbrio de métodos e ações segue sendo a melhor das opções.

Veja trecho de notícia publicada no último sábado pela Agência Brasil:

Pescadores do Xingu organizam novo protesto contra Belo Monte
Por Luana Lourenço

Brasília – Moradores de Altamira (PA) estão organizando mais uma protesto contra a implantação da Usina de Belo Monte, no Rio Xingu. Na segunda-feira (14), um grupo de movimentos sociais, indígenas e religiosos vai realizar uma pescaria nas águas do Xingu e distribuir os peixes à população.

A ideia, de acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), é mostrar que a fartura oferecida pelo rio pode estar ameaçada se o projeto da hidrelétrica for levado adiante. A licença de instalação parcial, concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para o canteiro de obras da usina, chegou a ser suspensa pela Justiça, mas o governo conseguiu derrubar a liminar e a construção foi reautorizada. (Texto Completo)

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Energias mais limpas podem ficar mais baratas

A usina hidrelétrica de Belo Monte é necessária para o Brasil crescer com um custo barato e para fazer com que o país não tenha o apagão de 2001 durante o desastroso governo de Fernando Henrique, do PSDB.  FHC  governou  sete anos (95 a 2001) antes do apagão, teve bastante tempo de resolver o problema, mas sucumbiu ao mercado e à incapacidade administrativa. Ou seja, em sete anos ele criou o apagão.

Até hoje os brasileiros pagam caro nas contas de energia elétrica pela incompetência do PSDB no governo.  Veja: o governo de FHC/PSDB foi marcado por apagão, pagamento de usinas termoelétricas poluidoras que não chegaram a funcionar e aumento do custo da energia para facilitar a privatização do sistema. Em resumo: caos e apagão que foram anunciados pelo jornalista Aloisio Biondi com dois anos de antecedência.

Mas Belo Monte traz dois grandes riscos: os índios e o meio ambiente do entorno. É preciso fazer uma obra que não tenha a mínima chance de acontecer o que aconteceu com o metrô de São Paulo, onde houve o acidente com um buraco gigantesco.

As empresas precisam cumprir com bastante rigor os procedimentos de segurança da obra. Além disso, é preciso evitar a devastação no entorno e o assédio às populações indígenas na região. Isso pode ser garantido tanto pelos governos quanto pelas ONGs que hoje atuam contra a usina.

Mas essa polêmica sobre a usina deve fazer o Brasil olhar para o futuro e investir pesado para baratear os custos da energia limpa. O governo pode fazer um grande projeto de desoneração fiscal e incentivo financeiro para investimento em tecnologias para produção de energia mais limpa, seja eólica, solar ou biodiesel.

Esse projeto verde pode atingir toda a cadeia que preserva o meio ambiente, dos catadores de papel reciclado aos empresários. Isso deve ser feito até o momento em que a energia alternativa fique mais barata do que as outras matrizes energéticas.

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