Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos de tags: Estudantes

CONHEÇA O MOVIMENTO PASSE LIVRE, QUE ESTÁ PARANDO A CIDADE DE SÃO PAULO E OUTRAS PELO BRASIL

OLHA COMO FICA A DEMOCRACIA DEPOIS DA DITADURA: NARIZ DE PALHAÇO DÁ ATÉ CADEIA!

INACREDITÁVEL: HUGO CHÁVEZ, O PARLAMENTAR GEORGE GALLOWAY E O QUE A MÍDIA FAZ COM A CABEÇA DE UM JOVEM ESTUDANTE

O PERFIL DO TWITTER DA PROMOTORA DE JUSTIÇA, ELIANA PASSARELLI, QUE DENUNCIOU OS ALUNOS DA USP POR FORMAÇÃO DE QUADRILHA

Imagem: rei lux twitpic

Veja trecho da matéria sobre nota de repúdio do Diretório Central dos Estudantes da USP:

‘É um golpe no movimento’, dizem estudantes após denúncia

Em nota de repúdio divulgada na terça-feira 6, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP classificou a denúncia do Ministério Público contra os 72 alunos que ocuparam a reitoria da universidade em 2011 como um “ataque ao movimento estudantil e aos movimentos sociais”.

A nota foi divulgada após o SBT noticiar que uma promotora de São Paulo havia acusado os manifestantes por danos ao patrimônio, pichação, desobediência judicial e formação de quadrilha. O ato de protesto tinha o objetivo de pressionar a reitoria da universidade a retirar a Polícia Militar do campus

Na nota, o DCE lembrou a forma “violenta” como a reintegração de posse da reitoria ocorreu e disse repudiar qualquer punição aos estudantes. A entidade reagiu à declaração da promotora Eliana Passarelli, responsável pela acusação que, em entrevista à Folha de S.Paulo, chamou os estudantes de “bandidos”. Segundo ela, o material encontrado no local, como garrafas, combustível e outros artefatos, poderiam ser usados para fabricar bombas. (texto completo)

Veja mais em Educação Política:

ISSO É NOTÍCIA: PREFEITA DE GOVERNADOR VALADARES (MG) AFIRMA EM VÍDEO QUE TODOS OS ALUNOS ESTUDAM EM TEMPO INTEGRAL

Alguns dizem que é impossível, outros fazem. A democracia permite que surjam experiências como esta de Governador Valadares. Não conheço a experiência de perto, mas segundo a prefeita da cidade, Elisa Costa, são 24 mil alunos da rede municipal em período integral.

Lembro que os municípios recebem a menor fatia da arrecadação de impostos, ou seja, são bem mais pobres do que o governo estadual e federal.  Se o município consegue, por que o estado não consegue?

Veja mais em Educação Política:

CORREGEDORA DO CNJ, ELIANA CALMON, ABALOU AS ESTRUTURAS DO CENTRO IRRADIADOR DA DESIGUALDADE SOCIAL E ECONÔMICA
CPI DA PRIVATARIA TUCANA MOSTRA A IMPORTÂNCIA E A FORÇA DOS PEQUENOS PARTIDOS NA DEMOCRACIA BRASILEIRA
SISTEMA POLÍTICO-ECONÔMICO CAPITALISTA VIGENTE É TÃO INJUSTO QUE ATÉ OS MILIONÁRIOS ESTÃO PEDINDO PARA SEREM TAXADOS
INCOERÊNCIAS NACIONAIS: A SEXTA MAIOR ECONOMIA DO MUNDO PAGA UM DOS PIORES SALÁRIOS AOS SEUS PROFESSORES

POLiCIAL MILITAR APONTA ARMA E AGRIDE ESTUDANTE NA USP DO REITOR JOSÉ GRANDINO RODAS, INDICADO PELO PSDB

INTERNET TRANSFORMA MOVIMENTOS SOCIAIS DE FORMA TÃO INTENSA QUE MARCHA DAS VADIAS SE TORNA MUNDIAL EM MENOS DE UM ANO

Marcha das vadias de campinas 2011

A internet está transformando a vida de pessoas e também dos movimentos sociais.

Com certeza, não é só o jornalismo e a grande mídia que estão sentindo as transformações que ocorrem na sociedade com a massificação da rede mundial de computadores. As ações políticas, fora do espectro partidário, também tomaram outra proporção nos últimos anos. Primavera árabe, Occupy wall street, indignados da Espanha, anônimos, marcha das vadias são alguns exemplos de como o ano de 2011 ganhou importância histórica.

Veja abaixo entrevista em quatro partes em que participei junto com Mariana Cestari, uma das organizadoras da Marcha das Vadias em Campinas, para o programa Diálogos, produzidos por alunos de jornalismo da PUC-Campinas.

Veja mais em Educação Política:

SISTEMA POLÍTICO-ECONÔMICO CAPITALISTA VIGENTE É TÃO INJUSTO QUE ATÉ OS MILIONÁRIOS ESTÃO PEDINDO PARA SEREM TAXADOS
MAITÊ PROENÇA E A DESIGUALDADE SOCIAL DO BRASIL, QUE COMEÇA E TERMINA NA PREVIDÊNCIA
JAIR BOLSONARO, O DEPUTADO QUE MOSTROU QUE EXISTE O PIG (PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA) – VALE A PENA VER DE NOVO
ATORES DA GLOBO FAZEM VÍDEO MACAQUEADO CONTRA USINA HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE, MAS NÃO SE COMOVEM COM O ASSASSINATO DE INDÍGENAS NO MATO GROSSO DO SUL

ESTUDANTES OCUPAM BRASÍLIA EM DEFESA DE MAIS RECURSOS PARA A EDUCAÇÃO E PARA GARANTIR DINHEIRO DO PRÉ-SAL PARA O SETOR

Da Agência Brasil

Estudantes em luta pela educação

Brasília – Acampados em barracas de camping, no gramado em frente ao Congresso Nacional, pouco mais de 150 estudantes prometem fazer um dia de manifestações na Esplanada dos Ministérios. Eles vão se unir a representantes de todo o Brasil para defender que, no mínimo, 10% do Produto Interno Bruto (PIB) sejam investidos em educação. A meta deve ser incluída no Plano Nacional de Educação (PNE).

A presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Manuela Braga, disse que o protesto de hoje quer promover uma discussão sobre a necessidade de melhorar a educação no país. Segundo ela, o caminho é incentivar o ensino técnico e ampliar as vagas nas universidades públicas.

“Nossas principais bandeiras são a ampliação da escola técnica e de universidades, a melhoria na forma de acesso no vestibular e a concessão do passe livre e da meia-entrada em eventos para os estudantes. A gente não consegue realizar nossas metas com menos de 10% do PIB na educação. Não vamos abrir mão desses direitos”, disse Manuela Braga.

O movimento, chamado Ocupe Brasília, é organizado pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e inspirado ações internacionais como o Ocupe Wall Street, em que a população protesta contra os impactos da crise financeira. Para o presidente da entidade, Daniel Iliescu, a manifestação quer o apoio da sociedade para garantir mais recursos para a educação no país.

“Queremos chamar a atenção da sociedade brasileira, pressionar os parlamentares e o governo federal em relação a alguns temas que esta semana terão seu destino decidido e que influenciam diretamente a vida dos estudantes e da juventude do país. Precisamos ficar atentos e exigir nossos direitos”, disse Iliescu.

O projeto de lei que cria o Plano Nacional de Educação (PNE), no período de 2011 a 2020, foi enviado pelo governo federal ao Congresso em 15 de dezembro de 2010. O novo PNE apresenta dez diretrizes objetivas e 20 metas, além de estratégias específicas de concretização para o setor.

Edição: Talita Cavalcante//Matária atualizada às 12h54.

Leia mais em Educação Política:

VEJA OS ESTADOS QUE CUMPREM E OS QUE DESCUMPREM O MÍNIMO EXIGIDO POR LEI PARA PROFESSORES DE ESCOLAS PÚBLICAS DO BRASIL
O SALÁRIO CONTINUA O MESMO, MAS A SITUAÇÃO DO PROFESSOR MUDOU NO SÉCULO 21
INDISCIPLINA É PROBLEMA DO ESTADO E NÃO DO PROFESSOR
MUNICÍPIOS MUITO RICOS INVESTEM EM TIMES DE FUTEBOL E CLUBES NA LIGA DE VÔLEI ENQUANTO A EDUCAÇÃO PERMANECE COM ÍNDICES BAIXOS

ALUNOS DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA (UnB) RESPONDEM COM VÍDEO AOS ATORES DA GLOBO E PEDEM: VERIFIQUE OS FATOS

CASO USP E RECENTE PRISÃO DE TRAFICANTES NA ROCINHA REVELAM O QUANTO A LÓGICA DO ESPETÁCULO CONTINUA VALENDO PARA ALGUNS, NÃO PARA TODOS

Interessante texto de Sergio Lirio, publicado na Carta Capital, revela que no Brasil a lei que vale é mesmo a do dois pesos, duas medidas. Ainda sob as repercussões do caso USP, o texto revela como a justiça neste país é tão adaptável às diferentes pessoas e circunstâncias quanto uma massa de modelar.

Muito se disse, se ouviu e se escreveu sobre o caso USP.

A “patética ocupação da reitoria, aliada à desproporcional reação da polícia”, como colocou outro texto de Matheus Pichonelli, publicado pela mesma revista disse: “a ocupação da reitoria da maior universidade do País deu munição para que boa parte da opinião pública (inclusive estudantes) testemunhasse, graças à transmissão ao vivo das emissoras, a legitimação de seus desprezos contra estudantes que, diferentemente deles, ainda ousam apontar o dedo para o alto e dizer que alguma coisa está errada”.

E ainda: “critique-se o quanto quiser a partidarização de parte do movimento, mas são os estudantes os agentes de uma história que ainda somam coragem e disposição para se organizar e promover discussões e manifestações que, via de regra, apontam caminhos não observáveis por quem, a olhos nus, está atolado nas funções diárias da divisão social do trabalho. O empregado tem medo da greve e de perder o emprego; o patrão tem medo de perder o lucro; o governador, o medo de perder poder. Mas os estudantes estão, em tese, livres das amarras que os impediriam de simplesmente optar por outros caminhos. Isso não deveria ser vergonhoso, nem apontado como privilégio”.

No tumulto das opiniões, o fato acontecido foi visto sob diversos ângulos e pontos de vista. Mas uma coisa parece sobressair-se: o espetáculo promovido pela mídia e, principalmente, pelos policiais. Esse não pode ser classificado com outro adjetivo a não ser “deplorável”.

O interessante é constatar que sob a égide desse mesmo espetáculo, o texto de Sergio Lirio lembra que quando Daniel Dantas apareceu algemado em horário nobre, por pouco não houve uma inssurreição popular pedindo que o cidadão e as liberdades individuais fossem respeitadas. Colunistas, ministros, advogados, todos conclamaram os direitos individuais contra os abusos do autoritarismo. O barulho resultou em uma súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal que limitou o uso de algema e a exposição de presos em operações “espetaculosas” da polícia. Ela valeria para todos, era a promessa.

No entanto, a “lei das algemas” parece valer mesmo apenas para os donos do Brasil, afinal, o que se viu no recente caso na USP e na prisão do traficante Nem, na Rocinha, foi a encenação do espetáculo, atendendo “aos sentimentos mais obscuros da ala conservadora da sociedade. Em troca de apoio e publicidade”, como diz o texto.

Em defesa dos estudantes ninguém, da mídia ou das altas cortes de justiça, se manifestou.

Veja trecho dos dois textos mencionados, publicados pela Carta Capital:

Lei das algemas? Só para influentes
Por Sergio Lirio

Quando Daniel Dantas apareceu algemado em horário nobre, por pouco uma nova marcha pela liberdade não tomou as ruas do País. Os “democratas” diziam que o Brasil vivia sob um Estado policial. Ministros de tribunais superiores, advogados milionários, colunistas de política e economia e juristas (que vivem de juros) de todo calibre conclamaram os direitos individuais contra os abusos do autoritarismos. A estridência resultou em uma súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal que limitou o uso de algema e a exposição de presos em operações “espetaculosas” da polícia. Ela valeria para todos, era a promessa.

Como sempre, certos direitos são reservados a uma minoria de privilegiados. Aos influentes, aos donos do Brasil. Tanto no caso da remoção dos estudantes da USP quanto na operação na Rocinha que prendeu o traficante Nem, as regras foram jogadas às favas. Alunos e traficantes foram forçados por policiais a exibir o rosto a cinegrafistas e fotógrafos. Nos dois casos, optou-se por atender aos sentimentos mais obscuros da ala conservadora da sociedade. Em troca de apoio e publicidade. (Texto completo)

Ocupação patética, reação tenebrosa
Por Matheus Pichonelli

Ao que tudo indica, a ocupação da reitoria da USP foi de fato patrocinada por um grupo de aloprados, que atropelou o rito das assembleias realizadas até então e, num ato de desespero (calculado?), fez rolar morro abaixo uma pedra que, aos trancos, deveria ser endereçada para pontos mais altos da discussão.

Uma vez que essa pedra rolou, como se viu, tudo desandou. Absolutamente tudo, o que se nota pela declaração do ministro-candidato-a-prefeito (algo como: bater em viciado pode, em estudante, não) e do governador (vamos dar aula de democracia para esses safadinhos), passando pela atitude da própria polícia (tão aplaudida como o caveirão do Bope que arrebenta favelas), de cinegrafistas (ávidos por flagrar os “marginais” de camiseta GAP) e de muitos, mas muitos mesmo, cidadãos que só esperavam o ataque aéreo dos japoneses em Pearl Harbor para, em nome da legalidade, arremessar suas bombas atômicas sobre Hiroshima.

O episódio, em si isolado, é sintomático em vários aspectos. Primeiro porque mostra que, como outros temas-tabus (questão agrária, aborto…), a discussão sobre a rebeldia estudantil é hoje um convite para o enterro do bom senso. O episódio foi, em todos os seus atos, uma demonstração do que o filósofo e professor da USP Vladimir Safatle chama de pensamento binário do debate nacional – segundo o qual a mente humana, como computadores pré-programados, só suporta a composição “zero” ou “um”. Ou seja: estamos condicionados a um debate que só serve para dividir os argumentos em “a favor” ou “contra”, “aliado” ou “inimigo”. (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

TORTURADOR DA DITADURA É ANISTIADO E ESTUDANTES DA USP SÃO ENQUADRADOS
RELATO DE ESTUDANTE SOBRE A REINTEGRAÇÃO DE POSSE DA REITORIA DA USP REVELA A VIOLÊNCIA GRATUITA, O ABUSO DE PODER E A DESUMANIZAÇÃO DA PM
PARA JUIZ, PROBLEMA DA USP É FALTA DE DIÁLOGO COM OS ESTUDANTES E REPRESSÃO POR PARTE DOS POLICIAIS
REITOR DA USP, JOSÉ GRANDINO RODAS, COLABOROU COM A DITADURA E FAZ MILITARIZAÇÃO DA USP, INICIADA NO GOVERNO DE JOSÉ SERRA, DIZ PROFESSOR

TORTURADOR DA DITADURA É ANISTIADO E ESTUDANTES DA USP SÃO ENQUADRADOS

Faixas e cartazes colocados na entrada da Reit...

Será que não há diferença entre protesto estudantes e ação do crime organizado?

Os alunos da USP que ocuparam a reitoria em protesto contra ações da PM no campus não tiveram uma atitude muito racional, mas deveriam ser anistiados.

Claro que não se deve quebrar patrimônio público nem privado, mas é preciso uma legislação para distinguir as ações de bandidos de ações políticas.

Além disso, é preciso verificar se foram os estudantes ou os policiais que quebraram  a reitoria. Há relatos de que os policiais chegaram no estilo capitão Nascimento, detonando.

Para se ter uma ideia das prioridades de segurança, o governo de São Paulo mandou centenas de policiais para retirar estudantes e não consegue esclarecer 10% dos homicídios. É uma coisa estupenda.

Não é possível uma democracia que criminalize movimentos sociais e políticos da mesma forma que trata o crime organizado.

O que nossos deputados estão fazendo? Há a necessidade urgente de separar ações políticas de ações criminais, ainda que haja reparação quando há excessos, que sejam identificados os depredadores.

Não é possível continuar como no tempo da ditadura em que ações políticas eram enquadradas como criminais. As motivações são diferentes e devem ter tratamento legal diferenciado.

Soa até estranho dizer tamanha a diferença entre dois atos, mas há uma diferença abissal entre os ataques do PCC em São Paulo e a ocupação da reitoria por estudantes em protesto.

Não é possível termos as mesmas leis para uma quadrilha de criminosos e para os jovens que ocupam uma reitoria em protesto?

Não é possível torturadores ficarem livres, que atuaram covardemente resguardados pelo Estado, enquanto estudantes são enquadrados como criminosos.

O que nossos deputados estão fazendo? É preciso uma legislação que impeça a criminalização de movimentos sociais, que impeça que agentes do Estado ajam sobre movimentos políticos da mesma forma como agem contra o crime organizado.

Aliás, o crime organizado vai muito bem no Estado de direita. Tem um banqueiro condenado que teve dois habeas corpus em 48 horas no Supremo Tribunal Federal.

Leia mais em Educação Política:

OS ESTADOS UNIDOS POR ELES MESMOS: ASSASSINOS ECONÔMICOS E FAÇA O QUE EU DIGO, NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO
REITOR DA USP, JOSÉ GRANDINO RODAS, COLABOROU COM A DITADURA E FAZ MILITARIZAÇÃO DA USP, INICIADA NO GOVERNO DE JOSÉ SERRA, DIZ PROFESSOR
FAÇA JUS, TODO POLÍTICO DEVERIA IR PARA O SUS
BARBARIDADE TCHÊ: FAZENDEIROS QUE SE UTILIZAM DO TRABALHO ESCRAVO TÊM CURSO SUPERIOR, SÃO DO SUDESTE E FILIADOS AO PSDB, PMDB E PR

PARA JUIZ, PROBLEMA DA USP É FALTA DE DIÁLOGO COM OS ESTUDANTES E REPRESSÃO POR PARTE DOS POLICIAIS

Campus da USP em São Paulo: por mais harmonia na universidade

Os recentes confrontos e protestos envolvendo estudantes da USP e a polícia militar situam-se em uma tênue linha de interesses e divergências. Por um lado, sente-se a falta de segurança no campus, principalmente, quando acontecem casos como o do recente estudante que foi assassinado depois de um assalto dentro do campus da universidade.

Por outro, há certa liberdade e convívio próprios dos ambientes universitários que os estudantes temem perder para viverem vigiados, assim como já vive boa parte da sociedade brasileira. É entre essas duas questões que se encontram muitos estudantes da USP, da Unicamp, e de muitas universidades onde aproveita-se a liberdade, mas também se sente medo ao ouvir casos de violência que ora acontecem aqui e ali.

Partindo da especificidade da questão, a violência e a falta de diálogo com que a reitoria da USP e a própria polícia militar têm recebido os estudantes que protestam à sua maneira no espaço da universidade, não parece, nem de longe, ser a melhor saída para o problema.

Como mostra notícia publicada pela Rede Brasil Atual, o presidente do Conselho Executivo da Associação de Juízes para a Democracia, José Henrique Rodrigues Torres, afirmou recentemente que “a USP erra ao não dialogar com os estudantes e perde a oportunidade de dar uma resposta um pouco diferente a essa questão de enfrentamento da violência e da criminalidade”.

O ideal mesmo seria pensar em uma política de segurança sim, mas uma política que não reprimisse ou interfirisse na própria dinâmica da vida universitária. O estudante de Geografia João Vitor Pavezi de Oliveira, do Diretório Central de Estudantes (DCE), afirma que a “militarização” do campus poderia ser evitada com melhor iluminação, treinamento da guarda e presença de guarda feminina.

A proposta parece coincidir mais com a lógica da universidade que é, acima de tudo, um espaço democrático de troca e conhecimento, duas coisas que pressupõe diálogo e liberdade. Se na universidade, o local onde amadurecemos nossa percepção sobre o mundo, formos apresentados a uma realidade repressora e autoritária, conclui-se que também veremos o mundo de forma repressora e autoritária, reproduzindo um modelo dominante de exclusão e desigualdade!

Veja texto sobre o assunto:

Juiz critica USP por investir em ações repressivas no campus

Ações consideradas truculentas por parte da Polícia Militar e falta de diálogo com a comunidade são as principais críticas de magistrado, trabalhadores e alunos da USP
Por Redação da Rede Brasil Atual

São Paulo – O presidente do Conselho Executivo da Associação de Juízes para a Democracia, José Henrique Rodrigues Torres, afirmou nesta terça-feira (1) à Rádio Brasil Atual que a Universidade de São Paulo (USP) erra ao não dialogar com estudantes que ocupam um prédio no campus e por investir em um sistema repressivo para combater a criminalidade. Ele analisa que a reitoria da USP deveria buscar soluções democráticas e pedagógicas para aumentar a segurança no interior da unidade na capital paulista. “A USP perde a oportunidade de dar uma resposta um pouco diferente a essa questão de enfrentamento da violência e da criminalidade”, alerta o magistrado. “Lamento profundamente que seja assim.”

Na noite da última quinta-feira (27), estudantes contrários à permanência da Polícia Militar (PM) no campus ocuparam o prédio da administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), depois que três alunos foram presos por suposto porte de maconha. Em nota, a reitoria lembrou que firmou convênio com a PM em maio deste ano, após o assassinato de um estudante no interior da universidade.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP Anibal Ribeiro, abordagens repressivas da PM têm sido cada vez mais frequentes. Policiais estariam andando nos corredores das faculdades e abordando estudantes por olhar “feio” para eles. Ribeiro também citou episódios de abordagens de ônibus circulares com policiais com “arma em punho”, questionando quem é ou não estudante da USP e quem é a favor ou contra a presença deles no campus. Os estudantes abordados na quinta-feira, estopim da tensão já existente entre alunos, reitoria e PM, foram pegos pela Rocam, “a tropa de choque de moto”, interpreta. (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

CENAS DE VIOLÊNCIA PROTAGONIZADAS POR ALGUNS JOVENS NO CHILE PREOCUPAM A LIDERANÇA DO MOVIMENTO ESTUDANTIL
TENTATIVA DE ANULAÇÃO DO ENEM POR CAUSA DO VAZAMENTO NO COLÉGIO DO CEARÁ É COLOCAR O INTERESSE DE CRIMINOSOS ACIMA DOS DA SOCIEDADE
MUNICÍPIOS MUITO RICOS INVESTEM EM TIMES DE FUTEBOL E CLUBES NA LIGA DE VÔLEI ENQUANTO A EDUCAÇÃO PERMANECE COM ÍNDICES BAIXOS
ENTRE A INTUIÇÃO IMEDIATA E A PACIENTE PESQUISA CULTURAL E HISTÓRICA: OS DILEMAS DE UM DOS PRINCIPAIS DESCOBRIDORES DAS RAÍZES DO BRASIL

REITOR DA USP, JOSÉ GRANDINO RODAS, COLABOROU COM A DITADURA E FAZ MILITARIZAÇÃO DA USP, INICIADA NO GOVERNO DE JOSÉ SERRA, DIZ PROFESSOR

ESTUDANTES E TRABALHADORES CHILENOS CONVOCAM GREVE GERAL PARA DIA 19 DE OUTUBRO EM PROTESTO CONTRA REPRESSÃO E MODELO DE CONDUÇÃO DO PAÍS

Se o lema do governo chileno é a repressão e ausência de diálogo, no lenço de Camila Vallejo podia-se ler na marcha da última quinta-feira "Unidos com + força"

O governo chileno continua a afirmar que a educação no Chile não pode ser gratuita, deixando de mostrar qualquer possibilidade de entendimento e acordo com os estudantes. Estes se veem obrigados, neste sentido, a sair das mesas de negociação e se organizar como podem nas ruas e nas praças do Chile. Mesmo assim, o governo ainda quer complicar mais as coisas. Os últimos protestos dos estudantes têm sido recebidos com muita violência e repressão por parte do poder público o que faz lembrar, segundo alguns, os piores anos da ditadura Pinochet.

Se a negociação não acontece e a repressão é a única resposta dada pelo governo, a Confederação de Estudantes do Chile (Confech), representada pelos porta-vozes Camila Vallejo e Camilo Ballesteros, juntamente com o presidente da Central Unitária dos Trabalhadores (CUT), Arturo Martínez, e o presidente do Colégio de Professores, Jaime Gajardo, anunciaram uma greve geral para o próximo dia 19 de outubro e chamam a ela toda a sociedade, pois o que está em jogo no Chile não é apenas a educação, mas todo um modelo de desenvolvimento do país.

Veja trecho de reportagem sobre o assunto publicada pela Carta Maior:

Forte repressão no Chile. Nova greve geral é convocada
Por Christian Palma

A pesar de não terem sido autorizados pela prefeitura para marchar pela capital chilena, os estudantes se reuniram assim mesmo, quinta-feira, na Praça Itália, tradicional ponto de encontro nestes cinco meses de ocupações e greves, para iniciar uma nova caminhada denunciando a intransigência do governo de Sebastian Piñera, sobretudo na última reunião entre ambas as partes, que culminou com a saída dos estudantes da mesa de diálogo, após o Ministério da Educação reafirmar que a educação no Chile não pode ser grátis.

A líder universitária, Camila Vallejo, junto com um grupo de dirigentes e estudantes, encabeçava a marcha portando um lenço com a frase “Unidos com + força”. No entanto, poucos minutos após o início da marcha, os manifestantes foram reprimidos por um carro com jatos d’água, dos carabineiros, que acabou com a manifestação que estava apenas começando.

Esse fato deu início a duros enfrentamentos entre estudantes e carabineiros em diferentes pontos de Santiago, sobretudo em frente à Universidade Católica, à Universidade do Chile, ao Instituto Nacional (colégio secundário mais importante do Chile) e nas cercanias do Palácio de La Moneda, em pleno centro de Santiago, onde um grupo de jovens com o rosto coberto (encapuzados) instalaram barricadas na principal avenida da capital, a Alameda, provocando a aparição imediata da polícia que os esperava para entrar em ação. E fez isso com força. A polícia reprimiu a todos por igual, aos que faziam desordens, aos estudantes inocentes e as pessoas comuns que passavam pelo lugar naquele momento. Foram cinco horas de luta contínua que deixou 150 detidos e vários feridos, entre civis e policiais.

A ruptura da mesa de diálogo pela educação, que não apresentou nenhum avanço na direção de uma educação gratuita e de qualidade, segue unificando os jovens que ontem também rechaçaram a repressão aplicada pelo governo contra os manifestantes.

Neste cenário, a Confederação de Estudantes do Chile (Confech), representada pelos porta-vozes Camila Vallejo e Camilo Ballesteros, juntamente com o presidente da Central Unitária dos Trabalhadores (CUT), Arturo Martínez, e o presidente do Colégio de Professores, Jaime Gajardo, anunciaram que continuarão com as mobilizações e convocarão uma nova greve nacional para o dia 19 de outubro. (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

CAMILA VALLEJO: A IRRESISTÍVEL BELEZA REVOLUCIONÁRIA
ESTUDANTES CHILENOS PEDEM MAIS INVESTIMENTO E MAIOR COMPROMETIMENTO DO ESTADO COM A EDUCAÇÃO
VÍDEO: JOVENS ACORDAM DO PESADELO REPUBLICANO DO MEDO E PROTESTAM NOS EUA
MAIS DE 400 MIL ISRAELENSES SAEM ÀS RUAS PEDINDO JUSTIÇA SOCIAL E MUDANÇAS NA POLÍTICA ECONÔMICA DO PAÍS

ESTUDANTES CHILENOS PEDEM MAIS INVESTIMENTO E MAIOR COMPROMETIMENTO DO ESTADO COM A EDUCAÇÃO

Educação em debate no Chile!

Depois de meses de protestos e manifestações, o impasse envolvendo os estudantes universitários e professores chilenos parece estar caminhando para mais um momento tenso. A Confederação de Estudantes Universitários do Chile confirmou para o próximo dia 9 uma greve geral em protesto ao plano destinado à educação definido pelo presidente chileno, Sebastián Piñera.

Os estudantes, apoiados por professores e por várias categorias profissionais do país pedem mais investimentos no ensino superior e maior comprometimento do governo com a causa da educação, já que o ensino superior no país é controlado pela iniciativa privada.

Além da possibilidade de paralisação,  no próximo dia 05, estudantes e professores se manifestarão sobre a proposta apresentada na segunda-feira (1º) pelo Ministério da Educação. Uma das medidas previstas na proposta elaborada pelo governo prevê como garantia constitucional o direito a uma educação de qualidade assegurada pelo Estado.

Enquanto isso, o presidente Sebastián Piñera convida a população a se unir em torno da causa educacional, tentando, com isso, unir o próprio país que cada vez mais se divide entre aqueles que concordam com o governo e aqueles que desejam mudanças.

Veja dois textos sobre o assunto publicados na página do Brasil de Fato:

Impasse entre governo do Chile e estudantes pode chegar ao fim
Na próxima sexta-feira (5), estudantes e professores se manifestarão sobre a proposta apresentada pelo Ministério da Educação
Por Renata Giraldi da Agência Brasil

O impasse envolvendo o governo do presidente do Chile, Sebastián Piñera, estudantes e professores pode estar próximo do fim. Na próxima sexta-feira (5), estudantes e professores se manifestarão sobre a proposta apresentada na segunda-feira (1º) pelo Ministério da Educação. A decisão foi anunciada pela porta-voz da Confederação dos Estudantes do Chile, Camila Vallejo.

Para estudantes e professores, é essencial uma reforma no sistema educacional do país. Professores e estudantes reivindicam mais investimentos no ensino superior e o fim da municipalização do ensino básico e fundamental.

Depois de meses de protestos e manifestações, o ministro da Educação do Chile, Felipe Bulnes, preparou a proposta com 21 medidas que incluem como garantia constitucional o direito a uma educação de qualidade assegurada pelo Estado. Também há definições para aumento de investimentos em subsídios escolares, com ênfase para os alunos mais vulneráveis. (Texto completo)

No Chile, estudantes organizam greve geral para o próximo dia 9
A Confederação de Estudantes Universitários do Chile confirmou paralisação em Santiago para o próximo dia 9
Da Agência Telam

Em menos de uma semana, o Chile viverá um dia de paralisação intensa. A Confederação de Estudantes Universitários do Chile confirmou para o próximo dia 9 uma greve geral em protesto ao plano destinado à educação definido pelo presidente chileno, Sebastián Piñera. Os estudantes contam com o apoio dos professores e também de várias categorias profissionais do país.

Segundo os estudantes, eles se manterão mobilizados. A presidenta da Federação de Estudantes da Universidade do Chile, Camila Vallejo, disse que a iniciativa “é um estado de alerta”. “Queremos ressaltar que estamos mobilizados”, disse.

A concentração da manifestação no dia da greve geral será em Santiago, capital chilena. O protesto é liderado pelos universitários que defendem mais investimentos para o ensino superior no Chile. No país, o ensino superior é controlado pela iniciativa privada. (Texto completo)

Leia mais em Educação Política:

EX-MORADOR DE RUA CRIA UMA BIBLIOTECA AMBULANTE E FAZ COM QUE OS LIVROS CHEGUEM A MORADORES DE RUA EM SÃO PAULO
FELICIDADE COMO POLÍTICA PÚBLICA: GARANTIA DE BEM-ESTAR É VISTA COMO FERRAMENTA DE DESENVOLVIMENTO DOS PAÍSES
PROFESSORES QUE CONTINUAREM EM GREVE NO RIO DE JANEIRO TERÃO O PONTO CORTADO A PARTIR DE 1º DE AGOSTO
INDIGNADOS ACAMPAM EM MADRID E PROTESTAM CONTRA A ATUAL POLÍTICA SOCIOECONÔMICA ADOTADA PELOS PAÍSES EUROPEUS

OS LOCAIS DAS PROVAS DO ENEM (EXAME NACIONAL DE ENSINO MÉDIO) JÁ PODEM SER CONSULTADOS NO SITE DO PROGRAMA

Consulta a locais de prova do Enem já está disponível na internet

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os candidatos que vão participar nos dias 5 e 6 de dezembro do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já podem consultar pela internet os locais onde farão prova. O sistema de busca está disponível no site do exame.

Os participantes também receberão em casa os cartões de confirmação de inscrição até 30 de novembro. No cartão, também há as informações sobre os locais e horários do exame. Quem não receber pode consultar essas informações pela internet ou pelo telefone 0800 61 61 61.

As provas do Enem serão aplicadas nos dias 5 e 6 de dezembro a 4,1 milhões de estudantes. Tanto no sábado (5) como no domingo (6), os portões serão abertos ao meio-dia e ao exame começará a ser aplicado às 13h (horário de Brasília). No primeiro dia, os exames serão de ciências da natureza e humanas. No segundo, será a vez de avaliar o conhecimento dos estudantes em linguagens e códigos, matemática e redação. Cada prova terá 45 questões de múltipla escolha, totalizando 180 durante os dois dias.

O Enem estava marcado para os dias 3 e 4 de outubro, mas foi adiado depois de uma das provas ter sido furtada de uma gráfica de São Paulo que estava imprimindo o material. A partir deste ano, o exame é requisito para a entrada em pelo menos 40 universidades federais, além de ser necessário para quem disputa uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni).

Leia mais em Educação Política:
SE A POPULAÇÃO BRASILEIRA SOUBER DISSO, O PSDB VAI SUMIR DO MAPA NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES
TERRAS QUILOMBOLAS SÃO REGULARIZADAS OU PORQUE O BRASIL DE LULA ESTÁ CONSEGUINDO REDUZIR A DESIGUALDADE SOCIAL
MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES, DO HÉLIO COSTA, VIRA PETIT COMITÉ DAS TELES; ELAS QUEREM TUDO EM TROCA DA BANDA LARGA PARA O POVO
GOVERNO LULA E CASA CIVIL TENTAM LEVAR CAPITALISMO PARA INTERNET BANDA LARGA, MAS TELES E MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES QUEREM OLIGOPÓLIO

O CASO DA ESTUDANTE DE MINISSAIA DA UNIBAN MOSTRA UM POUCO A CARA DE SÃO PAULO E COMO MUDARAM OS ESTUDANTES DEPOIS DE MAIO DE 68

O caso da estudante da Uniban, que foi covardemente insultada porque vestia uma minissaia, mostra um pouco a cara de São Paulo e também que há um aprendizado educacional no Brasil que está muito distante das humanidades e das capacidades reflexivas. É o exercício da irracionalidade.

Vivemos um tempo de intolerância com a minissaia. É fantástico, depois de 45 anos de criação da minissaia, pela estilista inglesa, Mary Quant, ela ainda provoca a fúria de estudantes.

Estudantes que há 40 anos estavam na vanguarda das mudanças comportamentais, como liberdade sexual e outros temas da contracultura em uma França incendiária de maio de 68, hoje em São Paulo estão na vanguarda da intolerância. Veja vídeo abaixo.

Leia mais em Educação Política:
ESTUDANTES SE MOBILIZAM PARA QUE PARLAMENTARES NÃO TIREM O DINHEIRO DO PRÉ-SAL DA EDUCAÇÃO
SITE DEDICADO AO JORNALISTA ALOYSIO BIONDI É IMPORTANTE PARA ENTENDER A HISTÓRIA RECENTE DO BRASIL
TRECHOS DA ENTREVISTA HISTÓRICA DE PATCH ADAMS NO RODA VIVA DA TV CULTURA
REPÓRTER BRASIL: DEPOIMENTO DE TRABALHORES EM CONDIÇÃO DE ESCRAVIDÃO NO MARANHÃO E A CONSCIÊNCIA POLÍTICA DOS RURALISTAS

ESTUDANTES SE MOBILIZAM PARA QUE PARLAMENTARES NÃO TIREM O DINHEIRO DO PRÉ-SAL DA EDUCAÇÃO

UNE entra na defesa do pré-sal para a Educação

UNE entra na defesa do pré-sal para a Educação

Os parlamentares apresentaram centenas de emendas aos projetos do governo relacionados com a exploração do petróleo no pré-sal. Todo mundo quer meter a mão no dinheiro do pré-sal e impedir que o país se transforme em uma nação mais justa, com educação e igualdade social.

Só investimentos pesados em educação podem melhorar de forma mais ágil a situação de desigualdade presente no Brasil.

A manifestação dos estudantes, organizada pela UNE em defesa do pré-sal para a educação é provavelmente a mais importante desde as manifestações dos cara-pintadas, que exigiam o impeachment do presidente Collor.

Com essa defesa, a UNE sai um pouco dos temas corporativos (como carteirinhas) e entra num cenário mais amplo e político em defesa da educação e do Brasil.

UNE quer reunir 10 mil estudantes em ato público por verba do pré-sal

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A União Nacional dos Estudantes (UNE) pretende reunir nas próximas semanas cerca de 10 mil estudantes na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para um ato em favor do uso de 50% da verba proveniente do petróleo da camada pré-sal em projetos de educação.

De acordo com a presidente da UNE do Distrito Federal, Tatiane Nunes, na próxima semana a entidade fará uma blitz no Congresso Nacional para levar a proposta a parlamentares. “A ideia é visitar todos os parlamentares para apresentar a proposta e recolher as assinaturas de todos os que forem favoráveis a essa bandeira. Em seguida vamos levar isso a um ato público na Esplanada dos Ministérios”, afirmou.

Segundo ela, o uso de metade da verba do pré-sal apenas na educação não prejudicaria a atenção às outras áreas que também devem receber os recursos do Fundo Social.

“A educação é uma área transversal. Se você investe em educação, está investindo também em combate à pobreza, em ciência e tecnologia, em meio ambiente. Quando a gente fundamenta uma política social no impacto da educação, a gente vai ter reflexos positivos nas outras áreas”, afirmou Tatiane.

Essa bandeira, segundo ela, já recebe o apoio de diversos movimentos sociais. “O objetivo é interiorizar esse debate, como nós fizemos no fim da década de 1940, início da década de 1950, com a campanha O Petróleo É Nosso”, afirmou a estudante.

Leia mais em Educação Política:
BRASIL COLHE OS RESULTADOS DE 20 ANOS DE DEMOCRACIA
VEJA QUEM É O DEM E O PSDB; DEPUTADOS ATUAM COMO LOBISTAS DE MULTINACIONAIS DO PETRÓLEO NO CONGRESSO
O GASTO COM CAÇAS E SUBMARINO NUCLEAR SERÁ INÚTIL SE PSDB CHEGAR AO PODER EM 2010
ENGENHEIRO DA PETROBRÁS MOSTRA QUEM SÃO E COMO AGEM OS LOBISTAS DO PETRÓLEO PARA CONVENCER A POPULAÇÃO
LEI DO PETRÓLEO PRECISA SER MUDADA PARA BENEFICIAR O BRASIL
LUCRO DO PETRÓLEO NA EDUCAÇÃO; ESSA DEVE SER UMA BANDEIRA DOS EDUCADORES

MEC QUER LIVRAR ENSINO MÉDIO DO “AUDITÓRIO DE INFORMAÇÃO” E TRANFORMÁ-LO NUM “LABORATÓRIO DE APRENDIZAGEM”

MEC propõe reforma curricular e pedagógica do ensino médio público para 2010

Amanda Cieglinski/Agência Brasil

Brasília – Um projeto apresentado ao Conselho Nacional de Educação (CNE) pretende mudar a organização curricular do ensino médio público do país. O documento base, desenvolvido pelo Ministério da Educação (MEC), foi discutido hoje pela primeira vez pelos membros do conselho.

Uma das propostas é que os alunos tenham no mínimo 20% de disciplinas optativas dentro do currículo. O projeto, que está sendo chamado de “ensino médio inovador”, pode começar a funcionar já em 2010. A mudança vale só para o ensino público.

Desde o ano passado, o ministério discute em grupos de trabalho a reforma do ensino médio, etapa considerada como a mais frágil de todo o sistema. Pesquisas apontam que o atual modelo é desinteressante para os jovens, o que aumenta a evasão e diminui o tempo do brasileiro nos bancos escolares.

Como o ensino médio é responsabilidade das redes estaduais de ensino, a intenção do MEC é incentivar as secretarias a promoverem mudanças no currículo e na organização dessa etapa, a partir de apoio técnico e financeiro. Segundo o ministério, a verba deverá ser destinada prioritariamente às 100 escolas com as piores notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Antes, a proposta precisa ser aprovada pelo CNE.

“O MEC tem o papel indutor, mas não de definição do currículo. Os estados já estão tentando fazer isso porque o currículo do ensino médio não pode ser endurecido, o ministério agora está dando os instrumentos para essa mudança”, explicou o coordenador-geral do ensino médio, Carlos Artexes.

A partir das orientações que vão constar nesse projeto, cada rede de ensino vai definir o seu modelo de currículo e organização das escolas. Além da possibilidade de o aluno escolher as disciplinas complementares às básicas, está previsto que o atual modelo da grade curricular, dividido em 12 disciplinas tradicionais, seja dividido em eixos mais amplos como linguagens e ciências humanas. Outra mudança é o aumento da carga horária de 2,4 mil para 3 mil horas/ano e a inclusão de atividades práticas para complementar o aprendizado.

“A escola deixa de ser um auditório da informação e passa a ser um laboratório de aprendizagem”, compara o conselheiro Francisco Aparecido Cordão, relator do projeto no CNE. Para ele, o atual modelo curricular aprisiona as escolas. O projeto do MEC sugere ainda que programas de incentivo à leitura estejam previstos na nova organização pedagógica. Outra orientação é valorizar as atividades artísticas e culturais dentro do currículo.

A presidente do CNE, Clélia Brandão, afirma que é preciso mudar o atual modelo da escola para que ela atenda à essa geração. “De acordo com a Constituição, o ensino médio tem que ser universalizado, mas os jovens ou não vão para escola ou a abandonam porque ela não é interessante para eles. O formato do ensino médio precisa atender à esse perfil do aluno”, defendeu.

