Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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Políticas de direita do PT gera ainda mais ódio em partidários da direita brasileira

O PT (Partido dos Trabalhadores) é um partido que nasceu renovando a esquerda brasileira no final dos anos 70 e início dos anos 80, mas ao chegar ao governo federal realiza uma agenda liberal e de direita desde More…

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O GATO COMEU A LÍNGUA: DIREITA BRASILEIRA (PSDB, PSB E PIG) NÃO TEM O QUE DIZER SOBRE O LEILÃO DE LIBRA

Português: Angra dos Reis (RJ) - Presidente Lu...

A direita brasileira (Mídia, PSDB, PSB) está muda com relação ao leilão do campo de Libra. Não há o que falar, nem sabem o que falar.

A disputa política está entre dois campos de visão situados mais à esquerda. De um lado a visão do governo petista de Dilma Rousseff, que defende o leilão como a maneira de alavancar de forma mais rápida o investimento com a participação de petroleiras associadas à Petrobrás. Lembrando que está dentro da lei para o pré-sal do governo Lula a garantia de pelo menos 30% dos negócios para a Petrobrás, mesmo que o consórcio liderado pela Petrobrás perca o leilão.

De outro, a visão de setores mais nacionalistas e dos petroleiros que defendem que o campo de Libra deve ser dado para a Petrobrás como uma ação estratégica para o país, visto que o campo já tem comprovada uma quantidade muito grande de petróleo , equivalente a tudo o que a Petrobrás produziu até hoje. Nessa visão, a Petrobrás assumiria 100% do campo e do investimento.

Longe da discussão, os ideólogos da venda da Petrobrás (ou Petrobrax) do governo de Fernando Henrique Cardoso do PSDB para petroleiras estrangeiras, estão mudos. Dizer o quê?

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GLOBO E OS PROTESTOS: VÍDEO EXPLICATIVO E DIVERTIDO PARA QUEM ESTÁ MUITO PERDIDO

QUE HORROR: PROMOTOR DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO, ROGÉRIO ZAGALLO, SUGERE NO FACEBOOK MATAR QUEM FAZ PROTESTO

O protomor de Justiça (?), Rogério Zagallo, insatisfeito com o protesto em São Paulo, agradeceria se alguém chamasse a tropa de choque para matar os manifestantes. E mais: ele arquivaria o inquérito policial. O pior é que o protesto não teria sido organizado por petistas, mas por integrantes de outros partidos.

promotor

Vi no Nassif

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VIDA BANDIDA: LOBÃO ATACA DE PINÓQUIO PARA VENDER LIVRO DE CONTO DE FADAS

Lobão ataca de Pinóquio

Lobão ataca de Pinóquio

Gerson Carneiro: Lobão mente!

Gerson Carneiro: “Vovós de hoje são mais espertas que o Lobão”

por Gerson Carneiro, especial para o Viomundo

Diz o Lobão: “Em 1961, começaram a luta armada. Era bomba estourando, eu estava lá. Minha mãe falava: você vai ser roubado da gente, o comunismo não tem família”.

Lobão mente! Nascido em 11 de outubro de 1957, em 1961 Lobão tinha apenas 3 anos de idade. E nos anos de chumbo, na década de 70, Lobão estava experimentando drogas no Rio de Janeiro, como confessa em sua auto-biografia intitulada “50 anos a mil”.

Em 1961, não era possível, e não era comum, a uma criança de apenas 3  anos de idade, desprovida de internet e de televisão (sim, porque, em que pese o fato de na época a televisão ter chegado ao Brasil há só 11 anos, não existia programas televisivos para despertar consciência política em uma criança) ser capaz de perceber a realidade política do mundo adulto em sua volta.

Diferentemente do que se passa no tempo atual em que a relação de consumo é determinante para despertar certo grau de consciência política nas crianças.

Outro dado que atesta a mentira do Lobão é que a luta armada contra a ditadura civil-militar começou após a entrada em vigor do AI-5, em 13 de dezembro de 1968, e não em 1961.

Ao que parece Lobão andou tendo aula de História com o professor Aluízio Mercadante antes de escrever seu “Manifesto do Nada na Terra do Nunca”. Ao menos o título da obra é coerente com o desconhecimento do Lobão.

