Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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É a desigualdade, estúpido! A das entranhas

“É a economia, estúpido”, escreveu o assessor de Bill Clinton, James Carville, que mirou no ponto certo e deu a vitória para o candidato democrata em 1992. Mas no Brasil não achamos o ponto certo para combatera a violência e a criminalidade. O remédio conservador, aplicado na democracia brasileira, não tem (Continue lendo…)

DEMOCRACIA PRECISA CHEGAR AO QUARTEL: QUANDO A POLÍCIA VAI PARAR DE MATAR E TORTURAR COMO NO TEMPO DA DITADURA?

polícia e tráfico

O vício da guerra

Não há lei nas delegacias de polícia do Brasil. E também raramente há leis nas abordagens policiais.

Nas últimas semanas, com a cobertura da grande imprensa, forçada pela cobertura da internet, o Brasil assiste aos métodos de tortura e assassinato da polícia que se iniciaram na ditadura e até hoje persistem.

Paraná, São Paulo, Rio, Minas Gerais, etc. Por todo Brasil há casos de tortura e assassinato na mãos de policiais, mesmo após mais de duas décadas depois do fim do regime criminoso que durou até a eleição de Fernando Collor de Mello.

Certa vez, um amigo foi abordado por um policial militar na linha vermelha do Rio de Janeiro, tentou conversar. Ao citar uma legislação que conhecia, o policial ficou enlouquecido com um discurso de que “o policial também é a lei, o juiz não está na rua”. Esse é o slogan de regimes fascistas, mas é o que se ouve ainda hoje. Meu amigo se calou porque não sairia vivo se continuasse a argumentar.

Policiais honestos e democratas, quando denunciam colegas, são fuzilados, assim como são fuzilados pobres, pretos e prostitutas pelas periferias de São Paulo e do Brasil.

A guerra do tráfico impede que os policiais ajam de forma mais civilizada. Eles estão o tempo todo em guerra, percorrendo ruas, enfrentando um inimigo em qualquer canto. É quase impossível ter uma polícia mais democrata e respeitadora do cidadão na situação de rua em que são colocados os policiais. Eles agem com o cidadão comum, muitas vezes, em estado de guerra. Na periferia é a própria guerra. Daí as “justificativas” do sequestro e da tortura que deveriam ser atividades exclusivas de “foras da lei”.

A guerra contra as drogas alimenta a ideologia do Estado de violência, que funciona como um narcótico. Quanto mais viciado, mais violência policial precisa. E assim, esse estado vai produzindo, em cada esquina, os Amarildos da vida e a execução das famílias de policiais.

É uma overdose e o vício aumenta. Os grupos de poder alimentam a necessidade de mais armas, mais munição, mais prisões, como uma droga sem fim. Na base, o soldado que vai para a rua é o grande viciado e sem luz no fim do túnel.

As consequências desse estado de guerra, provocado pela desigualdade perversa e pela criminalização das drogas, é uma polícia que não consegue e nunca vai chegar ao Estado de Direito.

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PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA ‘ESQUECE’ DE RECORRER CONTRA DANIEL DANTAS, OPERADOR DO PORTO DE SANTOS

Ministério Público perde prazo da Satiagraha e Dantas se livra da cadeia

Do Acerto de Contas
Daniel Dantas, o “Dono do Brasil”

O título que você lê acima não é uma piada. A Procuradoria Geral da República perdeu o prazo para recorrer no STJ da decisão que anulou as provas obtidas pela Polícia Federal na Operação Satiagraha.

Isso mesmo, o nosso zeloso Ministério Público Federal vai deixar Daniel Dantas ficar livre simplesmente porque perdeu o prazo para recorrer de uma decisão que muitos ministros do STJ consideravam absurdas, e que cairia no Pleno do Tribunal.

Não estamos falando de um processo trabalhista de 500 merréis. Estamos falando do processo penal mais importante em andamento no país, contra a quadrilha mais poderosa que se tem notícia.

O maior absurdo disso tudo é que a PGR disse que não foi notificada, depois que passou para um subprocurador que teria se aposentado.

Daqui a pouco vai colocar a culpa no contínuo.

