Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos de tags: bolsa-família

OS REACINHAS PIRAM COM O VÍDEO, MAS A MORTALIDADE INFANTIL CAIU

Vídeo da TV Cidade de São Luiz mostra mulher dizendo que quer comprar calça de R$ 300 para a filha e abaixo uma pesquisa sobre o bolsa família, da Agência Brasil.

Pesquisa revela: Bolsa Família teve impacto na queda da mortalidade infantil

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Uma pesquisa feita para avaliar os impactos do Programa Bolsa Família nas taxas de mortalidade infantil mostra redução de 17% na mortalidade de crianças menores de 5 anos, entre 2004 e 2009. A pesquisa foi feita com dados de cerca de 50% dos municípios brasileiros e revela que o programa contribuiu, principalmente, para a redução dos óbitos em decorrência da desnutrição. A pesquisa registra que o Programa Saúde da Família também contribuiu para a queda dos números.

Os dados apontam que a condicionalidade do Bolsa Família de determinar que as crianças estejam com o cartão de vacinação em dia foi um ponto importante, já que aumentou a cobertura de imunização contra doenças como sarampo e pólio. O aumento da renda das famílias beneficiadas, que ampliaram o acesso a alimentos e bens relacionados à saúde, também é citado. Esses fatores foram destacados pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

“O Bolsa Família melhorou a alimentação das mães. Os estudos mostram que as família se dedicam a comprar comida com esses recursos e isso já é um elemento de alteração do padrão de vida da criança. Ter acompanhamento pré-natal também contribui muito porque a criança já é cuidada antes mesmo de nascer”, disse.

A pesquisa aponta que o Programa Saúde da Família, que oferece atenção básica à saúde, teve papel na redução da mortalidade causada por doenças como diarreia e infecções respiratórias. A redução no número de grávidas que davam à luz sem receber atendimento pré-natal também foi registrada pela pesquisa.

“Os dois programas se complementam para evitar o adoecimento das crianças na primeira infância. É importante observar como uma pequena quantia de dinheiro pode ter tamanho benefício em relação à mortalidade infantil”, avaliou Maurício Barreto, mestre em saúde comunitária e titular em epidemiologia do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

A pesquisa foi conduzida pelo mestre em saúde comunitária da UFBA, Davide Rasella, com a participação de pesquisadores da instituição. Os resultados foram publicados pela revista The Lancet, periódico científico da área de saúde, com sede no Reino Unido.

Edição: Denise Griesinger

Veja mais:

MOVIMENTO NAS AGÊNCIAS DA CAIXA VOLTA AO NORMAL, MAS DILMA ROUSSEFF DIZ QUE BOATO SOBRE O FIM DO BOLSA FAMÍLIA É CRIMINOSO

Boato sobre o fim do Bolsa Família é criminoso, diz presidenta Dilma

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

Dilma batiza petroleiro Zumbi dos Palmares

Dilma batiza petroleiro Zumbi dos Palmares

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff criticou hoje (20) o boato que surgiu no último fim de semana de que os benefícios do Bolsa Família seriam suspensos e assegurou o compromisso do seu governo com o programa. Ela fez um apelo aos brasileiros para que não acreditem nos pessimistas e, sobretudo, nos boatos, “porque os boatos no país às vezes ocorrem de forma surpreendente”.

“Queria deixar claro que o compromisso do meu governo com o Bolsa Família é forte, profundo e definitivo”, disse a presidenta durante cerimônia que marcou o início da operação do navio petroleiro Zumbi dos Palmares, no Porto de Suape, em Pernambuco. “É algo absurdamente desumano o autor desse boato. Além de ser desumano, ele é criminoso. Por isso colocamos a Polícia Federal para descobrir a origem do boato, que tinha por objetivo levar a intranquilidade a milhões de brasileiros que nos últimos dez anos estão saindo da pobreza extrema”.

A informação falsa de que só seria possível sacar o benefício até o último sábado (18), se espalhou pelas redes sociais e levou muitas pessoas às agências da Caixa Econômica Federal e dos Correios. A presidência da República detectou a informação em estados como a Paraíba, o Amazonas, o Maranhão e o Rio de Janeiro.

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, fez ontem (19) um apelo para que a população siga o calendário do governo para saque do benefício do Programa Bolsa Família e não procure as agências da Caixa Econômica Federal e dos Correios antes da data.

