Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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Ministro de Dilma (PT), Joaquim Levy prefere taxar quem trabalha e não quem é rico

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, do governo petista de Dilma Rousseff, prefere taxar quem trabalha e não quem é muito rico. Para ele, a taxação de grandes fortunas arrecada pouco e não traz grandes More…

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Rede Globo: revolucionária nos costumes, reacionária na política e na economia

Ex-deputado do PSDB, Xico Graziano, tenta isolar manifestação fascista e é atacado

Empresários querem que população pague a conta da segurança dos shoppings na Copa

ESPERANÇA NOS BEBÊS PELADOS

Por Luís Fernando Praguinha, especial para o Educação Política

Bebê Um dia eu nasci. Pelado, sem nada, a não ser o amor de minha mãe e minha família, que acreditavam que eu era deles. Eu era um bebê bonitinho, puro e ingênuo. Me bateram e eu chorei pro mundo pela primeira vez. Me colocaram roupas para me proteger do frio e me alimentaram pra que eu crescesse saudável.

Me deram brinquedos pra que me divertisse e parasse de chorar, mas foram tantos que muitos ficavam jogados pelos cantos. Passaram a me dar roupas bonitas e mais caras pra que eu parecesse melhor e mais bonito pra quem me visse. Se eu chorasse me davam comida ou roupa ou brinquedo ou carinho.

O filho da empregada não tinha nada disso e eu passei a entender então que eu era melhor que ele. Ele foi criado na mesma sociedade que eu e a comparação dessas duas realidades não fazia bem a ele. Brincamos juntos por um tempo, depois passei a evitá-lo e ter ciúme dos meus brinquedos.

Meus pais me diziam para respeitar as pessoas, mas não entendiam que era um desrespeito eu ter tantas roupas, tantos brinquedos, desperdiçar tanta comida, enquanto o filho da empregada e muitos outros que foram bebês pelados um dia, passavam fome, frio e precisavam trabalhar ao invés de brincar.

Fui para uma boa escola e tive, mais uma vez, acesso a uma coisa restrita que deveria ser de todos. Tive as portas abertas para prosperar da forma que eu tinha aprendido. Achei que havia entendido o modo como as coisas funcionavam, azar do filho da empregada. Fazer o que?

Entrei para a política e experimentei o poder. Conheci pessoas obcecadas pelo poder, velhos de olhos frios, de caras sérias e tristes, jovens ambiciosos com olhos de águia e um sorriso diferente, que exalavam hipocrisia e mentira. Tive medo deles, mas com o estar-se sempre junto, percebi que era a única forma de sobreviver naquele meio. Deixei pra trás os fracos princípios que adquiri da minha educação consumista. Passei a considerar ridículo e desnecessário demonstrar respeito verdadeiro, mas imprescindível demonstrar respeito de mentirinha.

O filho da empregada conseguiu um emprego modesto e continuou a tradição da sua família de trabalhar sofrivelmente pra me servir. Outros como ele decidiram servir ao crime, matando algumas pessoas para poderem prosperar, mas também não deixavam, em última instância, de me servir.

Enquanto isso eu também matava algumas pessoas, alguns milhares com certeza, de fome, de frio e de privações morais, desviando recursos da saúde, educação e segurança para meu benefício ou dos falsos amigos que me pudessem beneficiar em troca. Para garantir meu nível de vida também me tornei obcecado pelo poder e perdi qualquer senso ético. Fiz conchavos com pessoas que sempre repudiei e enfim me tornei muito poderoso.

Nunca mais chorei, que é sinal de fraqueza. Fui amado, respeitado e temido por todos, como Deus. Envelheci iludindo e envenenando corações, sendo permissivo, cruel, fazendo mau uso do dinheiro do povo, traindo aliados, usando e fazendo leis a meu favor, mas sempre maquiado pela fachada de homem público, cumpridor do dever e ocasionalmente atado às limitações da governabilidade, procurando sempre alguém pra culpar, sem confiar em ninguém, pois nem em mim eu confiava.

Conforme envelhecia mais, sentia que a saúde, o poder e as minhas influências, pouco a pouco iam se afastando de mim. Vi a chegada de outros jovens ainda mais ambiciosos do que eu, lutando sem limites para ocupar posições que já tinham sido minhas. Vi desmandos inimagináveis cometidos para saciar a ganancia e a vaidade que o poder gerava. Vi a mim mesmo naqueles jovens.

O respeito, amor e medo que um dia nutriram por mim foi se convertendo em desprezo, ódio ou indiferença. Passei a ser motivo de chacota entre os políticos mais jovens. Meus aliados me traíram e revelaram meus esquemas. O povo que me elegeu passou a ter vergonha de dizer que um dia havia votado em mim. Meu raciocínio ficou lento e a doença tomou conta do meu corpo.

Morri, como todos os bebês pelados que vieram antes de mim morreram. Morri, como todos os bebês pelados morrerão. Deixei de ser. Todos deixarão de ser um dia. Senti o mundo melhor sem a minha presença, mas foi por pouco tempo. Logo vi que nada havia mudado e eu não havia mudado nada. Eu apenas ajudei a manter a farsa. Passei minha vida matando bebês pelados, desde a minha primeira roupinha bonita. Agora, morto, vejo que fui iludido. No começo, não conseguia enxergar. Quando enxerguei, me pareceu tão natural continuar agindo daquela forma, que não fiz questão de mudar. Quando percebi que matar, prejudicar e me aproveitar de pessoas apenas para mostrar meus brinquedos novos não era assim tão natural, eu estava tão dominado por aquele vício e tão ciente da minha incapacidade de me livrar dele, que preferi continuar agindo como se fosse natural, como faziam meus colegas de ofício.

Morto eu posso entender melhor. Nascer, viver e morrer são naturais. Matar não é natural. Matar é tirar de bebês pelados o privilégio de viver. Viver pode ser melhor que a vida que tive. Morto, me parece que viver como eu vivi é apenas parasitar e pilhar o planeta. Tudo o que tirei dos outros nunca foi verdadeiramente meu. Nunca tive nada, a não ser aquela pureza e ingenuidade de bebê pelado. Morto, vejo que nem isso mais eu tenho.

Torço para que nasça cada vez menos gente como eu. Torço para que nossa organização social e nossos sistemas político e econômico baseados no consumo sejam compreendidos como danosos e viciantes, mas pelas pessoas vivas, porque os mortos já deixaram de ser. Torço por uma forma cooperativa de viver.

Agora que estou morto, não me restou nem sequer uma lembrança boa do tempo em que fui vivo. Fui um péssimo exemplo. Depois de morto, ainda pude sorrir de verdade mais uma vez, ao ver meu neto, bebê pelado, nascer. Reaprendi a chorar ao vê-lo rodeado de brinquedos, evitando o filho da empregada.

LIBERDADE E IGUALDADE: DINAMARCA PODE SER O CAPITALISMO QUE DEU MAIS CERTO

Por que os dinamarqueses são o povo mais feliz do mundo

Diário do Centro do Mundo/Paulo Nogueira

Gunnar Myrdal

Gunnar Myrdal

NÃO SEI O GRAU DE precisão, de acurácia dos testes que supostamente determinam as taxas de felicidade dos países. Mesmo assim, com todo o ceticismo que se possa ter sobre o tema: este vídeo impressiona. Especificamente: o que ele mostra sobre como vive um lixeiro na Dinamarca.

Casa boa, inglês bom, vida boa. Modestamente, ele diz que de zero a dez, na escala da felicidade, fica com oito.

Não olha o repórter de baixo para cima, e tampouco é arrogante ou arredio. É um cidadão completamente integrado à sociedade. Não foi barrado na vontade de treinar o time feminino de handebol da escola de suas filhas  por ser lixeiro. Recebe em sua jornada bom dia, café e tudo aquilo que faz parte da rotina de profissionais de ramos nobres.

Nos países nórdicos, como a Suécia e a Dinamarca, vigora uma cultura igualitária. Como diz o cientista social no vídeo, ninguém é melhor que ninguém, a despeito da fortuna de cada um, ou da inteligência, ou do que for.

Não são países desenvolvidos apenas socialmente.  Um estudo do Fórum Econômico Mundial mostrou mais uma vez  um notável domínio nórdico na lista dos países mais avançados em tecnologia de informação.  O primeiro e o terceiro lugares são a Suécia e a Dinamarca. Entre os países emergentes, a China e a Índia conquistaram posições em relação ao ano anterior. O Brasil ficou parado na 61.a colocação. É uma lista que se deve olhar porque  revela o capital humano das nações.

Não estamos bem, mas melhoramos.

Vou à Escandinávia sempre que posso. No final de 2012, andei de bicicleta em Copenhague, vi em Oslo uma sessão do julgamento de Breivik e errei por Reiquijavique. A Escandinávia é uma quase utopia, e o mundo vai se dando conta disso agora. Raridade das raridades, grandes corporações e milionários pagam a justa cota de impostos, e aí repousa a base de uma sociedade em que a educação pública é admirável, e a saúde pública também — na qual, enfim, verdadeiramente impera o interesse público.

Vocês acompanharam os erros históricos da mídia brasileira nos últimos dias. Na Dinamarca, onde a fiscalização da mídia é feita por um órgão independente tanto do governo quanto das corporações jornalísticas, as retratações têm que ser feitas na primeira página. E multas podem ser elevadas para que o jornalismo seja menos irresponsável.

O jeito de ser nórdico deve muito a um pensador extraordinário, o sueco Gunnar Myrdal (1898-1987).  Nobel de Economia em 1974, Myrdal nos anos 40 teve uma influência comparável à de John Maynard Keynes na defesa de um capitalismo no qual o mercado não fosse visto como um deus que corrigiria todos os problemas automaticamente e, portanto, estava acima do bem e do mal. Keynes ganhou projeção maior não por ser melhor que Myrdal, mas por causa da língua inglesa.  Num momento em que o capitalismo em crise parecia confirmar a profecia de Marx de um mundo comunista, Myrdal, como Keynes, ofereceu uma saída dentro do próprio modelo capitalista.

