Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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MAPA DAS ELEIÇÕES 2012 MOSTRA O POSSÍVEL FIM DO PREDOMÍNIO PSDB-PT E UMA LIÇÃO INESQUECÍVEL PARA A GRANDE IMPRENSA

As eleições municipais deste ano trazem algumas lições para os políticos e para a grande mídia. É certo que cada cidade tem uma infinidade de fatores que alteram o resultado da eleição, mas talvez a maior lição dada pelo eleitor é a de que quem comete erros deve cair fora. Assim, muitos candidatos não se elegeram porque houve erros em administrações anteriores que apoiaram ou a elas estavam ligados.

O maior destaque dessa eleição, de uma forma geral, foi a aposta dada ao Mensalão pelo chamado PIG (Globo, Veja, Folha, Estadão e outros). Apesar de todo o esforço dado ao julgamento, inclusive com a edição pela Globo de um especial do Mensalão de 20 minutos no Jornal Nacional nas vésperas das eleições, houve uma derrota clamorosa em São Paulo. As últimas pesquisas indicando vitória de Fernando Haddad foram simplesmente ignoradas pela principal emissora de TV. E o pior, apesar de toda a cobertura, o PT cresceu em número de prefeituras e conquistou São Paulo. Isso tende a inspirar ainda mais instintos golpistas.

O maior adversário do PT se mostrou nessas eleições. Não é o PSDB, mas o conservadorismo da grande mídia e do judiciário.

Por isso, o grande derrotado dessas eleições foi o chamado PIG, que perdeu mais do que o próprio PSDB. O partido tucano perdeu em São Paulo, o quartel general do PIG, diminuiu o número de prefeituras, mas ganhou em outras importantes cidades. A cada eleição o PSDB, mesmo com o esforço inesgotável do PIG, vai encolhendo e se distanciando de ser o grande partido ideológico de oposição ao PT.

Novas forças surgiram nessa eleição, o PSD, do Gilberto Kassab, e o PSB, de Eduardo Campos. Isso também demonstra que a derrota do PSDB não foi tão grande porque se deu muito em razão do crescimento desses dois partidos. PSD e PSB receberam políticos do PSDB, que não conseguiam espaço na sigla.  Assim, a grande ameça ao PSDB surge com o partido de Eduardo Campos, visto que o PSD de Kassab tem mais pretensões fisiológicas do que ideológicas, assim como o PMDB. O PT e o PSB são partidos que tendem a crescer nas próximas eleições.

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PROJETO DO CANDIDATO A PREFEITO DE CAMPINAS, JONAS DONIZETTE, QUE REGULARIZA TRABALHO INFANTIL A PARTIR DOS 7 ANOS GANHA REPERCUSSÃO NACIONAL

Campinas: Justiça mantém divulgação de projeto que liberava trabalho infantil

Rede Brasil Atual

Criança trabalhando ou na escola?

Candidato Jonas Donizette (PSB) apresentou proposta em 1997, como vereador, para transformar garotos de rua em ‘carregadores de sacolas, ajudante nas barracas dos feirantes e guardadores de carros’

São Paulo – A Justiça Eleitoral recusou o pedido de liminar apresentado pelo candidato do PSB à prefeitura de Campinas, Jonas Donizette, para barrar a divulgação de um projeto de lei de autoria dele que permite a prática do trabalho infantil na cidade do interior paulista. Na última terça-feira (23), Donizette apresentou o pedido afirmando que era equivocada a versão divulgada pela campanha do adversário, Márcio Pochmann (PT), de que a proposta liberava atividades trabalhistas de crianças a partir de sete anos.

Crianças trabalhando ou na escola?

Ontem, o juiz Mauro Fukumoto, da 379ª Zona Eleitoral, afirmou que “não são inverídicas as afirmações” divulgadas durante a disputa eleitoral. Apelidado de “Menores da feira”, o projeto apresentado quando Donizette era vereador tenta colocar em atividade crianças e jovens em situação de rua. O artigo 2º tem a seguinte redação: “O Programa ao ser implantado consistirá de três etapas distintas: diagnóstico, abordagem da criança e do adolescente naquele meio, e a organização dos meninos (as) maiores de 07 (sete) anos, formando grupos de: carregadores de sacolas, ajudante nas barracas dos feirantes e guardadores de carros”.

Para o magistrado, a contestação de Donizette não tem valor, uma vez que a redação “deixa clara” a intenção do projeto, que chegou a ser aprovado pela Câmara Municipal de Campinas, mas acabou sendo considerado inconstitucional. “Não há na lei qualquer estímulo à frequência à escola, ou qualquer perspectiva de retirar a criança da situação de rua”, acrescenta o juiz.

