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O MUNDO SEGUNDO AS CRIANÇAS: DICIONÁRIO TRAZ UMA PARTICULAR VISÃO DA REALIDADE QUE OS ADULTOS MUITAS VEZES JÁ ESQUECERAM

Universo: casa das estrelas

Universo: casa das estrelas

Da Catraca Livre

Dicionário feito por crianças revela a adultos um mundo que já esqueceram
Por Redação

Um professor colombiano passou dez anos coletando definições de seus alunos e, como resultado, obteve um dicionário com verbetes ao mesmo tempo puros, lógicos e reais

A Feira do Livro de Bogotá, que aconteceu no final de abril, teve como maior sucesso um livro chamado “Casa das estrelas: o universo contado pelas crianças”. Mais especificamente, uma parte dele: um dicionário feito por crianças que traz cerca de 500 definições para 133 palavras, de A a Z.

Apesar de lançado originalmente em 1999, o livro foi reeditado neste ano. Javier Naranjo, o autor, conta que compilou as informações durante dez anos enquanto trabalhava como professor em diferentes escolas do estado de Antioquía, região rural do leste do país.

A ideia surgiu quando, em uma comemoração do Dia das Crianças, ele pediu que seus alunos definissem a palavra “criança”. O resultado encantou o professor – uma das definições era “uma criança é um amigo que tem o cabelo curtinho, não toma rum e vai dormir mais cedo”. A partir daí foram surgindo novas definições, que eram sempre anotadas e guardadas.

Para ele, as crianças têm uma lógica diferente, uma maneira própria de entender o mundo e de revelar muitas coisas que os adultos já esqueceram. É assim que, no peculiar dicionário, o adulto é uma “pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro de si”, água é uma “transparência que se pode tomar”, um camponês “não tem casa, nem dinheiro. Somente seus filhos” e a Colômbia é “uma partida de futebol”.

Confira no box ao lado alguns dos verbetes encontrados no livro.

Com informações da BBC Mundo.

Veja alguns verbetes:

Adulto: Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma (Andrés Felipe Bedoya, 8 anos)

Ancião: É um homem que fica sentado o dia todo (Maryluz Arbeláez, 9 anos)

Água: Transparência que se pode tomar (Tatiana Ramírez, 7 anos)

Branco: O branco é uma cor que não pinta (Jonathan Ramírez, 11 anos)

Camponês: um camponês não tem casa, nem dinheiro. Somente seus filhos (Luis Alberto Ortiz, 8 anos)

Céu: De onde sai o dia (Duván Arnulfo Arango, 8 anos)

Colômbia: É uma partida de futebol (Diego Giraldo, 8 anos)

Dinheiro: Coisa de interesse para os outros com a qual se faz amigos e, sem ela, se faz inimigos (Ana María Noreña, 12 anos)

Deus: É o amor com cabelo grande e poderes (Ana Milena Hurtado, 5 anos)

Escuridão: É como o frescor da noite (Ana Cristina Henao, 8 anos)

Guerra:Gente que se mata por um pedaço de terra ou de paz (Juan Carlos Mejía, 11 anos)

Inveja: Atirar pedras nos amigos (Alejandro Tobón, 7 anos)

Igreja: Onde a pessoa vai perdoar Deus (Natalia Bueno, 7 anos)

Lua: É o que nos dá a noite (Leidy Johanna García, 8 anos)

Mãe: Mãe entende e depois vai dormir (Juan Alzate, 6 anos)

Paz: Quando a pessoa se perdoa (Juan Camilo Hurtado, 8 anos)

Sexo: É uma pessoa que se beija em cima da outra (Luisa Pates, 8 anos)

Solidão: Tristeza que dá na pessoa às vezes (Iván Darío López, 10 anos)

Tempo: Coisa que passa para lembrar (Jorge Armando, 8 anos)

Universo: Casa das estrelas (Carlos Gómez, 12 anos)

Violência: Parte ruim da paz (Sara Martínez, 7 anos)

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CUBA É O MELHOR PAÍS DA AMÉRICA LATINA PARA SER MÃE E 33º DO MUNDO, ARGENTINA FICOU EM 36º E BRASIL FICOU EM 78º

Cuba é o melhor país da América Latina para ser mãe, diz estudo

No topo da lista, elaborada entre 176 países, está a Finlândia, enquanto a República Democrática do Congo está em último

michael vincent millerCuba é o melhor país da América Latina para a maternidade e o 33º do mundo, segundo um índice da organização britânica Save the Children. No topo está a Finlândia e a República Democrática do Congo em último. Os Estados Unidos estão em 30º lugar e o Brasil em 78º.

A ONG, cuja sede fica em Londres, leva em conta fatores como bem-estar, saúde, educação e situação econômica das mães, assim como a taxa de mortalidade infantil e materna, para definir a tabela.

Levando em conta somente a América Latina e Caribe, Cuba está à frente da Argentina (36), Costa Rica (41), México (49) e Chile (51). O Haiti está no 164º lugar. Também em postos relativamente baixos estão Honduras (111), Paraguai (114) e Guatemala (128). A Venezuela está em 66º.

“Apesar de a América Latina ter conseguido enormes avanços, podemos fazer mais para salvar e melhorar a vida de milhões de mães e bebês recém-nascidos que se encontram na maior situação de pobreza”, afirmou o diretor da Save the Children para a América Latina, Beat Rohr. Ele disse que os maiores avanços foram registrados no Brasil, Peru, México e Nicarágua.

O Índice de Risco do Dia do Parto, elaborado pela primeira vez, revela que 18 % de todas as mortes de crianças menores de 5 anos na América Latina ocorrem durante o dia de nascimento. As principais causas são nascimentos prematuros, infecções graves e complicações durante o parto.

Contudo, a mortalidade neonatal na região diminuiu 58 % nas últimas duas décadas, apesar de ainda existir uma grande diferença na atenção dada às pessoas ricas e às com menos recursos, ressalta o estudo. A Save the Children estima que, a nível mundial, mais de um milhão de recém-nascidos poderiam ser salvos todos os anos caso o acesso à saúde fosse universal.

“Quando as mulheres têm educação, representação política e uma atenção materna e infantil de qualidade, elas e seus bebês têm muito mais probabilidades de sibreviver e prosperar, assim como a sociedade na qual vivem”, sublinhou Rohr.

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CRIANÇAS E JOVENS SÃO VÍTIMAS DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NA ARGENTINA E ENGROSSAM AS ESTATÍSTICAS DE ABANDONO DE LAR

O problema da violência doméstica não se restringe apenas à mulher. Quando ela acontece no ambiente familiar, geralmente se estende aos demais membros da família que são expostos a comportamentos autoritários quando não são vítimas diretas destes. As práticas de violência doméstica, neste sentido, não se limitam a questões de gênero, elas perpassam o círculo familiar e geram consequências traumáticas principalmente para os mais jovens.

Essa realidade vem sendo sentida na pele na Argentina onde “entre as 131 denúncias de abandono de lar recebidas no Registro Nacional de Informação de Pessoas Menores Extraviadas da Argentina, e analisadas nos últimos dias, 82 se referem a adolescentes mulheres. São 63%. E 100% desse universo de 131 denúncias, composto por homens e mulheres, corresponde a vítimas de violência doméstica: violência exercida sobre seus próprios filhos por pais e mães”, diz notícia publicada pela Carta Maior.

A presença expressiva deste problema social nas estatísticas de abandono de lar, revela o quanto ele é delicado e, ao mesmo tempo, como seus efeitos prejudicam a formação do indivíduo, para além da estrutura familiar. Crianças e jovens expostos à violência tendem a assumir comportamentos também violentos ou, quando isso não ocorre, a ficarem retraídas, inseguras, com dificuldade de aprendizagem e relacionamento.

E elas não precisam ser vítimas diretas da violência para apresentarem tais problemas. Quando o pai agride a mãe, por exemplo, esta torna-se, mesmo sem querer, uma mãe que pode apresentar comportamentos violentos ou exigentes demais com os filhos, além do que, visivelmente desequilibrada, ela não será uma boa referência de saúde, tampouco de felicidade.

Obviamente, o ambiente de violência expulsa os jovens de casa e os leva para situações de mais insegurança e violência. Desenha-se assim um círculo vicioso de uma violência invisível, na maioria das vezes, e que precisa torna-se visível. A violência contra a mulher apesar de ainda acontecer sem ser vista, já ganhou bem mais visibilidade tanto no âmbito da sociedade, quanto do estado. O mesmo deveria acontecer em relação às crianças e jovens, afinal, todos fazem parte da mesma realidade.

Veja trecho do texto sobre o assunto:

Violência doméstica na Argentina: não só as mulheres são vítimas
Entre as 131 denúncias de abandono de lar recebidas no Registro Nacional de Informação de Pessoas Menores Extraviadas da Argentina, 82 se referem a adolescentes mulheres. E 100% desse universo de 131 denúncias corresponde a vítimas de violência doméstica: violência exercida sobre seus próprios filhos por pais e mães. Meninos, meninas e adolescentes são vítimas invisíveis da violência de gênero e devem ser reconhecidos como vítimas visíveis. O artigo é de Cristina Fernández.

Por Cristina Fernández

Entre as 131 denúncias de abandono de lar recebidas no Registro Nacional de Informação de Pessoas Menores Extraviadas da Argentina, e analisadas nos últimos dias, 82 se referem a adolescentes mulheres. São 63%. E 100% desse universo de 131 denúncias, composto por homens e mulheres, corresponde a vítimas de violência doméstica: violência exercida sobre seus próprios filhos por pais e mães.

Meninos, meninas e adolescentes são vítimas invisíveis da violência de gênero e devem ser reconhecidos como vítimas visíveis. A Lei Nacional de Violência contra a Mulher entende a violência de gênero como “toda conduta, ação ou omissão que, de maneira direta ou indireta, tanto no âmbito público como privado, baseada em uma forma desigual de poder, afete a vida, a liberdade, a dignidade, a integridade física, psicológica, sexual, econômica ou patrimonial das mulheres, assim como também sua segurança pessoal”. E como a corda rompe no ponto mais fraco, junto à mulher agredida estão seus filhos e filhas, os mais machucados como vítimas mais ou menos passivas (e muitas vezes, não tanto).

Os círculos viciosos, as capilaridades familiares e sociais pelas quais circula a violência como forma de relacionamento, se reproduzem constantemente no seio de cada uma das famílias. O fenômeno fica evidente em cada pedido de busca sobre algum de seus filhos ou filhas menores de idade que chega ao Registro de Informação de Pessoas Menores Extraviadas. Pai que bate na mãe, pai que bate nos filhos e nas filhas, mãe que bate nos filhos e nas filhas e que, por sua vez, é agredida. E assim, indefinidamente, continua o círculo. (Texto completo)

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TRAGÉDIA EM REALENGO: CRIANÇAS ASSASSINADAS COMO NOS ESTADOS UNIDOS MOSTRA QUE DESARMAMENTO É FUNDAMENTAL

Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio

O Brasil há alguns anos optou em plebiscito pela legalidade do porte de armas. As asmas continuam fáceis de se conseguir, principalmente de forma ilegal.

Há um setor da sociedade, admiradores da extrema-direita como nos Estados Unidos, que gosta da liberdade de possuir uma fuzil para poder matar outra pessoa, com a desculpa da defesa pessoal.

Agora um psicopata entra em uma escola do Rio de Janeiro e mata crianças munido de dois revólveres na cintura. Como um sujeito pode ter dois revólveres? Como um jovem pode conseguir arma com facilidade?

Sarah Palin, republicana da extrema-direita norte-americana, gosta de dizer que se deve matar os adversários, inclusive diziam isso da deputada democrata Gabrielle Giffords que levou um tiro na tragédia recente do Arizona. Antes Sarah Palin tinha colocado Gabrielle em uma “target list”. Lista de alvo. Veja o nível da direita norte-americana.

O Brasil precisa restringir e combater o porte de armas. A arma legal alimenta o arsenal ilegal. Mas não só isso. Nas delegacias, muitas armas apreendidas voltam para as ruas pela via da corrupção.

Hoje tem uma notícia de que o Brasil vai pagar mais ao Paraguai pela energia de Itaipu. O Brasil poderia ter negociado o combate do governo paraguaio ao comércio de armas na fronteira como compensação.

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PSDB E EXTREMA-DIREITA ESTÃO TRANSFORMANDO O RIO GRANDE DO SUL EM ESTADO DE BARBÁRIE

O PSDB e a extrema-direita (ou seria a mesma coisa com dois nomes?) presente na polícia e em parte do Ministério Público estão transformando o Rio Grande do Sul em um império da barbárie.

Além da corrução sem precedentes no governo de Yeda Crusius (credo), há a insistência em criminalizar os brasileiros pobres dos movimentos sociais.

Na última ação da polícia do estado gaúcho, um brasileiro foi morto pelas costas e a Secretaria de Direitos Humanos da presidência vai denunciar a tortura de crianças. Isso mesmo, veja trecho de matéria da Folha de S.Paulo.

Segundo a reportagem, identificada por meio de depoimentos colhidos na semana passada em São Gabriel, a citada tortura física e psicológica de crianças inclui xingamentos, uso ostensivo de cachorros e da cavalaria e ferimentos por meio de estilhaços de bombas lançadas pelos brigadistas –um bebê foi atingido no rosto.

A ação policial ocorreu durante a reintegração de posse da fazenda Southall. O sem-terra Elton Brum da Silva foi morto com um tiro nas costas. O autor do disparo, soldado da brigada cujo nome não foi revelado, foi afastado de suas funções.

Outras 13 pessoas ficaram feridas na ação de despejo de 550 integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Cerca de 300 policiais estavam na operação. (texto inteiro na Folha)

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EDUCAÇÃO RUIM E DESIGUALDADE SOCIAL SÃO FACILITADORES DA PEDOFILIA; SEM COMBATER A POBREZA NÃO HÁ COMO REDUZIR A PEDOFILIA

Interessante matéria jornalística em que se percebe uma relação entre educação, periferia e pedofilia. Em todos os grandes escândalos de pedofilia, ou seja, que envolve muitas vítimas,  como o de Porto Ferreira (SP) e Catanduva(SP), a fragilidade econômica das crianças está no centro do problema.

Desigualdade e condições de pobreza são condições ideais para se ter pedofilia, assim como outros facilitadores como viver em uma sociedade em que a comunidade abandonou o cuidado com as crianças.

Combater a pedofilia sem combater a desigualdade social e a miséria será uma forma boa de se enxugar gelo.

Escola de bairro de vítimas de pedofilia tem pior índice de evasão de Catanduva

Vinicius Konchinski
Enviado Especial

Catanduva (SP) – O colégio onde estuda a maioria das cerca de 40 das supostas vítimas de pedofilia em Catanduva tem o pior índice de evasão escolar no município do interior paulista. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Educação, 20 dos 30 alunos que abandonaram os estudos no ano passado estavam matriculados na Escola Municipal Nelson de Macedo Musa, no Jardim Alpino, localizado na periferia de Catanduva.

Segundo a secretaria, em 2008, 399 crianças foram matriculadas em turmas de 1ª a 4ª do Ensino Fundamental no Nelson Musa. Dessas, seis saíram da escola sem pedir transferência para nenhum outro local. Isso representa um índice de evasão de 1,5% – bem superior à média municipal de 0,2% de evasão para essas séries.

O mesmo problema é verificado com as turmas de 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental. Dos 374 alunos matriculados no Nelson Musa, 14 evadiram-se. Eles representam 3,7% do total de matriculados. Já a média municipal é de 1%.

O diretor da escola, Edmilson Sidney Marques, complementa os dados citando número de faltas de alunos. Segundo ele, 7% dos alunos de 1ª a 4ª série não frequentaram o percentual mínimo de aulas para que pudessem ser aprovados. Entre os alunos de 5ª a 8ª série, o índice é de quase 8% do total de alunos.

“Estamos em uma comunidade em que a escola não é prioridade”, explicou o diretor. “O índice de faltas é muito alto. É normal algumas crianças faltarem por dois dias seguidos sem justificativa.”

Marques disse ainda que muitos dos faltosos acabam ficando em casa ou nas ruas sozinhos, enquanto suas mães estão trabalhando. Dessa forma, ficam mais vulneráveis a criminosos. “Alguns dos alunos faltosos são supostas vítimas de pedofilia. Já identificamos uns três ou quatro”, afirmou o diretor.

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MUNICÍPIOS TÊM DIFICULDADE DE TORNAR TRANSPARENTE RECURSOS PARA MERENDA ESCOLAR

SOCIEDADE BRASILEIRA AINDA NÃO ENTENDEU A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO PARA O PAÍS

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DESVIAR VERBA DA EDUCAÇÃO É PIOR DO QUE FURTAR MANTIMENTOS DE DESABRIGADOS DE SANTA CATARINA

CONTAS DAS ASSOCIAÇÕES DE PAIS E MESTRES (APM) PODERIAM ESTAR ON LINE, MAS A ESPECIALIDADE DE JOSÉ SERRA É A MAQUIAGEM

MIS DE CAMPINAS TEM EXPOSIÇÃO DE DISCOS INFANTIS ATÉ DIA 31 DE OUTUBRO

Painéis da exposição do MIS de Campinas

Painéis da exposição do MIS de Campinas

Cláudia Beraldo, que possui coleção de três mil titulos infantis

Cláudia Beraldo, que possui coleção de três mil títulos infantis

O MIS (Museu da Imagem e do Som) de Campinas traz este mês uma exposição inacreditável sobre o universo da produção musical infantil, organizada por Cláudia Beraldo.

São dezenas de capas de discos das últimas seis décadas. A exposição, denominada Produção Fonográfica Infantil, vai até o dia 31 deste mês e terá, entre outras atividades, a apresentação do grupo Último Tipo (dia 30 às 19h).

Cláudia Beraldo é considerada a maior colecionadora de discos infantis do Brasil, com um acervo de 3 mil LPs. O site da colecionadora, Cantos e Encantos, já recebeu mais de 1,8 milhão de acessos.

Links infantis:

Ciranda Cultural

Quero Música na Escola

IG Criança

ISSO É UM HORROR: QUANDO GILMAR MENDES VIRÁ ÀS FALAS SOBRE A SITUAÇÃO DA ESCRAVIDÃO NO BRASIL?

Fiscais resgatam 150 trabalhadores em situação análoga à escravidão no Pará

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Uma operação realizada no município de Placas (PA) resgatou 120 trabalhadores rurais e 30 crianças vítimas de trabalho análogo à escravidão em uma empresa de produção de cacau. A ação do grupo de fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Pará começou no último dia 17 e segue até 3 de outubro.

As vítimas trabalhavam na colheita do cacau e foram encontradas em situação precária, com péssimas condições de habitação, alimentação e higiene. A maioria das crianças estava doente e uma delas ficou cega em um acidente durante o trabalho.

Segundo os ficais, os compradores de cacau forneciam equipamentos de trabalho e outros bens de necessidade básica aos trabalhadores, que pagavam esse fornecimento com a produção do fruto. Assim, já iniciavam suas atividades devendo à empresa.

Como não conseguiam pagar as dívidas, os agricultores colocavam toda a família para trabalhar no campo, inclusive as crianças. Quando o débito ficava fora de controle, era feito um empréstimo ao trabalhador, o que o mantinha ainda mais preso à situação.

Segundo informações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), os trabalhadores que não atendiam às determinações da empresa eram ameaçados de morte. A Perfil Agroindústria Cacaueira será obrigada a pagar indenização de aproximadamente R$ 600 mil aos trabalhadores.

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TRABALHADORES EM CONDIÇÃO DEGRADANTE; O SUPREMO PREOCUPADO COM ALGEMAS E GRAMPOS

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Mais um Você Decide! Ou melhor, o Supermo decide:

O que é mais degradante: crianças trabalhando em condições de escravidão ou um indivíduo acusado de diversos crimes algemado?

Quanto tempo vocês acham que o Supremo vai demorar para aprovar uma Súmula contra o trabalho escravo infantil? Veja reportagem abaixo.

Crianças e adolescentes nas casas de farinha

Crianças e adolescentes nas casas de farinha (Foto:SRTE/PI)

21/08/2008
Ação fiscal encontra trabalho infantil em casas de farinha

Uma jovem grávida e outras 26 crianças, com idade entre 12 e 15 anos, trabalhavam em casas de farinha no sul do estado. A jornada de trabalho era de 16 horas diárias; produtores pagavam R$ 6,00 por sete quilos raspados

Por Bianca Pyl

Quando chegamos, uma menina se aproximou e disse ´tem até uma grávida que o patrão mandou correr´. Fomos atrás da jovem e encontramos ela chorando, com medo, no meio do mato. Explicamos que estávamos ali para ajudá-la”. Foi assim que o auditor fiscal Rubervam Du Nascimento, da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Piauí (SRTE/PI), foi recebido em uma das casas de farinha fiscalizadas no município de Marcolândia (PI), na região sul do estado. A jovem citada tem 15 anos e está no sexto mês de gestação. “Ela trabalhava como raspadora de mandioca para ajudar a mãe, que trabalha em outra casa de farinha”, explica o auditor.

Junto com a jovem foram encontrados outras 26 crianças e adolescentes, com idades entre 12 e 15 anos. Elas tinham uma jornada de trabalho de 16 horas diárias e recebiam R$ 6,00 a cada sete quilos raspados. A quantia total não somava um salário mínimo por mês. A ação, que durou três dias e fiscalizou dez casas de farinha, contou com a participação de membros da Procuradoria Regional do Trabalho (PRT) da 22ª Região, de Picos (PI). (leia mais no Repórter Brasil)

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