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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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O MUNDO IDEAL DA REVISTA VEJA MOSTRA A CARA: “GOIÁS É OMISSO E INOPERANTE OU ENVOLVIDO COM ASSASSINOS”, ACUSA MINISTRA

Para a revista Veja, que muito incautos ainda veem, Carlinhos Cachoeira é um empresário bem sucedido que consegue bons grampos para virar notícia, Demóstenes Torres (ex-DEM) é um paladino da ética e Marconi Perillo (PSDB) é, assim como outros governadores do PSDB, um exemplo de gestão pública. Ainda bem que o Brasil não adotou o ideal da Veja, ainda!

Maria do Rosário: Goiás está mergulhado no submundo

Maria do Rosário: Goiás está mergulhado no submundo

Goiás é ‘omisso, inoperante ou envolvido’ com assassinatos, acusa ministra

Durante anúncio de federalização dos crimes contra 29 moradores rua em Goiânia, Maria do Rosário faz duros ataques à falta de atuação do estado no combate a grupos de extermínio

Por: João Paulo Soares, da Rede Brasil Atual

São Paulo – A secretária nacional de Direitos Humanos, ministra Maria do Rosário, fez ontem críticas duras à falta de atuação do Estado de Goiás no combate aos grupos de extermínios que desde agosto do ano passado mataram 29 moradores de rua na capital Goiânia, a 200 quilômetros de Brasília, sem que ninguém até agora tenha sido preso.

Ao pedir a federalização de todo o processo de investigação policial e judicial sobre as mortes, a ministra acusou, em tom de desabafo, o aparelho de Estado goiano de “omissão, inoperância ou envolvimento” com os crimes.

Goiás é governada por Marconi Perillo (PSDB), que foi flagrado pela Polícia Federal em conversas e negócios comprometedores com o ex-senador do DEM Demóstenes Torres e o bicheiro Carlinhos Cachoeira. O bicheiro é acusado, nas operações Vegas e Monte Carlo da PF, de comandar o crime organizado em torno de máquinas caça-níqueis no país – cuja base seria justamente Goiás. As investigações vieram a público há um ano. O senador, que também é de Goiás e lá atuava como promotor público, foi cassado; o governador foi poupado. No Congresso Nacional, uma CPI foi instalada para aprofundar as relações políticas e empresariais com o esquema. A CPI do Cachoeira terminou meses depois sem relatório final e “abafada”, na grande imprensa, pelo julgamento da Ação Penal 470, conhecida por mensalão, no mesmo período.

Em nenhum momento, durante o pronunciamento de ontem, Maria do Rosário citou o nome de Perillo ou o episódio Cachoeira. Mas foi bem clara em suas afirmações.

“Não basta federalizarmos, neste caso, a investigação. Não se trata de a Polícia Federal entrar ali para apoio ao estado. Se trata de verificarmos se em Goiânia e em Goiás nós temos no tecido do estado o envolvimento de pessoas com o crime. Portanto (…) precisamos que o inquérito seja federal, que a denúncia seja por parte do Ministério Público Federal e que o julgamento seja por parte das autoridades federais”, afirmou a ministra durante entrevista coletiva na sede da prefeitura de São Paulo, onde esteve para assinar acordos na área de Direitos Humanos com o prefeito Fernando Haddad (PT).

Ela lembrou que entre os três moradores de rua assassinados em Goiânia na semana passada havia uma criança de 11 anos. E disse que o governo da presidenta Dilma Rousseff colocou à disposição do estado e da prefeitura (governada por Paulo Garcia, do PT) programas federais de assistência social, saúde e habitação. “Mas isso não basta”, disse.

“É, de um lado, a ausência de política pública, de acolhida e atendimento [pelo governo de Goiás]; mas, de outro lado, de inoperância ou envolvimento de agentes do estado com a morte desses moradores que estão nas ruas, dado o fato de a investigação não levar à responsabilização de ninguém. Não há ninguém preso, responsável por esses crimes. Será que a vida de uma pessoa que está nas ruas vale menos do que a vida de uma outra pessoa? Nós realmente estamos indignados e mobilizados”, disse Maria do Rosário. “Nós temos criminosos agindo ao mesmo tempo em que as autoridades [estaduais] fecham os olhos e os mantêm impunes”.

Segundo a ministra, ela vai solicitar a federalização dos crimes ainda nesta semana ao procurador geral da República, Roberto Gurgel – que, por sua vez, é acusado de ter “sentado em cima” por dois anos do relatório da PF contra Perillo e Demóstenes Torres, no caso Cachoeira.

Maria o Rosário explicou que o pedido é um procedimento formal e adiantou que já teve uma conversa preliminar com Gurgel.

“O que nos resta, como governo federal e como Secretaria de Direitos Humanos, no dia de hoje, é estarmos peticionando junto ao Ministério Público Federal para a  federalização desses crimes, uma vez que nem a polícia, nem o ministério público, nem o judiciário do estado de Goiás demonstram estar à altura da missão que têm de manter a ordem e os direitos humanos de sua população”, afirmou.

De acordo com ela, além do caso dos moradores de rua, Goiás tem um histórico de violação dos direitos humanos no “período democrático”. Deu como exemplo o “número absurdo” de pessoas que teriam desaparecido depois de serem atendidas pela polícia do estado.

“Então não é natural, não é normal, no estado democrático de direito, viver ou a inoperância ou a omissão ou uma responsabilidade, também, que precisa ser esclarecida”.

A federalização se dará pelo instrumento jurídico IDC – Instituto de Deslocamento Competência. Só houve um caso desses até hoje no Brasil, em 2010, quando o governo federal chamou para si a investigação sobre o assassinato do ex-vereador Manoel Mattos (PT), ocorrido um ano antes numa área de divisa entre Pernambuco e Paraíba. Mattos atuava no enfrentamento a grupos de extermínio nos dois estados.

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COM A DESCULPA DE QUE NÃO APUROU TUDO, DEPUTADOS E SENADORES PROTEGEM CARLINHOS CACHOEIRA E VETAM O RELATÓRIO DA CPI

Tropa de choque de Carlinhos Cachoeira

Tropa de choque de Carlinhos Cachoeira

O listão dos 18 deputados e senadores da tropa de choque do Cachoeira na CPI

Do Amigos do presidente Lula
… Horrível seria ter ficado ao lado dos que nos venceram nessas batalhas ( Darcy Ribeiro )

Bancada pró-Cachoeira. “Vitória” na CPI ao melar o relatório.
Derrotar o povo para proteger Cachoeira, Demóstenes e Perillo é vitória?
A Globo esconde (a Veja nem se fala, está soltando fogos exultante com o fim da CPI do parceiro Cachoeira), mas aqui a gente dá nome aos bois.

