Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos de tags: Campinas

Assessor de Marina chama Unicamp de cria do regime militar e professores respondem


Quatro importantes economistas da Unicamp (Luiz Gonzaga Belluzzo, Ricardo de Medeiros Carneiro, André Biancarelli e Pedro Rossi) escreveram um texto no site Brasil Debate, respondendo ao economista (Continue Lendo…)

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Professor recusa título da Unicamp após honraria ser mantida a ministro da ditadura

O professor aposentado da USP, Boris Vargaftig, enviou uma carta à reitoria da Unicamp, no último dia 11, renunciando ao título de Doutor Honoris Causa recebido em (Continue lendo…)

 

Método Engenharia havia subcontratado empreiteiras na obra de shopping, diz Ministério Público

Os procuradores Everson Carlos Rossi e Carolina Marzola Hirata Zedes, do Ministério Público do Trabalho (MPT) foram na manhã desta terça-feira (20) ao local das obras de ampliação do Shopping Iguatemi, em Campinas, para colher depoimentos e levantar informações a respeito do acidente que (Continue Lendo…)

PSDB e PSB criam em São Paulo o ‘Assistencialismo Erudito’

O prefeito Jonas Donizette (PSB) deve repetir em Campinas com o novo Teatro de Ópera, que deverá ser construído no Parque Ecológico, o mesmo modelo de assistencialismo erudito (ou assistencialismo cultural) que acontece na Sala São Paulo (Continue Lendo…)

O VANDALISMO E A BADERNA DO SR. GERALDO PINHEIRINHO ALCKMIN: TEATRO DE ÓPERA, EDUCAÇÃO E SAÚDE

Canetada contra o povo

Canetada contra o povo

Os protestos nas ruas de São Paulo são uma demonstração inequívoca da insatisfação popular da juventude. Não são os 20 centavos da passagem que geram tanta insatisfação no movimento Passe Livre.

Pela quantidade de pessoas presentes no protesto, não dá para afirmar que são simplesmente “baderneiros e vândalos”, como afirmou Geraldo Pinheirinho Alckmin.

É com certeza uma das mais novas rebeldias. Acabou a lua de mel com o PT, que deve colocar as barbas de molho, e é também o resultado de quase 20 anos de políticas de sustentação da desigualdade e da manutenção da pobreza por parte do PSDB e de Geraldo Pinheirinho Alckmin.

A mesma violência que o sr. Alckmin imprimiu na desocupação do Pinheirinho e outros terrenos estão agora nas ruas de São Paulo. Quem cresce na violência, também reproduz a violência. E essa violência inicial é do próprio Estado.

A violência pode não ser o cacetete de borracha, como querem os saudosos da ditadura, mas um simples ato administrativo como o que o sr. Alckmin fez recentemente ao liberar R$ 80 milhões (!!!!) para a construção de um teatro de ópera em Campinas, após um presente (de grego) de um escritório de arquitetura, que cedeu “gratuitamente” (kkk) o projeto para a cidade.

Assim como a péssima situação da educação e da saúde em São Paulo, o sr. Pinheirinho Alckmin comete esse vandalismo com o dinheiro público. O dinheiro que será torrado neste teatro, que é apenas um exemplo, daria para construir 80 teatros menores e mais pequenos centros de cultura por toda a cidade, principalmente na periferia. Isso é vandalismo e baderna.

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BANDA DOS HOMENS DE COR COMEMORA 80 ANOS SEM APOIO DA PREFEITURA DE CAMPINAS E DO LADO DE FORA DO CORETO

A Banda dos Homens de Cor, uma das mais tradicionais bandas de Campinas, completou hoje 80 anos.

Para comemorar, os integrantes “ocuparam” o largo do Pará, local que tradicionalmente essa banda já tocou quando tinha apoio da prefeitura da cidade.

Sem dinheiro e sem apoio do governo Jonas Donizette (PSB-PSDB), a banda tenta resistir e se fazer ouvir para não se acabar.

Enquanto isso, o Palácio dos Jequitibás (prefeitura) já acertou a construção de um teatro de ópera estimado inicialmente em R$ 80 milhões no Parque Ecológico da cidade. Isso com o apoio do governador tucano Geraldo Alckmin. Acredite, se quiser!

Veja abaixo algumas fotos da apresentação da banda esta manhã:

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DESMORONAMENTO DE MURO DE CONTENÇÃO DA CONSTRUTORA GNO DESABA EM CAMPINAS E LEVA JUNTO UMA RUA INTEIRA

O desmoronamento de um muro de contenção da construtora GNO, em Campinas, às 10h30 da  manhã desta quinta-feira, levou junto o trecho de uma rua inteira (de um lado a outro).  A queda do muro aconteceu na avenida Norte-Sul, uma das principais vias da cidade, mas a rua atingida foi a Gustavo Armbrust, que fica na parte do fundo da construção. A princípio não houve vítimas. Veja abaixo fotos:

Foto: Educação Política

Foto: Educação Política

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Foto: Educação Política

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PARA PEDRO TOURINHO, BRASIL NÃO FEZ REFORMA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CAPAZ DE GARANTIR ATENDIMENTO PÚBLICO DE QUALIDADE

Pedro Tourinho, médico e vereador de Campinas

Pedro Tourinho, médico e vereador de Campinas

Nesta segunda parte da entrevista à TV Educação Política, o médico sanitarista e vereador de Campinas, Pedro Tourinho (PT), fala sobre a gestão pública em áreas fundamentais como saúde e educação.

Para ele, não há receita para o desafio de garantir o que está previsto na Constituição brasileira, que é saúde e educação de qualidade. “Tanto o setor público quanto o setor privado têm problemas”, diz. Segundo Tourinho, devemos pensar em um  horizonte político em que os serviços públicos sejam de qualidade”, afirma.

Veja primeira parte da entrevista.

Veja abaixo a segunda parte da entrevista:

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PEDRO TOURINHO: O DESAFIO É TORNAR OS MECANISMOS DE TRANSPARÊNCIA MAIS ACESSÍVEIS E AMIGÁVEIS A TODO MUNDO

Vereador Pedro Tourinho, em entrevista à TV Educação  Política

Vereador Pedro Tourinho, em entrevista à TV Educação Política

O médico sanitarista e vereador de Campinas, Pedro Tourinho (PT), discutiu em entrevista à TV Educação Política os problemas da transparência na gestão pública.

Para o vereador, é preciso que o próprio poder executivo tome iniciativas de transparência, mas essas iniciativas devem ser feitas de forma que qualquer cidadão possa entender as contas públicas.

Veja abaixo a entrevista e veja algumas das dificuldades de tornar a gestão das prefeituras mais transparente.

Veja também a segunda parte da entrevista à TV Educação Política

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PROJETO DO CANDIDATO A PREFEITO DE CAMPINAS, JONAS DONIZETTE, QUE REGULARIZA TRABALHO INFANTIL A PARTIR DOS 7 ANOS GANHA REPERCUSSÃO NACIONAL

Campinas: Justiça mantém divulgação de projeto que liberava trabalho infantil

Rede Brasil Atual

Criança trabalhando ou na escola?

Candidato Jonas Donizette (PSB) apresentou proposta em 1997, como vereador, para transformar garotos de rua em ‘carregadores de sacolas, ajudante nas barracas dos feirantes e guardadores de carros’

São Paulo – A Justiça Eleitoral recusou o pedido de liminar apresentado pelo candidato do PSB à prefeitura de Campinas, Jonas Donizette, para barrar a divulgação de um projeto de lei de autoria dele que permite a prática do trabalho infantil na cidade do interior paulista. Na última terça-feira (23), Donizette apresentou o pedido afirmando que era equivocada a versão divulgada pela campanha do adversário, Márcio Pochmann (PT), de que a proposta liberava atividades trabalhistas de crianças a partir de sete anos.

Crianças trabalhando ou na escola?

Ontem, o juiz Mauro Fukumoto, da 379ª Zona Eleitoral, afirmou que “não são inverídicas as afirmações” divulgadas durante a disputa eleitoral. Apelidado de “Menores da feira”, o projeto apresentado quando Donizette era vereador tenta colocar em atividade crianças e jovens em situação de rua. O artigo 2º tem a seguinte redação: “O Programa ao ser implantado consistirá de três etapas distintas: diagnóstico, abordagem da criança e do adolescente naquele meio, e a organização dos meninos (as) maiores de 07 (sete) anos, formando grupos de: carregadores de sacolas, ajudante nas barracas dos feirantes e guardadores de carros”.

Para o magistrado, a contestação de Donizette não tem valor, uma vez que a redação “deixa clara” a intenção do projeto, que chegou a ser aprovado pela Câmara Municipal de Campinas, mas acabou sendo considerado inconstitucional. “Não há na lei qualquer estímulo à frequência à escola, ou qualquer perspectiva de retirar a criança da situação de rua”, acrescenta o juiz.

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A DIFÍCIL BATALHA DE MARCIO POCHMANN E A MEMÓRIA DE ANTÔNIO DA COSTA SANTOS, O TONINHO DO PT

Toninho, ao lado de Lula, são emblemáticos do movimento PT

Ele é professor universitário, pertence aos quadros do PT, nunca exerceu cargo legislativo, já exerceu cargo no executivo e quer ser prefeito de Campinas (SP). Poderíamos estar falando de Márcio Pochmann, que disputa o segundo turno das eleições para prefeito de Campinas, mas poderíamos estar falando também de Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, na disputa eleitoral de 2000, há 12 anos. Perfis semelhantes, mas em épocas diferentes.

Apesar de toda a crítica contra o PT naquela virada do milênio, nada se compara ao posicionamento da mídia após vitória de Lula para a presidência da República em 2002. Hoje busca-se criar o ódio de um movimento social que resolveu enfrentar, via política, as mazelas do país.  Márcio Pochmann tem uma batalha tão difícil quanto a de Toninho, mas poderá ter mais força se resgatar essa memória do partido que buscava a igualdade social e a justiça. Toninho é um símbolo para o PT e para a população de Campinas. Ele representou o projeto utópico e necessário que o Partido dos Trabalhadores trouxe para a sociedade brasileira.

Neste ano,  diante do grande número de abstenção e voto nulo na eleição, é comum escutar pelas ruas de Campinas que os políticos não prestam, que bom mesmo era o Toninho do PT.  E dizem: “Toninho sim queria fazer alguma coisa pela cidade e por isso o mataram”. Provavelmente essas mesmas pessoas diriam, se Toninho estivesse vivo, que ele também era um político como os outros. No entanto, após sua morte, ele surge como o sonho que não se realizou porque o sonho nunca acontece para quem não acredita na vida.

Toninho sofreu bastante na mão da imprensa, era criticado dia sim, dia sim. Não a crítica pertinente, mas a crítica partidarizada que todos conheceram nesses anos do governo Lula. Toninho era demonizado como tentam demonizar Lula.  E provavelmente Toninho não seria a unanimidade que se tornou após sua morte se hoje estivesse na política da cidade.

E se tornou uma figura emblemática porque carregava em si o sonho de muita gente, campineira ou não, que acreditou que através da política é possível transformar a sociedade. Toninho foi um obstinado utópico, um tipo de homem que poucos têm a coragem de ser. Muitos preferem a indiferença, ser deslumbrado e não se importar com ninguém. Certamente é mais fácil e assim se pode acreditar em Toninho somente após sua morte. Quem votou em Toninho acreditou na vida, acreditou no político Toninho.

Marcio Pochmann, de perfil semelhante, tem o desafio de resgatar e se inspirar na memória de Toninho, de buscar a política de Toninho e relembrar que o Partido dos Trabalhadores, ainda que tenha seus problemas, teve homens como Toninho. O ex-prefeito de Campinas morreu por um sonho, mas o sonho não morreu. Uma sociedade melhor, mais igualitária e mais justa continua viva junto com a memória de Toninho.

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JUSTIÇA IMPEDE TENTATIVA DO CANDIDATO A PREFEITO DE CAMPINAS, PEDRO SERAFIM, DE CENSURAR BLOG EDUCAÇÃO POLÍTICA

O indeferimento da liminar

A Justiça Eleitoral impediu a tentativa do candidato a prefeito de Campinas, Pedro Serafim (PDT), de censurar o blog Educação Política. O Candidato entrou com pedido para que a Justiça suspendesse uma postagem de agosto passado, com o título “Candidato a prefeito de Campinas, Pedro Serafim, que autorizou aumento de 126% para vereadores ganha imagem em nota de R$ 126″. Apesar do malabarismo da peça jurídica para tentar praticar a censura em caráter liminar, a Justiça indeferiu, mas pediu esclarecimento.
Após nossa defesa, feita por competente escritório de advocacia, o Ministério Público manifestou-se pela improcedência do pedido e a Justiça arquivou. Mais uma vitória da democracia e da liberdade de expressão.

Diante de tal acontecimento, estamos inaugurando uma nova editoria, que se chamará Justiça, dos Brasileiros. Nela vamos noticiar o bom trabalho de juízes que se pautam pela democracia, pela justiça e pela liberdade de expressão. Essa editoria fará jus ao trabalho de tantos juízes pelo Brasil que não se deixam macular e insistem em fazer um Brasil a cada dia mais justo.

O trabalho como o realizado pela ex-corregedora Eliana Calmon do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), por exemplo, estaria nessa nova categoria.

Veja abaixo o despacho do juiz:

Despacho
Despacho em 11/09/2012 – RP Nº 24929 Juiz MAURO IUJI FUKUMOTO
Tendo em vista o transito em julgado da r. sentença de fls. 68-69, conforme certidão de fls. 72, remetam-se os presentes autos ao arquivo, com as anotações de praxe.
Sentença em 08/09/2012 – RP Nº 24929 Juiz MAURO IUJI FUKUMOTO
VISTOS.PEDRO SERAFIM JUNIOR ajuizou a presente representação eleitoral por propaganda negativa contra GLAUCO CORTEZ, alegando que o representado, em seu blog, publicou artigo, com o título “Candidato a prefeito de Campinas, Pedro Serafim, que autorizou aumento de 126% para vereadores, ganha imagem em nota de R$ 126”, no qual aparece figura do ora representante em montagem que faz uso de símbolo oficial. O artigo tem o objetivo de ridicularizar o representante e não corresponde à verdade dos fatos, já que o representante não autorizou qualquer aumento no subsídio dos Vereadores e não votou a matéria na Câmara dos Vereadores. Requereu a concessão de liminar para a suspensão da divulgação do artigo e, no mérito, a confirmação da decisão.A medida liminar pleiteada foi indeferida (fls. 37).O representado apresentou resposta (fls. 45/61) alegando que não é filiado a nenhum partido político, não reside em Campinas e não teve intenção de fazer propaganda eleitoral negativa.O Ministério Público manifestou-se pela improcedência do pedido (fls. 63/66).É o relatório. Fundamento e decido.Reitero os argumentos expostos na decisão que indeferiu a liminar (fls. 37).Tais fundamentos restaram confirmados pela resposta apresentada pelo representado, que não vota (fls. 50) nem reside (fls. 51) em Campinas, nem tampouco é filiado a nenhum partido político (fls. 52).Não obstante a expressão “humor de campanha”, não há nenhum elemento nos autos que permita concluir que se trata de propaganda eleitoral disfarçada, não se aplicando, pois, o artigo 57-B, IV, parte final, da Lei 9.504/1997.

Trata-se, ao contrário, de exercício da livre manifestação individual do pensamento (ainda que exercido de forma irônica), direito constitucional que não é afetado pelas regras atinentes à propaganda eleitoral.

O artigo 40 da Lei 9.504/1997 se refere à conduta do candidato que se apropria de símbolos públicos, não guardando relação com o caso em tela, em que se trata de evidente paródia com a nota de cem reais.

Por último, embora o verbo “autorizar”, constante do título do artigo, não esteja correto, é fato que o ora representante, na qualidade de presidente da Câmara dos Vereadores, foi o autor da proposta de reajuste dos subsídios dos vereadores (fls. 59 e 61).

Isto posto, JULGO IMPROCEDENTE o pedido.

Transitada, arquivem-se.

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BATOM EM DEBATE NA TEVÊ REVELA MUITO DA MAQUIAGEM IDEOLÓGICA DE JONAS DONIZETTE, CANDIDADO A PREFEITO DE CAMPINAS (SP)

Jonas: de volta ao ninho tucano

No último debate da Rede Bandeirantes, o candidato a prefeito de Campinas, Jonas Donizette, teria usado batom para melhor aparecer no vídeo, segundo informou o blog da Rose. Esse é um detalhe importante para entender a candidatura de Jonas Donizette, mas não para gerar qualquer tipo de preconceito machista.

Não há problema algum se um candidato quer usar batom para aparecer na televisão. Hoje existem os homens que gostam de se arrumar, fazem unhas, ficam horas no cabeleireiro etc. Um prefeito de Campinas que usa batom  na TV não trará mais fama ou menos fama ao município. Isso não é uma questão política.

Mas o uso do batom é revelador, é uma espécie de metáfora da maquiagem ideológica de Jonas Donizette. Nos debates, em suas falas, ele é o amigo de todo mundo, o bonzinho, o homem sem ideologia, cita a Dilma Rousseff que é do partido do seu concorrente, cita Geraldo Alckmin, do PSDB etc. Jonas procura passar a imagem de que a política não é importante, mas sim o sujeito amigo. Ele age como se fosse um locutor de rádio: “meu amigo do Campo Grande….” “os jovens dos bairros pobres…” etc. Jonas não tem angústia, opções. Como deputado vota com o PSDB e com o PT, como alertam seus opositores. Lembra muito o Dr. Hélio, com aquele estilo bonachão,  bom velhinho. Agora é o bom moço, o salvador. No programa diz: “quando você está em dificuldade, você procura um amigo…” Para Jonas, política é amizade. Ele é o amigo, não o político.

Mas essa maquiagem, essa preocupação com a estética e o cuidado com cada palavra na voz aveludada de locutor, esconde um Jonas que persegue obstinadamente a carreira política no velho estilo político. Jonas é o tradicional político revestido da cultura pós-lula, paz e amor. Mas Jonas não tem o lastro nem a história política de Lula. Jonas é atualmente do PSB e está coligado com o PSDB, que tem o vice da chapa. Na verdade, Jonas faz um reencontro com seu real partido. É uma volta às origens. Veja seu breve histórico:

“Jonas Donizette começou sua carreira política em 1992, pelo PSDB, quando foi eleito vereador. Foi reeleito em 1996, ainda pelo PSDB. Em 2000, pelo PSDB, foi eleito novamente para cumprir seu 3° mandato na Câmara Municipal. Em 2001, foi eleito 1º vice-presidente da Casa. Durante seu 3° mandato na Câmara de Campinas, saiu do PSDB e se filiou ao PSB em 2001”.

Como um velho e bom político, Jonas viu que não tinha espaço no PSDB e abriu caminho em outro partido. Agora, com o vice tucano, tem-se uma verdadeira chapa tucana, mas com uma bela maquiagem ideológica, um batom despolitizado.

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SISTEMA CAPITALISTA E MÍDIA REFORÇAM O ESTEREÓTIPO DO MACHISMO E DELEGACIAS DA MULHER SÃO INSUFICIENTES E DESPREPARADAS, DIZ SILVIA FERRARO

SÍLVIA FERRARO, DO PSTU, DEFENDE QUE CONSELHOS POPULARES DEVEM DELIBERAR SOBRE 100% DO ORÇAMENTO MUNICIPAL

Sílvia: vamos implementar os conselhos populares

Em entrevista à TV Educação Política, Sílvia Ferraro, candidata do PSTU à prefeitura de Campinas, defende a criação de conselhos populares que tenham autonomia para administrar as empresas públicas e que o serviço público essencial e estratégico deve ser 100% administrado pelo poder público.

Sílvia também afirma que o orçamento do município deve ser decidido pelos conselhos populares.

Veja  a entrevista em duas partes abaixo:

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SEM PLANEJAMENTO HÁ 6 ANOS, CAMPINAS TEM TRÂNSITO CAÓTICO DEVIDO À ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA, DIZ ARLEI MEDEIROS

Na segunda parte da entrevista com o candidato do Psol à prefeitura de Campinas, Arlei Medeiros, o tema é o caos provocado no trânsito com a velha conhecida especulação imobiliária. A liberação de grandes condomínios em bairros já populosos implicam gastos futuros volumosos para que a prefeitura melhore o trânsito, que já é atualmente ruim.

Veja também a primeira parte da entrevista, sobre reciclagem e coleta de lixo.

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RECICLAGEM HOJE ESTRAGA O LIXO E EMPRESA GANHA EM DOBRO ENQUANTO COOPERATIVA FICA SEM APOIO, DIZ ARLEI MEDEIROS

Arlei: prefeitura deve investir em cooperativas de reciclagem

As cooperativas de reciclagem estão à mingua enquanto as prefeituras gastam milhões com a coleta do lixo. Apesar de se ter tecnologia e condições de se reciclar praticamente 100% do lixo das cidades, há uma grande dificuldade porque os contratos de lixo muitas vezes tornaram-se fontes de caixa dois para financiamento de campanhas políticas.

Essa situação é o tema da entrevista com o candidato a prefeito de Campinas (SP) pelo Psol (Partido Socialismo e Liberdade), Arlei Medeiros. Ele defende o investimento em cooperativas de reciclagem e a transformação da Sanasa (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento de Campinas) em uma empresa que também cuidaria da coleta e reciclagem do lixo em parceria com cooperativas de catadores. Veja abaixo a entrevista:

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AO CONTRÁRIO DO BRASIL, CAMPINAS TEVE UM AUMENTO DE POBRES E MISERÁVEIS NOS ÚLTIMOS DEZ ANOS, DIZ MARCIO POCHMANN

MARCIO POCHMANN AFIRMA QUE MÉTODO DE ENSINO ESTÁ SUPERADO E QUE BRASIL LEVOU 100 ANOS PARA TORNAR REPUBLICANA A ESCOLA

SENADOR JORGE VIANA FAZ APARTE COM SAGACIDADE, EXPLICA O MENSALÃO NA POLÍTICA BRASILEIRA E DIZ QUE PT É CÓPIA, MAS O PSDB É ORIGINAL

HUMOR DE CAMPANHA: ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS TUCANAS E DA REVISTA VEJA, PUBLICAÇÃO

CAMPINAS SEM SOLUÇÃO: PAULÃO, VICE DE JONAS DONIZETE, ENROSCADO NO FICHA SUJA, PERTENCE AO PARTIDO MAIS FICHA SUJA DO BRASIL

O candidato a vice-prefeito na chapa de Jonas Donizette, Paulo Rodrigues, foi barrado pela justiça eleitoral, segundo informações do blog da Rose, da Band. Paulão pertence ao PSDB, partido campeão de políticos barrados pelo ficha limpa.

Mas essa talvez não seja face mais importante do PSDB, que pode chegar ao poder em Campinas com Jonas Donizete, que tem o apoio explícito de Geraldo Alckmin.  Afinal,  todos os partidos têm fichas sujas. O problema é a incompetência e incapacidade do partido de reduzir a desigualdade social e a violência, mesmo depois de 20 anos no poder no estado de São Paulo.

Esse é um problema muito maior do que ser o partido mais ficha suja do Brasil. O PSDB não tem competência e nem vontade política de fazer o que a política deve fazer, ou seja, reduzir a desigualdade social e incluir pessoas à sociedade. Pelo contrário, ações como a do Pinheirinho em São José dos Campos, os incêndios em Favelas em São Paulo,  a guerra entre a polícia e traficantes expõem um fator estrutural de incapacidade de compreensão da realidade. Para o PSDB, tudo se resolve com repressão e isso tem acabado com o partido. O partido respira pela mídia paulistana. Depois de 20 anos no poder, a Polícia de São Paulo mata mais do que toda a polícia dos EUA. Além disso, policiais são também vítimas de traficantes. É a política da barbárie.  A situação é tão ruim que o candidato à prefetura de São Paulo, Ceso Russomanno, quer criar o “Policial Amigo”, como se a polícia fosse atualmente inimiga da população.

Paulão, como vice de Jonas Donizette, foi a fórmula que o PSDB encontrou para chegar ao poder em Campinas, mas o vice precisa limpar seu nome junto ao TRE. Segundo Rose Guglielminetti, a candidatura de Paulão “ainda continua impugnada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) pela Lei da Ficha Limpa por ter tido as contas negadas pelo Tribunal de Contas da União quando exercia o cargo de diretor-executivo da Funcamp (Fundação de Desenvolvimento da Unicamp)” (texto completo)

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FAÇANHA INCRÍVEL DO PSDB: DESBANCOU PMDB, PP, PR E PSB E LIDERA COM VÁRIOS PROCESSOS DE VANTAGEM NO RANKING DA CORRUPÇÃO
VIOLÊNCIA EM SÃO PAULO ESTÁ TOTALMENTE FORA DE CONTROLE; POLÍCIA DO PSDB MATA MAIS DO QUE TODA A POLÍCIA DOS EUA
SEM PALAVRAS: O METRÔ DE SÃO PAULO COM 20 ANOS DO PSDB NO GOVERNO DO ESTADO E OUTRAS CIDADES DO MUNDO
SITE CAMPINASLEAK TRAZ INFORMAÇÃO DE QUE PEDRO SERAFIM, CANDIDATO A PREFEITO, TEM AO MENOS 7 PROCESSOS NA JUSTIÇA DE CAMPINAS

AO CONTRÁRIO DO BRASIL, CAMPINAS TEVE UM AUMENTO DE POBRES E MISERÁVEIS NOS ÚLTIMOS DEZ ANOS, DIZ MARCIO POCHMANN

Prefeitura virou obstáculo ao desenvolvimento, diz Pochmann

Nesta segunda parte da entrevista com Marcio Pochmann, ele fala sobre a necessidade de informatização da prefeitura para poder dar conta dos problemas econômicos, sociais e ambientais.

A informatização poderá ajudar a ultrapassar o obstáculo que se tornou a própria prefeitura de Campinas, que tem impedido o desenvolvimento da cidade.

Diferente do Brasil, a cidade piorou seus índices sociais nos últimos dez anos. “Regiões de Campinas estão virando áreas dormitórios de outras cidades”, diz.

Veja vídeo:

Veja a Parte 1 da entrevista com Marcio Pochmann sobre educação

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GERAÇÃO TÉCNICA: DILMA, FERNANDO HADDAD E MÁRCIO POCHMAN MOSTRAM QUE PERFIL TÉCNICO DO PT GANHA ESPAÇO POLÍTICO DENTRO DO PARTIDO

Economista e ex-presidente do Ipea, Pochmann é candidato em Campinas

A ascensão do Partido dos Trabalhadores nos últimos anos trouxe consigo não só uma política de enfoque mais social e a projeção de vários nomes de políticos tradicionais que fundaram o PT.
A presença de Dilma Rousseff na presidência e as candidaturas de Fernando Haddad em São Paulo e de Márcio Pochman em Campinas mostram que o primeiro escalão técnico de governos petistas ganha espaço dentro do partido e assume um lugar que tradicionalmente é privilégio de detentores de máquinas partidárias.
Pode-se dizer que o ex-presidente Lula também teve papel definitivo nessa situação. Ajudou a eleger Dilma Rousseff e agora, após o início da Campanha, já ajuda no rápido crescimento de Fernando Haddad em São Paulo e de Márcio Pochmann, em Campinas.

Haddad, candidato em São Paulo, tem formação multidisciplinar

Mas esse perfil técnico surge graças ao bom desempenho desses profissionais nas administrações, o que projetou seus nomes, como no caso de Márcio Pochmann na prefeitura de São Paulo e no Ipea, Fernando Haddad no Ministério da Educação, e de Dilma Rousseff em vários ministérios do governo Lula. Esse perfil também ajuda a evitar o desgaste dos políticos tradicionais com brigas internas e com escândalos e acusações de práticas de métodos não recomendáveis.

Os técnicos tendem a profissionalizar ainda mais a gestão pública e, mas poder ter dificuldade na administração política. No entanto, ao ver a avaliação popular de Dilma, essa mudança pode ser o início de uma transformação no partido: a geração dos técnicos.

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SITE CAMPINASLEAK TRAZ INFORMAÇÃO DE QUE PEDRO SERAFIM, CANDIDATO A PREFEITO, TEM AO MENOS 7 PROCESSOS NA JUSTIÇA DE CAMPINAS

Pedro Serafim: 7 processos

O candidato do PDT a prefeito de Campinas, Pedro Serafim, tem sete processos cíveis na Justiça em primeira instância e fora de sigilo. É possível conferir o teor de cada um deles no site do Tribunal de Justiça http://www.tjsp.jus.br. Basta seguinte caminho, consulta de processos, interior, processos cíveis, fórum de Campinas, ticar a opção réu e incluir o nome completo, Pedro Serafim Júnior. Os números dos processos são os seguintes : 114.01.009911; 114.01.2002.017044 (dividido em dois); 114.01.2003.042021; 114.01.2007.056857; 114.01.2012.004566; 114.01.2012.013531. (Campinasleak)

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CANDIDATO A PREFEITO DE CAMPINAS, PEDRO SERAFIM, QUE ENCAMINHOU AUMENTO DE 126% PARA VEREADORES GANHA IMAGEM EM NOTA DE R$ 126

PARA O PRESIDENTE DO IPEA, MARCIO POCHMANN, QUE DISPUTARÁ AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS EM CAMPINAS, AINDA NÃO HÁ UMA NOVA CLASSE MÉDIA NO PAÍS

“O passado serve só para a gente não repeti-lo nem cometer os mesmos erros”.

O economista Marcio Pochmann, atual presidente do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), e futuro candidato às eleições municipais de Campinas, publicou um novo livro, pela editora Boitempo, chamado A Nova Classe Média?, em que questiona se a mudança social ocorrida nos últimos oito anos realmente originou uma nova classe média no país.

No livro, que deve ser lançado no próximo dia 29, Pochmann delineia uma resposta negativa. O Brasil não teria ganho uma nova classe média no real sentido de classe, ou seja, minimamente consciente e cidadã. Para o economista, “os empregos gerados nos últimos anos criaram uma classe trabalhadora consumista, individualista e despolitizada”, diz em entrevista à revista Carta Capital.

Pochmann reconhece certo despreparo das instituições para lidar com essa nova classe em ascensão que, segundo ele, possivelmente liderará o processo político brasileiro. O problema é que ela já nasceu envolvida nos valores de mercado, e o número de afiliados a sindicatos, associações de bairro e mesmo ao movimento estudantil nas universidades não aumentou, ele explica. Ou seja, temos uma classe que consome, mas não participa das decisões, nem vê necessidade disso e, por outro lado, instituições que não sabem lidar com ela.

O fato da classe trabalhadora ser consumista não é apontado como algo necessariamente negativo por Pochmann. Ele diz que é um sintoma natural, mas se não for acompanhado de um processo de conscientização “essa ascensão pode ao mesmo tempo retroagir ou ser encaminhada para uma visão de sociedade muito diferente da que levou a uma ascensão social recente”.

Além disso, Pochmamm ressalta que esse movimento de ascensão da classe trabalhadora já dá sinais de esgotamento e que o governo deve buscar outras maneiras de gerar empregos. A geração de empregos com rendimento mais baixo e as consequentes políticas de aumento do salário mínimo são consideradas pelo economista uma ótima opção tomada pelo governo, pois se fossem gerados empregos de classe média, essa classe que ascendeu não teria ascendido. No entanto, ele diz que agora a prioridade deve ser a ampliação dos investimentos para aumentar a capacidade produtiva e aí sim, a inovação tecnológica que deve acompanhar o aumento da produção vai exigir maior qualificação e gerar salários melhores.

Sobre o fato de estar tentanto sua primeira eleição, Pochmann diz que em virtude das mudanças específicas que o Brasil vem atravessando nos últimos anos “existe uma necessidade de renovação do PT, especialmente quando o partido está no auge ainda”. E à respeito da recente crise política na cidade de Campinas, onde ele deve disputar as próximas eleições para prefeito, ele diz que quer “ser um candidato do futuro, ter respostas para a sociedade. O passado serve só para a gente não repeti-lo nem cometer os mesmos erros”.

Veja trecho da entrevista que Pochmann concedeu a Piero Locatelli na Carta Capital:

Marcio Pochmann: ‘Ascensão da classe trabalhadora dá sinais de esgotamento’
Por Piero Locatelli

CartaCapital: O senhor fala que há um despreparo das instituições democráticas para canalizar os interesses da nova classe trabalhadora. Por quê?

Marcio Pochmann: Estamos observando uma despolitização nesta ascensão social no País. Ela vem envolvida nos valores do mercado, e não poderia ser diferente. Foi assim nos anos 70. Naquela época, havia uma ação mais direta das instituições, o que nós não estamos vendo hoje.

Há um despreparo das instituições para lidar com esse segmento que, possivelmente, liderará o processo político brasileiro. De alguma forma, esse segmento conduzirá a política brasileira. Seja pela direita, seja pela esquerda.

Os sindicatos, associações de bairro e partidos políticos estão observando esse avanço social que não se traduz em aumento das filiações nos sindicatos, nas associações de bairros, nos partidos políticos.

Veja que cerca de 1 milhão de jovens ingressaram na universidade através do Prouni. Isso é uma ascensão na universidade, mas se traduziu na ampliação e reforço do movimento estudantil? A gente não observa isso.

Acontece a mesma coisa em relação aos leitores. Houve um avanço de mais de 40 milhões de leitores no Brasil, mas a ampliação da mídia escrita não se traduziu nesse mesmo sentido.

CC: Há uma explicação para isso?

MP: As instituições democráticas não entenderam ainda o que tem sido essa mobilidade social. Como nós temos pouco conhecimento, não temos uma ação mais identificada. Os sindicatos acabam sendo mais defensores do passado que protagonistas do futuro porque não conseguem criar um diálogo com esse segmento. É um desafio evidente para todos nós.

CC: O senhor fala que a classe trabalhadora é consumista. Isso é necessariamente ruim?

MP: Não, é um movimento natural que ocorre quando você não tem a politização, consegue um emprego e tem a elevação da sua renda. Você entende como sendo resultado do seu esforço individual quando, na verdade, nós sabemos que a geração e a elevação da renda dependeram de um acordo político, de uma decisão política, de um resultado eleitoral.

Portanto, o que eu quero chamar a atenção é que essa manifestação que se observa de forma mais clara é natural do ponto de vista da individualidade de cada um. Mas se não vem acompanhada de um processo de conscientização, essa ascensão pode ao mesmo tempo retroagir ou ser encaminhada para uma visão de sociedade muito diferente da que levou a uma ascensão social recente.

CC: Porque as pessoas identificam a ascensão como resultado do próprio esforço individual…

MP: Esse é o papel da politização, até porque você percebe que as coisas foram feitas com esses segmentos. Eles são favoráveis ao crescimento, ao emprego e assim por diante. Mas na questão dos valores mais amplos da política, como pena de morte, eles majoritariamente estão atrelados a visões muito ultrapassadas.

CC: A maior parte dos empregos gerados foi com rendimento próximo a um salário mínimo. Como o governo pode gerar empregos com melhor remuneração?

MP: Primeiro quero dizer que foi muito bom ter gerado esses empregos acompanhados da formalização e do aumento do salário mínimo, tendo em vista o estoque de desempregados que nós tínhamos. Nos anos 2000 eram praticamente 12 milhões de pessoas desempregadas. Se o Brasil não gerasse esse tipo de oportunidade, se gerasse empregos de classe média, que exigem maior escolaridade, esse segmento que ascendeu não teria ascendido. Mas esse movimento está apresentando sinais de esgotamento. Porque a questão fundamental neste momento é a ampliação dos investimentos para aumentar a capacidade produtiva. E o aumento de investimento, novas fábricas, novos avanços da produção vêm acompanhados de inovação tecnológica, maior exigência de qualificação, maior demanda de trabalhadores com escolaridade, portanto maiores salários e ocupações melhores. (Texto Completo)

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ARTISTAS FAZEM MAIS UM PROTESTO NESTE INTERMINÁVEL DESCALABRO DA CULTURA DE CAMPINAS (SP); É O LEVANTE CULTURA NA DESINAUGURAÇÃO DO TEATRO CASTRO MENDES

Em Campinas a arte está no lixo

Músicos, atores e dançarinos e outros fazem nesta quinta-feira, em Campinas, mais um protesto contra a situação terrível por que passa a cidade na área cultural. Os espaços públicos estão caindo aos pedaços há vários anos e o dinheiro, sem transparência da gestão pública, vai para o ralo da corrupção. A manifestação que terá música, teatro e dança acontecerá às 18h em frente ao  tradicional Teatro Castro Mendes, fechado há anos para reforma.

O PT tem boa culpa nessa história, principalmente a direção nacional, que forçou uma adesão do partido à candidatura de Hélio de Oliveira Santos (PDT), que foi cassado, junto com o vice petista, Demétrio Vilagra. É impressionante, mas quando o PT entra à reboque de outro partido é quase certo que dá caca. Foi assim no Rio de Janeiro na parceria Anthony Garotinho e Benedita da Silva. O PT do Rio nunca mais se recuperou.

Em Campinas, o desgaste do partido foi grande e nomes de outros partidos devem entrar com força nas próximas eleições. Esperamos que o novo prefeito faça alguma coisa pela arte da cidade. Mas sem transparência nas contas públicas, sem transparência total nas cidades, não há solução.

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PCdoB SE APROXIMOU DE KÁTIA ABREU, GILBERTO KASSAB E AGORA É O ÚNICO A VOTAR CONTRA A CASSAÇÃO DO PREFEITO DE CAMPINAS, DR. HÉLIO

PCdoB foi o único partido contra o impeachment do Dr. Hélio

O PCdoB parece que está sendo consumido pelo pragmatismo e pela dificuldade de se desprender do poder.

No último ano, o partido que sempre teve uma postura avançada em várias questões sociais e políticas parece sucumbir ao jogo político.

Primeiro foi o Código Florestal de Aldo Rebelo, que fechou questão com os ruralistas e foi difícil conseguir alguns avanços e proteção ao meio ambiente. Aldo dizia que Kátia Abreu (Veja a reforma agrária da Kátia) é confiável.

Depois veio a associação com Gilberto Kassab, em São Paulo. Não precisa dizer mais nada.

Agora, Sérgio Benassi, vereador do PCdoB de Campinas, foi o único voto em favor do DR. Hélio, ou seja, contra a punição política à quadrilha do Mato Grosso que se instalou em Campinas com o governo atual.

Só falta defender a ditadura, mas não vai ser do proletariado….

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CPI É INSTALADA EM CAMPINAS PARA INVESTIGAR DENÚNCIAS DE TRABALHO ESCRAVO NO SETOR DE CONSTRUÇÃO CIVIL

Poder público em ação contra o trabalho escravo

As denúncias sobre trabalho escravo tornam-se mais constantes a cada dia que passa evidenciando que esse tipo de prática realmente se impregnou na cultura nacional. Geralmente, as denúncias se referem à ocorrência de escravidão em áreas rurais, afastadas dos grandes centros, no entanto, os trabalhadores mantidos em situação análoga à escravidão não se restringem mais somente às fazendas e carvoarias, eles agora estão no centro do movimento urbano, principalmente em setores da construção civil.

Na região de Campinas, várias denúncias envolvendo situação de trabalho escravo em obras e empreendimentos da região chegaram ao conhecimento do poder público local que decidiu abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as denúncias e punir os responsáveis.

O fato realmente configura uma situação absurda. Na maioria dos casos, os trabalhadores que atuam em obras da construção civil vêm de longe, deixam a família e a terra natal em busca de boas condições de trabalho e bons salários. No entanto, o que boa parte deles tem encontrado é uma situação de exploração do seu trabalho por grandes construtoras e total negligência em relação aos seus direitos mais básicos como cidadão – moradia digna, alimentação – realidade que se repete em todos os casos de trabalho escravo que vêm à tona na atualidade.

Os integrantes da CPI pretendem fazer visitas in loco nos canteiros de obras e alojamentos vítimas de denúncia. Entre eles estão as obras no Jardim Florence, Jardim Chapadão e Nova Aparecida, em Campinas, na Escola Estadual em Hortolândia e no Beach Park em Americana.

Veja trecho de reportagem publicada pelo Repórter Brasil com mais detalhes sobre o caso e sobre a investigação por parte do poder público:

Campinas instala CPI para apurar escravidão em obras
Vereadores da Câmara Municipal de Campinas (SP) devem aprovar uma agenda e escolher um relator para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para analisar questão exposta por série de fiscalizações trabalhistas
Por Bianca Pyl e Maurício Hashizume

Os vereadores de Campinas (SP) instauraram uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Trabalho Escravo para apurar as ocorrências desse tipo de crime no setor da construção civil. A escalada de casos ganha amparo no aumento de denúncias recebidas pela Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região (PRT-15). No primeiro trimestre de 2010, foram 17 denúncias envolvendo empresas da construção civil na região; no mesmo período deste ano, foram 25, o que significou um aumento de 50%.

Desde março, foram flagrados seis casos de trabalho escravo no entorno de Campinas (SP). O quadro encontrado se repete: trabalhadores arregimentados por empreiteiras subcontratadas eram submetidos a condições precárias de trabalho e moradia, com indícios de aliciamento. Em Sorocaba (SP), um grupo de nordestinos vivia em condições degradantes, situação verificada também em fiscalizações ocorridas em Campinas (SP).

“Não podemos aceitar que pessoas abandonem suas famílias e venham de tão longe para serem exploradas por grandes construtoras dessa forma”, coloca Jairson Canário (PT), vereador que preside a CPI.

De acordo com Jairson, os integrantes da CPI realizarão visitas in loco em canteiros de obras e alojamentos. A primeira reunião, marcada para o último dia 14 de abriu, acabou não sendo realizada por falta de quórum, mas já foi remarcada para esta quarta-feira (27). “Tivemos problemas de agendas, o que não deve ocorrer desta vez. Precisamos aprovar uma agenda da CPI, além de eleger o relator”, relata o vereador Jairson. (Texto Completo)

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FESTIVAL LATINO AMERICANO DE INSTALAÇÃO DE SOFTWARE LIVRE ACONTECEU HOJE (24/04) EM 270 CIDADES DO BRASIL

Ubuntu é fácil de usar

Esta é a primeira publicação que faço no blog por meio do programa operacional Linux. Já tinha em meu computador instalado o sistema Ubuntu-linux, mas não conseguia acessar a internet. Acabei de passar no Flisol Campinas e tive a ajuda para dos organizadores.

Segundo o site da organização de Campinas, O Flisol (Festival Latino Americano de Instalação de Software Livre) está acontecendo hoje em 270 cidades no Brasil e é o maior evento de divulgação de Software Livre da América Latina. Ele acontece desde 2005 e seu principal objetivo é promover o uso de software livre, apresentando sua filosofia, seu alcance, avanços e desenvolvimento ao público em geral.
Com esta finalidade, Campinas entrará nessa maratona pelo quinto ano consecutivo, instalando gratuitamente e totalmente legal, softwares livres nos computadores levados pelos participantes. Também, paralelamente, são oferecidas apresentações, palestras e oficinas, sobre temas locais, nacionais e latino americanos a respeito do Software Livre, com toda sua variedade de expressões: artística, acadêmica, empresarial e social.

E para que trabalhar com software livre (programas de computador sem direito autoral). Um dos principais motivos é que os programas são gratuitos, além de serem mais seguros e muito mais rápidos do que o Windows. Mas sempre há alguns probleminhas que aos poucos vão diminuindo. Por exemplo, não estou conseguindo colocar o ponto de interrogação. Mas acho que vou dar um jeito.

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VÍDEO MOSTRA ARTISTAS DE CAMPINAS EM MANIFESTAÇÃO CONTRA A FALTA DE POLÍTICA CULTURAL DO PREFEITO HÉLIO DE OLIVEIRA SANTOS

LEVANTE CULTURA: GOVERNO DO DR. HÉLIO (PDT) EM CAMPINAS É UM VERDADEIRO DESASTRE PARA ÁREA CULTURAL DA CIDADE

Artistas foram às ruas

O governo do prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT), foi e continua sendo um total desastre para a cultura de Campinas. A cidade, com certa de 1 milhão de habitantes no interior de São Paulo, é um centro teatral e de dança, reconhecido pela população e pelas políticas do governo federal ao financiar Pontos de Cultura.

O governo do Dr. Hélio, como é conhecido o prefeito, simplesmente abandonou qualquer política cultural. O patrimônio, sejam museus ou teatros, estão caindo aos pedaços.

Para se ter uma ideia da importância da área cultural para o prefeito, basta dizer que durante o primeiro mandado, ele manteve um secretário de Cultura interino e importado de outra cidade. Sim, interino por anos e anos.

Insatisfeitos com o descaso, artistas se organizaram e agora promovem um levante cultural contra a falta de política cultural do município. Os organizadores do movimento, veja Blog Levante Cultura, estão reunindo fatos em um Dossiê sobre o descaso. Nele, constarão, por exemplo, falta de pagamento para artistas que prestaram serviços, burocracia e cobranças de taxas abusivas para o uso do solo para manifestação artística.
Veja a seguir texto do Levante Cultura Saiba mais

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