Myrdal defendeu epicamente que o Estado desse aos cidadãos educação e saúde de alta qualidade.  Suas idéias triunfaram nos países nórdicos e explicam a vida do lixeiro do vídeo e a dominância na lista global na tecnologia da informação. (Texto integral)

Veja mais:

VÍDEO: PINHEIRINHO É SÓ UM CASO DA DOENÇA DO NEOLIBERALISMO QUE SE ALASTROU PELO MUNDO A MASSACRAR PESSOAS

“ENGENHARIA SEM FRONTEIRAS”: PROFESSOR BRASILEIRO QUE TRABALHA NOS EUA APONTA AS FALHAS E O VIÉS CAPITALISTA DO PROGRAMA DO GOVERNO FEDERAL

A presidenta Dilma no lançamento do programa "Ciências sem fronteiras"

A presidenta Dilma no lançamento do programa “Ciências sem fronteiras”

Do Facebook de Idelber Avelar, professor na Tulane University (New Orleans, Louisiana).

Por Idelber Avelar

Aqui vão algumas observações, fruto de uns meses de reflexão e apuração sobre o Ciência sem Fronteiras. Esclareço aos amigos beneficiados pelo programa que se trata de observações sobre o CSF do ponto de vista de política pública, é óbvio. Quem competiu dentro de um edital legalmente constituído e conquistou a bolsa merece só os parabéns e os votos de que aproveite.

Sei que o CSF inclui a pós-graduação, mas os comentários que seguem se limitam à graduação.

1. O Ciência sem Fronteiras, assim como Belo Monte, é obsessão pessoal da Presidenta. Ele foi instituído da seguinte forma: Dilma convocou os Presidentes da Capes e do CNPq e comunicou-lhes que o Brasil enviaria 100 mil estudantes ao exterior. Assim, desse jeito. Não surpreende, então, para quem conhece o cotidiano autocrático do Palácio do Planalto, que a Capes tenha maquiado dados (http://bit.ly/17AZuOq) e incluído bolsas regulares como parte do CSF.

2. A qualidade do sistema universitário dos EUA, para onde está vindo um enorme naco dos alunos brasileiros, é fruto da relativa abundância de recursos, sua autonomia, a excelência de sua pós-graduação, os mecanismos impessoais de avaliação, promoção e contratação etc. MAS, se há uma coisa que NÃO diferencia as boas universidades dos EUA das boas universidades brasileiras é a qualidade das aulas de graduação. Há diferenças no acesso a material de pesquisa, por exemplo, mas não há significativa diferença na qualidade e aprofundamento nas aulas de graduação.

3. É sabido que o ensino superior nos EUA é extremamente caro. Quando nasce um moleque aqui, as famílias começam a poupar para mandá-lo à universidade. Em Tulane, onde leciono, a matrícula para o ano 2012-2013 custa US $45.240,00. Ou seja, quase cem mil reais pelo ano letivo. O que pouca gente sabe é que praticamente ninguém paga esse valor. Há uma série de programas de bolsas, ajuda de custo por mérito etc, sem contar os empréstimos. Qual é a diferença, então, entre os alunos que vêm do Brasil pelo CSF e os alunos regulares que recebemos aqui? O governo brasileiro paga a matrícula dos seus na íntegra, em dinheiro vivo. Para que – no caso dos alunos de graduação – eles tenham aulas de nível básico que não diferem significativamente das aulas às que teriam acesso nas melhores universidades brasileiras. Continuem acompanhando.

4. Como se sabe, o programa Ciência sem Fronteiras tem um nome bem sinedóquico. Não é “ciência” sem fronteiras. Nele não estão incluídas as ciências humanas. Não estão incluídas as ciências sociais. Não estão incluídas as artes, Letras, nada. Um nome muito mais honesto seria “engenharia sem fronteiras”, apesar de que uma ou outra área contemplada escapa da engenharia (sem jamais escapar da técnica). Dilma Rousseff, um belo dia, descobre que há bolsas de teatro e decreta que não se enviarão mais de alunos de ciências humanas ao exterior. Sim, foi dessa forma que aconteceu. O recado a estas áreas é óbvio: vocês não têm importância, quem importa são os técnicos. Na mesma levada, ela elimina as bolsas para países de língua portuguesa e espanhola. Ou seja, transforma uma ideia já ruim num Yázigi feito através aulas básicas de ciências exatas no exterior, pagas com enormes quantidades de dinheiro público brasileiro.

5. O Brasil deve enviar estudantes ao exterior? É evidente que sim. Mas esse envio só tem sentido no momento em que esses alunos já são pesquisadores, ou seja, quando são mestrandos ou doutorandos. Para a graduação, a política que faria sentido seria usar esse dinheiro para remunerar melhor os professores brasileiros, investir em infra-estrutura, equipar as bibliotecas brasileiras. Em vez disso, Dilma consegue: 1) enviar às ciências humanas e sociais o recado de que elas não importam; 2) estabelecer de forma autocrática uma meta irreal, que faz a Capes e o CNPq ficarem como loucos tentando atingi-la, chegando inclusive à maquiagem de estatísticas; 3) despejar gigantescas quantidades de dinheiro público para que alunos de graduação façam, no exterior, cursos básicos, não muito diferentes dos que existem por aí; 4) privilegiar, no processo, “convênios” com a iniciativa privada, que são nada mais que mercantilização capitalista do conhecimento. Que não vai reverter para benefício público coisa nenhuma, é óbvio.

Resumindo a ópera: graças à obsessão tecnocrática de Dilma Rousseff, vocês estão subsidiando o meu salário, que não precisa de subsídio brasileiro. E estão fazendo isso para que alunos de graduação tenham, aqui, aulas não muito diferentes das que teriam aí no Brasil. Não faz o menor sentido, a não ser para a iniciativa privada, brasileira e estrangeira, que lucrará com isso.

É a concepção mais capitalista de conhecimento que já vi no Brasil desde a ditadura militar.

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VEJA OS LOTES DE LEITE CONTAMINADO NO RIO GRANDE DO SUL COM FORMALDEÍDO E APREENDIDOS NA OPERAÇÃO LEITE COMPEN$ADO

Lotes retirados do mercado pela presença de formaldeído:

Bom Gosto (razão social) –

Marca Líder – Tapejara (RS) – SIF 4182
Leite UHT integral
Lote: TAP 1 MB

Goiasminas – Passo Fundo (RS) – SIF 1369
Leite UHT integral
Marca Italac

Lote: L 05 KM3

Leite UHT semidesnatado
Marca Italac
Lote: L 12 KM1

Leite UHT integral
Marca Italac
Lote: L 13 KM3

Leite UHT integral
Marca Italac
Lote: L 18 KM3

Leite UHT integral
Marca Italac
Lote: L 22 KM4

Leite UHT integral
Marca Italac

Lote: L 23 KM1

Vonpar – Viamão (RS) – SIF 1792

Leite UHT integral
Marca Mumu
Lote: 3 ARC

Fraude do leite será investigada em outros estados, diz ministério

Heloisa Cristaldo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Além do Rio Grande do Sul, outros estados serão investigados para saber se também houve adulteração no leite, informou hoje (8) o Ministério da Agricultura. O foco inicial da operação foi na Região Sul, onde existe a figura do transportador de leite.

A Operação Leite Compen$ado, deflagrada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) em parceria com o Ministério da Agricultura, descobriu a adição de substância semlehante à ureia para aumentar o volume de água no leite, considerada fraude inédita no país. Com o aumento do volume de água, o objetivo era tentar manter as características do leite, neste caso a proteína.

Com o crime, transportadores lucravam 10% a mais do que os 7% já pagos sobre o preço do leite cru, em média R$ 0,95 por litro. O total de leite movimentado pelo grupo, no período de um ano, chega a 100 milhões de litros. Mais de 100 toneladas de ureia foram compradas pelos envolvidos para utilização na prática criminosa.

A operação desarticulou o esquema de adulteração de leite e identificou que cinco empresas de transporte de leite adicionavam ao produto cru, entregue à indústria, a substância que tem formol na composição e é considerada cancerígena pela Organização Mundial da Saúde (OMS). (Texto Integral)

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PARA NOBEL DE MEDICINA, RICHARD J. ROBERTS, INDÚSTRIA FARMACÊUTICA QUER PRODUZIR DOENTES CRÔNICOS, NÃO A CURA DA DOENÇA

infernum samambaiis(Texto em espanhol e tradução do google abaixo)

Nobel de medicina: “Curar enfermedades no es rentable para las farmacéuticas”

El premio nobel de medicina británico, Richard J. Roberts, denunció a las grandes farmacéuticas de anteponer sus beneficios económicos a la salud de las personas, deteniendo el avance científico en la cura de enfermedades porque curar no es rentable.
“Los fármacos que curan no son rentables y por eso no son desarrollados por las farmacéuticas que, en cambio, sí desarrollan medicamentos cronificadores que sean consumidos de forma serializada”, dijo Roberts en una entrevista a la revista digital ‘PijamaSurf’.
“Algunos fármacos que podrían curar del todo una enfermedad no son investigados. Hasta qué punto es válido que la industria de la salud se rija por los mismos valores y principios que el mercado capitalista, los cuales llegan a parecerse mucho a la mafia”, se pregunta el nobel de medicina de 1993.

El científico e investigador acusa a las farmacéuticas de olvidarse de servir a las personas y preocuparse solo de la rentabilidad económica. “He comprobado cómo en algunos casos los investigadores dependientes de fondos privados podrían haber descubierto medicinas muy eficaces que hubieran acabado por completo con una enfermedad”, explicó.

