Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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Eureka! Medidas básicas com apoio de secretarias melhoram a educação pública

Não precisa inventar a roda para melhorar a educação e nem gastar milhões com consultorias caça-níquel. Segundo pesquisa, medidas básicas e simples são suficientes, ou seja, basta identificar os pontos fracos na aprendizagem dos alunos, traçar metas claras para superá-los e aprimorar a gestão. Essas são algumas das (Continue lendo…)

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Justiça determina que escola pague professora por hora extra no período do recreio

A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) reconheceu que o período do recreio escolar (intervalo) deve ser considerado como de efetivo serviço. A professora Daniela Buscaratti de Souza Tatarin de Curitiba (PR) receberá da Sociedade Educacional Expoente S/C Ltda (em recuperação judicial) o pagamento de horas extras pelo período referente ao (Continue Lendo…)

Quase a metade dos alunos do estado de SP afirma que passou de ano sem aprender

Quase metade (46%) dos alunos da rede estadual de ensino do estado de São Paulo admite que já passou de ano sem ter aprendido a matéria, indica pesquisa divulgada (Continue Lendo…)

EDUCAÇÃO É TUDO MESMO: PESQUISA REVELA QUE EDUCAÇÃO FAZ VIVER MAIS, SER MAIS FELIZ E TER MAIOR CONSCIÊNCIA SOCIAL E POLÍTICA

Educação é tudo

Educação é tudo

Uma pesquisa da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e realizado em 15 países membros da organização – do qual o Brasil não faz parte, explica porque o Brasil não investe em educação.

As pessoas que estudam tendem a ter maior consciência política e participação social. Além disso, são mais felizes e vivem mais. Ora, isso é tudo que parte da elite brasileira não quer e, com certeza, é por isso não temos boas escolas públicas.

Vale a pena lutar por educação porque ela é tudo mesmo.

Veja trecho sobre a pesquisa a seguir:

“Segundo o estudo, as pessoas que estudam mais são mais felizes porque tem maior satisfação em diferentes esferas de sua vida. Esse nível de satisfação pessoal é de, em média, 18% a mais para que têm nível superior em relação àquelas que pararam no ensino médio.

Em relação ao aumento da expectativa de vida, o estudo mostra que um homem de 30 anos, por exemplo, pode viver mais 51 anos, caso tenha formação superior, enquanto aquele que cursou apenas o ensino médio viveria mais 43, ou seja, oito anos menos. Essa disparidade é mais acentuada na República Tcheca, onde os graduados podem viver 17 anos a mais.

Participação política

Em outro capítulo desse mesmo levantamento, realizado com um grupo de 27 países, a OCDE chegou à conclusão de que 80% dos jovens com ensino superior vão às urnas, enquanto o número cai para 54% entre aqueles que não têm formação superior. Os adultos mais escolarizados também são mais engajados quando o assunto é voluntariado, interesse político e confiança interpessoal. (Texto Completo)

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NO LIMITE: ESTRUTURA ESCOLAR ADOECE PROFESSORES, QUE ACABAM ABANDONANDO A PROFISSÃO, REVELA PESQUISA

A discussão sobre a necessidade de uma grande reformulação na escola, que segue ainda os moldes da revolução industrial, já está bem formalizada por pesquisadores de todo o mundo, inclusive essas mudanças já estão presentes em diversas práticas isoladas. É preciso que o governante tenha coragem política e capacidade pedagógica para fazer profundas mudanças nessa estrutura centenária. Veja abaixo trecho de reportagem sobre o adoecimento de professores.

Pesquisador afirma que estrutura das escolas adoece professores

Priscilla Borges – iG Brasília

Esturtura escolar adoece professores

Esturtura escolar adoece professores

“O ambiente escolar me dá fobia, taquicardia, ânsia de vômito. Até os enfeites das paredes me dão nervoso. E eu era a pessoa que mais gostava de enfeitar a escola. Cheguei a um ponto que não conseguia ajudar nem a minha filha ou ficar sozinha com ela. Eu não conseguia me sentir responsável por nenhuma criança. E eu sempre tive muita paciência, mas me esgotei.”

O relato é da professora Luciana Damasceno Gonçalves, de 39 anos. Pedagoga, especialista em psicopedagogia há 15 anos, Luciana é um exemplo entre milhares de professores que, todos os dias e há anos, se afastam das salas de aula e desistem da profissão por terem adoecido em suas rotinas.

Para o pesquisador Danilo Ferreira de Camargo, o adoecimento desses profissionais mostra o quanto o cotidiano de professores e alunos nos colégios é “insuportável”. “Eles revelam, mesmo que de forma oblíqua e trágica, o contraste entre as abstrações de nossas utopias pedagógicas e a prática muitas vezes intolerável do cotidiano escolar”, afirma.

O tema foi estudado pelo historiador por quatro anos, durante mestrado na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). Na dissertação O abolicionismo escolar: reflexões a partir do adoecimento e da deserção dos professores , Camargo analisou mais de 60 trabalhos acadêmicos que tratavam do adoecimento de professores.

Camargo percebeu que a “epidemia” de doenças ocupacionais dos docentes foi estudada sempre sob o ponto de vista médico. “Tentei mapear o problema do adoecimento e da deserção dos professores não pela via da vitimização, mas pela forma como esses problemas estão ligados à forma naturalizada e invariável da forma escolar na modernidade”, diz. (TextoCompleto)

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MINISTÉRIO DA AGRICULTURA DÁ PRÊMIO A PREFEITURAS E AGRICULTORES QUE FORNECEM ALIMENTAÇÃO DE QUALIDADE NAS ESCOLAS

Agricultores familiares recebem prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar

Crianças de Dracena (SP), Rubiataba (GO) e Orizânia (MG) agradecem

Crianças de Dracena (SP), Rubiataba (GO) e Orizânia (MG) agradecem

A Ação Fome Zero, organização da sociedade civil, entrega nesta quarta-feira (5) o prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar 2012 e, pela primeira vez, a agricultura familiar será agraciada. Quatro empreendimentos do segmento, representados por seis produtores, receberão a comenda das mãos do ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, às 11 horas, no Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada, em Brasília.

Esta é a nona edição do prêmio, que visa reconhecer as prefeituras que ofertam cardápios variados aos seus alunos e, assim, garantem a Segurança Alimentar e Nutricional na rede pública de ensino. Agricultores familiares de Dracena (SP), Rubiataba (GO) e Orizânia (MG) vão ser premiados por fornecerem alimentos por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), apoiado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

“É um reconhecimento do trabalho feito pelos produtores que fornecem para a alimentação escolar do ponto de vista da qualidade, da quantidade e da temporalidade do produto entregue”, afirma o coordenador das políticas de comercialização de produtos da agricultura familiar do MDA, Pedro Bavaresco.

Bavaresco também comemorou a ação pioneira de incluir agricultores familiares na entrega do prêmio. “Pela primeira vez, entrou na avaliação a questão da aquisição da agricultura familiar. Por isso, optamos por colocar o prêmio às organizações que atenderam as demandas para fornecer para a alimentação escolar”, conta.