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CONFLITO DE GERAÇÕES: O DIÁLOGO IMPERTINENTE E REVELADOR ENTRE PAI E FILHO SOBRE POLÍTICA E MÍDIA NO BRASIL

Quais são as vozes da classe média?

Essa é uma história real e reveladora da relação entre política e mídia no Brasil. Os nomes das pessoas que viveram essa situação e também alguns detalhes serão preservados porque não faz sentido revelar e também não acrescenta nada ao contexto. O importante é a incrível situação que reflete bem o que acontece no Brasil atualmente.

Temos uma geração de jovens por volta dos 20 anos que vive na internet, mas seus pais na casa dos 40 e 50 sentem um pouco de dificuldade, principalmente aqueles cuja profissão não exigiu conhecimento razoável em informática e computação.

Esse é o caso de Roberto, que tem cerca de 50 anos, e é dono de um pequeno, mas bastante lucrativo mercado em uma cidade média do estado de São Paulo. Além desse mercado, herança dos pais, Roberto administra outros negócios da família, como imóveis e uma loja. Como único filho homem, que nunca quis estudar muito, logo acabou assumindo os negócios da família e, com a morte do pai, acabou tendo responsabilidade sobre as atividades, que não são poucas. Apesar de desistir da faculdade, Roberto nunca se negou ao trabalho, gosta de fazer. Acorda cedo e toca o mercado e outros negócios até à noite.

Roberto há muito tempo assinava a Revista Veja, mas cancelou a assinatura há cerca de três anos quando um dos filhos, Pedro, entrou na faculdade e logo nas primeiras férias em casa disse ao pai que deveria cancelar a assinatura da revista. “Essa revista é idiota, manipula a informação”, disse. Aquele período era um momento especial para a revista Veja, que estava sendo pautada pela relação com Carlinhos Cachoeira, mas ninguém ainda sabia. Roberto, que tinha orgulho do filho na faculdade, resolveu cancelar a revista. E manteve a assinatura da Folha de S.Paulo que não sofreu restrições do filho.

Isso aconteceu há dois ou três anos mais ou menos. Até hoje Roberto recebe a revista Veja em casa, desde que deixou de pagar. “Já liguei duas ou três vezes para a revista para dizer que não precisam mais mandar, mas eles continuam mandando”, disse Roberto, resignado, ao filho no último final de semana.

Isso aconteceu no meio de uma discussão política, quando Roberto decidiu perguntar ao filho em quem ele iria votar nesse segundo turno.

“Vou votar no PT, o candidato é muito melhor que o do PSDB”, disse Pedro.

“Mas como você vai votar no PT? Eu não gosto do PT. Olha a sujeirada do Mensalão, tá todo o dia no jornal, na TV”. Você vai votar no PT ainda?”

“Vou sim pai. O PSDB é muito pior”.

“Eu não vejo nada de errado com o PSDB”

“O José Serra, candidato em São Paulo, é horrível”

“Como horrível? Não existe nada contra ele”, arguiu Roberto.

“Você já ouviu falar do Mensalão tucano, da Privataria Tucana?”

“Não, o que é isso? Não vi nada nos jornais, nem na TV. Mas sei muito bem desses petistas aí que você vai votar”

“É porque todos os jornais que você lê são ruins”

“A é? E qual é bom então? Você reclama de tudo”

“A Carta Capital é uma revista séria”

“Carta o quê? O que é isso? Nunca ouvi falar dessas coisas que você está falando”

“É, mas existem pai!”

“Vocês ficam inventando coisas…”, disse Roberto e encerrou a discussão se afastando. Apesar do final de semana, ele tinha mais o que fazer do que ficar discutindo com o seu filho rebelde.

ps: parece ficção, mas aconteceu esse final de semana.

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“FAÇA AMOR, NÃO FAÇA SERRA”: UM PROTESTO CULTURAL CONTRA A ORDEM EXCLUDENTE DE SÃO PAULO