O CNE vai realizar audiências públicas para discutir o novo modelo de ensino médio. O processo deve ser concluído até julho. Depois dessa etapa, o ministério começará as negociações com os estados. Serão firmados acordos de cooperação a partir das mudanças propostas pelas secretarias, com a previsão de apoio técnico e financeiro do governo federal para a implantação dos novos modelos.

Segundo o coordenador do ensino médio, ainda não foi definido o montante dos recursos que o MEC irá repassar aos estados para a reforma do ensino médio.

Leia mais em Educação Política

PAULO RENATO DE SOUZA MANTÉM A VITRINE DO MODELO DE EDUCAÇÃO DO PSDB EM ARARAQUARA

INTERNAUTAS: PAULO RENATO DE SOUZA, SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO, FINGE QUE NÃO VÊ A LAMA QUE O PSDB FAZ EM ARARAQUARA

EDUCAÇÃO RUIM E DESIGUALDADE SOCIAL SÃO FACILITADORES DA PEDOFILIA; SEM COMBATER A POBREZA NÃO HÁ COMO REDUZIR A PEDOFILIA

LEI COM COTA PARA MEIA-ENTRADA É UMA ÓTIMA FORMA DE ACABAR COM A MEIA-ENTRADA

Carteira de identidade, a melhor forma para meia-entrada

Carteira de identidade, a melhor forma para meia-entrada

O ministro da Educação, Fernando Haddad, está certo. Para acabar com essa celeuma, o correto seria ingresso por idade. Leia matéria abaixo.

Como o ideal é que os jovens devam estudar até os 22 anos (idade em que normalmente se termina a faculdade), a meia-entrada deveria ser livre, independente de apresentação de carteirinha, até essa idade, mesmo que o jovem não esteja estudando. Para isso, bastaria apresentar a carteira de identidade antes do espetáculo. Da mesma forma, pode-se estender o benefício para quem tem mais de 60 anos. O restante da população, entre 23 e 59 anos, pagam inteira.

Uma lei em forma de cota de 40% é uma lei criada para acabar com a meia-entrada. Mesmo porque ninguém vai fiscalizar se isso está sendo cumprido.

Para Haddad, projeto que regulamenta a meia-entrada precisa ser reformulado

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse hoje (27) que o projeto de lei que regulamenta a cobrança da meia-entrada em shows e espetáculos teatrais precisa de reparos. Segundo ele, o texto, da forma como está, não assegura o direito dos estudantes. O ministro participou hoje de debate de encerramento da Caravana da União Nacional dos Estudantes (UNE), na Universidade de Brasília (UnB).

O PL aprovado essa semana pela Comissão de Educação e Cultura do Senado determina, entre outros pontos, uma cota de 40% para ingressos vendidos como meia-entrada.

“Eu entendo que o PL está um pouco confuso, é preciso aprofundar um pouco mais o debate. Está muito pouco claro como ele vai funcionar e se o direito dos estudantes será resguardado. Da maneira como ele foi construído fica um pouco difícil visualizar que o estudante não será prejudicado”, argumentou.

A questão da centralização da emissão de carteiras estudantis e da fiscalização de documentos falsos, na opinião de Haddad, ficou “mal desenhada no projeto”. Segundo ele, a Medida Provisória 2208 de 2001, que hoje regula a meia-entrada estudantil, restringe o acesso à cultura pois permite um excesso de carteirinhas, o que puxa o preço dos ingressos para cima. A MP desobrigou o estudante a apresentar a carteira nacional da UNE e tornou válido qualquer documento que comprove que a pessoa é estudante.

“Acho que o Congresso fez bem em avançar o debate e tentar resolver um problema que não foi criado agora, mas em 2001 pela MP 2208. Foi ela que desorganizou todo o setor, vamos ser francos. O passo que foi dado contempla um lado da questão, que são os produtores que querem ver uma regra estabelecida. Do meu ponto de vista, agora a questão do direito dos estudantes precisa de aperfeiçoamento” avaliou.

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, que defende que o “derrame de carteirinhas” inviabiliza a produção cultural do país, também participou do debate. “É preciso dar uma solução para a questão das carteiras falsas no Brasil, é preciso revogar essa MP que possibilitou que entidades fossem criadas só para fazer carteirinhas”, criticou.

Ferreira defendeu a idéia de que pessoas até 18 anos deveriam ter direito à meia-entrada porque estão na idade escolar, bastando a apresentação da carteira de identidade. “E se não está na escola deveria estar. Se por algum motivo esse jovem foi cerceado do direito à educação, isso não deveria ser justificativa para uma outra punição”, afirmou Juca, ressaltando que esta é uma opinião pessoal dele e não do Ministério da Cultura.

A presidente da UNE, Lúcia Stumpf, reafirmou que a configuração atual do projeto é “absolutamente nociva” aos estudantes. “Ele nasceu de forma positiva, com pontos que nós ajudamos a propor e elaborar, mas na formulação final retirou o problema central que é o grande número de falsificações de carteiras estudantis. Tudo que havia registrado nele que tratava da regulamentação foi retirado e só sobrou a limitação do nosso direito.”

Lúcia afirmou que o projeto foi aprovado na Comissão do Senado em função da pressão do “lobby da cultura”, incluindo “atores globais” e empresários do setor.

“Nós estamos atuando dentro da política, queremos que os senadores da Comissão de Educação consigam alterar esse projeto e melhorá-lo, colocando de volta o que diz respeito à unificação das carteiras e retirando as cotas. Caso sejamos derrotados, continuaremos nossa luta na Câmara”, prometeu.

Leia mais em Educação Política:

ARGENTINA, MÉXICO, CUBA E ATÉ O PARAGUAI DÃO DE DEZ A ZERO NA EDUCAÇÃO DO BRASIL

O BRASIL PRECISA DE UMA NOVA IDEOLOGIA: A IDEOLOGIA DA EDUCAÇÃO

CASO ELOÁ: MORTE DA GAROTA É MAIS CULTURAL DO QUE PASSIONAL. SE MULHERES NÃO REAGEM, SITUAÇÃO DO BRASIL NÃO MUDA

PROUNI ABRE INSCRIÇÕES PARA 2009; PRAZO VAI ATÉ 12 DE DEZEMBRO

Interessados em concorrer a uma bolsa do ProUni podem se inscrever a partir de hoje

Da Agência Brasil

Brasília – Os interessados em concorrer a uma bolsa de estudo do Programa Universidade para Todos (ProUni) podem se inscrever a partir de hoje (24) pela internet. O processo seletivo permitirá o ingresso em cursos de instituições particulares de educação superior no primeiro semestre de 2009. As inscrições podem ser feitas até 12 de dezembro.

O ProUni oferece bolsas integrais e parciais de 50% da mensalidade. Para participar do programa, é preciso comprovar renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio (R$ 622,50), no caso da bolsa integral, e de até três salários mínimos (R$ 1.245,00), para bolsa parcial.

Os candidatos devem ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) este ano, com média mínima de 45 pontos na prova objetiva e na redação. Além disso, é preciso ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou, no caso de estabelecimento de ensino particular, na condição de bolsista integral. O programa é aberto a estudantes que vão concluir o ensino médio em 2008 ou que concluíram essa etapa em anos anteriores.

Leia também no Educação Política:

HISTÓRIA DOS BRANCOS DOMINA ENSINO ESCOLAR E PREJUDICA ALUNOS NEGROS, DIZ ESTUDIOSO

PARANÁ, SANTA CATARINA, MATO GROSSO DO SUL, RIO GRANDE DO SUL E CEARÁ NÃO QUEREM VER A EDUCAÇÃO DO BRASIL MELHORAR

O BRASIL PRECISA DE UMA NOVA IDEOLOGIA: A IDEOLOGIA DA EDUCAÇÃO

ÓTIMA NOTÍCIA: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO QUER ENSINO OBRIGATÓRIO DOS 4 AOS 17 ANOS

ESTUDANTES CRIAM O BLOG IMPRENSA MARROM E CIA PARA DIZER E APRENDER

A grande revolução da internet está menos na tecnologia e mais na possibilidade de criar e aprender. É com essa tecnologia que podemos inventar um novo mundo em qualquer momento das nossas vidas e sonhar em transformá-lo ou alterá-lo, concomitantemente às transformações que ela e o mundo nos provocam.

Digo isso porque é ótimo ver estudantes de jornalismo, ainda no primeiro ano, construindo um blog com criatividade e consciência. Em Jornalismo Marrom e Cia, esses estudantes estão não só aprendendo, mas também inventando o jornalismo, assim como qualquer outro jornalista que se arrisca a remar pela rede mundial de computadores.

Se duvidas, veja abaixo o texto de Patrícia Vergili ou clique para ler A lama disfarçada de lodo, de Heitor Mário Freddo.

Verde é no novo preto

Patrícia Vergili

Há muito tempo a moda deixou de ser sinônimo de futilidade e improvisação. O amadorismo foi substituído por profissionais formados e reconhecidos no mundo todo. A constante mutação desse mercado é a principal responsável por seu sucesso e pela “leva” de fiéis seguidores.
Nesse “boom” de aquecimento global pelo qual passamos, tornou-se necessária uma mudança nos princípios e convicções das pessoas. Não poderia ser diferente com a indústria fashion, que já levantou sua bandeira ambientalista.
Nomes importantes, como o de Stella McCartney, vestiram a causa verde. Isso significa que todos os produtos utilizados nas coleções são orgânicos, ou seja, materiais sustentáveis que não provêm de origem animal, como couro e pele, e nem são testados em animais, no caso de cosméticos.
Isso mostra que ninguém precisa sacrificar seu estilo para preservar os direitos dos animais e a natureza. Ao aderirmos a essa novidade eco chique, fazemos uma escolha em prol do planeta sem jamais descermos do salto.

GOVERNO PUBLICA REGRAS QUE CONTEMPLAM FÉRIAS PARA ESTÁGIO DE ESTUDANTES

Capa do livro Vida de Estagiário

Capa do livro Vida de Estagiário

Novas regras para contratação de estagiários estão no Diário Oficial

Agência Brasil

Brasília – Está publicada na edição de hoje (26) do Diário Oficial da União a atualização da Lei do Estágio. De acordo com a Lei n.º 11.788, a partir de agora, os estagiários que tenham contrato com duração igual ou superior a um ano têm direito a 30 dias de recesso, preferencialmente durante as férias escolares.

Além disso, os dias de liberação previstos na norma serão concedidos, de maneira proporcional, nos casos de o estágio ter duração inferior a um ano. A legislação também prevê que o recesso deverá ser remunerado quando o estagiário receber bolsa ou outra forma de contraprestação.

Quanto à duração do estágio, a norma determina que estudantes da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental só podem ser contratados para a carga horária de quatro horas diárias de trabalho. Os alunos do ensino superior, da educação profissional de nível médio e do ensino médio regular podem trabalhar até seis horas diárias e os estágio de 40 horas semanais destinam-se aos matriculados em cursos que alternem aulas teóricas e práticas.

A manutenção de estagiários em desconformidade com a legislação caracteriza vínculo de emprego para todos os fins da legislação trabalhista e previdenciária. A instituição privada ou pública que reincidir na irregularidade ficará impedida de receber estagiários por dois anos.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO VAI VISTORIAR APENAS UNIVERSIDADES COM NOTA BAIXA

Ministério da Educação divulga novo indicador para avaliação de universidades

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Ministério da Educação divulgou hoje (6) os primeiros números do Conceito Preliminar de Cursos (CPC), novo indicador de avaliação das instituições de nível superior. O CPC leva em conta os resultado da prova do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e do Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observados e Esperados (IDD), que avaliam a quantidade de conhecimento que o aluno agregou durante a graduação, além da infra-estrutura do curso, a titularidade dos professores e uma avaliação dos alunos sobre o currículo.

O novo índice dá às instituições pontuação de 1 a 5. As que receberem conceito igual ou superior a 3, poderão ser dispensadas da visita de inspetores do MEC e receberão a renovação automática de suas autorizações de funcionamento.

“Isso vai desburocratizar os processos. A avaliação in loco vai ser direcionada. Vamos deixar de ter que vistoriar os cerca de 30 mil cursos e dar atenção especial aos 25% que tiveram notas baixas, que nos preocupam mais”, apontou o ministro da Educação, Fernando Haddad.

A instituição que receber conceito 1 ou 2 será vistoriada pelo MEC e poderá ser reavaliada após assinatura de termo de ajustamento de conduta com metas e prazos a serem cumpridos. “Nosso maior objetivo é preservar o estudante. Não estamos aqui para descredenciar cursos, mas se for preciso vamos fazê-lo”, afirmou o secretário de Educação Superior do MEC, Ronaldo Mota.

Os representantes de instituições particulares reagiram ao novo método de avaliação alegando que não foram consultados sobre a adoção do CPC para medir a qualidade do ensino. Em nota divulgada hoje, o Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, classificam o novo indicador como “uma implantação parcial do Sistema Nacional de Avaliação de Ensino Superior (Sinaes)”, que, segundo eles, “prejudicará sobremaneira a imagem das instituições”, que terão expostas as avaliações preliminares.

“As entidades representativas do ensino superior particular em nenhum momento foram ouvidas sobre a instituição do denominado Conceito Preliminar de Curso. Não houve sequer a realização de uma audiência pública sobre o tema”, de acordo com o documento.

Em resposta às críticas, Haddad afirmou que “só se preocupa com avaliação quem não faz bom trabalho”. De acordo com o ministro, o CPC aproxima o sistema de avaliação das regras previstas no Sinaes ao considerar itens como infra-estrutura e corpo docente na avaliação, e não só o desempenho dos estudantes.

“Quem tem um bom trabalho na questão da qualidade não tem medo da avaliação porque ganha com a visibilidade que os conceitos oferecem. Nosso desejo é ajudar quem faz bom trabalho; e quem estiver em dificuldade receberá apoio técnico do ministério para firmar os termos de compromisso e garantir o direito dos estudantes à educação de qualidade”, avaliou.

%d blogueiros gostam disto: