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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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SOB O LEMA “TOMAR AS RUAS” INDIGNADOS VOLTARAM ÀS PRAÇAS DA ESPANHA PARA CELEBRAR ANIVERSÁRIO E MOSTRAR QUE ESPÍRITO DA MUDANÇA CONTINUA VIVO

Eles voltam às praças…

No último fim de semana, os indignados voltaram às praças da Espanha para celebrar o aniversário dos protestos e também para mostrar que o seu espírito de luta e mudança da ordem capitalista, excludente e injusta, vigente continua mais vivo do que nunca.

Mesmo depois dos primeiros impulsos e do desmantelamento do acampamento dos manifestantes, que ocorreu em junho do ano passado, o movimento continuou atuando nas redes sociais, apenas perdeu um pouco da intensa visibilidade midiática que teve no início. Em Madri, os manifestantes voltaram a ocupar a Puerta del Sol, praça central da cidade, e não se importaram com a proibição de manifestação depois das 22h.

Continuaram empunhando suas frases de luta, batendo nos tambores, mesmo porque continua a crise econômica na Espanha e nos demais países da Europa. A situação da juventude continua ruim, marcada por desemprego e falta de oportunidade, os indignados não têm porque se sentirem menos indignados e foi isso que eles quiseram demonstrar voltando às ruas.

A sociedade atual com seu capitalismo desenfreado, egoísta ao máximo, embora aparentemente generoso, é insustentável e pede nada menos que a indignação máxima! A mudança em um sistema tão enraizado leva tempo e os indignados sabem disso, por isso continuam a resistem…

Veja trecho de texto sobre o assunto, da Agência France Press, publicado pela Carta Capital:

‘Indignados’ voltam às praças da Espanha em seu primeiro aniversário
Da Agência France Press

MADRI (AFP) – Milhares de ‘indignados’, o movimento social nascido há um ano em protesto contra a crise econômica, os políticos e os excessos do capitalismo, voltaram às praças da Espanha neste fim de semana, no pontapé inicial de quatro dias de mobilizações para demonstrar que seu espírito continua vivo. Sob o lema “Tomar as ruas”, os ativistas, em sua maioria jovens mobilizados por meio das redes sociais, convocaram concentrações em 80 cidades do país. Em Madri, os manifestantes voltaram a ocupar a Puerta del Sol, a praça do centro da capital onde nasceu o movimento, e pretendem ficar lá até terça-feira, quando será celebrado o aniversário dos protestos.

Desde que o acampamento foi desmantelado, no dia 12 de junho do ano passado, o movimento perdeu visibilidade nos meios de comunicação, mas seguiu vivo nas redes sociais, nas assembleias de bairro e na luta contra a exclusão, embora com menos seguidores. “Os que permaneceram são os mais conscientes, atuando em ações setoriais, como, por exemplo, opondo-se aos despejos”, afirma Antonio Alaminos, professor de sociologia da Universidade de Alicante. Desta vez, os manifestantes pretendem ficar no local até terça-feira. “Não será um acampamento, e sim uma assembleia permanente”, explica Luis, porta-voz do movimento.

Na capital espanhola, os manifestantes pareciam não ter a intenção de respeitar a proibição oficial de não se manifestar depois das 22 horas e de voltar a reeditar sua “assembleia permanente” do ano passado, que durou semanas. Com a noite avançada, milhares de “indignados” continuavam na grande praça, sentados em círculos, conversando ou tocando tambores, observados pelos veículos da polícia estacionados próximos. (Texto completo)

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A praça como espaço público

A multidão que sai às ruas na Espanha dá cada vez mais mostras de que seu protesto não é apenas contra questões específicas ou internas da Espanha e sim contra todo um sistema político e econômico que desencadeou a atual crise vivida pelo país e que tem prejudicado grande parte da população. O objetivo dos manifestantes é lutar por mudanças em toda uma forma de se fazer política e economia na Europa, eles pensam de forma macro e a longo prazo.

Foi isso que se viu no último domingo em que milhares de manifestantes de todas as idades e de vários estratos sociais (jovens, reformados, famílias com crianças) reunidos na Praça de Netuno, em Madrid, convocaram uma greve geral sustentando cartazes e faixas com palavras de ordem como “caminhemos contra a crise e o capital”, “escutem a ira do povo” ou “não sejas violento”.

A ebulição política e social que se espalha pelas ruas da Espanha traz sopros saudáveis para a democracia onde o melhor do sentimento revolucionário que aspira efetivas mudanças encontra espaço e voz. O caminho da real mudança não é fácil, mas ao percorrê-lo sempre se consegue alguma coisa e essa mensagem parece estar nas entrelinhas dos cartazes dessa revolução.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Carta Maior:

Milhares de manifestantes defendem greve geral na Espanha
Esquerda.NET

Respondendo à convocatória do movimento 15M, mais de 150 mil manifestantes ocuparam neste domingo a Praça de Netuno, em Madri, para expressar a sua oposição aos planos de austeridade defendidos pelo FMI e pelo Banco Central europeu e aos sistemas político e financeiro, apontados como principais culpados da crise econômico-financeira. Em Barcelona, outras 270 mil pessoas saíram às ruas. Valência também registrou protestos com milhares de manifestantes. Na França, 100 pessoas foram detidas em Paris quando protestavam em frente da Catedral de Notre Dame.

Segundo o jornal espanhol Público, o movimento 15M ganhou este domingo a forma de um enorme 19J (19 de Junho), juntando mais de 150 mil pessoas na Praça de Netuno, em Madrid, às portas do Congresso dos Deputados, guardado por um forte cordão policial. Ali, os organizadores leram um manifesto no qual incentivam os cidadãos a participar numa Greve Geral.

Os manifestantes partiram logo pela manhã de seis zonas distintas da capital, juntando-se ao início da tarde na praça Netuno, junto ao Congresso dos Deputados.

Sustentando cartazes e faixas com palavras de ordem como “caminhemos contra a crise e o capital”, “escutem a ira do povo” ou “não sejas violento”, os manifestantes – gente de todas as idades e de vários estratos sociais, jovens, reformados, famílias com crianças – gritavam slogans já identificados com o Movimento 15M, como “chamam-lhe democracia, mas não o é” ou “não, não nos representam”.

“Contra o desemprego. Organiza-te e luta. Vamos marchar juntos contra o desemprego”, lia-se num grande cartaz que liderava o caminho da “coluna sudoeste”, que partiu de manhã de Leganes, uma comunidade-dormitório a cerca de quinze quilômetros a sul de Madrid. “Nós não somos mercadoria nas mãos de políticos e banqueiros”, estava escrito com letras vermelhas num outro cartaz. (Texto completo)

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Indignação toma conta da Espanha e povo faz história

O mar de indignados que tem se formado em dezenas de cidades da Espanha nos últimos dias, a exemplo das revoltas árabes, faz ver a força do povo e também os contornos de uma nova sociedade na qual os governos não têm mais total controle sobre a informação e sobre a população de forma geral. Tanto nas revoltas árabes quanto agora na Espanha as redes sociais deram uma importante contribuição inicial aos protestos, servindo para organizar e estimular a população.

Na Espanha, há um regime democrático, no entanto, o clima de instabilidade política, econômica e social é evidente o que fez com que os manifestantes gritassem por uma democracia de fato. A corrupção mina as oportunidades no país e atinge principalmente os mais jovens, o resultado é um elevado índice de desemprego entre eles. Neste sentido, a revolução espanhola, também conhecida como 15-M, já entra para a história ao mostrar que a luta popular não termina na democracia, pelo contrário, uma vez nesta é que a batalha começa, justamente para que a democracia se exerça de fato, para que a política seja cidadã e participativa, não simplesmente uma esfera à parte da sociedade, onde predominam as mentiras e a corrupção.

O mais interessante de todo movimento que está sendo desencadeado na Espanha é perceber como não é só a política que está corrompida, como também boa parte da mídia direitista do país. Os manifestantes protestam contra a mídia conservadora que encobre a todo custo a corrupção enquanto rotula os manifestantes de comunistas acusando-os, inclusive, de manterem ligações com o ETA (Grupo Separatista Basco). Um mídia leviana e irresponsável. Daqui a pouco é hora do Brasil se mexer, afinal, em toda essa descrição, qualquer semelhança conosco não é mera coincidência…

Veja trecho de artigo sobre o assunto publicado pela Carta Maior com link por meio do qual pode-se acompanhar, ao vivo, a ação dos manifestantes:

Cresce na Espanha a Revolução dos Indignados
Por Armando G. Tejeda – La Jornada

A Junta Eleitoral Central da Espanha proibiu em todo o país qualquer manifestação desde a zero hora de sábado até às 24 horas de domingo, dia das eleições municipais, em uma clara alusão às mobilizações do movimento cidadão Democracia Real Já que, desde o último domingo, ocorrem em repúdio ao modelo político e econômico vigente e que já se espalharam em escala nacional.

Alfredo Peréz Rubalcaba, ministro do Interior, declarou que o governo só esperava o pronunciamento da junta eleitoral para decidir se ordena à polícia dispersar os manifestantes. Enquanto isso, milhares de cidadãos indignados na Porta do Sol, em Madri, na Praça da Catalunha, em Barcelona, na Praça do Pilar, em Zaragoza, e no Parasol da Encarnação, em Sevilla, entre outras, voltaram a romper o cerco policial e, uma vez mais, repudiaram a política, banqueiros e empresários.

O movimento que iniciou no dia 15 de maio, chamado 15-M ou a “revolução espanhola”, cresceu quinta-feira com panelaços que reuniram multidões em dezenas de cidades de todo o país para exigir a mudança de um sistema que consideram injusto. A revolta cresce a cada hora. Começou com uma convocatória nas redes sociais e internet para repudiar a corrupção endêmica do sistema e a falta de oportunidades para os mais jovens e acabou se estendendo para a comunidade espanhola na Itália, Inglaterra, Estados Unidos e México, entre outros países. (Texto completo)

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