A bancada dos 18 do Cachoeira que votou contra o relatório do Odair Cunha (PT/MG) para proteger o bicheiro, e fazer pizza:

SENADORES:

Alvaro Dias (PSDB-PR)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Jayme Campos (DEM-MT)
Sérgio Petecão (PSD-AC)
Sérgio Souza (PMDB-PR)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Ivo Cassol (PP-RO)
Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP)
Marco Antonio Costa (PSD-TO)

DEPUTADOS

Carlos Sampaio (PSDB-SP)
Domingos Sávio (PSDB-MG)
Luiz Pitiman (PMDB-DF)
Gladson Cameli (PP-AC)
Maurício Quintela Lessa (PR-AL)
Sílvio Costa (PTB-PE)
Filipe Pereira (PSC-RJ)
Armando Vergílio (PSD-GO)
César Halum (PSD-TO)

 

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DIRETOR DA REVISTA VEJA, POLICARPO JR, NÃO FEZ MAU JORNALISMO, COMETEU CRIME E BENEFICIOU CACHOEIRA

Policarpo não fez “mau jornalismo”; cometeu um crime

por Dr. Rosinha

Rosinha: Policarpo da revista Veja cometeu crime

Rosinha: Policarpo da revista Veja cometeu crime

“Este é o retrato sem retoques de como se faz um jornalismo sem ética, um jornalismo que, para destruir determinado alvo ou determinado projeto político, não hesita em violar as leis, a Constituição e a própria dignidade dos cidadãos.”

É dessa forma que o incisivo texto do relatório final da CPI do Cachoeira define a relação de Policarpo Jr., diretor da sucursal de Brasília da revista Veja, com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de chefiar uma quadrilha com tentáculos no poder público e na mídia.

O jornalista da CBN, Kennedy Alencar, em comentário sobre a CPI, disse que o relatório final não apresenta provas contra Policarpo. Para Alencar, Policarpo não cometeu nada além de “mau jornalismo”. “E mau jornalismo não é crime”, afirma.

De fato, não é, embora isso também seja bastante questionável. Mas o que emerge do relatório final é muito mais do que “mau jornalismo”. Só um corporativismo ancestral pode explicar a declaração de Kennedy Alencar. No relatório, Policarpo Jr. aparece encomendando grampos clandestinos e pedindo ajuda para devassar, sem autorização legal, a intimidade de um cidadão brasileiro (no caso, Zé Dirceu, quando hospedado em um hotel de Brasília). Em troca desses “pequenos favores”, Policarpo fazia o papel de assessor de imprensa da organização chefiada por Cachoeira: publicava o que lhes era conveniente e omitia o resto. Assassinava reputações e promovia jagunços de colarinho branco, como o ex-senador Demóstenes Torres, também integrante da organização, a exemplos éticos a serem seguidos pelas próximas gerações.

Quando a Delta não foi beneficiada por uma licitação para a pavimentação de uma rodovia federal, Cachoeira acionou Policarpo para, através de uma reportagem da Veja, “melar” a licitação. Posteriormente, como os interesses da Delta continuaram a ser negligenciados, Cachoeira e Policarpo montaram uma ofensiva para derrubar o ministro dos Transportes – o que acabaram por conseguir.

Em troca, quando lhe interessava, Policarpo solicitava à organização criminosa que, por exemplo, “levantasse” as ligações de um deputado. Tudo isso está no relatório final, provado através das ligações interceptadas pela PF com autorização judicial. Não é “mau jornalismo” apenas. É crime.

“Não se pode confundir a exigência do exercício da responsabilidade ética com cerceamento à liberdade de informar. Os diálogos revelam uma profícua, antiga e bem azeitada parceria entre Carlos Cachoeira e Policarpo Júnior”, diz o relatório.

Policarpo não é o único jornalista envolvido com a organização de Cachoeira, mas é sem dúvida o que mais fundo foi neste lodaçal. Durante a CPI, não foi possível convocá-lo para depor, porque não havia condições políticas para tanto. Agora, porém, as provas falavam alto.

Porém as questões políticas (necessidade de aprovar o relatório) mais uma vez se interpuseram. Assim como feito em relação ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, foi necessário retirar as menções a Policarpo do documento. O relator entendeu, e eu o compreendo e defendo, que Policarpo, perto do governador Marconi Perillo, do PSDB de Goiás, é secundário. Mas, ser secundário não afasta a necessidade de a Polícia Federal continuar a investigá-lo, e espero que o faça, mesmo com seu nome não constando no relatório. Afinal, todo suspeito deve ser investigado.

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JOAQUIM BARBOSA E O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PODERIAM CONDENAR O PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA ROBERTO GURGEL

Gurgel deve se preocupar com o Joaquim?

Há sérias acusações contra o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que indicam que ele beneficiou a quadrilha de Carlinhos Cachoeira, mas não há provas concretas, mesmo porque não foi feita nenhuma investigação. Mas há fatos muito sérios que podem levar a uma interpretação de que ele integraria a quadrilha.

Veja que ao receber a primeira investigação contra a quadrilha de Carlinhos Cachoeira, na operação Vegas da Polícia Federal, Roberto Gurgel e a subprocuradora, por sinal, sua esposa, Cláudia Sampaio, nada fizeram. Isso foi motivo de um questionamento do senador Fernando Collor.

Agora, durante o processo do mensalão, Roberto Gurgel recomendou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que arquive o inquérito aberto contra o deputado Stepan Nercessian (PPS-RJ), suspeito de envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O site do próprio partido do deputado informa que “O parlamentar foi investigado em razão das ligações com Cachoeira, de quem recebeu R$ 175 mil”.

Segundo Stepan, R$ 160 mil referiam-se a um empréstimo, saldado em três dias, para a compra de um apartamento. O restante foi usado na compra de ingressos para o desfile de escolas de samba do Rio de Janeiro. Goiano, Stepan é amigo de infância do contraventor e alegou desconhecer a extensão de suas atividades ilícitas”(!?). Ou seja, apesar de confessar que houve o empréstimo e que tem uma ligação estreita com Carlinhos Cachoeira, desde a infância, o procurador recomendou o arquivamento. Para Gurgel, o grande ator da Globo e do Brasil interpreta uma ficção ao lado de Carlinhos Cachoeira.

