Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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Eureka! Medidas básicas com apoio de secretarias melhoram a educação pública

Não precisa inventar a roda para melhorar a educação e nem gastar milhões com consultorias caça-níquel. Segundo pesquisa, medidas básicas e simples são suficientes, ou seja, basta identificar os pontos fracos na aprendizagem dos alunos, traçar metas claras para superá-los e aprimorar a gestão. Essas são algumas das (Continue lendo…)

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Quase a metade dos alunos do estado de SP afirma que passou de ano sem aprender

TEM SOLUÇÃO? ESTADOS BRASILEIROS AINDA RESISTEM EM CUMPRIR A LEI DO PISO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

TABELA COM O PISO DO MAGISTÉRIO POR ESTADO.

 Saiba quais estados brasileiros não respeitam a Lei do Piso
tabela piso salarial maio 2013
Uma das principais lutas dos trabalhadores da educação brasileira, a Lei Nacional do Piso do Magistério, promulgada em 2008 (Lei 11.738/08), ainda não é respeitada por 07 estados brasileiros. E outros 14 estados não cumprem integralmente a lei, o que inclui a hora-atividade, que deve representar no mínimo 1/3 da jornada de trabalho do professor.
Apenas Acre, Ceará, Distrito Federal, Pernambuco e Tocantins cumprem a lei na totalidade.
Confira a tabela.
Não pagam o piso:
Alagoas, Amazonas, Bahia, Maranhão, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul. 
Não cumprem a lei na íntegra: Amapá, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, São Paulo, Santa Catarina e Sergipe. 
Cumprem a lei na totalidade: Acre, Ceará, Distrito Federal, Pernambuco e Tocantins. 
Não informado: Rio de Janeiro.
Abaixo, a tabela de salários do magistério nos estados atualizada.
Em relação à tabela acima, importante destacar:
1. O piso nacional do magistério corresponde à formação de nível médio do/a professor/a, e sua referência encontra-se localizada na coluna “Vencimento” da tabela.
2. Os valores estabelecidos para a formação de nível superior são determinados pelos respectivos planos de carreira (leis estaduais).
3. A equivalência do piso à Lei 11.738, nesta tabela, considera o valor anunciado pelo MEC para 2012 (R$ 1.451,00). Para a CNTE, neste ano, o piso é de R$ 1.937,26, pois a Confederação considera (i) a atualização monetária em 2009 (primeiro ano de vigência efetiva da norma federal), (ii) a aplicação prospectiva do percentual de reajuste do Fundeb ao Piso (relação ano a ano); e (iii) a incidência de 60% para pagamento dos salários dos educadores, decorrente das complementações da União feitas através das MPs nº 484/2010 e 485/2010.
4. Nos estados do Espírito Santo e Minas Gerais, as remunerações correspondem ao subsídio implantado na forma de uma segunda carreira para os profissionais da educação. Os valores integram vantagens pessoais dos servidores, e os sindicatos da educação cobram a aplicação correta do piso na carreira do magistério.
5. Na maioria dos estados (e também dos municípios), a aplicação do piso tem registrado prejuízos às carreiras do magistério, ofendendo, assim, o dispositivo constitucional (art. 206, V) que preconiza a valorização dos profissionais da educação por meio de planos de carreira que atraiam e mantenham os trabalhadores nas escolas públicas, contribuindo para a melhoria da qualidade da educação.
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MARCIO POCHMANN AFIRMA QUE MÉTODO DE ENSINO ESTÁ SUPERADO E QUE BRASIL LEVOU 100 ANOS PARA TORNAR REPUBLICANA A ESCOLA

Pochmann: educação se tornou necessária a vida toda

A TV Educação Política estreia hoje com uma entrevista com o candidato a prefeito de Campinas, Marcio Pochmann (PT), que fala sobre educação e informatização.

A TV  Educação Política aproveita a campanha eleitoral municipal para discutir alguns temas importantes para as cidades com os candidatos. Em breve teremos entrevistas com outros candidatos

A entrevista com Marcio Pochmann está dividida em duas partes. Na primeira, ele fala sobre educação em três pequenos vídeos que estão abaixo.
 Veja também a segunda parte da entrevista, sobre informatização

Modelo da educação está superado

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Brasil levou 100 anos para tornar republicana sua escola

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Os prédios públicos estão nos piores lugares da cidade

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10% DO PIB NA EDUCAÇÃO NÃO RESOLVE SE DINHEIRO FOR PARA AS EMPREITEIRAS E NÃO PARA OS PROFESSORES E ALUNOS

Estudantes lutaram por 10% para educação

A  Comissão Especial da Câmara aprovou a aplicação de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) do país em educação. Atualmente, o Brasil investe 5,1% do PIB em educação. A proposta original do PNE (Plano Nacional de Educação) enviada pelo governo propunha uma meta de 7% do PIB. Após negociações, o patamar foi revisto para 8%, mas essa proposta foi recusada pelos parlamentares que compõem a comissão especial que analisa o projeto. Agora, o texto vai direto para o Senado e depois para sanção da presidenta Dilma Rousseff.

A educação precisa de um investimento pesado nos próximos anos e esses 10% deveriam ser uma bandeira do governo Dilma Rousseff e não algo difícil de se realizar, como afirmou o ministro Aloízio Mercadante.

As secretarias de Educação dos municípios e dos estados deveriam se transformar na porta de entrada de políticas sociais. É pela escola que se chega até às famílias com maior dificuldade financeira, em situação de risco, situação de violência etc. São as secretarias de educação que deveriam coordenar um esforço multidisciplinar (inter-secretarias) de prevenção e atuação na saúde, segurança pública, moradia e outros.

As secretarias de Educação deveriam se transformar em eixos norteadores das políticas públicas. A violência, por exemplo, só vai cair quando as cidades acompanharem e darem uma assistência efetiva para crianças do nascimento até o fim do ensino médio, reconhecendo que o problema da violência está antes nas famílias, nos bairros ou nas comunidades.

Em outras palavras, o dinheiro da educação deve ser investido na concepção global de educação, na formação e salário dos professores e no aluno. Isso porque não adianta colocar dinheiro na educação se este for parar nas mãos de empreiteiras que prestam péssimos e caros serviços.

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ISSO É NOTÍCIA: PREFEITA DE GOVERNADOR VALADARES (MG) AFIRMA EM VÍDEO QUE TODOS OS ALUNOS ESTUDAM EM TEMPO INTEGRAL

Alguns dizem que é impossível, outros fazem. A democracia permite que surjam experiências como esta de Governador Valadares. Não conheço a experiência de perto, mas segundo a prefeita da cidade, Elisa Costa, são 24 mil alunos da rede municipal em período integral.

