Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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UM COMERCIAL DA COCA-COLA FEITO PELO GREENPEACE DA AUSTRÁLIA OU STOP COCA-COLA TRASHING

Esse comercial, claro, serve para qualquer refrigerante ou embalagem plástica pet. E também mostra porque o fim da sacolinha de plástico, culpada de ser vilã do meio ambiente, foi um fiasco em São Paulo e no Brasil. Supermercados lotados de embalagens plásticas poluentes nas prateleiras decidiram retirar somente a embalagem que ajudava o consumidor. O objetivo, óbvio, era lucrar mais e não proteger o meio ambiente.

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MILITANTE DO MST E DEFENSOR DA AGROECOLOGIA, MAMEDE GOMES DE OLIVEIRA, É ASSASSINADO NO PARÁ

Fonte: site do MST

Do site do MST

Por volta das 17h de domingo (23), foi assassinado Mamede Gomes de Oliveira, histórico militante do MST do estado do Pará, que tinha 58 anos.

O “seu Mamede” foi morto dentro de seu lote na região metropolitana de Belém, com dois tiros disparados por Luis Henrique Pinheiro, preso logo após o assassinato.

Nascido no Piauí, ele ainda criança foi para Pedreira, no Maranhão, e logo depois veio para o Pará.

Atuou nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), no município de Ananindeua, antes de ir para a ocupação da Fazenda Taba em 1999, hoje Assentamento Mártires de Abril. Neste período, se tornou militante do MST.

Grande lutador e defensor da Agroecologia, nunca abandonou a luta. Tinha certeza de como faria a sua ofensiva ao capital e sempre foi um bom dirigente e educador.

Mamede era uma grande referência na prática da Agroecologia e criou o Lote Agroecológico de Produção Orgânica (Lapo), onde desenvolvia experiências de agricultura familiar para comercialização e consumo próprio.

Mamede Gomes de Oliveira não foi apenas mais uma vítima da violência banal, como a grande imprensa do estado está tratando o caso.

O MST exige que o assassinato de “seu Mamede” seja apurado e que este caso não fique impune. (TextoCompleto)

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FOTÓGRAFO CHRIS JORDAN MOSTRA O ESPELHO DA SOCIEDADE EM QUE VIVEMOS NOS FILHOTES DE ALBATROZ DE ILHA DO PACÍFICO

AS MULHERES SÃO FREQUENTEMENTE ESQUECIDAS PELAS POLÍTICAS PÚBLICAS QUE DECIDEM SOBRE O USO DOS RECURSOS NATURAIS

Políticas públicas ambientais e o lado feminino da questão

Por Regina Di Ciommo

Mulheres têm menos acesso aos recursos do que os homens

Populações pobres sofrem problemas ambientais de forma aguda, por serem diretamente dependentes de recursos naturais. A maioria da população não tem a propriedade e o controle sobre a terra e os recursos de onde retiram sua sobrevivência. Com a crise global que envolve o meio ambiente e o desenvolvimento, podemos observar que há um viés nas políticas públicas de crescimento que tem causado o empobrecimento crescente entre as mulheres, e embora não se possa dizer que as mulheres não tivessem sido pobres anteriormente, sua situação atual mostra sinais de piora.

As mulheres tem assumido o lado mais duro da degradação ambiental, afetando primeiramente sua própria saúde e em seguida, rapidamente, a saúde de seus filhos, assumindo a dimensão de um problema social.

Na nossa sociedade as mulheres tem menos acesso e controle sobre os recursos do que os homens. Mulheres pobres, não importando o quanto sejam inventivas ou habilidosas, são, mais frequentemente que os homens, privadas das possibilidades de usar e administrar recursos naturais de maneira sustentável. Esta desigualdade no acesso e controle leva à frustração da capacidade para prover a sobrevivência diária, ao mesmo tempo em que neutraliza a contribuição que possam trazer para o manejo ambiental sustentável. Suas responsabilidades fazem com que as mulheres sejam as primeiras a protestar e agir contra condições de agravamento da degradação ambiental.

As mulheres são frequentemente esquecidas pelas políticas públicas que decidem o uso dos recursos naturais e sua administração, bem como pelos níveis de direção dos órgãos de desenvolvimento em geral, não somente em nível local, mas em todas as esferas de decisão.

Uma perspectiva mais ampla aplicada ao planejamento das políticas públicas pode levar a alcançar a emancipação e fortalecimento das mulheres através de estratégias que visem superar os papéis desiguais e as relações desiguais entre homens e mulheres, promovendo a eficiência econômica, ao mesmo tempo em que identifica oportunidades para a melhorar políticas públicas, programas e projetos de desenvolvimento. As mulheres devem participar ativamente do processo de desenvolvimento socioeconômico, ao mesmo tempo que qualquer política que não explicita as mulheres como grupo beneficiário, corre o risco de prejudicá-las.

Regina C. Di Ciommo é socióloga e professora, autora da tese de Doutorado Ecofeminismo e Complexidade, publicou vários trabalhos na área de sociologia e meio ambiente. Escreve para os sites Faculdade, Curso de Inglês e Plano de Saúde.

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SERÁ A TERCEIRA VIA? AÇÃO DO GOVERNO DILMA ROUSSEFF SOBRE JUROS BANCÁRIOS ABRE CAMINHO PARA O BRASIL ESTABELECER UM NOVO PROJETO POLÍTICO-ECONÔMICO
PROJETO FUNDAMENTAL: APENAS 600 BRASILEIROS AFORTUNADOS PODEM CONTRIBUIR COM R$ 10 BILHÕES POR ANO AO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
A PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF PRECISA TER UM OLHO NO PEIXE, OUTRO NO GATO, OU MELHOR: UM NO GOVERNO E OUTRO NO VICE
POR ONDE ANDARÁ GILMAR MENDES, O MINISTRO DO SUPREMO QUE CONDENOU O ‘ESTADO POLICIAL’ JUNTO COM DEMÓSTENES TORRES?

MINISTÉRIO DA FAZENDA DEVERIA REDUZIR OS JUROS PARA COSNTRUÇÃO DE IMÓVEIS QUE TENHAM NO PROJETO AQUECIMENTO SOLAR

Juros deveriam ser baixos para captar o calor do sol

Há uma tendência no Ministério da Fazenda e do governo federal de beneficiar produtos mais sustentáveis. Recentemente, a redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) foi mantida apenas para a linha branca (máquinas de lavar, geladeira e fogão) que tenha menor consumo de energia. A mesma coisa aconteceu com os carros flex, que continuaram com redução de IPI.

O governo deveria agora implantar uma redução de juros no financiamento para a construção de imóveis que tenham no projeto a implantação de aquecimento solar. O aquecimento solar nas residências diminui o consumo de energia elétrica, principalmente na hora de pico, ao final da tarde, quando as pessoas tomam banho.

Uma redução, por exemplo,  de 2% nos juros de quem decide implantar um sistema solar desenvolveria a indústria do setor e colocaria o Brasil na vanguarda ambiental na construção civil. Outras medidas nesse setor também poderiam ser adotadas.

Esse seria um grande projeto, visto que o Brasil é um país ensolarado praticamente o ano inteiro.

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Nem os fazendeiros estão caindo na lábia da bancada ruralista (CC/Ana Cotta)

Incrível, mas há uma luz no fim do túnel para tirar os fazendeiros e empresários do agronegócio das concepções fantasiosas da bancada ruralista.

Um grupo de fazendeiros, reunidos na ONG Aliança da Terra, fez um manifesto diretamente contra a atuação da bancada ruralistas.

Os empresários, veja texto abaixo, não concordam com a linha “quanto mais destruição, melhor”  defendida pela bancada ruralista.

Para esses fazendeiros, há sim a necessidade de conservação do meio ambiente e o Brasil não pode cometer os mesmos erros que o resto do mundo cometeu ao destruir totalmente suas florestas. Saiba mais

BRASIL TEM DIFICULDADE DE BANIR AGROTÓXICOS DANOSOS À SAÚDE

Segundo deputado Simão Pedro, lobby é maior obstáculo para banir agrotóxicos

Por Moriti Neto /Revista Fórum

Quando se fala de agricultura no Brasil, as riquezas produzidas no campo não podem ser desconsideradas. Porém também não é possível esquecer os crimes cometidos contra os trabalhadores da terra, verdadeiros responsáveis pelo crescimento cotidiano do segmento.

Entre as muitas dificuldades encontradas pelos homens e mulheres que garantem o sustento no campo, está a exposição a agrotóxicos que causam doenças, muitas vezes, fatais. A falta de proteção adequada e o alto índice do grau de contaminação em alguns produtos químicos são os motivos mais frequentes para que trabalhadores rurais tenham a saúde afetada com sequelas irremediáveis ou mesmo morram com os efeitos nocivos.

Foi essa situação que levou o deputado estadual Simão Pedro (PT-SP), coordenador da Frente Parlamentar pela Reforma Agrária da Assembleia Legislativa e membro da Frente Parlamentar Latino Americana Contra a Fome da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a elaborar um projeto que pretende banir 14 princípios ativos extremamente tóxicos em todo o estado

Formam a lista: abamectina, acefato, carbofurano, cihexatina, endosulfan, forato, fosmete, glifosato, lactofem, metamidofós, paraquate, parationa metílica, tiram e triclorfom. Pela proposta, a proibição passa a valer a partir do dia 1º de janeiro de 2010.