Por Altamiro Borges
“Faça amor, não faça Serra”
Existe amor em SP?
Fazia tempo que eu não presenciava na capital paulista uma manifestação tão generosa, criativa e carregada de energia. Um ato com tantas tribos, expressão maior da unidade na diversidade. Um protesto com tantos jovens, o que relativiza o dogma sobre o ceticismo político da juventude. A manifestação “Existe Amor em São Paulo”, que lotou a Praça Roosevelt, no centro da cidade, merece ser valorizada e estudada. Segundo os seus organizadores, ela reuniu cerca de 30 mil pessoas durante toda a tarde deste domingo (21).
Ela foi convocada nas redes sociais por vários movimentos culturais e libertários, como a galera do coletivo Fora do Eixo. Não foi um ato partidário de apoio à candidatura de Fernando Haddad para a prefeitura paulistana. Mas foi um ato eminentemente político, de repúdio à gestão elitista e excludente do prefeito Gilberto Kassab e também de rechaço ao tucano José Serra, que se aliou aos setores mais reacionários da sociedade e tornou-se o porta-voz de suas bandeiras fascistóides, como o estímulo ao ódio homofóbico.
No meio da multidão, uma enorme bandeira com a foto do revolucionário Che Guevara. Muitos jovens estamparam no peito o adesivo da campanha de Fernando Haddad. Cartazes protestaram contra as abusivas “proibições” impostas pelo prefeito conservador. Nos vários palanques montados na praça recém-inaugurada, variedades de apresentações musicais e alguns discursos exigindo uma cidade mais humana e solidária, livre de preconceitos e intolerância, com mais integração cultural e social entre os seus habitantes.
Um dos textos difundidos pelas redes sociais evidenciou o caráter político da manifestação. “Há anos SP vem se tornando mais agressiva, repressiva, individualista, proibida, militarizada. Enquanto as favelas pegam fogo e a polícia ganha status de milícia, o poder político tenta acabar com o público em prol do privado. Acabar com a festa em prol do silêncio. Acabar com o pobre em prol do rico. Acabar com a justiça em prol da ordem”. Contra toda essa regressão, milhares de jovens lotaram a Praça Roosevelt.
A mídia hegemônica não entendeu – ou fingiu não entender – o caráter político do ato contra as forças de direita de São Paulo. O portal G1, das Organizações Globo, registrou a presença de mais de 8 mil pessoas num evento cuja “intenção é mostrar para Fernando Haddad e José Serra que a capital paulista precisa de mais atenção para a cultura”. É como se o ato fosse neutro, sem qualquer opção política dos participantes. Na mesma linha, o sítio UOL, do Grupo Folha, tentou descaracterizar as razões do protesto.
Uma das mensagens usadas para convocar todas aquelas tribos foi explícita: “Faça amor, não faça Serra”. A mídia demotucana fingiu desconhecer este slogan tão criativo e irreverente.

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PASTOR MALAFAIA E A ‘DIFERENÇA BOÇAL’ ENTRE UM RELIGIOSO E UM CIDADÃO QUE EMITE OPINIÃO POLÍTICA

O Pastor Silas Malafaia diz em vídeo no qual fez para atacar o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, que há uma “diferença boçal” (SIC!!!) entre quem emite opinião política e tem convicção de fé. Mas a diferença boçal não é a liberdade de um religioso expressar sua opinião. Essa talvez seja uma diferença abissal.

A diferença boçal está na forma e nos interesses que se escondem por trás dos religiosos que emitem suas opiniões.

Malafaia emite opinião, e tem todo o direito, mas o faz no formato de sermão. A virada para câmeras diferentes, a aproximação do vídeo, a verborragia raiosa para convencer o incauto espectador. Marshall McLuhan já há muito tempo alertava que o meio é a mensagem. A forma que Malafaia usa para discutir política é boçal porque não se diferencia da forma com que faz proselitismo religioso.

Malafaia entra na briga política não por uma preocupação com a cidade de São Paulo. Não está preocupado com o assassinato de homossexuais, de jovens da periferia, do conflito entre policiais e traficantes, não está preocupado com a educação e saúde dos paulistanos.

Malafaia é claro em seu discurso. Ele entra na política para combater o que ele chamou de “kit gay”. Então, Malafaia não entra na política como um cidadão, mas como um religioso. Mesmo que ele negue, o seu discurso não mente. E essa é a grande diferença boçal de Malafaia.

O candidato José Serra, do PSDB, continua a promover a baixaria.

Veja abaixo o trecho da diferença boçal.

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O IMPRESSIONANTE MAPA DA VOTAÇÃO DE SÃO PAULO: POBRES SÃO PT, RICOS SÃO PSDB

A cidade de São Paulo mostrou que a divisão entre ricos (PSDB) e pobres (PT) continua mais do que presente. É certo que o candidato Fernando Haddad (PT) teve milhares de votos nas classes mais ricas, assim como José Serra (PSDB) teve milhares de votos nas classe mais pobres economicamente.