Para preencher a linguiça das 591 páginas de “50 anos a mil”, Lobão relata até que sua avó fazia bonecos de pano e que ele adorava regar as flores da vovozinha. Em nenhum momento faz referência a qualquer participação sua na luta contra  ou a favor da ditadura.

Ou seja, acontecimento de relevância na infância e juventude do Lobão foram mesmo os bonecos de pano e as flores da vovozinha.

Portanto, Lobão mantém a tradição: mais uma vez tenta mentir como fez passando-se por vovozinha. Só que as vovozinhas contemporâneas são usuárias de internet e bem mais espertas do que ele.

Perdeu, Lobão.

MANO BROWN RESUMIU BEM O MÚSICO LOBÃO: “AGE COMO UMA PUTA PARA VENDER LIVRO”

Do pragmatismo político

brown-lobaoLançando o livro Manifesto do Nada na Terra do Nunca,o músico Lobão atacou diversas personalidades brasileiras. Em trechos da publicação, o cantor chama Dilma Rousseff de “torturadora” e o cantor Roberto Carlos é referido como “múmia deprimida”. Os ataques respingaram também nos rappers do Racionais MCs, descritos como “braço armado do PT”.

Mano Brown, líder do grupo paulistano de rap, foi ao Twitter responder alguns fãs que questionaram qual seria sua postura após o ataque de Lobão.

Veja a resposta de Mano Brown:

Conheci o Lobão em 1996. Cumprimentei e depois disso nunca mais o vi. Sinceramente não tenho o que falar da pessoa dele. Estranho o Lobão falar de mim sem nunca ter me conhecido. Não entendo a postura dele agora. Ele pregava a ética e a rebeldia. Age como uma puta para vender livro. Nos anos 80 as ideias dele não fizeram a diferença para a gente aqui da favela. Ninguém é obrigado a concordar com ninguém, nem ele comigo. O Lobão está sendo leviano e desinformado. Tô sempre no Rio de Janeiro, se ele quiser resolver como homem, demorô! Do jeito que aprendi aqui“.

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CANDIDATO DERROTADO DA VENEZUELA, HENRIQUE CAPRILES, TENTA POR FOGO NAS RUAS E DEIXAR O PAÍS EM GUERRA CIVIL

Capriles tenta levar no grito a eleição

Capriles tenta levar no grito a eleição

Direita venezuelana promove ataques violentos na noite desta segunda-feira.

Renata Mielli, de Caracas/ agências

Muitas manifestações marcaram esta segunda-feira em toda a Venezuela. Convocados à rua pelo candidato derrotado Henrique Capriles, seus partidários fizeram atos, passeatas e também agiram com violência, principalmente nos estados do interior do país. Em Caracas, às 20:00hs, ouviu-se um panelaço em toda a cidade.

 Durante a noite, sedes do PSUV no interior foram incendiadas, chegam notícias de ataques contra Centros de Diagnósticos Integrados que fazem parte da Missão Bairro Adentro (Saúde), escritórios do Conselho Nacional Eleitoral, prédios de emissoras de comunicação públicas e agressões contra jornalistas. Há notícias de feridos e mortos.
 
Durante o dia, o principal canal de televisão do país convocava aos venezuelanos a não reconhecerem as eleições e o “presidente ilegítimo”.
 
Os chavistas também ocuparam as ruas para comemorar a vitória de Nicolás Maduro, a sua proclamação como presidente eleito constitucionalmente e defender o resultado da eleição.
 
Maduro em seu discurso de proclamação e na coletiva de imprensa que concedeu à noite denunciou a tentativa da direita em golpear, mais uma vez, a democracia da Venezuela e disse que o governo e o povo estão preparados e sabem como se defender destas tentativas.
 
Com estas manifestações, a direita quer desestabilizar o governo e gerar fatos para serem trabalhados pela imprensa internacional, visando colocar a opinião pública contra a Venezuela. “As manifestações e atos violentos são uma forma de alimentar os meios de comunicação, porque isso é o que será a primeira página de muitos periódicos em todo o mundo, que querem transmitir a ideia de que a Venezuela vive uma situação de instabilidade”, avaliou Ignácio Ramonet em entrevista à TeleSur. (Texto Integral)
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EXPLICADA A INCOMPETÊNCIA DO GOVERNO GERALDO ALCKMIN (PSDB): ULTRADIREITA ESTÁ NA ANTESSALA DO PODER

Salles: antessala da ditadura assassina

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Ultradireita de Alckmin é mais grave do que parece

247 – É bem mais grave do que parece a nomeação feita pelo governador Geraldo Alckmin do advogado Ricardo Salles, como seu secretário particular. Nesta função, Salles cuidará de toda a agenda do governador do estado mais rico do País. Aparentemente uma função burocrática, mas o fato é que, com essa nomeação, o político tucano instala, dentro do Palácio dos Bandeirantes, um movimento que exala obscurantismo.

Fundador do Instituto Endireita Brasil, Salles lidera campanhas contra o desarmamento, é contra o casamento gay e classifica o MST como um movimento “terrorista”. Que a direita mostre sua cara, e o faça dentro dos limites da legalidade, é algo que faz parte do regime democrático. Ocorre que a atuação do Endireita Brasil vai muito além da defesa de princípios conservadores e da economia de mercado.

Basta entrar na página do Instituto no Facebook para constatar algumas atrocidades que são publicadas pela turma de Salles. Uma das postagens, por exemplo, pergunta: “Qual você escolhe, governos militares ou DITADURA do proletariado?” Na imagem, generais que estiveram à frente de um regime que perseguiu, torturou e matou opositores são apresentados como homens de bem, que não enriqueceram no poder, e confrontados com o ex-presidente Lula – um homem que teria uma fortuna de US$ 3 bilhões. A fonte dessa informação? Uma reportagem da revista Forbes que jamais existiu. Ou seja: uma das táticas do Endireita Brasil, agora instalado no Palácio dos Bandeirantes, é espalhar mentiras pela internet.

Outra postagem feita pelo Facebook do Endireita Brasil foi a “informação” de que um dos donos da Boate Kiss em Santa Maria (RS), onde 239 jovens perderam a vida, seria o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). “Há 2 “donos”, que na realidade são gerentes laranja de 2 “Empresários”, que na realidade são Laranjas de um conhecido Deputado da Cidade que foi escorraçado da CPI dos Mensalão por manter encontros com Marcos Valério nas garagens do Congresso e conhecido na cidade por ter várias “lavanderias” isso é só para vocês terem uma idéia porque esse verdadeiro caixão funcionava a todo vapor sem fiscalização séria. Não é a toa que a alta cúpula da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA PT se deslocou para a operação abafa, seguindo o roteiro da morte do Celso Daniel”, diz o Facebook do Endireita Brasil.

Se isso não bastasse, outra atividade do Instituto é a divulgação do livro Orvil. Parece nome de remédio, mas é a palavra livro escrita ao contrário. Nele, militares dão sua versão sobre os atentados terroristas que teriam sido cometidos pela esquerda brasileira, durante o regime. “Os revanchistas da esquerda que estão no poder -não satisfeitos com as graves restrições de recursos impostas às Forças Armadas e com o tratamento discriminatório dado aos militares, sob todos os aspectos, especialmente o financeiro- tiveram a petulância de criar, com o conluio de um inexpressivo Congresso, o que ousaram chamar de ‘comissão da verdade'”, diz o general Geraldo Luiz Nery da Silva no prefácio ao livro Orvil.

É este movimento, liderado por Ricardo Salles, que agora se senta à antessala do Palácio dos Bandeirantes. Geraldo Alckmin que, dias atrás, visitou o Memorial da Resistência, que funciona na antiga sede do DOPS, ao lado de Yoani Sánchez, a quem chamou de “heroína da liberdade”, deve satisfações à sociedade. Ou será que, além da ligação com a Opus Dei, ele também faz parte do Endireita Brasil?

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DIREITA INCONFORMADA COM O AVANÇO DA DEMOCRACIA E SEM PERSPECTIVA DE GOLPE DESCOBRE A MANIPULAÇÃO NA INTERNET

Esalq, a fazenda do Lulinha

Esalq, a fazenda do Lulinha

Este ano de 2013 e as eleições de 2014 prometem muita manipulação e falsidade na internet. Inconformada com a democracia e com os avanços sociais e políticos no Brasil, setores ultraconservadores se utilizam da manipulação, calúnia, difamação e photoshop para destruir a reputação de pessoas. A cada dia novos casos aparecem na internet.