O projeto obriga também as unidades de saúde das redes pública e privada a notificar todos os casos de doenças e óbitos decorrentes da exposição a qualquer tipo de agrotóxico. Hoje, as ocorrências são subnotificadas, mas um levantamento do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) da Fundação Oswaldo Cruz, demonstra a gravidade do problema. Em 2007, último período analisado, foram registrados mais de 5,3 mil casos de intoxicação e 162 mortes causadas por contaminação.

Em entrevista exclusiva concedida à reportagem da Fórum, Simão Pedro explica aspectos da proposta e diz que o lobby da indústria do agronegócio é o maior entrave para a aprovação da matéria.

Fórum – O que motivou o senhor a elaborar o projeto?

Simão Pedro – O que mais motivou foram casos de contaminação por produtos altamente cancerígenos. Pessoas, trabalhadores rurais que enfrentam um cotidiano duro, contaminadas por agrotóxicos como a cihexatina, que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já declarou que é potencial causador de câncer.

Fórum – O senhor acompanha de perto o trabalho rural. Como vê as condições dos trabalhadores no campo?

Simão Pedro – Difíceis, muitas vezes, precárias. Os salários são baixos, os direitos poucos, o trabalho é excessivo e ainda há riscos enormes de contrair doenças graves. Por todo esse conjunto, o número de suicídios de trabalhadores relacionados com a agricultura tem subido.

Fórum – E no que consiste seu projeto?

Simão Pedro – Resumidamente, o projeto pede o banimento de 14 princípios ativos – presentes na formulação de mais de 200 agrotóxicos – para que não sejam mais utilizados no estado de São Paulo.

Fórum – E com que base chegou-se ao número?

Simão Pedro – Bem, foi fruto de um esforço conjunto, a base reuniu estudos da Anvisa, consultas ao Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) a pesquisadores independentes e de universidades.

Fórum – O senhor falou no Idec. O projeto também abarca preocupações com o consumidor?

Simão Pedro – Sim. É uma questão de saúde pública. Além do trabalhador rural, o consumidor final, com a comida que vai para o prato no cotidiano, também é afetado pelo uso de produtos tóxicos na agricultura.

Fórum – A algum impedimento legal, em âmbito federal, que possa barrar o projeto na Assembleia?

Simão Pedro – Não. A Constituição legitima a ação da Assembleia

Fórum – Mas há dificuldades em aprovar a proposta, embora ela trate de uma questão de saúde pública?

Simão Pedro – Há. O Brasil ainda investe muito em agrotóxicos. Enquanto outros países baniram princípios ativos do tipo, nós continuamos permitindo a utilização. Então, ocorre que as empresas que não podem comercializar os produtos no exterior vêm para cá.

Fórum – A agroindústria é poderosa economicamente. O senhor sofre pressões?

Simão Pedro – Não diretamente. Mas pessoas ligadas ao agronegócio contataram meu gabinete pedindo informações sobre o projeto.

Fórum – O senhor tem informações de que isso ocorreu em relação ao seu projeto?

Simão Pedro – Não tenho como dizer de quem ou para quem, mas sabemos que o lobby é constante. Mas estamos preparados para enfrentá-lo. (Texto Integral na Revista Fórum)

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ÁRVORES MORREM NO RIO GRANDE DO SUL, POSSIVELMENTE POR AGROTÓXICO

Ibama enviará biólogo a São Borja para investigar mortandade de árvores

Por Ulisses A. Nenê, da EcoAgência

Árvores começam a secar a partir da copa

Árvores começam a secar a partir da copa

A Superintendência do Ibama/RS, em Porto Alegre, confirmou à EcoAgência que um biólogo do órgão vai a São Borja, na próxima semana, investigar a mortandade de árvores que está acontecendo na cidade e em outros municípios, na região da fronteira com a Argentina.

A principal suspeita recai sobre um agrotóxico, o Gamit, que tem por princípio ativo o Chlomazone, usado contra os inços nas lavouras de arroz.

Todas as plantas mortas, muitas de grande porte, apresentam os mesmos sintomas: primeiro embranquecem as folhas, depois os caules, e então secam e morrem, em grande quantidade.

Outra característica é que, nos grandes arvoredos da zona rural, nas regiões onde há aviões fazendo aplicações do produto, morrem primeiro as árvores mais altas, começando pelos galhos do topo (foto).

A denúncia partiu de um agrônomo da cidade, Darci Bergmann, que desde os anos 70 luta na região na defesa do meio ambiente.

Segundo ele, o Chlomazone ou Gamit (nome comercial) é um produto extremamente volátil, que se desloca a grandes distâncias quando pulverizado de avião, principalmente, e também nas aplicações terrestres.

“O problema dos agrotóxicos danosos ao ambiente e à saúde parecia sob controle, mas a questão ressurgiu e a sociedade precisa se alertar para isso”, afirma Bergmann.

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