Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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Terceirização total é ‘regressão ao trabalho escravo’, diz professor da Unicamp Ricardo Antunes

O professor Ricardo Antunes, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp, afirmou que o Projeto de Lei 4330, que regulamenta a terceirização nas empresas brasileiras e autoriza que as companhias terceirizem também suas atividades-fim equivale, mantidas as  More…

País do agronegócio: 60% dos trabalhadores rurais trabalham na informalidade

Dos 4 milhões de trabalhadores assalariados rurais no país, 60% – cerca de 2,4 milhões – atuam na informalidade e com salários menores que os formais. O número foi divulgado hoje (13) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base em pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizada (Continue lendo…)

MULTINACIONAIS QUEREM PRODUZIR PUBLICIDADE LÁ FORA E NÃO PAGAR IMPOSTO AQUI NO BRASIL

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Faz lá fora e não quer pagar imposto

No Brasil, só pobre paga imposto.

E cada vez que se aumenta um imposto para grandes empresas, logo tem um lobby para barrar.

É isso que está acontecendo com a medida provisória que aumenta o imposto de quem produz filme publicitário lá fora e quer veicular aqui no Brasil. O imposto que estava sem aumento desde 2001 (epa!!! Que festa!), passará agora para R$ 2oo mil. Isso é um cafezinho para empresas que produzem lá fora e anunciam aqui.

Imagina! Quem produz filme lá fora e divulga aqui? Somente grandes multinacionais, que têm campanhas publicitárias mundiais na casa dos bilhões de dólares. Esse valor deveria ser muito maior. R$ 200 mil é irrisório.

Fazem o filme lá fora e não contratam agências brasileiras, atores, diretores, cinegrafistas, etc. E querem pagar um impostinho. Só o cachê de um ator famoso é bem maior do que isso. E pior, passam o mesmo filme em vários países.

Veja trecho de matéria sobre o assunto:

O aumento da taxa para a veiculação de filmes publicitários produzidos no exterior provocou um racha no meio publicitário. Enquanto a associação das agências apoia a medida, os anunciantes resolveram centrar forças no Congresso.

Eles tentam alterar o texto da medida provisória 545, que amplia receitas e atribuições da Ancine (Agência Nacional do Cinema). A MP deve ser votada até o fim do ano.

Desde a criação da Ancine, em 2001, produtoras de filmes publicitários ganharam uma proteção contra a concorrência estrangeira: para ser veiculado no Brasil, o filme estrangeiro paga R$ 80 mil. Filmes adaptados, que demandam alguma finalização no país, R$ 50 mil.

Os recursos, assim como a taxa de R$ 1.700 paga pelas produções nacionais, são a principal fonte de receita da Condecine, contribuição para o desenvolvimento do cinema nacional.

A nova MP aumenta a taxa para produções estrangeiras para R$ 200 mil e acaba com a figura da obra estrangeira adaptada. Eesses valores não eram reajustados desde 2001. (Texto completo/Bol)

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RICHARD SENNET: A INSTABILIDADE PRETENDE SER NORMAL NO VIGOROSO CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO

Durante a maior parte da história humana, as pessoas têm aceito o fato de que suas vidas mudarão de repente devido a guerras, fomes ou outros desastres, e de que terão de improvisar para sobreviver. Nossos pais e avós viveram em grande ansiedade em 1940, depois de suportarem o naufrágio da Grande Depressão, e enfrentando a iminente perspectiva de uma guerra mundial.

O que é singular na incerteza hoje é que ela existe sem qualquer desastre histórico iminente; ao contrário, está entremeada nas práticas cotidianas de um vigoroso capitalismo. A instabilidade pretende ser normal, o empresário de Schumpeter aparecendo como o Homem Comum ideal. Talvez a corrosão de caráteres seja uma consequência inevitável. [A frase]  “Não há mais longo prazo” desorienta a ação a longo prazo, afroxa os laços de confiança e compromisso e divorcia a vontade do comportamento.