No mês passado, logo após o incêndio na boate Kiss, de Santa Maria (RS), um grupo intitulado Revoltados On-line acusou de forma vil o deputado Paulo Pimenta, do PT (RS), afirmando que o deputado era sócio dos donos da boate. O deputado nada tinha a ver com a boate.

Há pouco tempo, uma mensagem no facebook e por e-mail dizia que o filho do Lula tinha comprado uma grande fazenda. Na foto, o campus da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), em São Paulo.

Agora apareceu um vídeo em que uma repórter do SBT recebe um tapa de um vereador do DEM no Mato Grosso. A nova versão diz que o agressor é José Rainha, do PT. O vídeo sobre a agressão da repórter é antigo. Haja estômago!

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RADIOGRAFIA DO INSTITUTO MILENIUM E PÉROLAS DA DIREITA: ‘HITLER TINHA DEFEITOS E QUALIDADES’ E ‘FUI COMUNISTA, MAS SOU UM CASO RARO’

Vanguarda popular: a direita sai do armário (com roupas de esquerda)

O que pretendem os jovens brasileiros de direita, liderados pelo Instituto Millenium

por Alex Solnik, da revista Brasileiros, via Vi o Mundo

Camiseta do Endireitar: o nonsense chegou na política

Camiseta do Endireitar: o nonsense chegou na política

É didático assistir à palestra de Helio Beltrão Filho postada no site do Instituto Mises Brasil, do qual é o presidente. Ele fala em perfeito inglês na sede do Mises americano, em Auburn, Alabama, mostrando entusiasmo e alegria. “Hoje é carnaval no meu País, o Brasil”, diz ele, esbanjando simpatia. “Os brasileiros estão gozando do seu sagrado direito à felicidade… Eu digo no sentido bíblico…”

Risos discretos pontuam sua observação. O jovem Helio Beltrão Filho vai em frente: “Com toda a festa que ocorre hoje no meu País, escolhi estar aqui porque a minha festa é aqui”.

Ele é a face mais visível e, ao mesmo tempo, menos assustadora da articulação de direita que grassa no Brasil desde 2005. Assustador é o brasão do Instituto Mises Brasil que lembra, por tudo, a TFP (Tradição, Família e Propriedade). O lema do instituto é “Propriedade, Liberdade e Paz”.

O rosto do brasão é do “patrono” do instituto, o economista conservador austríaco de origem judaica Ludwig von Mises, de frente e de perfil. A imagem de perfil guarda uma profunda semelhança com o general Costa e Silva. Talvez seja uma menção proposital. Helio Beltrão, pai do jovem Helio, foi ministro dos presidentes Costa e Silva e João Figueiredo. Presidiu a Petrobras e foi acionista do Grupo Ultra. Com sua morte, as ações foram herdadas pelo filho.

O brasão é medieval, mas sua utilização é moderna. Ele aparece estampado em camisetas, bonés, chaveiros, moletons, adesivos, todos os tipos de acessórios familiares aos jovens. Até mesmo em shapes de skate. Acompanhado de frases como “Inimigo do Estado”, “Privatização Total” e “Imposto é Roubo”, o busto de Von Mises também aparece isolado em camisetas, fora do brasão. Talvez uma tentativa de transformá-lo em Che Guevara da direita. Todos os produtos são vendidos na loja virtual do instituto.

Guevara de Mickey Mouse

A direita se modernizou, essa é a verdade. (“E a esquerda ficou velha”, comenta um amigo, guerrilheiro dos anos 1970). Helio Beltrão Filho é um importante articulador da aliança de direita no Brasil, mas não é o único a utilizar as mesmas armas da esquerda para outros fins.

O Movimento Endireitar, por exemplo, comercializa uma coleção de camisetas com nome muito sugestivo: Vanguarda Popular. Vanguarda Popular Revolucionária é o nome do grupo de guerrilha em que atuou, na juventude, a presidenta Dilma Rousseff. Faz parte da coleção de estampas uma montagem em que um Che Guevara aparvalhado aparece vestindo orelhas de Mickey Mouse. Em outros modelos, há inscrições como Enjoy Capitalism, grafada com as letras da Coca-Cola.

