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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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Os limites e as possibildiade de um “duo” que se aprisiona enquanto se liberta, que se forma enquanto se precipita, que torna-se grande enquanto se faz encolher, que se encontra enquanto se despede e que ama enquanto prefere esconder. Contradições que só a arte pode expressar, preservando o que há de essencial e belo na própria contradição que é a vida.

Da companhia Mats Ek, Appartement.

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BRASIL RECEBE UM POUCO DAS HISTÓRIAS E DO MOVIMENTO DA OBRA DE PINA BAUSCH

A dança. Exige ela disciplina, talento, liberdade, movimento. Produz ela beleza, inspiração, leveza, eternidade. Alguns trabalhos de um dos mais importantes nomes da dança contemporêna, a coreógrafa alemã Pina Bausch, podem ser vistos este mês em São Paulo, no Teatro Alfa. As cinco apresentações de Ten Chi, espetáculo criado por Pina no Japão em 2004, acontecerão nos dias 14, 16, 17, 18 e 19 de abril.

Pina, além do visível talento e forte disciplina, ficou conhecida por suas coreografias que contam histórias por meio da dança, unindo as experiências de vida dos próprios bailarinos e elementos da dramaturgia e artes visuais. Talvez resida aí um detalhe que deixa o público tão próximo de seus espetáculos. As histórias ali contadas vão se entrelaçando com as nossas em uma instigante e impenetrável teia que nos revela e também nos esconde, nos completa e nos descobre em nossa incrível dureza do ser.

Os trabalhos de Pina e outras imagens da dança são essenciais em um mundo que faz o cínico trabalho de nos endurecer a cada dia. A dança associa o corpo ao seu movimento, ali, há apenas o corpo e suas dimensões espaciais, em contrapartida, explorando e movimentando o próprio corpo, recuperamos uma sensação de leveza e liberdade, vivemos um momento de auto-conhecimento, que pode até ser transitório, mas que nos devolve ao precioso domínio de nós mesmos!

Abaixo um pouco de outras coreografias da alemã que estão presentes no primeiro documentário 3D do diretor conterrâneo, Wim Wenders, intitulado Pina. Ainda sem data de estreia no Brasil, o longa reúne as obras Vollmond (Lua Cheia) de 2006, Kontakthof (algo como Pátio de Encontros) de 1978, Café Müller de 1978e A Sagração da Primavera de 1975.

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MÚSICA, DANÇA, TEXTO OU A RECEITA DE UM ESPETÁCULO

Aproveitando a recente apresentação do espetáculo Whisper of Flowers, realizado pela Cloud Gate Theatre no Teatro Alfa em São Paulo, decidi deixar aqui no Educação Política um pedaçinho desse e de outro espetáculo encenado por essa companhia de dança de Taiwan, considerada uma das melhores do mundo.

A Cloud Gate Theatre combina um excelente trabalho de corpo e interpretação com uma profundidade estética deslumbrante, dada pelos cenários dos espetáculos, na maioria das vezes simples, mas suficientes e com forte poder expressivo, e pela música, bela e intensa, que combinada ao movimento dos bailarinos propicia uma experiêncua única de corpo e de alma.

Para quem não viu a recente apresentação do grupo oriental no Brasil fica aqui um pedaçinho do espetáculo Whisper of Flowers baseado na obra de Tchechov, O Jardim das Cerejeiras, e embalado por uma emocionada suíte de Bach que vibra tanto no dançar dos bailarinos quanto no voar das milhares de pétalas de rosas vermelhas que compõem o cenário do espetáculo.

Além de Whisper of Flowers, deixo também um outro espetáculo da Cloude Gate Theatre, igualmente belo e expressivo: Moon Water!

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BALÉ E NATUREZA, DANÇA E TEATRO, LUZ E MOVIMENTO, A ARTÍSTICA DUALIDADE DE UM DIRETOR E SEU ESPETÁCULO

O grupo Momix, uma das mais populares companhias de dança do planeta, é marcado pelas duas grandes paixões de seu diretor artístico, o norte-americano Moses Pendleton, são elas o balé e a natureza. No entanto, esta combinação entre dança e natureza talvez nunca tenha se manifestado de forma tão intensa, delicada e bela quanto no último espetáculo da companhia, Botanica, que chega este mês ao Brasil para ser apresentado em Curititiba, no Rio de Janeiro e em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

Vendo um pouco do espetáculo a sensação é que os olhos passeiam por um belo jardim, o corpo se deixa levar por movimentos leves e exatos, deitando calmo em um chão de grama, cheirando as pétalas de graciosos girassois, banhando a pele em um caprichoso e desejado sol, alimentando a alma e os sentidos em um alegre dia de verão!

Outro ponto que pode ser observado ao ver um pouco do espetáculo é a presença do teatro na dança ou da dança no teatro. As coreografias são marcadas por certo ilusionismo cênico que confere mais vida e palpitação aos espetáculos de Pendleton, sempre detalhistas quando se trata de iluminação e movimento.

E é assim, nos detalhes, na criatividade que brota das próprias experiências pessoais, que os espetáculos do direitor, em especial, Botanica, tornam-se uma espécie de catarse naturalmente renovada!!

Vale provar um pouco do gostinho:

Aviso aos navegantes: Botanica fica no Brasil até o dia 5 de novembro, quando será feita a última apresentação do grupo Momix no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

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VÍDEO MOSTRA ARTISTAS DE CAMPINAS EM MANIFESTAÇÃO CONTRA A FALTA DE POLÍTICA CULTURAL DO PREFEITO HÉLIO DE OLIVEIRA SANTOS

LEVANTE CULTURA: GOVERNO DO DR. HÉLIO (PDT) EM CAMPINAS É UM VERDADEIRO DESASTRE PARA ÁREA CULTURAL DA CIDADE

Artistas foram às ruas

O governo do prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT), foi e continua sendo um total desastre para a cultura de Campinas. A cidade, com certa de 1 milhão de habitantes no interior de São Paulo, é um centro teatral e de dança, reconhecido pela população e pelas políticas do governo federal ao financiar Pontos de Cultura.

O governo do Dr. Hélio, como é conhecido o prefeito, simplesmente abandonou qualquer política cultural. O patrimônio, sejam museus ou teatros, estão caindo aos pedaços.

Para se ter uma ideia da importância da área cultural para o prefeito, basta dizer que durante o primeiro mandado, ele manteve um secretário de Cultura interino e importado de outra cidade. Sim, interino por anos e anos.

Insatisfeitos com o descaso, artistas se organizaram e agora promovem um levante cultural contra a falta de política cultural do município. Os organizadores do movimento, veja Blog Levante Cultura, estão reunindo fatos em um Dossiê sobre o descaso. Nele, constarão, por exemplo, falta de pagamento para artistas que prestaram serviços, burocracia e cobranças de taxas abusivas para o uso do solo para manifestação artística.
Veja a seguir texto do Levante Cultura Saiba mais

O PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS, BARACK OBAMA, GOSTOU MESMO DO JEITO DO PRESIDENTE LULA

FUGA DE DÓLARES: POLÍTICA CULTURAL DE JOSÉ SERRA É MANDAR DINHEIRO PARA A SUÍÇA

Em nome da arte, dinheiro dos brasileiros voam para a suíça /cc dougphotos

Em nome da arte, dinheiro dos brasileiros voam para a suíça (cc/dougphotos)

Veja a política cultural de José Serra. Construção de um teatro de R$ 300 milhões e contratação de um escritório suíço sem licitação por R$ 3 milhões. Já pensou a festa que vai ser no palácio do planalto, a partir de 2010 em Brasília. Veja abaixo trecho da notícia do Estadão:

TCE investiga contrato de suíços

Eles ganharam R$ 3 milhões para estudos do novo teatro, mas a ausência de licitação é questionada

Um contrato de R$ 3.171.432,88 que a Secretaria de Estado da Cultura assinou em janeiro com o escritório suíço Herzog & De Meuron Architekten AG está sob investigação do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Desde o dia 11 de fevereiro, o tribunal examina a atitude do governo de dispensar de licitação a contratação do escritório.

A secretaria de Estado da Cultura contratou os suíços no dia 31 de dezembro para, durante seis meses, trabalhar na elaboração de estudos preliminares da concepção do novo Teatro de Dança de São Paulo, que deverá ser concluído em 2010 e terá um investimento total de R$ 300 milhões. No dia 21 de janeiro, saiu a verba para os estudos iniciais, de R$ 3 milhões.

No ano passado, ao tomar conhecimento do projeto, o Instituto Brasileiro de Arquitetos do Brasil (IAB) pediu uma audiência com o secretário de Cultura do Estado de São Paulo, João Sayad, para pedir explicações sobre o processo de escolha de Herzog & De Meuron, ganhadores do Prêmio Pritzker de arquitetura (o mais prestigioso do mundo na área). O mais conhecido projeto dos suíços é o Estádio Olímpico de Pequim (conhecido como Ninho do Pássaro).

Em nota, a Secretaria de Estado da Cultura considerou que é habitual o Tribunal de Contas analisar e fazer questionamentos sobre os contratos e que, no caso específico do escritório Herzog & De Meuron, trata-se de um “processo de rotina”, já que a secretaria é obrigada a encaminhar cópia de todos os contratos com valores acima de R$ 1,5 milhão.

O IAB considerou, no ano passado, que o contrato não teria ocorrido de “forma transparente”. Nenhum arquiteto brasileiro participou da seleção (dois brasileiros, Oscar Niemeyer e Paulo Mendes da Rocha, também ganharam o Pritzker). O secretário Sayad aposta que o novo edifício, instalado em região degradada, vai ajudar a revitalizar o Centro de São Paulo. (Texto de Jotabê Medeiros na íntegra)

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GOVERNADOR DE SÃO PAULO, JOSÉ SERRA, MANDA FECHAR BLOG QUE MOSTRA O CAOS NA POLÍCIA DE SÃO PAULO

LEITOR FAZ APELO AO GOVERNADOR JOSÉ SERRA E A SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO, MARIA HELENA DE CASTRO, QUE IGNORAM SITUAÇÃO DE ARARAQUARA, INTERIOR DE SÃO PAULO

CONTAS DAS ASSOCIAÇÕES DE PAIS E MESTRES (APM) PODERIAM ESTAR ON LINE, MAS A ESPECIALIDADE DE JOSÉ SERRA É A MAQUIAGEM

ATENDA O CELULAR DURANTE A PEÇA DE TEATRO

O espetáculo Fuga!, do Núcleo Fuga do Lume Teatro, busca unir dança e teatro, mas une também artes plásticas e mídia. Os atores-dançarinos não estão no palco, mas em uma grande embalagem de produto eletrônico; estão dentro da embalagem, dentro do produto. O cenário plástico e “metálico” faz deles seres virtuais. Estão ali como nós, o público. E é por meio de bits que o público pode se relacionar com eles. O celular, o microfone, a câmera fotográfica, tudo pode. Atenda o celular sem medo durante a peça. O que não podia, agora pode. O que atrapalhava, virou cena. Será que não estamos nós também no meio desta grande caixa metálica que se transformou o nosso projeto de vida? O corpo e a estética da alma estão nas falas e nos gestos que traçam infinitas leituras. Leituras-clips de um mundo que não se fala, mas se comunica o tempo todo.

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