 Las farmacéuticas no están tan interesadas en curarle a usted como en sacarle dinero”

Añade que las empresas dejan de investigar porque “no están tan interesadas en curarle a usted como en sacarle dinero, así que esa investigación, de repente, es desviada hacia el descubrimiento de medicinas que no curan del todo, sino que cronifican la enfermedad y le hacen experimentar una mejoría que desaparece cuando deja de tomar el medicamento”.

Ante esto, señala que es habitual que la industria esté interesada en líneas de investigación, no para buscar curas a ciertas enfermedades, sino que “solo para cronificar dolencias con medicamentos cronificadores muchos más rentables que los que curan del todo y de una vez para siempre”.

Respecto a las razones del porqué los políticos no intervienen, Roberts argumenta que “en nuestro sistema, los políticos son meros empleados de los grandes capitales, que invierten lo necesario para que salgan elegidos sus chicos, y si no salen, compran a los que son elegidos”. (Texto completo)

Texto traduzido pelo google

O médico britânico Prêmio Nobel, Richard J. Roberts, acusado de colocar grandes benefícios econômicos farmacêuticos para a saúde das pessoas, impedindo o progresso científico na cura de doenças que a cura não é rentável
.
“Os medicamentos que curam não são rentáveis ​​e, portanto, não são desenvolvidos pelas empresas farmacêuticas, no entanto, fazer desenvolver drogas que são consumidas cronificadores forma serializada”, Roberts disse em uma entrevista para a revista ‘PijamaSurf.
“Alguns dos medicamentos que podem curar todas as doenças não são investigados. Até que ponto é verdade que a indústria da saúde é regida pelos mesmos valores e princípios que o mercado capitalista, que vêm a olhar muito como a máfia “, pede o Nobel da Medicina 1993.

O cientista e pesquisador acusa farmacêutica se esqueça de servir o povo e preocupado apenas com o desempenho econômico. “Eu vi como, em alguns casos, dependente de fundos privados pesquisadores podem ter descoberto medicamentos altamente eficazes, que foram completamente acabado com uma doença”, explicou.

As empresas farmacêuticas não estão tão interessados ​​em você como curá-lo ganhar dinheiro ”
Ele acrescenta que as empresas parar de investigar, porque “eles não são tão interessado em você como na cura de conseguir dinheiro, para que a investigação, de repente, é desviada para a descoberta de medicamentos que não cicatrizam em tudo, mas a doença e chronified fazem experimentar uma melhoria, que desaparece quando você parar de tomar a droga. ”

Diante disso, diz que é comum para a indústria está interessada em áreas de pesquisa, não para curas para doenças, mas “apenas para se tornar doenças crônicas com drogas cronificadores muito mais rentável do que curar completamente e de uma vez por todas “.

Quanto aos motivos por que os políticos não intervêm, Roberts argumenta que “em nosso sistema, os políticos são apenas funcionários de muito dinheiro, investindo garantir que elegeu os seus filhos, e se você não sair para comprar que são eleito “. (Texto completo)

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QUEM TEM MEDO DE YOANI? PROTESTOS CONTRA BLOGUEIRA CUBANA ANIMAM OS APOIADORES DA GENOCIDA DITADURA BRASILEIRA

Yoani recebe flores com Bolsonaro ao fundo

Yoani recebe flores com Bolsonaro ao fundo

Quem tem medo de Yoani Sánchez?

Diego Cruz/ PSTU

Desde o dia em que aterrissou no Brasil, a blogueira cubana Yoani Sánchez vem enfrentando protestos de militantes pró-regime castrista. Em Feira de Santana (BA), chegaram a impedir a exibição do documentário “Conexão Cuba-Honduras” que tem a blogueira como uma das entrevistadas. Além de defender o governo cubano, essas manifestações impulsionadas pela UJS/PCdoB e outros setores, atacam Yoani como “agente da CIA”, supostamente bancada pelo imperialismo com o objetivo de desestabilizar Cuba.

Esses protestos mostram parte do respaldo que o regime cubano ainda encontra em vários setores da esquerda. Outros setores, no entanto, como o PSTU, não integram nem apoiam essas manifestações. E mais ainda, defendem a necessidade de se abrir uma real discussão sobre Cuba e o que representa o governo encabeçado pelos irmãos Castro. É esse o debate que os manifestantes que perseguem Yoani querem impedir que aconteça.

Cuba em debate
O que é Cuba hoje? Um bastião do socialismo que sobreviveu ao débâcle do chamado “socialismo real” na década de 1990, ou um país capitalista com uma ditadura que se perpetua graças à repressão e perseguição aos seus opositores? Por que essa discussão desperta tantas paixões em todo o mundo? A primeira resposta certamente é que, quando falamos de Cuba, estamos nos referindo a um país que foi palco de uma das mais importantes revoluções do século XX.

O regime castrista goza ainda da autoridade política e do prestígio conquistados com a revolução que, em 1959, depôs a ditadura de Fulgêncio Batista e pouco depois expropriou a burguesia. A primeira e única revolução socialista da América Latina transformou a pequena ilha do caribe do “quintal dos EUA” como era conhecido, em um país com índices sociais comparáveis aos dos países desenvolvidos. A reforma agrária e investimentos maciços nas áreas sociais extinguiram pragas do capitalismo como a miséria, o desemprego e o analfabetismo. Não foi por menos que Cuba se tornou em um exemplo para gerações de ativistas socialistas ao redor do mundo.

Cuba, porém, não é só um exemplo do que é possível avançar ao se expropriar a burguesia e o imperialismo. É uma prova também de que, tudo o que não avança, retrocede. No caso, o país, governado por uma burocracia estalinista desde o início, viu o capitalismo ser restaurado pelas mãos do próprio setor que dirigiu a revolução. Os três pilares de uma economia de transição ao socialismo hoje já não existem: o monopólio do comércio exterior, a propriedade estatal e o planejamento econômico pelo Estado.

A restauração do capitalismo imposta pela ditadura Castro principalmente a partir dos anos 1990, levou de volta à ilha velhos problemas sociais, como uma desigualdade cada vez maior, pobreza e antigas chagas do capitalismo que haviam desaparecido, como a prostituição que se prolifera nas áreas frequentadas pelos turistas estrangeiros. Em Havana, regiões ricas e sofisticadas dedicadas ao turismo e à burocracia castrista convivem ao lado de áreas pobres e literalmente caindo aos pedaços. Já os trabalhadores são obrigados a sobreviverem com um salário médio de 18 a 20 dólares por mês.

Em 2011, o governo anunciou a demissão de nada menos que um milhão e trezentos mil trabalhadores das estatais no país, como forma de se “reduzir” o peso do setor público. A dura verdade, que os defensores do regime castrista se negam a reconhecer, é que o capitalismo há muito é uma realidade em Cuba, assim como os demais males inerentes de uma sociedade capitalista. Confundem e transformam em uma só coisa a revolução cubana e a burocracia castrista.

O que restou no país, além do capitalismo, foi o controle de uma ditadura de partido único, que não permite qualquer liberdade de expressão e organização. Quando os militantes da UJS/PCdoB impedem Yoani Sánchez de falar ou qualquer debate sobre o tema, estão tentando bloquear aqui no Brasil esse mesmo debate que não pode ser feito em Cuba. Se não concordam que existe hoje uma ditadura, por que não argumentam e apresentam seu ponto de vista? Lamentavelmente, é essa a discussão que tanto temem esses ativistas. Mais do que qualquer suposto agente da CIA.

Yoani e as liberdades democráticas
Mas quem é essa figura chamada de “terrorista” pelos defensores do castrismo? Yoani Sanchez é filóloga e se tornou conhecida quando, em 2007, passou a publicar o blog “Geração Y”, com fortes críticas ao regime cubano. Passou a denunciar perseguições e intimidações do governo e a ganhar notoriedade em grandes veículos de comunicação mundo afora. É colunista, por exemplo, do espanhol El Pais e, no Brasil, tem seus posts publicados pelo Estadão. Antes da reforma migratória, teve seu visto de saída negado 20 vezes pelas autoridades cubanas.

A esquerda castrista acusa Yoani de ser uma “agente do imperialismo”, guiada pela CIA e o próprio governo norte-americano. Para embasar tal tese, citam, por exemplo, os prêmios que a blogueira recebeu de veículos da imprensa internacional e documentos vazados pelo Wikileaks que relatariam reuniões da cubana com representantes do governo dos Estados Unidos. Em seu périplo pelo Brasil, a blogueira criticou a posição do governo brasileiro em relação aos Direitos Humanos em Cuba, condenou o embargo norte-americano à ilha e chegou a elogiar as últimas medidas do governo Castro: “as reformas econômicas que tem feito estão na direção correta”.

Suposições sobre suas reais motivações à parte, fato é que a blogueira faz uma crítica correta a partir de um fato concreto: a ausência de liberdade de expressão e organização em seu país. Ou os defensores do castrismo também dirão que vigora a democracia na ilha? Seria possível, por exemplo, organizar um partido que se coloca como oposição à burocracia castrista, como o PSTU, em Cuba? Ou como o PSOL? Ou qualquer partido ou organização sindical que tenha como objetivo organizar os trabalhadores e o povo de forma independente do governo? Sabemos muito bem que não.

O mais perverso dessa história é que a ausência de liberdades na ilha faz com que a única oposição à burocracia castrista que aparece como alternativa ao povo cubano seja composto pela direita e os gusanos (os exilados da revolução que se refugiaram na Flórida e que desejam reaver suas propriedades expropriadas). Ou Yoani que, apesar de corretamente reivindicar a democracia em seu país, tem como horizonte político um regime democrático burguês (por isso elogia as recentes medidas do governo).

A infeliz posição da esquerda castrista no Brasil, por sua vez, tem seu grau de responsabilidade, ao entregar de bandeja à direita a bandeira por liberdades democráticas em Cuba. É patético observar, por exemplo, o deputado Jair Bolsonaro, defensor da ditadura militar no Brasil, condenar a ditadura cubana.

