Categorias
NOTÍCIA O PLANETA E SEU HOMEM

TURBINA EÓLICA DE EIXO VERTICAL É CAPAZ DE APROVEITAR ATÉ DEZ VEZES MAIS A ENERGIA DOS VENTOS

Novo modelo traz maior economia de energia
Novo modelo traz maior economia de energia

Do Ciclo Vivo

Brasileiro cria turbina eólica de eixo vertical altamente eficiente

O inventor brasileiro Antonio Bossolan é o responsável pela criação da “Turbina eólica de eixo vertical”, que é capaz de aproveitar até dez vezes mais a energia dos ventos que passam por ela. A inspiração surgiu pela necessidade de tornar os sistemas eólicos mais eficientes.

De acordo com Bossolan, as turbinas eólicas convencionais desperdiçam muita energia. Estas turbinas são capazes de captar a força dos ventos que correm apenas entre as pás, sendo que toda a parte da base, que também é ventilada, não retém a energia que passa por ela.

O modelo idealizado pelo brasileiro possui um grande número de pás móveis, instaladas por quase toda a sua estrutura e que se posicionam sempre com a face no sentido vertical na direção dos ventos e horizontal no sentido contrário dos ventos.

Os conjuntos de quatro pás, em formato de cruz, podem ser empilhadas, ficando com a aparência de uma árvore, e tendo a finalidade de ocupar toda a base para, desta forma, captar ainda mais a energia dos ventos. Quanto maior as proporções da turbina, bem como o número de conjuntos de pás empilhadas, maior será o aproveitamento da energia eólica.

Antonio Bossolan, já possui patente nacional e internacional, mas ainda está em busca de parceiros e investidores para transformar o conceito em uma estrutura real. (Texto original)

Leia mais em Educação Política:

Categorias
AGÊNCIA EP NOTÍCIA

DADOS REAIS DE BELO MONTE REVELAM QUE USINA É NECESSÁRIA AO PAÍS E NÃO É A GRANDE VILÃ DA FLORESTA AMAZÔNICA

As polêmicas em torno da construção da usina de Belo Monte são muitas. No entanto, basta olhar os números e os dados oficiais quanto à construção da usina para que muitas dessas “especulações” em torno de Belo Monte desapareçam.

O importante quando se fala em Belo Monte não é ser contra ou a favor e sim pensar que a construção da usina é sim necessária ao país e representa uma fonte limpa de produção de energia, no entanto, é preciso que a construção da usina seja feita de modo a garantir, acima de tudo, os direitos da população local e também a preservação do meio-ambiente e manutenção do equilíbrio do ecossistema. Essas duas últimas garantias têm que existir, antes de qualquer outra coisa, mas lutar por elas não é sinônimo de transformar Belo Monte em algo que ela nao é.

O vídeo que segue abaixo é bastante didático em relação à construção da usina. O autor se baseou em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e se ateve aos dados reais, o que boa parte da mídia deveria fazer, a pura lição de casa do jornalismo.

Entre outras coisas, o vídeo revela que um ano de desmatamento na Amazônia equivale a 14 usinas de Belo Monte, ou seja, ele deixa claro que a usina não é o grande vilão da floresta. Além disso, esclarece que o regime do rio Xingu vai permanecer o mesmo, já que a usina vai operar naquilo que se chama regime “fio d’água”, por isso produzirá mais energia no período da cheia e menos no período da seca, colocando por terra as afirmações de que o impacto sobre o rio Xingu seria muito grande, provocando até a seca do rio, e de que Belo Monte não é viável em termos de produção de energia.

Para os que dizem que Belo Monte poderia ser substituída por outras formas de produção de energia limpa como eólica, por exemplo, o vídeo também explica que a capacidade de produção de energia de uma usina eólica é bem menor do que a de Belo Monte, assim a substituição seria inviável.

Vale a pena conhecer a realidade!