Para ser premiado, o município deve fazer um bom trabalho no Pnae. A prefeitura precisa cumprir a Lei 11.947/09, que determina que no mínimo 30% do valor de repasse do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) devem ser utilizados na compra de produtos da agricultura familiar. Este ano, 929 municípios se inscreveram no prêmio de forma voluntária. Destes, 29 serão agraciados.

Dracena: 100% dos produtos são da agricultura familiar
Dracena é uma cidade com pouco mais de 43 mil habitantes. Desses, quase 1,5 mil são produtores rurais. Segundo a coordenadora do Departamento de Alimentação Escolar do Estado, Mariana Rossetto, receber o prêmio é uma honra muito grande para o trabalho desenvolvido pelo município. “As pessoas vão conhecer como é a alimentação aqui. O prêmio vai promover a alimentação que é fornecida nas escolas de Dracena e, quem sabe, inspirar outros municípios”, avalia.

Mariana, que também é nutricionista, assegura que todos os produtos adquiridos pela prefeitura de Dracena provêm da agricultura familiar. “A gente consegue comprar 100% dos produtos da agricultura familiar. É bom pra todo mundo. A criança ganha, pois se alimenta de um produto de qualidade, e o agricultor se sente estimulado por vender para a própria cidade.”

Parte dos produtos adquiridos por Dracena é fornecida pela Associação J. Marques, que conta com 75 agricultores familiares. Para a presidente Edna de Barros, que participa da associação desde o seu início, em 2000, a venda para a merenda escolar é uma grande contribuição para os participantes da associação. “Nós já vendíamos para o Programa de Aquisição de Alimentos, mas tivemos uma ajuda significativa nas vendas para o Pnae”, comemora Edna, que, admite estar honrada com o recebimento do prêmio. “É muito gratificante saber que a cidade está comprando da agricultura familiar. Para nós, é de grande importância receber esse prêmio, até pelo reconhecimento do nosso trabalho”, comemora.

A avaliação para o prêmio é feita sobre o ano fechado, ou seja, em 2012 a Ação Fome Zero homenageia gestões de 2011. A premiação é regional: municípios do norte concorrem com outros da mesma região e, assim, sucessivamente. (MDA)

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GASTOS MUNICIPAIS COM EDUCAÇÃO CRESCERAM, MAS PERMANECE DESIGUALDADE DE INVESTIMENTO ENTRE AS REGIÕES

Investimentos por região na ponta do giz: sudeste (46,7%), nordeste (26,1%), sul (13,5%), norte (7,9%) e centro-oeste (5,8%)

Notícia da Agência Brasil revela que gastos municipais com a educação cresceram 10,7% entre 2009 e 2010, segundo dados divulgados pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP). Um série de fatores fez com que o investimento municipal em educação aumentasse, dentre eles, o arrefecimento da crise econômica que, em 2009, impactou de forma negativa a arrecadação, o aumento nos investimento,s e a diminuição da população em idade escolar.

No entanto, apesar do crescimento no gasto anual médio por aluno, persistem grandes desigualdades regionais nos gastos por matrícula. A maior disparidade está entre a região sudeste e nordeste. Enquanto no sudeste um aluno recebe um investimento de R$ 4.722,46, no nordeste, os estudantes recebem praticamente a metade: R$ 2.309,60.

Não é por acaso que os professores do nordeste ganham bem menos do que os da região sudeste e que políticas de educação em tempo integral, por exemplo, sequer são pensadas por lá. Mesmo assim, a notícia aponta que todas as regiões aumentaram os investimentos em educação.

O que falta agora é o país enfrentar seu grande e secular desafio: suas desigualdades.

Veja trecho da notícia:

Gasto de prefeituras por aluno é desigual entre regiões apesar do crescimento do investimento municipal na área
Por Amanda Cieglinski

Brasília – Entre 2009 e 2010, os gastos municipais com educação cresceram 10,7%, chegando a um investimento total de R$ 80,92 bilhões. Os dados foram divulgados pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e incluem, na conta, repasses da União e dos estados aplicados na área, pelas prefeituras. O aumento dos recursos é consideravelmente superior ao verificado em 2009, quando a crise econômica impactou negativamente na arrecadação fiscal. Naquele ano, os investimentos na área cresceram apenas 2,8%.

Por determinação constitucional, os municípios são obrigados a aplicar pelo menos 25% da arrecadação de impostos e transferências em educação. O aumento nos investimentos, combinado a uma diminuição da população em idade escolar e, consequentemente da matrícula nas redes municipais, fez crescer o gasto médio anual por aluno – que, em 2010, chegou a R$ 3.411,31 ao ano. No ano anterior, esse valor tinha sido R$ 3.005,27, o que significa um crescimento de 13,5%.

Apesar do aumento, há grandes desigualdades regionais nos gastos por matrícula. Um aluno de uma escola pública do Sudeste, por exemplo, recebe o dobro de investimento municipal do que um estudante do Nordeste: R$ 4.722,46 contra R$ 2.309,60, respectivamente. No Norte, o gasto por aluno é R$ 2.381,75 anuais, no Centro-Oeste R$ 3.622,28 e no Sul R$ 4.185,25.

Para Maria do Carmo Lara, prefeita de Betim (MG) e vice-presidente para Assuntos de Educação da FNP, as diferenças salariais dos professores de cada região têm grande impacto nessa conta. Isso porque, em geral, os professores do Sudeste ganham mais do que os do Norte ou Nordeste. “Também tem a questão do investimento em educação de tempo integral. No Sudeste, tem muito mais escolas que já oferecem essa modalidade e o impacto nos investimentos é grande”, explica. A FNP defende uma maior participação da União nos gastos com educação, especialmente nos estados que têm menor arrecadação. (Texto Completo)

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VEJA OS ESTADOS QUE CUMPREM E OS QUE DESCUMPREM O MÍNIMO EXIGIDO POR LEI PARA PROFESSORES DE ESCOLAS PÚBLICAS DO BRASIL
MODELO BUROCRÁTICO DA ACADEMIA BRASILEIRA, VALORIZAÇÃO DA QUANTIDADE E NÃO DA QUALIDADE ESTÃO ENTRE OS ENTRAVES PARA O DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO NO BRASIL, DIZ NICOLELIS
O SALÁRIO CONTINUA O MESMO, MAS A SITUAÇÃO DO PROFESSOR MUDOU NO SÉCULO 21
PARA JUIZ, PROBLEMA DA USP É FALTA DE DIÁLOGO COM OS ESTUDANTES E REPRESSÃO POR PARTE DOS POLICIAIS

INDISCIPLINA É PROBLEMA DO ESTADO E NÃO DO PROFESSOR

O comentário abaixo da leitora Andrea mostra bem a situação de isolamento em que está o professor nas escolas do país. Ele tem de enfrentar uma situação de indisciplina gerado pela sociedade (não pela escola). A escola hoje tem de consertar os problemas da sociedade e  está sozinha nessa batalha.

Isso me fez lembrar o caso dos assassinatos de estudantes em Realengo, no Rio de Janeiro. Depois que aconteceu a tragédia, o governo do Rio de janeiro colocou uma equipe de psicólogos, sociólogos, assistentes sociais. Ora, essa equipe já deveria estar na escola há muito tempo.

É preciso pensar a escola como um grande centro de ensino e recuperação dos problemas sociais gerados pela desigualdade, desonestidade, agressividade e outros fatores. No entanto, os professores estão sozinhos e o Estado está omisso.

Os problemas são muitos, mas vale ressaltar que o cargo de diretor de escola deve ser preenchido com eleições diretas, de quatro em quatro anos, de forma que uma escola não fique condenada por décadas diante de um diretor incapaz. Defini-se alguns critérios, mas é preciso dar maior autonomia para as escolas. É hora de repensar a escola. Veja abaixo o depoimento da professora ao blog Educação Política.

Educação Política você faz
Por Andrea Nogueira
Sou professora e tenho uma turma com muitos problemas de indisciplina, devido a vários fatores, tenho dois alunos extremamente difíceis de lidar, são violentos, não têm respeito com o professor, direção e com os colegas, são indiferentes a qualquer tipo de orientação, acham que podem fazer o que quer na hora que eles bem entenderem…
Isso é problema só do professor?
A resposta é sim, para a direção e supervisão dessa escola, que anuncia em alto e bom tom, que o problema de indisciplina na sala de aula é problema do professor…
Diante desse caso, eu pensei claramente, que um desses meus alunos, teriam coragem sim de me dar um tiro…
Muitos de nós professores, estamos sozinhos, infelizmente.
O aluno não responsabilidade só do professor, toda a escola precisa ser uma única celula, em prol do bem do aluno, mas não é isso com que me deparo, lá onde leciono, ainda existe uma cultura de que problema de indisciplina se resolve aplicando atividadades, não importando a qualidade, se o professor tera como corrigir e intervir…
Em respeito aos alunos e pais, não me desliguei desse escola, mas não continuarei lá no proximo ano… Antes achava que o problema da educação, era devido a má formação, salários baixos e desmotivação do professor, mas agora sei, que enquanto houver diretores com cargos indicados por politicos e sem comprometimento com o aluno, esse problema ira persistir e casos como esse, irão se repetir…

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ESTARRECEDOR: CRIANÇA DE 10 ANOS ATIRA NA PROFESSORA E SE MATA COM ARMA LEGALIZADA EM SÃO CAETANO DO SUL

É hora de repensar a cultura da violência a que estamos submetidos.  Um garoto de 10 anos, em São Caetano do Sul, atira na professora e se mata. Que discernimento essa criança tem? Em que outra cultura, em que outro tempo histórico uma criança de 10 anos ataca e se mata? Vivemos uma exposição sem limites à violência. Pensar nos motivos da tragédia é inútil.

As armas legalizadas viram armas ilegais e, mesmo legalizadas, como nesse caso, também causam tragédias.

A escola parecer ser o alvo principal dessa violência. Basta relembrar, há pouco tempo, o caso de Realengo, no Rio de Janeiro.

Os defensores da cultura da violência vão dizer que é um caso isolado, assim como em Realengo.  E assim como nos Estados Unidos, os casos de violência com armas de fogo vão aumentando e se sucedendo.

É um caso estarrecedor, mas só foi possível graças ao acesso às armas de fogo, aos games violentos, aos filmes violentos e a toda a cultura da violência a que estamos submetidos. Matar já é brincadeira de criança.

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KIT CERTO OU ERRADO NÃO MUDA A NATUREZA DA DECISÃO TOMADA PELA PRESIDENTE DILMA

Para Dilma, kit faz propaganda de opção sexual

A decisão da presidente Dilma Rousseff em vetar o kit anti-homofobia destinado às escolas de todo país foi acertada em vários aspectos, independente do fato de o kit visto por ela ser o elaborado pelo Ministério da Educação ou pelo Ministério da Saúde. Dilma soube distinguir muito bem o papel da escola na formação das crianças e jovens e o papel da família em esclarecê-los sobre os mais diferentes assuntos. A escola não precisa, explicitamente, ensinar as crianças a não terem preconceito e aceitarem as diversas opções sexuais.

Esse aprendizado é paralelo a toda formação que a escola oferece. Se a escola fornece à criança e ao jovem liberdade de pensamento, de escolha, se mostra todos os lados da questão, se privilegia um ensino livre e completo, o aluno sem dúvida crescerá primando pelo direito à liberdade. Todo conhecimento por ele adquirido durante uma boa formação escolar fará com que as suas preocupações e sua visão de mundo seja muito mais ampla de modo que a questão do preconceito contra opção sexual, cor ou raça, sequer fará parte de seu horizonte de possibilidade.

E pra isso não é preciso cartilhas para ensinar isso ou aquilo, a escola deve ensinar bem as disciplinas que lhe cabem, incluindo filosofia, sociologia, atualidades, estas sim muito mais importantes e de potencial civilizatório infinitamente maior do que um kit anti qualquer coisa. Como a presidente bem colocou, questões relativas a costume e hábitos culturais, fazem parte da esfera íntima, mais particular das pessoas, por isso estão bem mais próximas de um ambiente íntimo como é a família, do que de um ambiente social e coletivo, como é a escola.

Veja trecho de notícia sobre o assunto publicada pela revista Carta Capital:

Dilma vetou ‘kit gay’ errado?
Redação Carta Capital

Após o polêmico veto da presidenta Dilma Rousseff à distribuição de um kit anti-homofobia pelas escolas públicas do país, supostamente em troca de apoio da bancada religiosa do Congresso aos temas de interesse do Planalto, ao menos três versões sobre as razões que motivaram a decisão foram anunciadas publicamente.

A própria presidenta – que veio a público dizer, na quinta-feira 26, que não concordava com o kit – admitiu que não havia assistido ao vídeo completo, e sim a “um pedaço” do material exibido em reportagens na tevê. Ao justificar o veto, Dilma afirmou que o governo não poderia fazer “propaganda de opções sexuais”.

O discurso repetiu o argumento usado pela bancada religiosa, que bombardeou durante dias o projeto que estava em gestação no Ministério da Educação.

O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), integrante da Frente Parlamentar Evangélica e um dos mais exaltados opositores do kit, defendeu o veto de Dilma dizendo que ele tinha embasamento: segundo ele, o próprio Ministério da Educação se encarregou de mostrar os vídeos originais para a presidenta.

Só que o próprio ministro da Educação, Fernando Haddad, disse no mesmo dia que nem a presidenta soube precisar se o vídeo que ela havia assistido fazia parte ou não do material destinado às escolas. Haddad disse saber ainda que circulavam pelo Congresso filmes que nem sequer faziam parte do kit anti-homofobia original. (Texto completo)

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VÍDEO DEMONSTRA QUE DURANTE GESTÃO DE AÉCIO NEVES LIBERDADE DE IMPRENSA ERA CERCEADA EM MINAS GERAIS

BANIDA PELA DITADURA MILITAR, FILOSOFIA TERÁ LIVRO DIDÁTICO DISTRIBUÍDO EM ESCOLAS DA REDE PÚBLICA A PARTIR DE 2012

Se a filosofia abre as interrogações, as ditaduras preferem o ponto final

A filosofia como prática é um exercício que leva a questionamentos sobre si mesmo e sobre o mundo, que ajuda a olhar a realidade de forma mais crítica, organizar melhor os argumentos e construir opiniões sólidas sobre os mais variados assuntos. A filosofia desde a Grécia antiga é considerada como uma das mais elevadas práticas do saber, por isso, ela era tão cultuada por nomes como Platão e Aristóteles. Refletir era sinônimo de abrir-se para o mundo e ter o mundo aberto diante de si.

