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CUBA É O PAÍS DA AMÉRICA LATINA COM MELHOR ATENDIMENTO MÉDICO INFANTIL, DIZ RANKING DA ONG SAVE THE CHILDREN

Atendimento médico adequado continua sendo prioritário: “A crise de profissionais da saúde no mundo está custando a vida de crianças todos os dias", diz a ONG Save the Children

Para a ONG Save the Children, organização internacional com o sede nos EUA, o principal problema que existe em relação ao atendimento médico às crianças no mundo é a falta de profissionais qualificados para fazê-lo. Nos países que ocupam as piores posições no ranking elaborado pela entidade, a relação de médicos é de no máximo sete profissionais para cada dez mil habitantes, enquanto o mínimo adequado seria de 23 segundo a Organização Mundial da Saúde.

No topo da lista estão Suíça e Finlândia. Cuba, que ficou com a 8º colocação, aparece à frente dos Estados Unidos, que ocupam a 15º posição, e dos demais países latino-americanos. O Brasil ficou em 35º lugar. O último colocado é o país africano Chade.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Carta Maior:

Atendimento médico infantil no mundo: Cuba tem o 8º melhor sistema, EUA o 15º e Brasil, o 35º
Da Redação

SÃO PAULO – A ONG Save the Children, organização internacional com sede nos EUA que luta pelos direitos das crianças, divulgou nesta semana um novo estudo em que mensura o grau de qualidade dos países no atendimento médico infantil.

De acordo com o ranking produzido pela entidade, entre os 161 países avaliados, Chade e Somália ocupam as duas últimas posições e Suíça e Finlândia, as duas primeiras. Cuba foi a primeira nação latino-americana listada, na 8ª posição, à frente de Alemanha (10ª), França (12ª), Reino Unido (14ª) e Estados Unidos (15ª).

Entre os latino-americanos, o Uruguai ocupa a segunda colocação, na 31ª posição geral, seguido pelo Brasil, na 35ª. O México alcançou apenas o 65º lugar no ranking, e a Argentina, o 77º.

A lista da Save the Children mensura o número de profissionais da área da saúde disponíveis em um país, o alcance de sistema de vacinação pública e o atendimento a gestantes e parturientes. De acordo com os cálculos da organização, a Suíça, no primeiro posto, atingiu índice 0,983, enquanto o Chade, último colocado, não passou de 0,130.

Os países mais mal avaliados não possuem mais do que sete médicos e enfermeiros para cada dez mil habitantes, enquanto a mínimo adequado sugerido pela Organização Mundial de Saúde é de 23 profissionais.

“A crise de profissionais da saúde no mundo está custando a vida de crianças todos os dias. Programas de vacinação, medicamentos e cuidados preventivos dão em nada se não houver profissionais capacitados para oferecê-los a quem mais precisa”, disse Mary Beth Powers, uma das coordenadoras da Save the Children, em comunicado divulgado pela organização na última terça-feira (6). (Texto completo)

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A GAROTINHA, A MÃE, A TELEVISÃO E A PUBLICIDADE QUE NOS FAZ ESQUECER

A Revolução não vai ser televisionada, de Giovana Pacini

foto: A Revolução não será televisionada, de Giordana Pacini

Uma garotinha de apenas cinco anos assiste seu desenho sozinha na sala. Ela gosta muito de desenhos do Pica-Pau, mas assiste à Madeline, Sagwa e outros da Futura.

Naquela tarde, ela apenas vê trechos de programas e comerciais em vários canais. A mãe chega na sala e senta ao seu lado, dá uma abraço e fica quieta já que os olhos da menina não piscam diante da tela.

A garota vê uma peça publicitária que, para variar, mostra belas imagens, pessoas lindas e diz um monte de coisas que, se forem conquistadas ou adquiridas, vão lhe dar uma vida melhor. “Faça isso, faça aquilo, tenha isso e aquilo e viva uma vida melhor. Isso vai melhorar a sua vida”, revela uma voz em off.

A garotinha que estava ali com os sentimentos abertos e sinceros não titubeia em dialogar e responder à televisão:

“Mas eu não quero uma vida melhor. Eu gosto da minha vida”.

A mãe se calou mais ainda e se encheu de orgulho, percebeu que a garotinha, vinda ao mundo há apenas cinco anos, vive feliz. A menina quase todos os dias chora, faz birra e reclama. Mas naquele momento a mãe percebeu que dava uma boa educação e que sua filha se sentia segura e completa. Não precisava de mais nada. Até de uma vida melhor.

A garotinha parece ter descoberto apenas pelos seus próprios pensamentos e sentimentos que a publicidade, muitas vezes, tenta nos criar desejos e necessidades que na verdade não precisamos. Isso os adultos sabem, mas vivem esquecendo.

Mas ela também deixou claro que a publicidade não nos faz só lembrar de um produto ou serviço; ela nos faz esquecer. Esquecer o que realmente somos, queremos ou precisamos.

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O filme Crianças Invisíveis (All the Invisible Children, 2005)  reúne oito diretores em uma dramática e sensível tradução da infância neste mundo contemporâneo que alguns (bem remunerados) julgam ser o melhor dos mundos e por isso se calam.

Diretores de vários países, inclusive Brasil com Kátia Lund, narram formas de uma infância que foi abandonada a própria sorte. Uma realidade muito presente no Brasil, mas parece ser uma epidemia mundial. Uma infância que não tem tempo para brincadeiras, mas vive a realidade do adulto como se fosse criança. Um mundo dúbio e insano entre sobreviver e viver.

Apesar de histórias diferentes, há uma unidade nos oito curtas, que mantém a qualidade cinematográfica: os curtas tentam fugir de estereótipos e clichês para poder ver melhor.

É preciso ter coragem para encarar a inf ância que cresceu sem seu tempo.

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