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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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JUSTIÇA BRASILEIRA SURPREENDE, ROMPE TEMPORARIAMENTE TRADIÇÃO DE IMPUNIDADE E MANTÉM CACHOEIRA PRESO HÁ QUASE 5 MESES

Será que Gilmar Mendes medita? Até aonde vai essa CMPI?

Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres tinham a certeza da impunidade, mas pela primeira vez a justiça brasileira mantém preso alguém envolvido em um grande esquema de corrupção, os acusados de cometer crimes do colarinho branco.

Cachoeira foi preso em 29 de fevereiro e, surpreendentemente, ele continua preso até hoje. É certo que ele pensava que um dia a casa poderia cair, mas havia a tradição da justiça, que sempre liberou com facilidade acusados de corrupção presos pela Polícia Federal, acatando ordens de juízes de instâncias inferiores.

Além da tradição jurídica da impunidade, havia a amizade de Demósteses Torres e Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal. Parecia um esquema perfeito de corrupção, com associação ou, pelo menos, boas relações na polícia, na política e na alta cúpula do judiciário.

Por muito pouco, Cachoeira não está livre e solto, visto que já recebeu um habeas corpus do desembargador Tourinho Neto e só não saiu porque tinha outro mandato de prisão.

Cachoeira está há quase cinco meses encarcerado e Demóstenes Torres, cassado. A CPMI do Cachoeira tem dado bons resultados. E pode dar muito mais.

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A versão de Gilmar Mendes sobre o possível pedido de Lula de adiamento do processo do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal) é bastante improvável e fantasiosa, ainda que seja possível. Não fosse isso, a única testemunha, Nelson Jobim, desmentiu.

Os maiores interessados em tumultuar a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do Carlinhos Cachoeira é o próprio Gilmar Mendes e a revista Veja, visto que estão de certa forma atolados nas investigações da Polícia Federal. Muito diferente da situação do ex-presidente Lula, que não é nem sequer réu no mensalão.

Ao que parece, o ex-presidente Lula caiu numa armadilha ao visitar o ex-ministro  Nelson Jobim. Segundo reportagem de O Globo, Gilmar Mendes teria ficado “eufórico” ao saber que iria se encontrar com Lula. É possível que a redação da revista Veja também. Trecho da matéria de O Globo é revelador e interessante porque mostra um Gilmar Mendes bastante meigo:

Quando recebeu o convite de Jobim para encontrar-se com Lula, Gilmar ficou eufórico: finalmente, iria rever o amigo.

Na cabeça do ministro, o encontro seria social e afetivo e realizado por desejos de ambos. E, para ser mais justo, mais pela insistência de Gilmar do que de Lula

As relações entre Veja e Gilmar Mendes são antigas, assim como as relações de Veja com Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres. Até hoje não se sabe do áudio de uma possível gravação de Gilmar Mendes com Demóstenes Torres que, vejam só, a Veja publicou.  As pedras parecem se encaixar no quebra cabeça da corrupção com as escutas da Polícia Federal na operação Monte Carlo.

Há já revelações claras e noticiadas do envolvimento de Gilmar Mendes com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira. As notícias deveriam ser um grande escândalo nacional, mas tiveram destaques reduzidos e pouca divulgação. A primeira de que é Gilmar Mendes teria viajado a Berlim, na Alemanha, com o senador Demóstenes Torres em um avião cedido pelo contraventor Carlinhos Cachoeira. Há aí duas situações graves, primeiro a amizade perigosa entre Gilmar Mendes de Demóstenes Torres e, segundo, o uso do avião de Carlinhos Cachoeira. Isso precisa ser investigado.

A outra acusação se ajusta perfeitamente a esta. Em uma das gravações interceptadas pela Polícia Federal na operação Monte Carlo, Demóstenes Torres afirma que Gilmar Mendes havia beneficiado Cachoeira ao “puxar” uma ação milionária.  Veja link.

Por essas e outras, se o PT não for fundo nas investigações da CPMI, pode ser chamado de PA (Partido que Amarelou).

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…só se for das trevas

A pobre liberdade de expressão anda bastante massacrada e desvirtuada ultimamente. De ideia legítima e necessária, ela vem se tornando a arma preferida de alguns setores da mídia nacional para travar o seu combate da manipulação, da ilegalidade e da partidarização no jornalismo. Para se defender de qualquer acusação, lança-se mão do sagrado escudo da liberdade de expressão que, vale dizer, nunca esteve tão longe de seus significados mais essenciais.

Mas a revista Veja insiste em dizer que sua ligação com Carlinhos Cachoeira nada mais é do que fruto de seu jornalismo valente, investigativo, que não tem medo de “falar com os demônios” em nome de informar a sociedade, e que as críticas contra ela são pura e simples perseguição ao seu direito de liberdade de expressão.

O problema, no entanto, como lembra Mauricio Dias em texto publicado na revista Carta Capital, não é conversar com o diabo e sim firmar um pacto pra lá de suspeito com ele, já comprovado por transcrições divulgadas das conversas entre um repórter de Veja e o bicheiro tão comentado. Assim, podemos dizer que a perspicaz revista Veja confunde liberdade de expressão com liberdade de manipulação.

A mensagem que se encontra por trás dos editoriais recentemente divulgados em defesa da revista e da sua última capa não é outra que não: nós somos a opinião pública nacional, fazemos o que quisermos e estamos amparados pela liberdade de expressão.

No entanto, as coisas parecem estar mudando. A própria necessidade dos editoriais hilariantes e da última capa hipócrita, para dizer o mínimo, comprovam que essa mídia tão poderosa precisa dar alguma satisfação à opinião pública da era da internet e da pluralidade da informação, nem que seja uma desculpa ainda mais falsa do que suas condutas anteriores. Afinal, de quem firma um pacto com o que há de mais obscuro nas forças malignas, não se pode esperar muito brilhantismo.

Veja trecho do texto de Mauricio Dias:

Pacto com o diabo
Por Mauricio Dias

Argumenta a direção de Veja, apoiada por um grupo de acólitos furibundos e direitistas desnorteados, que os repórteres da revista, em razão da natureza da reportagem, mantiveram relações perigosas com Carlinhos Cachoeira como, às vezes, exige a insalubridade da missão do profissional em busca de informações importantes para conhecimento da sociedade.
Há registro de mais de 200 telefonemas trocados entre os repórteres e Cachoeira, uma fonte de onde jorraram algumas das principais “investigações” daquela revista semanal.

O princípio defendido é correto. E o número de ligações telefônicas, por si só, não significa nada além do fato de se falarem muito. Mas as conversas travadas pelo repórter e o contraventor Cachoeira são de preocupante intimidade, como mostram algumas transcrições já publicadas.

“Fala pra ele que é de confiança o homem”, diz o senador Demóstenes Torres para Carlinhos Cachoeira ao se referir ao repórter de Veja.

O repórter é sempre o elo mais fraco nesse processo, conforme deixa entender Eurípedes Alcântara, diretor de redação de Veja. Ele tentou explicar assim o envolvimento da revista com um contraventor que agora já pode ser carimbado como criminoso: “… casos assim jamais são decididos individualmente por um jornalista, mas pela direção da revista”.

A frase de Alcântara protege o pé e descobre a cabeça. Talvez ele tenha tentado preservar o repórter dos longos braços da CPI, mas certamente expôs os donos da revista. Ele próprio ocupa um “cargo de confiança” pelas mesmas razões que o repórter de Veja era da confiança do senador Demóstenes.

Confiança no Brasil traduz a confiança “pessoal” e não a “profissional”.

Esse processo confirma, em última instância, que o repórter de confiança do editor e de Cachoeira é também de confiança do dono. Assim fica claro que o acordo liga Cachoeira diretamente a Roberto Civita, dono da Veja.

Nesse caso, portanto, a tese correta sobre a insalubridade do trabalho do repórter desvirtuou-se na prática.

A crítica que se faz é ao desvio de conduta, comprovada por uma série histórica de erros intencionalmente cometidos. O elenco é grande e aponta uma tendência política. São geralmente denúncias, ao longo dos governos de Lula e Dilma, notadamente apontando suspeitas de focos de corrupção em setores específicos da administração federal. (Texto completo)

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O jornalista Nirlando Beirão discute no link para vídeo que segue abaixo justamente as relações do baronato midiático nacional com os escândalos envolvendo Carlinhos Cachoeira. O vicioso coorporativismo, a falta de transparência e respeito com o leitor e a atitude do “mexeu com um mexe com todo mundo” é hoje o horizonte jornalístico destes veículos que quando as denúncias batem na sua porta, simplesmente se recusam a investigar!

Já a notícia que vem sendo divulgada pela internet de que José Serra teria dado R$ 34 milhões à Editora Abril quando ocupava o cargo de governador do estado de São Paulo, a partir de um levantamento feito junto ao Diário Oficial, vem para comprovar este coorporativismo e as relações escusas da mídia com certas esferas do poder público, e terminar de derrubar as máscaras! Que, pode demorar, mas sempre caem…

http://videos.r7.com/r7/service/video/playervideo.html?idMedia=4f9b46b1fc9b2297d74a4f4d&idCategory=211&embedded=true

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FESTINHA NA CASA DO DEMÓSTENES: SÓ GENTE FINA E MUITA GARGALHADA: “ESTOU FORA DO CRIME HÁ MUITOS ANOS”, DISSE CACHOEIRA AO GOVERNADOR

Português: Senador Marconi Perillo

Por que será que Cachoeira disse ao governador Perillo que estava fora do crime? Que intimidade!

Vejam só esse trecho da matéria que saiu no Globo, mas parece que agora está fora do ar. No entanto, é possível encontrá-la ainda no yahoo notícias. É uma festinha na casa do Demóstenes Torres (DEM). Só tem gente fina: o Cachoeira, o Demóstenes e o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

A conversa também é bastante republicana. É sobre a criminalidade. Apesar de ser uma estratégia de defesa, a notícia parece provar que o governador de Goiás sabia das atividades ilícitas de Carlinhos Cachoeira.

Quem, se não for parceiro ou íntimo, vai lhe contar que não está mais na criminalidade? Vejam só a intimidade entre Cachoeira e o governador Perillo.

Na realidade, a conversa parece uma piada bastante engraçada. Veja trecho da notícia.

Segundo o governador, o contato que teve com Cachoeira foi muito esparso para que a relação seja considerada de amizade.

– Tivemos pouquíssimos encontros em ocasiões festivas, aniversários ou jantares, acho que três vezes. Eu não posso dizer que tenho uma amizade com uma pessoa com quem conversei pouquíssimas vezes. E nunca, em tempo algum, em hipótese alguma ele teria coragem de falar comigo sobre qualquer atitude relacionada a contravenção, sobre qualquer pedido de emprego ou de nomeação. Eu nunca dei liberdade para isso – alegou.

Perillo contou que, em uma ocasião, em uma festa na casa de Demóstenes, Cachoeira teria dito a ele que estava fora do crime há muitos anos.

– Que coisa boa! – ele teria respondido.

 Coloque agora uma boa gargalhada entre eles depois dessa conversa. Não encaixa direitinho?

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