Richard Sennet, em A Corrosão do Caráter (Record, 2009)

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O SEGREDO DE JOE GOULD, DE JOSEPH MITCHELL, É UM LIVRO PARA QUEM AMA O JORNALISMO OU SIMPLESMENTE GOSTA DE UMA GRANDE HISTÓRIA
O RETRATO DO PAI

HÁ SEMPRE UM BOÇAL NA SUA COLA

Microconto – Ficção

Áulia é uma mulher bastante diferente, tem por volta de seus 30 anos, rosto comum e com traços finos, revelando uma discreta beleza por trás dos óculos finos, pequenos e estilosos. Nela tudo é uma tentativa de sair do convencional, gosta de artes plásticas e tem um visual pouco feminino, com calças jeans com um número maior, surrada, suspensa pelo cinto e camisa social. O cabelo é curto e poucas vezes estão no lugar, mas tudo isso faz parte de uma performance. O leitor pode pensar que faz parte de um estilo cabeça, desprendido, cult, de uma pessoa agradável, amiga, mas na verdade torna-se uma grande casca quando se revelam suas discretas ambições pessoais. Há nela uma estultice própria de um adolescente sem desconfiômetro, um tolo que conquistou os encantos inebriantes de alguma miséria de status social. Quem não conhece esses tipos? Estão hoje em dia em aparências diversas, mas a essência é a mesma: carreiristas em busca de grana e títulos funcionais. A alma empobrecida se alimenta das buscas materiais e dos papéis socialmente reconhecidos.

Patrícia, uma mulher discreta e que apenas busca fazer seu trabalho de maneira honesta, pouco se apena aos comentários e fofocas dentro do trabalho, a conheceu quando foi convidada para a coordenação das novas exposições de design da empresa. Áulia também foi colocada como uma das subcoordenadoras de exposições. A empresa, como nossa própria casa, tem dificuldade de fazer as mudanças internas com agilidade, e Patrícia teve que, antes mesmo de ser confirmada como coordenadora, reorganizar a exposição que ficou abandonada com a saída coordenadora anterior.
Enquanto apagava o incêndio deixado com a organização das exposições que nem havia organizado, Patrícia recebe um e-mail, enviado por Áulia, dizendo que ela era subcoordenadora e que não havia sido feita nenhuma reunião até aquele momento. E como subcoordenadora, ela frisava isso, tinha o direito de saber o que estava acontecendo. Patrícia, surpresa, se sentiu acusada de autoritária. “My God!, que estultice!”. Patrícia gostava do My god! Em inglês, era sua brincadeira, sua cena de cinema. O e-mail, sem nem ao menos ter conversado com Patrícia pelos corredores da empresa, foi enviado formalmente para todos os subcoordenadores e para os diretores da empresa.
Patrícia, apesar de educada, não era burra. Havia ali no e-mail a marca de pessoas que já foram imbecilizadas pela competição social, o que provoca uma demência nas regiões que controlam a sociabilidade. Havia uma afoita felicidade própria da idiotice contemporânea presente nas relações de trabalho. Patrícia agradeceu o e-mail e disse que estava fechando o trabalho anterior que estava pronto, não havia o que discutir, mas atrasado e as questões burocráticas para abrir as exposições precisava ser resolvidas, mas que gostaria muito da ajuda de todos os subcoordenadores.
Passado esse imprevisto e o fechamento das exposições anteriores, Patrícia marca uma reunião com todos os coordenadores, que pertencem a vários segmentos da arte-desgn. A maioria da área de informação-design e Áulia apenas da área de marcas-design. As pessoas ficam com o tempo com um perfil profissional. As marcas são aquilo que o consumidor conhece quando vê uma propaganda de um ótimo produto, acredita, compra e percebe que foi enganado, que o produto é um lixo. Áulia é um pouco como as marcas, mostram-se como as melhores do mundo, mas quando se começa usar só dá problema.
Na reunião, Áulia pediu a palavra e se disse com muito conhecimento sobre a coordenação de exposições, tem experiência, e que Patrícia deveria tomar essa, aquela e aquela outra atitude. Mas não só isso, disse que poderia fazer o projeto das novas exposições, a arte e o espaçamento. E não só isso, Áulia também disse que conhecia uma pessoa importante que poderia ser Curador e que queria uma carta assinada por Patrícia para convidá-lo e tantas outras tolices que todos na reunião acabaram por cortar suas intenções, etc etc etc. Quem a via falando, logo imaginava alguém interessada realmente em melhorar, participar. Mas o discurso de Áulia, para quem não é inexperiente, mostrava o viés competente-burocrata, cheio de formalidades que dão certa aparência de seriedade aos imbecis e uma óbvia intenção de determinar as coisas. Por trás de suas formas burocratas, havia a intenção de fazer as exposições ao seu jeito, independente das posições do seu chefe e dos outros subcoordenadores. Mas não houve nem a necessidade de Patrícia argumentar, os outros subcoordenadores rechaçaram as intenções partidarizadas de Áulia.
Feita a reunião, distribuíram-se as ações de cada subcoordenador para as próximas exposições. Apesar das estultices de Áulia, Patrícia esperava que todo aquele discurso competente traria alguns benefícios na seleção das obras, visto que era necessário apresentar um parecer sobre os vários segmentos. Dos subcoordenadores, bingo!, Áulia foi a única que fez um parecer bastante ruim, desinteressado, apressado e inconsistente. Patrícia então entendeu, havia um boçal entre os coordenadores. O boçal é alguém que não aceita a sua infelicidade e acredita que sua estupidez deve ser compartilhada, ou pior, deve ser imposta a todos. O boçal acredita deter a verdade como todos, mas a diferença é que sua verdade é uma forma de desrespeitar o outro. Como se ouve por aí, não existe meio boçal, o boçal é boçal completo. Mas ele não é um idiota, pois sua idiotice é seletiva na sociabilidade, ele reconhece as convenções sociais, mas simplesmente não respeita quando isso lhe interessa. Ele acredita que todos devem servi-lo e respeitá-lo, mas não tem inteligência e nem liderança para que isso se realize. No trânsito, por exemplo, é aquele sujeito que vem em alta velocidade dando sinal de luz para que os outros motoristas abram passagem imediatamente, ele acredita que a rodovia lhe pertence.
Áulia é o típico boçal, usa o discurso competente-burocrático, mas na hora de fazer as atividades sob sua responsabilidade se transforma numa negligente e incapaz profissional. Patrícia descobriu isso e descobriu mais algumas coisas. No sistema em que vivemos hoje há sempre um boçal onde quer que você esteja, há sempre um boçal na sua cola.

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FATOS E DADOS MOSTRAM AS CONQUISTAS DO GOVERNO LULA QUE VÃO CONTINUAR COM DILMA

crescimento econômico, distribuição de renda, independência política e vamos ter ainda mais!

Da Agência Educação Política

Segundo pesquisa divulgada pelo Seade/Dieese, os índices de desemprego no Brasil caíram de forma expressiva em sete regiões metropolitanas pesquisadas. Além da queda no desemprego, a pesquisa aponta para um aumento de renda, consequência direta das altas taxas de crescimento econômico e, de olho no cenário futuro, prevê que as taxas de desemprego tendem a cair ainda mais.

É importante dizer que, segundo a pesquisa, a maior parte dos empregos criados é com carteira assinada, ou seja, a informalidade também vem diminuindo no país. Tal cenário de crescimento e geração de emprego formal, aumento da renda e melhoria da condição de vida do trabalhador, era tido como distante da realidade há alguns anos atrás. No entanto, contrariando as expectativas negativas, o que se vê é um país que cresce, gera emprego, cria oportunidades e não mais desperdiça talentos.

É por isso que quando se diz algo contra o governo Lula, basta olhar para a realidade. Nada mais do que a realidade, digo, a realidade, sem distorções, manipulações e enquadramentos à serviço do interesse privado, conservador e excludente. A realidade dos fatos e dos números mostra como Lula mudou a fotografia do Brasil, deixando-a mais leve, mais justa, mais viva, cheia de sonhos e realizações! O melhor de tudo é saber que essa realidade que fala por si só segue com Dilma em direção a novas realizações e a melhorias importantes que ainda precisam ser feitas não só na questão do emprego, como também em tantas outras questões do país!

Desemprego atinge menor nível, segundo pesquisa Seade/Dieese
Na região metropolitana de São Paulo, taxa média de setembro foi a menor desde janeiro de 1992; emprego com carteira assinada e renda crescem
Rede Brasil Atual
Por Vitor Nuzzi

São Paulo – A taxa média de desemprego calculada em sete regiões pelo Dieese e pela Fundação Seade, de São Paulo, voltou a cair e atingiu 11,4% em setembro, a menor da recente série histórica, iniciada em 2009. Na Grande São Paulo, que concentra 40% do universo pesquisado e onde pesquisa começou a ser feita em 1985, a taxa chegou a 11,5%, a menor da série desde janeiro de 1992 (11,3%) e a menor para o mês desde 1991 (11%).

Em relação a setembro de 2009, as sete áreas pesquisadas (regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo, além do Distrito Federal) criaram 885 mil ocupações (alta de 4,7%), sendo 718 mil com carteira assinada (8,6%), e têm 560 mil desempregados a menos (queda de 18,2%). No total, as estimativas são 19,6 milhões de ocupados e 2,5 milhões de desempregados. A renda também subiu.

“O mercado de trabalho segue uma trajetória típica de queda, com o impacto positivo de uma taxa muita alta de crescimento da economia”, comentou o diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio. Para ele, não seria surpresa se a taxa média de desemprego atingisse um dígito ainda este ano. “É de se esperar uma taxa muito próximo de 10%, ou até inferior”, afirmou. Segundo o técnico, o mercado vive uma situação oposta à dos anos 1990 e início dos anos 2000, quando praticamente não criava empregos formais. Agora, além da ocupação em alta, a maioria das vagas é com registro em carteira. “Antes se afirmava que não teríamos mais uma dinâmica como essa. Nos últimos anos, esse tese vem sendo contestada pela realidade”, disse Clemente. (Texto Completo)

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IBGE REGISTRA MENOR TAXA DE DESEMPREGO EM OITO ANOS E DEIXA EVIDENTE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL DO BRASIL

Da Agência Educação Política

Uma ótima notícia que mostra, mais uma vez, como o Brasil cresceu nos últimos anos. O crescimento econômico é o grande gerador de emprego e renda! Quando a economia cresce, gera-se mais empregos, quando se gera mais empregos, aumenta-se o consumo, aumentando o consumo, aumenta-se novamente o número de empregos, eis o desenho de um melhores ciclos viciosos que um país pode oferecer a seus cidadãos.

Mas o mais interessante com esse dado é ver como braisileiros que antes não tinham emprego, hoje, estão trabalhando, crescendo não só em termos de renda, como também e, principalmente, em termos de humanidade. Nada melhor para o país e para a construção de uma real democracia onde todos tenham espaço e participação! Um emprego faz com que as pessoas se sintam inseridas e, uma vez sentindo-se parte de uma realidade, passem a pensar sobre ela!

IBGE registra menor taxa de desemprego em oito anos / Renda média mensal também bate recorde
Redação Carta Capital

A taxa de desemprego no País registrada em agosto é de 6,9%, a menor já registrada desde o início da série histórica, iniciada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em março de 2002. O resultado é 1,4 ponto percentual menor em relação ao mesmo período do ano anterior e estável em comparação com o mês de julho deste ano. Segundo o estudo, a população desempregada registrada é de 1,6 milhão e permanece estável na comparação mensal, mas reduziu-se em 15,3% (ou menos 289 mil pessoas) em relação a agosto de 2009. A população empregada que soma 22,1 milhões de brasileiros, manteve-se estável na comparação mensal e cresceu 3,2% (ou mais 691 mil postos de trabalho) no ano.