No entanto, a vitória de um na periferia e de outro nas regiões nobres mostra que a população vota de certa forma consciente da posição ideológica e da prática política dos partidos. veja mapa:


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PRIVATARIA TUCANA, LIVRO DE AMAURY RIBEIRO JR, PODE SER CABO ELEITORAL DE FERNANDO HADDAD NO SEGUNDO TURNO EM SÃO PAULO

Pouco explorado pela mídia, pode ser uma cabo eleitoral arrasador

A Privataria Tucana é um livro de autoria do jornalista brasileiro Amaury Ribeiro Jr, ex-repórter especial da revista Isto É e do cotidiano O Globo e ganhador de diversos prêmios Esso de jornalismo. O título do livro (“privataria”) é um neologismo que combina privatização a pirataria, criado pelo jornalista Elio Gaspari, e “Tucano” é um apelido comum dado a membros do PSDB, a partir de um dos símbolos do partido, o pássaro tucano.

O livro, resultado de 12 anos de investigação sobre as “privatizações no Brasil”, destaca documentos que apresentam indícios e evidências de irregularidades nas privatizações que ocorreram durante a administração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, além de amigos e parentes de seu companheiro de partido, José Serra. Os documentos procuram demonstrar que estes políticos e pessoas ligadas a eles realizaram, entre 1993 e 2003, movimentos de milhões de dólares, lavagem de dinheiro através de offshores – empresas de fachada que operam em Paraísos Fiscais – no Caribe.

Privataria Tucana contém cerca de 140 páginas de documentos fotocopiados que evidenciam que o então Ministro do Planejamento e futuro Ministro da Saúde de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), José Serra, recebeu propina de empresários que participaram dos processos de privatização no Brasil. (wikipedia)

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JUSTIÇA IMPEDE TENTATIVA DO CANDIDATO A PREFEITO DE CAMPINAS, PEDRO SERAFIM, DE CENSURAR BLOG EDUCAÇÃO POLÍTICA

O indeferimento da liminar

A Justiça Eleitoral impediu a tentativa do candidato a prefeito de Campinas, Pedro Serafim (PDT), de censurar o blog Educação Política. O Candidato entrou com pedido para que a Justiça suspendesse uma postagem de agosto passado, com o título “Candidato a prefeito de Campinas, Pedro Serafim, que autorizou aumento de 126% para vereadores ganha imagem em nota de R$ 126″. Apesar do malabarismo da peça jurídica para tentar praticar a censura em caráter liminar, a Justiça indeferiu, mas pediu esclarecimento.
Após nossa defesa, feita por competente escritório de advocacia, o Ministério Público manifestou-se pela improcedência do pedido e a Justiça arquivou. Mais uma vitória da democracia e da liberdade de expressão.

Diante de tal acontecimento, estamos inaugurando uma nova editoria, que se chamará Justiça, dos Brasileiros. Nela vamos noticiar o bom trabalho de juízes que se pautam pela democracia, pela justiça e pela liberdade de expressão. Essa editoria fará jus ao trabalho de tantos juízes pelo Brasil que não se deixam macular e insistem em fazer um Brasil a cada dia mais justo.

O trabalho como o realizado pela ex-corregedora Eliana Calmon do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), por exemplo, estaria nessa nova categoria.

Veja abaixo o despacho do juiz:

Despacho
Despacho em 11/09/2012 – RP Nº 24929 Juiz MAURO IUJI FUKUMOTO
Tendo em vista o transito em julgado da r. sentença de fls. 68-69, conforme certidão de fls. 72, remetam-se os presentes autos ao arquivo, com as anotações de praxe.
Sentença em 08/09/2012 – RP Nº 24929 Juiz MAURO IUJI FUKUMOTO
VISTOS.PEDRO SERAFIM JUNIOR ajuizou a presente representação eleitoral por propaganda negativa contra GLAUCO CORTEZ, alegando que o representado, em seu blog, publicou artigo, com o título “Candidato a prefeito de Campinas, Pedro Serafim, que autorizou aumento de 126% para vereadores, ganha imagem em nota de R$ 126”, no qual aparece figura do ora representante em montagem que faz uso de símbolo oficial. O artigo tem o objetivo de ridicularizar o representante e não corresponde à verdade dos fatos, já que o representante não autorizou qualquer aumento no subsídio dos Vereadores e não votou a matéria na Câmara dos Vereadores. Requereu a concessão de liminar para a suspensão da divulgação do artigo e, no mérito, a confirmação da decisão.A medida liminar pleiteada foi indeferida (fls. 37).O representado apresentou resposta (fls. 45/61) alegando que não é filiado a nenhum partido político, não reside em Campinas e não teve intenção de fazer propaganda eleitoral negativa.O Ministério Público manifestou-se pela improcedência do pedido (fls. 63/66).É o relatório. Fundamento e decido.Reitero os argumentos expostos na decisão que indeferiu a liminar (fls. 37).Tais fundamentos restaram confirmados pela resposta apresentada pelo representado, que não vota (fls. 50) nem reside (fls. 51) em Campinas, nem tampouco é filiado a nenhum partido político (fls. 52).Não obstante a expressão “humor de campanha”, não há nenhum elemento nos autos que permita concluir que se trata de propaganda eleitoral disfarçada, não se aplicando, pois, o artigo 57-B, IV, parte final, da Lei 9.504/1997.

