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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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EMPRESÁRIOS CHUTAM TUCANO MORTO: DIRETOR DA FIESP DESTRÓI GERALDO ALCKMIN E O PSDB DE SÃO PAULO DE FORMA IMPLACÁVEL

Carlos Calvalcanti, diretor da Fiesp

Carlos Calvalcanti, diretor da Fiesp

Os empresários estão descobrindo o que significa o partido PSDB. O diretor de Infraestrutura da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Carlos Cavalcanti, deu uma aula sobre o preço da energia elétrica no Brasil e, de quebra, destruiu os tucanos paulistas em entrevista ao Jornal da Terra. Cavalvanti deu a entrevista antes da redução anunciada pela presidenta Dilma Rousseff (Veja abaixo o vídeo)

Os empresários parecem que estão descobrindo que o PSDB é tucano morto, ou melhor, cachorro morto.

Veja algumas frases do vídeo:

“A CABEÇA DO GOVERNADOR (GERALDO ALCKMIN) É DESSE TAMAINHO”

“A GENTE FICA COM VERGONHA DO GOVERNO (psdb) QUE TEM”

“O GOVERNADOR (GERALDO ALCKMIN) DEVE VIR A PÚBLICO EXPLICAR PORQUE ESTÁ PREJUDICANDO 44 MILHÕES (DE PAULISTAS)”

“ELES (PSDB) ESTÃO DESTRUINDO A CESP, ESTÃO SENDO DE UMA IRRESPONSABILIDADE JAMAIS VISTA”

Do Beatrice

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DILMA ROUSSEFF DEVERIA NEGOCIAR COM O PARAGUAI O FIM DO COMÉRCIO DE ARMAS NA FRONTEIRA PARA COMPENSAR ITAIPU

Parceria deveria incluir combate às armas de fogo

A presidenta Dilma Rousseff deveria exigir uma compensação do Paraguai pelo aumento do custos da energia elétrica. Ontem, o Senado aprovou o acordo entre Brasil e Paraguai que triplica o valor pago pelo governo brasileiro pela energia da hidrelétrica da usina de Itaipu. O Brasil deve fazer acordos e parcerias com os países vizinhos, porque é importante o desenvolvimento de toda América do Sul.  Isso também vai ajudar o Brasil.

Mas, diante da quantidade de armas ilegais no Brasil, talvez fosse a hora de pedir uma compensação do país vizinho, que poderia ser bem simples: o fim do comércio de armas na região da fronteira com o Brasil e um maior rigor do governo Paraguaio sobre o comércio de armas. Isso poderia dificultar o contrabando ilegal de armas e seria uma medida insignificante para a economia paraguaia.

Veja pequeno trecho matéria sobre o tema que saiu na Folha de S. Paulo:

O Senado aprovou ontem o acordo entre Brasil e Paraguai que triplica o valor pago pelo governo brasileiro ao país vizinho pela energia da hidrelétrica da usina de Itaipu não utilizada pelos paraguaios.

O projeto amplia os valores que estão estabelecidos no Tratado de Itaipu, firmado pelos dois países.
A aprovação ocorre quatro dias antes de a presidente Dilma Rousseff realizar visita oficial ao Paraguai.
Por pressão do Palácio do Planalto, líderes governistas se articularam para aprovar o projeto a tempo de Dilma levar a “boa notícia” ao presidente paraguaio, Fernando Lugo.
Por se tratar de projeto de decreto legislativo, o texto entra em vigor logo depois da sua publicação- sem a necessidade de ser sancionado pelo Executivo.
Com a mudança, o Brasil vai elevar de 5,1 para 15,3 o fator de multiplicação aplicado aos valores estabelecidos no Tratado de Itaipu para os pagamentos por cessão de energia não utilizada no Paraguai.
Na prática, a mudança de cálculo multiplica por três o valor gasto pelo governo brasileiro para financiar a energia produzida em Itaipu. (texto integral)

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BELO MONTE É NECESSÁRIA PARA O BRASIL NÃO FICAR NO ESCURO, MAS É INADIÁVEL UM GRANDE PROJETO PARA INCENTIVAR ENERGIA MAIS LIMPA

Energias mais limpas podem ficar mais baratas

A usina hidrelétrica de Belo Monte é necessária para o Brasil crescer com um custo barato e para fazer com que o país não tenha o apagão de 2001 durante o desastroso governo de Fernando Henrique, do PSDB.  FHC  governou  sete anos (95 a 2001) antes do apagão, teve bastante tempo de resolver o problema, mas sucumbiu ao mercado e à incapacidade administrativa. Ou seja, em sete anos ele criou o apagão.