A taxa média de desemprego no Brasil entre janeiro e agosto deste ano foi 7,2% inferior aos 8,2% dos oito primeiros meses de 2008. Para Cismar Azeredo, “a pesquisa revela uma melhora expressiva do mercado de trabalho em 2010. Mostra que o Brasil saiu da crise. Se ainda não saiu, está saindo numa velocidade muito mais rápida do que tem sido observada com outros países”.

Os postos com carteira assinada registraram alta de 7,2% ou 685 mil novos trabalhos criados no mês. (Texto completo)

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SE FALTA PROFESSOR EM ESCOLA PÚBLICA, ESTÁ NA HORA DE REVER OS CONCEITOS SOBRE O ENSINO

SECRETÁRIO PAULO RENATO: “Ninguém quer ser professor hoje em dia”

Por Priscila Gonçalves Gianni

É com essa frase que Augusto Sampaio, vice-reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio, explica o total desinteresse dos jovens pelos cursos de licenciatura. E ele está certo: em 2007, último dado disponível no Ministério da Educação (MEC), 70.507 brasileiros se formaram em cursos de licenciatura, o que representa 4,5% menos do que no ano anterior. De 2005 a 2006, a redução foi de 9,3%. E a situação é mais complicada em áreas como Letras (queda de 10%), Geografia (menos 9%) e Química (menos 7%). Em alguns Estados, faltam professores de Física, Matemática, Química e Biologia.
As razões para essa queda são óbvias: baixos salários, péssimas condições de trabalho e desvalorização da carreira do magistério.
Em todo o País, as universidades públicas e particulares assistem a uma mudança do perfil do aluno que escolhe o magistério. Os filhos da classe média se desinteressaram pela carreira e estão dando lugar aos de famílias das classes C e D. Os baixos salários podem afugentar as classes A e B, mas a garantia de emprego, principalmente em escolas da rede pública, atrai as classes populares.
Toda essa mudança está se refletindo no perfil do aluno que busca os cursos de licenciatura: estão indo para a universidade com deficiências graves de aprendizagem, obrigando as universidades a ensinar conteúdos que deveriam já ter sido assimilados no ensino fundamental e médio.
E a tendência é que essa situação piore pois as políticas voltadas ao melhoramento de ensino que foram lançadas até agora (seja dentro ou fora do Estado de São Paulo), nenhuma delas inclui a melhora salarial que é o principal fator de desinteresse pela profissão docente.

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INVESTIGAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO SOBRE ASSÉDIO MORAL CRESCE 600% NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ENTRE 2004 E 2008

Denúncias de assédio moral aumentam 588,2% em quatro anos no Rio de Janeiro

Riomar Trindade
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – As denúncias de assédio moral são um fenômeno que vem crescendo, ano após ano, nas empresas do estado do Rio de Janeiro. O total de casos investigados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) deu um salto nos últimos quatro anos: passou de 17, em 2004, para 117, em 2008, uma alta de 588,2%. Neste ano, o número de queixas chega a 90 só até julho.

Normalmente, a queixa é única – humilhações e constrangimentos, de forma repetitiva, durante a jornada de trabalho –, porém são muitos os fatores que atualmente potencializam esse tipo de conduta: demissões, terceirizações, funcionários sobrecarregados e gestores autoritários e com metas cada vez mais ambiciosas em busca do lucro para as empresas.