Há dezenas de blogs de direita explícita rolando na internet. Mas o mais importante deles é um portal que se chama Instituto Millenium. É um senhor portal. Perdão, ele não se assume de direita. Mas nem precisava se assumir. O flerte com a direita é explícito. Basta conhecer a lista dos institutos associados, OSCIPs ou ONGs criados depois do Millenium – Movimento Endireita Brasil, Mises Brasil, Instituto Ling, Instituto Liberal, Instituto Liberdade, Instituto de Estudos Empresariais…

Dez ao todo. Ou consultar a lista de livros indicados com destaque para Por que Virei à Direita, assinado por Luiz Felipe Pondé, João Pereira Coutinho e Denis Rosenfield. O curioso é que o contraponto a esse lançamento da Editora Três Estrelas (de propriedade do grupo Folha de S. Paulo) – A Esquerda que Não Teme Dizer seu Nome, de Vladimir Safatle da mesma editora – é tacitamente ignorado.

Por trás de um nome solene, Millenium, não poderia haver menos solenidade no organograma. Os dirigentes fazem parte do Conselho de Governança, há Câmaras de Doadores, de Mantenedores, o linguajar remete aos tempos dos Cavaleiros da Távola Redonda.

Pedro Bial é fundador

Mas não importa. O portal é grandioso. Não podia ser diferente, se dois de seus pilares são Roberto Civita e Grupo Abril e João Roberto Marinho, sem Rede Globo, porque os dois outros irmãos não estão no jogo. Roberto e João Roberto são mantenedores e integram o Conselho de Governança. Nomes de alta estirpe comandam a operação, como Jorge Gerdau Johannpeter, Armínio Fraga, Helio Beltrão Filho (novamente) e outros rostos conhecidos da TV também estão lá. Pedro Bial, por exemplo, é fundador e curador. Saiba mais

A OPOSIÇÃO ESQUERDA E DIREITA FICOU SIMPLISTA E A POLÍTICA MAIS COMPLEXA E DIFÍCIL DE ENTENDER EM TEMPOS DE IDEOLOGIAS IMPURAS

Que tal comer um Mc na China?

Os conceitos de direita e esquerda estão sujos, imprecisos, confusos. Há tempo que estudiosos não pensam a realidade de forma dicotômica, como se esquerda e direita fossem caixas fechadas, fáceis de compreender. No entanto, os conceitos de esquerda e direita continuam importantes para entender a realidade e compreender a atuação de um político ou de um partido político, principalmente no âmbito econômico da administração pública.

Assim, faz algum sentido falar em esquerda e direita quando se fala em privatização, participação do estado, investimentos sociais e outros. Mas já não servem mais como categorias de análise da realidade, como conceitos para explicá-la.

Hoje a afirmação de que o PT é um partido de esquerda é problemático, mas falar que o PSDB é de direita não é tão problemático. Isso porque o PT usa instrumentos e discurso da esquerda e da direita para governar. Aliás, a fundação do PT é resultado justamente da revisão histórica mundial dos rumos do comunismo. Já o PSDB usa principalmente recursos e discurso conservador da direita, vide a incapacidade de lidar com a violência em São Paulo. Problema da segurança pública, da moradia etc são exclusivamente casos de polícia.

Falar que a China é um país comunista e de esquerda é realmente desconhecer a política e a história. A China é uma das mais horrorosas hierarquias que a direita poderia construir. Um capitalismo perverso totalmente controlado e com liberdade política bastante restrita. É a velha máxima de que quando se vai muito para a esquerda se chega na direita.

O perigo na China não é para o capitalismo, mas para a liberdade individual. EUA e China disputam o globo como impérios capitalistas. O discurso do medo e o discurso do terror proferido por direitistas contra o comunismo nas últimas décadas foi o fantasma que construiu a sociedade da violência e da desigualdade sem fim, como a brasileira. No entanto, qualquer crítica ou avanço contra a desigualdade social e econômica é associado ao risco de um possível comuno-capitalismo, como o Chinês ou outros países semelhantes. A categoria de análise da esquerda e direita parou na década de 60 século passado e não avançou mais, agora virou ideologia.

Hoje a realidade está bastante complexa, ainda que esquerda e direita sejam referências de políticas importantes. Falar em perigo do comunismo hoje em dia soa a delírio esquizofrênico de quem tem muito a esconder por debaixo do pano capitalista da desigualdade. Transferir o discurso para a personificação dos políticos, dizendo que não importa o partido, mas a pessoa, também é uma análise tacanha, udenista. Existem informações importantes e inegáveis na associação partidária,histórica e ideológica, principalmente quando ela se disfarça de não-ideológica.

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O BOM FILHO A CASA TORNA OU PORQUE OS ROQUEIROS REBELDES NA JUVENTUDE SE TORNARAM REAÇAS AOS 50

A volta do filho (de papai) pródigo ou a parábola do roqueiro burguês
Por Cinara Menezes, do Socialista Morena
Será que todo rebelde sem causa vira reaça?
Nem todo direitista é derrotista, mas todo derrotista é direitista. Reparem no capricho do léxico: as duas palavras são quase idênticas. Ambas têm dez letras, soam similares e até rimam. Se você tem dúvida se alguém é de direita observe essas características. Começou a falar mal do Brasil e dos brasileiros, a demonstrar desprezo por tudo daqui, a comparar de forma depreciativa com outros países, é batata. Derrotista/direitista detectado.
Temos hoje no Brasil duas personalidades célebres pelo derrotismo explícito e pelo direitismo não assumido: os roqueiros Lobão e Roger Moreira, do Ultraje a Rigor. Eu ia citar também Leo Jaime, outro direitoso do rock nacional, mas não posso classificá-lo como um derrotista típico –fora isso, no entanto, cabe perfeitamente no figurino que descreverei aqui. Os três são cinquentões: Lobão tem 57, Roger, 56 e Leo, 52.
Da geração dos 80, Lobão sempre foi meu favorito. Eu simplesmente amo suas canções. Para mim, Rádio Blá, Vida Bandida, Vida Louca Vida e Decadence Avec Elegance são clássicos. Além de Corações Psicodélicos, em parceria com Bernardo Vilhena e Julio Barroso, ai, ai… Adoro. E não é porque Lobão se transformou em um reacionário que vou deixar de gostar. Sim, Lobão virou um reaça no último. Alguém que voltasse agora de uma viagem longa ao exterior ia ficar de queixo caído: aquele personagem alucinado, torto, jeitão de poeta romântico, que ficou preso um ano por porte de drogas, se identifica hoje com a direita brasileira mais podre.
Não me importa que Lobão critique o PT ou qualquer outro partido. O que me entristece é ele ter se unido ao conservadorismo hidrófobo para perpetrar barbaridades como a frase, dita ano passado, em tom de pilhéria: “Há um excesso de vitimização na cultura brasileira. Essa tendência esquerdista vem da época da ditadura. Hoje, dão indenização a quem seqüestrou embaixadores e crucificam os torturadores, que arrancaram umas unhazinhas”. No twitter (@lobaoeletrico), se diverte esculhambando o país e os brasileiros, sempre nos colocando para baixo. “Antigamente éramos um país pobre e medíocre… terrível. Hoje em dia somos um país rico e medíocre… pior ainda”, escreveu dia desses.
Os anos não foram mais generosos com Roger Moreira, do Ultraje. O cara que cantava músicas divertidíssimas como Nós Vamos Invadir Sua Praia, Marylou ou Inútil virou um coroa amargo que deplora o Brasil e vive reclamando de absolutamente tudo com a desculpa de ser “contra os corruptos”. É um daqueles manés que vivem com a frase “imagine na Copa” na ponta da língua para criticar o transporte público, por exemplo, sem nem saber o que é pegar um ônibus. Os brasileiros, segundo Roger, são um “povo cego, ignorante, impotente e bunda-mole”. Sofre de um complexo de vira-lata que beira o patológico. Ao ver a apresentação bacana dirigida por Daniela Thomas ao final das Olimpíadas de Londres, tuitou, vaticinando o desastre no Rio em 2014: “Começou o vexame”. Não à toa, sua biografia na rede social (@roxmo) é em inglês.
Muita gente se pergunta como é que isso aconteceu. O que faz um roqueiro virar reaça? No caso de ambos, a resposta é simples. Tanto Roger quanto Lobão são parte de um fenômeno muito comum: o sujeito burguês que, na juventude, se transforma em rebelde para contrariar a família. Mais tarde, com os primeiros cabelos brancos, começa a brotar também a vontade irresistível, inconsciente ou não, de voltar às origens. Aos poucos, o ex-revoltadex vai se metamorfoseando naqueles que criticava quando jovem artista. “Você culpa seus pais por tudo, isso é um absurdo. São crianças como você, é o que você vai ser quando você crescer” –Renato Russo, outro roqueiro dos 80′s, já sabia.
O carioca Lobão, nascido João Luiz Woerdenbag Filho, descendente de holandeses e filhinho mimado da mamãe, estudou a vida toda em colégio de playboy, ele mesmo conta em sua biografia. O paulistano Roger estudou no Liceu Pasteur, na Universidade Mackenzie e nos EUA. Nada mais natural que, à medida que a ira juvenil foi arrefecendo –infelizmente junto com o vigor criativo– o lado burguês, muito mais genuíno, fosse se impondo. Até mesmo por uma estratégia de sobrevivência: se não estivessem causando polêmica com seu direitismo, será que ainda falaríamos de Roger e Lobão? Eu nunca mais ouvi nem sequer uma música nova vinda deles. O Ultraje, inclusive, se rendeu aos imbecis politicamente incorretos e virou a “banda do Jô” do programa de Danilo Gentili.
Enfim, incrível seria se Mano Brown ou Emicida, nascidos na periferia de São Paulo, se tornassem, aos 50, uns reaças de marca maior. Pago para ver. Mas Lobão e Roger? Normal. O bom filho de papai à casa torna. A família deles, agora, deve estar orgulhosíssima.
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HUMOR DE CAMPANHA: ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS TUCANAS E DA REVISTA VEJA, PUBLICAÇÃO ULTRADIREITISTA DA EDITORA ABRIL

DIREITA DA VENEZUELA É IGUAL À DO BRASIL: OS POBRES NÃO MERECEM SAÚDE E EDUCAÇÃO, DIZ A VERDADEIRA VOZ DA OPOSIÇÃO A CHÁVEZ

Saúde e educação gratuitas são “merdas” que os pobres da Venezuela não merecem: é o que pensa Adriana Mendoza Capriles, sobrinha do candidato à presidência da Venezuela Henrique Capriles, musa da direita venezuelana e que mora em Miami. Saiu no sabinabecker, que chamou de a verdadeira voz da oposição.

Fonte: Opensante  via Com Texto Livre

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O SONHO SOCIAL-DEMOCRATA ACABOU E FOI FHC QUEM LEVOU O PSDB AO ÍNDIO DA COSTA E À EXTREMA-DIREITA

A responsabilidade pela presença de Índio da Costa (deputado do DEM já apelidado de Sarah Palin, vice republicana nas últimas eleições dos EUAS e que representa a ala mais conservadora) como vice de José Serra é de Fernando Henrique Cardoso e remonta à eleição de 1994. Fernando Henrique é o grande articulador que colocou o PSDB na extrema-direita. Não era para menos, Plínio conta como FHC traiu quem lutava contra a ditadura.

O PSDB era para ser um partido como o próprio nome diz, social-democrata, mas o destino diz lhe reservou outra posição na política. Em 1994, ao articular uma aliança com os setores mais conservadores e atrasados do Brasil, muitos crescidos na política à sombra da ditadura militar, FHC jogou o PSDB no caminho da extrema-direita. FHC estava interessado em poder, em ser presidente da República, e sacrificou o PSDB para isso. O governo de Fernando Henrique foi um governo dos sonhos do DEM, com desemprego, concentração de renda, liberalismo exacerbado, privatizações e pressão intensa contra as conquistas sociais da população, seja no campo do trabalho ou do bem-estar social. Depois de FHC, o PSDB criou uma identidade próxima ao DEM.  Além disso, o crescimento do PT em todo o Brasil fez com que os dois partidos não pudessem mais se separar.

O PSDB sonhou um dia em ser o que o PT é hoje, um partido liberal-democrata com um viés social. O PT está completamente integrado ao liberalismo e isso irrita profundamente os tradicionais ideólogos do PSDB. Esse deveria ser o papel do PSDB, mas a aliança os 16 anos com o DEM (ex-Arena, PDS, PFL) provocou um amálgama ideológico inseparável. Atualmente não é possível saber se José Serra é mais ou menos à direita do que Sarah Palin ou Índio da Costa. Acusar o estado Boliviano de traficante, acusar o PT de ligação com às Farcs, narcotráfico etc mostra que não há política públicas para o país, mas fantasmas. O DEM é o fantasma do PSDB e o sonho social-democrata acabou, se é que um dia existiu.

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CARTA MAIOR: O QUE REPRESENTA A CANDIDATURA DEMOTUCANA DE JOSÉ SERRA?

Um tucano, um lobo, um cordeiro ou um blefe?

Por Saul Leblon/Carta Maior

Qual a pele da candidatura Serra?

A candidatura Serra representa o estuário do que há de pior no conservadorismo brasileiro. Um verdadeiro cavalo-de-tróia pintado com palavras de um difuso ‘progressismo’ para edulcorar o verdadeiro projeto por trás das rédeas: derrotar o avanço popular obtido a duras penas com o governo Lula nos últimos anos, mas sobretudo agora no segundo mandato; trazer a direita de volta ao comando do Estado brasileiro (de onde nunca saiu, mas perdeu a hegemonia absoluta da era FHC). E, estrategicamente, impedir que a continuidade desse processo possa aprofundar a democracia social no país.

A mídia conservadora bateu bumbo nos últimos dias na tentativa de tornar o lançamento oficial da candidatura de José Serra pela coalizão demotucana um fato político novo no cenário nacional. Notável, sobretudo, o esforço de pintá-lo com as cores de um ‘progressismo palatável’; adepto da ‘indução estatal sem Estado forte’, seja lá o que isso significa. Um verdadeiro bambolê ideológico. Tudo para conciliar a imagem de um candidato oferecido pelo marketing como ‘popular’ –ancorado na história passada de presidente da UNE– mas cercado ao mesmo tempo de um núcleo de campanha derivado da cepa mais reacionária da política nativa, do qual constam nomes como os de José Agripino, Paulo Bornhausen, Arthur Virgílio, José Carlos Aleluia entre outros.
O malabarismo é típico de quem quer engrossar o glacê da narrativa para ocultar o azedo do recheio. A verdade é que não importa o que Serra diz que pensa em seu discurso de candidato oficial; não importa o que seus amigos pensam que ele pensa; objetivamente, a candidatura Serra lançada em Brasília neste sábado representa o estuário do que há de pior no conservadorismo brasileiro. Um verdadeiro cavalo-de-tróia pintado com palavras de um difuso ‘progressismo’ para edulcorar o verdadeiro projeto por trás das rédeas: derrotar o avanço popular obtido a duras penas com o governo Lula nos últimos anos, mas sobretudo agora no segundo mandato; trazer a direita de volta ao comando do Estado brasileiro [de onde nunca saiu, mas perdeu a hegemonia absoluta da era FHC]. E, estrategicamente, impedir que a continuidade desse processo, representada por Dilma Rousseff, possa aprofundar a democracia social no país. Serra reúne os ingredientes para essa investida ainda que não seja o candidato ideal da direita por seu ”desenvolvimentista de boca’, como diz Maria da Conceição Tavares.

O alardeado ‘progressismo desenvolvimentista’, na verdade, resume-se à prática de um fiscalismo autoritário que se harmoniza com a sua outra face, esta sim, muito apreciada pela coalizão que o apoio: o arraigado anti-sindicalismo; a aversão doentia à negociação com os movimentos populares que cobram a democratização efetiva do poder, que passa necessariamente pela maior participação nas decisões sobre onde, como e quando investir os fundos públicos. Por exemplo, quanto investir na remuneração de funcionários públicos que prestam serviços essenciais à população? (Texto integral na Carta Maior)

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REFORMA AGRÁRIA NO BRASIL É FEITA COM ESMOLA; RURALISTAS EMBOLSAM 25 VEZES O VALOR REPASSADO A COOPERATIVAS DE ASSENTADOS
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