Trata-se, ao contrário, de exercício da livre manifestação individual do pensamento (ainda que exercido de forma irônica), direito constitucional que não é afetado pelas regras atinentes à propaganda eleitoral.

O artigo 40 da Lei 9.504/1997 se refere à conduta do candidato que se apropria de símbolos públicos, não guardando relação com o caso em tela, em que se trata de evidente paródia com a nota de cem reais.

Por último, embora o verbo “autorizar”, constante do título do artigo, não esteja correto, é fato que o ora representante, na qualidade de presidente da Câmara dos Vereadores, foi o autor da proposta de reajuste dos subsídios dos vereadores (fls. 59 e 61).

Isto posto, JULGO IMPROCEDENTE o pedido.

Transitada, arquivem-se.

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SISTEMA CAPITALISTA E MÍDIA REFORÇAM O ESTEREÓTIPO DO MACHISMO E DELEGACIAS DA MULHER SÃO INSUFICIENTES E DESPREPARADAS, DIZ SILVIA FERRARO

SÍLVIA FERRARO, DO PSTU, DEFENDE QUE CONSELHOS POPULARES DEVEM DELIBERAR SOBRE 100% DO ORÇAMENTO MUNICIPAL

Sílvia: vamos implementar os conselhos populares

Em entrevista à TV Educação Política, Sílvia Ferraro, candidata do PSTU à prefeitura de Campinas, defende a criação de conselhos populares que tenham autonomia para administrar as empresas públicas e que o serviço público essencial e estratégico deve ser 100% administrado pelo poder público.

Sílvia também afirma que o orçamento do município deve ser decidido pelos conselhos populares.

Veja  a entrevista em duas partes abaixo:

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SEM PLANEJAMENTO HÁ 6 ANOS, CAMPINAS TEM TRÂNSITO CAÓTICO DEVIDO À ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA, DIZ ARLEI MEDEIROS

Na segunda parte da entrevista com o candidato do Psol à prefeitura de Campinas, Arlei Medeiros, o tema é o caos provocado no trânsito com a velha conhecida especulação imobiliária. A liberação de grandes condomínios em bairros já populosos implicam gastos futuros volumosos para que a prefeitura melhore o trânsito, que já é atualmente ruim.

Veja também a primeira parte da entrevista, sobre reciclagem e coleta de lixo.

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RECICLAGEM HOJE ESTRAGA O LIXO E EMPRESA GANHA EM DOBRO ENQUANTO COOPERATIVA FICA SEM APOIO, DIZ ARLEI MEDEIROS

Arlei: prefeitura deve investir em cooperativas de reciclagem

As cooperativas de reciclagem estão à mingua enquanto as prefeituras gastam milhões com a coleta do lixo. Apesar de se ter tecnologia e condições de se reciclar praticamente 100% do lixo das cidades, há uma grande dificuldade porque os contratos de lixo muitas vezes tornaram-se fontes de caixa dois para financiamento de campanhas políticas.

Essa situação é o tema da entrevista com o candidato a prefeito de Campinas (SP) pelo Psol (Partido Socialismo e Liberdade), Arlei Medeiros. Ele defende o investimento em cooperativas de reciclagem e a transformação da Sanasa (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento de Campinas) em uma empresa que também cuidaria da coleta e reciclagem do lixo em parceria com cooperativas de catadores. Veja abaixo a entrevista:

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AO CONTRÁRIO DO BRASIL, CAMPINAS TEVE UM AUMENTO DE POBRES E MISERÁVEIS NOS ÚLTIMOS DEZ ANOS, DIZ MARCIO POCHMANN

MARCIO POCHMANN AFIRMA QUE MÉTODO DE ENSINO ESTÁ SUPERADO E QUE BRASIL LEVOU 100 ANOS PARA TORNAR REPUBLICANA A ESCOLA

SENADOR JORGE VIANA FAZ APARTE COM SAGACIDADE, EXPLICA O MENSALÃO NA POLÍTICA BRASILEIRA E DIZ QUE PT É CÓPIA, MAS O PSDB É ORIGINAL

HUMOR DE CAMPANHA: ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS TUCANAS E DA REVISTA VEJA, PUBLICAÇÃO

QUANTA DIFERENÇA!! VEJA A ENTREVISTA DE FERNANDO HADDAD E DE CELSO RUSSOMANNO NO SPTV E TIRE SUAS CONCLUSÕES

Tralli faz pergunta que distorce informação

Celso Russomanno começa bem, mas perde o controle na metade da entrevista.