“A causa principal do assédio moral ocorre com o trabalho organizado de forma autoritária. Os operários não podem opinar sobre as condições de trabalho, o que demonstra a falta completa de democracia nas relações de trabalho”, observa Terezinha Souza Martins, doutora em psicologia social pela PUC/SP,  professora da Universidade Federal do Recôncavo Baiana (UFRB) e pesquisadora convidada da Universidade Federal do Rio deJaneiro (UFRJ).

A crise financeira internacional, que reduziu no Brasil o nível de emprego, também contribuiu para o aumento do assédio moral, na medida em que o empregado, temendo ser demitido, se submete mais facilmente à ação de gestores autoritários. Terezinha observa que o discurso do patrão é ideológico, fala em democratização, mas esconde um grau elevado de autoritarismo nas relações de trabalho.

“Quem trabalha não está sendo ouvido. O aumento do assédio moral se deve à lógica do capital, que cada vez mais precisa de resultados imediatos, pressiona para obter mais lucro. E, ao reduzir o número de trabalhadores na ativa, aumenta o serviço para os empregados que permaneceram na empresa, que acabam sendo presas mais fáceis de ações de assédio moral por parte de gestores autoritários”, disse Terezinha.

Ela ressalta que um fenômeno recente é o aumento de casos de assédio coletivo, em que toda uma equipe é pressionada. “O que é novíssimo é o assédio coletivo, em que todos são pressionados. O assédio individual continua, mas o coletivo passou a se apresentar com mais força há um ano”, afirmou.

Terezinha levanta mais uma questão: o número de adoecidos, com dor de cabeça, depressão, devido ao assédio moral. “É inexorável que o trabalho, mantida a doutrina autoritária, se torne grave como a gripe suína. Aí vamos olhar para a vida sem esperança”. Ela, porém, acredita que a visibilidade que o tema vem ganhando na mídia, levará a uma saída mais coletiva e democrática.

“Se o assédio não é barrado, o trabalhador pode sofrer até de transtorno mental, como de síndrome de pânico. A pessoa sente uma tristeza profunda, um caminho para a depressão. Infelizmente temos casos até de tentativa de suicídio”, disse.

Segundo levantamento do MPT, entre os estados em que há o maior número de queixas estão o de São Paulo, Minas Gerais, do Espírito Santo e Rio de Janeiro. No Rio, o Ministério Público do Trabalho tem em curso um total de 394 investigações sobre assédio moral e duas ações civis públicas em andamento. Mais 21 termos de ajustamento de conduta (acordos com a empresa) foram firmados.

(Texto Integral)

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REPÓRTER BRASIL: DONO DE SHOPPING DO INTERIOR DE SÃO PAULO MANTINHA TRABALHO ESCRAVO NO MATO GROSSO

NEGRO TRABALHA MAIS E GANHA MENOS, DIZ PESQUISA DE ECONOMISTA DO DIEESE

INTERNAUTA: PROBLEMA DA EDUCAÇÃO EM SÃO PAULO NÃO É SÓ DO PSDB; É PRECISO FORMAÇÃO E QUALIFICAÇÃO DE PAIS PARA ATUAR NAS APMs

JUSTIÇA FAZ APREENSÃO NA MONSANTO; ACUSADA DE PIRATARIA, EMPRESA CAUSA PREJUÍZO PARA A UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA

NEGRO TRABALHA MAIS E GANHA MENOS, DIZ PESQUISA DE ECONOMISTA DO DIEESE

Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Sessenta por cento dos trabalhadores negros têm rendimento de até dois salários mínimos. Os negros são a maioria nos setores de atividade econômica com maior jornada de trabalho (como emprego doméstico, 60,8%); com uso mais intensivo da força física de trabalho (construção civil, 59,5%) e historicamente menos protegidos pelo sistema previdenciário (setor agrícola, 60,4%). Os negros formam a maioria dos trabalhadores sem carteira assinada (55,3%).

Por outro lado, os negros são minoria no conjunto dos trabalhadores com melhor remuneração e melhor condição de trabalho. Dos empregados com carteira de trabalho assinada, apenas 43,2% são negros. Dentro da administração pública (onde há estabilidade de emprego, entre outras vantagens), os negros também são minoria (41,3%). Menos de um quarto dos empregadores (empresários) são negros.

Os dados foram apresentados pelo economista Ademir Figueiredo, coordenador de estudos do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), durante painel que debateu o mercado de trabalho, promovido durante a 2ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial que ocorre em Brasília, com a participação de 1.500 pessoas segundo os organizadores.

“O mercado de trabalho é um dos temas mais caros. A população que mais trabalhou é a que foi mais excluída”, sintetizou o sociólogo João Carlos Nogueira, consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

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GOVERNO FEDERAL PRETENDE INVESTIR R$ 350 BILHÕES EM MORADIA POPULAR

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Nos próximos 15 anos, o governo investirá R$ 350 bilhões na construção de moradias para famílias com renda de até cinco salários mínimos. A medida foi definida hoje (7) em reunião entre empresários, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e os presidentes do Banco Central, Henrique Meirelles, e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.

A informação foi confirmada pelo presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, ao final do encontro. Segundo ele, o governo concordou em construir, neste ano, 300 mil unidades além do que estava previsto.

“Esse é um grande programa que o Brasil precisava para atender famílias que ganham até cinco salários mínimos”, disse Safady Simão. Segundo ele, as medidas de estímulo se concentrarão em subsídios, na redução de impostos para o consumidor final, na elaboração de um cadastro de bons pagadores, na redução de taxas de cartório e na desburocratização da casa própria.

De acordo com Safady, o governo anunciará nas próximas semanas outras medidas para incentivar a construção civil. Alegando que o ministro Guido Mantega não mencionou valores na reunião, o presidente da Cbic disse que os recursos virão do Orçamento da União, do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), da receita de concessões públicas, e também da iniciativa privada.

Em relação às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Safady Simão informou que o governo remanejará recursos para os empreendimentos que estão mais adiantados. “Haverá uma reorganização de prioridades”, avaliou.

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LOCAÇÃO SOCIAL PODE SER ALTERNATIVA PARA HABITAÇÃO POPULAR E PARA IMÓVEIS VAZIOS

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INCRÍVEL: EMPREGO FORMAL EM AGOSTO CRESCE QUASE 80% EM RELAÇÃO A AGOSTO DE 2007

Número de empregos gerados em agosto é 79% superior ao do mesmo mês de 2007

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

Em agosto, foram gerados no país 239.123 empregos formais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (15) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Esse é o maior resultado para o mês desde o início da série histórica do Caged, em 1992, e representa um crescimento de 0,78% em relação ao registrado em julho.

De acordo com o ministério, houve expansão de 79% em comparação com o número de empregos gerados em agosto de 2007 (133.239).

Entre janeiro e agosto deste ano, foram criados 1.803.729 empregos, um recorde para o período. O acumulado é 33% superior ao resultado verificado nos primeiros oito meses de 2007 (1.355.824).

Comentário:

O crescimento do emprego cresce, apesar do Banco Central, que aumentou a taxa de juros, do estrago feito pelo governo FHC/PSDB nos anos 90 e da crise hipotecária dos Estados Unidos.

ECONOMIA CONTINUA EM RITMO FORTE

Deasemprego em maio tem a menor taxa para o mês desde 2002

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

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Rio de Janeiro – A taxa de desemprego caiu para 7,9% no mês de maio nas seis principais regiões metropolitanas do país, depois de ter ficado em 8,5% em abril. O resultado foi o menor já registrado para o mês desde 2002 e o menor, entre todos os meses, desde dezembro de 2007 (7,4%). Na comparação com maio do ano passado (10,1%), o recuo foi maior: 2,2 pontos percentuais.

Os dados divulgados hoje (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam também que o rendimento médio dos trabalhadores, cujo valor é de R$ 1.208,20, caiu 1% em maio em relação a abril, mas subiu 1,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

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