Mas o Supremo poderia ter uma interpretação diferente. “Não é plausível, diante desses fatos e do que se viu e se descobriu sobre a quadrilha de Carlinhos Cachoeira”, diria o ministro Joaquim Barbosa em um hipotético julgamento de Roberto Gurgel, que o procurador não tenha beneficiado a quadrilha intencionalmente. Assim como contra José Dirceu, não há nenhuma ligação, gravação, documento, que o incrimine; não há qualquer prova concreta contra o procurador, mas será que Joaquim Barbosa e os outros ministros do Supremo não poderiam condenar Roberto Gurgel?

Veja links com essas informações: Indícios de prevaricação de Roberto Gurgel e site do PPS  e até na Veja.

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PROCURADORES E PROMOTORES DE GOIÁS QUEREM DEMÓSTENES FORA DO MINISTÉRIO PÚBLICO

Demóstenes: ainda vive com dinheiro público

Nada menos do que 80 integrantes do Ministério Público de Goiás protocolaram nesta segunda-feira (27) no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) um pedido para que o ex-senador de Goiás Demóstenes Torres seja afastado do cargo de procurador de Justiça.

No dia 20 de julho, Demóstenes reassumiu o cargo no MP de Goiás, após 13 anos longe da instituição e dois dias depois de ter o mandato de senador cassado em Brasília, no dia 11 de julho.

Segundo o CNMP, o pedido protocolado é uma representação para avocação de reclamação disciplinar, instauração de processo administrativo disciplinar e pedido de suspensão/afastamento cautelar de Demóstenes, enquanto durarem as investigações contra ele.

Ainda segundo o CNMP, trata-se de uma representação coletiva, assinada por diversos promotores e procuradores. Inicialmente, o conselho havia informado que pedido iria para a Corregedoria, mas a assessoria de imprensa corrigiu a informação: o pedido será distribuído a um conselheiro relator, que deve decidir se leva a questão ao plenário. (Texto Integral no G1 e Amigos do Presidente Lula)

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IMPRESSIONANTE: O CORAÇÃO DA QUADRILHA DE CACHOEIRA ERA FORMADO PELA REVISTA VEJA E PELA PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA, AFIRMA COLLOR

DIRETOR DA REVISTA VEJA DEVERÁ DEPOR NA CPMI DO CACHOEIRA APÓS JUIZ DENUNCIAR TENTATIVA DE CHANTAGEM DE ANDRESSA MENDONÇA

CPMI do Cachoeira convocará jornalista da Veja para depor

Najla Passos – Carta Maior

Policarpo Jr deverá depor na CPMI do Cachoeira

Brasília – O diretor da sucursal da revista Veja em Brasília, o jornalista Policarpo Junior, será convocado para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) que investiga os crimes cometidos pela organização criminosa chefiada pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. “Com os acontecimentos de hoje, está colocada a relação do jornalista com a organização criminosa. Já iremos discutir a convocação na primeira reunião da CPMI”, afirmou à Carta Maior o vice-presidente da Comissão, deputado Paulo Teixeira (PT-SP).

Nesta segunda (30), a mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, foi detida sob a acusação de tentar chantagear o juiz da 11ª Vara Federal de Goiânia, Alderico Rocha Santos, com base em dossiê produzido por Policarpo Junior, no qual o magistrado apareceria ao lado de políticos e empresários. O juiz relatou a chantagem ao Ministério Público Federal (MPF), que pediu a prisão da mulher do contraventor. Andressa foi detida pela Polícia Federal (PF) e liberada após firmar compromisso de pagar fiança.

“Isso demonstra que esta organização criminosa está ativa, buscando corromper e constranger autoridades públicas. E que Andressa não é apenas esposa de Cachoeira, mas um membro atuante desta quadrilha, que precisa ser desarticulada”, disse o vice-presidente da CPMI. Segundo ele, a acusada está convocada para depor na CPMI no dia 7. Já Policarpo, ainda terá data agendada.

Indústria de dossiês
Desde o início dos trabalhos da CPMI do Cachoeira, são muitas as denúncias que indicam relações entre a revista Veja e a organização criminosa, que seriam intermediadas por Policarpo. (Carta Maior)

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ANDRESSA MENDONÇA, MULHER DE CACHOEIRA, ESTÁ INDIGNADA PORQUE A DOUTRINA GILMAR MENDES NÃO ESTÁ SENDO ACATADA

Andressa: “é discriminatório”

A entrevista de Andressa Mendonça, mulher de Carlinhos Cachoeira, é exemplar de como a certeza da impunidade já faz parte do planejamento das ações criminosas da corrupção do Estado. Essa certeza de impunidade está baseada na concepção da doutrina de Gilmar Mendes, que prevê a prisão do acusado somente após o julgamento do último recurso, ou seja, o julgamento pelo próprio Supremo Tribunal Federal. 

Andressa deixa claro na entrevista que Cachoeira está tendo um tratamento diferente dos outros acusados de corrupção nos últimos anos. E ela tem razão. Em todos os outros prevaleceu a doutrina de que ninguém vai preso até a última instância recursiva. Ou seja, isso pode demorar 20 ou 30 anos e o acusado pode até morrer nesse período.

Andressa sente, por isso, que Cachoeira está sendo injustiçado. Ela fala de uma forma tão clara e mostra que a corrupção é tolerada pela justiça brasileira, visto que não é um crime hediondo. Diferente de Cachoeira, os outros acusados de corrupção ficaram apenas dias ou semanas na cadeia. E isso fazia parte dos riscos. Mas ficar preso já por cinco meses estava completamente fora do programado. Ela diz: “ele está sendo perseguido, é discriminatório”.

A doutrina Gilmar Mendes parece estar com as mãos amarradas, até o momento. Veja logo abaixo trecho da entrevista de Andressa Mendonça, com destaques em vermelho:

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Fantástico – A gente está conversando com você já tem oito semanas para fazer essa entrevista. Por que agora você aceitou?

Andressa – Eu aceitei porque tivemos uma derrota difícil no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e me senti, assim, injustiçada. Acho que o caso do Carlos já está se tornando um absurdo mesmo e ele não tem direito a nada, tudo para ele é negado, é muito difícil. Sinto muito que ele tá sendo perseguido, acho discriminatório. Sabe, acho que ele é um bode expiatório. Então…

Fantástico – Bode expiatório de quem?

