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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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DROGADOS PELO DINHEIRO: FISSURA DE SUPER-RICOS SUSTENTA A MISÉRIA DO MUNDO E ABALA AS ECONOMIAS DOS EUA E DA EUROPA

Teste seu vício: o que isso lhe provoca?

Nos últimos tempos, temos visto no Brasil muitas reportagens sobre os milionários, os mega ricos, os super-ricos. O sucesso econômico do país com o governo do ex-presidente Lula consolidou alguns impérios financeiros pessoais e de grupos econômicos. Isso fez com que um grupo de pessoas, ainda que seleto, pudesse usufruir do mais alto luxo e extravagância. O patrimônio dessas pessoas pode atingir 100 milhões de dólares.

Esse processo não foi diferente na Europa e Estados Unidos, que já garantiam há algum tempo essa cultura do dinheiro sem limite. Mas essa cultura neoliberal pelo enriquecimento sem freio, esse culto ao dinheiro, tem se transformado num grande clube da destruição. Apesar de gerar prazer extasiante para seus viciados, a falta de regras e controles do Estado têm arrasado a economia de vários países. Nesta semana,  por exemplo, os bancos espanhóis vão receber 100 bilhões de euros!

Os super-ricos, os altos executivos de bancos e seus lucros sem controle, os corruptores do sistema político, os manipuladores de má fé de produtos industriais para baratear custos e aumentar o lucro e os ruralistas que se beneficiam de trabalho escravo são alguns drogados pelo dinheiro. 

Essa cultura, que abalou a estrutura da maior economia mundial, os EUA, e do continente mais próspero, a Europa, está imbuída de sentidos falsos e cínicos. Um deles é de que “o mundo é dos espertos”, “todo mundo rouba”, “o importante é levar vantagem”, “política é assim mesmo” etc etc etc. Esse mesmo pensamento é associado à ideologia que combate o fantasma do comunismo. Contra esse fantasma, tudo pode. É a ideologia da extrema-direita, que foi eficiente para combater os comunistas durante a guerra fria e hoje se tornou uma tragédia e uma farsa, replicadas pela mídia.

Esse substrato cultural sustentou as políticas de desregulamentação econômica da Europa e EUA. Nesse bonde, as redes de rádio, TV e Jornais serviram de sustentação espalhando o medo ideológico e avalizando mega fusões de empresas controladoras de mercado. Isso tem destruído a economia de países para manter intactos os drogados pelo dinheiro, também conhecido como “o mercado”, os grandes apostadores das bolsas, os grandes compradores de ações, os grandes corruptores do sistemas, os grandes falsificadores de produtos de mega empresas etc.

A fissura pelo dinheiro se tornou uma droga tão pesada que permitiu o rompimento dos laços societários, da vida em comunidade, da vida em uma cidade, de uma nação. Nesse panorama, não há sequer pudor em se associar a criminosos, corruptores, assassinos, espiões, usurpadores e escravocratas.

A busca pela manutenção ideológica do vício do ganho financeiro permite o vale tudo, da mesma forma como age o garoto pobre que rouba casas, carros, pessoas e mata para poder se drogar e viver uma bela noite de delírio.

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SEGUNDO LEVANTAMENTO DA ALESP, CRACK JÁ É A SEGUNDA DROGA MAIS CONSUMIDA DO ESTADO, FICANDO ATRÁS APENAS DO ÁLCOOL

Espalhando-se pelo país...

Pesquisa divulgada recentemente pela Confederação Nacional de Municípios (CMN) confirmou os dados que já haviam sido levantados em uma pesquisa feita pela Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Entre outras coisas, as pesquisas revelam que o consumo de crack vem aumentando nas cidades do estado de São Paulo devido à facilidade de acesso e ao baixo custo. Esses dois fatores fazem com que os consumidores cada vez mais prefiram a droga ilícita. A prova disso é que o crack já é a segunda droga mais consumida no estado, ficando atrás apenas do álcool e substituindo-o em diversos casos.

Além disso, a pesquisa da CMN revelou que o crack está mais presente em cidades pequenas do interior do que nas metrópoles paulistas e na capital.

Os dados mostram como o crack já está disseminado em grande parte do país e a revelação que subsiste por trás dos números impõe um desafio cada vez maior ao poder público: o de saber enfrentar a questão como uma problema de saúde pública e não como mais um “caso de polícia” como estamos acostumados a ver.

O Brasil não será uma país desenvolvido enquanto não conseguir resolver seus problemas de forma efetiva e minimamente coerente. O crack não é caso de polícia e sim de política efetiva de saúde pública o que, infelizmente, parecemos não ter.

Veja trecho de notícia sobre o assunto publicada pela Agência Brasil:

SP: crack está mais presente nas pequenas cidades, mostra pesquisa
Por Vinicius Konchinski

São Paulo – Uma pesquisa divulgada esta semana pela Confederação Nacional de Municípios (CMN) aponta que o consumo do crack está substituindo o de álcool em algumas cidades do país. Devido à facilidade de acesso ao crack e ao seu baixo custo, algumas pessoas estão deixando de beber e usando cada vez mais a droga ilícita.

Essa constatação ratifica um quadro que já havia sido descrito em uma pesquisa feita pela Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O levantamento, divulgado há dois meses, indica que o crack já é a segunda droga mais presente no estado, ficando atrás somente do álcool.

Para a pesquisa da Alesp, questionários foram enviados a 325 municípios paulistas, pouco mais da metade dos 645 existentes. Em 31% das respostas, foi apontado que o crack está entre as drogas mais presentes nas cidades. O álcool esteve em 49% das respostas.

A pesquisa mostra ainda que a droga está mais presente em pequenas cidades e no interior do que nas metrópoles paulistas e na capital. Nas cidades com população entre 50 mil e 100 mil habitantes, por exemplo, o crack e o álcool são citados, os dois, em 38% das respostas sobre a droga mais usada. Nas cidades com mais de 100 mil habitantes, o álcool tem 51% e o crack, 34%.

Nas cidades da região de Barretos (a 440 quilômetros da capital), o crack já aparece como a droga mais presente. Na região, 33,3% das respostas citam a droga como uma das mais encontradas, enquanto 25% das cidades apontam o álcool. Já na região da capital, o crack aparece em 17% das respostas e o álcool, em 61%.

Para o presidente da Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack, o deputado estadual Donisete Braga (PT), os dados da pesquisa demonstram que o crack é hoje um problema de todas as cidades do país. Segundo ele, a droga já está disseminada em todo o Brasil e o seu uso é menor quando há investimentos para isso. (Texto completo)

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