Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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Sem polícia e sem UPP, Brasil consegue reduzir número de viciados em cigarro

Sem a guerra estabelecida no combate ao tráfico de drogas no Brasil, exposta de forma dramática no Rio de Janeiro com a morte de inocentes quase que diariamente, o Brasil conseguiu reduzir o vício do cigarro. Sem acionar a polícia, o caveirão ou o Bope, o Ministério da Saúde divulgou hoje (30) pesquisa (Continue Lendo…)

MUITO ALÉM DO PESO: DOCUMENTÁRIO MOSTRA O ATAQUE DA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS E DA MÍDIA CONTRA CRIANÇAS E PAIS

PUBLICIDADE DEVE SER PROIBIDA PARA CRIANÇAS, DIZ COORDENADORA DE PROJETO DO INSTITUTO ALANA

Infância X Consumo

A coordenadora geral do Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana, entidade que analisa o consumismo infantil, Isabela Henriques, disse recentemente que qualquer tipo de mensagem publicitária direcionada a crianças deveria ser proibida, como conta notícia publicada pela Rede Brasil Atual.

A coordenadora do Projeto diz que o ideal seria que toda e qualquer peça publicitária direcionada a um público com idade inferior a doze anos fosse proibida e passasse a ser direcionada a um público que pudesse fazer a mediação entre as crianças e os produtos do mercado, os pais por exemplo.

Isabela trabalha com a hipótese de que as crianças não têm discernimento para refletir sobre os apelos publicitários, cada vez mais constantes e sedutores, e recebem a mensagem sem os filtros que um adulto possui, por exemplo. Por isso, os adultos é que deveriam fazer a mediação enquanto que as crianças não deveriam ser as interlocutoras diretas das empresas de publicidade.

A responsabilidade na questão do controle e determinação do tipo de público a que a publicidade deve se dirigir, afirma a coordenadora, deveria ser do Estado pois, segundo ela, as normas e diretrizes estabelecidas pelas empresas não são suficientes. Já aos pais caberia o papel de direcionar as crianças para outras atividades, para o universo de brincadeiras e experiências que não fique restrito à simples relação entre infância e consumo.

Veja trecho da notícia sobre o assunto:

ONG defende proibição de publicidade voltada ao público infantil
Por Suzana Vier

São Paulo – A coordenadora geral do Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana, entidade que analisa o consumismo infantil, Isabela Henriques, disse na sexta-feira (27) que qualquer tipo de mensagem publicitária direcionada a crianças deveria ser proibida. A especialista participou do seminário “Regulação Sanitária e Desenvolvimento Econômico e Social”, promovido pela Revista Carta Capital, em São Paulo.

“Defendemos que a população de menos de 12 anos não receba nenhum tipo de comunicação de mercado, nenhum tipo de publicidade, de merchandising, de marketing que fale com ela, que tente incentivá-la a consumir produtos e serviços”, apontou

Segundo a coordenadora do Alana, até a faixa de 12 anos as crianças não têm condições de analisar criticamente as mensagens que recebem. “A criança é muito vulnerável, é muito suscetível a esses apelos publicitários. Elas também são ‘muito literais’ e recebem as mensagens como dados da realidade, porque não têm os filtros que os adultos possuem.”

O ideal é que a publicidade de produtos e serviços voltados para esta faixa de público seja direcionada aos seus cuidadores. “Que pais e responsáveis façam a mediação dessa criança com o universo comercial”, disse. “Porque o pai pode fazer análise crítica dessa mensagem e definir dentro do poder familiar que ele tem, inclusive legalmente, se é adequada ou não.” (Texto completo)

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QUANDO SENTIDOS E DESEJOS VIRAM MERCADORIA: 1,99 UM SUPERMERCADO QUE VENDE PALAVRAS

As tradicionais lojas de 1,99 vendem inúmeros produtos, nem sempre por 1,99, mas por valores relativamente mais baixos do que encontramos em supermercados ou lojas tradicionais. Em uma loja de 1,99 há um pouco de tudo. Geralmente, a porta de entrada é pequena, estreita, mas, à medida que os passos avançam, os corredores se multiplicam, as entradas formam-se umas à partir das outras, desenha-se um labirinto de consumo, variedade, onde cabe um pouco de tudo e onde se tem a ilusão de ali encontrar tudo.

A descrição de uma loja de 1,99 talvez se pareça muito com o retrato do mundo contemporâneo. Um lugar que, à primeira vista, parece simples, dominável, mas que depois vai se multiplicando, abrindo muitos caminhos e formando um labirinto lotado de opções, abarrotado de coisas, vozes, pessoas, apelos, marcas e, de repente, vazio, sem nada.

O que falta nesse mundo? Talvez sentido? O que acreditamos ser capaz de nos dar todas as respostas e todos os sentidos? As palavras? Então, porque não um desses 1,99, cheios e misteriosos, mas, dessa vez, de palavras. Um lugar onde elas esperam nas prateleiras por mãos ávidas em tomar posse daquele sentido representado por elas, daquele desejo que elas prometem realizar, daquela memória que elas prometem clarear.

Isso mesmo um mundo claro, iluminado, branco. A mesma luz do renascimento, do iluminismo, da idade do saber, da razão e do conhecimento (obtidos por meio da palavra), em oposição a um mundo escuro, onde reinam as trevas da ignorância, a vertigem do caos. Cores formando significados, o mundo da palavra incorporando as suas múltiplas significações textuais, o homem consumindo o último reduto de sua suposta identidade.

A palavra tornando-se, de fato, um produto! Vale a pena ver os dois trechos iniciais do filme de Marcelo Masagão que, assim como grande parte de suas produções, mantém a linha de ácida crítica à sociedade atual, seus valores e opções comportamentais, sempre com um requinte estético e artístico que começa no musical e evolui para a exploração semiótica do mundo.

Em 1,99 Um supermercado que vende palavras, contrapõem-se o mundo das luzes e o mundo das palavras ao mundo da escuridão e do caos. Cabe a quem reparar, refletir se talvez não fosse o inverso, afinal, haveria claridade de saber em um mundo onde as palavras e os desejos são vendáveis? Ou, na verdade, a claridade que ele coloca seria de entorpecimento, cegueira e ilusão?

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EMPRESAS DE TELEFONIA ACHINCALHAM BRASILEIROS E ESSE É UM GRANDE DESAFIO PARA O GOVERNO DE DILMA ROUSSEFF

Será que Paulo Bernardo resolve?

As empresas de telefonia, as chamadas teles, aviltam os brasileiros e isso precisa ser mudado com urgência.

Não é possível continuar nesse total descalabro, tanto no setor de telefonia como no setor de internet banda larga. As empresas fazem o que querem e não há qualquer capacidade do Estado (judiciário, legislativo e executivo)  para enfrentar tal problema.

As empresas de telefonia móvel têm planos que são um verdadeiro horror. Ninguém consegue entender aquilo. São dezenas de planos e cada plano tem mil e quinhentas condições para se pagar um preço mais barato. Os planos dão desconto de um lado e cobram caro de outro. A cada mês novos planos e ninguém entende os descontos.

O consumidor não tem nenhum controle sobre seus gastos no pré-pago. As empresas não dispõem de fatura dos custos das ligações nem na internet, on line, para que o consumidor possa saber como gastou seus créditos. Ou seja, não se sabe como cobram, o que cobram e como cobram. É uma terra sem lei.

A telefonia fixa é a mesma coisa. Paga-se um valor de mais de R$ 40 sem usar o aparelho. É mais barato falar com os Estados Unidos do que com a cidade vizinha. Isso é um descalabro.

A internet banda larga é outro problema que parece sem solução. Cobram caro e oferecem um serviço péssimo. Prometem uma velocidade e entregam 10% dessa velocidade. Que país é esse?

A telefonia é um dos grandes problemas para melhorar a competitividade das empresas no Brasil e avançar na educação com a internet.

Esse é um grande desafio do governo Dilma e que não foi resolvido pelo governo Lula. Será que teremos avanços? Esperamos que sim já que a solução desse problema pode melhorar a economia brasileira com um todo, melhorar a educação e disparar a avaliação positiva do governo Dilma.

É um grande desafio para Dilma porque nem a oposição e nem a grande mídia têm condições de pressionar o governo para que melhore a situação. Os brasileiros estão sozinhos nessa luta.

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GOVERNO QUER TROCAR GELADEIRA PARA ESTIMULAR CONSUMO E ECONOMIA DE ENERGIA ELÉTRICA

Programa do governo estimulará troca de geladeiras velhas por novas

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O governo está preparando um programa que pretende tirar de circulação milhares de geladeiras velhas, de forma a diminuir o consumo de energia e estimular o setor de eletrodomésticos, prejudicado pela crise financeira internacional.

A idéia apresentada hoje (22) pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, é criar um mecanismo de bônus-desconto para quem deseja trocar a velha geladeira por uma nova.

“Esse programa estava sendo discutido antes da crise, quando ainda se falava da possibilidade de um novo apagão, há cerca de um ano atrás. Como 80% do programa era baseado na redução de energia, decidimos que era melhor desenvolvermos de forma conjunta com o Ministério de Minas e Energia (MME)”, informou Miguel Jorge, em entrevista à Agência Brasil.O bônus e o financiamento para a compra de uma nova geladeira podem, segundo o ministro, ser baseados no conceito do programa Computador para Todos, que facilitou o acesso de camadas mais pobres da população à informática. O ministro estima que, em termos gerais, o programa resultará numa economia equivalente ao que é gerado de energia por uma turbina da Hidrelétrica de Itaipu – em 2008 cada turbina gerou, em média, 5,26 gigawatts/hora, ou o equivalente ao consumo de energia elétrica durante seis meses na cidade de Campinas, em São Paulo. A inspiração para o projeto veio durante uma visita que o ministro fez a Cuba.

“Pensei que seria interessante fazer algo similar no Brasil, porque aqui é muito comum comprar uma nova e deixar a outra consumindo energia em garagens ou churrasqueiras, o que é um problema para o país, bem como o gás CFC presente nos modelos antigos. Ele é altamente danoso à camada de ozônio e precisa passar por um processo químico antes de ser liberado para a atmosfera”, argumentou.

Miguel Jorge explica que a loja responsável pela entrega da nova geladeira ficará encarregada de levar a velha para um ponto de reciclagem, para ser desmontada. “E depois de retirar o plástico, a empresa pode até transformar o que resta do eletrodoméstico em sucata de aço para ser enviada à siderúrgica”, sugeriu.

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ALÉM DOS CONTRATOS, CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR DEVERIA PREVER TAMANHO DE LETRA PARA PUBLICIDADE

Comentário:

É um avanço a definição de corpo de letra mínimo paras contratos (veja abaixo), mas é preciso também estabelecer uma letra mínima (corpo 10 ou 12) na publicidade em revistas e jornais.

O Código de Defesa do Consumidor prevê que a publicidade deva ser clara, mas não define o tamanho mínimo da letra. Isso faz com que anúncios tenham letras gigantes em uma promoção de venda de um produto e letras inelegíveis de tão pequenas na parte inferior da publicidade. Normalmente, as letras ilegíveis são para você enxergar as regras da promoção.

Lei prevê tamanho mínimo para letras de contrato

Da Agência Brasil

Brasília – Os contratos de adesão a partir de hoje (23) terão que ter letras com tamanho mínimo 12, além de termos claros e com caracteres legíveis. A finalidade é facilitar a compreensão do consumidor.

A Lei n.º 11.785, que prevê a medida, está publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União. A norma altera o parágrafo terceiro do Artigo 54 do Código de Defesa do Consumidor, que passa ter tal obrigatoriedade.

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