Andressa – Não sei. Eu considero o meu marido um preso político, né? Eu, Andressa, considero o Carlos um preso político depois da ditadura e…

Fantástico – Mas as acusações contra ele são contravenção, lavagem de dinheiro. São várias acusações relacionadas a crime, a formação de quadrilha. Ele está sendo investigado por contrabando, relacionado às máquinas caça-níqueis…

Andressa – São acusações…

Fantástico – Mas como é que isso o transforma em preso político?

Andressa – Acusações. Meu marido é inocente, ele pode responder em liberdade, não cometeu crime hediondo, ele não matou ninguém, não fez tráfico de armas, de drogas, não existe prostituição no processo. Considero ele um preso político porque na CPI do Cachoeira, onde leva o nome dele, ficou muito clara a briga do PT com o PSDB, um parlamentar querendo aparecer mais que o outro e, infelizmente, a gente tem que passar por isso, né?

Fantástico – Ele se considera inocente das acusações que são feitas contra ele?

Andressa – Ele se considera inocente e com o direito de responder em liberdade, das acusações. Ele tem o direito de provar que é inocente e responder em liberdade. (Texto Integral no 247)

REDE GLOBO É GRAMPEADA TENTANDO LIGAR O EX-PRESIDENTE LULA E AGNELO QUEIROZ AO ESQUEMA DE CARLINHOS CACHOEIRA

Todo cuidado é pouco quando se vai entrevistar a esposa de alguém que é considerado o maior grampeador do Brasil. A Globo não tomou todos os cuidados e ao entrevistar Andressa Mendonça (foto ao lado), mulher de Carlinhos Cachoeira, teve a entrevista grampeada, ou melhor, filmada por um celular na íntegra.

O que se constatou depois foi que a Rede Globo tentou ligar o ex-presidente Lula e o governador do Distrito Federal, Agnelo Querioz, ao esquema de Carlinhos Cachoeria. Andressa Mendonça negou e a informação não foi ao ar. A entrevista foi publicada na íntegra no site 247. Veja abaixo trecho da entrevista:

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Num dos trechos, a mulher de Cachoeira é questionada sobre o suposto pagamento de uma aeronave para o que médium João de Deus, que realiza cirurgias espirituais em Abadiânia (município goiano bem no meio do caminho entre Goiânia e Brasília), visitasse Lula em São Paulo. À época o ex-presidente realizava seu tratamento contra o câncer na Laringe no hospital Sírio Libanês.

Veja o trecho:

Fantástico – Quando o médium João de Deus… Você conhece João de Deus?

Andressa – Já o vi aqui, na casa do meu sogro. Ele vinha orar para a minha sogra, que faleceu.

Fantástico – Quando ele foi visitar o presidente Lula, em São Paulo, foi o Carlos quem arranjou a visita, cedeu o avião?

Andressa – Não sei te responder.

Fantástico – Mas vocês têm contato com o João de Deus? A família é espírita?

Andressa – Acho que não. Não sei. Acredito que não. Mas ele é uma pessoa que mora em Anápolis, é uma figura fácil aqui. Ele ora pelas pessoas que estão doentes. Ele veio orar pela minha sogra algumas vezes.

Em outro trecho, Andressa é questionada sobre uma suposta viagem dela, de Cachoeira e do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiróz, aos Estados Unidos. Ela nega, mas a repórter insiste:

Fantástico – E este encontro que vocês tiveram com o governador Agnelo Queiroz nos Estados Unidos? Vocês discutiram política ou foi um encontro social?

Andressa – Desculpa, com quem? 

Fantástico – Com o governador Agnelo Queiroz.

Andressa – Nos Estados Unidos?

Fantástico – É.

Andressa – Eu não conheço o governador do Distrito Federal.

Fantástico – Vocês não se encontraram nos Estados Unidos?

Andressa – Não, não nos encontramos.

Fantástico – Vocês nunca se encontraram? Você, junto com o Carlos, nunca se encontraram com ele?

Andressa – Não, nunca vi.

Fantástico – Nunca teve um contato…

Andressa – Nunca. (texto integral)


MAIOR OBRA DO PSDB: ALIANÇA COM O SUBMUNDO DA ESPIONAGEM E, DEPOIS DE 20 ANOS EM SÃO PAULO, A CIDADE VIVE O TERROR DO PCC

Cachoeira prestou serviços ao PSDB contra Lula

A moeda tucana foi jogada para cima. De um lado, ela mostra o submundo da associação com Carlinhos Cachoeira para derrotar o ex-presidente Lula.

Do outro lado, mostra que o Estado de São Paulo e a capital paulista, administrados (!!!) pelo PSDB/DEM há 20 anos, vive um estado de terror com 17 ônibus incendiados, postos da polícia atacados e dezenas de policiais mortos por traficantes.

Esses dois lados da mesma moeda tucana são inseparáveis. Isso é no que se transformou um partido político que sonhou ser social-democrata e se transformou em um partido de ultra-direita com métodos fascistas de fazer política.

E a utilização desses métodos só foi possível porque o partido é acobertado pela grande mídia (Globo, Estadão, Folha, Abril, etc). Até essa revelação de hoje da associação com Cachoeira não apareceu nos jornais.

Mesmo assim, o partido não resiste e se desfaz a cada eleição, assim como o DEM. Politicamente, talvez o crime não compense por muitos anos a fio. Basta uma CPI.

Veja abaixo as duas notícias:

Crimes, que já duram 20 dias, deixam profissionais da capital em tensão; há uma semana, a ViaSul tirou sete linhas de circulação para evitar novos ataques

04 de Julho de 2012 às 14:02

247 – A violênica que atinge São Paulo já dura 20 dias e até esta terça-feira 3, 17 ônibus haviam sido queimados na capital e em municípios ao redor. Além disso, 11 bases da polícia – sendo dez da Polícia Militar e uma da Guarda Civil Municipal – foram atacadas a tiros, no mesmo período. Segundo levantamento feito pela reportagem do portal UOL, com base em dados da imprensa, o caos já deixou ao menos 30 vítimas, entre policiais e suspeitos. (texto completo)

Caso dos aloprados é obra de Cachoeira com PSDB

04 de Julho de 2012 às 11:29

247 – Há duas semanas, o juiz federal Paulo Cézar Alves Sodré, da 7ª Vara Criminal de Mato Grosso, abriu uma ação penal contra petistas envolvidos num escândalo que ficou conhecido como o “Dossiê dos Aloprados”. Às vésperas da eleição presidencial de 2006, eles foram presos num hotel em São Paulo com R$ 1,7 milhão em espécie. O dinheiro serviria para plantar denúncias contra José Serra, que, naquele ano, disputou o governo de São Paulo contra Aloizio Mercadante.

Entre os envolvidos, havia figuras próximas ao ex-presidente Lula, como seu amigo Jorge Lorenzetti, conhecido como o “churrasqueiro” do Palácio do Planalto. À época, foi Lula quem definiu os personagens do escândalo como “aloprados”. Apesar do seu repúdio à montagem do dossiê, a imagem do dinheiro apreendido, no Jornal Nacional, ajudou a levar a eleição presidencial, contra Geraldo Alckmin, ao segundo turno.

O caso, no entanto, pode ter agora uma reviravolta. Um vídeo apreendido pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo sinaliza que o bicheiro Carlos Cachoeira pode estar por trás da armação. Nas imagens, o jornalista Mino Pedrosa, que foi assessor de Cachoeira, conversa com o araponga Dadá, membro da quadrilha, sobre o caso. E diz que o PSDB preparou uma armadilha, na qual o PT o caiu. Dadá, então, comemora. “Tem que f… o barbudo”, referindo-se a Lula. (Texto completo)

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Civita já não pode dizer que não sabia de nada

A atuação da revista Veja não mudou nada desde a prisão de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, no dia 29 de fevereiro de 2012, durante a operação Monte Carlo.

O #ctrlCctrlVeja, descoberto por Cynara Menezes,  indica que o presidente da Abril, Roberto Civita, sustentou e sabia plenamente das atividades dos integrantes da redação que mantinham estreita relação com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira, segundo a Polícia Federal.

A sola do sapato de Roberto Civita

Mesmo depois de 90 dias da prisão de Cachoeira e de toda a divulgação de que a redação da revista tinha amplas ligações com as escutas ilegais e com o crime organizado, Civita continua a investir na mesma linha de acusações e falsidades como demonstra a edição que fez colagens de textos para enganar os leitores.

O #ctrlCctrlVeja é a prova de que Roberto Civita não fez nada para apurar atitudes irregulares dentro da sua própria empresa. E pior, se não o fez, a comprovação pela Polícia Federal ou pela CPI do Cachoeira de que houve o comprometimento da revista com escutas ilegais e com a quadrilha de Cachoeira, implica, a partir de agora, diretamente a direção da empresa e seu principal executivo.

Roberto Civita parece apostar todas as fichas de que estará blindado pela Globo e por outras empresas de comunicação, assim como pelo dinheiro, pelo PSDB e por bons advogados. Ele continua entrando com a sola do sapato, como mostra a última capa da Veja.

Mas em uma democracia há sempre um risco, ainda que vivamos um oligopólio no controle da informação no Brasil.  Se a Veja quebrar, a revista Época da Globo ou a IstoÉ, da editora Três, podem tomar esse lugar de principal revista do país.  Será que a blindagem corporativista de Civita pode ser quebrada pela concorrência caso a revisa se afunde ainda mais? Civita aposta que não.

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RELAÇÕES PERIGOSAS: VÍDEO INDICA QUE MINISTRO DO SUPREMO, GILMAR MENDES, TERIA MENTIDO EM ENTREVISTA À REDE GLOBO

Em entrevista a Rede Globo esta semana (Veja Vídeo em post anterior) Gilmar Mendes disse com todas as letras que as relações com Demóstenes Torres (ex-DEM) eram apenas de  “trabalho funcional”, o que não seria o caso de uma festa, como esta do vídeo abaixo.  Esse vídeo indica que o ministro do Supremo, Gilmar Mendes, teria mentido em rede nacional. A festa de formatura é evidentemente um acontecimento social e não uma atividade funcional de juízes e senadores. O vídeo mostra as relações perigosas em que o ministro se envolveu.

Segundo o blog, Amigos do Presidente Lula, Gilmar Mendes teria estado em companhia dos investigados na CPI mista do Carlinhos Cachoeira mais de duas vezes, ao contrário do que teria dito ao jornal Valor Econômico.

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QUE ABSURDO! GILMAR MENDES DESMENTE GILMAR MENDES E DIZ QUE LULA ‘NÃO FEZ NENHUM PEDIDO EM RELAÇÃO AO MENSALÃO’

Gilmar, Mentes?

São inacreditáveis as atitudes do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes  e da revista Veja, assim como da grande mídia ao repercutir uma notícia falsa divulgada pela revista que está envolvida na investigação da quadrilha de Carlinhos Cachoeira, segundo a Polícia Federal.

Em reportagem de ontem à noite do Jornal da Globo, o ministro Gilmar Mendes (da Globo) desmentiu o ministro Gilmar Mendes (da Veja). Ele diz no vídeo: “não houve nenhum pedido específico do presidente em relação ao mensalão”. Mas que bandalheira é essa?!

Será que Gilmar Mentes? Ou seria a Veja que mente?  Dalmo Dallari, avisou, mas ninguém escutou. Veja a declaração de Gilmar Mendes a partir do segundo minuto do vídeo abaixo.

Enquanto os responsáveis pela revista Veja não se sentarem na CPMI do Carlinhos Cachoeira, a situação continuará dessa maneira, com um jornalismo totalmente sórdido e irresponsável. É hora de convocar o Civita para a CPMI.

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Oposição, Gilmar Mendes precisa explicar suas relações com Carlinhos Cachoeira

A versão de Gilmar Mendes sobre o possível pedido de Lula de adiamento do processo do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal) é bastante improvável e fantasiosa, ainda que seja possível. Não fosse isso, a única testemunha, Nelson Jobim, desmentiu.

Os maiores interessados em tumultuar a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do Carlinhos Cachoeira é o próprio Gilmar Mendes e a revista Veja, visto que estão de certa forma atolados nas investigações da Polícia Federal. Muito diferente da situação do ex-presidente Lula, que não é nem sequer réu no mensalão.

Ao que parece, o ex-presidente Lula caiu numa armadilha ao visitar o ex-ministro  Nelson Jobim. Segundo reportagem de O Globo, Gilmar Mendes teria ficado “eufórico” ao saber que iria se encontrar com Lula. É possível que a redação da revista Veja também. Trecho da matéria de O Globo é revelador e interessante porque mostra um Gilmar Mendes bastante meigo:

Quando recebeu o convite de Jobim para encontrar-se com Lula, Gilmar ficou eufórico: finalmente, iria rever o amigo.

