Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos de tags: dengue

NÚMERO DE MORTES CAUSADAS PELA DENGUE CAIU 80% NOS QUATRO PRIMEIROS MESES DO ANO, PRÓXIMO PASSO É CRIAR UMA VACINA PARA DOENÇA

Os número são positivos para a dengue no Brasil. Nos quatro primeiros meses desse ano, o número de casos graves da doença caiu cerca de 87% e o número de mortes, no mesmo período, também caiu em 80%. O estados que concentram maior número de casos da doença são Rio de Janeiro (80.160), Bahia (28.154) e Pernambuco (27.393).

O repasse de R$ 92 milhões para 1.158 municípios como adicional de 20% aos recursos regulares para o combate à doença são vistos como uma das causas da diminuição do número de casos em uma época onde geralmente eles são altos: o verão.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acredita que a estratégia de combate à dengue com foco no mosquito está ultrapassada, “o novo enfoque da pasta está na integração de ações de cuidado à saúde, como redução do tempo de espera para diagnóstico e início do tratamento”, diz ele em notícia publicada pela Agência Brasil.

Além disso, ele lembra que o Brasil continua investindo na criação de uma vacina contra a dengue, com três estudos em andamento.

Veja trecho da notícia:

Mortes provocadas pela dengue caem 80% nos primeiros quatro meses do ano
Por Paula Laboissière

Brasília – Pesquisa divulgada hoje (17) pelo Ministério da Saúde revela uma queda de 87% no número de casos graves de dengue registrados no país nos quatro primeiros meses do ano – foram 8.630 em 2011 contra 1.083 em 2012.

De acordo com o estudo, o número de mortes provocadas pela doença também caiu durante o mesmo período, passando de 374 em 2011 para 74 em 2012. Houve redução de 80%.

Ao todo, 286.011 casos de dengue foram notificados em todo o país entre janeiro e abril deste ano, o que representa uma queda de 44% em relação ao total registrado nos quatro primeiros meses de 2011 (507.798 casos).

O levantamento mostra que dez estados concentram 81,6% dos casos notificados em 2012 – Rio de Janeiro (80.160), Bahia (28.154) e Pernambuco (27.393) lideram o ranking. Já os municípios com o maior número de casos são Rio de Janeiro (64.675), Fortaleza (10.156) e Recife (6.343).

Considerando a incidência da dengue (proporção de caso para cada 100 mil habitantes), as três cidades com as maiores taxas no país são Palmas (2.494,7), Itabuna (1.445,3) e Rio de Janeiro (1.045,4).

O estudo mostra que todos os quatro tipos de dengue permanecem em circulação no país, sendo que, nos quatro primeiros meses deste ano, os tipos 1 e 4 foram os mais comuns, com 59,3% e 36,4% de um total de 2.098 amostras positivas.

A distribuição dos subtipos, entretanto, apresenta variações de acordo com a localidade. No Norte, houve predominância do tipo 4 (85,5%). Nas regiões Sul (83,8%) e na Nordeste (81,5%). Já no Centro-Oeste, a circulação desse tipo de vírus ficou em 53,3% e no Sudeste, 49,7%.

O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, lembrou que o verão constitui o período em que ocorre mais transmissão de dengue no Brasil. Segundo ele, 95% dos casos da doença são registrados no primeiro semestre do ano. (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

ENTIDADE PRODUZ VÍDEO SOBRE ABORTO E SAÚDE PÚBLICA
APESAR DAS VANTAGENS DO USO DA BICICLETA NAS CIDADES, O CICLISTA AINDA É UM DOS USUÁRIOS MAIS VULNERÁVEIS NO TRÂNSITO
APESAR DOS DADOS POSITIVOS DA DENGUE ESSE ANO, SURTO DA DOENÇA AINDA AMEAÇA 91 CIDADES
BIOINSETICIDA EM FORMATO DE COMPRIMIDO PROMETE SER MAIS UM ALIADO PARA COMBATER A DENGUE NO PRÓXIMO ANO

APESAR DOS DADOS POSITIVOS DA DENGUE ESSE ANO, SURTO DA DOENÇA AINDA AMEAÇA 91 CIDADES

Tocantins é o estado com a maior incidência de dengue: 249,4 casos para cada 100 mil pessoas. A taxa nacional é 21,2 por 100 mil

O verão, época mais favorável à proliferação do mosquito da dengue, ainda não acabou, por isso os cuidados da vigilância sanitária para evitar que os focos do mosquito se espalhem continua redobrado. E não sem motivo já que, apesar da queda no número de casos da doença e mortes registradas esse ano em comparação com o ano passado, 91 cidades ainda correm o risco de viver um surto da doença.

“A taxa superior a 300 casos por 100 mil habitantes é encarada como situação epidêmica”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha em notícia publicada pela Agência Brasil. Palmas, capital do Tocantins, é uma das cidades em estado de alerta. São 743,7 casos por grupo de 100 mil habitantes.

A maioria das cidades com risco de surto encontra-se nos estados da Bahia, Maranhão e São Paulo. Os criadouros do mosquito continuam os mesmos: recipientes e depósitos de lixo, no norte e centro-oeste, pratinhos de planta e calhas entupidas no sul e sudeste; e caixas d’água no nordeste.

Veja trecho da notícia sobre o assunto:

Surto de dengue ainda ameaça quase 100 cidades brasileiras
Por Carolina Pimentel

Brasília – Apesar da queda do número de casos de dengue e de mortes decorrentes da doença este ano, 91 municípios ainda seguem com risco de enfrentar surto da doença até o fim do verão. Outros 265 estão em estado de alerta. Palmas, capital do Tocantins, é uma das cidades onde a quantidade de casos já indica surto da doença, segundo balanço divulgado hoje (13) pelo Ministério da Saúde.

O número de cidades com risco de surto (91) é superior à previsão divulgada pelo governo em dezembro (48). De acordo com Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde, o aumento já era esperado, pois as informações do ano passado tinham como base a pré-temporada de verão. “É natural que cresça o número de municípios por causa do clima mais propício à proliferação do mosquito”, explicou.

Das 91 cidades em risco de surto, a maioria está nos estados da Bahia, do Maranhão e de São Paulo (46). Nesses municípios, em cerca de 4% das casas e imóveis visitados pelos agentes de vigilância sanitária foram encontradas larvas do mosquito transmissor da doença.

“Como ainda estamos na metade de fevereiro, temos de manter o alerta e a mobilização, para que a gente chegue até o fim do verão [com queda de registros]”, disse Jarbas Barbosa. (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

AÇÃO DA POLÍCIA MILITAR NA CRACOLÂNDIA É VISTA POR ESPECIALISTAS COMO “HIGIENISTA”, DESPREZANDO A QUESTÃO SOCIAL E DE SAÚDE PÚBLICA
BIOINSETICIDA EM FORMATO DE COMPRIMIDO PROMETE SER MAIS UM ALIADO PARA COMBATER A DENGUE NO PRÓXIMO ANO
GOVERNO DILMA PRETENDE IMPLANTAR POLÍTICA AMPLA DE COMBATE AO CRACK
SAÚDE DA MULHER: HISTÓRICAS CONDIÇÕES DE DESIGUALDADE INTERFEREM NO ATENDIMENTO DA MULHER PELO SUS

BIOINSETICIDA EM FORMATO DE COMPRIMIDO PROMETE SER MAIS UM ALIADO PARA COMBATER A DENGUE NO PRÓXIMO ANO

Mais um aliado da sociedade na luta contra o Aedes aegypti

Em 2012, a dengue poderá ser combatida utilizando mais um recurso além do que recomenda evitar a água parada. Trata-se de um bioinseticida desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que será produzido na forma de comprimidos para dissolução em caixas d’água e também em apresentações maiores, para utilização em açudes e reservatórios.

O bioinseticida é resultado de quase dez anos de pesquisas coordenadas pela cientista Elizabeth Sanches, que trabalha na Farmanguinhos, unidade da Fiocruz responsável pela produção de medicamentos, como mostra notícia publicada pela Agência Brasil.

O comprimido hidrossolúvel paralisa os músculos da boca e do intestino da larva e causa infecção generalizada, além disso não apresenta qualquer risco para o meio ambiente sendo ideal para uso domiciliar. A produção dos bioinseticidas deve ser iniciada dentro de alguns meses e a previsão de Elizabeth é que no meio do ano que vem eles já estejam no mercado.

Vale lembrar que o bioinseticida é importante por realmente garantir a morte do mosquito já que, muitas vezes, o simples cuidado de não deixar água parada não é garantia de que ele não se multiplicará.

Veja mais informações sobre o assunto:

Brasil terá bioinseticida contra dengue em 2012
Por Vladimir Platonow

Rio de Janeiro – O país contará com um importante aliado para combater a dengue no próximo ano. Um bioinseticida desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e fabricado por uma indústria farmacêutica promete ser divisor de águas na luta contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença.

O bioinseticida é resultado de quase dez anos de pesquisas coordenadas pela cientista Elizabeth Sanches, que trabalha na Farmanguinhos, unidade da Fiocruz responsável pela produção de medicamentos. Criado a partir do Bacillus thuringiensis e do Bacillus sphaericus, ele será produzido na forma de comprimidos, para dissolução em caixas d’água, ou em apresentações maiores, para utilização em açudes e reservatórios.

“No caso da dengue domiciliar, é recomendável a utilização do comprimido hidrossolúvel. O produto tem duas ações concomitantes: paralisa os músculos da boca e do intestino da larva e causa infecção generalizada nela”, explicou Elizabeth, engenheira bioquímica e bióloga.

A pesquisadora garantiu que o bioinseticida não apresenta qualquer risco para o meio ambiente. “Nós fizemos todos os testes referentes a impacto ambiental e toxicologia da formulação em animais de sangue quente, inclusive. Temos a segurança dos produtos que desenvolvemos, justamente por serem aplicados em ambientes domiciliares.

A Farmanguinhos concluiu o treinamento dos funcionários da empresa BR3, vencedora da licitação e que poderá iniciar a produção dentro de alguns meses, segundo Elizabeth. “A empresa acabou de ser treinada e está bem adiantada na implantação do projeto. Eu penso que no meio do ano que vem nós já tenhamos produtos dessa parceria tecnológica”. (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

GOVERNO DILMA PRETENDE IMPLANTAR POLÍTICA AMPLA DE COMBATE AO CRACK
SAÚDE DA MULHER: HISTÓRICAS CONDIÇÕES DE DESIGUALDADE INTERFEREM NO ATENDIMENTO DA MULHER PELO SUS
DADOS REVELAM DISPARIDADE REGIONAL NA TRANSMISSÃO DE MÃE PARA FILHO DO VÍRUS HIV
BRASIL OCUPA A 72º POSIÇÃO NO RANKING DA OMS DE GASTO PER CAPITA EM SAÚDE. LÍDERES DO RANKING GASTAM 20 VEZES MAIS
%d blogueiros gostam disto: