Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos de tags: documentário

ELENA: O SONHO AMERICANO MATOU A FILHA DO COMUNISTA?

Elena: o duplo sonho americano

Elena: o duplo sonho americano

O documentário Elena, de Petra Costa, é de uma beleza estética única, de uma dor múltipla. Ele nos carrega para além do cinema e da narrativa convencional; é também uma verdade que atormenta não no enredo, mas (continue…)

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GUERRA CONTRA A DEMOCRACIA: JOHN PILGER MOSTRA O ESTRAGO QUE OS EUA FIZERAM NAS DEMOCRACIAS DA AMÉRICA

John Pilger

John Pilger

O australiano John Pilger, experiente jornalista radicado em Londres, mostra a tragédia da política externa dos Estados Unidos nos últimos 50 anos na América Latina. É interessante que um jornalista australiano precisa vir a América para mostrar a nossa própria tragédia política.

Pilger, que já ganhou prêmios como jornalista na Inglaterra, ganha credibilidade porque entrevista os próprios autores da guerra contra a democracia. Ele vai aos EUA e entrevista um ex-agente da CIA que justifica as torturas e as mortes provocadas pela derrubada de regimes democráticos. São inúmeros golpes de Estado financiados pelos Estados Unidos nas últimas décadas, sustentados por torturas e morte, inclusive no Brasil.

Um dos momentos mais interessantes é quando Pilger entrevista um empresário venezuelano que reclama do chavismo, comparando o governo Chaves à revolução comunista da Rússia de 1917.  Pilger não se contém e dá risada do discurso do empresário. Vale a pena para entender a ação dos Estados Unidos do México ao Chile. Vídeo abaixo:

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VAN GOGH NA BELEZA DO PRETO E BRANCO, POR ALAIN RESNAIS

Vincent van Gogh, Prisoners Exercising, 1890

Vincent van Gogh, Prisoners Exercising, 1890

Por Maura Voltarelli

Vincent van Gogh é hoje um dos maiores pintores modernos. Difícil quem não o conheça, quem não tenha ouvido falar sobre ele alguma vez. Mais difícil ainda não se impactar com suas pinturas, com suas formas delirantes, com suas cores colossais que, de certa forma, refletem a trajetória complexa e densa de um dos maiores nomes do impressionismo mundial.

Para contar um pouco da história de Van Gogh o diretor francês Alain Resnais foi convidado, em 1948, para fazer um filme curto sobre ele, que coincidia justamente com uma exposição do artista que então estava sendo montada em Paris. O filme, intitulado Van Gogh, recebeu diversos prêmios e foi o primeiro de muitos outros filmes feitos pelo diretor sobre o universo da arte moderna, como Gauguin (1950) e Guernica (1950).

Reproduzimos aqui uma versão com legendas em espanhol, mas, para além dos diferentes códigos linguísticos, o arte/documentário de Resnais fala em uma linguagem universalmente conhecida pelo público: a linguagem da arte. E mais ainda, essa linguagem é transmitida pela pureza essencial do preto e branco, o que deixa os quadros de Van Gogh ainda mais sublimes.

A tentativa foi de reconstituir a vida do pintor por meio de seus quadros, tornando-o mais conhecido do grande público. Tarefa nem sempre fácil, pois Van Gogh foi um daqueles artistas que teve sua existência atravessada pela miséria, pela loucura, e por todas as regiões de sombra que possam se abrir diante da existência humana. Nele, no entanto, as experiências do limite só fizeram aumentar a genialidade do seu trabalho.

Assim como Hölderlin e Nietzsche, Van Gogh vivenciou em vida a experiência da morte, rompeu a barreira entre os domínios e, por isso, conseguiu na sua obra a maturidade do estilo e o frescor de uma atualidade sempre potente, sempre renovada.

França, 1948.
Direção e edição: Alain Resnais.
Narrador: Claude Dauphin. Diretor: Gaston Diehl e Robert Hessens. Producão: Pierre Braunberger, Gaston Diehl e Robert Hessens. Música original: Jacques Besse. Fotografia: Henry Ferrand. Versão original em francês com legendas em espanhol. Duração: 18 min.

Vale a pena também ver este vídeo, uma bela experiência estética que traz o quadro De sterrennacht EM MOVIMENTO.

Van Gogh não morreu devido a uma condição delirante, e sim por haver chegado a ser corporalmente o campo de ação de um problema em cujo redor se debate, desde suas origens, o espírito iníquo desta humanidade, o predomínio da carne sobre o espírito, o do corpo sobre a carne, do espírito sobre um ou sobre outra. Onde está, neste delírio, o lugar do eu humano?

Antonin Artaud

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O RAPTO DE PROSÉRPINA, DE GIAN LORENZO BERNINI: O GRITO DO MITO
EXPERIÊNCIA ESTÉTICA É O QUE SINTETIZA A NOVA VERSÃO PARA O CINEMA DO CLÁSSICO DE TOLSTÓI “ANNA KARENINA”
“OS SALTIMBANCOS”, DE PICASSO, SERVIU DE INSPIRAÇÃO PARA A QUINTA DAS “ELEGIAS DE DUÍNO”, DE RILKE, QUE ABORDA A INDIFERENÇA DO MUNDO À ARTE
‘PÃO E VINHO’, DO POETA ALEMÃO FRIEDRICH HÖLDERLIN, PROCLAMA QUE OS DEUSES ESTÃO VIVOS E QUE A FUNÇÃO DO POETA NOS TEMPOS DE CARÊNCIA É ATUAR EM FAVOR DO MITO POR VIR

CURTA-METRAGEM: COMO REINSERIR QUEM NUNCA FOI INSERIDO EM NADA NA SOCIEDADE?

VENEZUELA CONHECE A HISTÓRIA DO BRASIL: DOCUMENTÁRIO O DIA QUE DUROU 21 ANOS DESVENDA EMBAIXADOR LINCOLN GORDON

Gordon: Embaixador que planejou o golpe de 64

Gordon: embaixador que coordenou o golpe de 64

Assistir ao documentário O dia que durou 21 anos é entender um pouco porque a Venezuela costuma expulsar embaixadores norte-americanos. O apoio a golpes de Estado parece ser uma prática constante daquele país. Depois de quase 40 anos do golpe brasileiro, a Venezuela sofreu um golpe, também com o apoio dos EUA.

Bom, a Venezuela não é o tema desse documentário. Ele fala do Brasil no ano de 1964. Mas, depois de ver esse filme, talvez seja necessário manter-se bem informado sobre os embaixadores e sua atuação.

O filme, rico em gravações e documentos oficiais, mostra a atuação do agente dos EUA, Lincoln Gordon, que estava no Brasil travestido de embaixador.

Um bom trabalho jornalístico, que não esquece da participação da mídia no Golpe. O curioso é que a maioria dos entrevistados no filme são estudiosos norte-americanos.

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MUITO ALÉM DO PESO: DOCUMENTÁRIO MOSTRA O ATAQUE DA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS E DA MÍDIA CONTRA CRIANÇAS E PAIS

DOUTRINA DO CHOQUE: LIVRO DA JORNALISTA E ESCRITORA NAOMI KLEIN ANALISA O LEGADO ECONÔMICO DA DESIGUALDADE

O legado miserável de Reagan, Thatcher e Pinochet

Paulo Nogueira

Naomi: a origem da brutalidade econômica foi no Chile

Naomi: a origem da brutalidade econômica foi no Chile

No livro “Doutrina do Choque”, a escritora Naomi Klein dá uma aula de mundo moderno

Uma aula brilhante de mundo moderno. É uma maneira sintética de definir o livro A Doutrina do Choque, da escritora, jornalista e ativista canadense Naomi Klein, 44 anos.

Vou colocar, no pé deste artigo, um documentário baseado na obra, com legenda em português. Recomendo que seja visto, e compartilhado.

Naomi, como é aceito já consensualmente, identifica em Reagan e Thatcher, cada um num lado do Atlântico, um movimento que levaria a uma extraordinária concentração de renda no mundo.

Ambos representaram administrações de ricos, por ricos e para ricos. Os impostos para as grandes corporações e para os milionários foram sendo reduzidos de forma lenta, segura e gradual.

Desregulamentações irresponsáveis feitas por Reagan e Thatcher, e copiadas amplamente, permitiram a altos executivos manobras predatórias e absurdamente arriscadas com as quais eles, no curto prazo, levantaram bônus multimilionários.

O drama se viu no médio prazo. A crise financeira internacional de 2007, até hoje ardendo mundo afora, derivou exatamente da ganância irresponsável e afinal destruidora que as desregulamentações estimularam nas grandes empresas e nos altos executivos.

No epicentro da crise estavam financiamentos imobiliários sem qualquer critério decente nos Estados Unidos, expediente com o qual banqueiros levantaram bônus multimilionários antes de levar seus bancos à bancarrota com as previsíveis inadimplências. (Ruiria, com os bancos, também a ilusão de que o reaganismo e o thatcherismo fossem eficientes.)

Tudo isso, essencialmente, é aceito.

O engenho de Naomi Klein está em recuar alguns anos mais para estudar a origem da calamidade econômica que tomaria o mundo a partir de 2007.

O marco zero, diz ela, não foi nem Thatcher e nem Reagan. Foi o general Augusto Pinochet, que em 1973 deu, com o apoio decisivo dos Estados Unidos, um golpe militar e derrubou o governo democraticamente eleito de Salvador Allende no Chile.

Foi lá, no Chile de Pinochet, que pela primeira vez apareceria a expressão “doutrina de choque”. O autor não era um chileno, mas o economista americano Milton Friedman, professor da Universidade de Chicago.

Frieman dominou a economia chilena sob Pinochet

Um programa criado pelo governo americano dera, na década de 1960, muitas bolsas de estudo para estudantes chilenos estudarem em Chicago, sob Friedman, um arquiconservador cujas ideias beneficiam o que hoje se conhece como 1% e desfavorecem os demais 99%.

Dado o golpe, os estudantes chilenos de Friedman, os “Chicago Boys”, tomaram o comando da economia sob Pinochet e promoveram a “Doutrina do Choque” – reformas altamente nocivas aos trabalhadores, impostas pela violência extrema da ditadura militar.

Da “Doutrina do Choque” emergiria, no Chile, uma sociedade abjetamente iníqua que anteciparia, como nota Naomi Klein, o que se vê hoje no mundo contemporâneo.

O Brasil, de forma mais amena, antecipara o Chile: o golpe militar, também apoiado pelos Estados Unidos (e pelas grandes empresas de jornalismo, aliás), veio nove anos antes, em 1964. Tivemos nossos Chicago Boys, mas em menor quantidade, como Carlos Langoni, que foi presidente do Banco Central.

Com sua sinistra “Doutrina do Choque”, Friedman, morto em 2006, é o arquiteto do mundo iníquo tão questionado e tão merecidamente combatido em nossos dias.

Um dos méritos de Naomi Klein é deixar isso claro – além de lembrar a todos que situações de grande desigualdade são insustentáveis a longo prazo, como a guilhotina provou na França dos anos 1790.

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APESAR DA RETOMADA, A CINEMATOGRAFIA BRASILEIRA SE DESFAZ QUANDO A GLOBO JOGA NA TELA GRANDE A ESTÉTICA DA TV, DIZ BODSTEIN

O professor Celso Bodstein, da PUC-Campinas e da Unicamp, em entrevista à TV Educação Política, afirma que o cinema feito a partir da estética televisiva tem pouco a acrescentar ao cinema brasileiro. Para ele, esse tipo de produção costuma dar grande bilheteria, mas faz as pessoas se envolverem com a sétima arte apenas no campo da diversão.