Obviamente, uma ciência do pensamento como a filosofia não é nada interessante para regimes ditadoriais e autoritários que querem, antes de tudo, eliminar a própria capacidade de pensamento da população. Em ditaduras se obedece, não se pensa, em ditaduras se copia, não se inventa, em ditaduras não se questiona, se submete. Seguindo essa lógica, não é de se espantar que o ensino de filosofia nas escolas do país tenha sido banido com a ditadura militar de 1964.

A ausência da filosofia nas escolas públicas prolongou-se ainda por mais um longo período e só voltou a ser obrigatória como disciplina para estudantes do ensino médio a partir de 2008. Sem dúvida um atraso social e humano. Agora, uma boa notícia, a partir de 2012 serão distribuídos livros didáticos com dicas e instruções para orientar melhor o ensino de filosofia nas escolas da rede pública.

Com o apoio do livro didático, o professor pode preparar melhor as aulas e os alunos se localizam melhor, no entanto, vale dizer que livro didático nenhum faz milagre. Ele não substitui o professor, tampouco basta para os alunos. Deve servir como apoio, mas nunca como instrumento de acomodação e limitação do saber. Bons professores e alunos insteressados continuam sendo a melhor fórmula para o bom ensino da filosofia e de qualquer outra das nossas disciplinas.

Veja trecho de notícia sobre o assunto publicada no site da Agência Brasil:

Banida das escolas desde a ditadura, filosofia vai ter livros didáticos distribuídos na rede pública em 2012
Por Amanda Cieglinski

Brasília – A filosofia vai voltar, na prática, para o conteúdo curricular dos alunos de ensino médio, depois de 47 anos fora dos currículos das escolas de educação básica no país. No ano que vem, as escolas da rede pública receberão pela primeira vez, desde a ditadura, livros didáticos da disciplina para orientar o trabalho dos professores. Foi o regime militar que baniu a filosofia das escolas.

Em 2008, uma lei trouxe de volta a filosofia e a sociologia como disciplinas obrigatórias para os estudantes do ensino médio. A professora Maria Lúcia Arruda Aranha ensinava filosofia em 1971 quando a matéria foi extinta pelo governo militar. Hoje, é uma das autoras dos livros que foram selecionados para serem distribuídos aos alunos da rede pública pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).

“Ela desapareceu [a filosofia nas escolas] na década de 70 e reapareceu como disciplina optativa em 1982. Mas, nesse meio tempo, eu continuava dando aula em escola particular. A gente ensinava, só que o nome da matéria não podia constar como filosofia”, lembra.

Ela avalia que o país “demorou demais” para incluir as duas disciplinas novamente entre as obrigatórias e ainda falta “muito chão” para que elas sejam ministradas da forma adequada. Ainda faltam professores formados na área já que, por muito tempo, não havia mercado de trabalho para os licenciados e a procura pelo curso era baixa. Em 2009, 8.264 universitários estavam matriculados em cursos superiores de filosofia – 78 vezes menos do que o total de alunos de direito. (Texto Completo)

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ESTUDO DO IPEA MOSTRA QUE PARA 51% DOS BRASILEIROS EDUCAÇÃO NO PAÍS NÃO MELHOROU

A educação na mira dos brasileiros

Os dados variam de região para região e de acordo com o nível de escolaridade e renda, mas, de forma geral, um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostra que 51% da população brasileira não vê melhorias na qualidade da educação no país.

Como já era de se esperar, o sudeste registrou o maior percentual de opiniões negativas e a região centro-oeste o maior índice de respostas positivas. Da mesma forma, pessoas que ganham mais e têm maior escolaridade manifestaram opiniões negativas. Aquelas que ganham e estudaram menos, já viram a questão sob um ponto de vista mais otimista.

Assim como o centro-oeste, as regiões norte e nordeste também avaliaram de forma positiva os avanços nas políticas educacionais locais o que, segundo o IPEA, reflete o aumento de investimentos na educação em regiões que, tradicionalmente, sempre conviveram com os piores indicadores educacionais do país. Felizmente, isso parece estar mudando, haja vista a avaliação positiva feita pela população local.

Estudos como esse são interessantes, pois, além de revelarem a recepção dos programas sociais do governo federal por parte da população, também ajudam a obter uma espécie de radiografia social do brasileiro, já que ao analisar as respostas de diferentes pessoas, é possível relacionar o tipo de opinião à circunstância na qual ela é formada, compreendendo, em última instância, por que o brasileiro pensa de um jeito e não de outro; e o que influencia diretamente em sua forma de ver o próprio país.

Veja trecho de notícia sobre o assunto publicada pela Agência Brasil:

Para 51% da população, educação no Brasil não melhorou
Por Amanda Cieglinski

Brasília – Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que para quase metade (48,7%) dos brasileiros a educação no país melhorou. Entretanto, dos 2.773 entrevistados, 27,3% avaliam que não houve mudanças na qualidade do ensino e quase um quarto (24,2%) acredita que o sistema piorou.

O Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips) foi desenvolvido pelo Ipea para captar a opinião da população sobre políticas e serviços públicos em diversas áreas. O estudo mostra que essa percepção varia muito em cada região do país. O Sudeste registrou o maior percentual de avaliações negativas: 36,1% acreditam que a educação piorou, enquanto no Nordeste esse grupo representa apenas 14% da população. No Centro-Oeste, 62,9% acham que a oferta melhorou – maior índice de respostas positivas.

De acordo com o Ipea, o maior índice de percepção de melhoria nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e no Norte, e o menor índice no Sul e no Sudeste “podem ser uma evidência de que foram ampliados os investimentos nas três primeiras regiões, já que é justamente lá onde se encontram os piores indicadores educacionais do país”. (Texto Completo)

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Como imaginar uma escola sem ela?

A educação é assunto constante em discussões, debates eleitorais, palestras, projetos, planos para o futuro, etc. Não há nenhum homem público que não a coloque como prioridade, que não faça dela a pauta principal de seus discursos. Até aí tudo muito bonito, mas, na prática, a realidade se mostra bem diferente.

Tal incompatibilidade ou incoerência entre o que existe apenas no plano das intenções e nas linhas dos discursos e o que se materializa no plano da realidade fica evidente com os resultados da última pesquisa realizada pelo Censo Escolar do Ministério da Educação (MEC). Dentre outros dados alarmantes, a pesquisa revela que cerca de quinze milhões de alunos em todo país estudarão esse ano em escolas sem biblioteca. Algo impensável e simplesmente inaceitável diante do fato de que os livros são a porta de entrada para o conhecimento e garantir o acesso a eles é o mínimo que uma escola pode oferecer a seus alunos.

E é triste constatar que não falta apenas biblioteca, o mesmo acontece com laboratórios de informática, ciências e quadra de esporte, simplesmente inexistentes em muitas escolas, tanto públicas quanto particulares. Um escândalo e um paradoxo na crônica social daquele que pretende ser o país do crescimento e do futuro!

Veja trecho de matéria sobre o assunto publicada pelo Globo On Line:

Quinze milhões de alunos estudam em escolas sem biblioteca no país
Por Demétrio Weber

BRASÍLIA – Na volta às aulas, milhões de alunos de todo o país vão estudar este ano em escolas onde não há laboratório de ciências, biblioteca, laboratório de informática ou quadra de esportes. O Censo Escolar do Ministério da Educação (MEC) mostra que, no ano passado, 27 milhões de estudantes de ensino fundamental e médio (70% do total) frequentavam estabelecimentos sem laboratório de ciências. A inexistência de bibliotecas era realidade para 15 milhões (39%), enquanto 9,5 milhões (24%) estavam matriculados em escolas sem laboratório de informática, e 14 milhões (35%), em unidades sem quadra esportiva.

Os dados foram divulgados pelo MEC em dezembro e consideram tanto a rede pública quanto a privada. No ensino médio, menos da metade das escolas tinha laboratório de ciências. Nas séries finais do ensino fundamental, a situação era mais grave: só 23% delas estavam equipadas. Nas séries iniciais do fundamental, apenas 7% dos estabelecimentos tinham laboratório de ciências. (Texto Completo)

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NOVO SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO SÓ FALTOU DIZER QUE 16 ANOS DE PSDB NO GOVERNO FOI UM DESASTRE PARA OS PROFESSORES E PARA A EDUCAÇÃO

Voorwald quis dizer: Serra foi um desastre na educação

A comprovação de que o PSDB destruiu a educação de São Paulo, além de também destruir a profissão de professor, não vem do PT, nem do PIG e nem dos blogs sujos. É de dentro do próprio governo do PSDB.

O novo secretário da Educação do governador Geraldo Alckmin, Hermam Voorwald, afirma em entrevista na Folha, com outras palavras, que PSDB fez tudo errado.”O sentimento é ruim”, diz.

Veja só: “Pretendo resgatar a dignidade dos professores, o que passa por salário e carreiras dignos. Se conseguir dar um passo nesse sentido, acho que trarei algo novo”, disse Voorwald.

Parece um bom começo do governo Alckmin reconhecer os próprios erros e principalmente os de José Serra. Veja outros trechos:

Como o sr. avalia a rede, em termos de infraestrutura, de organização pedagógica?
Ainda não conheço as escolas. Vamos fazer um diagnóstico, objetivando que a infraestrutura seja a ideal. De qualquer forma, tive um sentimento da rede de absoluto desconforto de como a administração entende o processo de educação. O sentimento é muito ruim. Senti uma desmotivação, uma leitura de desconsideração do papel do professor.

O PSDB está há quase 20 anos no poder. O que levou a esse quadro de desestímulo que o senhor aponta?
Não sei dizer se foram apenas implicações econômicas ou de prioridade. (texto integral para assinantes)

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LEI DE RESPONSABILIDADE EDUCACIONAL É ÓTIMA IDEIA, MAS PODE TRANSFORMAR A VIDA DOS PROFESSORES EM UM INFERNO

Foto: governo da Bahia

É hora de investir em educação

A Lei de Reponsabilidade Educacional que o governo pretende apresentar na semana que vem é uma excelente ideia porque passa a responsabilizar os prefeitos e governantes por não cumprirem metas educacionais. Se temos metas de inflação, por que não termos metas educacionais? Na verdade, as metas educacionais precisam ser rigorosamente cumpridas.

No entanto, essa metas educacionais para a administração devem estar baseadas em projetos, dados e investimentos e não em resultados de testes e avaliações.  Senão, corremos o risco de sufocarmos os educadores. Prefeituras podem simplesmente botar pressão em cima dos trabalhadores da educação e o tiro sair pela culatra.

O problema de responsabilizar o governante em caso de resultados ruins pode fazer com que prefeituras transformem a vida do professor em um inferno, sem investimento necessário para transformar a educação. Esse é o modelo do PSDB paulista.  Inclui metas e joga tudo nas costas do professores com provas e testes sem o respaldo no investimento do capital humano.

O governante deve ser responsabilizado por não investir, não oferecer bolsas de estudo, não aumentar as matrículas, não aumentar as ofertas de vagas, não investir em tecnologia,  não estabelecer carreira, não promover a troca de experiência etc.

Os resultados com o bom aprendizado dos alunos deve ser o retorno desse investimento e não o índice desse investimento. Senão, a Lei de Responsabilidade da Educação pode se transformar na Lei de Responsabilidade do Professsor.

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EDUCAÇÃO DE JOVENS EM ÁREAS RURAIS ESTÁ AMEAÇADA PELO FECHAMENTO DE ESCOLAS E FALTA DE MATERIAL DIDÁTICO

Retrato de uma escola em Campo Alegre, Nova Iguaçu

Da Agência Educação Política

Há um Brasil do campo que muitas vezes não se vê. Um Brasil que precisa de saúde, educação, boas estradas, bons meios de transporte, boas moradias. Um Brasil cheio de jovens que precisam ter acesso à educação, conhecer a sua realidade, capacitar-se para poder lutar pelos seus sonhos.

Esse Brasil estava praticamente esquecido alguns anos atrás. Com o governo Lula, uma parte considerável dele saiu das sombras e já começou a ser vista. No entanto, uma boa parte dele ainda permanece às escuras, tateando a vida na mais completa invisibilidade. Um dos graves problemas que acomete as áreas rurais brasileiras é o da educação.

A situação das escolas rurais tem ficado cada vez mais complicada, como mostra notícia publicada no Brasil de Fato a partir de uma matéria produzida pela Revista Poli sobre a situação das escolas localizadas nas zonas rurais brasileiras.

O que se vê é uma realidade em que estudar tem se tornado uma tarefa cada vez mais difícil. É mais fácil ficar rico do que estudar em grande parte das áreas rurais brasileiras. Isso se deve ao fato de que falta meio de transporte adequado para chegar até à escola, isso quando há escola, pois outro problema se refere à falta de salas de aula que estejam em boas condições para receber os alunos e os professores. Além disso, falta material didático e atividades culturais e esportivas que tornem o processo educacional mais agradável e completo. Como consequência de tudo isso, a população rural tem assistido ao fechamento cada vez mais frequente das escolas.

Os mais prejudicados com essa situação são os cerca de 980 mil estudantes integrantes de uma população assentada que ultrapassa 2,5 milhões de pessoas, segundo dados da Pesquisa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pnera), realizada em 2004 pelo Inep e pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), levantamento que traz dados específicos mais recentes sobre a educação em assentamentos.

O expressivo número de população assentada no Brasil só reforça a gravidade da situação das escolas rurais, pois enquanto elas seguem fechando, milhares de crianças e jovens que vivem em áreas rurais continuam sem ter acesso à educação e, nos raros casos em que têm, este acesso costuma ser tão difícil que de atividade rotineira, como deveria ser, a educação torna-se quase uma verdadeira odisseia.

Escolas rurais no Brasil: um retrato
Leila Leal e Raquel Júnia
Revista Poli *

O Censo Escolar de 2009, elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC), aponta que existem no Brasil mais de 80 mil escolas de educação básica localizadas em áreas rurais. A situação estrutural desses estabelecimentos, a oferta dos variados níveis e modalidades de ensino, a elaboração de seus projetos político-pedagógicos, a formação e valorização dos profissionais que neles atuam, sua relação com crianças e jovens acampados e assentados da reforma agrária e muitos outros itens são tema de debates constantes entre pesquisadores, constam da pauta de reivindicações de movimentos sociais do campo e são objeto de políticas públicas elaboradas pelo Estado.

Essas questões motivam, por exemplo, a organização de crianças e jovens do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Os chamados sem terrinhas realizam encontros e atividades periodicamente para discutir as formas de luta pela terra e por uma educação de qualidade no campo. Neste ano, realizam sua Jornada Nacional na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), no Rio de Janeiro. No contexto de discussão das pautas da Jornada, que acontece em outubro, esta reportagem da Revista Poli traça um panorama da situação das escolas rurais no Brasil. Dados nacionais, projetos de políticas públicas, pesquisas acadêmicas e reivindicações de movimentos sociais são complementados com a apresentação da realidade encontrada nas escolas rurais, acampamentos e assentamentos da reforma agrária dos municípios de Piraí, Nova Iguaçu, São Francisco de Itabapoana e Campos dos Goytacazes, no estado do Rio de Janeiro, visitados pela reportagem.

Cenário nacional
Se os dados do Censo Escolar de 2009 apontam a existência de mais de 80 mil escolas localizadas em áreas rurais no Brasil, a Pesquisa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pnera), realizada em 2004 pelo Inep e pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), demonstra que apenas 8.679 atendem a alunos residentes em assentamentos – sejam elas localizadas nos próprios assentamentos ou em seu entorno. A mesma pesquisa, que é a que traz dados específicos mais recentes sobre a educação em assentamentos, aponta que no Brasil cerca de 980 mil estudantes integram uma população assentada que ultrapassa 2,5 milhões de pessoas. (Texto Completo)

*Publicada no Brasil de Fato

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ESCOLA PÚBLICA RESERVA UM TEMPO PARA O APRENDIZADO DA CULTURA POPULAR BRASILEIRA POR MEIO DA TRADIÇÃO ORAL

Em defesa da oralidade!

Da Agência Educação Política

Nos tempos atuais, é um fenômeno comum ver, por parte de alguns pensadores e críticos, certa desqualificação da linguagem oral em detrimento da linguagem escrita. Esta última, passa por um processo de valorização que é muito bem vindo e essencial, no entanto, não pode vir sozinho, esquecendo-se de que tão importante quanto a escrita é a fala, já que ambas, apesar de distintas, se completam, se relacionam, se interpenetram. Uma não vive sem a outra, elas fazem parte de um mesmo movimento de representação e entendimento crítico e artístico da realidade.

Indo na contramão da tendência contemporânea e da maioria das escolas brasileiras que têm como foco de aprendizado a língua escrita e não a língua falada, uma escola da rede pública de São Paulo decidiu reservar um tempo para que os alunos tenham contato com a nosssa cultura popular através das tradições da linguagem oral que estão bastante esquecidas pelos educadores atuais.

O trabalho é realizado pelo Ponto de Cultura Amorim Rima e Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira (Ceaca), que atua dentro da escola. Comandado por Alcides Lima, o ponto de cultura atende cerca de 300 crianças de 1ª a 4ª série. As aulas sobre a cultura popular ministradas pelo ponto de cultura fogem dos padrões do ensino formal das escolas brasileiras e são baseadas na técnica da repetição que faz parte da tradição oral, além de contarem com atividades como capoeira com coco, ciranda, puxada de rede, maculelê e samba de roda.

A valorização da cultura popular brasileira e da tradição oral, sem dúvida alguma, é uma forma de complementar o ensino formal que vigora na maioria das escolas brasileiras e de tornar o aprendizado mais completo e efetivo. Quando as crianças tomam contato com a oralidade, além de falar melhor, elas passam a escrever melhor, uma coisa deriva da outra, uma faz parte da outra e, no caso do modelo adotado por esta escola de SP, elas ainda saem com um conhecimento maior sobre a cultura popular brasileira, que encontra cada vez menos espaço dentro da lógica da indústria cultural.

Na ação deste grupo que faz parte de um projeto maior, a Ação Griô Nacional, uma rede que integra 130 pontos de cultura em todo o país e que, através de seus mestres, busca fortalecer a identidade cultural de crianças e adolescentes, segundo a tradição de cada comunidade, está um importante resgate de uma tradição que nunca deve se perder: a oralidade. São exemplos e ações como essa que fazem com que tal frase que vem logo abaixo, dita por um conhecido escritor latino-americano, não ganhe muita repercussão. É ótimo ver as conquistas de uma sociedade letrada, mas a educação se faz com voz e palavra, na mesma proporção!

“Uma comunidade sem literatura escrita se exprime com menos precisão, riqueza de nuances e clareza do que outra cujo instrumento principal de comunicação, a palavra, foi cultivado e aperfeiçoado graças aos textos literários. Uma humanidade sem romances, não contaminada pela literatura, se pareceria com uma comunidade de tartamudos e afásicos, atormentada por problemas terríveis de comunicação causados por uma linguagem ordinária e rudimentar”. (Mario Vargas Llosa, desmerecendo a oralidade e tomando a escrita como positiva por si própria)

Leia mais sobre essa iniciativa de incorporar a oralidade na educação escolar em reportagem publicada no Brasil de Fato.

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Atemporal, humano, social...

Da Agência Educação Política

Uma ótima notícia que valoriza não só a literatura, como a educação de forma geral. O Ministério da Educação boliviano decidiu adotar, a partir de 2011, a obra As Veias Abertas da América Latina como um livro base de leitura nas escolas do país. O livro do historiador, escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano, além de muito bem escrito, desconstrói muitos dos estereótipos e falsas ideias relacionadas à colonização latino-americana difundidas pela cultura dos povos que ajudaram a explorar e descaracterizar a América Latina ao longo da sua história.

É exatamente pela quantidade de informações históricas e bem apuradas trazidas pelo livro e pela capacidade de fazer com que se entenda as raízes da nossa colonização e se expliquem muitos dos nossos problemas atuais; que o livro deve mesmo ser encarado como leitura obrigatória. Ao ler a obra, os bolivianos conhecerão melhor a sua história, entenderão o presente com base nas luzes lançadas sobre um passado que foi, na maior parte do tempo, dominado por sombras.

Além disso, a obra de Galeano tem um peculiar poder catártico. Ela faz com que o leitor se transforme, com que amadureça as suas impressões, com que saia, por alguns minutos, de dentro de si mesmo, e veja a realidade em todo seu espectro complexo de causas e consequências, interesses e ambições, desigualdade e exploração de muitos em benefício de poucos.

Um livro social, atemporal, leitura urgente e obrigatória que nunca se extinguirá na historiografia literária ou no conjunto das obras essencialmente jornalísticas pelo seu engajamento que se faz, no mesmo movimento, humano e social! Vale dizer que a postura do Ministério da Educação da Bolívia deveria se estender aos demais países da América Latina já que, é consenso dizer que para mudar o presente, é indispensável conhecer a VERDADE, sobre o passado!

Galeano será leitura básica na Bolívia
A partir de 2011, o livro “As veias abertas da América Latina” deverá ser adotado por todas as escolas do país

Brasil de Fato
Vinicius Mansur

O anúncio foi feito pelo vice-ministro de Descolonização, Félix Cárdenas, durante o 1º Encontro Nacional do Processo de Descolonização, realizado durante esta semana na cidade de La Paz.

Em entrevista ao jornal boliviano Cambio, Cárdenas afirmou que, “a partir de 2011, o Ministério de Educação estabelecerá que a obra de Galeano deve ser necessariamente assumida como um livro base de leitura (…) O livro ‘As Veias abertas da América Latina’ permite ter uma outra visão, já que desestrutura a história colonial da região”, disse Cárdenas. De acordo com o vice-ministro, outros livros serão incluídos, como os do sociólogo Zavaleta Mercado, “que inspiraram a revolução de 52”.

O livro do historiador, escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano foi publicado em 1971. A obra analisa a história da América Latina desde a colonização européia, com crônicas e narrativas do constante saqueio de recursos naturais da região, divididas em duas partes: “A pobreza do homem como resultado da riqueza da terra” e “O desenvolvimento é uma viagem com mais náufragos que navegantes”. (Texto Completo)

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Professor: essencial para a educação

Da Agência Educação Política

Segundo um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 20% dos brasileiros não conseguem compreender textos, enunciados matemáticos e estabelecer relações entre assuntos, apesar de saberem ler e escrever, ou seja, são analfabetos funcionais.

O problema do analfabetismo funcional tem se tornado cada vez mais grave no Brasil e a saída para resolver essa questão passa por dois eixos principais segundo a pesquisadora da UNESP (Universidade Estadual Paulista) Onaide Correa de Mendonça: a revisão e reformulação dos métodos de aprendizagem ainda na fase inicial da escolarização e a valorização e capacitação dos professores.

O último item é ainda mais importante que o primeiro, já que de professores bem capacitados decorre a boa aplicação e a descoberta de eficazes métodos de ensino. O problema da educação no Brasil, seja ele em qualquer um dos níveis, não será resolvido sem bons professores. Uma escola se faz com bons professores. De nada adianta ter uma ótima infraestrutura, computadores, equipamentos de ponta, mil e uma atividades extracurriculares se o professor não for bom.

O professor tem um papel chave não só na educação escolar, como também na educação para a vida. Um professor forma não só um aluno, como também um ser humano. Em muitos casos, ensina como o aluno pode pensar, olhar a realidade, como pode construir seu papel no mundo e na sociedade.

O Brasil precisa redescobrir essa figura tão importante e crucial que é a do professor. Encontra-se nele, e apenas nele, a capacidade de fazer com que outros possam escrever, entender e pensar o mundo!

Analfabetismo funcional alto mostra fracassos na educação, diz pesquisadora
Rede Brasil Atual
Suzana Vier

São Paulo – O alto índice de analfabetismo funcional no Brasil detectado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2009), divulgada na quarta-feira (8), é resultado de problemas no início da escolarização. A análise é da professora Onaide Schwartz Correa de Mendonça, coordenadora do curso de pedagogia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Presidente Prudente (SP).

Segundo o estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 20% dos brasileiros não conseguem compreender textos, enunciados matemáticos e estabelecer relações entre assuntos, apesar de conhecerem letras e números.

A Pnad também detectou que a taxa de analfabetismo está em queda no país, especialmente na região Nordeste. Desde 2004, a taxa caiu 1,8% em todo Brasil e 3,7% nos estados nordestinos. Entretanto, 14,1 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais permanecem sem saber ler e escrever. Os números da pesquisa demonstram que a educação básica, de responsabilidade de estados e municípios, não anda bem. (Texto Completo)

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A escola é a infraestrutura e o grande desafio do Brasil

O cargo de diretor de escola pública é tão importante que deveria ser eleito pela comunidade escolar.  As notícias sobre o resultado do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) mostram novamente que políticas públicas de incentivo à educação e diretores democráticos e competentes mudam a realidade escolar e do ensino público do país.

Um diretor autoritário e com pouca qualificação por 20 anos em uma escola é um grande desastre para a educação. As políticas públicas deveriam investir em conhecer a fundo os exemplos de políticas municipais e de escolas com diretores e professores que conseguem um bom desempenho na educação.

A partir dessas experiências, promover a qualificação de diretores, no sentido de melhorar a gestão pedagógica, e dos professores, no aperfeiçoamento da didática. Seja com cursos, pesquisas, programas, vivências etc.

É preciso dar suporte para a transformação da qualidade de gestores e professores e não, como fez o governo José Serra em São Paulo, criar o professor-vestibulando, que deve se virar sozinho, num sistema de competição agressivo e que vai colocar escolas e professores com funções idênticas e salários diferentes.

Uma política do governo paulista é individualista e parte da autossuficiência do professor para resolver problemas que às vezes não são nem conscientes. No entanto, a história nos ensina que, há mais 100 anos, já se sabe que o aprendizado acontece na troca de experiência, no diálogo, no debate e na oposição de idéias.

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Foto: Pavio Y/ creative commons

Internet deve chegar às residências dos brasileiros

O acesso à internet no Brasil é pior dos mundos e está distante até de países pouco desenvolvidos. Um exemplo é o acesso à internet nas escolas, em que o Brasil perde feio para o Chile e para o Uruguai, além de ficar abaixo da Turquia, Tunísia e Arábia Saudita. Mesmo com essa situação, as grandes empresas de telefonia querem boicotar a tentativa do governo Lula de popularizar a internet banda larga.

Mas vale lembrar que internet na escola é paliativo. Internet tem que estar na casa da população com as mesma comodidade que tem hoje a televisão. Veja abaixo trecho da matéria sobre o tema:

Banda Larga nas Escolas: Brasil fica abaixo da Turquia, Tunísia e Arábia Saudita

O raixo-X do acesso às tecnologias da Informação, divulgado pela União Internacional de Telecomunicações,nesta terça-feira, 25/05, constatou que, em 2009, apenas metade das escolas brasileiras tinha acesso à Internet. O acesso é inferior às taxas de países como Omã, Chile, Arábia Saudita, Tunísia e Turquia.

Na Jordânia, por exemplo, 80% das escolas estão conectadas. Nos países ricos, praticamente 100% das escolas estão conectadas à internet e a maioria à banda larga. Na Croácia, Suécia e Reino Unido, todas as escolas já contam com a internet de alta velocidade. Já em 2004, 97% dos colégios canadenses estavam conectados.

No caso do Brasil, a taxa ao final de 2009 seria de 56%. No Chile, a taxa é de mais de 65%. No Uruguai, o governo conseguiu garantir que 100% das escolas tenham acesso à internet de alta velocidade. Outra constatação é de que menos de 10% das bibliotecas brasileiras fornecem acesso à internet aos visitantes. (Texto Integral no Convergência Digital)

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FRANÇA BUSCA SOLUÇÃO PARA O ENSINO MÉDIO QUE ESTÁ ANACRÔNICO COMO MOSTRA O FILME “ENTRE OS MUROS DA ESCOLA”

Os franceses não perdem tempo e buscam uma solução para o ensino médio. O filme Entre os muros da escola, de 2008, baseado em fatos reais, mostrou como a escola está anacrônica. Enquanto isso, em São Paulo, José Serra e Paulo Renato de Souza reforçam cada vez mais o anacronismo da educação.

Há quase 16 anos governando o estado de São Paulo, PSDB foi incapaz de fazer qualquer mudança que se quer tocasse no paradigma educacional do século XIX. Pelo contrário, reforçam o modelo ao praticar mudanças por decretos.

Veja abaixo o trecho da matéria de Cíntia Cardoso, publicada na Folha de S.Paulo, sobre a educação na França.

“A constatação de que o ensino francês está em crise e precisa ser reformulado é consenso entre governo e sindicato de professores. Apesar das divergências sobre a melhor maneira de solucionar o problema, para o Ministério da Educação, o caminho passa pela reforma do sistema de ensino médio, que começa no início do próximo ano letivo, em setembro.
Na grade escolar, será incluída uma série de “disciplinas de exploração”, com uma carga horária de 54 horas por ano. O objetivo é abrir “novos horizontes intelectuais” para os estudantes e adaptar a escola à época atual. Outro ponto vai ser a obrigatoriedade do ensino de economia para todos os secundaristas -na França, o ensino médio é dividido entre científico, com ênfase em matemática, química e física, e literário (ciências humanas e sociais).
Outra medida vai tentar diminuir o índice de repetência, que hoje está em 12,2%.
Pesquisa divulgada pelo instituto CSA mostra que 77% dos pais são favoráveis à reforma. Já os sindicatos de professores, que fizeram greve na última sexta-feira, afirmam que o pacote da educação é incompatível com os cortes de pessoal anunciados pelo governo.
Cerca de 16 mil postos de trabalho no ensino deverão ser cortados em 2010, totalizando 50 mil em cinco anos”. (texto integral na Folha, para assinante)

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Filme ganhou Palma de Ouro em Cannes

O filme Entre os muros da escola (França, 2008), dirigido por Laurent Cantet, foi muito divulgado como um filme que trata da dificuldade de uma escola pública da periferia de Paris em lidar com seus indisciplinados alunos filhos de imigrantes.

Nada mais falso para quem assiste ao filme. Os alunos estão mais para inteligentes e críticos em relação à escola do que para indisciplinados, ainda que a indisciplina esteja presente.

Mas a grande questão do filme não é essa, não é a indisciplina e a imigração. Essa é uma visão eurocêntrica e elitista que não é evidente na narrativa. Pelo contrário, o filme deixa claro, explicitamente, a incapacidade da escola em resolver os seus próprios problemas. A escola lida com alunos globalizados (provenientes de culturas diversas) do século 21 da mesma forma que lidou com os alunos provincianos (monoculturais) do século 19.

Entre os muros da escola há um diretor empolado, professores fúteis, discussões inúteis e reuniões tão enfadonhas que até o público do filme não aguenta. O filme mostra que a escola transformou-se em um tribunal, em um espaço de jugo e não de pensamento. Ela se isolou em uma fortaleza de conceitos retóricos e ineficientes. Daí talvez porque o título do filme fale sobre os muros.

O diretor Laurent Cantet diz mais do que pode nos parecer, mas o enredo deixa claro que, mesmo nos países do primeiro mundo, a escola foi abandonada pelo Estado, está isolada e ilhada entre muros de uma tradição que não dá conta da realidade.

Leia também sobre o sensacional Sicko, de Michael Moore.


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Amanda Cieglinski
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Brasília – A Escola Estadual Doutor Luís Pinto, de Santa Rita do Sapucaí (MG), foi a grande vencedora do Prêmio Referência Nacional em Gestão Escolar, que a cada ano elege as melhores experiências de administração de escolas públicas. Para a diretora do colégio, Monica Ribeiro, a principal razão para o sucesso é o alto grau de comprometimento de toda a equipe escolar. Saiba mais

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Por Ana Claudia Fernandes dos Santos Camarosanium

Glauco,  sou sua leitora e não poderia deixar de falar dos esquemas de corrupção e impunidade deste governo, não poderia deixar de falar das ampliações de escolas com verbas no valor de 1 milhao e que deveria ser entregue em junho de 2008 até a presente data nao foi terminada, pois dizem os responsáveis pela obra que encontra-se em fase de acabamento, o que nunca acaba, pois nunca vemos material suficiente para o andamento da obra, trabalha um dia e depois o material acaba e fica-se mais uma semana parada, do jeito que vai levará mais um ano, e o pouco caso dos fiscais do FDE que dificilmente aparecem na obra, ou quando aparece é correndo somente para fazer o termo de visita e falar que está tudo normal, pois eles são técnicos profissionais e não podemos questionar, porque não fomos formados para engeneharia de obras, mas para educadores.
Eu ja trabalhei como vice em uma escola em reforma e conheço bem como estes esquemas funcionam.
Quando questionei com o engenheiro ele disse que não podia fazer nada, queria que eu assinasse o termo de visita e eu não assinei.
Então recebi um telefonema do FDE pedindo pra que assinasse o documento, me recusei, pois pra mim a obra não estava acabada.
Imaginem colocaram a calha somente de um lado da cobertura da quadra,fora outras coisas irregulares…

me pediram que eu enviasse um oficio assinado por mim informando o porquê de minha recusa.
Eu fiz e entreguei pro moço do FDE.

Vieram arrumaram algumas coisas, mas a calha não colocaram…ficou guardada no almoxarifado da escola…vocês imaginem o gasto com esse material!
Vejo que o problema esta nestes órgãos ficalizadores e as Empreiteiras…Um coluio só… e as Construtoras
que construiram até hoje estão com centenas de obras do governo estadual de SP na capital e muito no interior, acompanho o diario oficial e vejo os nomes trocados das empresas, não de empreiteiros que só repassam as suas familias para não dar muito na cara, mas a splacas são de familias poderosas que nunca deixaram o OSSO, e continuam nas mãos sujas mas de poderosos politicos eleitos pelo povo paulista, os grandes donos de empresas que prestam serviços a FDE são politicos e só poderiam ser de politicos, deputados etc, donos destas empresas de fachada.

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Recentemente, comentando em um blog de uma colega lembrei que há tempos eu mesmo “não faltava a escola”. Em certo sentido, sinto-me ainda aluno da escola pública, onde aprendi a ler e a escrever, e aonde agora leciono, ou pelo menos, penso que tento. Pois, então, tirei a tarde e lá vou eu voltar a postar na internet, como se isso não houvesse prazer, mas também obrigação. Saiba mais

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Por Mauro A. Silva

Folha de São Paulo
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Eram 1.500 apostilas, muitas ainda embaladas, com nome e endereço da escola Saiba mais

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PSDB: 16 anos e a herança do pedágio mais caro do país

PSDB: 16 anos no governo reproduzindo a desigualdade

O projeto do governador José Serra para melhorar a educação de São Paulo isenta o Estado de responsabilidade e joga todo a ônus da educação nas costas dos professores.

Veja, o governo deveria usar uma prova para verificar a qualidade e a eficiência de suas políticas públicas, mas no governo do PSDB de Serra a própria prova é a política pública. A política pública é dar prova para professores.

O projeto de Serra esquece a violência escolar, a pedagogia, a didática e a desigualdade social. O projeto cria o professor-vestibulando e tem, em seus pilares, uma cultura autoritária e meritocrática-positivista. Saiba mais

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