Na cabeça do ministro, o encontro seria social e afetivo e realizado por desejos de ambos. E, para ser mais justo, mais pela insistência de Gilmar do que de Lula

As relações entre Veja e Gilmar Mendes são antigas, assim como as relações de Veja com Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres. Até hoje não se sabe do áudio de uma possível gravação de Gilmar Mendes com Demóstenes Torres que, vejam só, a Veja publicou.  As pedras parecem se encaixar no quebra cabeça da corrupção com as escutas da Polícia Federal na operação Monte Carlo.

Há já revelações claras e noticiadas do envolvimento de Gilmar Mendes com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira. As notícias deveriam ser um grande escândalo nacional, mas tiveram destaques reduzidos e pouca divulgação. A primeira de que é Gilmar Mendes teria viajado a Berlim, na Alemanha, com o senador Demóstenes Torres em um avião cedido pelo contraventor Carlinhos Cachoeira. Há aí duas situações graves, primeiro a amizade perigosa entre Gilmar Mendes de Demóstenes Torres e, segundo, o uso do avião de Carlinhos Cachoeira. Isso precisa ser investigado.

A outra acusação se ajusta perfeitamente a esta. Em uma das gravações interceptadas pela Polícia Federal na operação Monte Carlo, Demóstenes Torres afirma que Gilmar Mendes havia beneficiado Cachoeira ao “puxar” uma ação milionária.  Veja link.

Por essas e outras, se o PT não for fundo nas investigações da CPMI, pode ser chamado de PA (Partido que Amarelou).

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Além de envolver-se com o crime, ainda pratica a eugenia

Em um ótimo texto publicado na Carta Capital, Mauricio Dias fala não só da fragilidade da mídia nacional quando esta almeja servir como registro histórico dos fatos, como também do recente papel desempenhado pela revista Veja e por alguns jornalistas que ainda tentam defendê-la diante da evidência quase incontestável de suas ligações criminosas com Carlinhos Cachoeira.

O jornalista que saiu em defesa da revista Veja foi Merval Pereira. O argumento utilizado por ele foi o de que o jornalismo praticado por Veja é investigativo e nada foi revelado de ilícito nas suas relações com Cachoeira. Neste ponto, Merval se esquece de distinguir que no seu afã investigativo, como escreve Mauricio Dias, Veja envolveu-se em um jogo criminoso e, ao invés de denunciar um escândalo, tornou-se ela mesma o próprio escândalo.

Os fatos recentes são suficientes, como mostra Dias, para que no futuro Veja ganhe teses acadêmicas do tipo “O caso Veja”, no entanto, ele considera que o título mais exato seria “Veja, um caso sério”. Sem dúvida, Veja se tornou um caso sério no “jornalismo” nacional à medida que denuncia justamente o nível em que se encontra boa parte da mídia brasileira coorporativista e conservadora.

Acusam sem prova, fabricam situações, acreditam em suas próprias ilusões e ainda se possam de “investigadores”. De fato, fica difícil encontrar qualquer tipo de legitimidade na análise da mídia. A imprensa brasileira não serve como registro histórico, quando muito serve como registro da divisão de poder instalada no Brasil e das tentativas de manipulação da opinião pública decorrente desta mesma divisão.

Veja trecho do texto de Mauricio Dias:

Veja, um caso sério
Por Mauricio Dias

Desde 1996, Marcus Figueiredo investiga os processos eleitorais a partir da cobertura feita pelos jornais Folha de S.Paulo, O Globo e O Estado de S. Paulo. Nesse período, Figueiredo, agora coordenador do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), reuniu evidências sólidas para poder afirmar com segurança: “Há certa resistência, da parte dos jornalistas, em admitir a legitimidade da análise de mídia. Os próprios meios dedicam pouco espaço ao tema”.

Há poucos dias, no entanto, o veterano jornalista Merval Pereira, de O Globo, quebrou essa regra não escrita e se dedicou ao tema. Saiu em defesa da revista Veja, envolvida com questões do receituário da CPI.

“O relacionamento de jornalistas da revista Veja com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e seus asseclas nada tem de ilícito”, assegurou Merval.

Essa afirmação vigorosa se sustenta em bases frágeis. Merval enalteceu o “jornalismo investigativo” praticado na revista. Veja, no entanto, foi parceira de um jogo criminoso. Aliou-se a um contraventor e, no afã de denunciar escândalos, criou escandalosamente um deles. Cachoeira oferecia a munição e Veja atirava.

No futuro, esse episódio e outros deverão ser objeto de estudo acadêmico possivelmente sob o título de “O caso Veja”. Melhor seria abandonar o formalismo acadêmico e chegar a um título mais adequado à tese “Veja é um caso sério”.

Não é a primeira vez que a revista sapateia sobre as regras do jornalismo. Mais do que isso. Frequentemente, ela sai do jogo e -adota o vale-tudo.

Em 2006, por exemplo, Veja foi protagonista de um episódio inédito no jornalismo mundial, ao acusar o então presidente Lula de ter conta no exterior. Na mesma reportagem, no entanto, confessa não ter conseguido comprovar a veracidade do documento usado para fazer sustentar o que denunciava. Só o vale-tudo admite acusação sem provas.

A imprensa brasileira, particularmente, tem assombrosos erros históricos. Um prontuário que inclui, entre outros, a participação na pressão que levou Vargas ao suicídio, em 1954, e quando se tornou porta-voz do movimento de deposição de Jango, em 1964.

A ascensão de um operário ao poder é outro marco divisório da imprensa brasileira. A eleição de Lula acirrou os ânimos dos “barões da mídia”. O noticiário passou a se sustentar, primeiramente, nas divergências políticas e, depois, mas não menos importante, no preconceito de classe. A imprensa adotou o que Marcus Figueiredo chama de “discurso ético de autoqualificação diante dos leitores”. (Texto completo)

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AZENHA: A ASSOCIAÇÃO DA REVISTA VEJA COM O CRIME ORGANIZADO TRABALHA COM A LÓGICA DO MAIS BANDIDO E DO MENOS BANDIDO

Português: Charge sobre a guerra fria.

Português: Charge sobre a guerra fria. (Photo credit: Wikipedia)

A Veja desta semana trouxe um texto opinativo travestido de reportagem de capa. Fora as bobagens que demonstram que os redatores estão passando por um problema doentio: a revista tem certeza que estamos em 1963, em plena Guerra Fria e véspera do golpe de 64.

Mas ao final do texto, o grande problema da veja: a internet. A internet destruiu o monopólio da informação e isso parece inaceitável.

 E esse problema da revista, ou seja, a internet,  está exposto de forma clara no texto do blog de Luiz Carlos Azenha, que derruba de forma lógica e clara os argumentos fantásticos da revista.

Por Luiz Carlos Azenha/ Vi o Mundo

Por dever de ofício, li o texto de capa de revista que tenta provar que investigar os crimes do Carlinhos Cachoeira, no Congresso, é um atentado à liberdade de expressão.

O que chamou minha atenção foi a frase abaixo, que interpretei como defesa do uso de fontes-bandidas:

Qualquer repórter iniciante sabe que maus cidadãos podem ser portadores de boas informações. As chances de um repórter obter informações verdadeiras sobre um ato de corrupção com quem participou dele são muito maiores do que com quem nunca esteve envolvido. A ética do jornalista não pode variar conforme a ética da fonte que está lhe dando informações. Isso é básico. Disso sabem os promotores que, valendo-se do mecanismo da delação premiada, obtêm informações valiosas de um criminoso, oferecendo-lhe em troca recompensas como o abrandamento da pena.

Registre-se, inicialmente, a tentativa dos autores de usar os promotores de Justiça como escada. Tentam sugerir ao leitor que o esforço da revista, ao dar espaço em suas páginas a fontes-bandidas, equivale ao dos promotores de Justiça.

Sonegam que existe uma diferença brutal: os promotores de Justiça usam a delação premiada para combater o crime. Os criminosos que optam pela delação premiada têm as penas reduzidas, mas não são perdoados. E a ação ajuda a combater um mal maior. Um resultado que pode ser quantificado. O peixe pequeno entregou o peixe grande. Ambos serão punidos.

O mesmo não se pode dizer da relação de um jornalista com uma fonte-bandida. Se um jornalista sabe que sua fonte é bandida, divulgar informações obtidas dela não significa, necessariamente, que algum crime maior será evitado. Parece-me justamente o contrário.

O raciocínio que qualquer jornalista faria, ao divulgar informações obtidas de uma fonte que ele sabe ser bandida, é: será que não estou ajudando este sujeito a aumentar seu poder, a ser um bandido ainda maior, a corromper muito mais?

Leiam de novo esta frase: As chances de um repórter obter informações verdadeiras sobre um ato de corrupção com quem participou dele são muito maiores do que com quem nunca esteve envolvido.

Não necessariamente. Ele não tem qualquer garantia de que as informações são verdadeiras se vieram de um corrupto. Que lógica é esta?

O policial que não estava lá mas gravou a conversa que se deu durante um ato de corrupção provavelmente vai fornecer uma versão muito mais honesta sobre a conversa do que os corruptos envolvidos nela.

O repórter que lida com alguém envolvido em um ato de corrupção sabe, antecipadamente e sem qualquer dúvida, que a informação passada por alguém que cometeu um ato de corrupção atende aos interesses de quem cometeu o ato de corrupção. Isso, sim, é claro, não que as informações sejam necessariamente verdadeiras.

O repórter sabe também que, se os leitores souberem que a informação vem de alguém que cometeu um ato de corrupção, imediatamente perde parte de sua credibilidade. Não é por acaso que Carlinhos Cachoeira, o bicheiro, se transformou em “empresário do ramo de jogos”.

É por saber que ele era um “mau cidadão” que a revista escondeu de seus leitores que usava informações vindas dele. Era uma fonte inconfessável.

Não foi por acaso que Rubnei Quicoli, o ex-presidiário, foi apresentado como “empresário” pela mídia corporativa quando atendia a determinados interesses políticos em plena campanha eleitoral. A mídia corporativa pode torturar a lógica, mas jamais vai confessar que atende a determinados interesses políticos.

Carlinhos Cachoeira não é, convenhamos, nenhum desconhecido no submundo do crime. Vamos admitir que um repórter seja usado por ele uma vez. Mas o que dizer de um repórter usado durante dez anos, por uma fonte que ele sabe ser bandida? (texto integral)

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BANDA PODRE DO PT IMPEDE INSTALAÇÃO DE CPIs E VAZA INFORMAÇÃO PARA IMPRENSA MARROM

Psol e PCdoB foram fundamentais para possível criação a CPI do Cachoeira

A possível instalação da CPI para investigar as ligações criminosas entre políticos e o bicheiro Carlinhos Cachoeira é uma ótima notícia política. A instalação da CPI conseguirá ultrapassar a barreira de uma pequena parte do PT que tem ojeriza a qualquer tipo de investigação, mesmo de adversários.

Pode-se dizer que existe uma banda podre que se instalou e se solidificou com poder econômico gerado pelas arrecadações de campanha, caixa dois etc, assim como em todos os outros partidos. Mas  no PT ela faz uma mal danado ao Brasil porque é essa banda que impede qualquer investigação contra os próprios adversários.

Essa banda podre, na verdade, é herdeira legítima do PSDB. Ao assumir governos, ela herdou o pior da política presente em outras agremiações. Por exemplo, herdou os esquemas de Marcos Valério e Daniel Dantas, criações fantásticas dos infelizes anos do PSDB no governo federal e no processo de privatização. Com isso, fica difícil investigação, visto que parte das investigações podem resvalar no próprio partido.

É também essa mesma banda podre que se associa ao pior jornalismo, aquele que também se associa a criminosos, para dar furo de reportagem. Essa banda podre, em busca de poder durante a campanha de Dilma Rousseff, quase destruiu a candidatura da própria petista.

É por essas e outras que a CPI da Privataria Tucana, que poderia passar o Brasil a limpo sobre esse período nefasto do PSDB, não sai. O livro de Amaury Ribeiro Jr. expõe claramente a corrupção de José Serra e familiares. É um verdadeiro roubo, com todas as letras. No entanto, está parada.  Salve a CPI do Cachoeira! Se molhar alguns petistas fará um bem ao país.

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MINO CARTA: “ELES QUEREM QUE NADA MUDE, SE POSSÍVEL QUE REGRIDA”

Sequestrada no último domingo, 1º de abril, por sinal, dia da mentira

O escândalo envolvendo o senador (já ex) Demóstenes Torres é representativo de toda crise moral por que passa a sociedade brasileira à medida em que arrasta consigo nomes e instituições importantes que desempenham, ou pelo menos deveriam desempenhar, papéis importantes na cena democrática nacional.