Vi no Nassif

Veja mais em Educação Política:

ATORES DA GLOBO FAZEM VÍDEO MACAQUEADO CONTRA USINA HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE, MAS NÃO SE COMOVEM COM O ASSASSINATO DE INDÍGENAS NO MATO GROSSO DO SUL
APESAR DE QUEDA COM RELAÇÃO A SETEMBRO PASSADO, ÁREA DESMATADA DA AMAZÔNIA AUMENTA NA COMPARAÇÃO COM AGOSTO
BELO MONTE DE POLÊMICAS: PREFEITURA DE ALTAMIRA PEDE SUSPENSÃO NAS OBRAS DE CONSTRUÇÃO DA USINA
BELO MONTE JÁ COMEÇA A ALTERAR COTIDIANO DOS MORADORES DE ÁREAS A SEREM ATINGIDAS PELA BARRAGEM EM ALTAMIRA
Categorias
AGÊNCIA EP NOTÍCIA

ELETRICIDADE DE GARAPA: CALDO DE CANA JÁ PODE SER UTILIZADO PARA PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

Caldo de cana na biocélula: açúcares como combustível

O caldo de cana, também conhecido como garapa, já é ingrediente comum na alimentação de muitos brasileiros. A novidade agora é que ele é um forte candidato a produzir energia elétrica em uma pequena caixa plástica para funcionar como baterias de celulares, tocadores de MP3 ou mesmo notebooks, como mostra notícia publicada no Portal da FAPESP.

A tecnologia que viabiliza a produção de energia elétrica a partir do caldo de cana é conhecida como biocélula, um dispositivo onde os açúcares da garapa agem como combustível. A biocélula constitui uma das promessas mais recentes no campo das fontes energéticas alternativas. Além do açúcar, outros combústiveis podem ser utilizados para produção de energia, como etanol e até água de esgoto.

A primeira demonstração de produção de eletricidade a partir do caldo de cana foi feita por um grupo de pesquisa da Universidade Federal do ABC (Ufabc), em Santo André, na Região metropolitana de São Paulo. Os estudos desse grupo, e de outros grupos de pesquisa espalhados pelo Brasil que mantêm parcerias com universidades estrangeiras, têm crescido a cada dia e contribuído para aumentar a importância científica e social da biocélula a combústivel.

Sem dúvida, a biocélula representa uma interessante alternativa para produção de energia elétrica capaz de suprir algumas necessidades básicas da sociedade. O único problema desse tipo de tecnologia é que a potência de energia elétrica gerada ainda é muito baixa em comparação com a quantidade gerada por dispositivos tradicionais, como pilhas e baterias comuns. Mesmo assim, já há alternativas sendo pensadas e testadas para contornar esse problema.

Notícias como essa mostram que o investimento em pesquisa e produção de conhecimento deve ser prioridade em qualquer país realmente preocupado em equilibrar o bem estar social e ambiental, pois apenas os caminhos do saber conduzem o homem ao verdadeiro desenvolvimento!

Veja trecho de notícia publicada no Portal da Fapesp com mais detalhes sobre o assunto:

Caldo de cana em biocélulas
Alternativa energética para produzir eletricidade
Por Marcos de Oliveira

O caldo de cana, companheiro de pastéis em feiras livres, é um forte candidato a produzir energia elétrica em uma pequena caixa plástica para funcionar como baterias de celulares, tocadores de MP3 ou mesmo notebooks. O dispositivo onde os açúcares da garapa agem como combustível, chamado de biocélula, é uma das promessas mais recentes no campo das fontes energéticas alternativas. Em 2007 a Sony mostrou um desses protótipos – existem vários no mundo – para suprir um pequeno tocador de música alimentado com glicose. Além dos açúcares, outros combustíveis podem ser utilizados como etanol, metanol e água de esgoto. Em relação ao caldo de cana, a primeira demonstração foi de um grupo de pesquisa da Universidade Federal do ABC (Ufabc), em Santo André, na Região metropolitana de São Paulo. A produção de eletricidade a partir do caldo foi possível com a síntese de uma enzima em laboratório que potencializa a reação química responsável por converter o açúcar em eletricidade.

As biocélulas a combustível têm apresentado uma crescente importância científica e tecnológica nos últimos anos. Os estudos que envolvem esses dispositivos, desde o início dos anos 1990, pularam de cinco artigos publicados em revistas científicas em 1989 para 240 em 2010, segundo levantamento da professora Adalgisa de Andrade, do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP). São estudos normalmente feitos em parceria com várias instituições. Adalgisa, por exemplo, que desenvolve biocélulas que utilizam o etanol como combustível, mantém colaboração com a professora Chelley Minteer, da Universidade de Utah, Estados Unidos, coordenadora de um grupo que já produziu vários trabalhos nessa área. Frank Nelson Crespilho, coordenador do Grupo de Materiais e Métodos Avançados da Ufabc que utiliza o caldo de cana em suas biocélulas, possui parcerias com a Universidade da Coreia do Sul, a Universidade de Grenoble, na França, e, dentro do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Eletrônica Orgânica (Ineo), a Universidade Federal do Piauí. (Texto Completo)

Leia mais em Educação Política:

CÉLULAS-TRONCO JÁ PODEM SER CRIADAS A PARTIR DE CÉLULAS EXTRAÍDAS DO DENTE DE LEITE
DESCOBERTA DE AGROTÓXICO NO LEITE MATERNO LEVANTA DISCUSSÃO SOBRE A NECESSIDADE DE UMA POLÍTICA DE ALIMENTAÇÃO NO BRASIL
PLANO NACIONAL DE BANDA LARGA PODE AJUDAR A DESENVOLVER PESQUISA E TECNOLOGIA NO BRASIL
PARA SÉRGIO REZENDE, GOVERNO LULA FOI O MELHOR MOMENTO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA NO BRASIL
Categorias
NOTÍCIA

CRESCE O NÚMERO DE CONFLITOS NO CAMPO PELO DIREITO À ÁGUA, DIZ PESQUISA DA CPT

A energia limpa deve vir junto com preocupação social e ambiental

A água promete ser foco de muita discussão e conflito nas próximas décadas, não só no Brasil, como no mundo. A última pesquisa realizada pela CPT (Comissão Pastoral da Terra) mostra que os conflitos de terra relacionados ao direito de usufruir de riachos e mananciais cresceram 32% esse ano em comparação com o primeiro semestre do ano passado. A maioria dos conflitos tem relação direta com o modelo de geração de energia utilizado no Brasil: o das usinas hidrelétricas. Em grande parte, os conflitos acontecem, pois a simples presença de qualquer riacho já é motivo para a construção de barragens, o que gera diversos conflitos com as comunidades que vivem no local e utilizam a água dos rios para suas necessidades básicas. O dado preocupa e, ao mesmo tempo, deixa evidente como a energia limpa gerada pelas usinas hidrelétricas precisa estar aliada a uma preocupação ambiental e social, caso contrário, os prejuízos não serão apenas ambientais, como também humanos.

Conflitos no campo motivados pela água cresceram 32%, diz CPT
Virginia Toledo / Rede Brasil Atual

Os conflitos motivados pela questão da água no Brasil têm aumentado rapidamente, conectado aos focos de disputa pela terra. A conclusão faz parte do levantamento divulgado nesta quarta-feira (01) pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) sobre os conflitos que ocorreram no campo no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2009.

De janeiro a julho deste ano, os conflitos no campo motivados pela água cresceram 32% em relação ao mesmo período do ano passado. Dos 29 conflitos registrados em 2010, 11 estiveram diretamente ligados à construção de barragens.

Para o coordenador da CPT, Padre Dirceu Fumagalli, há no campo uma disputa entre os detentores do ‘capital’ e as comunidades que tradicionalmente ocupavam o leito dos rios. Tais disputas tiveram relação direta com o modelo de geração de energia adotado no Brasil, focado em usinas hidrelétricas. Especialmente neste ano, quando as discussões foram fortalecidas pela construção da usina de Belo Monte, no Pará. (Texto Completo)

Leia mais em Educação Política:

SERRA: O GOLPISTA INCONSEQUENTE CONTRA A DEMOCRACIA E COM ACUSAÇÕES SEM PROVA
PESQUISAS DE INTENÇÃO DE VOTO PODEM ESTAR INFLANDO OS NÚMEROS DE DILMA ROUSSEFF
LAVANDERIA SEM CHAVE: JOSÉ SERRA TENTA GANHAR VOTO COM TEMA QUE INTERESSA PRINCIPALMENTE AOS CORRUPTOS
BELO MONTE É NECESSÁRIA PARA O BRASIL NÃO FICAR NO ESCURO, MAS É INADIÁVEL UM GRANDE PROJETO PARA INCENTIVAR ENERGIA MAIS LIMPA