Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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Aécio Neves surpreende: aos 17 anos (e não aos 25) já usufruía do aparelhamento do Estado

Desde os anos 50, a família de Aécio Neves mantém estreita relação como poder e de uma forma pouco democrática. Seu avô (Continue lendo…)

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Aécio Neves começou a usufruir do aparelhamento do Estado aos 25 anos, como Diretor da Caixa

Aos 25 anos de idade, ou seja, muito jovem, Aécio Neves, candidato a presidente pelo PSDB,  passou a fazer parte do aparelhamento do Estado pela elite política mineira. Crítico do que chama de “aparelhamento do PT”, Aécio esconde que em 14 de maio de 1985, com apenas 25 anos,  foi nomeado para o cargo nada modesto (continue lendo…)

Enquanto classe média baba, evangélicos conservadores tomam o poder no Brasil

A briga alimentada pela grande mídia entre PT e PSDB já dura 12 anos. A grande mídia e setores conservadores acreditam a cada eleição que vencerão os laços petistas na sociedade brasileira e comprometem assim uma discussão mais ampla sobre a política.
Destilam rancor com colunistas e fazem todo tipo de malabarismo jornalístico para recuperarem o poder. Enquanto isso (continue lendo…)

Abandonado para especulação por 10 anos, terreno da Oi no Rio poderia ter finalidade social

Por que na democracia brasileira o povo elege representantes que usam a força do estado contra a população mesmo podendo usar a favor dessa população? Essa é uma questão que vem a tona toda a vez que uma prefeitura ou um estado age com força jurídica e policial para preservar o máximo de direito de grandes empresários contra famílias em busca de moradia. A desapropriação do terreno e o pagamento do valor para os proprietários é uma prerrogativa do Estado (Continue Lendo…)

Militares tinham controle total da tortura, afirma Ivan Seixas na Comissão da Unicamp

Na primeira audiência pública da Comissão da Verdade e Memória Octavio Ianni da Unicamp, realizada esta semana (que por coincidência também foi a semana da fracassada Marcha da Família com Deus e com a Liberdade, que apoiou o golpe civil-militar de 64) o jornalista Ivan Seixas (Continue Lendo…)

PARA PEDRO TOURINHO, BRASIL NÃO FEZ REFORMA NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CAPAZ DE GARANTIR ATENDIMENTO PÚBLICO DE QUALIDADE

Pedro Tourinho, médico e vereador de Campinas

Pedro Tourinho, médico e vereador de Campinas

Nesta segunda parte da entrevista à TV Educação Política, o médico sanitarista e vereador de Campinas, Pedro Tourinho (PT), fala sobre a gestão pública em áreas fundamentais como saúde e educação.

Para ele, não há receita para o desafio de garantir o que está previsto na Constituição brasileira, que é saúde e educação de qualidade. “Tanto o setor público quanto o setor privado têm problemas”, diz. Segundo Tourinho, devemos pensar em um  horizonte político em que os serviços públicos sejam de qualidade”, afirma.

Veja primeira parte da entrevista.

Veja abaixo a segunda parte da entrevista:

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O RENASCIMENTO CHEGA ÀS ELEIÇÕES: FERNANDO HADDAD TENTA CIVILIZAR A CAMPANHA E SE RECUSA A USAR FÉ DOS ELEITORES

 

Fernando Haddad não baixou o nível da campanha

Haddad diz que não pedirá apoio a igrejas e ironiza crítica de Serra a ‘kit gay’

Em meio à corrida dos adversários pelo apoio de igrejas evangélicas, o candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira (16) que não pedirá votos a nenhuma denominação religiosa.

O petista elogiou a ação social das igrejas, mas disse que o assédio eleitoral não é “compatível” com a relação entre políticos e líderes religiosos.

“Visito e faço gosto em visitar (religiosos), inclusive porque alguns são parceiros da prefeitura em projetos sociais importantes. O que eu não faço é pedir apoio e voto, porque penso que não é exatamente compatível”, afirmou Haddad.

“Uma coisa é você pedir e oferecer apoio para a missão da igreja e da prefeitura no sentido de ajudar os mais pobres, fazer chegar os projetos sociais às comunidades mais pobres. Mas a minha relação para aí”, acrescentou.

Questionado se considerava a busca por apoio de igrejas incompatível com o Estado laico, ele disse: “Eu respeito toda orientação, mas desde o início manifestei que minha conduta seria esta”.

“Nosso governo terá uma boa interlocução para legalizar as igrejas que estão em situação irregular e garantir a liberdade religiosa no município. Isso é papel do prefeito”, concluiu. (Texto integral)

 

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CAMILA VALLEJO FALA SOBRE A CONTRIBUIÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL NO CHILE E DOS PERIGOS DE UM MODELO QUE REPRODUZ DESIGUALDADES

Educação emancipadora, igualitária e libertadora

Camila Vallejo, considerada a principal figura de 2011 no Chile, seu país, pela atuação no Movimento Estudantil, escreveu, em texto publicado pelo Portal Vermelho sobre a contribuição e continuidade da luta estudantil, ser o atual sistema educacional chileno conscientemente perverso por perpetuar uma situação de desigualdade em que a fragmentação, causada por um modelo de competição, impede a formação de um real sistema educacional.

Além disso, na análise da líder estudantil, o privilégio dado a conteúdos considerados úteis para o mercado de trabalho, impede que o sujeito se forme como ser crítico, e o destina a servir ao aparelho produtivo como mão de obra barata ou profissional de mercado.

O fato da educação no país estar fortemente atrelada à condição de pagamento, também faz com que essa se revista de uma concepção neoliberal, esvaziando cada vez mais o caráter público do saber e, o que é ainda mais grave, transformando-o em mercadoria. Aliás, o modelo neoliberal perpassa o sistema educacional em suas características principais: “o individualismo, o consumismo, a apatia e o foco exagerado nos resultados e no sucesso, o que junto a aspectos econômicos e jurídicos geram as condições para legitimar uma dominação exercida por setores minoritários que se beneficiam do sistema”, diz Camila.

Diante de todas essas questões, ela lembra que o movimento estudantil no Chile tem uma enorme importância política por rediscutir o modelo educacional no país, projetando a discussão para outros países do mundo. O papel que a educação desempenha na sociedade, sua relação com o estado e com o mercado são colocados em cheque. E aí vem o ponto principal do movimento chileno, fazer com que a educação seja reconhecida como um Direito Social e um Investimento Social para que, como escreve Camila, a “sociedade conte com uma instituição dedicada a criticar objetivamente sua própria estrutura, desempenho e trajetória política e social”.

A luta por uma educação como direito e investimento social que se paute mais por uma lógica crítico-social e não mercadológica é mais do que legítima, mas é também uma das lutas mais difíceis porque é a luta que realmente permite mudanças. Mudanças que essa mesma sociedade de mercado – integrada por boa parte da mídia de muitos países – que nos prepara para viver dentro dos limites das suas possibilidades aparentemente infinitas de escolha, não quer.

Veja trecho do texto de Camila:

Camila Vallejo: Contribuição sobre o movimento e sua continuidade

Este movimento, fruto de longos processos de acumulação, amadurecimento político e consolidação orgânica no seio do mundo educacional, não apenas conseguiu elaborar um diagnóstico que demonstra a triste realidade do sistema de educação chileno, como também constatou em sua origem e evolução uma causalidade funcional na reprodução e aprofundamento das desigualdades no nosso país.
Por Camilla Vallejo

Dado o papel que a educação desempenha, ao constituir-se dentro da super-estrutura social como ferramenta de transformação ou reprodução material e cultural das ideias de um modelo econômico, social e político determinado, hoje não restam dúvidas de que é um sistema conscientemente perverso.