O mais interessante é o medo da Globo em relação à Universal, que significa Rede Record, sua principal concorrente.

César Tralli faz três perguntas seguidas sobre a Universal.

***

Fernando Haddad também recebeu todas as perguntas de forma negativa, algumas com erros de informação, mas não perdeu o controle. O mais interessante é a resposta sobre o buraco do metrô. Haddad mostra como a pergunta do repórter da Globo embute a manipualação da informação. Para a Globo, se alguém furta a sua casa, você é culpado.

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MOVIMENTO REACIONÁRIO CANSEI, PROTAGONIZADO POR CELEBRIDADES, PODE CHEGAR AO PODER EM SÃO PAULO SE CELSO RUSSOMANO VENCER A ELEIÇÃO

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REDES SOCIAIS SÃO LINHAS ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO E ENLOUQUECEM A ALMA DAS PESSOAS QUE EXPÕEM SUAS DORES E ALEGRIAS

NO DIA DA INDEPENDÊNCIA, A ANTROPOFAGIA DO SAMBÔ: MUITO SAMBA, MUITO ROCK, MUITO BRASIL E MUITO MUNDO

CAMPINAS SEM SOLUÇÃO: PAULÃO, VICE DE JONAS DONIZETE, ENROSCADO NO FICHA SUJA, PERTENCE AO PARTIDO MAIS FICHA SUJA DO BRASIL

O candidato a vice-prefeito na chapa de Jonas Donizette, Paulo Rodrigues, foi barrado pela justiça eleitoral, segundo informações do blog da Rose, da Band. Paulão pertence ao PSDB, partido campeão de políticos barrados pelo ficha limpa.

Mas essa talvez não seja face mais importante do PSDB, que pode chegar ao poder em Campinas com Jonas Donizete, que tem o apoio explícito de Geraldo Alckmin.  Afinal,  todos os partidos têm fichas sujas. O problema é a incompetência e incapacidade do partido de reduzir a desigualdade social e a violência, mesmo depois de 20 anos no poder no estado de São Paulo.

Esse é um problema muito maior do que ser o partido mais ficha suja do Brasil. O PSDB não tem competência e nem vontade política de fazer o que a política deve fazer, ou seja, reduzir a desigualdade social e incluir pessoas à sociedade. Pelo contrário, ações como a do Pinheirinho em São José dos Campos, os incêndios em Favelas em São Paulo,  a guerra entre a polícia e traficantes expõem um fator estrutural de incapacidade de compreensão da realidade. Para o PSDB, tudo se resolve com repressão e isso tem acabado com o partido. O partido respira pela mídia paulistana. Depois de 20 anos no poder, a Polícia de São Paulo mata mais do que toda a polícia dos EUA. Além disso, policiais são também vítimas de traficantes. É a política da barbárie.  A situação é tão ruim que o candidato à prefetura de São Paulo, Ceso Russomanno, quer criar o “Policial Amigo”, como se a polícia fosse atualmente inimiga da população.

Paulão, como vice de Jonas Donizette, foi a fórmula que o PSDB encontrou para chegar ao poder em Campinas, mas o vice precisa limpar seu nome junto ao TRE. Segundo Rose Guglielminetti, a candidatura de Paulão “ainda continua impugnada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) pela Lei da Ficha Limpa por ter tido as contas negadas pelo Tribunal de Contas da União quando exercia o cargo de diretor-executivo da Funcamp (Fundação de Desenvolvimento da Unicamp)” (texto completo)

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Prefeitura virou obstáculo ao desenvolvimento, diz Pochmann

Nesta segunda parte da entrevista com Marcio Pochmann, ele fala sobre a necessidade de informatização da prefeitura para poder dar conta dos problemas econômicos, sociais e ambientais.

A informatização poderá ajudar a ultrapassar o obstáculo que se tornou a própria prefeitura de Campinas, que tem impedido o desenvolvimento da cidade.

Diferente do Brasil, a cidade piorou seus índices sociais nos últimos dez anos. “Regiões de Campinas estão virando áreas dormitórios de outras cidades”, diz.