O castrismo é responsável ainda por reforçar um estereótipo de socialismo associado a caricaturas totalitárias, como a China ou Coreia da Norte. O socialismo deveria não só aceitar como estimular debates e opiniões diversas. Deveria contrapor-se ao capitalismo e ao monopólio de seus grandes conglomerados de mídia com a mais ampla liberdade de expressão e crítica.

Já é hora de a esquerda identificada com o castrismo desfazer-se de seu arsenal de calúnias e acusações estalinistas e debater essas questões de forma franca, com ideias e argumentos.

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IMBECEO, A PRAGA DO NEOLIBERALISMO QUE FAZ A ALEGRIA DA GRANDE MÍDIA E DOS MERCADOS DE CAPITAIS

Imagem: latuffAs grandes empresas não têm mais hoje o presidente ou o dono da empresa. Com o mercado de ações e a pulverização das participações das grandes empresas, os controladores profissionalizam a gestão e contratam um executivo que será o presidente ou uma espécie de principal executivo. Ele é denominado atualmente de CEO (acrônimo de Chief Executive Officer). A função dele é aumentar a lucratividade dos acionistas, verdadeiros donos, que fazem parte do conselho de administração.

Nessa situação não é difícil o CEO se tornar um Imbeceo, que é a nova praga do capitalismo de mercado de capitais. O imbeceo é uma espécie de executivo ignorante, é o imbecil do neoliberalismo.  O Imbeceo faz a empresa crescer extraordinarimente em pouco tempo, mas provoca danos nos parceiros, trabalhadores e consumidores. Mais que isso, pode quebrar a economia dos países como ocorreu nos Estados Unidos e Europa em 2008. Protegido pela grande mídia, o imbeceo se prolifera nas grandes empresas.

Ele atua como uma erva daninha tentando prejudicar tudo e todos para tirar o maior lucro possível e impossível, independente das consequências. E isso pode ser feito massacrando funcionários e colaboradores, falsificando produtos, baixando a qualidade ao máximo, fazendo publicidade enganosa, alterando quantidade de produtos, comprando governos e funcionários públicos.

Tudo vale para se tornar o executivo que aumentou a lucratividade , ganhou enormes bônus e ficou conhecido no meio empresarial.  O problema são as consequências para a população e para as economias dos países. Produtos de baixa qualidade, recall, contaminações e todo tipo de degradação tendem a se intensificar com os imbeceos.

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CAPITALISMO ASSASSINO: PAGAMENTO POR PRODUÇÃO ADOECE E MATA CORTADOR DE CANA NO BRASIL DO SÉCULO 21

Pagamento por produção adoece e mata cortadores de cana, adverte pesquisador

Francisco Alves, da Universidade Federal de São Carlos, diz que esse sistema leva o trabalhador à exaustão, doença e morte

Corte por produção já era criticado no século 18

Corte por produção já era criticado no século 18

Cida de Oliveira, Brasil Atual

São Paulo – Os atestados de óbito de cortadores de cana geralmente declaram razões desconhecidas ou parada cardiorrespiratória, segundo a Pastoral do Migrante de Guariba, no interior de São Paulo. Mas alguns deles podem trazer como causa um acidente vascular cerebral (derrame), edema pulmonar ou hemorragia digestiva, entre outras. No entanto, para Francisco da Costa Alves, professor e pesquisador do Departamento de Engenharia de Produção da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), as mortes são o desfecho da exaustão causada pelo trabalho excessivo exigido pelo sistema de pagamento por produção. Antes de matar, o sistema provocou problemas respiratórios, musculares, sérias lesões nas articulações pelo esforço repetitivo, entre outros. “Essa forma de remuneração, que leva o cortador a trabalhar mais e mais, em longas jornadas, com alimentação e hidratação inadequadas, está na raiz do adoecimento e morte desses trabalhadores”, disse.

Nesse sistema antigo, que já era criticado no final do século 18 por ser perverso e desumano, os trabalhadores recebem conforme produzem, tendo a responsabilidade pelo ritmo do seu trabalho. Ganham mais conforme a produção. Como trabalham pela subsistência, se submetem a esse ritmo cada vez mais intenso para melhorar suas condições de vida.

Conforme Francisco Alves, que há mais de 20 anos pesquisa a produção no setor canavieiro, o excesso de trabalho pode ser demonstrado pela rotina dos bóias frias. Para a produção diária de seis toneladas, eles têm de cortar a cana rente ao solo para desprender as raízes; cortar a parte onde estão as folhas verdes, que por não ter açúcar não servem para as usinas; carregar a cana cortada para a rua central e arrumá-la em montes. Segundo o pesquisador, tudo isso é feito rápida e repetidamente, a céu aberto, sob o sol e calor, na presença de fuligem, poeira e fumaça, por um período que varia entre 8 e 12 horas. Para isso, eles chegam a caminhar, ao longo do dia, uma distância de aproximadamente 4.400 metros, carregando nos braços feixes de 15 quilos por vez, além de despender cerca de 20 golpes de facão para cortar um feixe de cana. Isso equivale a aproximadamente 67 mil golpes por dia. Isso tudo se a cana for de primeiro corte, ereta, e não caída, enrolada. Do segundo corte em diante, há mais esforço.

O gasto energético ao andar, golpear, agachar e carregar peso torna-se ainda maior devido à vestimenta com botina de biqueira de aço, perneiras de couro até o joelho, calças de brim, camisa de manga comprida com mangote de brim, luvas de raspa de couro, lenço no rosto e pescoço e chapéu, ou boné, quase sempre sob sol forte. Com isso, eles suam abundantemente, perdendo muita água e sais minerais. A desidratação provoca câimbras frequentes, que começam pelas mãos e pés, avançando pelas pernas até chegar ao tórax – as chamadas birolas. Provocam fortes dores e convulsões. Para tentar evitar o problema e garantir maior produção, algumas usinas distribuem soro fisiológico e, em alguns casos, suplementos energéticos. E há casos em que os próprios trabalhadores procuram um hospital na cidade, onde recebem soro na veia.

“Ademais, o excesso de trabalho não é realizado apenas para alcançar esse salário, mas também para atingir as próprias metas fixadas pela usina (cerca de 10 a 15 toneladas diárias), a fim de garantir ao trabalhador que lhe seja oferecido a vaga na próxima safra. E, para que o trabalhador possa atingir essa meta, é obrigado a trabalhar invariavelmente cerca de 10 horas diárias, senão mais”, escreveu o juiz Renato da Fonseca Janon, da Vara do Trabalho de Matão, em sua sentença do final do ano passado que proibiu a Usina Santa Fé S.A., de Nova Europa, na região de Araraquara, a remunerar seus empregados do corte de cana por unidade de produção. A decisão, inédita, baseou-se em pesquisas coordenadas por Francisco Alves, além de outros pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Para complicar, esse sistema de pagamento impede a adoção da norma regulamentadora (NR) 31, considerada um avanço para a segurança e saúde dos trabalhadores rurais por obrigar o uso de equipamentos de proteção individual. É o caso de óculos de proteção contra as cortantes folhas da cana, que causam muitos ferimentos nos olhos. Só que para serem limpos da poeira e da fuligem, exigem a interrupção da produção.

Para Alves, a mudança do pagamento por produção para um salário fixo depende de um longo processo de discussão e reflexão da situação. Enquanto o fim do pagamento associado à produção representa saúde, envelhecimento digno e mais vida, muitos trabalhadores o entendem como redução dos ganhos. No entanto, cortadores mais velhos, que já não têm o mesmo vigor dos mais jovens, e mulheres, que têm outra jornada de trabalho em casa, aceitam ganhar um salário fixo mesmo que seja inferior ao que ganhariam por produção.

Segundo a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo, os valores da tonelada de cana cortada variam entre R$ 3,80 e R$ 4. E o piso salarial mensal, regional, varia entre R$ 775 e R$ 840 para uma jornada semanal de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h20. “Para se sustentar e à sua família, o cortador de cana deveria ter um piso correspondente a pelo menos três salários mínimos (R$ 2.034)”, disse Roberto dos Santos, secretário geral da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado de São Paulo (Fetaesp). De acordo com o dirigente, não há no momento nenhuma opção que permita ao trabalhador ganhar o suficiente. “É claro que seria mais vantajoso um piso salarial superior ao que se ganha por produção, mas essa forma de pagamento ainda é a que permite ganho maior e por isso os trabalhadores sempre se manifestam favoráveis a esse sistema.”  (TEXTO COMPLETO)

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ROBERT RAPPÉ: O SISTEMA ESTÁ CONTRA NÓS PORQUE TODOS BUSCAM LUCRAR UNS COM OS OUTROS E SE ESQUECEM DO AMOR

Entrevista para a revista Ecológico

O holandês Robert Happé nasceu em Amsterdã, em plena Segunda Guerra Mundial. Ainda bebê, perdeu os dois irmãos, o lar e a mãe, que desapareceu depois da tragédia provocada pelos bombardeios alemães.

À época, seu pai já havia sido preso pelos soldados de Hitler. Robert foi adotado por uma família. As dificuldades por que passou talvez expliquem sua busca incansável por respostas sobre o verdadeiro sentido da vida. “ Desde o início, busquei a verdade sobre a vida e sobre mim mesmo; queria entender também por que as pessoas se matam e qual a causa de tanto sofrimento no mundo”, declara.

A procura começou aos 16 anos, quando, de mochila nas costas, o jovem Robert saiu pelo mundo, visitando diferentes países, culturas e povos. Através do estudo das religiões e da Filosofia, fez muitas descobertas em sua jornada de quase duas décadas. A principal delas é que “todas as religiões, doutrinas e crenças, em sua maioria, estão tão impregnadas de dogmas, que deixam de cumprir o papel que lhes cabe”. E, ainda, que “o sistema no qual vivemos, com suas visões políticas, planos econômicos e educacionais, é o maior dogma do mundo e não tem qualquer consideração pelas pessoas.”