Edição: Denise Griesinger

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir as matérias é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil

Caixa informa que saque do Bolsa Família está normal

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Caixa Econômica Federal informou que o movimento nas agências bancárias e lotéricas credenciadas à instituição está “sob controle” e que os benefícios concedidos por meio do Programa Bolsa Família estão sendo liberados conforme o calendário normal. Durante o último final de semana, boatos de que o governo federal iria extinguir o programa e de que um bônus pelo Dia das Mães estaria sendo pago apenas até ontem (19) levaram centenas de pessoas a procurar um posto credenciado, causando transtornos em 12 estados.  

Segundo a assessoria do banco, em algumas agências de diferentes unidades da Federação foi registrado um movimento maior que o habitual durante a manhã de hoje (20), mas nenhum tumulto. Ainda de acordo com a assessoria, as pessoas continuam buscando informações sobre o benefício, mas a tendência é que o movimento se normalize à medida que as pessoas souberem que houve um mal-entendido.

Ontem (19), a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, desmentiu os boatos sobre extinção do programa. Além de pedir que os beneficiários seguissem o calendário do governo para sacar o benefício, a ministra confirmou que o governo solicitou à Polícia Federal (PF) que investigue as origens dos boatos. E garantiu que o programa, que beneficia 13,8 milhões de famílias ou 50 milhões de cidadãos, não será extinto. Para este ano, o orçamento destinado ao programa chega a R$ 24 bilhões.

Além de consultar o calendário de pagamento no site da Caixa, o interessado também pode obter informações pelo telefone 0800 726 0207.

Edição: Carolina Pimentel

Veja mais:

 

 

OS ‘VAGABUNDOS’ DO BOLSA FAMÍLIA

CONSULTORIA AFIRMA QUE DISTRIBUIÇÃO DE RENDA COMO O BOLSA FAMÍLIA FEZ O BRASIL SER O PAÍS COM MAIOR GANHO DE BEM-ESTAR

Distribuir renda gera bem-estar social

Distribuir renda gera bem-estar social

Distribuição de renda e inclusão colocam o Brasil em primeiro lugar em bem-estar

10/12/2012 08:00

Pesquisa de consultoria internacional destaca Bolsa Família como um dos principais motivos para que país chegasse ao atual patamar de desenvolvimento
Tabela com os 20 países que apresentaram maior evolução socioeconômica entre 2006 e 2011. Clique na Imagem para Ampliar
Tabela com os 20 países que apresentaram maior evolução socioeconômica entre 2006 e 2011
Brasília, 10 – Entre 150 países, o Brasil apresentou o maior ganho de bem-estar nos últimos cinco anos, segundo pesquisa feita pela empresa internacional de consultoria Boston Consulting Group (BCG), com base em 51 indicadores econômicos e sociais. De acordo com o levantamento, o país foi o que melhor utilizou o crescimento econômico, entre 2006 e 2011, para aumentar a qualidade e o padrão de vida e o bem-estar da população.

O Brasil lidera o índice com 100 pontos, pontuação máxima. Aparecem, a seguir, Angola (98), Albânia (97,9), Camboja (97,5) e Uruguai (96,9). A Argentina ficou na 26ª colocação, com 80,4 pontos. O Chile ocupa a 48º posição, e México, a 127ª.

O documento aponta o desempenho brasileiro como resultado da distribuição de renda, principalmente por meio de programas como o Bolsa Família, que contribuiu para redução da extrema pobreza pela metade na última década. “Por isso, é importante distribuir renda. A queda da extrema pobreza não se dá apenas pelo crescimento econômico”, diz o secretário nacional de Renda de Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Luís Henrique Paiva. “A taxa de extrema pobreza de hoje seria pelo menos um terço maior, não fosse a transferência de renda do Bolsa Família. Dependendo do intervalo de ano observado, o programa responde por 15% a 20% da redução da desigualdade.”

No período de 2006 a 2011, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu a um ritmo médio anual de 5,1%. E o ganho social brasileiro, apresentado pela pesquisa da BCG, é equivalente ao de um país que tivesse registrado expansão anual de 13% da economia. “Se a extrema pobreza for reduzida apenas pelo crescimento econômico, a gente se torna refém de taxas necessariamente muito altas de crescimento para que a pobreza recue”, assinala o secretário. “Quando temos a conjunção, ou seja, o crescimento econômico moderado, aliado a um processo de distribuição de renda, é possível atingir bons resultados, porque o dinheiro não está vinculado apenas ao crescimento econômico.”

Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que o valor aplicado no programa de transferência de renda pelo governo federal produz resultados crescentes no PIB. “O Bolsa Família acaba sendo um programa com custo muito baixo, de menos de 0,5% do PIB. E cada real investido gera, por meio de um efeito multiplicador, impacto no PIB brasileiro de R$ 1,44. Dessa forma, além de contribuir para a economia local, o programa é significativamente contributivo para a economia brasileira”, ressalta Paiva.

Crescimento inclusivo –Para quem vive na extrema pobreza, o acesso à renda é fundamental, porque permite ter acesso a bens de consumo. “Mas sabemos que só transferir renda não é suficiente”, avalia o secretário, lembrando que o MDS trabalha com outros programas para atender essa parcela da população. “Desde assistência social, capacitação profissional, acompanhamento na escola e saúde, para que, além da renda, essas pessoas tenham acesso a outros serviços oferecidos pelo Estado.”

“O Brasil está sendo reconhecido pelo esforço dos últimos dez anos”, acrescenta o secretário nacional de Avaliação e Gestão da Informação do MDS, Paulo Jannuzzi. Para ele, os resultados divulgados pela pesquisa do BCG são a prova de que o governo brasileiro está no caminho certo. “O país conseguiu esse avanço com uma taxa de crescimento econômico de 5%. Isso mostra que a estratégia de crescimento inclusivo garante que, além do crescimento econômico, tenhamos avanços nos indicadores das políticas sociais.”

Na avaliação de Jannuzzi, o relatório mostra que o conjunto de politicas sociais – nas áreas de educação e saúde e outras ações do governo federal, aliados à redução da pobreza por meio da transferência de renda e da garantia de acesso a serviços públicos à população vulnerável – traz resultados na melhoria de vida para a população como um todo.”

A consultoria BCG fez a pesquisa baseada em diversas fontes, como Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional (FMI), Organização das Nações Unidas (ONU) e Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os dados dessas instituições permitiram traçar um panorama em dez áreas: renda, estabilidade econômica, emprego, distribuição de renda, sociedade civil, governança (estabilidade política, liberdade de expressão, direito de propriedade, baixo nível de corrupção, entre outros itens), educação, saúde, ambiente e infraestrutura.

Raphael Rocha
Ascom/MDS

Veja mais em Educação Política:

 

O OUTRO LADO DAS COISAS: PESQUISA REVELA CASOS EM QUE O BOLSA FAMÍLIA É MAIS DO QUE SIMPLES TRANSFERÊNCIA DE RENDA

Professora da Unicamp e cientista social, Walquiria Domingues Leão pesquisa o Bolsa Família há cinco anos e aprova o programa

Os programas de transferência de renda, qualquer um deles e em qualquer parte do mundo, sempre têm dois lados. De um lado, eles podem ser vistos como medidas puramente paliativas, que não resolvem o problema e geram dependência. Em muitos casos é isso mesmo que acontece, o dinheiro vira uma espécie de muleta e o costume é certo como a renda todo mês.

No entanto, em outros casos, e estes também acontecem, o dinheiro ajuda a realizar alguns sonhos, a preparar o futuro e a pensar sim em formas de a partir daquela mesada mensal poder melhorar a condição de vida e, como dizem, andar com as próprias pernas.

Esse ponto das políticas assistencialistas também é discutido no debate entre funcionalistas e frankfurtianos, por exemplo, no que diz respeito à comunicação e cultura de massa. Os primeiros defendem que a comunicação de massa é um fenômeno positivo, pois mesmo assistindo a produtos da indústria cultural, as pessoas já estão lendo, vendo, sendo expostas a algo e, a partir daí, poderiam evoluir para outros patamares. Já os frankfurtianos não veem saída e apontam a cultura de massa como fechada em si mesmo, sem oferecer subsídios para que as pessoas se libertem dela.