Veja vídeo:

Veja a Parte 1 da entrevista com Marcio Pochmann sobre educação

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Pochmann: educação se tornou necessária a vida toda

A TV Educação Política estreia hoje com uma entrevista com o candidato a prefeito de Campinas, Marcio Pochmann (PT), que fala sobre educação e informatização.

A TV  Educação Política aproveita a campanha eleitoral municipal para discutir alguns temas importantes para as cidades com os candidatos. Em breve teremos entrevistas com outros candidatos

A entrevista com Marcio Pochmann está dividida em duas partes. Na primeira, ele fala sobre educação em três pequenos vídeos que estão abaixo.
 Veja também a segunda parte da entrevista, sobre informatização

Modelo da educação está superado

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Brasil levou 100 anos para tornar republicana sua escola

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Os prédios públicos estão nos piores lugares da cidade

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MOVIMENTO REACIONÁRIO CANSEI, PROTAGONIZADO POR CELEBRIDADES, PODE CHEGAR AO PODER EM SÃO PAULO SE CELSO RUSSOMANO VENCER A ELEIÇÃO

D’Urso, organizador dos interesses da elite paulistana, é vice de Russomanno

O movimento reacionário Cansei da elite paulistana, que surgiu após a Folha de S.Paulo publicar um texto de um articulista, que não me lembro o nome (não vale a pena), acusando o ex-presidente Lula de ter derrubado o avião da TAM em 2007, pode chegar ao poder com uma eventual vitória de Celso Russomanno.

O candidato a vice-prefeito de Celso Russomanno é nada menos do que Luiz Flávio Borges D`Urso, um dos organizadores do movimento Cansei. Prot(agonizado) por celebridades, o movimento era uma reação da elite que estava descontente com a incapacidade do PSDB de fazer oposição e com o governo do ex-presidente Lula que trazia avanços sociais em várias áreas, inclusive levando o povão a andar de avião.

No fundo no fundo, a lotação dos aeroportos parece ter sido a principal causa do movimento, que se caracterizou por questionar o ‘caos aéreo’, a corrupção e pagamento de impostos. E foi ironizado até por Fernando Henrique Cardoso. Veja abaixo entrevista de Conceição Lemes sobre D’urso e o Cansei.

Mas, em entrevista à repórter Conceição Lemes, o presidente do Cremesp desmentiu o Cansei e o que foi publicado no site da OAB-SP. Em 13 de agosto, ele enviou ao presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D’ Urso, uma carta solicitando a correção do “mal entendido”. O pedido foi ignorado. Até o dia 25 de setembro, véspera da publicação da entrevista abaixo, o nome do Conselho Regional de Medicina continuava lá.
Segue a entrevista da repórter:

Conceição Lemes — Afinal de contas, o Cremesp apóia ou não o “Cansei”?
Henrique Carlos Gonçalves – Absolutamente não apóia.

Conceição Lemes — Mas o senhor posou para fotos. É quem segura o cartaz que mostra o único negro que participa da campanha, além do cantor e compositor Seu Jorge.  Em release à imprensa, constava o Cremesp como apoiador…

Regina (Com Medo) Duarte e outras politizadas celebridades

Henrique Carlos Gonçalves — O que aconteceu foi o seguinte. O doutor D’Urso, presidente da OAB, convidou o presidente do Cremesp para o lançamento de uma campanha cívica que ocorreria na Ordem dos Advogados do Brasil, na sede da Praça da Sé. Numa retribuição de gentileza, fui a essa reunião. Só que, na verdade, era uma coletiva de imprensa e não uma reunião. Imagine a situação. Eu te convido para um evento no Cremesp. Você comparece. E, aí, de repente, sem a tua autorização, eu solto um release, dizendo que você apóia o meu movimento. Isso não se faz. Primeiro, eu nem sabia o que era o tal movimento cívico. Segundo, a adesão do Conselho enquanto instituição a qualquer tipo de movimento se dá por decisão da Diretoria e da Plenária. Se quisessem o nosso apoio, teriam que fazer isso de maneira formal. Até porque advogado faz tudo de maneira formal. Isso não foi feito. Portanto, houve por parte dos organizadores do “Cansei” certa imprudência, para não usar outros termos, de colocarem o nome do Cremesp como apoiador. É um direito da Fiesp [Federação das Indústrias do Estado de São Paulo], da Associação Comercial de São Paulo, da Ordem, dos publicitários fazerem uma campanha. Mas não se alinha às posições que o Cremesp tem adotado. (texto integral)

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NOTÍCIA RUIM PARA O POVO BRASILEIRO: MINISTRA ELIANA CALMON DEIXA HOJE O CARGO DE CORREGEDORA-GERAL DE JUSTIÇA DO CNJ
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DILMA ROUSSEFF VAI PRA CIMA DOS PREFEITOS E DIZ QUE TEM DINHEIRO PARA EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL PARA AS ESCOLAS PÚBLICAS DE TODO O BRASIL

Dilma promete dinheiro para tempo integral em todo o país

Depois de forçar os bancos a baixar os juros, Dilma Rousseff vai para cima dos prefeitos brasileiros, principalmente aqueles que não investem em educação de forma adequada. Publicidade oficial diz que toda a escola do Brasil tem condições de ter ensino integral e que o Ministério da Educação tem dinheiro para isso.

