Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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SANTA DITADURA DA MÍDIA! ÚLTIMAS NOTÍCIAS SOBRE A GLOBOPAR NOS JORNAIS FOLHA DE S. PAULO E ESTADÃO SÃO DE 2012

Emporcalhou a mídia

Emporcalhou a mídia

Uma rápida pesquisa na busca dos sites Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo mostra que a útlima matéria sobre a Globopar é do final do ano passado. Por sinal, é a mesma notícia.

Até agora, os jornalões de São Paulo estão caladinhos. Nenhuma indignação! Não falaram nada sobre o que está bombando na internet, ou seja, a sonegação de R$ 600 milhões da Globo.

Afinal, o que são R$ 600 milhões?! Nadinha.

Veja abaixo o resultado da pesquisa feita no próprio site dos jornais

Estadão

SANTO GUTENBERG! FOLHA E ESTADÃO JÁ DISSERAM QUE DAR GOLPE DE ESTADO SIGNIFICA REESTABELECER A DEMOCRACIA

João Goulart, o presidente golpeado pela mídia paulista

João Goulart, o presidente golpeado pela mídia paulista

A salvação da pátria

Para os jornais paulistanos, o golpe militar foi a defesa da lei e da ordem

Por Luiz Antonio Dias/ Revista História

“Os comunistas invadiram o Brasil”. Era esta a impressão de qualquer leitor de jornais no início dos anos 1960. Desde a posse de João Goulart na Presidência, em 1961, setores militares já planejavam sua queda. Matérias, manchetes e editoriais veiculados pela imprensa nesse período dão ideia do clima tenso, e é importante entender que essas informações divulgadas pelos jornais paulistanos Folha de S. Paulo eO Estado de S. Paulo não eram neutras ou meramente “informativas”.

Defendendo a “ordem”, a Folha teceu fortes críticas ao comício pelas Reformas de Base, ocorrido no dia 13 de março de 1964 na Guanabara, afirmando que foi organizado por extremistas que tentavam subverter a ordem. No dia seguinte ao comício, publicou um editorial sobre o assunto: “preferiu o Sr. João Goulart prestigiar uma iniciativa vista com justificada apreensão por toda a opinião pública (…). Resta saber se as Forças Armadas (…) preferirão ficar com o Sr. João Goulart, traindo a Constituição, a pátria e as instituições”. O Estadão também exigiu um posicionamento das Forças Armadas no episódio. O editorial “O presidente fora da lei”, do mesmo dia, acusa João Goulart e alega que isso é apenas uma parte: “É, evidentemente, a última etapa do movimento subversivo que (…) é chefiado sem disfarces pelo homem de São Borja. E é também o momento de as Forças Armadas definirem, finalmente, a sua atitude ambígua ante a sistemática destruição do regime pelo Sr. João Goulart, apoiado nos comunistas”.

A Marcha da Família com Deus pela Liberdade, ocorrida em São Paulo em 19 de março, foi uma resposta ao comício da Guanabara, e sobre essa manifestação a Folha apresentou a seguinte manchete: “São Paulo parou ontem para defender o regime”. Já O Estado de S. Paulo dizia em 20 de março: “Meio milhão de paulistanos e paulistas manifestaram ontem em São Paulo, no nome de Deus e em prol da liberdade, seu repúdio ao comunismo e à ditadura e seu apego à lei e à democracia”. Nesse editorial, o jornal buscou resgatar a memória de 1930 e 1932 [Ver RHBN nº 82], “da luta contra os caudilhos e a ditadura”, mostrando que o povo de São Paulo saberia lutar bravamente para garantir a Constituição de 1946.

A Revolta dos Marinheiros, em 26 de março, nada mais foi do que a gota d’água de um movimento golpista que já vinha caminhando a passos largos. Nesse episódio, mais uma vez, a Folha se colocou ao lado da “ordem”, criticando o movimento e lançando ataques à ação do presidente no incidente. “A solução dada pelo presidente (…) tem todas as características de uma capitulação.”

Na noite de 30 de março, o presidente compareceu ao Automóvel Clube, na Guanabara, para a comemoração do 40° aniversário da fundação da Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar. Nesta solenidade, Goulart proferiu o seu discurso mais radical. No dia seguinte, a repercussão na imprensa foi negativa: os jornais se levantaram novamente contra o presidente. O discurso de João Goulart acabou sendo a senha para o início do golpe militar, que seria deflagrado na madrugada seguinte. A Folha também circulou nesse dia com um suplemento especial intitulado “64 – O Brasil continua”, repleto de anúncios de grandes empresas, mostrando que o Brasil cresceria em 1964, que esse seria um novo tempo. Cadernos como este – lançando previsões – normalmente circulam no início do ano. A data de publicação comprova que a sua elaboração ocorreu antes do início do golpe militar.

No dia seguinte ao golpe, o jornal afirmou que Goulart governou com os comunistas, tentou eliminar o Congresso atacando a Constituição, e, desta forma, a intervenção militar teria sido justa. Para a Folha, “não houve rebelião contra a lei. Na verdade, as Forças Armadas destinam-se a proteger a pátria e garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem”.

Com a subida de Castello Branco ao poder, a Folha do dia 16 de abril não poupou elogios ao novo presidente em seu editorial. “É com satisfação que registramos ter seu discurso de posse reafirmado todas as nossas expectativas e revigorado a nossa esperança de que uma nova fase realmente se descerrou para o Brasil”.

Durante o governo Goulart, o jornal atacava o presidente e seu governo como uma ameaça aos direitos legais. Mas o editorial do dia seguinte ao golpe, “O sacrifício necessário”, defendia a necessidade de suprimir direitos constitucionais: “Nossas palavras dirigem-se hoje (…) aos que se acham dispostos ao sacrifício de interesses, de bens, de direitos, para que a nação ressurja, quanto antes, plenamente democratizada.”

No dia 3 de abril, o Estadão, estampou a seguinte manchete: “Democratas dominam toda a Nação”. É inegável que houve um árduo trabalho por parte dos jornais para desestabilizar o governo Goulart.

Tanto o Estadão quanto a Folha defenderam a deposição de um presidente eleito pelo povo e derrubado pelas Forças Armadas como “defesa da lei e do regime”. A imprensa paulistana, apresentando-se como porta-voz da opinião pública, saudou a instalação de um governo autoritário e ilegítimo como se fosse democrático e legal. Os aspectos éticos dessa “ação jornalística” e a falta de críticas – ou autocrítica – aos jornais e jornalistas é tema que merece reflexão.

Luiz Antonio Diasé professor da PUC-SP e autor de “Informação e Formação: apontamentos sobre a atuação da grande imprensa paulistana no golpe de 1964. O Estado de S. Paulo e a Folha de S. Paulo”. In:ODÁLIA, Nilo e CALDEIRA, João Ricardo de Castro (orgs.).  História do Estado de São Paulo: a formação da unidade paulista. São Paulo: Imprensa Oficial/Editora Unesp/Arquivo do Estado, 2010.

Saiba Mais – Bibliografia

GASPARI, Elio. A Ditadura Envergonhada. São Paulo: Cia. das Letras, 2002.

TOLEDO, Caio Navarro de. O governo Goulart e o golpe de 64. São Paulo: Brasiliense, 1982.

Filmes

“O que é isso, companheiro?”, de Bruno Barreto (1997).

“O ano em que nossos pais saíram de férias”, de Cao Hamburger (2006).

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PIOR MINISTRO DA FAZENDA DA HISTÓRIA REPUBLICANA, MAÍLSON DA NÓBREGA VIROU CELEBRIDADE E FONTE DA GRANDE MÍDIA BRASILEIRA

Legou uma inflação de 80% ao mês aos brasileiros e virou estrela

Por Paulo Nogueira, Diário do Centro do Mundo

Maílson: incapaz como ministro e gênio para o PIG

Maílson: incapaz como ministro e gênio para o PIG

Nos anos 80, Maílson da Nóbrega fracassou espetacularmente como ministro. Mas isso não o deteve

Logo no começo de minha carreira de jornalista a questão da boa escolha das fontes se apresentou.

A primeira aula que tive sobre isso foi na Veja, no começo dos anos 1980. Eu tinha 20 e poucos anos, trabalhava na seção de economia, e Elio Gaspari, o “General”, como era conhecido na redação, era o diretor-adjunto.

Elio muitas vezes se encostava nas divisórias baixas que separavam as editorias e falava sobre jornalismo. Para quem começava na carreira, como eu, era uma oportunidade excepcional de aprendizado.

Uma noite ele falou sobre fontes.

“As fontes são aquelas pessoas que atendem todos os telefonemas dos jornalistas”, ele disse. “Não são as melhores, são as mais fáceis, e isso faz diferença para repórteres preguiçosos.”

Um caso específico Elio citou: o então presidente da Fiesp, Luís Eulávio Vidigal. Ele era onipresente nas reportagens de economia e negócios na mídia brasileira, porque não recusava uma única entrevista.

Mais tarde, quando virei eu mesmo editor, fonte foi um tema sobre o qual me detive longamente nas conversas com os repórteres.

Em meados dos anos 1990, na casa dos 30, eu era diretor de redação da Exame. Jamais esquecera as palavras de Elio, mas acrescentei uma reflexão pessoal: prestar completa atenção na obra, no mérito da fonte.

Foi sob essa lógica que refizemos o time das fontes da revista.

Uma das primeiras eliminações, se não a primeira, foi o ex-ministro Maílson da Nóbrega, obra de Sarney. Por uma razão potente: ele deixara o cargo com uma inflação de 80% ao mês. Depois de um desempenho tão catastrófico, que sentido havia em ouvi-lo mandar fazer as coisas que ele próprio não conseguira fazer?

Maílson pretendia atacar os problemas econômicos com o que ele chamou de “arroz com feijão”. Foi uma das raras vezes em que os brasileiros sofreram violentamente com o arroz com feijão.

A Exame, e não apenas nisso, foi contra a corrente.

Maílson continuou a ser ouvido por repórteres de todas as mídias para tratar de economia. Acabaria por se tornar, também, colunista da Veja.  Tudo isso – a presença constante no noticiário — ajudou a empurrar adiante a consultoria que ele montou pós-governo, a Tendências.

Foi como se a celebridade de alguma forma obscuresse sua obra desastrosa como ministro.

Tenho aqui uma pequena confissão. No início dos anos 2000, quando eu era integrante do Comitê Executivo da Abril, dormi em boa parte das duas vezes em que a Tendências fez seus prognósticos econômicos a nós.

Não sou capaz sequer de lembrar se foram acertados ou não, porque não resisti ao tom monocórdio das apresentações. Meu amigo Jairo Mendes Leal, hoje presidente da Abril Mídia, sentava-se em frente de mim, e ria ao me ver dormindo.

Ainda hoje Maílson é presença ubíqua na mídia brasileira. Aos antigos predicados, ele agregou um que é valioso: critica severamente as administrações petistas. Maílson sabe que isso lhe dará os holofotes de jornais e revistas.

É uma troca: ele usa a mídia e é usado por ela. O leitor? Ora, o leitor que se dane.

Do alto do legado hiperinflacionário, Mailson dá lições aos brasileiros sobre tudo aquilo que ele foi incapaz de fazer. No papel, ele resolve os problemas em cujo trato fracassou miseravelmente.

Já foi dito aqui que maus editores são tão nocivos, para a mídia tradicional, quanto a internet.

Maílson é uma pequena prova disso.

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VÍDEO IMPERDÍVEL: CIRO GOMES EXPLICA JOSÉ SERRA BEM FUNDAMENTADO NA FOLHA, ESTADÃO, VEJA E GLOBO

AULA DE JORNALISMO: ESTADÃO MANIPULA REPORTAGEM PARA LIVRAR A CARA DO MINISTRO DO SUPREMO, GILMAR MENDES

Gilmar Mendes e Roberto Irineu Marinho, boas relações com a mídia

Ontem o Estadão online estampou na capa o comprometimento de Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira.

O blog Educação Política deu um post sobre o tema. Mas prevendo que o Estadão poderia retirar o texto ou mudá-lo, visto que era jornalismo demais para aquele jornal, reproduzimos o início da matéria no blog. Foi uma forma de garantir que a informação não fosse manipulada de forma a prejudicar o entendimento do post. Pensamos até em não reproduzir, mas só o fizemos por precaução de ofício. E bingo!!! O jornal aliviou o texto para Gilmar Mendes.

Hoje pela manhã comprei o jornal na banca e lá estava uma matéria ridícula de tão pequena sobre esse episódio. Um ministro da mais alta corte do país com um possível envolvimento com o crime organizado transformou-se em um texto bastante favorável a Gilmar Mendes.

No mesmo caderno do jornal impresso de hoje há também uma página inteira sobre o enriquecimento do senador Demóstenes Torres (ex-DEM), o que não tem a menor importância jornalística. Afinal, toda corrupção política é para isso mesmo, enriquecimento. Para que serve divulgar o patrimônio de Demóstenes em uma página inteira? Isso é fazer uma página inteira sobre o óbvio.

Já um ministro do Supremo favorecendo o crime organizado….. Vai vê que o editor pensou assim: “dá uma notinha sobre o ministro do Supremo porque isso tem todo dia….”

Enfim, é incrível essa autocensura. O repórter do Estadão provavelmente fez o melhor jornalismo, colocou no texto a bomba que tinha na mão. Depois provavelmente veio a ordem de cima e a desativou. O texto anterior era totalmente comprometedor para o ministro do Supremo. Veja como ficou o texto depois da alteração:

Em uma conversa entre o senador Demóstenes Torres e o contraventor Carlinhos Cachoeira, gravada pela Polícia Federal, o parlamentar comemora uma decisão do ministro do STF Gilmar Mendes em uma ação bilionária envolvendo a Companhia Energética de Goiás (Celg).

“Conseguimos puxar para o Supremo uma ação da Celg aí, viu? O Gilmar mandou buscar”, afirmou o senador, que avaliou que Mendes conseguiria abater cerca de metade do valor da dívida da Celg com uma decisão judicial. “Dependendo da decisão dele, pode ser que essa Celg se salva (sic), viu? Ele que consegue tirar uns dois… três bilhões das costas da Celg.” Cachoeira responde: “Nossa senhora! Bom pra caceta, hein?”. (texto censurado completo)

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VIVA O CHACRINHA!! O JORNAL ESTADÃO VEIO PARA CONFUNDIR E NÃO PARA EXPLICAR A OPERAÇÃO MONTE CARLO DA POLÍCIA FEDERAL

Alô, alô quem quer notícia!!!

Alô, alô Teresinha!!!

Que sanha! O Estadão tenta confundir o leitor em vez de explicar o que acontece realmente sobre as investigações da Polícia Federal, sobre a operação Monte Carlo.

O jornal dá grande destaque para escutas totalmente inócuas e sem importância da operação Monte Carlo, em que Dadá não diz nada de interessante ou comprometedor. O jornal tenta fazer com que o leitor apolítico (é esse o público que o PIG ama) pense que Protógenes Queiroz (PCdoB) é um Demóstenes Torres (ex-DEM).  Pode até ser que um dia isso possa acontecer, mas é preciso não ser desonesto com o leitor dessa forma. É preciso ter informações mais evidentes e não amenidades.

É preciso dizer ao leitor de forma mais honesta que Protógenes Queiroz  conhece Idalberto Matias de Araújo, o Dadá,  porque assim como ele, fazia parte do aparelho policial do Estado em Brasília. Dadá no serviço secreto e Protógenes na Polícia Federal. E Dadá trabalhou para Protógenes na operação Satiagraha, cedido pelo órgão.

As conversas de Dadá e Protógenes, o jornal deveria deixar claro, não se referem à questões do Carlinhos Cachoeira. Isso é explícito, mas o jornal levanta a suspeição com destaque no sentido contrário. Deixa para Protógenes se defender de algo que parece evidente.

É preciso contextualizar Protógenes nessa história toda.  Se não agisse de má fé ou ignorância, o Estadão deveria explicar ao leitor que foi o próprio deputado quem coletou assinaturas para a CPI do Cachoeira, ou seja, ele mobilizou deputados, coletando assinaturas, justamente para investigar as denúncias.   Alô Alô Teresinha!!! Protógenes é um estúpido, está atrás de provas para se incriminar. Hehehe.

O leitor quer bacalhau!!, grita o velho guerreiro!!!

O Estadão está aí para confundir e não para explicar”. Viva o Chacrinha!!

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BRASIL, MOSTRA A TUA CARA: ESTADÃO ASSUME CANDIDATURA SERRA A UMA SEMANA DA ELEIÇÃO

Estadão mostrou a cara

O presidente Lula prestou mais um serviço à nação. Ao criticar a partidarização da mídia, fez com que o Estadão mostrasse a sua cara. A cara de uma empresa que há 100 anos se diz satisfeita com a construção de um país que é o mais desigual do mundo.

O Estadão enfim assumiu a candidatura de José Serra. Assim deveria fazer toda a mídia que apoia a coligação de extrema-direita, liderada por Serra. Seria mais digno com seus leitores se Folha, TV Globo e Veja também assumissem.

Para o Estadão, não dava mais para esconder. Isso é um bom sinal. Sinal de amadurecimento da democracia brasileira. Veja trecho do editorial:

Com todo o peso da responsabilidade à qual nunca se subtraiu em 135 anos de lutas, oEstado apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República, e não apenas pelos méritos do candidato, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode representar para a recondução do País ao desenvolvimento econômico e social pautado por valores éticos. O apoio deve-se também à convicção de que o candidato Serra é o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País. (trecho do editorial histórico do Estadão)

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INCRÍVEL: ESTADÃO TENTA CENSURAR LUÍS NASSIF; JORNAL NÃO GOSTOU QUE ELE DIVULGOU ATO SOCIAL CONTRA A MÍDIA GOLPISTA

O Estadão não gostou que o blog do Luís Nassif divulgou um ato contra a partidarização da mídia nessas eleições. Ué!!! Não podia divulgar?

Um ato democrático e legítimo, que ocorre hoje na sede do Sindicato dos Jornalistas, não deve ser divulgado, segundo o Estadão.

Acho que nesse ato pode nascer um grande movimento: Democracia na Mídia Já, assim como as Diretas Já.

Veja que absurdo esse trecho de reportagem do jornal (grifo meu). Primeiro que já há um “erro” de apuração, ao afirmar que é um ato contra a imprensa, generalizando. O ato é contra parte da mídia partidarizada.

Esse “erro” mostra que o jornalismo do Estadão está aparelhado.

Desde terça-feira, o jornalista tem destacado em seu blog informações em defesa do protesto contra a imprensa marcado para hoje a partir das 19 horas no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Nassif é do conselho consultivo do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, que integra a organização do protesto, intitulado “Contra o Golpismo Midiático e em Defesa da Democracia”. Movimentos sociais de apoio ao governo, como centrais sindicais e a UNE, já manifestaram adesão ao movimento. (Texto Completo)

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MARIO PRATA: ESTADÃO, FOLHA, GLOBO, VEJA E JORNAL NACIONAL ESTÃO PODRES

Esse panfleto não cheira bem!

Acabo de ver que desde ontem à noite, os portais do Estadão e da Folha (a Veja não chego nem perto por que não tenho estômago para tanto) não publicaram a subida de Dilma Rousseff na pesquisa da Band/Vox/IG, em que ela aparece com 55% das intenções de voto, mesmo com todos os ataques de Serra.

Dilma abriu 33 pontos de vantagem sobre Serra e isso não é notícia!

O que aparece há semanas nesses jornais impressos e on line são as versões do PSDB/ Serra em manchete. É um lixo.

É a podridão de que fala Mário Prata, que acabo de ver PHA. Prata deu uma entrevista ao Diário de Natal e afirmou o que muita gente do povo também já percebeu. A mídia está podre. Veja o trecho:

Mario Prata: Eu sempre digo que o último repórter que eu acho que tem no Brasil é o Caco Barcellos, é o cara que investiga, que consegue do jornal semanas, meses, anos para fazer uma matéria. Hoje em dia não se tem vontade, não tem mais aquela coisa do diretor de redação acreditar numa investigação.
Você coloca todos no balaio?
Mario Prata: Coloco todo mundo no mesmo balaio. A imprensa brasileira está podre. Os grandes jornais, as coisas que são consideradas grande imprensa no Brasil como Folha de S. Paulo, Globo, Estadão, Jornal Nacional, Veja, para mim são piadas. Todos esses que eu citei tem ódio do Lula, é um ódio doentio, é uma coisa que me dá medo. Outro dia peguei o Estadão e tinha oito chamadas na capa falando mal do governo, algumas coisas que ocorreram há sete anos. Meu filho casou-se agora com uma repórter da editoria de política do Estadão, e o Serra ligou pra ela antes do casamento. “Julia, eu soube que você vai se casar, mas você não vai ter lua de mel, né? Você não pode ter lua de mel agora”. Por aí você vê como Serra está dentro do jornal. (Texto Completo)

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CORRIGINDO A MANCHETE DO ESTADÃO E DA FOLHA: PRESIDENTE DA SIP, ENTIDADE QUE APOIA DITADURAS, DIZ QUE LULA É UM FALSO DEMOCRATA

Chico Buarque na luta contra a ditadura que a SIP apoiava

Para que os leitores do Estadão e da Folha não façam papel de bobo, estamos melhorando a manchete publicada pelo jornal. Assim, é possível entender quem é essa entidade que sempre vira manchete nos jornais brasileiros. Parece que é importante e séria, mas é apenas uma entidade sem credibilidade alguma.

A contextualização, diz o manual desses jornais, é algo fundamental no texto jornalístico. Daí segue trecho de Breno Altman contextualizando a entidade.

Certamente é importante, para os leitores, conhecer a história dessa entidade antes de julgar a credibilidade das declarações de seu principal dirigente. Fundada nos Estados Unidos em 1946, a SIP teve papel fundamental durante a Guerra Fria. Empenhou-se com afinco a etiquetar como “antidemocráticos” os governos latino-americanos que não se alinhavam com a Casa Branca. Constituiu-se em peça decisiva da guerra psicológica que antecedeu os levantes militares no continente entre os anos 60 e 80.

Orgulha-se de reunir 1,3 mil publicações das Américas, com 40 milhões de leitores. Entre seus membros mais destacados, por exemplo, está o diário chileno El Mercurio, comprometido até a medula com a derrubada do presidente constitucional Salvador Allende, em 1973, e a ditadura do general Augusto Pinochet (Texto Integral)

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Folha sente o baque dado pelos jornalistas do Estadão

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GRÁFICA DA FOLHA NÃO DÁ ENTREVISTA PARA JORNAL DA FOLHA

Os jornalistas da Estadão que avisaram o ministro da Educação, Fernando Haddad, sobre o vazamento da prova do Enem deram um tombo sem tamanho na Folha de S.Paulo.

A Folha  está perdidinha. Passou a ficar na retranca com o vazamento que saiu de dentro de empresas de que é sócia-proprietária.

Os acusados pelo crime foram indiciados pela Polícia Federal e são ligados à políticos do PMDB e PSDB (Desabafo País).

Veja abaixo a situação da Folha de S.Paulo, tentando se defender e citando a matéria do  Estadão e agora o programa Fantástico da Rede Globo. É um vexame.

Dentro de suas próprias barbas, tem de fazer jornalismo citando os concorrentes. A Folha não sabe o que a gráfica da Folha vai fazer. É incrível.

Gráfica (da Folha!) nega que investigado por vazar Enem seja seu funcionário

A gráfica paulista contratada pelo consórcio Connasel (Consórcio Nacional de Avaliação e Seleção) para a impressão das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) negou que um dos investigados pelo vazamento do caderno de questões seja seu funcionário. O exame, que ocorreria neste fim de semana, foi adiado.

A Plural, uma parceria do Grupo Folha com a empresa americana Quad/Graphics, afirma em nota divulgada ontem que foi procurada pela Polícia Federal para prestar informações sobre um dos investigados.

“Após levantamentos, a Plural informou à polícia que tal pessoa não é e nunca fez parte de nosso quadro de funcionários e colaboradores”, diz a nota assinada pelo diretor geral da gráfica, Carlos Jacomine.

A gráfica ressalta na nota que “cumpriu rigorosamente” todas as determinações do contrato em relação à segurança, como também tomou medidas adicionais às previstas. A empresa também se colocou à disposição das autoridades e informa que tem colaborado com as investigações.

Indiciamento

Ontem, a Polícia Federal indiciou o empresário Luciano Rodrigues e o DJ Gregory Camillo de Oliveira Craid por suspeita de vazar a prova do Enem. Segundo reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo” publicada neste domingo, eles foram ouvidos ontem pela PF de São Paulo e liberados.

Segundo o jornal, Gregory afirmou que teria sido Felipe Pradella quem conseguiu as provas e as repassou a ele. O plano era vender o exame “para repórteres” e “levantar um dinheiro”. (Texto integral na Folha)

Outra:

Gráfica (da Folha!) vai entregar 1.200 horas de gravações à PF para ajudar na investigação do Enem (segundo o Fantástico, da Rede Globo!)

A gráfica Plural, contratada pelo Connasel (Consórcio Nacional de Avaliação e Seleção) para a impressão das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), vai entregar 1.200 horas de gravações das câmeras de segurança no local para a Polícia Federal, segundo o programa “Fantástico”, da TV Globo. (Texto integral na Folha)

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POLÍCIA FEDERAL ATUA SORDIDAMENTE NO CASO DO DELEGADO PROTÓGENES QUEIROZ E A MÍDIA É COMPLACENTE E CÚMPLICE

Matéria do Estadão sobre os pen drives do delegado Protógenes Queiroz mostra que a Polícia Federal está sórdida e que a mídia tem senso crítico seletivo.

A Polícia Federal está sórdida porque vaza informações de forma ininterrupta de uma apuração sobre, justamente, “vazamento de informação”, que teria sido feito pelo delegado Protógenes.

A mídia tem senso crítico seletivo. Estamos no meio de uma guerra e a notícia do Estadão é uma assessoria de imprensa à banda da política que tenta inocentar Daniel Dantas e, pior, não expõe de forma clara a grande manchete que contém os pen drives de Protógenes, ou seja: “Ministros do governo e senador tinham linha direta com esquema Dantas de corrupção“.  Olha que manchete!! Esse deveria ser o título da matéria, mas falta criticidade. Ou será que faltou jornalismo?

Dentro do jornalismo isso muitas vezes acontece por causa da cumplicidade com a fonte. Nesse caso, a fonte (Polícia Federal) vaza para que seu interesse seja reproduzido. A PF plantou matéria no Estadão. A reportagem do Estadão aceitou!

O esquema Dantas agradece. O jornalismo perdeu uma grande manchete.

Veja trecho da matéria sem faro jornalístico do Estadão.

Arquivos indicam que ministros e parlamentares caíram em grampos

Fausto Macedo/Estadão

Peritos da Polícia Federal identificaram em dois pen drives de uso pessoal do delegado Protógenes Queiroz arquivos ilustrados com 27 fotografias de “autoridades do governo federal, deputados e alvos da Operação Satiagraha”.

Os registros secretos do delegado indicam ainda que essas autoridades podem ter caído no grampo telefônico – provavelmente de forma involuntária porque mantiveram contatos com investigados.

A informação consta do Relatório de Análise de Mídias, página 19, que a PF preparou exclusivamente com base no conteúdo dos pen drives de Protógenes, apreendidos em novembro por ordem judicial.

O delegado armazenou as informações sobre parlamentares e integrantes da administração federal em pastas intituladas pela senha “Brasil”, inseridas no capítulo “dados para a vigilância”.

Também há menção a “áudios interceptados” de suspeitos em contato com autoridades e jornalistas e advogados.

Na página 5 do relatório os peritos reproduziram uma tela capturada em um pen drive de 2 gigabytes de Protógenes com cinco arquivos que indicam que o grampo pode ter pego o ministro Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, ex-deputado e fundador do PT, e o advogado Nélio Machado, que dirige o núcleo de defesa do chefe do Opportunity.

Os arquivos são assim denominados: “Áudio Satiagraha Guilherme x D. Dantas”, “Áudio Satiagraha x Luiz Eduardo”, “Áudio Satiagraha Guilherme x Min. Geddel”, “Áudio Satiagraha Guilherme x Sen. Heráclito Fortes” e “Áudio Satiagraha Nélio Machado”. (texto completo)

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