O professor também fala do renascimento do documentário, que vive um momento diferente da ficção, com uma produção mais livre e esteticamente mais forte. Veja abaixo:

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PARTIDO DA VOVOZINHA FEMINISTA – TODA NETINHA DEVERIA SABER

MICHAEL MOORE É GENIAL EM SICKO; É O CHARLES CHAPLIN QUE OS EUA NÃO PODEM EXPULSAR

MERCEARIA PARAOPEBA OU UM RETRATO DO BRASIL

Em Itabirito, interior de Minas Gerais, há uma daquelas peças que montam o rico e múltiplo quebra-cabeça do Brasil por trazerem um pouco do nosso gosto, do nosso riso, da nossa simpatia, da nossa história. Falo da Mercearia Paraopeba, um daqueles espaços que tem um pouco de tudo e um pouco de todos.

A Mercearia e seus proprietários, pai e filho, são o tema deste belo documentário dirigido por Rusty Marcellini que retrata um pouco da cultura do povo brasileiro. Fala-se de queijo, goiabada, jatobá, marcela de fazer travesseiro…Fala-se dos costumes do brasileiro, do seu gosto pela terra, pela prosa, pela tradição. Há neste vídeo um pedaço do Brasil original, simples e sonhador. Cheio de brilho nos olhos e solidariedade com o outro.

Há nesse vídeo, um Brasil que se perde nos grandes centros, com os grandes prédios, com a distância trazida pelos computadores, celulares e outras eletrônicos diversos. Ao mesmo tempo, há a fotografia de um Brasil feliz, que cresce e ajuda o outro a crescer, e que tem, como gosto primeiro, os produtos da natureza, os milagres gerados pela estética do tempo, o fruto da semente e do trabalho do homem ao lavrar a terra.

É emocionante ver pai e filho falando da sua história, ver como a mercearia é para eles não só o meio a partir do qual garantem o seu sustento, como também o instrumento de existência e perpetuação da família com o passar do tempo. Paraopeba é uma forma de permanecer, de existir, de sonhar…

Quando penso que em outras épocas não tão distantes e que ainda hoje, querem internacionalizar o Brasil, ou descobrir o nacional nas chaminés das grandes metrópoles, sinto vontade de gritar pelo regional, por esse Brasil da diversidade, das culturas, da diversidade social. O que eles não entendiam é que em um país que carrega uma história como a do Brasil, não é possível falar em uma imagem para a nação. O que existe é uma diversidade, uma pluralidade de vozes e coisas.

Por trás dessa diversidade, no entanto, é possível falar de uma unidade, de um mesmo riso e brilho nos olhos, de um amor pela terra, pela natureza, pela vida, de uma alma brasileira que nos interiores dos interiores do Brasil segue a renovar-se em Mercearias, casas e bares e que se perde no anonimato, na invisibilidade das grandes cidades!

Deixo o ritmo e as cores de Paraopeba, um armazém das antigas que guarda o futuro na tradição:

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PUNKS NO BRASIL: ELES QUERIAM ABRAÇAR A LIBERDADE!

Da Agência Educação Política

O documentário Botinada, de Gastão Moreira é uma ótima opção para quem quer conhecer um pouco mais sobre a origem do movimento punk no Brasil. O documentário, fruto de quatro anos de pesquisa, é muito bem feito. Traz uma grande riqueza de fontes (77 pessoas entrevistadas), além de imagens raras e inéditas compiladas pela primeira vez que contribuem para contextualizar o documentário e preenchê-lo com inúmeras referências artísticas e culturais.

O vídeo conserva um ritmo dinâmico e, muitas vezes, bem humorado, fruto da habilidade do diretor em relacionar as entrevistas e ir tecendo uma verdadeira trilha documental de uma época.

O registro de depoimentos daqueles que estiveram no centro do movimento punk quando este começou a surgir, dizem alguns, em São Paulo, e também daqueles que ajudaram o movimento acontecer, além de depoimentos inusitados e bastante pertinentes, como o de uma das mães dos líderes do movimento punk, formam uma rede de fatos, história, luta política e social e, principalmente, de memória!

Os braços do "A" rompem o círculo, vencem os limites em que estão inseridos e avançam em direção à liberdade!

É gostoso ver como a geração de 82, a principal retratada pelo vídeo, ainda guarda boas lembranças e fala daquela época com risos e brilho nos olhos. Os depoimentos contagiam quem assiste, pois eles passam um sonho que ainda parece viver em cada um dos entrevistados, uma vontade de ser visto, de ser livre, de fazer música e, com certeza, de fazer a revolução. Mesmo que hoje eles façam outra coisa, tenham se distanciado completamente do punk e até da música, o fato é que a experiência que eles viveram em iniciar o movimento punk no Brasil a partir de São Paulo parece ocupar um lugar privilegiado naquele canto da alma que guarda nossas conquistas, nossas lutas, uma ou outra utopia.

Mas, o grande trunfo do vídeo, é justamente fazer conhecer um outro lado do movimento punk que só poderia ser trazido por aqueles que realmente fizeram o punk acontecer no Brasil. Um lado que vai além do cabelo arrepiado, dos olhos pintados, da postura aparentemente esquiva e agressiva, dos coturnos, das roupas pretas cheias de tachas, das tatuagens a perder de vista e da música caracterizada pelo som forte, pela guitarra intensa e explosiva, pelas letras quase sufocadas pelo grito do vocalista.

O vídeo permite ver que o que realmente sufoca a letra não é o grito do vocalista, mas o grito mudo e perverso que sai da desigualdade social. Ele mostra um movimento formado, principalmente, a partir de garotos da periferia, excluídos pelo estado, esquecidos pelas oportunidades, condenados a serem mais um símbolo do eterno desperdício de talentos que marca o Brasil até hoje. E como marca!

O movimento punk, acima de tudo, foi uma reação a essa injustiça, a essa espinhosa desigualdade social. Foi uma luta social, cultural e política por uma efetiva democracia que pudesse ver a todos e existir de fato para todos. O vídeo ajuda a compreender como a mídia destruiu a essência do movimento punk fazendo com que ele fosse visto apenas como símbolo de violência, truculência e agressividade. Quem era punk passou a ser associado a tudo de ruim que a sociedade poderia produzir ou assimilar e, como mais uma praga, passaram a ser evitados, ignorados, espremidos pelos muros do capitalismo e, por fim, apagados.

Um documentário como o de Gastão Moreira ajuda a resgatar a verdade da história e dos fatos, ajuda a curtir um som, voltar em uma época. Ajuda a provar do gosto de um dos ideias mais bonitos que já se criou: o ideal da liberdade, do anarquismo, da mútua comprensão e do amplo respeito pelo outro que conduz à mais harmônica e livre sociedade.

Não há nada mais bonito e foi exatamente por isso que eles lutaram. Com tachas pelo corpo, olhos pintados, cara de mau, som agressivo, mas, talvez, fosse essa apenas mais uma forma ou a única forma de conseguir ser visto, de conseguir ser ouvido, notado nesse mar em que navega a multidão. Os punks queriam existir, queriam que aqueles que sempre os ignoraram tivessem que vê-los, ouvi-los, suportá-los. Assim como o anarquismo, eles queriam quebrar o círculo de barreiras que prende e condiciona os indivíduos, estourar esse círculo e abraçar a liberdade!

Não há barulho mais belo…

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LÓKI, DOCUMENTÁRIO SOBRE ARNALDO BAPTISTA MOSTRA A IMPORTÂNCIA RADICAL DE UM MÚSICO EXTRAORDINÁRIO

O documentário Lóki, produzido pelo Canal Brasil, é preciso em situar a importância de Arnaldo Baptista nos Mutantes e para a música popular brasileira, quiçá mundial.  O documentário clareia o tropicalismo que estava presente nos Mutantes, sob a forte genialidade do jovem Arnaldo Baptista.

Lóki resgata toda a trajetória musical do artista como se fosse uma biografia. É rigoroso nas apurações e mostra, com cuidado na voz dos participantes,  uma história que explicita a mistura explosiva de rompimento afetivo, drogas e rock ´n´roll.

Veja trecho do documentário abaixo

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CHE, DE STEVEN SODERBERGH, NOS ENSINA QUE A LIBERDADE DE UM PAÍS SE CONQUISTA COM EDUCAÇÃO E JUSTIÇA
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