Então…, cidade que não tem escola pública com tempo integral é porque o prefeito é incompetente e não tem interesse em investir em educação. Em época de eleições municipais e de reeleição, não há tema melhor.

Veja vídeo em que o governo Dilma Rousseff afirma, de certa forma, que as prefeituras precisam se mexer e que tem dinheiro para educação integral. A propaganda está passando em emissoras de televisão no Brasil.

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Fernando Haddad não baixou o nível da campanha

Haddad diz que não pedirá apoio a igrejas e ironiza crítica de Serra a ‘kit gay’

Em meio à corrida dos adversários pelo apoio de igrejas evangélicas, o candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira (16) que não pedirá votos a nenhuma denominação religiosa.

O petista elogiou a ação social das igrejas, mas disse que o assédio eleitoral não é “compatível” com a relação entre políticos e líderes religiosos.

“Visito e faço gosto em visitar (religiosos), inclusive porque alguns são parceiros da prefeitura em projetos sociais importantes. O que eu não faço é pedir apoio e voto, porque penso que não é exatamente compatível”, afirmou Haddad.

“Uma coisa é você pedir e oferecer apoio para a missão da igreja e da prefeitura no sentido de ajudar os mais pobres, fazer chegar os projetos sociais às comunidades mais pobres. Mas a minha relação para aí”, acrescentou.

Questionado se considerava a busca por apoio de igrejas incompatível com o Estado laico, ele disse: “Eu respeito toda orientação, mas desde o início manifestei que minha conduta seria esta”.

“Nosso governo terá uma boa interlocução para legalizar as igrejas que estão em situação irregular e garantir a liberdade religiosa no município. Isso é papel do prefeito”, concluiu. (Texto integral)

 

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PARTE DO PSDB NÃO ACREDITA QUE JOSÉ SERRA VENÇA EM SÃO PAULO: BOLINHA DE PAPEL E USO DA RELIGIÃO AJUDARAM A DESTRUÍ-LO COMO POLÍTICO

As últimas notícias mostram que José Serra deverá ter uma grande derrota nas próximas eleições para a prefeitura de São Paulo, o que o deixará de fora das próximas eleições para presidente e perderá poder político dentro do partido.

Isso parece ser evidente dentro do próprio partido. Diretório do PSDB da capital paulista já apoia outro candidato e o próprio Ackmin, governador de São Paulo, já ensaia lançar seu nome como candidato a presidência em 2014.

O alto índice de rejeição de José Serra pode ser atribuído em grande parte por sua campanha horrenda nas últimas eleições presidenciais, na qual perdeu toda a noção de bom senso para conquistar votos. Isso teve um efeito reverso.

Dois fatos são importantíssimos na análise de Serra. O primeiro foi o evento da bolinha de papel que atingiu sua cabeça, sem qualquer gravidade e, mesmo assim, ele simulou uma espécie de atentado, fazendo um show com o apoio da Rede Globo. Ao ser desmascarado, provocou repulsa da população.

Outro fato é uma espécie de mito entre os políticos. Eles acreditam, por acontecimentos já históricos, que a falta de religiosidade pode prejudicar o candidato. Isso é verdade. Mas Serra parece provar que o excesso de participação religiosa também pode ter efeito negativo. Serra, já na eleição presidencial, transformou o discurso religioso em discurso político, misturando palanque e altar. Há muitas religiões no Brasil e com diferentes posicionamentos. A atitude de Serra evidenciou uma grande falsidade espiritual. Ou seja, a população desconfiou que ele abusou de temas religiosos para conseguir votos.

As últimas pesquisas para a prefeitura mostram estagnação de sua candidatura com crescimento da rejeição. Além disso, há Celso Russomanno com boa votação e com o mesmo perfil eleitoral de Serra.  Fernando Haddad, do PT, já começa a despontar na disputa como terceiro colocado e sem a presença ainda forte de Lula na campanha. 

Parece que parte do PSDB e Alckmin já entendam.

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