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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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PESQUISADORA É PERSEGUIDA APÓS DIVULGAR RELATÓRIO COM IRREGULARIDADES EM OBRA DO EMPRESÁRIO EIKE BATISTA

Unidade da Embrapa no Pantanal serve a interesses de grandes empresários e esquece as causas ambientais

No Brasil dos interesses políticos e econômicos torna-se muito difícil agir com ética, responsabilidade e compromisso social sem sofrer qualquer espécie de punição ou represália. Esse pensamento traduz muito bem o caso da pesquisadora da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) -Unidade Pantanal (MS) com 20 anos de profissão, Débora Fernandes Calheiros, divulgado pelo Brasil de Fato.

Débora afirma estar sendo perseguida devido a um parecer técnico emitido por ela apontando irregularidades e impactos ambientais provenientes de uma obra patrocinada pelo grupo EBX, do empresário Eike Batista, no polo siderúrgico de Corumbá (MS).

Desde então, Débora, que estava apenas cumprindo seu trabalho, foi afastada de diversas atividades importantes como a participação na comissão do Conselho Nacional de Recursos Hídricos que discutia com o Ministério do Meio Ambiente assuntos relacionados à construção de 116 hidrelétricas previstas para a bacia do Alto Paraguai, projeto que, segundo a pesquisadora, iria afetar o funcionamento hidroecológico do Pantanal Matogrossense, a pesca e o turismo de pesca, que são atividades econômicas e de subsistência das comunidades ribeirinhas.

Neste caso, fica claro a lógica de interesses que rege a realidade brasileira. Funcionários competentes que trabalham em prol da sociedade e da preservação do meio ambiente vão sendo sutilmente silenciados até que sejam completamente apagados e não representem mais uma ameaça aos interesses dos grandes empresários e capitalistas que nunca se preocuparam com a população ou o meio ambiente e tampouco passarão um dia a se preocupar.

Este é o país que prefere silenciar a ética e premiar a falta de compromisso público. Assim vamos caminhando para uma situação de total inversão de valores, onde defender a verdade e uma causa justa tem um custo cada vez mais alto. No entanto, mesmo custando caro, essa atitude é a única que realmente compensa!

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FARINHA DE SOJA E MILHO CRIADA PELA EMBRAPA AGROINDÚSTRIA TEM ALTO VALOR NUTRITIVO

Embrapa desenvolve farinha instantânea de alto valor nutricional e baixo custo

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Além de nutritiva, farinha de soja e milho tem baixo custo de produção

Além de nutritiva, farinha de soja e milho tem baixo custo de produção

Rio de Janeiro – Uma farinha que mistura uma oleaginosa, no caso a soja, e um cereal como o milho, pode reforçar a alimentação institucional em escolas, empresas e até presídios, com ganhos nutricionais e de custo. A descoberta foi feita por pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Agroindústria de Alimentos, sediada no Rio de Janeiro, e está sendo apresentada ao público no Show Rural Coopavel, feira que está sendo realizada nesta semana em Cascavel (PR).

O coordenador do estudo, José Luis Ascheri,  explicou que a soja tem componentes protéicos que o milho não tem. Quase todos os cereais são deficientes em aminoácidos essenciais à nutrição humana, como lisina e tripofano. “Quando você mistura ao milho uma oleaginosa como a soja, que possui uma quantidade razoável desses ingredientes protéicos, você está complementando. E consegue ter um alimento unificado, que é uma farinha instantânea”.

Ascheri revelou que essa mistura de soja e milho gera um alimento de alto valor nutricional, capaz de oferecer à população cerca de 18% de proteína, 7% de lipídios e 71% de carboidratos. Depois de passar por uma máquina, que Ascheri chama de processo de extrusão (expulsão), a combinação de soja e milho é convertida em uma farinha de acesso fácil para o consumidor.

Com a mistura dá para preparar produtos culinários típicos do país, “dependendo da criatividade da cozinheira”, como  a polenta e o cuscuz, salientou Ascheri. Serve, inclusive, como reforço alimentar no café da manhã de empresas e na merenda escolar, “introduzindo uma dieta mais balanceada do que o milho puro”. A idéia, frisou o pesquisador da Embrapa, é que esse alimento possa ser utilizado “principalmente na alimentação institucional, em escolas, hospitais e até presídios”.

Os técnicos da empresa estão fornecendo todas as informações aos governos municipais e estaduais que se interessem  pelo novo alimento. O custo da nova farinha é de R$ 0,50 o quilo, sem embalagem. Ela tem ainda a vantagem  de poder ser estocada por até um ano em condições adequadas, que incluem ambiente arejado e fresco, recipiente fechado, sem contato com luz forte e calor.

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