Em todos os lugares pelos quais passou: Europa, Nepal, Índia, Taiwan, Camboja (onde morou numa floresta durante três anos), EUA e América do Sul, Robert diz ter encontrado amor. “Não existe um só povo que não seja capaz de amar”, confessa. Desde 1987, ele compartilha seu aprendizado em seminários pela Europa, África, Argentina e Brasil. Em 1997, escreveu “Consciência é a Resposta”. No parágrafo final do prefácio, faz um alerta: “Ninguém tem a verdade, mas cada um de nós pode sintonizar-se com a própria verdade e conhecimento e expressá-los à sua maneira. Foi o que fiz e espero que cada um faça o mesmo” (Texto Integral)

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A OPOSIÇÃO ESQUERDA E DIREITA FICOU SIMPLISTA E A POLÍTICA MAIS COMPLEXA E DIFÍCIL DE ENTENDER EM TEMPOS DE IDEOLOGIAS IMPURAS

Que tal comer um Mc na China?

Os conceitos de direita e esquerda estão sujos, imprecisos, confusos. Há tempo que estudiosos não pensam a realidade de forma dicotômica, como se esquerda e direita fossem caixas fechadas, fáceis de compreender. No entanto, os conceitos de esquerda e direita continuam importantes para entender a realidade e compreender a atuação de um político ou de um partido político, principalmente no âmbito econômico da administração pública.

Assim, faz algum sentido falar em esquerda e direita quando se fala em privatização, participação do estado, investimentos sociais e outros. Mas já não servem mais como categorias de análise da realidade, como conceitos para explicá-la.

Hoje a afirmação de que o PT é um partido de esquerda é problemático, mas falar que o PSDB é de direita não é tão problemático. Isso porque o PT usa instrumentos e discurso da esquerda e da direita para governar. Aliás, a fundação do PT é resultado justamente da revisão histórica mundial dos rumos do comunismo. Já o PSDB usa principalmente recursos e discurso conservador da direita, vide a incapacidade de lidar com a violência em São Paulo. Problema da segurança pública, da moradia etc são exclusivamente casos de polícia.

Falar que a China é um país comunista e de esquerda é realmente desconhecer a política e a história. A China é uma das mais horrorosas hierarquias que a direita poderia construir. Um capitalismo perverso totalmente controlado e com liberdade política bastante restrita. É a velha máxima de que quando se vai muito para a esquerda se chega na direita.

O perigo na China não é para o capitalismo, mas para a liberdade individual. EUA e China disputam o globo como impérios capitalistas. O discurso do medo e o discurso do terror proferido por direitistas contra o comunismo nas últimas décadas foi o fantasma que construiu a sociedade da violência e da desigualdade sem fim, como a brasileira. No entanto, qualquer crítica ou avanço contra a desigualdade social e econômica é associado ao risco de um possível comuno-capitalismo, como o Chinês ou outros países semelhantes. A categoria de análise da esquerda e direita parou na década de 60 século passado e não avançou mais, agora virou ideologia.

Hoje a realidade está bastante complexa, ainda que esquerda e direita sejam referências de políticas importantes. Falar em perigo do comunismo hoje em dia soa a delírio esquizofrênico de quem tem muito a esconder por debaixo do pano capitalista da desigualdade. Transferir o discurso para a personificação dos políticos, dizendo que não importa o partido, mas a pessoa, também é uma análise tacanha, udenista. Existem informações importantes e inegáveis na associação partidária,histórica e ideológica, principalmente quando ela se disfarça de não-ideológica.

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POPULAÇÃO DA ISLÂNDIA DECIDIU ENFRENTAR OS BANQUEIROS QUE QUEBRARAM O PAÍS E FIZERAM NOVA CONSTITUIÇÃO

O referendum islandês e os silêncios da mídia

Por Mauro Santayana / Carta Maior
Sede do Lehman Brothers nos EUA
Os cidadãos da Islândia referendaram, ontem (20/10) , com cerca de 70% dos votos, o texto básico de sua nova Constituição, redigido por 25 delegados, quase todos homens comuns, escolhidos pelo voto direto da população, incluindo a estatização de seus recursos naturais. A Islândia é um desses enigmas da História. Situada em uma área aquecida pela Corrente do Golfo, que serpenteia no Atlântico Norte, a ilha, de 103.000 qm2, só é ocupada em seu litoral. O interior, de montes elevados, com 200 vulcões em atividade, é inteiramente hostil – mas se trata de uma das mais antigas democracias do mundo, com seu parlamento (Althingi) funcionando há mais de mil anos. Mesmo sob a soberania da Noruega e da Dinamarca, até o fim do século 19, os islandeses sempre mantiveram confortável autonomia em seus assuntos internos.
Em 2003, sob a pressão neoliberal, a Islândia privatizou o seu sistema bancário, até então estatal. Como lhes conviesse, os grandes bancos norte-americanos e ingleses, que já operavam no mercado derivativo, na espiral das subprimes, transformaram Reykjavik em um grande centro financeiro internacional e uma das maiores vítimas do neoliberalismo. Com apenas 320.000 habitantes, a ilha se tornou um cômodo paraíso fiscal para os grandes bancos.
Instituições como o Lehman Brothers usavam o crédito internacional do país a fim de atrair investimentos europeus, sobretudo britânicos. Esse dinheiro era aplicado na ciranda financeira, comandada pelos bancos norte-americanos. A quebra do Lehman Brothers expôs a Islândia que assumiu, assim, dívida superior a dez vezes o seu produto interno bruto. O governo foi obrigado a reestatizar os seus três bancos, cujos executivos foram processados e alguns condenados à prisão.
A fim de fazer frente ao imenso débito, o governo decidiu que cada um dos islandeses – de todas as idades – pagaria 130 euros mensais durante 15 anos. O povo exigiu um referendum e, com 93% dos votos, decidiu não pagar dívida que era responsabilidade do sistema financeiro internacional, a partir de Wall Street e da City de Londres.
A dívida externa do país, construída pela irresponsabilidade dos bancos associados às maiores instituições financeiras mundiais, levou a nação à insolvência e os islandeses ao desespero. A crise se tornou política, com a decisão de seu povo de mudar tudo. Uma assembléia popular, reunida espontaneamente, decidiu eleger corpo constituinte de 25 cidadãos, que não tivessem qualquer atividade partidária, a fim de redigir a Carta Constitucional do país. Para candidatar-se ao corpo legislativo bastava a indicação de 30 pessoas. Houve 500 candidatos. Os escolhidos ouviram a população adulta, que se manifestou via internet, com sugestões para o texto. O governo encampou a iniciativa e oficializou a comissão, ao submeter o documento ao referendum realizado ontem.
Ao ser aprovado ontem, por mais de dois terços da população, o texto constitucional deverá ser ratificado pelo Parlamento.
Embora a Islândia seja uma nação pequena, distante da Europa e da América, e com a economia dependente dos mercados externos (exporta peixes, principalmente o bacalhau), seu exemplo pode servir aos outros povos, sufocados pela irracionalidade da ditadura financeira.
Durante estes poucos anos, nos quais os islandeses resistiram contra o acosso dos grandes bancos internacionais, os meios de comunicação internacional fizeram conveniente silêncio sobre o que vem ocorrendo em Reykjavik. É eloqüente sinal de que os islandeses podem estar abrindo caminho a uma pacífica revolução mundial dos povos.

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SOB O LEMA “TOMAR AS RUAS” INDIGNADOS VOLTARAM ÀS PRAÇAS DA ESPANHA PARA CELEBRAR ANIVERSÁRIO E MOSTRAR QUE ESPÍRITO DA MUDANÇA CONTINUA VIVO

Eles voltam às praças…

No último fim de semana, os indignados voltaram às praças da Espanha para celebrar o aniversário dos protestos e também para mostrar que o seu espírito de luta e mudança da ordem capitalista, excludente e injusta, vigente continua mais vivo do que nunca.

Mesmo depois dos primeiros impulsos e do desmantelamento do acampamento dos manifestantes, que ocorreu em junho do ano passado, o movimento continuou atuando nas redes sociais, apenas perdeu um pouco da intensa visibilidade midiática que teve no início. Em Madri, os manifestantes voltaram a ocupar a Puerta del Sol, praça central da cidade, e não se importaram com a proibição de manifestação depois das 22h.

Continuaram empunhando suas frases de luta, batendo nos tambores, mesmo porque continua a crise econômica na Espanha e nos demais países da Europa. A situação da juventude continua ruim, marcada por desemprego e falta de oportunidade, os indignados não têm porque se sentirem menos indignados e foi isso que eles quiseram demonstrar voltando às ruas.

A sociedade atual com seu capitalismo desenfreado, egoísta ao máximo, embora aparentemente generoso, é insustentável e pede nada menos que a indignação máxima! A mudança em um sistema tão enraizado leva tempo e os indignados sabem disso, por isso continuam a resistem…

Veja trecho de texto sobre o assunto, da Agência France Press, publicado pela Carta Capital:

‘Indignados’ voltam às praças da Espanha em seu primeiro aniversário
Da Agência France Press

MADRI (AFP) – Milhares de ‘indignados’, o movimento social nascido há um ano em protesto contra a crise econômica, os políticos e os excessos do capitalismo, voltaram às praças da Espanha neste fim de semana, no pontapé inicial de quatro dias de mobilizações para demonstrar que seu espírito continua vivo. Sob o lema “Tomar as ruas”, os ativistas, em sua maioria jovens mobilizados por meio das redes sociais, convocaram concentrações em 80 cidades do país. Em Madri, os manifestantes voltaram a ocupar a Puerta del Sol, a praça do centro da capital onde nasceu o movimento, e pretendem ficar lá até terça-feira, quando será celebrado o aniversário dos protestos.

Desde que o acampamento foi desmantelado, no dia 12 de junho do ano passado, o movimento perdeu visibilidade nos meios de comunicação, mas seguiu vivo nas redes sociais, nas assembleias de bairro e na luta contra a exclusão, embora com menos seguidores. “Os que permaneceram são os mais conscientes, atuando em ações setoriais, como, por exemplo, opondo-se aos despejos”, afirma Antonio Alaminos, professor de sociologia da Universidade de Alicante. Desta vez, os manifestantes pretendem ficar no local até terça-feira. “Não será um acampamento, e sim uma assembleia permanente”, explica Luis, porta-voz do movimento.

Na capital espanhola, os manifestantes pareciam não ter a intenção de respeitar a proibição oficial de não se manifestar depois das 22 horas e de voltar a reeditar sua “assembleia permanente” do ano passado, que durou semanas. Com a noite avançada, milhares de “indignados” continuavam na grande praça, sentados em círculos, conversando ou tocando tambores, observados pelos veículos da polícia estacionados próximos. (Texto completo)

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CAPA HISTÓRICA: PELA PRIMEIRA VEZ NESTE PAÍS, UMA PUBLICAÇÃO NACIONAL DESAFIA O CARTEL DA MÍDIA PARA INFORMAR O LEITOR

A Veja virou notícia

As revistas semanais Época (da Globo) e IstoÉ (Editora Três) e Carta Capital são as principais concorrentes da revista Veja, mas as três juntas não dão a tiragem da revista Veja.  A Época tem cerca de 400 mil; Istoé, 300 mil e Carta Capital, 100 mil (Blog do Tarso).

Apesar de atuarem livremente no mercado, a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do caso Carlinhos Cachoeira parece provar que no Brasil não existe capitalismo, mas capitalismo de cumpadre.

Época e IstoÉ se calam sobre o  envolvimento da revista Veja com o crime organizado, diante de tantas evidências e provas vazadas da Polícia Federal há pelo menos uma semana. É o momento de mostar que a concorrência (Veja) se utilizou de métodos no mínimo anti-éticos dentro do mercado para conseguir informações. No entanto, os concorrentes se protegem: as revistas Época e IstoÉ praticamente se calam diante de tão importante fato jornalístico, visto que envolve senadores, empresários, governadores etc.

O capitalismo na área de comunicação é tão tacanho no Brasil que os concorrentes mais se protegem do que competem. É um cartel e, justamente  por isso, alguns meios de comunicação foram denominados de PIG (Partido da Imprensa Golpista).  Eles atuam de forma conjunta defendendo os seus próprios interesses e contra os interesses da sociedade.

É com grande entusiasmo que se pode ver a capa da Carta Capital, que parecer buscar o melhor do jornalismo para os leitores e não faz parte deste conluio da grande mídia.

Carta Capital parece ser a única a acreditar no capitalismo brasileiro e poderá se transformar na maior revista do país nos próximos anos. As outras se sentem à vontade em seu feudo-capitalismo e querem que continuemos assim por mais 500 anos.

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A LÓGICA DO LUCRO E DO AMOR NO DIREITO AUTORAL


English: "Debating Copyrights" Portu...

Entre o amor e o lucro

O direito autoral instaurou uma lógica invertida entre afetividade e renda. Nela, os polos de ligação trocaram de papéis. De um lado estão comerciantes que recebem para divulgar a música e, de outro, os admiradores do artista, que pagam para ouvi-la.

 Dentro da lógica do direito autoral, muitos donos de emissoras de rádio recebem dinheiro para tocar a música, é o chamado jabaculê. O empresário do artista paga para que a música seja executada e fique famosa. Mais pessoas acabam conhecendo a música e muitos passam a gostar. As emissoras nessa situação executam a música, mas nessa relação não há, certamente, nenhuma afetividade ou reconhecimento de valor estético da obra. Na prática comercial não interessa tanto a qualidade da música, assim como a estética ou a beleza da obra de arte, os sentimentos do artista e sua mensagem. O importante, com toda razão empresarial, é o de lucrar com a divulgação. Não interessa se o artista, compositor ou cantor está vivo ou morto, se é um grande poeta, um grande músico, ou seja, a composição executada em uma rádio não tem qualquer ligação afetiva com a sua criação artística.

Do outro lado estão os admiradores do artista, cantor, compositor. Eles se identificam com o artista e com a música por meio de uma sintonia fina e própria da arte que é praticamente impossível de se descrever e entender. Há uma espécie de comunhão de sentidos e racionalidades entre uma obra artística e seus admiradores, apreciadores. Para essas pessoas, a obra contém um valor estético e afetivo que não se pode quantificar. São esses admiradores que divulgam, explicam e compartilham a beleza de uma composição em festas, reuniões, viagens etc.

Na lógica do direito autoral, essas pessoas que amam a obra de arte e, muitas vezes, o artista e o que ele representa, são os financiadores do direito autoral. Já o comerciante é o recebedor do direito autoral, visto que o financiamento dessa indústria provem do bolso dos admiradores. Ou seja, quem ama a obra, paga; quem não ama, lucra.

Essa é a construção econômica-afetiva por trás dos direitos autorias. As pessoas que deveriam receber a obra gratuitamente, porque comungam sentidos com o artista e o divulgam, valorizam, são obrigadas a pagar. Já os que se beneficiam economicamente do artista, recebem ainda mais para executar.

Quem sabe o desenvolvimento da internet possa colocar as coisas em outros patamares e quem sabe os artistas possam perceber que esta lógica inversa não é a única forma de financiamento da sua arte.

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Warren Buffett speaking to a group of students...

Warren Buffet

No Brasil já vimos que quem paga imposto mesmo é o pobre, principalmente no consumo.  Aqui se taxa o rendimento e não o patrimônio, o que também é contraproducente. No Brasil, 997 pessoas (isso mesmo, menos de mil pessoas) tem patrimônio acima de R$ 200 milhões (isso mesmo, R$ 200 milhões).

A deputada Jandira Feghali (PC do B), propõe taxar pessoas que tem uma patrimônio maior do que R$ 100 milhões de reais para financiar a saúde, o que poderia dar uma injeção de recursos no SUS (Sistema Único de Saúde) da ordem de R$ 10 bilhões por ano.

Esses milionários não ficariam mais pobres e o sistema de saúde poderia melhorar bastante, se tiver mais transparência e controle público sobre os gastos.

A desigualdade é tão grande hoje que até milionários pedem para serem taxados. Isso parece um absurdo e só ocorre porque há um controle ideológico político-informacional que impede qualquer discussão para transformar o mundo em um lugar mais justo, solidário e igualitário. Os milionários dizem a seus cães: “vocês estão passando do limite”.

por Luiz Carlos Azenha

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados deve apreciar nesta quarta-feira, 7 de dezembro, o parecer da relatora Jandira Feghali (PCdoB-RJ) sobre o Projeto de Lei Complementar 48/11, de autoria do deputado Dr. Aluizio (PV-RJ), que trata da Contribuição Social das Grandes Fortunas.

Um imposto sobre as fortunas está previsto no inciso VII do artigo 153 da Constituição de 1988, nunca regulamentado.

A relatora pretende transformar o imposto em contribuição, permitindo assim que o dinheiro arrecadado seja vinculado a um tipo específico de gasto: o financiamento da saúde pública.

O imposto incidiria sobre 38.095 contribuintes, aqueles que têm patrimônio superior a 4 milhões de reais. As alíquotas teriam variação de 0,40% a 2,1%.

A relatora Jandira Feghali disse que, ao analisar os dados obtidos junto ao Fisco, constatou o tremendo grau de concentração de riqueza no Brasil: pelos cálculos da deputada, a contribuição arrecadaria 10 bilhões de reais taxando apenas os brasileiros com patrimônio superior a 100 milhões de reais, ou seja, 997 pessoas.

Considerando os dados de 2009, a contribuição levantaria 14 bilhões de reais.

“Vamos servir a 200 milhões de brasileiros com uma contribuição de fato em quem concentra patrimônio no Brasil”, diz Jandira.

Ela argumenta que taxar fortunas não é nenhuma novidade. O imposto existe na França para quem tem patrimônio superior a 600 mil euros, segundo ela.

Jandira também lembrou do milionário estadunidense que pediu para ser taxado. Ela se refere ao investidor Warren Buffett. De fato, nos Estados Unidos, existe até mesmo um grupo, chamado Patriotic Millionaires, que lidera uma campanha pela taxação de no mínimo 39,6% para quem tem renda superior a 1 milhão de dólares anuais. Uma pesquisa do Spectrum Group, publicada pelo Wall Street Journal, descobriu que 68% dos milionários entrevistados defendem aumento de imposto para os mais ricos.

A CSGF brasileira não trata de renda, mas de patrimônio acumulado.

Se você tem um Fusca paga 4% do valor em IPVA, mas a posse de um avião particular, de um helicóptero ou iate não é taxada, argumenta a deputada comunista.

Jandira diz que, pelos cálculos do ministro da Saúde Alexandre Padilha, a pasta precisa de um reforço de orçamento de 45 bilhões de reais por ano para dar conta das necessidades do setor. A contribuição dos milionários cobriria uma parte razoável disso.

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Se, como diz Eduardo Galeano, o sentido da utopia está justamente no caminhar, os jovens estudantes e demais setores da sociedade ocidental que protestam dentro da esfera do próprio capitalismo contra o modo capitalista de ser e são simplesmente rotulados como violentos pela grande mídia, caminham.

Não se sabe ao certo aonde esse caminho vai dar e tampouco importa. O importante é o caminhar, é o meio, é o espaço onde as coisas se dão e desenham a possibilidade de estar sendo e ser.

Se não fosse a utopia de um capitalismo melhor, mais justo, de uma economia mais responsável e menos gananciosa, os indignados hoje sequer existiriam e, se eles não existissem, o mundo ocidental seria menos democrático, sem dúvida alguma, e os homens se fundiriam ao mercado, tal como fez a grande mídia, fazendo e, ao mesmo tempo, não fazendo parte dele.

Mas não, não é isso que eles querem! Os 99% querem caminhar…

Vi no Blog do Nassif

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Sistema financeiro: o alvo

Há uma grande novidade no movimento dos indignados da Europa e do Occupy Wall Street, nos Estados Unidos, manifestações que se espalharam pelo mundo.

Pela primeira vez, não é contra um governo que os protestos surgiram. Diferente da Primavera árabe,  os protestos pelo mundo são contra o sistema,  o sistema capitalista mundial, mas especificamente contra um dos setores desse sistema que está sugando o sangue e o suor das populações pelo mundo.

O alvo está bem definido:  o sistema financeiro mundial. Há uma espécie de consciência de renda que opõe os multimilionários  (1%) contra o resto da população mundial (99%).

Os protestas são contra o que os comentaristas da grande mídia chamam de mercado.

O tal mercado, que é considerado um deus propalado pelos quatro cantos do mundo, é um deus raivoso, que o tempo todo ameça punir  os países que não cumprem suas profecias.

Esse chamado mercado vem ditando as regras e passando por cima das democracias  com o discurso do medo e com o financiamento de partidos políticos.  Pelos meios de comunicação, os jornalistas anunciam as chantagens do mercado: “o país pode quebrar”,  “o banco central não é independente” e outras bobagens.

O sistema financeiro nas últimas décadas tem dominado o sistema econômico como um tirano ideológico, sustentado pela grande mídia que recebe seus recursos publicitários.

Mas agora parece que as pessoas estão perdendo o medo do mercado.  Na Europa e no coração da principal economia do mundo, os EUA, surgem também as novas utopias.

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Multidão democrática

Grupos de música, alojamento de “indignados”, microfone coletivo, comissões essenciais, como Cozinha e Atendimento Médico, além de Ponto de Informação sobre o movimento e sua programação de atividades. É assim, de forma organizada e um tanto irreverente, que o 15-M se faz ouvir com faixas, cartazes e a certeza de que na luta pela igualdade e aumento de oportunidades “El pueblo unido jamás será vencido”.

Da Carta Maior

Milhares de jovens acampam em Madri
Por Fabíola Munhoz

Na hora marcada, uma massa de manifestantes começou a descer o Passeio do Prado aos gritos de “Que no, que no, que no nos representa!”, “A, anti, anticapitalista!” e “El pueblo unido jamás será vencido”, entre outros hinos. Cada vez mais pessoas iam se somando ao grupo, enquanto ele se aproximava do cruzamento do Passeio do Prado com a Rua Atocha. Ali, um microfone aberto à livre expressão possibilitava a quem quisesse, compatilhar suas reclamações com outras milhares de pessoas. A reportagem é de Fabíola Munhoz, direto de Madri.

A Puerta del Sol, em Madri, despertou agitada na manhã de domingo (24). Passei pela nova acampada feita pelo 15-M no local, por volta das 11 horas, e me deparei com tendas para informação sobre o movimento e também atividades das comissões de Ação, Cozinha, Comunicação, Meio Ambiente, Infraestrutura e Atendimento Médico.

Uma grande exposição de fotografias contava a história do processo de mobilização popular iniciado naquela mesma praça, no dia 15 de maio deste ano, atraindo o olhar de quem passava. Os transeuntes também se detinham para ler as mensagens de indignação presentes nos inúmeros cartazes espalhados pelo local. Ao lado, duas apresentações musicais aconteciam simultaneamente, acompanhadas por um público pequeno, porém animado.

Uma dessas atrações consistia num grupo de rappers que cantava frases rimadas, com conteúdo crítico à atual política socioeconômica levada a cabo pelos governos de toda a Europa frente à atual crise financeira. Os artistas eram acompanhados por uma base eletrônica que marcava o ritmo de suas canções, movida pelas pedaladas em uma bicicleta, cuja energia mecânica era transformada em impulso para funcionamento do equipamento de som, graças a uma engenhoca ecológica criada por algum defensor do meio ambiente. Na tenda de informação, um mural divulgava a programação prevista para aquela tarde e também para os dois seguintes dias, dando especial ênfase à manifestação que aconteceria a partir das 18h30 de ontem, na glorieta de Atocha. (Texto completo)

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UNIÃO DE PÃO DE AÇÚCAR COM CARREFOUR E DA SADIA COM PERDIGÃO SÃO UM ESCÂNDALO E COLOCAM O BRASIL NA ROTA DOS INDIGNADOS

Fernando Pimentel: mais um consultor do capitalismo no PT

Pão de Açúcar com Carrefour e Sadia com Perdigão mostram que o governo está permitindo a criação de um capitalismo ainda mais perverso e sem concorrência, um modelo semelhante ao que gerou a crise atual na Europa e nos EUA.  Assim como os europeus e norte-americanos, a população brasileira vai sofrer as consequências da construção de monstruosas empresas privadas. Já sofre na área de telefonia, de eletricidade, de transporte e outras, geradas na privataria tucana.

O coro dos indignados na Europa é um pouco reflexo desse capitalismo sem concorrência, com empresas maiores do que países e com governos incapazes de combater os privilégios decorrentes dessas grandes megafusões. São os chamados players globais, ou seja, os jogadores globais, as empresas que – sem concorrência – sugam o dinheiro de Estados e da população.  Veja o caso da telefonia no Brasil. É um escândalo, não há qualquer controle ou qualquer respeito à legislação vigente. As empresas fazem o que querem. São os players de um cassino global. Isso é um lixo para o país e um desastre para a população.

Essas grandes empresas são eficientes até determinado tamanho, mas depois os lucros vêm de estratégias, aplicações fraudulentas, contratos espúrios e muita trapaça. Capitalismo sem concorrência é o pior dos mundos para a população.

Essa história de criar grandes empresas nacionais por meio de fusão é um pensamento neoliberal de quinta categoria. É preciso sobretaxar megaempresas, de forma a evitar a grande concentração, seja de capital nacional, seja de capital internacional. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, aprova a fusão do Pão de Açúcar com Carrefour. Ele é mais um consultor do capitalismo do PT. É o caminho da social-democracia européia: direto para o buraco dos indignados.

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Coutinho concentrou renda no BNDES

Os EUA criaram um grande buraco, que está sugando os recursos da própria sociedade. Esse buraco foi apostar, durante os governos, principalmente republicanos, na criação de mega-hiper-grandes-empresas.

As grandes multinacionais, os chamados players globais, etc. Isso tem gerado um dano enorme para as populações, que praticamente deixam de receber impostos dessas empresas. As empresas crescem tanto e se tornam tão grandes que fica impossível negociar com elas, cobrar impostos, etc. Elas mandam nos governos, quando não derrubam os governos. Elas compram justiça e o que tiver pela frente.

O pior é que essa tem sido a política do BNDES, com Luciano Coutinho a frente. O Banco continuou concentrando renda no país mais desigual do mundo. O banco empresta bilhões de reais da população brasileira para criar mega-hiper-empresas como o Frigorífico (JBS), telefonia (Broi) e outras, que por serem tão grandes fogem do controle. Outra barbaridade é dar dinheiro público para multinacionais  fabricantes de automóveis, cujo faturamento muitas vezes é maior do que o PIB brasileiro.

Essas megaempresas  ficam com privilégios que nenhum empresário brasileiro, seja médio ou grande, tem. Elas conversam diretamente com o ministro, quando não com o presidente.

Quantos empresários brasileiros não pagam impostos e podem se encontrar com o ministro para “tratar” do assunto?

Veja a dificuldade que o governo está tendo para implantar o Plano Nacional de Banda Larga. As megaempresas de telefonia tratam diretamente com o ministro, entram na justiça, plantam matérias em grandes jornais etc. Um abuso.

Agora é a Vale do Rio Doce, que não quer pagar imposto (royalties), como todo brasileiro paga. É uma megaempresa, importante para o Brasil,mas não vale nada (desculpe o trocadilho) se não pagar imposto.

A Vale foi multada por não pagar imposto. O que aconteceu?Afastaram os fiscais e marcaram encontro com o ministro!!!

É preciso um basta nesta criação fantasiosa de megaempresas brasileiras. Deveríamos caminhar no sentido contrário, mas estamos criando megaempresas que vão sugar diretamente o governo e o dinheiro e o sangue do povo brasileiro ainda mais. É assim que fazem nos EUA. Sem regulamentação e controle, quebraram os Estados Unidos.

Muito diferente disso, toda megaempresa, seja brasileira ou estrangeira, deveria pagar um imposto extra. Uma taxa extra que criaria um fundo para incentivar empresas menores nos mesmos setores. Dependendo do faturamento ou da fatia que detém do mercado (40% ou mais, por exemplo), deveria pagar uma taxa anti-monopólio. Isso até evitaria que as  médias e grandes empresas brasileiras fossem compradas por estrangeiras para controlar o mercado. Isso é capitalismo. Mas te pergunto: que grande empresa quer capitalismo? Nenhuma. Elas querem monopólio.

Veja abaixo o privilégio em trecho de matéria da Folha de S.Paulo

Em mais um capítulo da disputa com a Vale, o governo cobra da mineradora uma dívida de quase R$ 4 bilhões de royalties pela exploração de minério de ferro.
A cobrança gerou mais um atrito na relação da empresa com o governo na semana passada, contornado após conversa por telefone entre o presidente da Vale, Roger Agnelli, e o ministro Edison Lobão (Minas e Energia).
Os dois devem se encontrar nesta semana, em Brasília, para buscar um acordo sobre a cobrança dos royalties do setor -a CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais).
Segundo a Folha apurou, o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), responsável pela fiscalização da cobrança de royalties, cobra uma dívida de R$ 900 milhões pela exploração de minério no Pará e cerca de R$ 3 bilhões pela mineração em Minas Gerais.
A Vale não concorda com o valor e diz que sua dívida, se procedente, não passa da metade desse montante, disse à Folhaum técnico envolvido nas negociações.
Na semana passada, procurada, a empresa não quis se manifestar oficialmente sobre o assunto. (texto integral)

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SOU CAPITALISTA, MAS NÃO SOU IDIOTA

Microconto – Ficção

Estou farto de farsantes. Eu sou capitalista, mas não sou idiota. Sim, acham que me iludo com essas assombrações do passado, com um medo infinito de um comunismo cego e autoritário como na China, onde os amigos do rei se tornam capitalistas. Sou um capitalista, mas não temo pela democracia.

Não me venham com fantasmas fascistas, nazistas, integralistas, monarquistas e outras tradições obscurantistas. Esse é o capitalismo dos fracos, dos avaros, dos pobres de espírito dos pequenos intelectos, dos medrosos. Capitalismo é liberdade, não terrorismo ideológico, retrógrado, enrustido.

É certo que não sou um grande capitalista, apenas uma média empresa, alguns imóveis, mas não me sinto no mesmo barco de banqueiros, grandes empreiteiros, grandes empresários. Tenho meus interesses e esses interesses não são os mesmos dos que querem definir seus negócios pela política, pelas mamas governamentais. Esses são os falsos capitalistas, os sugadores do Estado.

Meus negócios não são licitações, mas consumo, consumo de um povo e meu negócio precisa de um povo, de pessoas capazes de comprar o que distribuo. Preciso de salário e preciso de uma grande massa de consumidores, de pessoas que tenham casas, comida e algum dinheiro para comprar meus produtos.

Gosto de viver bem e de ter liberdade, liberdade de sonhar um empreendimento, não liberdade de ser submetido a fantasias da ultra-direita, que pensa apenas em diminuir os impostos dos mais ricos e taxar os pequenos empresários, dos que impedem todos os avanços de uma relação tributária mais justa e que permita que pequenos empresários possam ser mais competitivos.

Quero um país que possa taxar as grandes fortunas e diminuir os impostos de materiais importantes para alimentação, educação e saúde.  Por isso, não me venham falar de comunismo, estou farto. Aqui no Brasil nada tem o nome certo, os de nome de social-democrata são de extrema-direita, os de nome de trabalhador são social-democratas. Acertem os ponteiros, acertem os referentes, liguem o nome à coisa e não o nome à fantasia da coisa. Vamos dar o nome aos bois, aos fascistas, aos capitalistas, aos trabalhadores, vamos dar nome de mercado ao mercado, de capital ao capital, de imposto ao imposto.

Estou farto de tantos signos que não morrem, que renascem para ser meu representante sem ter voto algum, apareçam, surjam na sua cara mais feia e suja, mostrem a sua miséria, a sua dor. Não me representem. Estou farto. Já não bastaram as torturas, as mortes, o sangue interminável dos anos da ditadura.  Estou farto dos delinquentes que querem me representar e defender o meu dinheiro. Sei… Querem é manter o apartheid a ferro e fogo. Não preciso de vocês. Estou farto de farsantes.

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HOMENS E MULHERES ME DISPUTAM E ISSO ME IRRITA

LÁGRIMAS NO CANTEIRO
A BICICLETA
O ASNO MOTORISTA 1

PARA CAPITALISTA NORTE-AMERICANO, O PT É O PARTIDO DO CAPITALISMO BRASILEIRO (E O PSDB? DO FEUDALISMO?)

Capitalismo no Lula

Em matéria da Folha de S.Paulo, o empresário norte-americano Sam Zell diz que vai investir no Brasil o quanto for necessário, não tem limite, desde que tenha boas oportunidades de negócios. É esta a visão que um capitalista norte-americano tem do governo Lula (A hilariante revista Veja acha que é comunismo, Kakaka).

O PT, por uma contingência da história, parece ser o partido que está solidificando o capitalismo no Brasil, apesar de que ainda vai demorar muito para chegarmos em um estágio de competição capitalista em setores importantes como telefonia, transportes, comunicação e outros. Mas já é o começo.

Daí a dificuldade do candidato José Serra nas próximas eleições. O PSDB é um partido que tem mantido há 16 anos no estado de São Paulo um sistema feudal de acesso às riquezas, com nenhuma distribuição de renda, nenhuma grande transformação na educação e nenhuma política de competição capitalista em setores oligopolizados. Até os capitalistas americanos sabem disso. Veja abaixo trecho da matéria da Folha:

O bilionário americano Sam Zell, 68, está no Brasil, hoje e amanhã, para expandir os investimentos do grupo Equity International no país que considera a próxima “potência mundial”.
“O quanto vamos investir depende das oportunidades. Até hoje, nenhuma foi maior do que o nosso apetite por capital”, afirmou Zell à Folha, por telefone, de Chicago.
O grupo de private equity já tem participações em cinco empresas brasileiras, entre elas a Gafisa e a BR Malls, que tem atualmente 35 shoppings em seu portfólio.
Entusiasta do Brasil, Zell atribui ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o reconhecimento do país como “uma das oportunidades mais atraentes do mundo”.
O empresário americano minimiza o risco de superaquecimento da economia brasileira. “O país vai muito bem. Prefiro investir em um país quente demais a investir em um país frio”, diz. (Texto Integral)

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OFERTA DE BANDA LARGA PELO GOVERNO É LEGÍTIMA E PODE INCENTIVAR PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

Para ex-presidente da Anatel, oferta de banda larga pela União é legítima

Do Teletime/Mariana Mazza

Plano Nacional de Banda Larga pode ser a grande contribuição de Lula para a democracia brasileira

As dúvidas quanto à legitimidade de a União entrar no mercado de banda larga, atuando diretamente na oferta do serviço, voltou a ser tema de debate no Congresso Nacional. Desta vez, a discussão ocorreu na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados e revelou novas opiniões sobre um dos principais pontos de atrito dentro e fora do governo: o uso da Telebrás como gestora das redes que farão parte do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

O presidente da Informática de Municípios Associados (IMA), Pedro Jaime Ziller, fez uma vasta explanação sobre os princípios legais que legitimariam a oferta direta do serviço de banda larga pela União e a possibilidade de uso, até mais amplo, da Telebrás dentro do PNBL. Ziller, que já foi secretário de telecomunicações do Minicom e presidente da Anatel no governo Lula, assegurou que a Constituição Federal e a Lei Geral de Telecomunicações (LGT) viabilizam a oferta planejada pelo governo “e não há como prosperar qualquer tese contrária à implantação do plano”.

Com relação ao uso da Telebrás como gestora das redes públicas, Ziller disse que a legislação não só permite que a estatal seja revitalizada com o propósito de ser um instrumento público de oferta de banda larga, como também permite que a empresa se associe a projetos locais, ampliando o escopo da política pública. “Ter a Telebrás com sócia em projetos municipais e estaduais é um facilitador. Estou convencido de que ela não só pode como deve ser a responsável pelo plano de banda larga”, afirmou Ziller.

A Informática de Municípios Associados S/A (IMA) é uma empresa que tem como acionista principal a Prefeitura de Campinas e que presta serviços em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e Serviços Gráficos.

Catalisador

A mesma postura favorável à existência de uma empresa pública de oferta de banda larga – seja ela a Telebrás ou outra estatal – é visível no discurso dos pequenos provedores de Internet. O presidente da Associação Brasileira de Pequenos Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrappit), Ricardo Sanchez, avaliou que a Telebrás pode servir como um “agente catalisador” de novos negócios na medida em que abre espaço para que pequenas empresas tenham acesso à rede de telecomunicações.

Sanchez apresentou dados sobre os custos cobrados hoje dessas empresas para a entrada nas redes controladas pelas grandes teles. Os valores variam de R$ 400 a R$ 4 mil o link com capacidade de transmissão de 1 Mbps. Em média, os provedores gastam R$ 1,2 mil por 1 Mbps, valor claramente acima dos R$ 200 que o governo poderá cobrar pelo acesso às redes públicas, segundo confirmou o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, que também participou do debate.

Para o presidente da Abrappit, essa nova opção de oferta de rede pode ajudar muito as pequenas empresas a se consolidarem no mercado. “O Brasil precisa, no meu entendimento, das grandes empresas, mas também das pequenas”, afirmou Sanchez, apostando na parceria que as grandes, médias, pequenas e micro empresas do setor poderão fazer com o governo dentro do PNBL.

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PRESTE ATENÇÃO NO DISCURSO: LULA TEM UMA FALA DE ESTADISTA QUANDO SE REFERE AO PLANO NACIONAL DE BANDA LARGA

Veja abaixo o discurso de Lula, feito recentemente no Rio Grande do Sul; é uma discurso de estadista. Não pelo tema da banda larga, da internet, mas pelo conteúdo, pelo reconhecimento do que realmente é um Estado.

O Estado precisa regular, intervir, melhorar o sistema, seja ele qual for. Se a iniciativa privada faz bem feito, ótimo, não precisa fazer nada. Mas se a iniciativa privada se omite, suga o Estado, o governo precisa reagir e melhorar o sistema. Se não, o país não anda.

É essa linha de pensamento que o povo espera de seu governante. Quantos governantes você já viu e ouviu questionando péssimos serviços da iniciativa privada e tomando atitudes para resolver?

Não precisa estatizar nada, exceto em momentos muito graves da nação. Estatizar supermercado, isso é uma bobagem. O Estado precisa regular, evitar monopólios, oligopólios, permitir a competição, fomentar a competição entre empresas.

Se o Estado vê que não é possível surgir do próprio mercado a regulação, o Estado pode criar uma empresa para competir com as grandes empresas privadas. Isso é receita de capitalismo, mas os capitalistas monopolizados não gostam de capitalismo.

Pode ser que as teles façam de tudo para melar o Plano Nacional de Banda Larga, que impeçam o governo de agir, mas a função do governo não é se calar diante do problema, é preciso enfrentar. As teles oneram o Custo Brasil (ou seja, deixam o país menos competitivo porque cobram muito caro de empresas e da população). Isso só para citar um argumento econômico.

Vi o vídeo no Paulo Henrique Amorim

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