Até hoje os brasileiros pagam caro nas contas de energia elétrica pela incompetência do PSDB no governo.  Veja: o governo de FHC/PSDB foi marcado por apagão, pagamento de usinas termoelétricas poluidoras que não chegaram a funcionar e aumento do custo da energia para facilitar a privatização do sistema. Em resumo: caos e apagão que foram anunciados pelo jornalista Aloisio Biondi com dois anos de antecedência.

Mas Belo Monte traz dois grandes riscos: os índios e o meio ambiente do entorno. É preciso fazer uma obra que não tenha a mínima chance de acontecer o que aconteceu com o metrô de São Paulo, onde houve o acidente com um buraco gigantesco.

As empresas precisam cumprir com bastante rigor os procedimentos de segurança da obra. Além disso, é preciso evitar a devastação no entorno e o assédio às populações indígenas na região. Isso pode ser garantido tanto pelos governos quanto pelas ONGs que hoje atuam contra a usina.

Mas essa polêmica sobre a usina deve fazer o Brasil olhar para o futuro e investir pesado para baratear os custos da energia limpa. O governo pode fazer um grande projeto de desoneração fiscal e incentivo financeiro para investimento em tecnologias para produção de energia mais limpa, seja eólica, solar ou biodiesel.

Esse projeto verde pode atingir toda a cadeia que preserva o meio ambiente, dos catadores de papel reciclado aos empresários. Isso deve ser feito até o momento em que a energia alternativa fique mais barata do que as outras matrizes energéticas.

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PESQUISADORAS DA UNICAMP DESENVOLVEM PROCESSO CONTRA APAGÃO, COMO O OCORRIDO EM 15 ESTADOS DO BRASIL EM NOVEMBRO PASSADO

Uma luz contra apagões

Vanessa Sensato/Jornal da Unicamp

Apenas prédios com geradores ficaram iluminados durante apagão de novembro passado

Pesquisadoras da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Unicamp (FEEC) desenvolveram um novo processo que, se levado à indústria, poderá ser um aliado no combate à ocorrência dos apagões de energia elétrica. A professora Maria Cristina Dias Tavares e a pesquisadora Patricia Mestas desenvolveram um procedimento que permite o religamento das linhas de transmissão do sistema elétrico em um intervalo de tempo menor do que o usual, resultando em sobretensões muito menores, evitando que ocorram efeitos em cascata, como no último apagão ocorrido em novembro no país, que atingiu pelo menos 15 estados, causando perdas em diversos setores.

A Agência de Inovação Inova Unicamp deu entrada a um pedido de patente nacional para a tecnologia, por meio do INPI, e internacional por meio do Patent Cooperation Treaty (PCT), acordo internacional que garante a propriedade intelectual de um invento em 142 países signatários por um período de até 18 meses.

Maria Cristina, professora responsável pelo grupo de pesquisa e uma das autoras da patente, explica que as linhas de transmissão de energia elétrica no Brasil são trifásicas. “A tecnologia para religamento trabalha com as três fases simultaneamente”, disse. Segundo a professora, no último apagão vários eventos ocorreram simultaneamente.

Para ela, a grande incidência de descargas elétricas não deveria colocar o sistema em perigo, mas em razão das descargas houve uma elevação muito alta da tensão. “O que nós acompanhamos no Seminário Nacional que aconteceu em novembro de 2009 em Recife é que provavelmente houve um defeito no nível de proteção da subestação, que estava atuando muito mais baixo. Portanto, uma perturbação que não era tão severa acabou tirando o sistema”, colocou a professora. (Texto Integral no Jornal da Unicamp)

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CONSELHO DA ANEEL COMEÇA A ANALISAR REGULAMENTO PARA BANDA LARGA VIA ENERGIA ELÉTRICA (PLC)

Banda Larga via rede elétrica: fechadas as regras para a oferta do serviço
Luís Osvaldo Grossmann
Convergência Digital

Na próxima semana, o Conselho Diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) começa a analisar o relatório sobre o uso da rede elétrica para a transmissão de dados, ou seja, a possibilidade dos consumidores utilizarem serviços de banda larga de internet pelo sistema elétrico. O regulamento do PLC (Power Line Communications), sigla em inglês para comunicação por linha de energia, está pronto e, a julgar por projetos já em andamento, promete uma mexida no mercado atualmente dominado pelas operadoras de telecom.

As distribuidoras de energia não poderão tocar o serviço diretamente. Pela regra proposta devem oferecer a infraestrutura de rede para quem quiser operar a banda larga pela tomada. A Aneel manterá a proibição de que as empresas do setor ofereçam o serviço diretamente, contrariando a posição das distribuidoras, mas há uma flexibildidade. Isso porque essas empresas poderão entrar no mercado de internet através de uma pessoa jurídica criada especificamente para isso.

Nesse ponto, por sinal, está o ajuste pedido pelo presidente da Aneel, Nelson Hubner, à área técnica da agência: a exigência de ampla publicidade, por parte das distribuidoras, de que há oferta de infraestrutura para a transmissão de dados. Mas pelo ânimo já demonstrado por parte dessas empresas, o ‘aluguel’ da rede não deve ser o foco do negócio e sim, como mencionado, a oferta de banda larga pelo setor elétrico, numa concorrência para as operadoras de telecomunicações.

Daí uma regra que não estará expressa no novo regulamento, mas que segue o padrão já adotado no setor – a receita extra da concessão do serviço de energia elétrica deverá ser majoritariamente destinada à modicidade tarifária. Assim, de cada R$ 10 arrecadados com a prestação de serviços de internet, R$ 9 entrarão como ganho de produtividade na fórmula que define a tarifa de energia. O R$ 1 restante é que será a receita com a banda larga.

Ainda que sejam necessários investimentos para a prestação do serviço de internet, a leitura da Aneel é de que os equipamentos que permitem o PLC estão cada vez mais baratos e eficientes, além do fato das redes de energia em si estarem amortizadas. Daí a visão de que mesmo com o privilégio à modicidade tarifária, a partilha da receita ainda deixará o negócio Internet interessante para as empresas.

A proibição de oferecer internet diretamente criará, porém, um entrave legal para as distribuidoras – os contratos dessas empresas, donas da rede elétrica, com a prestadora de banda larga deverão, obrigatoriamente, passar pelo crivo da Aneel quando se der entre firmas do mesmo grupo. Ou seja segue a regra de contratos entre partes relacionadas, que precisam de autorização do órgão regulador do setor, como previsto na resolução 334/08 da agência. (texto integral no FNDC)

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GOVERNO QUER TROCAR GELADEIRA PARA ESTIMULAR CONSUMO E ECONOMIA DE ENERGIA ELÉTRICA

Programa do governo estimulará troca de geladeiras velhas por novas

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O governo está preparando um programa que pretende tirar de circulação milhares de geladeiras velhas, de forma a diminuir o consumo de energia e estimular o setor de eletrodomésticos, prejudicado pela crise financeira internacional.

A idéia apresentada hoje (22) pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, é criar um mecanismo de bônus-desconto para quem deseja trocar a velha geladeira por uma nova.

“Esse programa estava sendo discutido antes da crise, quando ainda se falava da possibilidade de um novo apagão, há cerca de um ano atrás. Como 80% do programa era baseado na redução de energia, decidimos que era melhor desenvolvermos de forma conjunta com o Ministério de Minas e Energia (MME)”, informou Miguel Jorge, em entrevista à Agência Brasil.O bônus e o financiamento para a compra de uma nova geladeira podem, segundo o ministro, ser baseados no conceito do programa Computador para Todos, que facilitou o acesso de camadas mais pobres da população à informática. O ministro estima que, em termos gerais, o programa resultará numa economia equivalente ao que é gerado de energia por uma turbina da Hidrelétrica de Itaipu – em 2008 cada turbina gerou, em média, 5,26 gigawatts/hora, ou o equivalente ao consumo de energia elétrica durante seis meses na cidade de Campinas, em São Paulo. A inspiração para o projeto veio durante uma visita que o ministro fez a Cuba.

“Pensei que seria interessante fazer algo similar no Brasil, porque aqui é muito comum comprar uma nova e deixar a outra consumindo energia em garagens ou churrasqueiras, o que é um problema para o país, bem como o gás CFC presente nos modelos antigos. Ele é altamente danoso à camada de ozônio e precisa passar por um processo químico antes de ser liberado para a atmosfera”, argumentou.

Miguel Jorge explica que a loja responsável pela entrega da nova geladeira ficará encarregada de levar a velha para um ponto de reciclagem, para ser desmontada. “E depois de retirar o plástico, a empresa pode até transformar o que resta do eletrodoméstico em sucata de aço para ser enviada à siderúrgica”, sugeriu.

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