Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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EXPERIÊNCIA DO IDEB MOSTRA QUE DIRETOR DE ESCOLA É TÃO IMPORTANTE QUE DEVERIA SER ELEITO PELA COMUNIDADE ESCOLAR

A escola é a infraestrutura e o grande desafio do Brasil

O cargo de diretor de escola pública é tão importante que deveria ser eleito pela comunidade escolar.  As notícias sobre o resultado do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) mostram novamente que políticas públicas de incentivo à educação e diretores democráticos e competentes mudam a realidade escolar e do ensino público do país.

Um diretor autoritário e com pouca qualificação por 20 anos em uma escola é um grande desastre para a educação. As políticas públicas deveriam investir em conhecer a fundo os exemplos de políticas municipais e de escolas com diretores e professores que conseguem um bom desempenho na educação.

A partir dessas experiências, promover a qualificação de diretores, no sentido de melhorar a gestão pedagógica, e dos professores, no aperfeiçoamento da didática. Seja com cursos, pesquisas, programas, vivências etc.

É preciso dar suporte para a transformação da qualidade de gestores e professores e não, como fez o governo José Serra em São Paulo, criar o professor-vestibulando, que deve se virar sozinho, num sistema de competição agressivo e que vai colocar escolas e professores com funções idênticas e salários diferentes.

Uma política do governo paulista é individualista e parte da autossuficiência do professor para resolver problemas que às vezes não são nem conscientes. No entanto, a história nos ensina que, há mais 100 anos, já se sabe que o aprendizado acontece na troca de experiência, no diálogo, no debate e na oposição de idéias.

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GOVERNO TENTA DIMINUIR O NÚMERO DE PROFESSORES QUE ATUAM SEM FORMAÇÃO MÍNIMA PARA EXERCER A DOCÊNCIA

Brasil ainda tem 119 mil “professores leigos”, aponta censo

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Pacote do governo tenta melhorar formação do professor (foto Ag.Brasil)

Pacote do governo tenta melhorar formação do professor (foto Ag.Brasil)

Brasília – No Brasil, 119 mil professores de escolas públicas e particulares não têm a formação mínima necessária para exercer a docência na educação básica. Os chamados “professores leigos” cursaram só o ensino fundamental (15,9 mil) ou o ensino médio regular (103,3 mil).

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) exige que a formação de docentes seja em nível superior, em cursos de licenciatura, admitindo-se o nível médio na modalidade Normal apenas para quem atua nos anos iniciais do ensino fundamental ou na educação infantil.

Essas e outras informações sobre a formação e o perfil do professor brasileiro foram apontados pelo Censo Escolar de 2007. Para resolver esse e outros problemas de formação dos professores que trabalham na rede pública de ensino, o governo lança amanhã (28) um pacote de medidas voltadas ao magistério.

Os professores leigos representam 6,3% do total de docentes pesquisados pelo censo e atendem 600 mil alunos. Entre os que possuem só o ensino fundamental, a maioria leciona em turmas dos anos iniciais do ensino fundamental e na pré-escola. Já os professores que possuem formação em nível médio, mas sem habilitação para o magistério, concentram-se em boa parte no ensino fundamental.

Segundo a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, para os “professores leigos” que atuam na educação infantil o ministério já oferece o Pró-Infantil, curso de formação que em 2009 atenderá 12 mil docentes. Dos 15 mil professores com escolaridade em nível fundamental, 8 mil concentram-se na Região Nordeste.

Na avaliação da secretária, a presença de “professores leigos” em sala de aula é grave, mesmo em etapas iniciais como a educação infantil.

“A creche e a pré-escola são espaços importantes para as crianças terem acessos a normas da socialização, da vida em grupo. Se elas são cuidadas por pessoas sem uma formação específica para lidar com a primeira infância, eles terão cuidado, mas não terão a educação”, avalia.

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MEC lança sistema de formação para professores das escolas públicas

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Para solucionar o déficit de professores nas escolas e melhorar a formação desses profissionais, o Ministério da Educação (MEC) lançou hoje (10) o Sistema Nacional Público de Formação de Professores. O objetivo é garantir um padrão de qualidade aos cursos de formação de docentes e aproximar os currículos das graduações à realidade das salas de aula. O ministro Fernando Haddad estimou anteriormente que o sistema formará 100 mil professores por ano.

O sistema vai abranger a formação inicial e a continuada de professores de educação básica da rede pública de ensino. Considerando-se apenas as disciplinas básicas, como português e matemática, o déficit de professores no país chega a 253 mil. Para disciplinas específicas, como filosofia e sociologia, estimativas indicam que serão necessários 107 mil docentes, em cada uma das disciplinas, para atender apenas o ensino médio.

Segundo o MEC, o novo sistema está articulado com universidades federais, estaduais e centros federais de educação tecnológica para garantir a oportunidade de acesso dos professores da rede pública a “cursos qualificados de licenciatura e especialização”. A principal meta é aumentar o percentual de professores da escola pública formados em instituições públicas, que hoje é de cerca de 30%.

A formação inicial de professores será feita, prioritariamente, em cursos presenciais. Mas, de acordo com o ministério, os cursos de graduação à distância da Universidade Aberta do Brasil (UAB) serão importantes dentro do sistema por causa da possibilidade de atender grande quantidade de pessoas em todas as regiões do país.

O novo sistema funcionará em regime de colaboração entre União, estados e municípios. Em cada estado e no Distrito Federal serão instituídos fóruns permanentes de apoio à formação do professor. Eles serão formados pelos secretários estaduais de educação, representantes das secretarias municipais, do MEC, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), dos conselhos municipais e estaduais de educação, além de dirigentes das universidades.

Cada fórum deverá elaborar seu plano estratégico, com metas quantitativas e qualitativas, além de um diagnóstico das necessidades de cada região. Ele deverá conter ainda a definição das ações e atribuições de cada gestor. A partir da análise dos planos, o MEC apoiará as ações com ajuda financeira aos estados, municípios e às instituições de educação superior públicas que quiserem implementar programas e cursos de formação. Também está prevista a concessão de bolsas de estudo e pesquisa.

A Capes também terá papel importante no novo sistema. Sua função será incentivar a formação por meio de programas de iniciação à docência e concessão de bolsas a estudantes matriculados em cursos de licenciatura de graduação plena.

De hoje até 24 de novembro, a minuta do decreto que criará o sistema será submetida a consulta pública. O documento está disponível no site do MEC. As sugestões de mudança ou aperfeiçoamento serão avaliadas pelo Conselho Técnico-Científico da Educação Básica e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

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