Lembro que os municípios recebem a menor fatia da arrecadação de impostos, ou seja, são bem mais pobres do que o governo estadual e federal.  Se o município consegue, por que o estado não consegue?

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GASTOS MUNICIPAIS COM EDUCAÇÃO CRESCERAM, MAS PERMANECE DESIGUALDADE DE INVESTIMENTO ENTRE AS REGIÕES

Investimentos por região na ponta do giz: sudeste (46,7%), nordeste (26,1%), sul (13,5%), norte (7,9%) e centro-oeste (5,8%)

Notícia da Agência Brasil revela que gastos municipais com a educação cresceram 10,7% entre 2009 e 2010, segundo dados divulgados pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP). Um série de fatores fez com que o investimento municipal em educação aumentasse, dentre eles, o arrefecimento da crise econômica que, em 2009, impactou de forma negativa a arrecadação, o aumento nos investimento,s e a diminuição da população em idade escolar.

No entanto, apesar do crescimento no gasto anual médio por aluno, persistem grandes desigualdades regionais nos gastos por matrícula. A maior disparidade está entre a região sudeste e nordeste. Enquanto no sudeste um aluno recebe um investimento de R$ 4.722,46, no nordeste, os estudantes recebem praticamente a metade: R$ 2.309,60.

Não é por acaso que os professores do nordeste ganham bem menos do que os da região sudeste e que políticas de educação em tempo integral, por exemplo, sequer são pensadas por lá. Mesmo assim, a notícia aponta que todas as regiões aumentaram os investimentos em educação.

O que falta agora é o país enfrentar seu grande e secular desafio: suas desigualdades.

Veja trecho da notícia:

Gasto de prefeituras por aluno é desigual entre regiões apesar do crescimento do investimento municipal na área
Por Amanda Cieglinski

Brasília – Entre 2009 e 2010, os gastos municipais com educação cresceram 10,7%, chegando a um investimento total de R$ 80,92 bilhões. Os dados foram divulgados pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e incluem, na conta, repasses da União e dos estados aplicados na área, pelas prefeituras. O aumento dos recursos é consideravelmente superior ao verificado em 2009, quando a crise econômica impactou negativamente na arrecadação fiscal. Naquele ano, os investimentos na área cresceram apenas 2,8%.

Por determinação constitucional, os municípios são obrigados a aplicar pelo menos 25% da arrecadação de impostos e transferências em educação. O aumento nos investimentos, combinado a uma diminuição da população em idade escolar e, consequentemente da matrícula nas redes municipais, fez crescer o gasto médio anual por aluno – que, em 2010, chegou a R$ 3.411,31 ao ano. No ano anterior, esse valor tinha sido R$ 3.005,27, o que significa um crescimento de 13,5%.

Apesar do aumento, há grandes desigualdades regionais nos gastos por matrícula. Um aluno de uma escola pública do Sudeste, por exemplo, recebe o dobro de investimento municipal do que um estudante do Nordeste: R$ 4.722,46 contra R$ 2.309,60, respectivamente. No Norte, o gasto por aluno é R$ 2.381,75 anuais, no Centro-Oeste R$ 3.622,28 e no Sul R$ 4.185,25.

Para Maria do Carmo Lara, prefeita de Betim (MG) e vice-presidente para Assuntos de Educação da FNP, as diferenças salariais dos professores de cada região têm grande impacto nessa conta. Isso porque, em geral, os professores do Sudeste ganham mais do que os do Norte ou Nordeste. “Também tem a questão do investimento em educação de tempo integral. No Sudeste, tem muito mais escolas que já oferecem essa modalidade e o impacto nos investimentos é grande”, explica. A FNP defende uma maior participação da União nos gastos com educação, especialmente nos estados que têm menor arrecadação. (Texto Completo)

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ENEM DESSE ANO CUMPRE REGRAS À RISCA E EXIGE BOM NÍVEL DE LEITURA, COMPREENSÃO E ESCRITA DOS CANDIDATOS

Alguns candidatos foram desclassificados por usarem twitter durante a prova

O ministro da Educação, Fernando Haddad, já disse que quer o Enem como substituto do vestibular, por considerar que este último faz um mal à educação brasileira. O Enem, sempre bombardeado pela mídia e até hoje não levado muito a sério pelos estudantes, procura assim ganhar cada vez mais credibilidade e se constituir de fato como um exame capaz de mostrar como anda a educação brasileira e o desempenho dos alunos, sendo uma porta de acesso democrática para o ensino superior.

Antes de criticar o Enem ou não levá-lo muito em conta, cabe lembrar as proporções do exame. Ele é aplicado em nível nacional, para milhares de estudantes. Em uma escala assim tão ampla, erros como os que aconteceram no ano passado não são justificados, mas também não são o fim do mundo. Eles podem acontecer devido à amplitude da prova e servem para que os seus métodos sejam aperfeiçoados.

Esse ano, muitos estudantes foram barrados por não chegar ao horário estabelecido para fazer a prova. Alguns alegaram desorganização e falta de informação por parte dos organizadores, como mostra reportagem publicada pela Agência Brasil. No entanto, há pelo menos um mês, propagandas na televisão e em outros veículos de comunicação esclareciam muito bem as regras quanto ao horário da prova, documentos que deveriam ser levados e davam dicas como: conhecer um dia antes o local da prova, sair bem mais cedo de casa, etc…

Muitos estudantes não ficaram atentos para essas questões básicas e chegaram faltando cinco minutos para a prova, por exemplo. Aí fica difícil se localizar. Outros estudantes consideraram a prova longa, porém fácil, e admitiram não ter estudado muito para o exame. “Eu achei que deveria ter estudado mais, porque estava fácil” ou “Muito texto, dava até sono”, são algumas declarações dos estudantes.

Cumprir as regras e elaborar bem as provas pode ser, neste sentido, uma boa receita para que o Enem conquiste credibilidade e espaço junto à sociedade brasileira e, quem sabe, seja digno de mais horas de estudo pelos candidatos, dando menos sono e mais disposição em aprender, afinal, uma prova pública e unificada parece mais interessante e mais justa para o ingresso no ensino superior.

Veja trechos de notícias sobre o assunto:

Candidatos reclamam de textos longos na prova do Enem
Por Daniel Mello

São Paulo – O tamanho dos textos e enunciados das questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi a principal reclamação dos candidatos que fizeram a prova na Universidade Nove de Julho (Uninove), na zona oeste paulistana, neste sábado. A estudante Daniela Andrade, 18 anos, diz que não achou a prova difícil, mas cansativa. “É muito texto, são muito grandes as perguntas”, disse a jovem que admitiu ter estudado somente “um pouco”.

Avaliação semelhante teve Camila Feliciano, estudante da mesma idade. “Eu achei que deveria ter estudado mais, porque estava fácil”. Apesar do baixo nível de dificuldade, ela acha que foi mal devido ao pouco empenho no último ano no cursinho. Camila também reclamou dos enunciados. “Muito texto, dava até sono.” (Texto completo)

Atrasados, candidatos são barrados no primeiro dia do Enem em São Paulo
Por Daniel Mello

São Paulo – Pelo menos 20 candidatos que fariam o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) na Universidade Nove de Julho (Uninove), na Barra Funda, zona oeste da capital paulistana, chegaram atrasados e não puderam fazer as provas. Muitos ainda apelaram, por entre as grades, para que os responsáveis pela segurança dessem uma chance de fazer a prova.

Alguns deles, como Renata Nascimento, culpavam a falta de informações da organização do exame. Ela chegou faltando cinco minutos para as 13h, hora limite para entrada, mas se dirigiu ao edifício errado. Ainda tentou correr para a entrada certa, mas, mesmo assim, não conseguiu entrar. Segundo Renata, a indicação confundiu muita gente. “Tanto é que tem um monte de gente que foi lá [no prédio errado]. Aí falaram para a gente vir correndo que o portão estava fechando”, contou, visivelmente nervosa, a candidata de 27 anos que veio de Pirituba, zona norte da capital.(Texto completo)

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Se o lema do governo chileno é a repressão e ausência de diálogo, no lenço de Camila Vallejo podia-se ler na marcha da última quinta-feira "Unidos com + força"

O governo chileno continua a afirmar que a educação no Chile não pode ser gratuita, deixando de mostrar qualquer possibilidade de entendimento e acordo com os estudantes. Estes se veem obrigados, neste sentido, a sair das mesas de negociação e se organizar como podem nas ruas e nas praças do Chile. Mesmo assim, o governo ainda quer complicar mais as coisas. Os últimos protestos dos estudantes têm sido recebidos com muita violência e repressão por parte do poder público o que faz lembrar, segundo alguns, os piores anos da ditadura Pinochet.

Se a negociação não acontece e a repressão é a única resposta dada pelo governo, a Confederação de Estudantes do Chile (Confech), representada pelos porta-vozes Camila Vallejo e Camilo Ballesteros, juntamente com o presidente da Central Unitária dos Trabalhadores (CUT), Arturo Martínez, e o presidente do Colégio de Professores, Jaime Gajardo, anunciaram uma greve geral para o próximo dia 19 de outubro e chamam a ela toda a sociedade, pois o que está em jogo no Chile não é apenas a educação, mas todo um modelo de desenvolvimento do país.

Veja trecho de reportagem sobre o assunto publicada pela Carta Maior:

Forte repressão no Chile. Nova greve geral é convocada
Por Christian Palma

A pesar de não terem sido autorizados pela prefeitura para marchar pela capital chilena, os estudantes se reuniram assim mesmo, quinta-feira, na Praça Itália, tradicional ponto de encontro nestes cinco meses de ocupações e greves, para iniciar uma nova caminhada denunciando a intransigência do governo de Sebastian Piñera, sobretudo na última reunião entre ambas as partes, que culminou com a saída dos estudantes da mesa de diálogo, após o Ministério da Educação reafirmar que a educação no Chile não pode ser grátis.

A líder universitária, Camila Vallejo, junto com um grupo de dirigentes e estudantes, encabeçava a marcha portando um lenço com a frase “Unidos com + força”. No entanto, poucos minutos após o início da marcha, os manifestantes foram reprimidos por um carro com jatos d’água, dos carabineiros, que acabou com a manifestação que estava apenas começando.

Esse fato deu início a duros enfrentamentos entre estudantes e carabineiros em diferentes pontos de Santiago, sobretudo em frente à Universidade Católica, à Universidade do Chile, ao Instituto Nacional (colégio secundário mais importante do Chile) e nas cercanias do Palácio de La Moneda, em pleno centro de Santiago, onde um grupo de jovens com o rosto coberto (encapuzados) instalaram barricadas na principal avenida da capital, a Alameda, provocando a aparição imediata da polícia que os esperava para entrar em ação. E fez isso com força. A polícia reprimiu a todos por igual, aos que faziam desordens, aos estudantes inocentes e as pessoas comuns que passavam pelo lugar naquele momento. Foram cinco horas de luta contínua que deixou 150 detidos e vários feridos, entre civis e policiais.

A ruptura da mesa de diálogo pela educação, que não apresentou nenhum avanço na direção de uma educação gratuita e de qualidade, segue unificando os jovens que ontem também rechaçaram a repressão aplicada pelo governo contra os manifestantes.

Neste cenário, a Confederação de Estudantes do Chile (Confech), representada pelos porta-vozes Camila Vallejo e Camilo Ballesteros, juntamente com o presidente da Central Unitária dos Trabalhadores (CUT), Arturo Martínez, e o presidente do Colégio de Professores, Jaime Gajardo, anunciaram que continuarão com as mobilizações e convocarão uma nova greve nacional para o dia 19 de outubro. (Texto completo)

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ARRASTÕES E REVOLTA DE MENORES EM SITUAÇÃO DE RUA NA CIDADE DE SÃO PAULO REVELAM FALÊNCIA DO SISTEMA PÚBLICO DE ATENDIMENTO À INFÂNCIA

Precaridade no atendimento às crianças: ausência de programas educacionais, sociais e falhas das próprias famílias

As fugas e os arrastões já fazem parte da realidade de muitos menores em situação de rua na cidade de São Paulo. O problema se insere em uma complexa teia de causas e consequências onde a pior delas é a situação de abandono em que vivem os menores e o sentimento de revolta que vai tomando conta deles, preenchendo um espaço que poderia ser dos sonhos, do conhecimento e das oportunidades.

Vindos de famílias desestruturadas, quando há família, os menores em situação de rua geralmente são encaminhados aos Conselhos Tutelares da cidade (que são poucos e trabalham sobrecarregados), a abrigos, ou, quando maiores de idade, vão para a Fundação Casa (antiga Febem). Em nenhum desse lugares recebem tratamente adequado, como mostra reportagem publicada pela Agência Brasil.