Vimos como a educação no Chile contribui muitíssimo para a exclusão, a segregação e para a segmentação social. A competição como elemento mobilizador da qualidade educativa, ao fazer com que os atores compitam entre si, decide por eliminar toda possibilidade de que a rede de servidores possa se desenvolver como um verdadeiro sistema, e, pelo contrário, contribuiu para a sua fragmentação. A super valorização exacerbada dos métodos de avaliação padronizados impostos sobre os processos de formação, acabam evidenciando as enormes desigualdades de origem e permitindo a discriminação com base nisso. A compartimentação dos conteúdos em conhecimentos úteis apenas para o “empreendimento” não permite formar sujeitos integrais e com capacidade crítica. O viés deliberado na formação dos educandos os pré-destina a ser mão de obra barata do aparelho produtivo ou de profissionais para o mercado. A concepção de bem e de investimento individual – no lugar de pública – no momento de financiar a educação permite que o custo de educar recaia sobre cada família e que seja, no fim das contas, a sua capacidade de pagamento o que determina o exercício de seu direito à educação.

Este modelo se encarrega da geração de um imaginário sociocultural que promove princípios e valores próprios do neoliberalismo. Princípios anti-éticos como o individualismo, o consumismo, a apatia e o foco exagerado nos resultados e no sucesso, o que junto a aspectos econômicos e jurídicos geram as condições para legitimar uma dominação exercida por setores minoritários que se beneficiam do sistema, às custas das grandes massas de trabalhadores, moradores de comunidades diversas e estudantes que se vêm prejudicados e arrastados numa correnteza sem fim, onde são sempre eles que assumem os custos através do endividamento, da instabilidade de emprego, da sub-valorização profissional e do desemprego. Enquanto abundam os ingressos de empresas que, sem produzir ou inovar, lucram de maneira muito conveniente com aquilo que em qualquer outro país seria considerado um direito.

Diante de tão triste realidade, é que a demanda do movimento estudantil, que rapidamente ecoa no âmango do mundo social, torna-se uma questão eminentemente política. Coloca em cheque o papel que deve desempenhar a educação no seio da sociedade e consequentemente, sua relação com o mercado e com o Estado. Neste sentido, a recuperação da educação como um Direito Social e um Investimento Social, não é apenas por gerar mobilidade social, mas, sim, para que a sociedade conte com uma instituição dedicada a criticar objetivamente sua própria estrutura, desempenho e trajetória política e social (Meller, P. “El problema no es el lucro, es el mercado”) a partir da democratização do conhecimento e da formação integral de todo o povo. Este último merece verdadeira atenção, considerando que frente à complexidade da nossa sociedade atual (injustiça social, aumento progressivo das desigualdades, diminuição generalizada da qualidade de vida, violência estrutural, deterioração ambiental, precarização laboral etc.) não podemos depender de profissionais e técnicos com uma visão fragmentada e restrita apenas aos conhecimentos úteis para o empreendimento individual ou coletivo, mas, sim, de sujeitos, gerações completas que tenham uma visão integral e ampla da realidade nacional e mundial. Só assim poderemos enfrentar a complexidade dos problemas sociais e ambientais que nos afetam. Definitivamente, trata-se de gerar dispositivos contra-hegemônicos ao modelo de mercado, porque é este que aliena a nossa sociedade e a condena à manutenção das desigualdades e injustiças atuais. (Texto completo)

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WIKILEAKS: QUAL A DIFERENÇA ENTRE OS ESTADOS UNIDOS E OS ESTADOS TEOCRÁTICOS DOS AIATOLÁS?

Inimigo dos EUA não tem armas, somente palavras

É realmente aterrorizador quando um regime político ligado a grupos religiosos ou mesmo grupos religiosos condenam à morte alguém que emitiu uma ideia contrária às suas doutrinas.

Essa parece ser a relação dos Estados Unidos com  Julian Paul Assange, criador do site WikiLeaks. Apenas um cidadão europeu, que não usa armas para bombardear os EUA.

Não há uma declaração de morte por parte do governo dos EUA, mas há por parte do governo e de políticos a expressão de um ódio mortal. Há a tentativa de capturá-lo a todo custo e de desmoralizá-lo.

A informação, na era da informação, parece ser algo ainda mais precioso.

É possível que a bisbilhotice aos outros países não tenha tanta importância para o próprio governo dos EUA, visto que essa é a prática corrente americana para quem analisa a política internacional daquele país.

Mas o problema do Wikileaks é a insegurança do que pode ainda ser revelado com temas como corrupção e ações desumanas, que podem ter sido cometidos pelos EUA.

Veja trecho da reportagem da Folha de São Paulo.

Por razões de segurança, troca o número do telefone celular e o e-mail com frequência. Em hotéis, muitas vezes se registrava com nomes falsos.

Agora, está de fato escondido. Dizem que em algum lugar perto de Londres.

Desde o dia 20, está na lista de procurados da Interpol, a política internacional.

A Justiça da Suécia quer ouvi-lo no inquérito em que o acusam de estupro.

Ele nega e diz que isso é fruto de perseguição e de uma campanha orquestrada pelos EUA para difamá-lo.

O suposto estupro teria acontecido em agosto, em Estocolmo. As vítimas, duas voluntárias que trabalhavam para o WikiLeaks.

No Nassiff, governo norte-americano ameça cidadãos por divulgarem wikileaks.

O Depto. de Estado rasgou de vez a primeira emenda. Agora são os estudantes que se veem ameaçados caso divulguem ou comentem arquivos do Wikileaks em e-mails, facebook ou outras redes sociais:

State Dept. Bars Staffers from WikiLeaks, Warns Students

democracynow.org

The U.S. State Department has imposed an order barring employees from reading the leaked WikiLeaks cables. State Department staffers have been told not to read cables because they were classified and subject to security clearances. The State Department’s WikiLeaks censorship has even been extended to university students. An email to students at Columbia University’s School of International and Public Affairs says: “The documents released during the past few months through Wikileaks are still considered classified documents. [The State Department] recommends that you DO NOT post links to these documents nor make comments on social media sites such as Facebook or through Twitter. Engaging in these activities would call into question your ability to deal with confidential information, which is part of most positions with the federal government.”

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UM VERDADEIRO HORROR NA JUSTIÇA BRASILEIRA: APENAS 10% DOS HOMICIDAS VÃO A JULGAMENTO

PSDB APARELHA A TV CULTURA HÁ 16 ANOS E O ÚLTIMO APARELHAMENTO FOI A RETIRADA DE HERÓDOTO BARBEIRO DO RODA VIVA

O PSDB é o grande partido do aparelhamento do Estado brasileiro. Veja o caso do jornalista Heródoto Barbeiro, que sempre foi funcionário do próprio PSDB em São Paulo, na TV Cultura.

A TV Cultura é uma ótima emissora, mas está jornalisticamente aparelhada pelo PSDB há 16 anos. Bastou o Heródoto fazer uma pergunta honesta e verdadeira a José Serra no Roda Viva que ele já foi posto para fora. A nova apresentadora será Marília Gabriela, como informa o site da Cultura.

Não por acaso, o candidato José Serra tem dito que o PT aparelhou o estado, ou seja, colocou pessoas em funções públicas com maior interesse no partido político do que o estado brasileiro. Na verdade, é provavel que o PT tenha feito o contrário e desaparelhado o Estado. Um Estado que ficou 500 anos nas mãos dos aliados do PSDB.

Veja a pergunta que desencadeou o aparelhamento ainda maior da TV Cultura no vídeo do Tijolaço

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A CAMPANHA POLÍTICA SÓ VAI ESQUENTAR QUANDO MARINA SILVA DESCOBRIR QUE JOSÉ SERRA TOMOU O ESPAÇO POLÍTICO DELA
ASCENSÃO DE DILMA NO PLANO NACIONAL COLOCA A DISPUTA EM SÃO PAULO NO OLHO DO FURACÃO

PRESTE ATENÇÃO NO DISCURSO: LULA TEM UMA FALA DE ESTADISTA QUANDO SE REFERE AO PLANO NACIONAL DE BANDA LARGA

Veja abaixo o discurso de Lula, feito recentemente no Rio Grande do Sul; é uma discurso de estadista. Não pelo tema da banda larga, da internet, mas pelo conteúdo, pelo reconhecimento do que realmente é um Estado.

O Estado precisa regular, intervir, melhorar o sistema, seja ele qual for. Se a iniciativa privada faz bem feito, ótimo, não precisa fazer nada. Mas se a iniciativa privada se omite, suga o Estado, o governo precisa reagir e melhorar o sistema. Se não, o país não anda.

É essa linha de pensamento que o povo espera de seu governante. Quantos governantes você já viu e ouviu questionando péssimos serviços da iniciativa privada e tomando atitudes para resolver?

Não precisa estatizar nada, exceto em momentos muito graves da nação. Estatizar supermercado, isso é uma bobagem. O Estado precisa regular, evitar monopólios, oligopólios, permitir a competição, fomentar a competição entre empresas.

Se o Estado vê que não é possível surgir do próprio mercado a regulação, o Estado pode criar uma empresa para competir com as grandes empresas privadas. Isso é receita de capitalismo, mas os capitalistas monopolizados não gostam de capitalismo.

Pode ser que as teles façam de tudo para melar o Plano Nacional de Banda Larga, que impeçam o governo de agir, mas a função do governo não é se calar diante do problema, é preciso enfrentar. As teles oneram o Custo Brasil (ou seja, deixam o país menos competitivo porque cobram muito caro de empresas e da população). Isso só para citar um argumento econômico.

Vi o vídeo no Paulo Henrique Amorim

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VEJA SÓ COMO É O LIBERALISMO NAS TELECOMUNICAÇÕES DO BRASIL: CAPITALISTAS NÃO GOSTAM DE CAPITALISMO, PARA ELES
O MINISTRO DAS COMUNICAÇÕES, HÉLIO COSTA, CONSEGUIU ADIAR O PLANO NACIONAL DE BANDA LARGA; BRASIL É PIOR QUE CHILE E ARGENTINA

MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES, DO HÉLIO COSTA, VIRA PETIT COMITÉ DAS TELES; ELAS QUEREM TUDO EM TROCA DA BANDA LARGA PARA O POVO

BOA NOTÍCIA: PROGRAMA DE DILMA ROUSSEFF PREVÊ MAIOR REGULAÇÃO DO ESTADO NA ECONOMIA

Na Avenida Paulista gostam de intervenção do Estado só em benefício próprio

É sem dúvida uma boa notícia, publicada pelo Estadão, de que o programa de governo de Dilma Rousseff reforça o papel do Estado na economia. Isso é fundamental e está presente em qualquer país que preste por duas questões básicas.

Primeira, é a participação do Estado na economia que ajuda o empresário a investir, reduzindo taxas de juro, criando programas de incentivo a exportação etc. Geralmente os grandes empresários só querem essa intervenção do Estado na economia. Adoram quando o governo faz isso.  Recentemente o governo interveio para que os bancos públicos (BNDES, Caixa, e Banco do Brasil) ampliassem o crédito para os capitalistas. Isso foi bom para a economia e ajudou o Brasil a sair da crise.

O problema é que tem a segunda questão básica ou intervenção. Se o Estado deixa o mercado livre, normalmente a população tende a pagar um preço alto, principalmente se o governo não promove a concorrência, a regulação e a punição por abusos. Veja dois casos da atualidade.

Os preços do álcool combustível disparam na bomba de gasolina dos postos. O governo pode regular esse mercado ao reduzir o álcool da gasolina, diminuir impostos ou até taxar exportação de açúcar, por exemplo. Várias alternativas podem ser realizadas para regular.

Outro exemplo são os serviços de telecomunicações, com internet e telefonia. Eles são péssimos e caros no Brasil porque são monopolizados. O governo está demorando muito para intervir de forma a criar maior concorrência ou mesmo a criar uma empresa estatal para investir na área.

Esperamos que com o próximo governo, seja qual for, apague da memória brasileira os anos de desmonte do Estado provocado pelo péssimo governo do PSDB, durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso. Naquele período, Estado era palavrão.  Até hoje os governos do PSDB são privatistas e incapazes de administrar com o mínimo de eficiência o bem público. Veja o caso da Nossa Caixa, que ficou 16 anos na mão do PSDB e faliu. O Banco do Brasil do governo Lula teve de comprar mais esse fiasco administrativo do PSDB.

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GILMAR MENDES VALORIZA A VISÃO MARXISTA DO DIREITO

A cruzada do Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, em defesa de Daniel Dantas é um prato cheio para a análise marxista do Estado de Direito e da função da Justiça nas chamadas democracias contemporâneas.

Na análise marxista, o Direito e a Justiça funcionam basicamente como aparelhos do Estado para manter legalmente o privilégio das classes dominantes. Acho mais interessante análises que dão importância aos aspectos culturais em diálogo com a questão de classe, mas leia alguns trechos abaixo e compare com as atitudes recentes do Ministro Gilmar Mendes. Veja se Gilmar Mendes não é o objeto mais pujante e profícuo para uma análise marxista.

Para os marxistas, toda justiça é justiça de classe, toda a maquinaria judicial existe em função de defender os interesses de uma classe, evidentemente a classe dominante, a que detém os instrumentos de produção. Segundo eles ainda, a classe dominante trata de generalizar para toda a sociedade o seu conceito do “justo”, ocultando atrás desse conceito assim universalizado os seus interesses ideológicos.

Não há nada de surpreendente neste fato, se considerarmos que o jurista pertence a uma determinada classe cujos interesses defende consciente ou inconscientemente como qualquer outro membro desta classe, e que por formação é um elemento conservador, avesso a mudanças e com uma concepção legalista da vida social, uma concepção de caráter formal.

Como idéia, a justiça será sempre uma esperança humana, será sempre um objetivo do homem, talvez o aspecto mais dignificante da existência. Mas a sua prática constante será sempre deficiente e falha, e para não ter maiores ilusões, o melhor é reconhecer o fato e conduzir-se por ele do que ficar no mundo das nuvens procurando uma justiça que não tem nenhuma condição de realizar-se de forma perfeita enquanto esperarmos demais dos homens e das instituições.

(A Justiça) É uma forma de opressão socialmente organizada, que se revela com toda clareza nos choques entre classes que pretendem o poder. É a ideologia da classe dominante, sem nenhum valor transcendental. É a forma de impor a uma sociedade um determinado modo de produção. Não existe justiça que não seja de classe, porque a fonte de todo direito é a vontade da classe dominante.

O que se chama “normatividade” do direito não passa de ser um reflexo das condições de vida material da sociedade, uma forma que recobre o conflito que existe em toda sociedade de classes, entre o modo de produção e as forças de produção. A luta de classes é o verdadeiro motor que impulsiona a formação do direito.

O marxismo não considera o direito como uma categoria ideal, objetiva, normativa ou metafísica, nem mesmo autônoma. Para o marxismo não existe filosofia ou ciência do direito, porque o jurídico não encontra explicação em si mesmo. O direito só pode ser compreendido através da análise da realidade econômico-social de uma coletividade em determinada época da história.

O direito não evolui nunca, o que evolui é o modo de produção social, não se podendo falar em evolução do direito romano, medieval ou moderno, mas tão-somente em sistemas diversos de propriedade: escravidão, servidão, capitalismo. As transformações sociais sempre foram seguidas servilmente pelas transformações do direito.  (Enciclopédia Jurídica Leib Soibelman)

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