 


Gurgel, tome vergonha na cara  e peça pra sair

Se este fosse um país sério, neste momento o Procurador Geral, Roberto Gurgel, estaria demitido, e o responsável pelo processo estaria se preparando para dormir na prisão.

Mas não, semana que vem nosso “Procurador” estará todo serelepe na televisão dando alguma entrevista em nome da moralidade, ou ainda articulando o aumento no seu salário, próximo de R$ 30 mil.

E ninguém vai cobrar do magistral Ministério Público uma investigação para saber o responsável pela impunidade dantesca?

Daniel Dantas já tinha dado a senha a seu advogado: “resolva meus problemas na primeira instância, que lá em Brasília eu resolvo”.

Daniel Dantas pode bater no peito e dizer: “Este país tem dono…Eu sou o Dono do Brasil”.

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RECEITA TUCANA: DEPOIS DE 17 ANOS DE GOVERNO DO PSDB, HOMICÍDIO CRESCE 15% NO INÍCIO DO ANO NO ESTADO DE SÃO PAULO

São Paulo sem lei

São Paulo sem lei

Incompetência, falta de capacidade e sensibilidade para os problemas socais (Veja Pinheirinho!) fazem São Paulo colher os frutos da política tucana que governa o estado há 17 anos. Incrível que em pleno século 21, a direita brasileira insista que o problema da segurança é uma questão a ser tratada exclusivamente com a polícia. Alckmin enxuga gelo em São Paulo.

Ano começou com aumento de 15% dos homicídios no estado de São Paulo

São Paulo – O número de homicídios no estado de São Paulo cresceu 15,05% no primeiro bimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2012. De acordo com o balanço mensal da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), divulgado hoje (25), foram registrados 787 homicídios dolosos este ano, ante 684 no ano anterior. Em relação a janeiro, no entanto, a taxa apresentou decréscimo, passando de 416 para 371 casos em fevereiro.

O número de vítimas também cresceu cerca de 15% na comparação anual (cada registro de homicídio pode ter mais de uma pessoa). Foram 846 mortes em 2013, ante 732, nos dois primeiros meses do ano passado. Em relação a janeiro – quando foram registradas 455 mortes, houve redução da taxa. Foram 64 mortes a menos no segundo mês do ano.

Na capital, a taxa de homicídio caiu em relação a janeiro, passando de 98 para 89 casos. A mesma tendência foi registrada na taxa de mortes violentas. O número de vítimas passou de 109 em janeiro para 91 no último mês. Na comparação com o mesmo bimestre do ano passado, no entanto, houve aumento tanto dos casos, quanto do número de vítimas. Em 2012, foram 162 casos de homicídio com 175 vítimas; em 2013, foram 187 ocorrências com 200 mortes.(Texto Integral)

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O SAMBISTA ADONIRAN BARBOSA ANTECIPOU GERALDO ALCKMIN E EXPLICA A VIOLÊNCIA EM SÃO PAULO COM SAMBA DA DÉCADA DE 60

Adoniram eternizou Pinheirinho meio século antes de acontecer

A genialidade do sambista Adoniran Barbosa é capaz de explicar com meio século de antecedência porque São Paulo vive uma guerra civil entre policiais militares e o PCC.

Ele nos mostra que a raiz está no Pinheirinho (expulsão de moradores em bairro de São José dos Campos a mando da Justiça e com a força policial do Estado de São Paulo, comandado por Geraldo Alckmin). Pinheirinho é um exemplo e não é novidade. Esse é o cerne da violência em São Paulo. A violência começa com os poderes do Estado (Justiça e Executivo) contra sua própria população.

Adoniran fez a música na década de 60 do século passado e nada mudou. O oficial de justiça e o poder do Estado, que deveriam garantir condições dignas de moradia para o seu povo, em primeiro lugar, são aparelhos da violência e da desigualdade. A política da elite brasileira não muda.”É ordem superior”, diz Adoniran.

E Adoniran perguntou a Geraldo Alckmin meio século antes de Pinheirinho: “e essa a gente aí hein,  como é que faz?”

Despejo na Favela

“Quando o oficial de justiça chegou
Lá na favela
E contra seu desejo
entregou pra seu narciso
um aviso pra uma ordem de despejo
Assinada seu doutor, assim dizia a petição,
dentro de dez dias quero a favela vazia
e os barracos todos no chão
É uma ordem superior,
Ôôôôôôôô Ô meu senhor, é uma ordem superior
Não tem nada não seu doutor, não tem nada não
Amanhã mesmo vou deixar meu barracão
Não tem nada não seu doutor
vou sair daqui pra não ouvir o ronco do trator
Pra mim não tem problema
em qualquer canto me arrumo, de qualquer jeito me ajeito
Depois o que eu tenho é tão pouco minha mudança é tão pequena que cabe no bolso de trás,
Mas essa gente ai hein como é que faz????

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LAUDO DESMENTE O SOMBRIO GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN

Rota disparou 61 tiros na invasão à chácara em Várzea Paulista, sendo que apenas dois bandidos revidaram
Os policiais militares da Rota dispararam 61 tiros contra os nove integrantes da facção criminosa PCC mortos durante operação realizada na terça-feira, em Várzea Paulista. Os dados constam no boletim de ocorrência registrado na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Jundiaí.
O documento aponta também que das armas apreendidas com os criminosos (duas espingardas calibre 12, uma metralhadora, sete pistolas e quatro revólveres) somente duas apresentavam cartuchos deflagrados. Ou seja, apenas dois dos nove mortos atiraram.
Os dados contrariam a afirmação dada pelo governador Geraldo Alckmin, na última quarta-feira, de que “quem não reagiu está vivo”, já que nove pessoas morreram. (texto completo)
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O OLIGOPÓLIO DA INFORMAÇÃO: IMPRENSA, BANDIDOS E JUSTIÇA

Blog do Paulinho

Murdoch: espionagem e mestre da mídia brasileira

O que dizer de um país, onde 11 famílias detêm o monopólio da “opinião publicada” – sim pois quando eles (os donos dos jornais), declaram que aquilo que está publicado em seus jornais, “é opinião pública” – na verdade, trata-se da opinião exclusiva “deles”, que fazem uso da nossa opinião, sem pedir procuração.

O escândalo, envolvendo a revista Veja, com uma quadrilha de contraventores do jogo do bicho, faz de Rupert Murdoch, magnata da mídia inglesa, um escoteiro mirim. No entanto, pirotecnias implementadas, no sentido de blindar Roberto Civita, dono da revista Veja e do Grupo Abril, parece que te surtido resultados, pois até aqui, nada aconteceu.

No dia 08/05/2012 – o jornal “O Globo” da família Marinho (um dos 11 donatários da opinião públicada), em editorial, defendeu Roberto Civita, em editorial sob o título, “Roberto Civita não é Rupert Murdoch”leia aqui – uma defesa, prá lá de apaixonada,  ridícula, e sem fundamentos, porém, ele é o dono da nossa opinião, como nós não temos um jornal para contestá-lo, vale o escrito. Leiam o editorial, para mensurar até onde vai, a cara de pau, e impáfia de quem tem poder de escrever aquilo que bem entende, na certeza da falta de contestação a altura. (….)

O conluio imprensa, bandidos e justiça

Como pode, uma órgão de imprensa estar metido com quadrilha de bandidos, juntamente com Senador da República (Demóstenes Torres – DEM/GO), e nem o dono da revista Roberto Cívita, nem o jornalista Policarpo Jr, serem convocados à prestar esclarecimentos públicos, sobre as falcatruas que aparecem no vídeo acima?

A imprensa no Brasil, caiu num descrédito tão grande, que a população em geral, sequer vê, lê, ou escuta aquilo que eles publicam. Num quadro preocupante, onde a oposição deixou de existir desde 2003 – uma imprensa que perdeu completamente a credibilidade.  Quem sofre com isso, é a combalida democracia, onde tudo virou um angu, parece que tudo virou uma coisa só. (texto integral)

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VIOLÊNCIA EM SÃO PAULO ESTÁ TOTALMENTE FORA DE CONTROLE; POLÍCIA DO PSDB MATA MAIS DO QUE TODA A POLÍCIA DOS EUA

A violência no estado de São Paulo está totalmente fora de controle. Depois de 20 anos de PSDB, a situação somente piorou. Mulheres, empresários, estudantes, italianos, policiais, ninguém escapa da violência. Há uma guerra civil espalhada pelo estado todo.


Parte dessa guerra vem da criminalidade ligada ao tráfico de drogas. Hoje a guerra contra o tráfico mata muito mais do que as próprias drogas. Assista aos jornais policiais por uma semana e veja quantas pessoas morreram por overdose ou em decorrência de qualquer droga? Não há essa notícia, nem de famosos ou classe média, que costumam aparecer na TV. No entanto, o combate ao tráfico, os crimes derivados da ilegalidade do tráfico e assassinatos de policiais por traficantes estão quase todos os dias nos jornais.


O PSDB de José Serra e Geraldo Alckmin, assim como muitos outros partidos, se negam a discutir profundamente o  problema do tráfico e nem se comprometem a um investimento pesado em educação. Educação deve significar o acompanhamento, pelo Estado, de um jovem de 0 a 18, com toda a assistência educacional possível.

O pior de tudo isso não é a incapacidade do PSDB, mas a cultura por trás da política do PSDB, que se transformou no porta voz da extrema-direita brasileira. Não há solução de curto prazo.

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MORTE DA JUÍZA PATRÍCIA ACIOLI MOSTRA QUE BRASIL PRECISARÁ DE 100 ANOS PARA SE LIVRAR DO DANO CAUSADO PELA DITADURA

Patrícia Acioli

A morte da juíza Patrícia  Acioli, promovida ou não por milícias de policiais, mostra que o Brasil vai precisar de pelo menos 100 anos para se livrar de todo o dano causado pela ditadura militar instalada em 1964.

A ditadura ajudou a construir o submundo da cultura da violência, uma cultura herdada do coronelismo e inspirada no fascismo. Ela possibilitou a criação de facções criminosas bem organizadas nos tráficos de drogas, deu liberdade para torturadores e policiais matarem e consolidou o país como um dos mais desiguais do mundo.

A ditadura  criou uma cultura de que a lei não vale nada e que muitas vezes está presente nas sentenças dos tribunais superiores. A ditadura alçou ao poder –  em várias esferas, seja legislativa, executiva e judiciárias – as piores pessoas, para que o regime pudesse ser mantido a ferro e fogo.

A ditadura criou a cultura do medo e da covardia. Os juízes no Brasil estão acovardados. Criou-se uma Justiça cínica, que se funda em pormenores técnicos para livrar corruptos e poderosos.

Os grandes juízes, como Patrícia Acioli, quando não estão resignados, tornam-se vulneráveis.

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Justiça brasileira, a Cínica

A justiça é comunista para um jogador capitalista

A sociedade paga a conta da justiça

O poder judiciário é hoje no Brasil uma espécie de sanguessuga que impede com toda pompa o desenvolvimento do país. No atual estágio do capitalismo, o poder judiciário brasileiro se tornou anacrônico e incapaz de cumprir sua função, que é promover a justiça.
Normalmente, a justiça brasileira não pune e, nos casos raros em que se consegue a condenação, a situação é ainda mais precária.

Os casos de prisão do jogador Edmundo, que foi condenado por matar inocentes ao volante, e do jornalista Pimenta Neves, por matar a namorada, são exemplos dessa insensatez jurídica. A prisão de Edmundo e Pimenta Neves mais prejudicam do que ajudam a sociedade.
A insistência na pena de privação de liberdade para condenados de alto poder aquisitivo e baixa periculosidade mostra que é a população quem arca com o custo da criminalidade.
Já está mais do que na hora de a justiça ser reformada para punir de forma mais rápida, mas principalmente estabelecer uma punição econômica associada à privação de liberdade.
Estudos criminais há muitos anos já demonstram que casos como os de Edmundo e Pimenta Neves não implicam reincidência. Dificilmente esses dois condenados serão acusados de novos crimes. Edmundo foi um crime culposo e Pimenta Neves, passional. No entanto, eles são tratados pela justiça como se fossem Serial Killers, matador profissional como os que existem no Pará para eliminar agricultores e ecologistas.

A grande punição para Edmundo e Pimenta Neves deveria ser feita em termos capitalistas. A justiça poderia condenar casos como estes ao pagamento ao Estado de 80%, por exemplo, do seu patrimônio, além é claro do pagamento de todas as custas processuais. Metade desse dinheiro poderia ser destinado aos familiares das vítimas, quando houver, e outra metade direto para o Ministério da Educação. Porque é a educação, só a educação, que pode minimizar esse problema social.

Como proposta efetiva, no momento em que se instaura o inquérito, 90% dos bens dos acusados seriam bloqueados e, mais que isso, o acusado deveria entrar em um sistema fiscalização rigorosa da Receita Federal, com acompanhamento anual da evolução patrimonial, permitindo a atualização de valores e evitando subterfúgios. Ou ainda, uma condenação perpétua a pagamento de 50% dos rendimentos mensais. Essas seriam realmente uma grande punição para casos como estes.
Apesar da atitude correta dos juízes que pediram a prisão e buscaram cumprir a lei (tão maltratada pelos nossos juízes), esse procedimento não ajuda em nada no combate à criminalidade e, pior, faz a população pagar a conta.

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Polícia vive um estado de guerra para manter a desigualdade social

A polícia de São Paulo praticamente não serve para nada. É essa a constatação que se tem da reportagem do jornal Estadão. Segundo a matéria, se o criminoso não for pego em flagrante, a polícia só consegue denunciar o autor do delito em 2,5% dos casos.

Em 97,5% dos casos, a polícia é incompetente para descobrir o criminoso. Isso mesmo, a polícia de São Paulo consegue fazer um serviço bom em 1 em cada 40 crimes cometidos. Se os criminosos forem pegos em flagrante, a eficiência da polícia paulista sobe para 5,2%.

O grande responsável por essa situação é o PSDB, que há 16 anos comanda essa polícia e paga os piores salários do Brasil. Mas não é só isso. O principal problema é a concepção de políticos e da sociedade em geral de acreditar que o problema da polícia está isolado da sociedade, isto é, acreditar em discurso que diz que “é preciso equipar e aparelhar a polícia” ou ‘que lugar de bandido é na cadeia”. Isso é só falácia, é o óbvio. Isso não resolve esse estado de calamidade pública da polícia de São Paulo. Crime se combate principalmente com distribuição de renda.

O problema está em repensar a própria concepção de criminalidade. Será que vale a pena gastar dinheiro do estado para combater um adolescente que baixa música na internet e deixar que um assassinato fique impune por falta de policiais e equipamentos? Será que não é hora de melhorar a cobrança de imposto (de grandes fortunas, por exemplo) para combater a desigualdade social, melhor distribuição de renda? Será que não é hora de investir pesado para melhorar as condições de vida em favelas, com escolas, postos de saúde, áreas de lazer, atividades culturais e outros? Até quando a sociedade vai dar crédito para o discurso político e da mídia de que crime se combate apenas com a polícia?

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NOVA LEI NO BRASIL, ARTIGO 1: RICOS E COM BONS ADVOGADOS NÃO PODEM SER PRESOS EM HIPÓTESE ALGUMA

The weight of the balance, Angel Boligan, «Cagle cartoons»

The weight of the balance, Angel Boligan, «Cagle cartoons»

A democracia ( processo democrático) é indiscutivelmente o melhor e mais avançado sistema de governo. Ainda que seja difícil de entendê-la. Ela expõe de forma bastante clara como a Justiça se comporta como um agente de manutenção de privilégios da elite, mesmo que essa elite venha corroendo o país. É difícil para a democracia expor leis muito explícitas desse controle como, por exemplo:

Artigo número 1:  Ricos e com bons advogados não podem ser presos em hipótese alguma, ainda que cometam crimes de qualquer natureza.

Parágrafo único: advogados não podem ser investigados (ainda que sejam os executores dos crimes dos ricos)

O Brasil do Supremo está quase chegando lá. Já conseguimos fazer o parágrafo único, mas ainda não conseguimos fazer o artigo. Daí, até ministros do STF precisam se colocar nessa situação vexatória, que é defender os ricos, usar subterfúgios legais etc. Veja matéria abaixo que mostra a lama do nosso Estado de Direito, apesar de não apontar qual ministro afirmou que houve excesso.

Na verdade, prender um rico é um verdadeiro excesso!


Ministros do STF veem excessos em ação da PF

AE – Agencia Estado

BRASÍLIA – Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliaram ontem que a Operação Castelo de Areia mostrou que os excessos nesse tipo de investigação da Polícia Federal continuam a ocorrer. De acordo com eles, é inadmissível que se mantenha a tática de prender suspeitos apenas para ouvi-los. No caso da Operação Castelo de Areia, foram presas 10 pessoas, dentre elas diretores da Camargo Corrêa, construtora suspeita de envolvimento com doações irregulares para campanhas eleitorais. Depois, foram soltas por ordem do Tribunal Regional Federal da 3ª Região.
A decisão não demonstra nenhuma fundamentação da imprescindibilidade da medida, baseando-se em afirmações genéricas e extremamente vagas?, afirmou a autora da ordem de soltura, a desembargadora federal Cecília Mello. Para os ministros ouvidos pela reportagem, usou-se a mesma metodologia de outras investigações de repercussão, como a Operação Satiagraha, na qual foi preso o banqueiro Daniel Dantas.
Os ministros também criticaram a tática de invasão de escritórios de advogados para a busca de provas, como mostrou o Estado. Segundo eles, é garantido o direito à inviolabilidade do trabalho do advogado, que não deve sofrer operações de busca de apreensão, a menos que seja investigado por suspeitas de envolvimento com delitos. O STF já decidiu que operações em escritórios de advocacia têm de ser comunicadas à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e acompanhadas por um representante da entidade.


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ALTAMIRO: CONFERÊNCIA DE COMUNICAÇÃO É GRANDE DESAFIO PARA GOVERNO LULA

GILMAR MENDES SE TRANSFORMOU EM NAPOLEÃO DA DEMOCRACIA SUBDESENVOLVIDA BRASILEIRA

EMISSÁRIO DE DANTAS FAZIA LIGAÇÕES DIRETAS PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

OAB, SUPREMO, VEJA: SETORES DA SOCIEDADE BRASILEIRA ESTÃO HISTÉRICOS COM A DEMOCRACIA

O VOTO É O MOMENTO MAIS EMBLEMÁTICO E MAIS ENGANOSO DA DEMOCRACIA

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EMISSÁRIO DE DANTAS FAZIA LIGAÇÕES DIRETAS PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Gilmar Mendes pede apuração sobre ligação de ex-funcionário do STF com grupo de Dantas

Marco Antônio Saolheiro
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, enviou hoje (3) uma representação à Procuradoria-Geral da República em que solicita a apuração de uma eventual ligação entre um ex-funcionário do STF e o grupo do banqueiro Daniel Dantas, condenado ontem (2) a dez anos de prisão pelo juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

Em sua sentença, De Sanctis citou uma série de telefonemas de Hugo Chicaroni, intermediário de uma oferta de propina de Dantas para um delegado da Polícia Federal, para Sérgio de Souza Cirillo, coronel da reserva do Exército, que ocupou cargo comissionado na Secretaria de Segurança do STF, entre os dias 30 de julho e 6 de outubro deste ano, quando foi exonerado.

Os contatos telefônicos ocorreram entre os dias 4 de junho e 7 de julho deste ano, véspera da deflagração da Operação Satiagraha, da Polícia Federal. “Tal fato revela, pois, que os acusados, para alcançar seus objetivos espúrios, dias antes de oferecer e pagar vantagem às autoridades policiais atuavam, sem medir esforços, em suas tentativas de obstrução de procedimento criminal, tentando espraiar suas ações em outras instituições”, diz, em sua sentença, o juiz De Sanctis.

Segundo a assessoria do STF, Cirillo foi desligado dos quadros do tribunal por questões administrativas, sem ligação com qualquer desdobramento da operação da PF.

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