Especialistas ouvidos pela Agência, falam de uma falência no sistema público de atendimento aos menores que é apenas a ponta mais visível de um problema que encontra raízes na ausência de educação pública de qualidade e na falta de estrutura familiar.

A situação da infância no Brasil fica assim envolvida na mesma desigualdade social e de oportunidades com a qual já nos acostumamos. Um problema difícil de resolver, sintoma da forma como o social sempre foi tratado no Brasil.

Veja trecho da notícia sobre o assunto publicada pela Agência Brasil:

Arrastões mostram falência no atendimento a crianças, dizem especialistas
Por Bruno Bocchini

São Paulo – Arrastões feitos por crianças e adolescentes e fugas recorrentes dos abrigos são indicativos da falência do Poder Público e da sociedade civil em resolver o problema dos menores em situação de rua. A opinião é de dois especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

Na última segunda-feira (22), a cidade de São Paulo registrou o segundo arrastão feito por crianças e adolescentes na Vila Mariana – bairro da zona sul de São Paulo. Após invadirem um hotel, sete menores foram apreendidos pela polícia. Alegaram ter menos de 12 anos e foram levados ao Conselho Tutelar, onde passaram a depredar o local.

“Agora que nós vemos que a coisa está degringolada, temos que começar tudo de novo chegando à raiz, chegando à origem: um Estado que traga educação pública. Tudo o que podemos fazer é paliativo. É colocar band aid em tumor”, destaca o desembargador e coordenador da área de Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo, Antonio Carlos Malheiros.

Na tarde de ontem (23), três dos sete jovens apreendidos fugiram do abrigo para onde tinham sido encaminhados. Dois foram reconhecidos como maiores de 12 anos e levados para a Fundação Casa, antiga Febem. (Texto completo)

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GREVE DOS PROFESSORES ATINGE CINCO ESTADOS BRASILEIROS PEDINDO REAJUSTE SALARIAL E REVISÃO DO PLANO DE CARREIRA

Professores em greve no estado de Santa Catarina

A educação, como sempre, não vai muito bem em boa parte do país, prova disso é a insatisfação de um número cada vez maior de professores que estão em greve no estados do Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Rio de Janeiro pedindo o mínimo: valorização profissional.

Não se pode deixar de lembrar que uma greve de professores possui os mesmo efeitos que uma greve de funcionários da saúde, por exemplo. Se as enfermeiras param, muitos paciente correm o risco de perder a vida. Se os professores param, muitos alunos correm o riso de perder a oportunidade do conhecimento e aí também morrem um pouquinho, em espírito e mente.

A onda de insatisfação da categoria que vai se espalhando pelo país é algo gravíssimo que, no entanto, parace não receber a atenção merecida por parte das autoridades. Tais acontecimentos levam a pensar nos prostestos que se espalham pelo mundo que, sem dúvida, são ótimos de se ver, pois trazem com eles o entusiasmo da luta democrática. Infelizmente não podemos dizer o mesmo de alguns protestos, como esse dos professores, que acontecem em terras nacionais.

Aqui, ao invés de lutarmos pela democracia, ainda lutamos por questões anteriores, bem anteriores e fundadoras do real regime democrático, como a educação. O que só faz perceber que, de fato, estamos muito, mas muito longe, de uma realidade democrática. Nossa parcela de indignação é dobrada; e bem mais funda.

Veja texto sobre o assunto publicado pelo Brasil de Fato:

Paralisações marcam primeiro semestre na educação; 5 estados continuam em greve
Os professores de Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Rio de Janeiro reivindicam reajuste salarial e revisão do plano de carreira
Por Vivian Fernandes

A atual greve dos trabalhadores em educação no Brasil já atinge cinco estados. Os professores de Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Rio de Janeiro reivindicam reajuste salarial e revisão do plano de carreira. A greve com maior duração é a do Rio Grande do Norte, iniciada no dia 2 de maio. No estado, 93% da categoria está paralisada.

As greves e paralisações no primeiro semestre deste ano chegaram a atingir pelo menos doze estados brasileiros. O cumprimento do piso nacional do salário dos professores, que passou a valer neste ano no valor de R$ 1.187 para 40h, é a principal reivindicação.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), Roberto Leão, explica que muitos governos quando implementam o piso, descaracterizam o plano de carreira da categoria.

“Eles [prefeitos e governadores] fazem a diferença de um professor que recebe o piso – que é um professor de formação de nível médio –, para um professor que tem licenciatura plena – que tem um curso universitário –, em muitos lugares ser de R$ 10, R$ 15 a diferença”. (Texto completo)

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BANIDA PELA DITADURA MILITAR, FILOSOFIA TERÁ LIVRO DIDÁTICO DISTRIBUÍDO EM ESCOLAS DA REDE PÚBLICA A PARTIR DE 2012

Se a filosofia abre as interrogações, as ditaduras preferem o ponto final

A filosofia como prática é um exercício que leva a questionamentos sobre si mesmo e sobre o mundo, que ajuda a olhar a realidade de forma mais crítica, organizar melhor os argumentos e construir opiniões sólidas sobre os mais variados assuntos. A filosofia desde a Grécia antiga é considerada como uma das mais elevadas práticas do saber, por isso, ela era tão cultuada por nomes como Platão e Aristóteles. Refletir era sinônimo de abrir-se para o mundo e ter o mundo aberto diante de si.

Obviamente, uma ciência do pensamento como a filosofia não é nada interessante para regimes ditadoriais e autoritários que querem, antes de tudo, eliminar a própria capacidade de pensamento da população. Em ditaduras se obedece, não se pensa, em ditaduras se copia, não se inventa, em ditaduras não se questiona, se submete. Seguindo essa lógica, não é de se espantar que o ensino de filosofia nas escolas do país tenha sido banido com a ditadura militar de 1964.

A ausência da filosofia nas escolas públicas prolongou-se ainda por mais um longo período e só voltou a ser obrigatória como disciplina para estudantes do ensino médio a partir de 2008. Sem dúvida um atraso social e humano. Agora, uma boa notícia, a partir de 2012 serão distribuídos livros didáticos com dicas e instruções para orientar melhor o ensino de filosofia nas escolas da rede pública.

Com o apoio do livro didático, o professor pode preparar melhor as aulas e os alunos se localizam melhor, no entanto, vale dizer que livro didático nenhum faz milagre. Ele não substitui o professor, tampouco basta para os alunos. Deve servir como apoio, mas nunca como instrumento de acomodação e limitação do saber. Bons professores e alunos insteressados continuam sendo a melhor fórmula para o bom ensino da filosofia e de qualquer outra das nossas disciplinas.

Veja trecho de notícia sobre o assunto publicada no site da Agência Brasil:

Banida das escolas desde a ditadura, filosofia vai ter livros didáticos distribuídos na rede pública em 2012
Por Amanda Cieglinski

Brasília – A filosofia vai voltar, na prática, para o conteúdo curricular dos alunos de ensino médio, depois de 47 anos fora dos currículos das escolas de educação básica no país. No ano que vem, as escolas da rede pública receberão pela primeira vez, desde a ditadura, livros didáticos da disciplina para orientar o trabalho dos professores. Foi o regime militar que baniu a filosofia das escolas.

Em 2008, uma lei trouxe de volta a filosofia e a sociologia como disciplinas obrigatórias para os estudantes do ensino médio. A professora Maria Lúcia Arruda Aranha ensinava filosofia em 1971 quando a matéria foi extinta pelo governo militar. Hoje, é uma das autoras dos livros que foram selecionados para serem distribuídos aos alunos da rede pública pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).

“Ela desapareceu [a filosofia nas escolas] na década de 70 e reapareceu como disciplina optativa em 1982. Mas, nesse meio tempo, eu continuava dando aula em escola particular. A gente ensinava, só que o nome da matéria não podia constar como filosofia”, lembra.

Ela avalia que o país “demorou demais” para incluir as duas disciplinas novamente entre as obrigatórias e ainda falta “muito chão” para que elas sejam ministradas da forma adequada. Ainda faltam professores formados na área já que, por muito tempo, não havia mercado de trabalho para os licenciados e a procura pelo curso era baixa. Em 2009, 8.264 universitários estavam matriculados em cursos superiores de filosofia – 78 vezes menos do que o total de alunos de direito. (Texto Completo)

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NOVO SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO SÓ FALTOU DIZER QUE 16 ANOS DE PSDB NO GOVERNO FOI UM DESASTRE PARA OS PROFESSORES E PARA A EDUCAÇÃO

Voorwald quis dizer: Serra foi um desastre na educação

A comprovação de que o PSDB destruiu a educação de São Paulo, além de também destruir a profissão de professor, não vem do PT, nem do PIG e nem dos blogs sujos. É de dentro do próprio governo do PSDB.

O novo secretário da Educação do governador Geraldo Alckmin, Hermam Voorwald, afirma em entrevista na Folha, com outras palavras, que PSDB fez tudo errado.”O sentimento é ruim”, diz.

Veja só: “Pretendo resgatar a dignidade dos professores, o que passa por salário e carreiras dignos. Se conseguir dar um passo nesse sentido, acho que trarei algo novo”, disse Voorwald.

Parece um bom começo do governo Alckmin reconhecer os próprios erros e principalmente os de José Serra. Veja outros trechos:

Como o sr. avalia a rede, em termos de infraestrutura, de organização pedagógica?
Ainda não conheço as escolas. Vamos fazer um diagnóstico, objetivando que a infraestrutura seja a ideal. De qualquer forma, tive um sentimento da rede de absoluto desconforto de como a administração entende o processo de educação. O sentimento é muito ruim. Senti uma desmotivação, uma leitura de desconsideração do papel do professor.

O PSDB está há quase 20 anos no poder. O que levou a esse quadro de desestímulo que o senhor aponta?
Não sei dizer se foram apenas implicações econômicas ou de prioridade. (texto integral para assinantes)

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INVESTIMENTOS EM EDUCAÇÃO CRESCEM APENAS 0,2% AO ANO E O VALOR DESTINADO AO SETOR PARA 2011 É INSUFICIENTE, DIZ CNTE

Educação: é preciso investir!

A educação sem dúvida é um dos temas que mais dominam os debates e as campanhas eleitorais. No entanto, uma vez passada a disputa, o assunto é tratado da mesma forma de sempre. Para o ano de 2011, prevê-se cerca de 7% do PIB (Produto Interno Bruto) para serem investidos em educação, ou seja, manteve-se o tradicional aumento de 0,2% ao ano nos investimentos no setor.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) já fez um alerta para a insuficiência do valor, que segundo o presidente da organização, não é capaz de suprir a demanda atual. Os resultados são os de sempre: professores mal pagos, infraestrutura precária, alunos desmotivados, professores e demais funcionários estressados e todos os outros indicadores de um ensino que cada vez mais vai se distanciando da oferta de conhecimento com qualidade.

O problema da educação pública no Brasil não é simples, mas a solução começa aumentando os investimentos para o setor, pois, infelizmente, a realidade mostra que para resolver certos problemas não basta boa vontade!

Veja matéria publicada no site da Rede Brasil Atual:

7% do PIB para o setor é insuficiente, alerta CNTE
Valor foi proposto no Plano Nacional de Educação (PNE), que será votado em 2011

Jorge Américo

Nesta quarta-feira (16), o governo entregou ao Congresso Nacional o Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê o investimento de 7% do PIB (Produto Interno Bruto) no setor. A verba do orçamento destinada à educação sobe apenas 0,2% ao ano desde 2005. O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão, considera a nova meta insuficiente para atender a demanda atual.

“Esse ritmo precisa ser aumentado se o país quiser, em um curto espaço de tempo, atingir o nível de outros países desenvolvidos quando se fala em educação. Eu considero bom, importante, mas a perspectiva do movimento social e dos trabalhadores em educação no Brasil é de um aumento para 10% do PIB e os 50% do fundo do pré-sal para a educação.”

O PNE será votado em 2011 e as metas deverão ser cumpridas em 10 anos. O Ministério da Educação, responsável pela elaboração do Plano, anunciou que a valorização dos professores será a prioridade para o próximo período. Para Roberto, as propostas de melhorias devem ser ampliadas. (Texto Completo)

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GARGALO DA EDUCAÇÃO: METADE DOS PROFESSORES DE ESCOLAS PÚBLICAS EM SÃO PAULO SOFRE DE ESTRESSE, DIZ APEOESP

Sem ele não há educação!

Mais uma pedra no caminho da educação pública de qualidade, dessa vez, ela atinge diretamente o centro e o protagonista do processo educacional: os professores. Pesquisa encomendada pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) revela que quase metade dos professores da rede pública de São Paulo apresentam diagnóstico de estresse em razão da excessiva carga de trabalho e das salas super lotadas.

O problema é mais sério do que se pensa, pois com o professor comprometido em sua capacidade de ensino, a grande prejudicada continua sendo a qualidade da educação pública oferecida no nosso país.

Veja texto publicado sobre o assunto no site da Rede Brasil Atual:

Segundo Apeoesp, sala de aula lotada e carga horária excessiva causam doenças nos professores

São Paulo – Quase metade dos professores de escolas públicas de São Paulo tem diagnóstico de estresse, mostra pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Encomendado pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o levantamento será divulgado nesta quarta-feira (1º), durante o 23º congresso da entidade, em Serra Negra.

Para a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, o estudo mostra alguns dos efeitos das condições de trabalho a que são submetidos os docentes. “A maior incidência é naqueles que têm jornada de mais de 30 horas semanais e enfrenta outros fatores, como superlotação de sala de aula”, afirmou. Para Bebel, “além da saúde do professor, a prática afeta também a qualidade do ensino”.

Os resultados preliminares indicam que 48,5% dos professores entrevistados têm diagnóstico confirmado de estresse. Do total, 63,6% dos entrevistados afirmam lecionar mais do que a carga horária designada e 54% disseram ter mais de 35 alunos por sala de aula. (Texto Completo)

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ESCOLA PÚBLICA RESERVA UM TEMPO PARA O APRENDIZADO DA CULTURA POPULAR BRASILEIRA POR MEIO DA TRADIÇÃO ORAL

Em defesa da oralidade!

Da Agência Educação Política

Nos tempos atuais, é um fenômeno comum ver, por parte de alguns pensadores e críticos, certa desqualificação da linguagem oral em detrimento da linguagem escrita. Esta última, passa por um processo de valorização que é muito bem vindo e essencial, no entanto, não pode vir sozinho, esquecendo-se de que tão importante quanto a escrita é a fala, já que ambas, apesar de distintas, se completam, se relacionam, se interpenetram. Uma não vive sem a outra, elas fazem parte de um mesmo movimento de representação e entendimento crítico e artístico da realidade.

Indo na contramão da tendência contemporânea e da maioria das escolas brasileiras que têm como foco de aprendizado a língua escrita e não a língua falada, uma escola da rede pública de São Paulo decidiu reservar um tempo para que os alunos tenham contato com a nosssa cultura popular através das tradições da linguagem oral que estão bastante esquecidas pelos educadores atuais.

O trabalho é realizado pelo Ponto de Cultura Amorim Rima e Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira (Ceaca), que atua dentro da escola. Comandado por Alcides Lima, o ponto de cultura atende cerca de 300 crianças de 1ª a 4ª série. As aulas sobre a cultura popular ministradas pelo ponto de cultura fogem dos padrões do ensino formal das escolas brasileiras e são baseadas na técnica da repetição que faz parte da tradição oral, além de contarem com atividades como capoeira com coco, ciranda, puxada de rede, maculelê e samba de roda.

A valorização da cultura popular brasileira e da tradição oral, sem dúvida alguma, é uma forma de complementar o ensino formal que vigora na maioria das escolas brasileiras e de tornar o aprendizado mais completo e efetivo. Quando as crianças tomam contato com a oralidade, além de falar melhor, elas passam a escrever melhor, uma coisa deriva da outra, uma faz parte da outra e, no caso do modelo adotado por esta escola de SP, elas ainda saem com um conhecimento maior sobre a cultura popular brasileira, que encontra cada vez menos espaço dentro da lógica da indústria cultural.

Na ação deste grupo que faz parte de um projeto maior, a Ação Griô Nacional, uma rede que integra 130 pontos de cultura em todo o país e que, através de seus mestres, busca fortalecer a identidade cultural de crianças e adolescentes, segundo a tradição de cada comunidade, está um importante resgate de uma tradição que nunca deve se perder: a oralidade. São exemplos e ações como essa que fazem com que tal frase que vem logo abaixo, dita por um conhecido escritor latino-americano, não ganhe muita repercussão. É ótimo ver as conquistas de uma sociedade letrada, mas a educação se faz com voz e palavra, na mesma proporção!

“Uma comunidade sem literatura escrita se exprime com menos precisão, riqueza de nuances e clareza do que outra cujo instrumento principal de comunicação, a palavra, foi cultivado e aperfeiçoado graças aos textos literários. Uma humanidade sem romances, não contaminada pela literatura, se pareceria com uma comunidade de tartamudos e afásicos, atormentada por problemas terríveis de comunicação causados por uma linguagem ordinária e rudimentar”. (Mario Vargas Llosa, desmerecendo a oralidade e tomando a escrita como positiva por si própria)

Leia mais sobre essa iniciativa de incorporar a oralidade na educação escolar em reportagem publicada no Brasil de Fato.

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ANALFABETISMO FUNCIONAL ATINGE 20% DOS BRASILEIROS, DIZ IBGE, E O PROFESSOR É APONTADO COMO UMA DAS SOLUÇÕES PARA O PROBLEMA

Professor: essencial para a educação

Da Agência Educação Política

Segundo um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 20% dos brasileiros não conseguem compreender textos, enunciados matemáticos e estabelecer relações entre assuntos, apesar de saberem ler e escrever, ou seja, são analfabetos funcionais.

O problema do analfabetismo funcional tem se tornado cada vez mais grave no Brasil e a saída para resolver essa questão passa por dois eixos principais segundo a pesquisadora da UNESP (Universidade Estadual Paulista) Onaide Correa de Mendonça: a revisão e reformulação dos métodos de aprendizagem ainda na fase inicial da escolarização e a valorização e capacitação dos professores.

O último item é ainda mais importante que o primeiro, já que de professores bem capacitados decorre a boa aplicação e a descoberta de eficazes métodos de ensino. O problema da educação no Brasil, seja ele em qualquer um dos níveis, não será resolvido sem bons professores. Uma escola se faz com bons professores. De nada adianta ter uma ótima infraestrutura, computadores, equipamentos de ponta, mil e uma atividades extracurriculares se o professor não for bom.

O professor tem um papel chave não só na educação escolar, como também na educação para a vida. Um professor forma não só um aluno, como também um ser humano. Em muitos casos, ensina como o aluno pode pensar, olhar a realidade, como pode construir seu papel no mundo e na sociedade.

O Brasil precisa redescobrir essa figura tão importante e crucial que é a do professor. Encontra-se nele, e apenas nele, a capacidade de fazer com que outros possam escrever, entender e pensar o mundo!

Analfabetismo funcional alto mostra fracassos na educação, diz pesquisadora
Rede Brasil Atual
Suzana Vier

São Paulo – O alto índice de analfabetismo funcional no Brasil detectado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2009), divulgada na quarta-feira (8), é resultado de problemas no início da escolarização. A análise é da professora Onaide Schwartz Correa de Mendonça, coordenadora do curso de pedagogia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Presidente Prudente (SP).

Segundo o estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 20% dos brasileiros não conseguem compreender textos, enunciados matemáticos e estabelecer relações entre assuntos, apesar de conhecerem letras e números.

A Pnad também detectou que a taxa de analfabetismo está em queda no país, especialmente na região Nordeste. Desde 2004, a taxa caiu 1,8% em todo Brasil e 3,7% nos estados nordestinos. Entretanto, 14,1 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais permanecem sem saber ler e escrever. Os números da pesquisa demonstram que a educação básica, de responsabilidade de estados e municípios, não anda bem. (Texto Completo)

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A escola é a infraestrutura e o grande desafio do Brasil

O cargo de diretor de escola pública é tão importante que deveria ser eleito pela comunidade escolar.  As notícias sobre o resultado do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) mostram novamente que políticas públicas de incentivo à educação e diretores democráticos e competentes mudam a realidade escolar e do ensino público do país.

Um diretor autoritário e com pouca qualificação por 20 anos em uma escola é um grande desastre para a educação. As políticas públicas deveriam investir em conhecer a fundo os exemplos de políticas municipais e de escolas com diretores e professores que conseguem um bom desempenho na educação.

A partir dessas experiências, promover a qualificação de diretores, no sentido de melhorar a gestão pedagógica, e dos professores, no aperfeiçoamento da didática. Seja com cursos, pesquisas, programas, vivências etc.

É preciso dar suporte para a transformação da qualidade de gestores e professores e não, como fez o governo José Serra em São Paulo, criar o professor-vestibulando, que deve se virar sozinho, num sistema de competição agressivo e que vai colocar escolas e professores com funções idênticas e salários diferentes.

Uma política do governo paulista é individualista e parte da autossuficiência do professor para resolver problemas que às vezes não são nem conscientes. No entanto, a história nos ensina que, há mais 100 anos, já se sabe que o aprendizado acontece na troca de experiência, no diálogo, no debate e na oposição de idéias.

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Sala de leitura da biblioteca pública de Nova Yorque

Veja abaixo matéria da Agência Brasil mostrando que o país precisa construir 25 bibliotecas por dia durante 10 anos para ter ao menos uma por escola. (Escola é um local onde pessoas estudam, mas no Brasil não há relação entre biblioteca e estudo!!!).

O problema é que não adianta só erguer um prédio, é preciso ter funcionários capacitados e espaços que atraiam os alunos como informática, espaço de leitura, equipamentos e outros atrativos.

País precisará construir 25 bibliotecas por dia no ensino fundamental para cumprir nova lei

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Municípios e estados terão muito trabalho para cumprir a lei sancionada na semana passada que determina que toda a escola deve ter uma biblioteca. O maior desafio está nos estabelecimentos do ensino fundamental: será necessário construir 25 bibliotecas por dia até 2020, prazo limite para adequação à medida.

O diagnóstico é de um estudo realizado pelo movimento Todos pela Educação, com base em dados do Censo da Educação Básica de 2008. “Essa dificuldade é decorrente da falta de visão do Brasil sobre a importância da biblioteca. No mundo todo as bibliotecas são doadas por mantenedores que têm uma alegria imensa de poder doar um acervo”, compara Luis Norberto, do Comitê Gestor do Todos pela Educação. Saiba mais

PROFESSORA: EDUCAÇÃO NÃO MELHORA PORQUE HÁ QUEM SE BENEFICIA DA ESCOLA RUIM NO BRASIL

Por Rosane Augusta Oliveira de Souza

Escola pública boa prejudica parte da sociedade que não quer concorrência

Sou professora de Química da rede pública estadual de Minas Gerais. Penso que o governo insiste na política de manter as massas dominadas e por isso não adota as soluções óbvias. Professores sobrecarregados, cansados e insatisfeitos é o veneno da educação de qualidade.
Assim somos o bode expiatório da formação do analfabeto funcional, desejo desse sistema burguês que não tem criatividade para apresentar soluções que respeitem os direitos humanos (de alunos e professores).

Na verdade eles não tem coragem para “largar o osso”. O que eles temem? Que seus filhos não sejam competentes o bastante para entrar no mercado de trabalho onde a MAIORIA saia com formação de qualidade dos bancos da escola?

Outra verdade é que políticas de melhor distribuição de renda são abominadas por essa classe média hipócrita a exercitar seu voluntariado quando não é mais possível esconder a desgraça daqueles que deixou ao léu.

A solução é muito simples: pague bem e teremos uma corrida de talentos pra os cursos de licenciatura (tão abandonados que o governo precisa oferecer de graça!). Pague bem e os próprios professores saberão o que fazer para se manterem atualizados e bancarão suas atualizações e formação continuada. Essa competitividade é Honesta e Salutar. Por que o governo não faz isso? Porque pessoas mais qualificadas exigirão melhores salários que implicará em mudanças na distribuição de renda. Então o governo fica “tapando buraco”, oferecendo cursos e as pessoas evadindo para outras áreas num círculo vicioso.

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O impacto do Bolsa Família na educação brasileira

Marco Aurélio Weissheimer/Carta Maior

Bolsa Família porque criança não trabalha

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e o Ministério da Educação divulgaram novos dados revelando que o Bolsa Família tem um impacto positivo na trajetória educacional dos beneficiários do programa. Ao observar os índices de aprovação e abandono escolar dos estudantes da rede pública de ensino, o Ministério da Educação verificou que a exigência da freqüência às aulas por parte do Bolsa Família faz toda a diferença.

Segundo pesquisa realizada pelo ministério, no ensino médio, a aprovação dos beneficiários do Bolsa Família é maior do que a média nacional (81,1% contra 72,6%). No ensino fundamental, os números são similares (80,5% de beneficiários aprovados contra 82.3% da medida nacional). Os indicadores de abandono no ensino fundamental também revelam um impacto positivo: 3,6% dos beneficiários deixam a escola, contra 4,8% da média nacional. Já no ensino médio, o índice de abandono é de 7,2% entre os beneficiários, enquanto a média nacional é de 14,3%.

Esses números se referem a domicílios identificados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) de 2006, pelo Censo Escolar Inep/Educacenso, pelo Sistema Presença de freqüência escolar do Bolsa Família e pelo Núcleo de Opinião e Políticas Públicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Saiba mais

IMPRENSA BRASILEIRA IGONORA COMPLETAMENTE A CORRUPÇÃO NA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Escolas corruptas e as *máfias do giz*

Por Rudyge Alex  Boldrini

A  imprensa brasileira ignorou completamente o Seminário Internacional “Ética & Responsabilidade na Educação”, no qual a UNESCO apresentou um resumo do documento “Escolas corruptas, universidades corruptas: o que fazer?” Pesquisas recentes sugerem que perda de fundos entre os ministérios de educação e as escolas podem representar praticamente 80% do total do orçamento aprovado (despesas não-salariais), em alguns países. Saiba mais

ESCOLA ESTADUAL MINEIRA, QUE RECEBEU PRÊMIO DE MELHOR EXPERIÊNCIA NA GESTÃO DA ESCOLA PÚBLICA, OFERECE CANTO, MÚSICA E DANÇA

Escola mineira recebe prêmio de gestão de escolas públicas

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Escola Estadual Doutor Luís Pinto, de Santa Rita do Sapucaí (MG), foi a grande vencedora do Prêmio Referência Nacional em Gestão Escolar, que a cada ano elege as melhores experiências de administração de escolas públicas. Para a diretora do colégio, Monica Ribeiro, a principal razão para o sucesso é o alto grau de comprometimento de toda a equipe escolar. Saiba mais

BLOG EDUCAFÓRUM PUBLICA AS PROVÁVEIS NOTAS FRIAS DA CORRUPÇÃO NAS ESCOLAS DE ARARAQUARA

Sr. Secretário Paulo Renato, seria possível saber como as Comissões Processantes da Secretaria trataram o caso das notas fiscais desse talão?

Por Janaina Cristina Xavier de Barros

Empresário diz que talões foram extraviados

Talão de notas teria sido extraviado

Temos recebido críticas de alguns leitores por sermos muito proliiiiiiiiixos, o que dificultaria o entendimento de assuntos complexos e graves como o imbroglio do desvio de verbas do ensino em Araraquara. Nós mesmos temos dificuldade para entender alguns detalhes do assunto: o que mais espanta, no entanto, é a indiferença das autoridades competentes em compreender ou aceitar a veracidade de fatos incontestáveis e de provas que foram entregues às comissões processantes da Secretaria da Educação, ao Ministério Público e à Polícia Federal.

Resolvemos então mudar de tática: em vez de intermináveis textos, vamos agir conforme o ditado “para bom entendedor, meia palavra basta”, na esperança de que nossos leitores consigam nos acompanhar.

Muitas notas fiscais “frias”, de que tanto falamos, foram emitidas com talões roubados ou por empresas “fantasmas” e continham em seu corpo a discriminação de serviços que não teriam lógica na educação, por exemplo, “Organização dos arquivos da Secretaria” ou “Comissões”. Qual escola terceiriza a organização de seus arquivos??? Para quem uma escola pagaria comissões??? Além disso, algumas notas vinham de lojas de “rações para animais”. Como assim?!

Para encurtar, veja a imagem de uma série de notas fiscais “frias”, todas de um único talão da empresa Rodrigo Fernando Magrini. O proprietário da mesma declarou à Folha Ribeirão, em 09/12/05, que sua prestadora de serviços havia sido fechada em 2003, que ele havia mudado de ramo de atividades e que as notas apresentadas pelas escolas seriam de um antigo talão, que não havia sido destruído. “Eu nunca emiti nenhuma nota desse talão e nunca prestei nenhum serviço em escolas. Fiz boletim de ocorrência do extravio desse talão e minha conta bancária está à disposição de todos”, afirmou Magrini.

Sr. Secretário Paulo Renato, seria possível saber como as Comissões Processantes da Secretaria trataram o caso das notas fiscais desse talão?

Perceba que cada uma das notas fiscais  é destinada à APM de uma escola diferente, mas todas foram emitidas em dezembro de 2004 e se referem ao pagamento de “comissões”. Que comissões seriam essas, Secretário?  (Janaina Cristina Xavier de Barros)

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A alternativa é trabalhar em ONGs como a de Gilberto Dimenstein

Por Flávia Semeria Franco

Gilberto Dimentein falando sobre educação para o jornal da família Frias, no dia 31 de maio, defende as propostas de educação do governo estadual. “O plano anunciado pelo governo prevê uma série de estímulos, como mais vagas nos cursos de licenciatura e ajuda no pagamento das mensalidades -além de provas para evitar que gente com baixíssima qualificação nem sequer consiga se candidatar a dar aula. É algo que vai ao encontro do projeto lançado em São Paulo, em que determinou que mesmo aprovado em concurso o professor terá de ficar um semestre se preparando para dar aula.” Saiba mais

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Por uma educação limpa e sem corrupção no Estado de SP.

Por João Flávio Pires Pontes

Recentemente, comentando em um blog de uma colega lembrei que há tempos eu mesmo “não faltava a escola”. Em certo sentido, sinto-me ainda aluno da escola pública, onde aprendi a ler e a escrever, e aonde agora leciono, ou pelo menos, penso que tento. Pois, então, tirei a tarde e lá vou eu voltar a postar na internet, como se isso não houvesse prazer, mas também obrigação. Saiba mais

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BRASILEIROS PRECISAM REAGIR À CRESCENTE CORRUPÇÃO NA EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO E DO PAÍS

A corrupção assusta

Por Luiz Henrique da Silveira Gomes

A corrupção cresceu ainda mais nos últimos sete dias, com novos escândalos surgindo na mídia, o que deixa os brasileiros ainda mais assustados e perplexos.

A última grande revelação dá conta de superfaturamento na gestão de diretores de escola da cidade de Araraquar apelo menos 55 diretores praticavam esquemas de corrupção na diretoria de ensino de Araraquara. Todas as prestações de contas tiveram seus preços iniciais reajustados em 450%, o que possibilitou o desvio de até R$ 100 milhões, que teriam ficado com os próprios diretores e a ex dirigente de ensino. Saiba mais

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PSDB: 16 anos e a herança do pedágio mais caro do país

PSDB: 16 anos no governo reproduzindo a desigualdade

O projeto do governador José Serra para melhorar a educação de São Paulo isenta o Estado de responsabilidade e joga todo a ônus da educação nas costas dos professores.

Veja, o governo deveria usar uma prova para verificar a qualidade e a eficiência de suas políticas públicas, mas no governo do PSDB de Serra a própria prova é a política pública. A política pública é dar prova para professores.

O projeto de Serra esquece a violência escolar, a pedagogia, a didática e a desigualdade social. O projeto cria o professor-vestibulando e tem, em seus pilares, uma cultura autoritária e meritocrática-positivista. Saiba mais

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