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CONFLITOS E PERSEGUIÇÕES RELIGIOSAS E POLÍTICAS FIZERAM NÚMERO DE REFUGIADOS PASSAR DE 40 MILHÕES EM 2011

Mulheres e meninas representam 48% dos refugiados e metade de todos os deslocados internos e retornados. 46% dos refugiados e 34% dos solicitantes de asilo são menores de 18 anos

Cerca de 42,5 milhões de pessoas foram forçadas a ficar longe de suas casas ou a fugir para se manter vivas em 2011. O número de refugiados, que pelo quinto ano seguido ultrapassou os 40 milhões, foi ocasionado pelos conflitos de grande repercussão internacional, como a Primavera Árabe – movimento de luta democrática que derrubou ditadores no Egito, na Tunísia e na Líbia – e por perseguições de ordem política, religiosa ou sexual, dentre outras.

Os dados do relatório Global Trends 2011 (Tendências Globais) do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), mostram que, em 2011, “o planeta viu surgir 800 mil novos refugiados, o maior número em mais de uma década. Assistiu também ao aparecimento de 3,5 milhões de deslocadas dentro de suas fronteiras, número 20% maior que em 2010”, diz notícia publicada pela Carta Capital.

Os refugiados estão em situação de vulnerabilidade extrema e refletem as crises humanitárias, bem como os momentos políticos vividos no mundo. Em razão da permanência de velhos conflitos e dos novos que vão surgindo, as tendências para os refugiados não são as mais positivas.

A África continua sendo um foco de conflitos, portanto, de refugiados. Uma vez em outros países, os refugiados tentam se adaptar às condições locais, que nem sempre são mais calmas que nos seus países de origem, mas, diante da impossibilidade de voltar, só lhes restar tentar se adequar ao novo lugar.

Veja trecho de notícia sobre o assunto:

Mundo somou 42,5 milhões de ‘refugiados’ em 2011
Por Gabriel Bonis

O ano de 2011 foi marcado por conflitos de grande repercussão internacional. Desde a Primavera Árabe, série de movimentos democráticos que surgiu em países do Oriente Médio e derrubou governos ditatoriais no Egito, Tunísia e Líbia, aos já conhecidos problemas internos da Somália e da Colômbia. Esses conflitos e as perseguições (política, religiosa, sexual, entre outras) forçaram 42,5 milhões de pessoas em todo o mundo a fugir ou se manter longe de suas casas por risco de vida. O número passou dos 42 milhões pelo quinto ano seguido. Esses dados integram o relatório Global Trends 2011 (Tendências Globais, em tradução livre) do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), divulgado nesta segunda-feira 18, e incluem 15,2 milhões de refugiados externos (pessoas que tiveram que cruzar as fronteiras de seus países) – 10,4 milhões sob os cuidados do ACNUR e 4,8 milhões de refugiados palestinos -, além de 26,4 milhões de deslocados internos (dentro de suas próprias fronteiras).

Apesar de haver uma pequena queda ante os 43,7 milhões de refugiados de 2010, o relatório anual do ACNUR reflete uma situação crítica neste tipo de migração no mundo. Em 2011, o planeta viu surgir 800 mil novos refugiados, o maior número em mais de uma década. Assistiu também ao aparecimento de 3,5 milhões de deslocadas dentro de suas fronteiras, número 20% maior que em 2010. Ou seja, 4,3 milhões de pessoas colocadas em situação de vulnerabilidade e deslocamento forçado por conflito ou perseguição. “Isso está relacionado com as crises humanitárias, os conflitos velhos e os novos, como a Primavera Árabe. Como os conflitos antigos não se resolvem e há novos, cria-se uma tendência preocupante para os refugiados”, diz Andrés Ramirez, representante do ACNUR no Brasil, em entrevista a CartaCapital. (Texto completo)

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