Gaurdadas as devidas proporções é mais ou menos o que acontece com o Bolsa Família. O fato é que na esteira das teorias, o mundo sempre oferece algumas exceções, como esta apresentada em texto publicado no Blog do Nassif:

Da série: ai se o Kamel souber…
Por Luis Nassif

Ontem gravamos uma entrevista especial, em vídeo – a ser disponibilizada aqui em breve – com a professora da Unicamp e cientista social Walquiria Domingues Leão Rego que há cinco anos pesquisa a Bolsa Família.Walquiria tem ido anualmente às regiões mais pobres do nordeste tomando depoimentos dos beneficiários, não questionários frios, mas longas conversas para apreender as mudanças ocorridas.

Um dos episódios narrados é fantástico.

Na casa de uma senhora em Alagoas, outro pesquisador que a acompanhava, italiano, maravilhou-se com alguns quadros, pinturas na parede, sem moldura. Indagaram da senhora o que era aquilo.

Inicialmente, ela relutou em responder. Walquiria contou que no país do seu amigo valorizavam-se muito as pinturas, daí a razão do interesse dele.

A senhora venceu, então, o temor e contou que um de seus netos tem uma grande vocação para a pintura. Na escola, a professora recomendou que recebesse aulas.

Ela reuniu, então, a família e, juntos, discutiram se poderia desviar parte do dinheiro da comida para as aulas de pintura do menino. Todos concordaram. O resultado foram as pinturas que maravilharam o italiano.

Se Ali Kamel souber, haverá denúncias em O Globo sobre o esbanjamento de recursos do Bolsa Familia. (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL TEM IMPACTO NEGATIVO SOBRE IDH FAZENDO COM QUE O ÍNDICE FIQUE CERCA DE 30% MENOR
NO BRASIL, BOLSA FAMÍLIA É UMA COMPENSAÇÃO PORQUE POBRE PAGA IMPOSTO E RICO NADA DE BRAÇADA
PROGRAMAS SOCIAIS DO GOVERNO SERÃO AMPLIADOS PARA DIMINUIR ALCANÇE DO TRABALHO INFANTIL NO BRASIL
SENADOR ÁLVARO DIAS FICA À VONTADE EM TV TUCANA E SOLTA UMA PÉROLA: “BOLSA FAMÍLIA ESTIMULA A PREGUIÇA”

SENADOR ÁLVARO DIAS FICA À VONTADE EM TV TUCANA E SOLTA UMA PÉROLA: “BOLSA FAMÍLIA ESTIMULA A PREGUIÇA”

Aposentadoria de R$ 24 mil é digna, bolsa família de R$ 100 estimula a preguiça

O  tucano Álvaro (aposentadoria de R$ 1,4 milhão) Dias,  quase vice de José (Bolinha de Papel) Serra, afirma o que bolsa família é coisa para estimular a preguiça, ou seja, torna o sujeito vagabundo.

O Senador é a pessoa certa para afirmar isso. No ano passado ele buscava uma aposentadoria como governador de R$ 24 mil por mês e mais R$ 1,4 milhão retroativos, mas isso era para estimular o seu trabalho, imagina-se.  Os R$ 100 do bolsa família é coisa de vagabundo.

Durante a campanha presidencial, o PSDB afirmava que iria dar décimo terceiro para o bolsa família e aumentar o valor. Depois da eleição, a verdade da consciência tucana.

Vi no Azenha.

Leia mais em Educação Política:

SERÁ JEAN WYLLYS A NOVA CARA DO PSOL QUE PODE CONSOLIDAR UM GRANDE PARTIDO DA OPOSIÇÃO?
CONDENAR A CORRUPÇÃO PELA QUESTÃO MORAL É UMA GRANDE ILUSÃO E ESSE ENGANO POUCO AJUDA A COMBATÊ-LA
NUNCA FOI TÃO FÁCIL METER A MÃO NO DINHEIRO DO POVO E, INFELIZMENTE, SÓ O CORRUPTO TRAÍDO NOS SALVA
A MEDIOCRIDADE TUCANA: PEDAGOGIA É EMPRESARIAL E ADMINISTRAÇÃO DE OBRAS É A CASA DA MÃE JOANA

POPULARIDADE DE DILMA NO NORDESTE NÃO TEM RELAÇÃO DIRETA COM BOLSA FAMÍLIA E SIM COM CRESCIMENTO ECONÔMICO DA REGIÃO

Clique na imagem e veja os investimentos públicos realizados na região Nordeste

Da Agência Educação Política

Desconstruindo o preconceito que parte da elite do sul e do sudeste tem em relação ao nordeste por atribuir à região uma espécie de preferência alienada pelo presidente Lula e agora pela candidata Dilma Rousseff em razão de programas de transferência de renda como o Bolsa Família, a professora Tânia Bacelar, da Universidade Federal de Pernambuco, em entrevista concedida à revista Carta Capital, mostra que a alta popularidade do governo petista na região nordeste não se dá única e exclusivamente em razão do bolsa família, mas também e, principalmente, pelas diversas melhorias sentidas na região em áreas como o comércio varejista, por exemplo, que atraiu investimentos diversos para a região.

A presença de um braço da Petrobrás na região nordeste também é apontado como fator responsável por dinamizar e alavancar o crescimento da região, sem falar na ampliação dos investimentos em infraestrutura promovidos pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) que contribuem e muito para o desenvolvimento social e econômico do nordeste.

O fato é que o que existe no nordeste, ao contrário do que muitos gostam de falar, não é apenas um programa assistencialista de transferência de renda que ‘compra’ os votos dos nordestinos por meio de uma ilusão temporária. Essa é a base do preconceito vendido pela elite do sul e sudeste. Não é difícil escutar: “No nordeste todos votam no Lula e agora na Dilma só por causa do Bolsa Família, todos pobres que acham que estão mudando de vida”.

Esse discurso carregado de estereótipos e preconceitos que nunca teve fundamento é facilmente desconstruído com uma análise mais pontual que mostra os diversos fatores que têm contribuído para um desenvolvimento sólido e permanente na região nordeste, como a feita pela professora da Universidade Federal de Pernambuco.

A realidade é simples: Lula decidiu olhar para o nordeste, coisa que os tucanos nunca pensaram em fazer. E este olhar não vai ser por eles tão facilmente esquecido. Mérito dele e de Dilma Rousseff que, com certeza, não desviará o olhar…

Desconstrução do preconceito
Carta Capital
Por Mauricio Dias

Não resulta do Bolsa Família o voto nordestino pró-Dilma, ainda maior no segundo turno

Para entender melhor o resultado do primeiro turno da eleição presidencial e projetar o resultado final do confronto entre Dilma e Serra, no dia 31 de outubro, é preciso falar do velho preconceito contra o Nordeste plantado nos corações e mentes de parte da elite das regiões Sul e Sudeste. O “Sul Maravilha”, conforme batismo do cartunista Henfil, um ícone do petismo aguerrido e ortodoxo.

Para esse pessoal, o voto no Nordeste foi comprado pelo Bolsa Família. Ninguém oferece uma contribuição melhor para a compreensão dessa questão do que a professora Tânia Bacelar, da Universidade Federal de Pernambuco.

Os argumentos dela não se sustentam no compromisso político. Ela mostra que os beneficiários do Bolsa Família “não são suficientemente numerosos para responder pelos porcentuais elevados obtidos por Dilma no primeiro turno: mais de dois terços dos votos no Maranhão, Piauí e Ceará e mais de 50% nos demais estados e cerca de 60% do total”.

Há fatos gerados pela administração Lula que explicam os votos: essa região, assim como o Norte, liderou as vendas do comércio varejista no Brasil entre 2003 e 2009. A consequência, segundo Tânia Bacelar, foi o dinamismo do consumo que “atraiu investimentos para a região”.
“Redes de supermercados, grandes magazines e indústrias alimentares e de bebidas, entre outros, expandiram sua presença no Nordeste ao mesmo tempo que as pequenas e médias empresas locais ampliavam sua produção”, explica.

O longo e importante braço da Petrobras influiu na dinâmica da economia nordestina. Houve investimento em novas refinarias e o resgate da indústria naval, que levou para aquela região vários estaleiros.
Tânia Bacelar fala, também, da “ampliação dos investimentos em infraestrutura, promovida pelo PAC com recursos que, somados, têm peso no total dos investimentos previstos superior à participação do Nordeste na economia nacional”. (Texto Completo)

Leia mais em Educação Política:

AS MIL CARAS DE SERRA E A METÁFORA DA BONEQUINHA RUSSA
QUEM VAI QUESTIONAR A CONCESSÃO DA REDE GLOBO? EDIÇÃO DO JORNAL NACIONAL FOI IRRESPONSÁVEL E FICCIONAL
PREDESTINADO: PRESIDENTE DO PSDB, SÉRGIO GUERRA, QUER TRANSFORMAR A ELEIÇÃO NUMA GUERRA CIVIL
BOLINHA DE PAPEL: DÁ PARA CONFIAR EM UM CANDIDATO QUE FAZ TOMOGRAFIA DEPOIS DE UMA BOLINHA DE PAPEL?

CARTA MAIOR: BOLSA FAMÍLIA MANTÉM ALUNO NA ESCOLA E DIMINUI O TRABALHO INFANTIL

O impacto do Bolsa Família na educação brasileira

Marco Aurélio Weissheimer/Carta Maior

Bolsa Família porque criança não trabalha

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e o Ministério da Educação divulgaram novos dados revelando que o Bolsa Família tem um impacto positivo na trajetória educacional dos beneficiários do programa. Ao observar os índices de aprovação e abandono escolar dos estudantes da rede pública de ensino, o Ministério da Educação verificou que a exigência da freqüência às aulas por parte do Bolsa Família faz toda a diferença.

Segundo pesquisa realizada pelo ministério, no ensino médio, a aprovação dos beneficiários do Bolsa Família é maior do que a média nacional (81,1% contra 72,6%). No ensino fundamental, os números são similares (80,5% de beneficiários aprovados contra 82.3% da medida nacional). Os indicadores de abandono no ensino fundamental também revelam um impacto positivo: 3,6% dos beneficiários deixam a escola, contra 4,8% da média nacional. Já no ensino médio, o índice de abandono é de 7,2% entre os beneficiários, enquanto a média nacional é de 14,3%.

Esses números se referem a domicílios identificados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) de 2006, pelo Censo Escolar Inep/Educacenso, pelo Sistema Presença de freqüência escolar do Bolsa Família e pelo Núcleo de Opinião e Políticas Públicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Saiba mais

ESTADÃO: BOLSA-FAMÍLIA DÁ LUCRO E GOVERNO LULA RECEBE EM DOBRO; VALE A PENA INVESTIR CONTRA A DESIGUALDADE SOCIAL

Matéria do Estadão mostra que o bolsa-família, programa do governo contra a miséria está dando lucro para o Brasil e para o governo do presidente Lula. Segundo pesquisa do Centro de Políticas Púlicas do Insper, o governo já arrecadou  em impostos 70% a mais do que investiu para acabar com a miséria. Veja trecho da matéria:

“Bolsa-Família elevou PIB em R$ 43,1 bi, diz estudo

Ganho tributário é 70% maior do que o total de benefícios pagos pelo programa em 2006

SÃO PAULO – A expansão do valor total dos benefícios pagos pelo Bolsa-Família entre 2005 e 2006, de R$ 1,8 bilhão, provocou um crescimento adicional do PIB, de R$ 43,1 bilhões, e receitas adicionais de impostos de R$ 12,6 bilhões. Esse ganho tributário é 70% maior do que o total de benefícios pagos pelo Bolsa-Família em 2006, que foi de R$ 7,5 bilhões.

Essas estimativas estão num estudo recém concluído dos economistas Naercio Aquino Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas (CPP) do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), antigo Ibmec-São Paulo, e de Paulo Henrique Landim Junior, aluno da graduação do Insper.

O objetivo do trabalho era investigar os efeitos do Bolsa-Família – que hoje atinge 12,9 milhões de famílias – na economia dos municípios. Os pesquisadores investigaram 5,5 mil cidades nos anos de 2004, 2005 e 2006. Os dados utilizados foram o PIB, a população e a arrecadação de tributos nos municípios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os desembolsos do Bolsa-Família, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS)”. (Texto Integral no Estadão on line)

leia mais em Educação Política:
BRASIL TEM DIFICULDADE DE BANIR AGROTÓXICOS DANOSOS À SAÚDE
MINISTRO DAS COMUNICAÇÕES HÉLIO COSTA E OPERADORAS DE TELEFONIA TENTAM MELAR PLANO DO GOVERNO DE LEVAR BANDA LARGA PARA TODOS OS BRASILEIROS
BRASIL COLHE OS RESULTADOS DE 20 ANOS DE DEMOCRACIA
%d blogueiros gostam disto: