Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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CALAR A BOCA, NUNCA MAIS: O POVO NOVO QUER MUITO MAIS, COM TOM ZÉ

Povo Novo

A MINHA DOR ESTÁ NA RUA
AINDA CRUA
EM ATO UM TANTO BEATO, MAS
CALAR A BOCA, NUNCA MAIS! (BIS)
O POVO NOVO QUER MUITO MAIS
DO QUE DESFILE PELA PAZ
MAS
QUER MUITO MAIS.
QUERO GRITAR NA
PRÓXIMA ESQUI NA
OLHA A MENI NA
O QUE GRITAR AH/OH
O QUE GRITAR AH/OH
OLHA, MENINO, QUE A DIREITA
JÁ SE AZEITA,
QUERENDO ENTRAR NA RECEITA
DE GOROROBA, NUNCA MAIS (BIS)
JÁ ME DEU AZIA, ME DEU GASTURA
ESSA POLÍTICARADURA
DURA,
QUE RAPA-DURA!
QUERO GRITAR NA…

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ESQUEÇAM OS PIRATAS: O DIREITO AUTORAL, COMO EXISTE HOJE, VAI ACABAR E NÃO SERÁ A PIRATARIA QUE VAI DESTRUÍ-LO

RENATO ROCHA, DO LEGIÃO URBANA, MOSTRA COMO O DIREITO AUTORAL É UM DIREITO DA INDÚSTRIA E QUASE NADA DO ARTISTA

The cover of Legião's most famous album, Que P...

Que país é este?

O direito autoral é um direito da indústria do direito autoral e não do músico. O caso de Renato Rocha, do Legião Urbana, é um exemplo entre inúmeros outros. Quem ganha dinheiro com direito autoral é a indústria do direito autoral, os controladores sem controle de produtos e serviços artísticos.

O artista tem a ilusão de ganhar direito autoral, mas são raros os que realmente ganham o que merecem de direito. Imagina um integrante de uma das maiores bandas do Brasil de todos os tempos receber uma média de R$ 900,00 por mês nos últimos dez anos.  A banda foi comercializada de todas as formas nessas últimas décadas.  Qual outra banda foi tão cultuada e ouvida pela população quanto Legião?

Há alguns anos ao passar por uma loja de CDs me deparei com um disco do Legião, disco antigo, o Dois, com Renato Rocha como integrante do Legião. Achei que seria uma pechincha, afinal depois de 20 anos ou mais do lançamento, o disco estaria bem barato, fim de feira. Que nada, o disco em que Renato Rocha faz parte estava com o preço de CD de lançamento. Isso é  Legião Urbana.

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Teló, capacidade artística para captar os bens culturais da população

A canção Ai se eu te pego, de Michel Teló, é um bom exemplo de como a cobrança de direito autoral é uma grande pirataria contra a humanidade. Não que o artista brasileiro fez alguma coisa errada, Teló fez o que todo bom artista faz, seja músico, pintor, escritor etc.  O artista se utiliza de bens da humanidade, que pertencem à população, e o transforma, dando um formato autoral, mas não deixa de ser uma apropriação.

No caso da canção de Michel Teló, isso fica muito evidente. Veja, quantas vezes você já não ouviu na sua infância “ai se eu te pego, moleque!”, seja na casa do vizinho, na boca de seus pais, de sua vó, de sua tia, etc. Essa expressão, muito popular, faz parte da cultura do povo brasileiro e carrega em si toda a história de formação desse país. Assim também, o autor Michel Teló e todos os outros compositores populares se apropriam de frases, recursos linguísticos e da própria língua para construir uma canção.

Isso é inevitável, como deveria ser inevitável que o artista que quer cobrar direito autoral deva também retribuir à sociedade a cultura de que se apropria. No caso de uma canção popular: a língua, expressões, ritmos, notas, cifras etc. Uma forma de retribuir à sociedade o que o artista utiliza seria, por exemplo, permitir que o público tenha livre acesso às obras, por meio de compartilhamento na internet e outros. O direito autoral seria cobrado de quem de fato comercializa a obra do artista.

No entanto, a indústria do direito autoral se apropria dos bens da população e, na cara dura, exige que essa mesma população pague por uma obra que está fundada em sua própria cultura. Isso é a grande pirataria. Muitos artistas ficam iludidos  com os sonhos milionários do direito autoral, mas poucos são os que realmente ganham algum dinheiro e, quando ganham, a indústria que sustenta essa pirataria ganha cem vezes mais. A indústria do direito autoral promove uma grande pirataria da humanidade.

Numa rede social, um jovem postou que o Ecad é uma das manifestações do capeta. Fora a graça e o humor diante dessa tragédia cultural, a indústria do direito autoral promove hoje uma inquisição cultural e assaca populações.

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Entre o amor e o lucro

O direito autoral instaurou uma lógica invertida entre afetividade e renda. Nela, os polos de ligação trocaram de papéis. De um lado estão comerciantes que recebem para divulgar a música e, de outro, os admiradores do artista, que pagam para ouvi-la.

 Dentro da lógica do direito autoral, muitos donos de emissoras de rádio recebem dinheiro para tocar a música, é o chamado jabaculê. O empresário do artista paga para que a música seja executada e fique famosa. Mais pessoas acabam conhecendo a música e muitos passam a gostar. As emissoras nessa situação executam a música, mas nessa relação não há, certamente, nenhuma afetividade ou reconhecimento de valor estético da obra. Na prática comercial não interessa tanto a qualidade da música, assim como a estética ou a beleza da obra de arte, os sentimentos do artista e sua mensagem. O importante, com toda razão empresarial, é o de lucrar com a divulgação. Não interessa se o artista, compositor ou cantor está vivo ou morto, se é um grande poeta, um grande músico, ou seja, a composição executada em uma rádio não tem qualquer ligação afetiva com a sua criação artística.

Do outro lado estão os admiradores do artista, cantor, compositor. Eles se identificam com o artista e com a música por meio de uma sintonia fina e própria da arte que é praticamente impossível de se descrever e entender. Há uma espécie de comunhão de sentidos e racionalidades entre uma obra artística e seus admiradores, apreciadores. Para essas pessoas, a obra contém um valor estético e afetivo que não se pode quantificar. São esses admiradores que divulgam, explicam e compartilham a beleza de uma composição em festas, reuniões, viagens etc.

Na lógica do direito autoral, essas pessoas que amam a obra de arte e, muitas vezes, o artista e o que ele representa, são os financiadores do direito autoral. Já o comerciante é o recebedor do direito autoral, visto que o financiamento dessa indústria provem do bolso dos admiradores. Ou seja, quem ama a obra, paga; quem não ama, lucra.

Essa é a construção econômica-afetiva por trás dos direitos autorias. As pessoas que deveriam receber a obra gratuitamente, porque comungam sentidos com o artista e o divulgam, valorizam, são obrigadas a pagar. Já os que se beneficiam economicamente do artista, recebem ainda mais para executar.

Quem sabe o desenvolvimento da internet possa colocar as coisas em outros patamares e quem sabe os artistas possam perceber que esta lógica inversa não é a única forma de financiamento da sua arte.

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DA SÉRIE OBRA-PRIMA: CRIOLO DOIDO COM NÃO EXISTE AMOR EM SP, ONDE A GANÂNCIA VIBRA E A VAIDADE EXCITA

Uma bela canção do Criolo Doido, com melodia em êxtase.

Criolo Doido e uma viagem por SP

Não Existe Amor Em SP

(Criolo Doido)

Não existe amor em SP
Um labirinto mistico
Onde os grafites gritam
Não dá pra descrever
Numa linda frase
De um postal tão doce
Cuidado com doce
São Paulo é um buquê
Buquês são flores mortas
Num lindo arranjo
Arranjo lindo feito pra você

Não existe amor em SP
Os bares estão cheios de almas tão vazias
A ganância vibra, a vaidade excita
Devolva minha vida e morra afogada em seu próprio mar de fel
Aqui ninguém vai pro céu

Não precisa morrer pra ver Deus
Não precisa sofrer pra saber o que é melhor pra você
Encontro duas nuvens em cada escombro, em cada esquina
Me dê um gole de vida
Não precisa morrer pra ver Deus

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MARIA DA PENHA É POP

O DVD Mulher de Lei, do cantor, compositor e repentista cearense, Tião Simpatia reúne todo o material produzido pelo mesmo, em torno da Lei Maria da Penha, desde a sua sanção, em 07de agosto de 2006.
Foi gravado ao vivo no teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza -CE.
São 13 faixas, com legendas em português, espanhol e inglês, reunindo música, cordel, poesia e repente, cujo material agora servirá como ferramenta de trabalho entre grupos de mulheres, Centros de Referência, escolas, ONG’s e empresas que já trabalham a questão de gênero em seus departamentos.
A Iniciativa é do Instituto Maria da Penha – IMP, em parceria com a Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres do Estado do Ceará, com o patrocínio da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará – SECULT
Contatos: (85) 8618/8696 / 9949.1338 (Naná Jucá)
Blog Oficial Tião Simpatia: http://tiaosimpatia.blogspot.com/
(Vi no Com Texto Livre)
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DA SÉRIE OBRA-PRIMA: TODOS OS VERBOS, DE ZÉLIA DUNCAN, PORQUE AMAR É PROFUNDO…

Uma canção simples e talvez por isso tão intensa, direta.

Todos os verbos

Marcelo Jeneci e Zélia Duncan

Errar é útil
Sofrer é chato
Chorar é triste
Sorrir é rápido
Não ver é fácil
Trair é tátil
Olhar é móvel
Falar é mágico
Calar é tático
Desfazer é árduo
Esperar é sábio
Refazer é ótimo
Amar é profundo
E nele sempre cabem de vez
Todos os verbos do mundo
Abraçar é quente
Beijar é chama
Pensar é ser humano
Fantasiar também
Nascer é dar partida
Viver é ser alguém
Saudade é despedida
Morrer um dia vem
Mas amar é profundo
E nele sempre cabem de vez
Todos os verbos do mundo

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UMA HISTÓRIA ENFADONHA, DE ANTON TCHEKHOV, É DE UMA BELEZA SINGULAR E ATEMPORAL

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BOI DE HAXIXE, UMA OBRA-PRIMA DE ZECA BALEIRO

Na série obra-prima do blog Educação Política, Zeca Baleiro pode ter várias músicas, mas Boi de Haxixe é uma das melhores.  No entanto, o que tornou essa música uma beleza indescritível foi o arranjo e a voz na gravação de Ceumar. Não achei um link de fácil acesso com a Ceumar. Então escutem na versão do próprio autor.

Boi de Haxixe com Zeca

Boi de Haxixe

Quando piso em flores

Flores de todas as cores
Vermelho-sangue
Verde-oliva
Azul-colonial (celestial)
Me dá vontade de voar sobre o planeta
Sem ter medo da careta na cara do temporal

Desembainho a minha espada cintilante
Cravejada de brilhantes
Peixe espada, vou pro mar
O amor me veste com o terno da beleza
E o salun da natureza
Abre as portas preu dançar

Diz o que tu quer que eu dou
Se tu quer que eu vá, eu vou

Meu bem, meu bem-me-quer
Te dou meu pé, meu não
Um céu cheio de estrelas
Feitas com caneta bic num papel de pão

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VALE A PENA OUVIR MILÁGRIMAS COM ALZIRA ESPÍNDOLA

CÓPIA OU DOWNLOAD DE OBRA ARTÍSTICA SEM O INTUITO DE LUCRO NÃO É CRIME E NEM CONTRAVENÇÃO PENAL NO BRASIL

OBRA-PRIMA: DA BOCA DA NOITE AO PINGO DO MEIO DIA/ PASSEI HORAS PROCURANDO A TUA BOCA E ELA NÃO RESPONDIA

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