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ELETRICIDADE DE GARAPA: CALDO DE CANA JÁ PODE SER UTILIZADO PARA PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

Caldo de cana na biocélula: açúcares como combustível

O caldo de cana, também conhecido como garapa, já é ingrediente comum na alimentação de muitos brasileiros. A novidade agora é que ele é um forte candidato a produzir energia elétrica em uma pequena caixa plástica para funcionar como baterias de celulares, tocadores de MP3 ou mesmo notebooks, como mostra notícia publicada no Portal da FAPESP.

A tecnologia que viabiliza a produção de energia elétrica a partir do caldo de cana é conhecida como biocélula, um dispositivo onde os açúcares da garapa agem como combustível. A biocélula constitui uma das promessas mais recentes no campo das fontes energéticas alternativas. Além do açúcar, outros combústiveis podem ser utilizados para produção de energia, como etanol e até água de esgoto.

A primeira demonstração de produção de eletricidade a partir do caldo de cana foi feita por um grupo de pesquisa da Universidade Federal do ABC (Ufabc), em Santo André, na Região metropolitana de São Paulo. Os estudos desse grupo, e de outros grupos de pesquisa espalhados pelo Brasil que mantêm parcerias com universidades estrangeiras, têm crescido a cada dia e contribuído para aumentar a importância científica e social da biocélula a combústivel.

Sem dúvida, a biocélula representa uma interessante alternativa para produção de energia elétrica capaz de suprir algumas necessidades básicas da sociedade. O único problema desse tipo de tecnologia é que a potência de energia elétrica gerada ainda é muito baixa em comparação com a quantidade gerada por dispositivos tradicionais, como pilhas e baterias comuns. Mesmo assim, já há alternativas sendo pensadas e testadas para contornar esse problema.

Notícias como essa mostram que o investimento em pesquisa e produção de conhecimento deve ser prioridade em qualquer país realmente preocupado em equilibrar o bem estar social e ambiental, pois apenas os caminhos do saber conduzem o homem ao verdadeiro desenvolvimento!

Veja trecho de notícia publicada no Portal da Fapesp com mais detalhes sobre o assunto:

Caldo de cana em biocélulas
Alternativa energética para produzir eletricidade
Por Marcos de Oliveira

O caldo de cana, companheiro de pastéis em feiras livres, é um forte candidato a produzir energia elétrica em uma pequena caixa plástica para funcionar como baterias de celulares, tocadores de MP3 ou mesmo notebooks. O dispositivo onde os açúcares da garapa agem como combustível, chamado de biocélula, é uma das promessas mais recentes no campo das fontes energéticas alternativas. Em 2007 a Sony mostrou um desses protótipos – existem vários no mundo – para suprir um pequeno tocador de música alimentado com glicose. Além dos açúcares, outros combustíveis podem ser utilizados como etanol, metanol e água de esgoto. Em relação ao caldo de cana, a primeira demonstração foi de um grupo de pesquisa da Universidade Federal do ABC (Ufabc), em Santo André, na Região metropolitana de São Paulo. A produção de eletricidade a partir do caldo foi possível com a síntese de uma enzima em laboratório que potencializa a reação química responsável por converter o açúcar em eletricidade.

As biocélulas a combustível têm apresentado uma crescente importância científica e tecnológica nos últimos anos. Os estudos que envolvem esses dispositivos, desde o início dos anos 1990, pularam de cinco artigos publicados em revistas científicas em 1989 para 240 em 2010, segundo levantamento da professora Adalgisa de Andrade, do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP). São estudos normalmente feitos em parceria com várias instituições. Adalgisa, por exemplo, que desenvolve biocélulas que utilizam o etanol como combustível, mantém colaboração com a professora Chelley Minteer, da Universidade de Utah, Estados Unidos, coordenadora de um grupo que já produziu vários trabalhos nessa área. Frank Nelson Crespilho, coordenador do Grupo de Materiais e Métodos Avançados da Ufabc que utiliza o caldo de cana em suas biocélulas, possui parcerias com a Universidade da Coreia do Sul, a Universidade de Grenoble, na França, e, dentro do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Eletrônica Orgânica (Ineo), a Universidade Federal do Piauí. (Texto Completo)

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TEMAS CAPITAIS

INTERNET BANDA LARGA: GOVERNO LULA DEVERIA JOGAR ANEEL E A ANATEL NO LIXO; ESSAS AGÊNCIAS MAIS ATRAPALHAM DO QUE AJUDAM

É impressionante, mas a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) mais atrapalham do ajudam na expansão da rede de internet banda larga no Brasil.

As agências, já dissemos aqui, são uma macaqueação que o PSDB encantando com o neoliberalismo dos anos 90 implantou no Brasil.  As agências são a oficialização do lobby dentro do governo. É a privatização da política e um alvo mais fácil para a corrupção e monitoramento por algumas empresas. Até a famosa FDA (Food and Drug Administration) já esteve envolvida em esquemas de corrupção.

Quem trabalha  em agência reguladora não tem compromisso nenhum com a população. Eles não são eleitos, mas podem ter um bom emprego em empresas depois que saírem de lá.

Veja a lambança que a Aneel e a Anatel estão fazendo com a internet em dois trechos de matéria: uma da Folha de S. Paulo e outra da Convergência Digital.

“As distribuidoras de energia estão descontentes com as novas regras da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que permitiu ontem a oferta de banda larga pelos fios elétricos.

As companhias elétricas acusam a Aneel de ter cedido às pressões da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que quis favorecer as tecnologias de ADSL (principal tecnologia de banda larga das teles) e o cabo, prejudicando o PLC.

Isso porque, pelas novas regras da Aneel, as distribuidoras de energia serão obrigadas a abrir uma oferta pública, caso haja algum interessado em utilizar a sua rede elétrica para vender banda larga em PLC. Ganhará quem oferecer o maior preço. A decisão da Aneel determina ainda que 90% da receita gerada por esse “aluguel” de rede seja usada para abater o preço das tarifas. A concessionária elétrica ficaria com 10% da receita”. (Texto integral na Folha de S. Paulo)

“Pioneira no uso do PLC (Power Line Communications) no Brasil e a mais adiantada no uso da tecnologia para levar o serviço de acesso à Internet aos consumidores de energia elétrica, a Copel (Companhia Paranaense de Energia) freou o projeto de fornecer internet banda larga aos clientes. O motivo: as regras definidas pela Aneel que obrigam as distribuidoras a oferecer o compartilhamento da rede a terceiros.
O regulamento, aprovado na semana passada pela Agência Nacional de Energia Elétrica, atingiu em cheio os planos da distribuidora de prover acesso à web através de uma subsidiária, a Copel Telecomunicações. É que, pela resolução da Aneel, as distribuidoras precisam oferecer publicamente o “aluguel” da rede e devem aceitar a melhor proposta.
“No mundo inteiro, quem usa PLC é uma empresa ligada à distribuidora de energia. Todo o planejamento, a engenharia, a operação e manutenção da rede tem que ser integrados, algo impossível com uma empresa não associada”, reclama o coordenador de PLC da Copel, Orlando Cesar Oliveira.
A empresa esperava a regulamentação do PLC para começar uma exploração comercial em até 10 mil lares e, com essa experiência – inclusive para modelar custos e preços – partiria para um plano de negócios de US$ 400 milhões, necessários para conectar um terço do estado.
O regulamento afasta o uso do PLC como negócio. A Aneel foi influenciada pela Anatel e piorou a regulação depois da consulta pública, de forma a não perturbar as teles”, lamenta Oliveira, da Copel”. (Texto integral no Convergência Digital)

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ANEEL APROVA INTERNET POR ELETRICIDADE; A ESPERANÇA É DE QUE O PÉSSIMO SERVIÇO PRESTADO NO BRASIL MELHORE COM CONCORRÊNCIA

Aneel aprova acesso à internet por meio da rede elétrica

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou hoje (25) o regulamento que permite a utilização da rede de energia elétrica para a transmissão de internet banda larga. Com o sistema, conhecido como PLC (do inglês, Power Line Communications), as tomadas residenciais passam a ser pontos de rede, quando conectadas a um modem.

A Aneel estabeleceu que o uso dessa tecnologia não poderá comprometer a qualidade do fornecimento de energia elétrica para os consumidores e, se houver necessidade de investimento na rede, o custo será de responsabilidade da empresa de telecomunicações. As redes também poderão ser utilizadas para levar televisão por assinatura aos consumidores.

Segundo o regulamento aprovado hoje, as concessionárias de energia deverão criar uma empresa subsidiária para ofertar o serviço. A agência também prevê que as receitas obtidas pelas concessionárias de energia com o aluguel dos fios para as empresas de internet serão revertidas para a redução de tarifas de eletricidade.

A Aneel garante que o emprego da tecnologia vai permitir novos usos para as redes de distribuição de energia elétrica, sem que haja necessidade de expansão ou adequação da infra-estrutura já existente. Segundo a agência, a economia deve representar uma redução de custos para os consumidores.

O acesso à internet banda larga por meio da rede elétrica já tinha sido aprovado pelo conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e foi submetido à consulta pública pela Aneel por 90 dias.

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