Tal crise moral, que passa pela postura totalmente omissa da mídia e reflete os crônicos problemas nacionais, entre eles a corrupção, desigualdade e impunidade, é assunto de um editorial de Mino Carta publicado pela Carta Capital. Depois do sequestro sofrido pela última edição da revista que simplesmente foi retirada das bancas em Goiânia, Mino lembra a tentativa da mídia em fazer com que o escândalo fique restrito à figura do senador que, inclusive, já se apressou em desligar-se do DEM (o partido dos democratas, veja só).

Além disso, as relações entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o chefe da sucursal da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior, são quase que invisíveis para boa parte da imprensa que cultua o hábito de acreditar que aquilo que ela não noticia, nunca existiu de fato. O essencial é perceber que os pontos mais delicados do relatório da Polícia Federal que se refere ao escândalo de Demóstenes são simplesmente ignorados.

E o que aparece, aparece com atraso, e da forma enviesada como já se conhece, afinal, quanto mais a teia intricada de relações entre o bicheiro Cachoeira e o governo tucano de Goiás vai se desenrolando, mais pessoas vão sendo pegas por ela. A imprensa, no entanto, não deveria silenciar em relação aos detalhes da operação, tampouco ao sequestro de uma revista de importante circulação nacional, afinal, a imprensa está aí para dizer, noticiar os fatos.

Quando ela silencia, não só deixa de ser imprensa por não mais dizer, como também porque o seu silêncio ou atraso, acaba revelando que as suas relações com a sociedade não são mais de olhar para essa mesma sociedade e refleti-la jornalisticamente, e sim a de misturar-se com os próprios fatos sociais, o que automaticamente impede um relato sobre estes. Assim, a mídia termina por não noticiar, termina por não ser mais imprensa e prefere defender-se acusando aqueles que ainda fazem jornalismo de serem “ideológicos”.

Se for ideologia se ater aos fatos, fiscalizar o poder, contribuir para construir uma democracia e pensar mudanças para o país, dizemos ser esta uma ótima ideologia que todos os veículos deveriam seguir. Antes ter ideias, do que não tê-las, antes encarar as reais limitações do país bem como as heranças de nossa ditadura mais do que real, do que ficar inventando problemas e mascarando as reais contradições nacionais, como a desigualdade que impede a liberdade, como o conservadorismo e preconceito que impedem as reais mudanças e que, como bem diz Mino Carta, servem aos interesses daqueles que “querem que nada mude, se possível que regrida”.

Veja trecho do texto:

Demóstenes, Marconi e Policarpo
Por Mino Carta

O caso do senador Demóstenes Torres é representativo de uma crise moral que, a bem da sacrossanta verdade, transcende a política, envolve tendências, hábitos, tradições até, da sociedade nativa. No quadro, cabe à mídia um papel de extrema relevância. Qual é no momento seu transparente objetivo? Fazer com que o escândalo goiano fique circunscrito à figura do senador, o qual, aliás, prestimoso se imola ao se despedir do DEM. DEM, é de pasmar, de democratas.

Ora, ora. Por que a mídia silencia a respeito de um ponto importante das passagens conhecidas do relatório da Polícia Federal? Aludo ao relacionamento entre o bicheiro Cachoeira e o chefe da sucursal da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior. E por que com tanto atraso se refere ao envolvimento do governador Marconi Perillo? E por que se fecha em copas diante do sequestro sofrido por CartaCapital em Goiânia no dia da chegada às bancas da sua última edição? Lembrei-me dos tempos da ditadura em que a Veja dirigida por mim era apreendida pela PM.

A omissão da mídia nativa é um clássico, precipitado pela peculiar convicção de que fato não noticiado simplesmente não se deu. Não há somente algo de podre nas redações, mas também de tresloucado. Este aspecto patológico da atuação do jornalismo pátrio acentua-se na perspectiva de novas e candentes revelações contidas no relatório da PF. Para nos esclarecer, mais e mais, a respeito da influência de Cachoeira junto ao governo tucano de Goiás e da parceria entre o bicheiro e o jornalista Policarpo. E em geral a dilatar o alcance da investigação policial.

Quanto à jornalística, vale uma súbita, desagradável suspeita. Como se deu que os trechos do documento relativos às conversas entre Cachoeira e Policarpo tenham chegado à redação de Veja? Sim, a revista os publica, quem sabe apenas em parte, para demonstrar que o chefe da sucursal cumpria dignamente sua tarefa profissional. Ou seria missão? No entanto, à luz de um princípio ético elementar, o crédito conferido pelo jornalista às informações do criminoso configura, por si, a traição aos valores da profissão. Quanto à suspeita formulada no início deste parágrafo, ela se justifica plenamente: é simples supor vazamento originado nos próprios gabinetes da PF. E vamos assim de traição em traição. (Texto completo)

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Veja abaixo as últimas capas da Revista Veja, publicado pelo site Amigos do Presidente Lula. Desde a prisão do bicheiro conhecido como Carlinhos Cachoeira, na operação Monte Carlo, deflagrada pela PF (Polícia Federal), as matérias de denúncia sumiram.

A revista está sendo acusada de se aproveitar de um esquema criminoso para publicar falsas reportagens investigativas. As informações não seriam fruto de reportagens investigativas, mas dossiês preparados pela quadrilha presa.

Sem Cachoeira, sem denúncia

 

Desde que Carlinhos Cachoeira foi preso, no dia 29 de fevereiro de 2012, na operação Monte Carlo da Polícia Federal, a revista Veja já soltou 6 edições, e nenhuma capa é dedicada a denúncias de corrupção.

Mas há uma pauta abundante neste período envolvendo o senador Demóstenes Torres e o governador Marconi Perillo, tratada, sobretudo, pela revista Carta Capital, mas não só por ela. Até o Jornal Nacional tem se dedicado ao tema. (Amigos do presidente Lula)

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Fernando Ferro, um dos raros parlamentares que enfrenta os crimes da imprensa

Um indignado discurso do deputado petista Fernando Ferro (PT-PE) defende que a CPI de Carlinhos Cachoeira seja instalada para que se possa investigar a participação de Revista Veja (Editora Abril) no uso de informações do crime organizado para fazer jornalismo.

Se isso for comprovado, e diante de tantas evidências, como fica a situação do leitor da revista Veja? É cúmplice do crime organizado ou laranja?

É comum se dizer que todo político é ladrão, mas e o cidadão que assina uma revista associada ao crime organizado? O que seria? No caso específico da revista Veja, se continuar assinando a revista será um cúmplice, mas se cancelar a assinatura pode-se dizer que foi apenas um laranja.

Veja o discurso de Fernando Ferro e perceba que a política ainda é feita de esperanças.

Vi no Azenha

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