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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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FALHA DA TECNOLOGIA FLEX (BICOMBUSTÍVEL) AJUDA A MANTER O PREÇO ALTO DO ETANOL; CARRO PODE BATER PINO COM GASOLINA

Plantaciones de caña

Falha na tecnologia flex pressiona preço

O preço do etanol continua alto porque os carros bicombustíveis, tecnologia flex, estão batendo o pino quando usam somente gasolina.

Segundo mecânicos, isso está sendo muito comum, mesmo com carros novos. O sensor flex não reconhece a gasolina e o carro começa a fazer barulho, principalmente em momentos em que exige mais torque (uma mudança de marcha para mais lenta)

O motorista que pensou ter a opção entre os dois combustíveis, em alguns casos só pode optar pelo etanol.

Com isso, o preço do combustível tende a ficar mais alto. E pior, o carro bicombustível (flex) consome mais do que os carros que são só movidos a etanol.

O projeto bicombustível precisa de uma tecnologia mais eficiente e também consumir a mesma quantidade de etanol e gasolina.

Há muitos carros bicombustíveis pelas ruas com barulho estranho porque o dono resolveu só usar gasolina.  Para evitar esse barulho, basta abastecer somente com o etanol.

Se não resolver, vá ao mecânico da sua confiança! O problema é outro..rsrs.

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DEPOIS DA BrOi, LUCIANO COUTINHO QUER CRIAR MONTADORA NACIONAL DE AUTOMÓVEIS ELÉTRICOS

Em breve, só mesmo o carro-cóptero

Depois da BrOi, Luciano Coutinho, presidente do BNDES, quer criar uma montadora de capital nacional de automóveis elétricos. Esperamos que não seja uma barca furada como a tele nacional. Veja o que está acontecendo com a tele nacional no PHA.

Fora isso, haja energia elétrica para abastecer a frota de 30 milhões de veículos, que cresce a cada ano. O site Inovação traz uma discussão sobre esse tema que está na pauta do governo (veja abaixo trecho).

O presidente Lula teme que o carro elétrico prejudique a indústria do etanol.

O caminho que o governo deve seguir, no entanto, é o incentivo a criação de veículos híbridos etanol/elétrico, de modo que os automóveis possam circular com 40 ou 50 km com um litro de etanol. Somente com essa tecnologia, que já está mais avançada, daria para abastecer uma frota três vezes maior que a atual.

Agora, haja dinheiro público para construir estradas e pontes para esses carros!! E tenha um bom congestionamento!

BNDES quer montadora nacional; Lula duvida da viabilidade; não
houve ainda anúncio das medidas; e Inovação ouve os técnicos

Janaína Simões

Mônica Teixeira

O governo federal ainda não marcou a nova data para o anúncio de medidas de incentivo ao uso de carros elétricos no País e de apoio à pesquisa e desenvolvimento das tecnologias associadas a ele.  Espera-se que, finalmente, o anúncio aconteça até o final de junho. O cancelamento abrupto da cerimônia prevista para o dia 25 de maio evidenciou a discordância entre setores do governo a respeito de que políticas públicas convêm mais ao País quando se trata da transição das tecnologias automotivas atuais para outras, menos emissoras de carbono.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um entre os que resistem ao pacote e temem que ele prejudique a indústria do etanol e a tecnologia flex, bem desenvolvida no País. No dia 31 de maio, ao visitar uma exposição organizada pela Michelin, fabricante de pneus, Lula duvidou publicamente da viabilidade dos carros elétricos no Rio de Janeiro. “É carro elétrico para cá, carro elétrico para lá, mas não se sabe ainda se alguém vai produzir em grande escala”, disse Lula no Riocentro, onde aconteceu a exposição.

Por outro lado, de acordo com a repórter Marta Salomon, de O Estado de São Paulo, a direção do BNDES — que, ao lado do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Ministério do Meio Ambiente, aparece na imprensa como defensor das medidas — vê na transição a oportunidade para o aparecimento de uma montadora de automóveis nacional. O presidente do Banco, Luciano Coutinho, cogita incentivar o desenvolvimento de tecnologias nativas inclusive por meio de participação acionária do Banco em empresas. No debate público, o ministro Sergio Rezende, da C&T, afirma que o veículo flex é o presente e o carro elétrico é o futuro; e que já há R$ 10 milhões destinados a projetos de P&D relacionados à tecnologia.

Sempre de acordo com o noticíário, um grupo de trabalho interministerial produziu um estudo sobre o assunto, de 14 páginas, que recomenda as medidas que seriam anunciadas no final de maio. Segundo a apuração de Raquel Landim e Cleide Silva, também do Estado, o grupo de trabalho (criado em 2009) que preparou o documento de base do programa não anunciado não foi conduzido — como seria de praxe — pelo Desenvolvimento.

Funcionários do Ministério, em off, dizem que a tecnologia flex deve ser aperfeiçoada, para reduzir mais as emissões e torná-la mais eficiente, “até que outra tecnologia mais avançada seja viável”. Entre as medidas a serem adotadas com base no estudo, especula-se sobre redução de impostos para baratear o custo final dos carros elétricos, que é muito alto. Esse tipo de subsídio já foi adotado em vários países — Japão, Austrália, entre outros. Para incentivar o desenvolvimento tecnológico no País, haveria também a utilização do recurso de compras governamentais, além da oferta de recursos dos fundos setoriais e do BNDES. (Texto Integral)

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Do site Inovação/Unicamp

Governo se divide sobre incentivo; Radar, do IPEA, diz que país
rico optará por ele; para docente da Poli, etanol é competitivo

Carro elétrico: concorrência com etanol

O governo federal pretende reduzir a tributação sobre carros elétricos, para incentivar a indústria automobilística a desenvolver a tecnologia no País, disse o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, no dia 19 de maio, à plateia reunida no Instituto Nacional de Altos Estudos (INAE), no Rio de Janeiro, durante o seminário Fórum XXI. O funcionário estava adiantando informações — o anúncio oficial sobre o plano de estímulo aconteceria uma semana depois, no dia 25. Essa apresentação, no entanto, foi cancelada horas antes de acontecer, e não ocorreu até 31 de maio, por divergência de pontos de vista entre os ministérios envolvidos — Fazenda, em nome de quem falava Barbosa; Ciência e Tecnologia, que tomou a iniciativa de montar o programa; Desenvolvimento, alegando prejuízo à indústria do etanol; e Meio Ambiente. Os jornais informam que o anúncio ficou para “meados de junho” e que o presidente da República pediu mais estudos e a busca de um consenso entre os envolvidos.

As posições
Em meio às atividades da Conferência Nacional de C&T&I, o ministro Sergio Rezende, ouvido pelo O Estado de São Paulo, afirmou que o País não pode ficar à margem “desse novo mercado”, nas palavras da repórter Marta Salomon. A reportagem reproduz frases com palavras do ministro: “Estamos tocando o desenvolvimento do carro elétrico (…) [com o] dinheiro dos fundos setoriais. Precisamos de mais”, teria dito Rezende. Ele argumentou que o veículo flex é o presente, e o carro elétrico é o futuro; e que já há R$ 10 milhões destinados a projetos de P&D relacionados à tecnologia.

O ponto de vista do Ministério do Desenvolvimento é contrário, e a imprensa atribui a Miguel Jorge, o ministro, o cancelamento da cerimônia. Saiba mais

AGÊNCIA NORTE-AMERICANA DIZ QUE ETANOL BRASILEIRO EMITE MENOS 61% DE DIÓXIDO DE CARBONO DO QUE A GASOLINA

Etanol brasileiro emite 61% menos gases estufa que gasolina, diz
agência ambiental dos EUA em norma final para biocombustíveis

Bias Arrudão/Inovação

Etanol brasileiro é menos poluente

A Agência de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency, EPA) dos Estados Unidos, em documento divulgado no dia 3 de fevereiro, anunciou que o uso de etanol produzido a partir de cana-de-açúcar reduz a emissão de dióxido de carbono (CO2) em 61% em relação ao uso de gasolina e, portanto, qualifica-se como “combustível avançado”. O documento é a versão final do National Renewable Fuel Standard (Norma de Combustíveis Renováveis), chamada de RFS2. Em maio de 2009, a agência havia apresentado a minuta do documento, em que já destacava as qualidades do etanol de cana frente ao etanol de milho. Os EUA e o Brasil são os maiores produtores do mundo de etanol.

A análise final da EPA abre caminho para o Brasil exportar, até 2020, entre 15 e 40 bilhões de litros de etanol para o maior mercado consumidor de combustíveis do mundo. A União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), que reúne o setor sucroalcooleiro nacional, influiu no resultado que consta do RFS2 por meio de documento enviado à agência durante a fase de consultas. Com a decisão da EPA, o esforço do setor deve agora se concentrar na remoção da tarifa de importação de US$ 0,54 por galão (cerca de R$ 0,25 por litro) que o etanol exportado pelo Brasil paga para entrar nos EUA.

Até 2022

A classificação do etanol está contida nas revisões finais do RFS2, que definiu a produção e o uso de biocombustíveis nos Estados Unidos e estabeleceu metas de consumo de 2010 até 2022 para o país. O vasto e exaustivo documento ― só a Análise Final do Impacto Regulatório tem 1.120 páginas ― estudou detalhadamente biocombustíveis celulósicos, diesel produzido a partir de biomassa e os chamados combustíveis avançados. (Texto integral no Inovação Unicamp)

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Foto: Maria Hsu/ creative commons

Governo precisa regular o mercado do etanol

As usinas de açúcar e álcool no Brasil funcionam de forma semelhante à Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), no sentido de serem capazes de controlar os preços ao reduzir a produção. Mas os usineiros (ou melhor, os líderes do setor) já foram mais burros que dirigentes da Opep. Na década de 80, em busca de ganho fácil e sem visão de longo prazo, deixaram de fabricar álcool prejudicando o Programa Nacional do Álcool combustível (pró-álcool). Ninguém mais queria ter carro a álcool e os usineiros ficaram sem um mercado milonário que poderia estar hoje muito mais avançado em pesquisa e tecnologia.

Com a chegada do veículo bi-combustível (que roda com gasolina e álcool), o problema foi resolvido para o consumidor, mas parece que os usineiros não mudaram. Não é só o preço do açúcar no mercado internacional que fez subir o preço do álcool, é também uma estratégia de diminuição da produção. Existem áreas reservadas para plantar cana-de-açúcar que ficaram paradas.  As empresas arrendaram, mas não plantaram na espera da alta dos preços.

O mercado interno deve ser prioridade do governo para a manutenção do mercado dos próprios usineiros. É esse mercado que vai garantir ganhos em tempos ruins no mercado internacional. O governo poderia reduzir ainda mais a presença de etanol na gasolina, por exemplo, mais 10%. Isso sem trazer nenhum problema, visto que o petróleo está com preços baixos no mercado internacional.

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