Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos de tags: drogas

Brasil reduz em 30% os viciados em cigarro sem polícia, sem homicídios, sem ‘bala perdida’ e sem presídios

Os números, divulgados hoje (28) pelo Ministério da Saúde, representam uma queda de 30,7% no total de fumantes no país nos últimos nove anos. Dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção More…

História da cocaína está deixando o senador Aécio Neves louco de raiva

Existem muitos comentários nas redes sociais sobre o consumo de cocaína  pelo senador Aécio Neves, candidato do PSDB à presidência da República. A história ficou pior depois que a polícia apreendeu em Minas Gerais um helicóptero de aliados de Aécio Neves com 500 quilos de cocaína. Mas o que deveria (Continue lendo…)

Especialistas expõem o fracasso da proibição às drogas em evento na Unicamp

Pesquisadores se posicionaram contra a criminalização das drogas em evento para debater o tema promovido pela Unicamp. Para eles, além de não resolver o problema, a criminalização acrescentou problemas como a violência. É o que informa texto publicado pela (Continue lendo…)

Sem polícia e sem UPP, Brasil consegue reduzir número de viciados em cigarro

Sem a guerra estabelecida no combate ao tráfico de drogas no Brasil, exposta de forma dramática no Rio de Janeiro com a morte de inocentes quase que diariamente, o Brasil conseguiu reduzir o vício do cigarro. Sem acionar a polícia, o caveirão ou o Bope, o Ministério da Saúde divulgou hoje (30) pesquisa (Continue Lendo…)

Coronel da PM diz que polícia no combate às drogas é insano e um grande fiasco

“Há ataques de traficantes às bases policiais, traficantes matando policiais e estes matando traficantes. Em suma, no final, nós temos aqui um modelo que acaba resultando em brasileiros matando brasileiros”.“É uma matança tremenda”. (Continue lendo..)

O retumbante fracasso do uso da polícia no combate ao consumo de drogas

Em praticamente todas as pontas do planeta, a política de combate às drogas com a criminalização e ação policial resultou num retumbante fracasso. No Brasil são milhões de reais jogados no ralo do combate às drogas. (Continue lendo…)

GUERRA CONTRA AS DROGAS: A HUMANIDADE PARTIU PARA A IGNORÂNCIA, MAS SERÁ ESSA A ÚNICA NÃO-SOLUÇÃO?

Milhares passam fome e milhõe$ combatem as drogas

Milhares passam fome e milhõe$ combatem as drogas

Quando duas pessoas saem no tapa ou partem para a briga, é comum usar a expressão popular: “eles partiram para a ignorância”. Partir para a ignorância é romper toda a capacidade de diálogo, é a guerra. Quando o presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, declarou guerra às drogas, há 40 anos, e levou vários países a seguir essa estratégia, ele também decidiu partir para a ignorância.

É por isso que até hoje a chamada guerras às drogas não acabou e os países continuam a “partir para a ignorância” sem fim. E provavelmente passaremos mais 40 anos na pancadaria contra as drogas. Há 4 décadas, todas as polícias de praticamente todos os países combatem as drogas com armas de fogo pesada, equipamentos de guerra, tapas, pontapés e assassinatos. E o resultado? Não, não há resultado.

O tráfico e o consumo de drogas só tem aumentado, na maioria das vezes com a complacência e parceria de quem deveria combater.

Não seria hora de pensar em uma nova guerra contra as drogas? Não seria mais inteligente combater as drogas de outra forma, visto que essa não tem dado resultado?

Que tal uma guerra humanitária e política contra as drogas? Por que não investir pesado em uma região dominada pelo tráfico, que normalmente são regiões pobres, como favelas? No lugar de intervir, investir. Assim, os combatentes contra as drogas seriam outros, pessoas comuns. Veja só:

O primeiro batalhão de artilharia poderia ser de arquitetos e engenheiros que, armados de pranchetas e cálculos, em parceria com a comunidade, desenharia um plano de urbanização, com casas decentes para todos os moradores, ruas, escolas, hospitais, locais de lazer, para comércio, indústria e até para agricultura de hortaliças. Em seguida, um batalhão armado com retroescavadeiras, pás e enxadas para erguer um novo bairro por etapas, com a consonância dos moradores.

Na sequência entram mais três batalhões para fuzilar as drogas.

Um batalhão seria das secretarias de Educação, Saúde, Esporte e Lazer, com atendimento das crianças de zero a 18 anos, programando educação e atividades escolares, culturais e esportivas.

Outro batalhão entraria para financiar pequenos negócios, profissionalização e assistência social para os adultos. Esse seria um batalhão persistente e implacável com a miséria social e econômica.

E, por último, um postinho da polícia comunitária.

Será que daria resultado? Por que não testar?

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HOLANDA DISCRIMINALIZA DROGAS E FECHA PRESÍDIOS: JÁ NÃO PASSOU DA HORA DE PENSAR O TEMA SEM PRECONCEITOS, FANTASMAS E TABUS?

Governo gasta milhões de reais no combate às drogas e o problema só aumenta

Governo gasta milhões de reais no combate às drogas e o problema só aumenta

Holanda fecha presídios por falta de prisioneiros

O que é a utopia no Brasil, é a realidade da Holanda. Enquanto padecemos de uma epidemia de prisões, a Disneylândia dos maconheiros fecha as portas de cárceres por falta de criminosos. Parece história de conto de fadas, mas o caso aconteceu em 2009, quando a então Ministra da Justiça Nebahat Albayrak anunciou que oito complexos carcerários seriam desativados. Na época, o país contava com capacidade de 14 mil presos, mas tinha somente 12 mil cidadãos atrás das grades e via o número de réus condenados em contaste declínio.

Para se ter uma ideia do abismo entre a realidade brasileira e holandesa, dos quase 17 milhões de habitantes dos Países Baixos somente 12 mil estão recluídos. No Brasil, de quase 200 milhões de habitantes, cerca de 600 mil estão encarcerados. Uma pesquisa recente indicou um aumento de mais de 380% na população carcerária de 1992 a 2012. O crescimento populacional do período é de 28%. Em Portugal, onde diversas drogas foram descriminalizadas, o número de crimes também caiu, apesar de ter tido um aumento razoável desde 2008, após o estouro da crise mundial que atingiu os países do sul da Europa em cheio.

Uma das razões para tal declínio parece ter a ver com a regulamentação e legalização de algumas drogas, já que elimina o crime de tráfico, o que leva muitos usuários a serem assim enquadrados, incrementando os números e lotando as celas. Em terras tupiniquins, o líder da lista de crimes que mais gera prisões é o tráfico de drogas, com um índice de 24%. O roubo qualificado fica na segunda posição, com 17%.

Há anos as forças proibicionistas proclamam por aí que a tolerância ao uso de canábis e outras drogas levaria ao aumento do crime e abusos do uso das drogas, mas os fatos tem mostrado o contrário. O Uruguai de Mujica já viu que isso não passa de balela, assim como outros países que pouco a pouco vão adotando novas leis mais liberais e políticas educacionais. Enquanto isso, o Brasil leva um projeto retrógrado ao Congresso, seguindo a linha torta da tolerância zero. Ao invés de rever crimes que não atigem ninguém, o governo planeja a contrução de mais presídios.

Tem alguém tirando vantagem dessa situação absurda e ilógica, e pode ter certeza, meu caro leitor, que não sou eu nem você. (Growroom)

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GUERRA CIVIL: POLÍTICA DE SEGURANÇA DE GERALDO ALCKMIN E DO PSDB SÓ FUNCIONARIA SE FOSSE SUSPENSO O ESTADO DE DIREITO

Depois de 20 anos de PSDB, violência explode em São Paulo

Depois de quase 20 anos de governo do PSDB em São Paulo, os índices de assassinatos explodem e está declarada uma guerra urbana entra a Polícia Militar e os grupos organizados de traficantes. Os bandidos que estão matando policiais hoje em São Paulo nasceram quando o PSDB chegou ao poder no estado.

O governador Geraldo Alckmin é um exemplo irretocável da política instalada no estado pelo partido. “Vamos combater com firmeza bandidos, não vão nos intimidar, os bandidos vão para a cadeia”, costuma afirmar semanalmente o governador.

É essa, em resumo, a política de segurança do governo. Esse discurso linha dura do governador funcionaria bem se fosse possível romper o estado de direito e a Polícia Militar tivesse carta branca para matar. Essa é a única maneira capaz de o PSDB ter sucesso no combate a violência. Não é por acaso que o partido elegeu vereadores cujo lema era “bandido bom é bandido morto”.

O problema deixa o partido em uma situação difícil, visto que esse tipo de medida tem pouca chance de prosperar, salvo em um sistema realmente de volta ao terror do estado, como no período ditatorial. Está claro que o PSDB não terá sucesso no combate a violência, mesmo porque a situação só piorou durante quase 20 anos de governo, salvo se mascarar os números da violência.

A Polícia Militar do estado precisa usar menos as armas e mais a cabeça. O governo do PSDB colocou os soldados da PM em uma guerra urbana bastante perversa para a polícia. Uniformizada, ela enfrenta nas cidades criminosos não uniformizados. Tornam-se um alvo fácil.

No pano de fundo não está somente o discurso conservador direitista, incompetência e ignorância política, mas toda uma concepção medíocre e fracassada de que o combate às drogas é uma questão policial. O Brasil precisa discutir outras formas de combate às drogas. O país, por exemplo, combateu e diminuiu o índice de fumantes sem o uso da polícia.

Quantas pessoas morreram pelo uso de drogas na última década? Lembro-me da Cássia Eller, em 2001, mais ninguém. Mas quantas pessoas morreram na guerra civil das drogas esta semana? dezenas, talvez centenas. O país precisa discutir sem preconceito, sem mitos, sem tabus. Não é possível continuar essa guerra. As famílias dos policiais não merecem que eles trabalhem em uma guerra urbana.

Não passa pela cabeça desses gênios do PSDB que é preciso distribuir renda, que o dinheiro precisa chegar na periferia, que precisa sobrar dinheiro público nas escolas. A desocupação do bairro Pinheirinho é a cara da política de segurança do PSDB, desalojar a população pobre para dar o terreno a um especulador. Pobre é bandido. O mapa de votação do primeiro turno em São Paulo deixou claro que a população mais pobre já entendeu isso.

Durante esses anos todos, o partido não foi capaz de estruturar o estado para que os jovens da periferia não fossem aliciados por traficantes. Sem um grande programa educacional e de distribuição de renda, sem uma discussão desapaixonada sobre as drogas, a guerra civil vai continuar.

Este texto foi traduzido para o alemão por Peter Hilgeland (‘Zero tolerance’ auf brasilianisch)

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GOVERNO DILMA PRETENDE IMPLANTAR POLÍTICA AMPLA DE COMBATE AO CRACK

Dilma no lançamento do Plano de Enfrentamento ao uso do Crack e outras Drogas

A presidente Dilma Rousseff anunciou na última segunda-feira (12/12), ao comentar o lançamento de um conjunto de ações para o enfrentamento ao crack, que a meta do governo é implantar uma política ampla de combate às drogas no país.

No espectro dos problemas sociais que atualmente se espalham pelo Brasil a questão das drogas, mais particularmente a do crack, produz cenas e realidades preocupantes e totalmente paradoxais para um país que hoje é a sétima economia do mundo e se diz cada vez mais democrático e no caminho do desenvolvimento.

O crack não faz vítimas apenas nas camadas inferiores da população, no entanto, ele serve como espelho do abismo da desigualdade social brasileira porque é nas classes mais baixas que ele faz os maiores estragos, produzindo imagens difíceis de acreditar.

O enfrentamento às drogas, no entanto, exige pensamento e postura de um país realmente desenvolvido que aprendeu a encarar as questões sociais como realmente sociais e não como mais um “caso de política”. A droga nunca deixou de ser um problema de saúde pública e deve ser encarada como tal.

Pensando nisso, a proposta da presidente Dilma é que seja criada “uma rede integrada que atue em três frentes: garantir o cuidado e o tratamento para dependentes químicos; reprimir o tráfico e o crime organizado; e educar jovens para prevenir o contato com as drogas”, como mostra notícia publicada pela Agência Brasil.

A ampliação das unidades públicas de acolhimento para usuários no Sistema Único de Saúde (SUS) também está em vista. A expectativa é chegar a 574 unidades até 2014, por meio de parcerias com instituições privadas e comunidades terapêuticas. O atendimento nos centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) também deve ser ampliado para 24 horas, de modo que a assitência ao usuário em processo de recuperação possa ser dada em tempo integral.

Veja trecho de notícia sobre o assunto:

Meta é implantar política ampla, moderna e corajosa, diz presidenta sobre plano de combate ao crack
Por Paula Laboissière

Brasília – Ao comentar o lançamento de um conjunto de ações para o enfrentamento ao crack na semana passada, a presidenta Dilma Rousseff disse hoje (12) que a meta do governo é implantar uma política ampla, moderna e corajosa de combate às drogas.

No programa semanal de rádio Café com a Presidenta, ela lembrou que R$ 4 bilhões serão investidos até 2014 em uma rede integrada que atue em três frentes: garantir o cuidado e o tratamento para dependentes químicos; reprimir o tráfico e o crime organizado; e educar jovens para prevenir o contato com as drogas.

Segundo Dilma, o país conta atualmente com 26 unidades públicas de acolhimento para usuários no Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa é chegar a 574 unidades até 2014, por meio de parcerias com instituições privadas e comunidades terapêuticas.

“Para receber recursos do governo, essas instituições terão que seguir as novas normas da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] relativas à higiene do ambiente, ao atendimento e, principalmente, ao respeito aos direitos humanos e à manutenção do contato dos pacientes com a família”, explicou. (Texto completo)

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BRASIL OCUPA A 72º POSIÇÃO NO RANKING DA OMS DE GASTO PER CAPITA EM SAÚDE. LÍDERES DO RANKING GASTAM 20 VEZES MAIS
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