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DEPOIS DE DECLARAÇÕES COM CRÍTICAS A MINISTRAS DO GOVERNO DILMA, NELSON JOBIM DEIXA O MINISTÉRIO DA DEFESA

Com uma situação já deteriorada em função de recentes declarações envolvendo o governo, a oposição e, agora, ministras do governo Dilma, Nelson Jobim deixou o Ministério da Defesa ontem (04/08), pouco depois das 20h. A reunião com a presidente Dilma durou menos de cinco minutos segundo a assessoria do Planalto.

Jobim já figurava há tempo como uma carta fora do baralho no governo Dilma, causando uma série de desconfortos à presidente com suas declarações um tanto impróprias para um ministro do governo. O site Wikileaks também divulgou recentemente informações de que o ex-ministro atuaria como uma espécie de informante do governo junto aos EUA. Por essas e outras, mantê-lo no cargo não fazia mais sentido seja para a sustentação política do governo, seja para sua articulação interna.

O Ministério da Defesa é o terceiro que passa por mudanças no governo Dilma. Depois da saída de Antonio Palocci da Casa Civil e de Alfredo Nascimento do Ministério dos Transportes, Nelson Jobim é o terceiro ministro a deixar o cargo, fato que pode figurar como mais um sintoma de que o governo Dilma vai, aos poucos, adquirindo sua própria forma.

O ex-ministro Nelson Jobim, que gostava de usar uniformes militares, sempre teve muito prestígio junto ao grupo defendendo, sempre que possível, os interesses da classe. Na discussão sobre a Comissão da Verdade, por exemplo, Jobim se posicionou de forma contrária à divulgação de documentos secretos da ditadura militar, pois muitos deles atingiriam diretamente o grupo militar.

Quem ocupará a pasta no lugar de Jobim é o ex-chanceler do governo Lula, Celso Amorim.

Veja notícia sobre o assunto publicada pela Agência Brasil:

Jobim pede demissão e Celso Amorim assumirá a Defesa
Por Luciana Lima

Brasília – O Palácio do Planalto confirmou, agora há pouco, a saída do ministro da Defesa, Nelson Jobim. O ministro, que estava em Tabatinga (AM), na fronteira do Brasil com a Colômbia, teve que antecipar o retorno a Brasília, chamado pela presidenta Dilma Rousseff. A ministra da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas, informou que o ex-chanceler do governo Lula, Celso Amorim, vai ser o novo ministro da Defesa.

A situação de Jobim se deteriorou depois que foram divulgados trechos de uma entrevista dele à revista Piauí, que circula amanhã (5), com críticas ao governo e, em especial, à ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

Na entrevista, Jobim disse que Ideli é uma ministra “muito fraquinha” e que Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Casa Civil, “não conhece Brasília”. Não foi a primeira vez que Jobim causou desconforto à presidenta Dilma. Na semana passada, o ex-ministro revelou que, na última eleição presidencial, votou em José Serra por razões pessoais.

A reunião entre Jobim e Dilma durou menos de cinco minutos, segundo assessoria do Planalto. Em sete meses de governo, Jobim é o terceiro ministro a deixar o governo. O primeiro a sair foi Antonio Palocci, que deixou o cargo em meio a suspeitas de tráfico de influência. Também afastado por suspeita de corrupção, o ministro Alfredo Nascimento saiu do Ministério dos Transportes no mês passado. (Texto completo)

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DESASSOMBRO E FIM DO COMPLEXO DE VIRA-LATA EXPLICA SUCESSO DA POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA, DIZ AMORIM

O medo da sombra ficou pra trás!

O Brasil teve durante muito tempo medo da sua própria sombra. Olhava o mundo com certo complexo de vira-lata cultivado por alguns setores da sociedade. Essas ideias foram expostas pelo ex-chanceler Celso Amorim em palestra para estudantes em Porto Alegre. Segundo Amorim, o Brasil superou esse complexo de vira-lata ou que também podemos ver como uma espécie de complexo de inferioridade e passou a encarar o mundo de frente, decidindo e influenciando o rumo dos acontecimentos ao nível global.

Em tempos onde a geopolítica mundial passa por muitas transformações, como as recentes revoluções no mundo árabe, Amorim destacou que o Brasil pode e deve influenciar esses assuntos. Felizmente, ao longo da sua história política e social, nosso país foi conquistando o seu lugar no concerto das nações e é aí que ele deve permanecer. Não há motivos para que nossa voz não seja ouvida ou ignorada.

Sem dúvida alguma, o governo Lula teve uma contribuição para o fortalecimento da política externa brasileira. A forte presença do presidente e a vontade de fazer com que o Brasil estivesse presente nas mais diversas discussões, sempre de forma plural e descentralizada, fez com que as relações entre o Brasil e o mundo se expandissem ao invés de se fecharem em torno deste ou aquele parceiro comercial.

O grande mérito dessa política externa que agora continua em Dilma foi, justamente, o de não mais privilegiar apenas este ou aquele país. Por conta disso, a imprensa atacou Celso Amorim apresentando-o como se fosse “um nacionalista fundamentalista que não gostava dos Estados Unidos”, como mostra texto publicada pela Carta Maior.

Na realidade, Amorim não estava sendo nacionalista ou fundamentalista, ele estava sendo plural e universalista, sem considerar que para isso o Brasil precisasse ser apenas o eco de vizinhos mais ricos, mesmo porque, nós também temos as nossas riquezas e a boa política externa é aquela que sabe valorizá-las, tê-las na mais alta conta.

Veja trecho de matéria sobre o assunto publicada pela Carta Maior:

Celso Amorim: Brasil superou o complexo de vira-lata
Por Marco Aurélio Weissheimer

O sucesso da política externa brasileira nos últimos anos deve-se à presença forte do presidente Lula, à constelação política que se formou no país e também a uma atitude de desassombro, no sentido etimológico da palavra, ou seja, uma atitude de não ter medo da própria sombra. O Brasil deixou de ter medo da própria sombra. Foi assim que o ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, definiu a política externa implementada pelo país nos últimos oito anos. O chanceler que percorreu o mundo ao lado do presidente Lula falou para um auditório lotado de estudantes de Relações Internacionais – em sua maioria -, na tarde desta quinta-feira (7), na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Celso Amorim esteve em Porto Alegre a convite do governo gaúcho, com apoio da Fundação de Economia e Estatística (FEE), do Centro de Estudos Internacionais sobre Governo (Cegov) e do Núcleo de Estratégias e Relações Internacionais (Nerint), da UFRGS. Na abertura do encontro na Faculdade de Direito, o governador Tarso Genro apresentou Amorim como responsável por uma linha de política externa que colocou o Brasil em outro patamar no mundo. E lembrou o reconhecimento internacional que o chanceler brasileiro obteve.

Em 2009, a revista Foreign Policy, uma das mais respeitadas publicações de política externa do mundo, apontou Celso Amorim como o melhor chanceler do mundo. No ano a seguinte, a mesma revista escolheu-o como um dos cem pensadores globais mais importantes do planeta. Só quem parece não ter descoberto isso, assinalou o governador, foi a imprensa brasileira que, durante a gestão de Amorim no Itamaraty, apresentou-o como se fosse “um nacionalista fundamentalista que não gostava dos Estados Unidos”, criticando-o a partir de “uma visão pelega e subserviente de política externa”. (Texto Completo)

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Brasileiro é "tom bomzinho"

O que Barack Obama veio fazer no Brasil? Passear, tratar de negócios? Uma visita com cara de vazio porque não avançou na economia e fez pouco na relação bilateral. Parece que os EUA estão correndo atrás de um espaço perdido na geopolítica do mundo.

Obama veio ao Brasil por causa do sucesso impressionante da política externa da dupla Celso Amorim/Lula. Por isso, Obama sabe o que diz quando afirmou que o Brasil é exemplo para os países árabes. E esse é o problema de Obama, o crescimento do Brasil como um modelo de democracia. O modelo Brasil é hoje um combustível para as pressões da população árabe contra as ditaduras. Um país da América Latina que não era nada se tornou a grande sensação emergente em menos de uma década. Os árabes querem ser como o Brasil e o Brasil pode não querer ser mais como os EUA, que tem uma direita que afundou o país concentrando renda nas últimas décadas. E isso explica um pouco essa visita meio sem sentido de Obama.

A diplomacia norte-americana trouxe um Obama simpático, feliz, com mulher e filhas, um exemplo. Os EUA querem ser um exemplo para o Brasil, querem um alinhamento cego do Brasil e, por isso, essa simpatia toda. Talvez seja tarde de mais. O que se percebe é que os EUA ainda não acreditam no Brasil.

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CELSO AMORIM TIROU O BRASIL DA VASSALAGEM NAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Celso Amorim: fim da vassalagem nas relações internacionais

Celso Amorim: fim da vassalagem nas relações internacionais (foto ABr)

A presença de Celso Amorim no Itamaraty e do presidente Lula no governo fez o Brasil sair da posição de covardia e vassalagem nas relações internacionais. O Brasil se porta hoje como outras nações emergentes, seja Rússia, China, Índia e se coloca de igual para defender seus interesses e os interesses da comunidade internacional.

As relações internacionais no período do PSDB, governo Fernando Henrique Cardoso, eram de submissão e da boquinha. Apoiava incondicionalmente as grandes nações para ver se conseguia alguma migalha política ou comercial. Quase sempre era jogado às traças porque nenhum país vai respeitar quem se acovarda.

Por isso, a situação econômica nesse período era tão ruim: as relações internacionais estavam voltadas aos interesses dos outros países. Isso é constatação. O país não existia internacionalmente. A última atuação internacional do Brasil como protagonista mundial foi durante o governo Getúlio Vargas. Durante o regime militar não precisa nem falar, o país se fechou. Os militares recebiam ordens da embaixada americana e apontavam os fuzis contra a população.

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Amorim inseriu o Brasil na geopolítica internacional (foto:ABr)

Amorim inseriu o Brasil na geopolítica internacional (foto:ABr)

A Unasul (União das Nações Sul-americanas) é mais uma grande empreitada da diplomacia brasileira. Pela primeira vez na história, países sul-americanos estão debatendo interferências norte-americanas em território abaixo da linha do equador. A Unasul é mais uma articulação de Celso Amorim e da diplomacia brasileira, uma diplomacia que evitou que o Brasil afundasse na crise hipotecária americana ao fomentar as relações comerciais com a África, Ásia e países da América do Sul nos primeiros anos do governo Lula.

A Unasul é um grande sucesso diplomático dos países do continente, que criaram um fórum de debates que coloca o continente em um novo patamar político na geografia internacional.  O fato de a reunião realizada na Argentina não ter chegado a uma conclusão é o menos importante desta história. De 10 reuniões em fóruns internacionais, 9,9 não chegam a consenso algum, mas são importantes para estabelecer caminhos e nortes nas políticas internas de cada país.

Há sem dúvida neste momento uma inflexão histórica trazida pela Unasul. A América do Sul, apesar das divergências, sai desses encontros como uma região integrada em um fórum de segurança.

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Celso Amorim fez o Brasil participar ativamente da geopolitica mundial

Celso Amorim fez o Brasil participar ativamente da geopolítica mundial

O Brasil melhorou muito depois que FHC/PSDB deixou o governo. Isso é evidente em números. O governo do presidente Lula/PT é melhor em praticamente todos os pontos econômicos, como crescimento do PIB, financiamentos habitacionais, empregos, salários, distribuição de renda etc. Também é melhor em outros setores como educação e cultura. Isso explica a popularidade do presidente Lula.

Mas se há um setor em que o Brasil é infinitamente melhor do que no governo de FHC/PSDB, este é o da política internacional. O país deixou de ser subserviente como gostam os políticos do DEM/PFL e do PSDB. Lembram do Sivam? Lembram do acordo da Base de Alcântara? É melhor esquecer mesmo. Se quer lembrar, clique nos links.

Nas relações internacionais, o Brasil realmente fez a lição de casa na área econômica e ajudou a transformar a geopolítica mundial.  Na área econômica abriu fronteiras com outros países, deslocando-se da dependência excluisva do mercado norte-americano, o que deve ajudar o país diante da crise hipotecária americana. Na questão político-econômica criou o G-20 e tomou posição ativa nas negociações internacionais.

O mais recente sucesso do Brasil foi a criação da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), que em menos de quatro meses já teve reunião importante e está atuante diante da tentativa de golpe na Bolívia. O Itamaraty, de Celso Amorim, transformou a história internacional do Brasil, diplomaticamente, é claro.

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