Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos de tags: Bolsa de Valores

Sabesp e Petrobrás devem ser as estrelas das próximas eleições

A Sabesp e a Petrobrás devem ser as estrelas das próximas eleições. As duas empresas representam, de certa forma, o modelo de administração pública na economia de PSDB (que comanda a estatal Sabesp há 20 anos) e do PT (que comanda a Petrobrás há 12 anos). Ambas empresas de economia mista. A diferença básica entre as duas empresas (Continue Lendo…)

A Bolsa de Valores e o mercado de capitais nos ajudam a decidir o voto para presidente

A Bolsa de Valores e os mercados de capitais podem decidir seu voto na próxima eleição para presidente da República? Notícias recentes mostraram que uma queda nas intenções de voto de Dilma Rousseff (PT) faz a alegria de acionistas e investidores do mercado de capitais (Continue Lendo…)

ASSOCIAÇÃO ESPÚRIA ENTRE JORNALISMO E MERCADO DE CAPITAIS SUGA O DINHEIRO DA POPULAÇÃO E TRANSFERE PARA ACIONISTAS DA BOLSA

A suntuosidade da bolsa de valores mexicana: suga a economia da população em associação com a mídia

O mercado de capitais, principalmente a compra e venda de ações de empresas em bolsa de valores, era para ser um grande instrumento de financiamento de empresas. E realmente ainda é. Mas nas últimas décadas, a associação entre jornalismo e empresas ligadas a esse mercado têm gerado crises financeiras como as da Europa e Estados Unidos, retirando direito de populações e aumentando a desigualdade e a pobreza.

Tornou-se comum no jornalismo econômico brasileiro, seja TV, rádio ou impresso, a presença de fontes ligadas a esse mercado. Após uma decisão governamental, é comum os colunistas aparecerem para citar que “os analistas do mercado” ou “segundo analistas de mercado” etc etc etc.

Na maioria das vezes, não se sabe quem são esses analistas de mercado. Mas eles aparecem para avaliar uma medida governamental como se a medida dependesse desse aval. Se eles aprovam, o Brasil estaria no caminho certo. Quando desaprovam, o Brasil estaria no caminho errado. Interessante é que nas últimas décadas tem-se provado o contrário. Quando desaprovam, a economia vai bem, a população e o setor produtivo ganham.

E isso acontece por uma questão muito simples. Os interesses do mercado de capitais não são, na maioria das vezes, compatíveis com o interesse da população. Uma medida econômica que beneficia o mercado pode ser prejudicial à população e vice-versa.  Quando o jornalismo econômico pede aval, bença e reza o terço dos analistas econômicos, a população quase sempre sai perdendo. Os empresários perdem menos porque parte do seu investimento fica no mercado financeiro, assim, se perde de um lado, ganha de outro.

Recentemente algumas notícias deixam clara essa situação. Quando o governo Dilma Rousseff decidiu renovar as concessões das empresas do setor de energia elétrica com o objetivo de reduzir as tarifas para indústrias e residências, os “analistas do mercado” apareceram para dizer que isso é um risco, que faltará investimento etc etc. Na verdade, estavam interessados é no rendimento das ações das empresas de energia que diminuiriam o retorno do investidor. Assim, quem tem ação nessas empresas perde em rendimento e valorização. Ou seja, ele está pensando no bolso dele. E que se dane a população, empresários do setor produtivo e o Brasil. Para os “analistas de mercado”, o mais importante é a lucratividade das empresas e o aumento dos dividendos.

A mesma ladainha se escuta sobre a Petrobrás. Há uma pressão dos “analistas de mercado” para que se aumente o preço do combustível. Para eles, a empresa estaria em risco, com manutenção dos preços etc etc. No entanto, a Petrobrás tem grandes benefícios por ser estatal e deter praticamente um monopólio. Se ela sobe os preços dos combustíveis, a população, o setor produtivo e o Brasil como um todo perde. Mas os investidores de ações da empresa podem ganhar milhões com a valorização das ações. Aumenta o preço do combustível, o país paga mais caro e os “analistas de mercado” e seus clientes lucram.

Esses pequenos exemplos mostram o quão espúria é essa relação entre mercado de capitais e jornalismo econômico. Quanto mais o mercado de ações lucra, mas a população precisa ser arrochada, impedindo o desenvolvimento de diversos setores. A crise da Europa e EUA provocada pelo setor financeiro, em apostas em mercados de risco, fez com que se tirasse direitos da população para pagar esse rombo e não comprometesse os setores de finança e de capitais. Por isso tantos protestos na Europa.

Em nenhum momento a mídia brasileira é capaz de mostrar esse lado vampiro dos mercados de capitais. Pelo contrário, o jornalismo econômico se transformou em um lambe botas do mercado financeiro, respaldando políticas governamentais que prejudicam a população em benefício de investidores.

Leia mais em Educação Política:

NOTÍCIAS DIÁRIAS SOBRE AS BOLSAS DE VALORES NA GRANDE MÍDIA FUNCIONA COMO UMA DITADURA IDEOLÓGICA DA INFORMAÇÃO

Notícia diária em rede nacional para 0,3% da população

A informação sobre o sobe e desce das bolsas de valores todos os dias no rádio e na televisão funciona como uma lavagem cerebral e não tem nada de jornalismo. Todos os dias o Jornal Nacional nos mostra como estão as bolsas do Brasil, dos Estados Unidos, de países da Europa, do Japão etc… A Rádio CBN, por exemplo, expõe a situação da bolsa praticamente a cada meia hora. E para quê? Quantos brasileiros têm dinheiro aplicado em bolsas fora do pais? Ou melhor, quantos brasileiros tem dinheiro aplicado na bolsa no Brasil? Segundo informações do próprio mercado empresarial, menos de 1% da população investe na bolsa. Alguns sites especializados falam em 0,2% ou 0,3%.

Qual o motivo de se dar notícia diuturnamente sobre a bolsa em rádio e televisão abertas, fora de programas exclusivamente econômicos? Aparentemente nenhuma. Eles servem para criar uma expectativa de tensão na população. Em momentos especulativos, em que agentes financeiros podem apostar contra alguma moeda, as bolsas oscilam de forma mais intensa, provocando a sensação na população de que alguma coisa está errada.

Quando ocorre alterações bruscas há pelo menos a justificativa jornalística de que há algo anormal, mas a notícia diária das bolsas de valores são profundamente irrelevantes para o espectador ou ouvinte, assim como são enfadonhas. No entanto, lá estão essas notícias diariamente, como se fossem um dogma do jornalismo. Elas não tem novidade, não tem interesse (menos e 1% aplicam em bolsa), não tem empatia, não tem interesse público ou social, não tem ineditismo, não tem improbabilidade e não tem apelo, mas é um dogma.

Um dogma criado para sustentar a ditadura ideológica dos especuladores financeiros, que pelos meios de comunicação, expressam incessantemente (diariamente) que o interesse dos grandes apostadores das bolsas de valores são os mesmos interesses de toda a sociedade. Na maioria das vezes, em verdade, são o contrário. Eles apostam contra uma moeda e destroem a economia de um país, ou colocam esse país em condições financeiras de difícil solução e tendo de adotar medidas de austeridade fiscal contra a população, enquanto engordam seus lucros.

É certo que a ação da grande mídia hoje no Brasil está no nível mais baixo da intervenção. Ela atua politicamente, defendendo certos grupos políticos, mas a questão econômica são o seu grande triunfo ideológico, visto que cria uma espécie de chantagem sobre a vida política e cultural do país.

Leia mais em Educação Política:

COM JUSTIÇA CORONELISTA, BRASIL SE IGUALA À SOMÁLIA E AO PAQUISTÃO EM MORTES DE JORNALISTAS E É O 5º EM ASSASSINATOS
VÍDEO IMPERDÍVEL: CIRO GOMES EXPLICA JOSÉ SERRA BEM FUNDAMENTADO NA FOLHA, ESTADÃO, VEJA E GLOBO
QUE ABSURDO! GILMAR MENDES DESMENTE GILMAR MENDES E DIZ QUE LULA ‘NÃO FEZ NENHUM PEDIDO EM RELAÇÃO AO MENSALÃO’
PHOTOSHOP E BLOGOSFERA SE TORNARAM UMA MISTURA EXPLOSIVA PARA A REVISTA VEJA


%d blogueiros gostam disto: