Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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PARA ENTENDER FERNANDO HADDAD E O DISTANCIAMENTO DO PT DAS RUAS

Haddad: um desastre na comunicação

Texto de Rodrigo Vianna/Escrevinhador

Para entender o que se passa com a gestão de Fernando Haddad em São Paulo, peço sua atenção. E alguma paciência. Haddad, em sete atos…

1) Junho de 2012. Festa de aniversário de um bom amigo, advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP) – a mesma onde estudou o prefeito. À época da festa, Haddad era um candidato que patinava, nos 5% de intenção de voto. Lá pelas duas da manhã, um dos advogados senta no sofá perto de mim, e a conversa é sobre o petista. Quero saber como era o Haddad na época da faculdade. “O Haddad tem duas características fortes: ele não ouve ninguém, quando você fala parece que ele não está ouvindo de verdade; mas, por outro lado, ele é um sortudo sem tamanho, sempre teve muita sorte”, diz meu interlocutor, relembrando as peripécias de Haddad e outros estudantes, nas disputas pelo Centro Acadêmico no começo dos anos 80.

2) Algumas semanas depois (2012 ainda), a campanha de Haddad procura um grupo de blogueiros: o petista queria “conversar” sobre Comunicação, sobre a cidade. Haddad seguia em baixa nas pesquisas (um dos levantamentos chegara a apontá-lo com 3% de intenções de voto). A assessoria do candidato fez o favor de divulgar a conversa, reservada, como se fosse um “ato de apoio dos blogueiros à campanha petista”. Bela assessoria… Além disso, naquela noite, tive a comprovação de que Haddad não é mesmo muito treinado para ouvir – como dissera meu interlocutor na festa. Educado, escutava perguntas e observações, sem preocupação de travar um diálogo. Estava ali pra ser escutado.

3) Em setembro, reta final da campanha, o petista comprovou que também era sortudo. Ficaria de fora do segundo turno, se não fosse uma declaração desastrada de Russomano sobre Transporte. Haddad aproveitou o delize do adversário para ir ao segundo turno contra Serra. Virou prefeito – graças também a mobilizações que reuniram milhares de pessoas em atos na praça Roosevelt (centro de São Paulo), convocados pelas redes sociais.

4) Na semana seguinte à eleição, alguns daqueles blogueiros (que Haddad buscara quando estava com 3%) procuraram o prefeito eleito: queríamos conversar, sugerir políticas de comunicação inovadoras para o homem que ganhara o pleito com o discurso de “homem novo”. Haddad não recebeu ninguém, mandou dizer que a política e os nomes para a área de comunicação já estavam decididos. E avisou que essa área de inovação digital, e de incentivo à diversidade informativa, ficaria sob os cuidados de uma subsecretaria na área de Cultura.

Esse é o Nunzio…

Logo entendemos o jogo. Haddad nomeou para a secretaria de Comunicação Nunzio Briguglio Filho… Quem? A função dele, basicamente, seria manter boas relações com a mídia convencional. Ou seja, o “homem novo” achava que política de comunicação para São Paulo seria dar uns telefonemas para a “Folha”, a “Globo” e a “Abril”. Ah, eu já ia esquecendo: cabe à secretaria do Nunzio, também, a distribuição das verbas públicas de publicidade. Hum…

5) Os meses passam. Haddad mostra-se um desastre de comunicação durante as manifestações de junho. Perde a chance de reduzir as tarifas diante do Conselho municipal, mostra ali certa arrogância professoral (“não sabe ouvir”). Depois, vai a reboque de Alckmin e anuncia a redução da tarifa de forma tão atrapalhada que, ao final da coletiva no Palácio dos Bandeirantes, um repórter até pergunta: “mas então voltou pra 3 reais ou não?”.

6) Os meses avançam. Haddad toma então duas medidas que me parecem corretas: muda a tabela do IPTU, com aumentos substanciais nos bairros mais ricos (ok, nem todo mundo que mora nessas regiões é “rico”, e alguns nem remediados são) e redução nas áreas mais pobres da cidade; cria dezenas de quilômetros de corredores exclusivos para ônibus.

A imprensa (rádios, jornais, TVs) parte para um jogo de desinformação. Haddad não consegue explicar que o IPTU vai subir para alguns, mas baixar para outros. Sofre um massacre. Contava com as “boas relações” com a velha imprensa. Hum…

No caso dos corredores, o mesmo: motoristas de carros, irritados, vêem o espaço para os automóveis cair nas avenidas. E as faixas de ônibus, por princípio corretas, parecem ficar vazias a maior parte do tempo. A Prefeitura não fala, não se explica. Conta com a “Folha” e a “Globo”. Hum…

7) Agora, vem o escândalo dos auditores. Está claro que Haddad foi no caminho correto. Enfrentou a máfia, que parece ter-se instalado em gestões anteriores. Na sexta passada (8/11), a “Folha” saiu-se com manchete histórica: “Prefeito sabia, diz auditor investigado…” Quem passava pelas bancas e lia só a manchete logo entendia que Haddad sabia de tudo, participava do esquema. Só que, na gravação, estava claro que o auditor investigado e grampeado se referia ao prefeito anterior – Kassab.

Nas redes sociais e nos blogs deu-se gritaria contra a “Folha”, o jornal de colunistas (e manchetes) rotweiller. O que fez Haddad? Finalmente gritou também contra a manipulação midiática. Ah, percebeu ali que poderia se reaproximar das redes, dos ativistas digitais… Uma virada na comunicação, certo?

Nada disso. A virada não durou 48 horas. Domingo (10/11), Haddad já estava na “Folha” a bater em Kassab… Erro duplo: chamou Kassab diretamente para a briga e, de quebra, legitimou a “Folha” como foro onde se dá o debate político em São Paulo.

Quem conhece a imprensa, sabe o que deve ter acontecido depois da manchete absurda de sexta. O tal Nunzio passa a mão no telefone e liga pra redação da Folha: “poxa, assim vocês me arrebentam, que manchete foi aquela”. Do outro lado, o editor matreiro: “que é isso, estamos à disposição pro prefeito falar; abrimos espaço pra uma exclusiva, ele explica tudo”.

E lá se foi o Haddad. Mordeu a isca da “Folha”, o que significa morder a isca do Serra.

Agora, Haddad demitiu o secretário de governo, Antônio Donato. Pautado pela Globo! Um investigado, membro da máfia, disse que pagou propina a Donato quando ele era vereador (ou seja, ainda na gestão Kassab). Só que Donato está (ou estava) no centro do governo petista.

A mídia paulista transformou um escândalo investigado por Haddad num escândalo que ameaça se voltar contra o governo petista. Onde está Mauro Ricardo, o secretário da gestão Serra? Sumiu das manchetes. Mas o petista Donato foi para o olho do furacão.

Ok, o petista Donato tem que se explicar. Ok, o escândalo dos auditores é um escândalo do Serra e do Kassab. Mas outro escândalo é Haddad – o “homem novo” – achar que pode governar São Paulo sem mexer na comunicação. Os sinais que surgem da Prefeitura são péssimos. Há quem diga que as denúncias contra Donato teriam chegado às redações pelas mãos de gente ligada à Comunicação da Prefeitura. Fogo amigo?

Lula está preocupado. Fez chegar a Haddad a seguinte avaliação: “mexa na sua comunicação, troque. Você está perdendo o jogo.”

Mais que isso: monitoramento nas redes sociais aponta que o governo Haddad tem, a essa altura, 73% de avaliação negativa, 17% de positiva e só 10% de avaliação neutra. Desastre.

Haddad agora vai ter que mostrar se é um “sortudo”, como dizia o ex-colega da faculdade de Direito. E ter sorte, a essa altura, significa enfrentar aquela outra característica forte: não ouvir ninguém.

O prefeito é um homem inteligente, e parece bem intencionado. Mas resolveu jogar no campo dos adversários: seguiu a tradição petista de não confrontar com a mídia. E ainda enveredou pelo discurso moralista dos escândalos. Esqueceu que escândalo e moralismo seletivo são a especialidade do outro lado.

Na mão de Nunzios e outros gênios, Haddad seguirá dando verbas e entrevistas exclusivas para a velha mídia. Sem perceber que o objetivo é transformá-lo num Pitta. Dá tempo de mudar. Tomara que Haddad seja mesmo um homem de sorte, porque do outro lado está a turma que conhecemos tão bem…

 

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ACORDA GOVERNISTA: HADDAD SEGURA BATATA QUENTE PORQUE QUER; ÁLVARO DIAS APROVEITA PARA VAIAR E ALCKMIN, PARA BATER

Pobres vaiam Dilma em Brasília

Pobres vaiam Dilma em Brasília

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, segura a batata quente da insatisfação popular e da juventude porque quer. Ele pode rapidamente, com o corpo técnico que tem e com a experiência do PT desde a gestão Luiza Erundina, elaborar um belo projeto de transporte público gratuito, com uma taxa para as classes privilegiadas bancar parte dos custos, e mandar para a Câmara de Vereadores.

Isso acabaria a conversa com ele. A briga agora seria na Câmara. É quase certo que os vereadores, na composição atual, não aprovariam o projeto, mas a pressão seria grande em cima deles. E se aprovassem? Sensacional, Haddad poderia fazer uma verdadeira revolução nos transportes públicos de São Paulo. Será que Haddad teria cacife para isso? Provavelmente não. O PT se tornou muito burocrático e menos utópico nos últimos anos.

Tem até petista chamando os manifestantes de vândalos, assim como os piores nomes do tea party brasileiro. Álvaro Dias aproveita para vaiar Dilma Rousseff junto com os privilegiados do DF enquanto Geraldo Alckmin solta a borracha em São Paulo. Cada um lida com a insatisfação como pode ou como quer. Talvez o PT não possa fazer mais o que um dia já fez.

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HÁ CLAROS INDÍCIOS DE QUE ORDEM PARA ATAQUE POLICIAL CONTRA MANIFESTANTES E POPULAÇÃO SAIU DO GOVERNO DE SÃO PAULO

mulher atingida

Há fortes e claros indícios de que a ação da Polícia Militar atacando manifestantes e a população foi dada pelo governo do Estado de São Paulo. A ação da polícia foi orquestrada e violenta a todo momento. Não houve um problema isolado, mas uma ação conjunta, uma ação como nos piores regimes ditatoriais.

Os policiais militares são os menos culpados dessa ação própria de ditaduras do terceiro mundo. PMs cumprem ordem e a ordem veio de cima. Um dos exemplos dessa ação é de uma mulher (foto ao lado)  que saiu da igreja e foi atingida por um tiro de borracha no rosto. Ela declarou que viveu a ditadura brasileira e era dessa forma que agiam. Assim como nas ditaduras, se não há limites para o Estado, qualquer um pode ser vítima. Houve também ataques contra jornalistas e em vários pontos da manifestação.

Se a ordem saiu do governo do Geraldo Pinheirinho Alckmin, o prefeito Fernando Haddad e o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo  tem a sua enorme parcela de culpa e responsabilidade. Eles não ofereceram resistência ao discurso belicoso e violento do governador nos primeiros protestos. O PT deu aval para a violência policial porque em nenhum momento teve capacidade para contrapor o governo Alckmin.

Abaixo um vídeo com a ação da polícia de forma estarrecedora. Manifestantes gritam não à violência, e a PM chega atirando, cumprindo ordem estabelecida.

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MOVIMENTO PASSE LIVRE: FERNANDO HADDAD TEM A OPORTUNIDADE POLÍTICA DE ABRIR AS PLANILHAS E NÃO SER ENGOLIDO PELA MÍDIA

Os principais partidos políticos de São Paulo, PT e PSDB, não entenderam, mas o Movimento Passe Livre já deu seu recado. O PSDB usou o velho chavão dos estados totalitários, são “baderneiros e vândalos”, como se o governo aliado de Carlinhos Cachoeira não fosse vandalismo também, como se o uso do dinheiro público para construções faraônicas não seria o germe do  vandalismo em uma sociedade desigual.

A imprensa não perdeu tempo e o PT está mais perdido que uma agulha no palheiro; sentiu o baque. Tem até militante concordando com Reinaldo Azevedo e com o promotor Rogério Zagallo.

A questão não são os vândalos do movimento e nem se alguns de seus líderes são de classe média. O que importa é o grande movimento, a quantidade de jovens, suas agregações, suas palavras, seus slogans, sua sedução. O movimento seduziu pela insatisfação, pela incapacidade do PT e dos governos em geral. É preciso mudar mais a estrutura da desigualdade no Brasil. O PT parece estar se afundando nas oligarquias, nos ruralistas, nos evangélicos oportunistas.

Não dá para ficar nesse blá blá blá de baderneiros. Se Fernando Haddad entrar nessa, a mídia e a oposição vão engoli-lo. Ele precisa reconhecer a oportunidade e abrir o sistema, não o contrário, que é ficar ao lado da ordem da desigualdade.

É preciso quebrar as planilhas fantásticas e escorchantes das empresas de ônibus, é preciso quebrar os oligopólios dos transportes públicos. Essa é a oportunidade política para remodelar o sistema de licitações e transparência no transporte público.

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QUE NOME DAR A ISSO? QUE NOME DAR A ADMINISTRAÇÃO DE SERRA E KASSAB?

Serra/Kassab: 8 anos de desprezo por São Paulo

Carta Maior/ Saul Leblon

Que nome dar a isso?

Que nome dar a isso?

Oito anos de consórcio Serra/Kassab na cidade de São Paulo e, só agora, com a administração Haddad, vem à luz o resultado dramático de um abandono apenas intuído. 

Ele não explica sozinho a deriva em que se encontram os serviços e espaços públicos da cidade. Obra meticulosa e secular de elites predadoras. 

Mas ajuda a entender por que motivo a Prefeitura se consolidou aos olhos da população como uma ferramenta irrelevante, incapaz de se contrapor à tragédia estrutural e ao desastre cotidiano. 

O artigo do secretário de educação, Cesar Callegari, publicado na Folha, nesta 5ª feira, faz o balanço das causas profundas desse estado de espírito na área da educação. 

É arrasador. 

Acerta a administração Haddad se fizer disso um compromisso: expor em assembleias da cidadania, organizadas pelas administrações regionais, a radiografia objetiva do que significou, em cada serviço, e em cada bairro, a aplicação da ‘excelência administrativa’ daqueles que, de forma recorrente, avocam-se a missão de submeter o país a um ‘choque de gestão’.

Somente a compreensão de suas causas pode desfazer a tragédia que se completa com o descrédito da população em relação ao seu próprio peso na ordenação pública da cidade. 

A missão mais difícil do prefeito Fernando Haddad é sacudir esse olhar entorpecido de uma cidadania há muito alijada das decisões referentes ao seu destino e ao destino do seu lugar.

Expor o custo desse alijamento, meticulosamente construído, é um primeiro passo.

É o que o secretário Callegari faz ao mostrar que:

a)São Paulo ocupa o 35º lugar entre os 39 municípios da região metropolitana em qualidade da educação, medida pelo Ideb; 

b) 28% das crianças paulistanas concluem o 1º ciclo do ensino fundamental, aos 10 ou 11 anos de idade, sem estar alfabetizados; 

c) em 2012, a rede municipal contabilizou 903 mil faltas de professores desmotivados e doentes; 

d) há 97 mil crianças na fila, sem creche ;

e) a construção de 88 escolas foi contratada ‘criativamente’, sem terrenos; 

f) 50 mil alunos ficaram sem livros didáticos este ano, porque não foram solicitados ao MEC, ‘por um lapso’ da administração anterior.

Engana-se, porém, quem atribuir esse saldo à força de uma inépcia especializada na área educacional. 

Troque-se a escola pela a saúde.

Reafirma-se o mesmo padrão. 

A seguir, alguns números pinçados também de uma reportagem da Folha, desta 5ª feira, que, por misterioso critério da Secretaria de Redação, deixou de figurar na manchete da 1ª página:

a) a Prefeitura de SP pagou, em 2012, R$ 2,1 bilhões a entidades privadas de saúde, ‘sem fins lucrativos’ — fórmula de terceirização de serviços públicos elogiadíssima por Serra na disputa eleitoral contra Haddad; 

b) 530.151 consultas deveriam ter sido realizadas por esse valor; mas apenas 347.454 foram de fato executadas;

c) não foi um ponto fora da curva: em 2011, as mesmas entidades deixariam de realizar 41% dos atendimentos previstos. Repita-se 41% do atendimento terceirizado não foi feito;

d) apesar disso, receberam integralmente os repasses estipulados nos dois anos. Sem ônus, sem fiscalização, sem inquérito, sem arguição pelo descalabro.

Qual é o nome disso?

O nome disso é desprezo pela sorte da população. 

O nome disso é uma esférica certeza na impunidade ancorada no torpor das vítimas, desprovidas dos meios democráticos para reagir. 

Mas também é o reflexo de um conluio inoxidável com a mídia de São Paulo, que, agora denuncia, mas nunca lhes sonegou o acobertamento na hora decisiva da urna. 

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FERNANDO HADDAD (PT) E GERALDO ALCKMIN (PSDB): QUANTA DIFERENÇA! PARA HADDAD, CASA; PARA ALCKMIN, RUA!

Enquanto Fernando Haddad tenta dar uma solução para a população, Geraldo Alckmin defende o interesse da propriedade acima da vida de crianças e adultos. O caso que ficou conhecido como Pinheirinho foi emblemático da política social do PSDB. O pior é que a Justiça, a cínica, também acha que o direito de propriedade está acima da vida.

Veja abaixo matéria sobre ação de Haddad em caso de desocupação.

Haddad tenta evitar mais uma tragédia autorizada pela Justiça

Haddad tenta evitar mais uma tragédia autorizada pela Justiça

Haddad intervém para impedir desocupação de área com 750 famílias

Do Cascavilha

São Paulo – O prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) informou hoje (26), durante o anúncio do Plano de Metas de seu governo, que a prefeitura está intercedendo para reverter a reintegração de posse de um terreno na zona leste da cidade onde vivem 750 famílias de sem-teto. A desocupação, por ordem judicial a pedido do proprietário, começou hoje de manhã com homens da tropa de choque da Polícia Militar, que usou bombas de efeito moral para dispersar moradores que protestavam na frente do terreno.

Segundo Haddad, o secretário de Habitação do município, José Floriano de Azevedo Marques Neto, foi instruído a procurar o dono da área, Heráclides Batalha, para tentar uma solução negociada, que passaria pela desapropriação amigável do local. Batalha, porém, não teria aceito a proposta.

Diante disso, a prefeitura diz que irá publicar um decreto nos próximos dias declarando a área de utilidade pública. Ao mesmo tempo, segundo o secretário de Assuntos Jurídicos, Luís Massonetto, a administração entrou com uma petição no Tribunal de Justiça de São Paulo para suspender a reintegração.

O terreno fica no Jardim Iguatemi e tem 132 mil metros quadrados.

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IPEA: O PIB DOS BRASILEIROS ESTÁ MELHOR DO QUE O PIB DO BRASIL

PASTOR MALAFAIA E A ‘DIFERENÇA BOÇAL’ ENTRE UM RELIGIOSO E UM CIDADÃO QUE EMITE OPINIÃO POLÍTICA

O Pastor Silas Malafaia diz em vídeo no qual fez para atacar o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, que há uma “diferença boçal” (SIC!!!) entre quem emite opinião política e tem convicção de fé. Mas a diferença boçal não é a liberdade de um religioso expressar sua opinião. Essa talvez seja uma diferença abissal.

A diferença boçal está na forma e nos interesses que se escondem por trás dos religiosos que emitem suas opiniões.

Malafaia emite opinião, e tem todo o direito, mas o faz no formato de sermão. A virada para câmeras diferentes, a aproximação do vídeo, a verborragia raiosa para convencer o incauto espectador. Marshall McLuhan já há muito tempo alertava que o meio é a mensagem. A forma que Malafaia usa para discutir política é boçal porque não se diferencia da forma com que faz proselitismo religioso.

Malafaia entra na briga política não por uma preocupação com a cidade de São Paulo. Não está preocupado com o assassinato de homossexuais, de jovens da periferia, do conflito entre policiais e traficantes, não está preocupado com a educação e saúde dos paulistanos.

Malafaia é claro em seu discurso. Ele entra na política para combater o que ele chamou de “kit gay”. Então, Malafaia não entra na política como um cidadão, mas como um religioso. Mesmo que ele negue, o seu discurso não mente. E essa é a grande diferença boçal de Malafaia.

O candidato José Serra, do PSDB, continua a promover a baixaria.

Veja abaixo o trecho da diferença boçal.

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O IMPRESSIONANTE MAPA DA VOTAÇÃO DE SÃO PAULO: POBRES SÃO PT, RICOS SÃO PSDB

A cidade de São Paulo mostrou que a divisão entre ricos (PSDB) e pobres (PT) continua mais do que presente. É certo que o candidato Fernando Haddad (PT) teve milhares de votos nas classes mais ricas, assim como José Serra (PSDB) teve milhares de votos nas classe mais pobres economicamente.

No entanto, a vitória de um na periferia e de outro nas regiões nobres mostra que a população vota de certa forma consciente da posição ideológica e da prática política dos partidos. veja mapa:


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PRIVATARIA TUCANA, LIVRO DE AMAURY RIBEIRO JR, PODE SER CABO ELEITORAL DE FERNANDO HADDAD NO SEGUNDO TURNO EM SÃO PAULO

Pouco explorado pela mídia, pode ser uma cabo eleitoral arrasador

A Privataria Tucana é um livro de autoria do jornalista brasileiro Amaury Ribeiro Jr, ex-repórter especial da revista Isto É e do cotidiano O Globo e ganhador de diversos prêmios Esso de jornalismo. O título do livro (“privataria”) é um neologismo que combina privatização a pirataria, criado pelo jornalista Elio Gaspari, e “Tucano” é um apelido comum dado a membros do PSDB, a partir de um dos símbolos do partido, o pássaro tucano.

O livro, resultado de 12 anos de investigação sobre as “privatizações no Brasil”, destaca documentos que apresentam indícios e evidências de irregularidades nas privatizações que ocorreram durante a administração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, além de amigos e parentes de seu companheiro de partido, José Serra. Os documentos procuram demonstrar que estes políticos e pessoas ligadas a eles realizaram, entre 1993 e 2003, movimentos de milhões de dólares, lavagem de dinheiro através de offshores – empresas de fachada que operam em Paraísos Fiscais – no Caribe.

Privataria Tucana contém cerca de 140 páginas de documentos fotocopiados que evidenciam que o então Ministro do Planejamento e futuro Ministro da Saúde de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), José Serra, recebeu propina de empresários que participaram dos processos de privatização no Brasil. (wikipedia)

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QUANTA DIFERENÇA!! VEJA A ENTREVISTA DE FERNANDO HADDAD E DE CELSO RUSSOMANNO NO SPTV E TIRE SUAS CONCLUSÕES

Tralli faz pergunta que distorce informação

Celso Russomanno começa bem, mas perde o controle na metade da entrevista.

O mais interessante é o medo da Globo em relação à Universal, que significa Rede Record, sua principal concorrente.

César Tralli faz três perguntas seguidas sobre a Universal.

***

Fernando Haddad também recebeu todas as perguntas de forma negativa, algumas com erros de informação, mas não perdeu o controle. O mais interessante é a resposta sobre o buraco do metrô. Haddad mostra como a pergunta do repórter da Globo embute a manipualação da informação. Para a Globo, se alguém furta a sua casa, você é culpado.

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MOVIMENTO REACIONÁRIO CANSEI, PROTAGONIZADO POR CELEBRIDADES, PODE CHEGAR AO PODER EM SÃO PAULO SE CELSO RUSSOMANO VENCER A ELEIÇÃO

FAÇANHA INCRÍVEL DO PSDB: DESBANCOU PMDB, PP, PR E PSB E LIDERA COM VÁRIOS PROCESSOS DE VANTAGEM NO RANKING DA CORRUPÇÃO

REDES SOCIAIS SÃO LINHAS ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO E ENLOUQUECEM A ALMA DAS PESSOAS QUE EXPÕEM SUAS DORES E ALEGRIAS

NO DIA DA INDEPENDÊNCIA, A ANTROPOFAGIA DO SAMBÔ: MUITO SAMBA, MUITO ROCK, MUITO BRASIL E MUITO MUNDO

GERAÇÃO TÉCNICA: DILMA, FERNANDO HADDAD E MÁRCIO POCHMAN MOSTRAM QUE PERFIL TÉCNICO DO PT GANHA ESPAÇO POLÍTICO DENTRO DO PARTIDO

Economista e ex-presidente do Ipea, Pochmann é candidato em Campinas

A ascensão do Partido dos Trabalhadores nos últimos anos trouxe consigo não só uma política de enfoque mais social e a projeção de vários nomes de políticos tradicionais que fundaram o PT.
A presença de Dilma Rousseff na presidência e as candidaturas de Fernando Haddad em São Paulo e de Márcio Pochman em Campinas mostram que o primeiro escalão técnico de governos petistas ganha espaço dentro do partido e assume um lugar que tradicionalmente é privilégio de detentores de máquinas partidárias.
Pode-se dizer que o ex-presidente Lula também teve papel definitivo nessa situação. Ajudou a eleger Dilma Rousseff e agora, após o início da Campanha, já ajuda no rápido crescimento de Fernando Haddad em São Paulo e de Márcio Pochmann, em Campinas.

Haddad, candidato em São Paulo, tem formação multidisciplinar

Mas esse perfil técnico surge graças ao bom desempenho desses profissionais nas administrações, o que projetou seus nomes, como no caso de Márcio Pochmann na prefeitura de São Paulo e no Ipea, Fernando Haddad no Ministério da Educação, e de Dilma Rousseff em vários ministérios do governo Lula. Esse perfil também ajuda a evitar o desgaste dos políticos tradicionais com brigas internas e com escândalos e acusações de práticas de métodos não recomendáveis.

Os técnicos tendem a profissionalizar ainda mais a gestão pública e, mas poder ter dificuldade na administração política. No entanto, ao ver a avaliação popular de Dilma, essa mudança pode ser o início de uma transformação no partido: a geração dos técnicos.

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O RENASCIMENTO CHEGA ÀS ELEIÇÕES: FERNANDO HADDAD TENTA CIVILIZAR A CAMPANHA E SE RECUSA A USAR FÉ DOS ELEITORES

 

Fernando Haddad não baixou o nível da campanha

Haddad diz que não pedirá apoio a igrejas e ironiza crítica de Serra a ‘kit gay’

Em meio à corrida dos adversários pelo apoio de igrejas evangélicas, o candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira (16) que não pedirá votos a nenhuma denominação religiosa.

O petista elogiou a ação social das igrejas, mas disse que o assédio eleitoral não é “compatível” com a relação entre políticos e líderes religiosos.

“Visito e faço gosto em visitar (religiosos), inclusive porque alguns são parceiros da prefeitura em projetos sociais importantes. O que eu não faço é pedir apoio e voto, porque penso que não é exatamente compatível”, afirmou Haddad.

“Uma coisa é você pedir e oferecer apoio para a missão da igreja e da prefeitura no sentido de ajudar os mais pobres, fazer chegar os projetos sociais às comunidades mais pobres. Mas a minha relação para aí”, acrescentou.

Questionado se considerava a busca por apoio de igrejas incompatível com o Estado laico, ele disse: “Eu respeito toda orientação, mas desde o início manifestei que minha conduta seria esta”.

“Nosso governo terá uma boa interlocução para legalizar as igrejas que estão em situação irregular e garantir a liberdade religiosa no município. Isso é papel do prefeito”, concluiu. (Texto integral)

 

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PARTE DO PSDB NÃO ACREDITA QUE JOSÉ SERRA VENÇA EM SÃO PAULO: BOLINHA DE PAPEL E USO DA RELIGIÃO AJUDARAM A DESTRUÍ-LO COMO POLÍTICO

As últimas notícias mostram que José Serra deverá ter uma grande derrota nas próximas eleições para a prefeitura de São Paulo, o que o deixará de fora das próximas eleições para presidente e perderá poder político dentro do partido.

Isso parece ser evidente dentro do próprio partido. Diretório do PSDB da capital paulista já apoia outro candidato e o próprio Ackmin, governador de São Paulo, já ensaia lançar seu nome como candidato a presidência em 2014.

O alto índice de rejeição de José Serra pode ser atribuído em grande parte por sua campanha horrenda nas últimas eleições presidenciais, na qual perdeu toda a noção de bom senso para conquistar votos. Isso teve um efeito reverso.

Dois fatos são importantíssimos na análise de Serra. O primeiro foi o evento da bolinha de papel que atingiu sua cabeça, sem qualquer gravidade e, mesmo assim, ele simulou uma espécie de atentado, fazendo um show com o apoio da Rede Globo. Ao ser desmascarado, provocou repulsa da população.

Outro fato é uma espécie de mito entre os políticos. Eles acreditam, por acontecimentos já históricos, que a falta de religiosidade pode prejudicar o candidato. Isso é verdade. Mas Serra parece provar que o excesso de participação religiosa também pode ter efeito negativo. Serra, já na eleição presidencial, transformou o discurso religioso em discurso político, misturando palanque e altar. Há muitas religiões no Brasil e com diferentes posicionamentos. A atitude de Serra evidenciou uma grande falsidade espiritual. Ou seja, a população desconfiou que ele abusou de temas religiosos para conseguir votos.

As últimas pesquisas para a prefeitura mostram estagnação de sua candidatura com crescimento da rejeição. Além disso, há Celso Russomanno com boa votação e com o mesmo perfil eleitoral de Serra.  Fernando Haddad, do PT, já começa a despontar na disputa como terceiro colocado e sem a presença ainda forte de Lula na campanha. 

Parece que parte do PSDB e Alckmin já entendam.

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O DIA EM QUE PAULO MALUF ENGOLIU LUÍZA ERUNDINA PELAS LENTES DE UM FOTÓGRAFO

Erundina já esteve ao lado de Orestes Quércia e Michel Temer

Paulo Maluf (PP) pode ser um grande corrupto, como nos levam a crer as investigações já realizadas no Brasil e também por estar na lista de procurados da Interpol (Polícia Internacional).

Mas há de se convir que ainda mantém uma habilidade política inacreditável. Com uma única fotografia, ao lado do ex-presidente Lula e do candidato petista à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, ele conseguiu retirar Luíza Erundina da disputa e fortalecer a importância do PP na coligação com o PT.

Maluf atualmente está muito longe de ter a importância que já teve na política brasileira. Ele já foi líder de um dos maiores partidos do país, o PDS, com direito à candidatura à presidência do Brasil. Hoje pertence a um partido nanico, que negocia espaço político secundário, e consegue no máximo se eleger deputado graças ao reduto paulista. A aliança com o PT seria mais uma aliança como qualquer outra, não fosse a fotografia que irritou Erundina e a tirou do cargo de vice-prefeita.

Maluf conseguiu, com a fotografia, ganhar espaço na aliança ao dar visibilidade política ao PP e excluir o nome de Erundina, que poderia levar o governo petista a políticas sociais mais ativas no jogo interno da prefeitura. Erundina abriu caminho para Maluf, principalmente porque já esteve ligada a Orestes Quércia.

Do lado do PT, o ex-presidente Lula estaria apostando todas as fichas na capacidade da população de distinguir entre o programa de um possível governo Haddad-Erundina (PT-PSB) e o apoio político de Paulo Maluf. Erundina, pelo menos, não entendeu assim.

É sempre ruim ter o apoio de alguém como Maluf, pelo seu histórico, mas Lula sabe que há em São Paulo uma resistência muito grande dos votos conservadores.

O fato é que estão dando muito importância para Paulo Maluf, um político que nem de longe tem a força que já teve em São Paulo. Maluf tem um reduto político pequeno e algum tempo na TV, mais nada.

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COM JOSÉ SERRA NA DISPUTA DA CAPITAL PAULISTA, HEGEMONIA TUCANA EM SÃO PAULO ESTÁ NAS MÃOS DE MARCO MAIA

O Ministro da Cultura, Juca Ferreira, recebeu ...

Será Maia o melhor cabo eleitoral de José Serra?

A candidatura de Fernando Haddad (PT), em São Paulo, só tem boas chances se a CPI da privataria tucana, proposta pelo deputado Protógenes Queiroz (PCdoB), decolar na Câmara Federal.

Haddad, apesar do apoio do ex-presidente Lula e de certa união do PT paulista, terá grandes dificuldades para vencer o conservadorismo arraigado no estado e mantido pelo tucanato.

Haddad é pouco conhecido e não tem o palanque que Dilma Rousseff teve no plano nacional. Além disso, Dilma ganhou porque foi bem votada em outras partes do Brasil.

São Paulo mantém um conservadorismo político e judiciário capaz de expulsar o próprio povo de sua moradia em um bairro pobre, como aconteceu no bairro Pinheirinho, São José dos Campos – SP.  São Paulo promoveu um elo forte para sustentação do Golpe de 64.

A face feudal do estado está arraigada nas principais instituições. A grande mídia chega ao limite de associação com criminosos para produzir reportagens como demonstraram as investigações sobre o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Mas não para aí. É em São Paulo também que associações de juízes reagiram às investigações do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) contra a corrupção.

A CPI da privataria poderia quebrar ou ao menos acuar esse bloco monolítico e permitir a vitória de Fernando Haddad. As informações contidas no livro Privataria Tucana, se chegarem ao grande público, serão devastadoras para o tucanato paulista, principalmente para José Serra, que é acusado junto com a filha, genro, parentes e etc de um verdadeiro assalto aos cofres públicos.

É por isso que Marco Maia poderá ser o grande cabo eleitoral da vitória de José Serra, isso se não instalar logo a CPI da privataria tucana.

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PRÉ-CANDIDATO PETISTA À PREFEITURA DE SÃO PAULO, FERNANDO HADDAD DIZ QUE MUITO TRABALHO SERÁ PRECISO PARA ROMPER A HEGEMONIA DO PSDB EM SÃO PAULO

Cara nova na disputa pela prefeitura de São Paulo

“O Brasil poderia mais, não fosse a âncora conservadora do PSDB de São Paulo. Tem uma bola de ferro no nosso pé que ainda segura muito o país”, disse o pré-candidato petista à prefeitura de São Paulo Fernando Haddad em entrevista à Carta Maior.

Nome novo nas disputas eleitorais, Haddad contará com o apoio decisivo do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, além disso, uma possível derrota nas urnas não seria tão dura para ele quanto para o principal candidato do PSDB, José Serra, sendo assim, Haddad não entra na disputa pressionado pela quase obrigatoriedade de vencer.

Mas as dificuldades de Haddad são grandes. Além de habilidade política para unir o partido e os tradicionais aliados do PT em torno de sua candidatura, como dito, Haddad é um nome novo que precisa ser apresentado a um eleitorado que se acostumou, pelo menos boa parte dele, aos anos de governo do PSDB e que, como consequência disso, cultua um pensamento conservador sob diversos aspectos. Romper esse quase costume dos paulistanos será difícil, mas Haddad tem a seu lado a imagem da mudança e a chance do novo que podem, quem sabe, alterar as coisas em uma metrópole carregada de problemas.

Veja o trecho inicial de sua entrevista:

Para Haddad, PSDB é bola de ferro que prende país pelos pés
Por Maria Inês Nassif

CARTA MAIOR: O PT assimilou sua candidatura?

FERNANDO HADDAD: Acredito que sim. O processo foi muito bem conduzido e elogiado internamente. É curioso o argumento de que as prévias no PT não ocorreram por pressão. No PT, sempre teve pressão e sempre teve prévias. O Lula já perdeu prévias dentro do PT apoiando um candidato, já ganhou, ele próprio já enfrentou prévias. Isso é da cultura do partido. Óbvio que todo mundo sabe que isso tem consequências, mas ninguém abdica de disputar prévias quando entende ser o caso. A verdade é que, no final do processo, nós contávamos com o apoio da maioria dos militantes. Colhemos mais de 20 mil assinaturas para inscrição, quando eram necessária apenas 3 mil. Nós tínhamos o apoio de 7 dos 11 vereadores. O processo estava muito avançado.

CARTA MAIOR: O maior desconforto foi o namoro com o prefeito Gilberto Kassab?

HADDAD: Não chegou a ser namoro porque sequer houve uma aproximação formal. O que houve foram duas ou três conversas com dirigentes do PSD sobre uma remota possibilidade de o partido me apoiar – o que ocorreria se, e somente se, o [José] Serra [PSDB] não saísse e o PSDB se recusasse a apoiar o Afif, que era um cenário pouco provável. Eu sempre disse, desde que o assunto ganhou os jornais, que nós éramos a terceira prioridade do prefeito, que antes vinham o Serra e o Afif, e que a nossa prioridade é outra, são os partidos da base aliada do governo Dilma. Sempre ficou claro que ele [Kassab] iria caminhar para um lado e nós iríamos caminhar por outro.

CARTA MAIOR: O PT valorizava essa possibilidade, numa estratégia de romper a hegemonia do PSDB junto à classe média conservadora paulistana?

HADDAD: O interesse no PSD, ao meu ver, tem muito mais a ver com a filiação do [Henrique] Meirelles [ex-presidente do Banco Central], que foi ministro do governo Lula por oito anos. O presidente [ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva] considerou que essa seria uma chapa interessante, complementar. Desde a vitória de 2002, quando compôs a chapa com José de Alencar [empresário e então filiado ao PL], isso sempre contou nas reflexões de Lula sobre a composição de chapa. Ele entendia que o Meirelles tinha um perfil muito interessante. Se Meirelles tivesse se filiado ao PMDB, Lula também iria atrás de uma composição. Nas conversas que tive com o presidente, a hipótese de ter uma chapa com dois ministros de seu governo o agradava.

CARTA MAIOR: O Lula, então, não forçou a barra para uma aliança com o PSD?

HADDAD: Não, de forma alguma. Ele até recomendou cautela, com medo de que isso não fosse compreendido.

CARTA MAIOR: E o apoio dos pré-candidatos do PT que desistiram da prévia?

HADDAD: Acho que é muito importante o partido estar coeso em torno da campanha e nós todos em campo – o presidente Lula, Marta e todos do partido. Mas eu não reduziria a questão a isso. Há um conjunto de problemas a serem enfrentados. Nós fomos muito prejudicados pela questão da TV e praticamente não teremos inserção no primeiro semestre. Todos os outros partidos terão. Isso traz um prejuízo enorme para um estreante, que nunca disputou uma eleição, nunca teve programa de televisão. Nós temos que lidar com isso. (Texto completo)

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A MENOS DE DUAS SEMANAS DO ENEM, MINISTRO DA EDUCAÇÃO VOLTA A DEFENDER O EXAME COMO SUBSTITUTO DO VESTIBULAR

Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, o vestibular é um mal que se fez à educação brasileira

Da Agência Brasil

Haddad volta a defender Enem como substituto do vestibular
Por Thais Leitão

Rio de Janeiro – A menos de duas semanas da aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o ministro da Educação, Fernando Haddad, voltou a defender o teste como a forma mais moderna de avaliação do desempenho dos alunos. Segundo ele, registros de problemas são comuns em diversos lugares do mundo, já que se trata de uma prova com “escala monumental”.

Haddad destacou que a substituição do vestibular pelo Enem é fundamental para garantir a implementação prática da reforma do ensino médio no país. “É preciso acabar com o vestibular, que é um grande mal que se fez à educação brasileira, porque você não organiza o ensino médio com cada instituição fazendo um programa de vestibular diferente. O Exame Nacional [do Ensino Médio] é o que há de mais moderno no mundo e tem problemas em diversos países, mas temos que aprender a enfrentar esse negócio”, disse.

O ministro da Educação participou hoje (10), no Rio, de seminário sobre os desafios da educação básica no país, promovido pela Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas, da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Ele citou a China e a Inglaterra como países que também tiveram problemas na aplicação de exames equivalentes ao Enem. Na China, 62 pessoas foram presas por cola eletrônica e na Inglaterra foi registrado número recorde de itens cancelados porque não tinham resposta correta. “Não estou dizendo que vai acontecer alguma coisa [no Enem deste ano], mas é um grande problema fazer uma prova em um fim de semana para 5 milhões de pessoas”, ressaltou, destacando que o ministério está “somando inteligência ao processo, a cada edição”.

Haddad também voltou a garantir que a greve dos funcionários dos Correios não vai afetar a realização das provas. “Estamos em contato permanente com a direção dos Correios desde o início do movimento. A garantia que se tem é que está tendo uma operação especializada e dedicada à distribuição das provas e cartões”, enfatizou. (Texto completo)

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IMPRESSIONANTE: MINISTRO DA EDUCAÇÃO, FERNANDO HADDAD, CONVIDA REDE GLOBO A FAZER JORNALISMO SÉRIO

Aula de Jornalismo

Convite ao jornalismo

A cobertura dos problemas da prova do Enem pela velha mídia já demonstra como vai ser o jornalismo brasileiro no próximo governo, de Dilma Rousseff.

Acredito que os governos devem ser fiscalizados e cobrados, mas não de maneira enviesada. De 4,6 milhões de provas, é possível que cerca de 21 mil alunos tenham tido algum problema e só cerca de dois mil tenham de fazer nova prova. Um problema que atingiu 0,5% dos estudantes.

Nada contra a cobertura exagerada, desde que com qualidade. Aliás, governos devem mesmo prestar contas, esclarecer. E é isso que aconteceu no caso do Enem.

A entrevista do ministro da Educação, Fernando Haddad, ao Bom Dia Brasil da Rede Globo foi exemplar de quão distante do jornalismo está a imprensa.

O ministro, que não tem formação em jornalismo, pediu com muita educação para que a Rede Globo entreviste pessoas com mais isenção. Ou seja, seria bom parar de entrevistar lobbistas e representantes partidários disfarçados de especialistas.

Diz Haddad, por volta dos 5 minutos, ao responder a Renato Machado. “Faço um convite a vocês. Faça um debate com observadores externos ao Brasil. Faça um debate com pessoas que entendam de educação…”

Opa! Observadores externos ao Brasil?

Com precisão, ministro diz que a mídia brasileira age como em países em que há eleições com guerra civil ou ditaduras, ou seja, precisa de observadores internacionais.

Essa entrevista é memorável pelas perguntas dos jornalistas e pelas respostas do ministro. O jornalismo precisa melhorar e muito.

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MINISTRO DA EDUCAÇÃO, FERNANDO HADDAD, DIZ QUE CALENDÁRIO TEM FOLGA E PROVA DO ENEM DEVE ACONTECER EM NOVEMBRO

Nova prova do Enem será em novembro

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Ministério da Educação (MEC) ainda não decidiu se irá manter o contrato com a empresa responsável pela impressão, distribuição e aplicação da nova prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será realizada em novembro.

O MEC ainda vai estudar com a empresa responsável pela aplicação dos testes a melhor data, no próximo mês, para a nova prova.

Segundo o ministro Fernando Haddad, serão levadas em consideração as datas de realização de outros vestibulares, para que não haja coincidência de datas, o que impossibilitaria a participação dos estudantes em mais de um processo seletivo.

Algumas universidades federais usarão o resultado do Enem como primeira fase do processo seletivo, aplicando em seguida uma segunda etapa. Como o resultado do exame também será adiado em função do cancelamento da prova, é possível que haja atraso no ingresso. Mas, de acordo com Haddad, havia uma folga no calendário e será possível ajustar essas datas.

O ministro disse que as provas que vazaram “viraram um simulado”. E é possível que elas sejam disponibilizadas para os estudantes testem seus conhecimentos antes da nova aplicação do exame.

Uma reunião, hoje (1º) à tarde, entre representantes do MEC, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e do consórcio, cuja empresa líder é a Consultec, da Bahia, vai definir os próximos passos e tentar mapear onde pode ter ocorrido o vazamento da prova.

Haddad afirmou que ainda não é possível dizer se o exame vazou de dentro do Inep, no processo de impressão ou de distribuição. Mas, como a jornalista do jornal O Estado de S. Paulo teve acesso a uma prova impressa, ele acredita que isso tenha ocorrido após a passagem do texto pela gráfica responsável pela impressão, a Plural, de São Paulo.

“Felizmente isso ocorreu antes da prova ser aplicada, senão nós teríamos que cancelar a prova, e o prejuízo seria muito maior”, afirmou Haddad. A prova seria realizada sábado (3) e domingo (4) próximos.

De acordo com o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, o ponto mais sensível a fraudes é a distribuição. As provas já estavam sendo distribuídas para algumas localidades, especialmente na Região Norte. Os custos para imprimir as provas – que já estão elaboradas – giram em torno de R$ 36 milhões, 30% do valor do contrato com a empresa.

Segundo o ministro, a segurança do Enem neste ano foi reforçada. Caso a investigação da Polícia Federal responsabilize o consórcio, as empresas poderão ser responsabilizadas, e um novo contrato emergencial poderá ser feito, sem necessidade de licitação. Entretanto, nenhuma outra empresa se candidatou na licitação para fazer esse serviço. Haddad não soube informar de que forma a empresa pode ser punida caso seja responsabilizada pela fraude.

Os candidados inscritos no Enem podem ligar para o telefone 0800 61 61 61 para tirar dúvidas sobre o adiamento do exame.

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FERNANDO HADDAD SERIA O MELHOR NOME PARA A EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO, ACREDITO

Haddad pode colocar a educação no centro do debate político

Haddad pode colocar a educação no centro do debate político

O nome de Fernando Haddad, atual ministro da Educação do governo Lula, tem tudo para ser o grande nome do PT para o governo do Estado de São Paulo. Só não vai ser se as correntes internas do partido mantiverem nomes que têm grandes chances de derrota, mas representam os grupos maiores da legenda.

Haddad tem grande chances de vitória porque não tem a rejeição de Marta Suplicy, que perdeu recentemente a corrida para a prefeitura, mesmo sendo a líder nas pesquisas, e nem os problemas de Antônio Palocci, afastado do governo Lula para sorte do brasileiros, já que mantinha uma política mais austera que a do PSDB.

Haddad, além de ser uma aposta viável e que renova o partido, teria o mérito de colocar a Educação como o principal tema de campanha. Isso seria ótimo para São Paulo e para o país. O PSDB sabe disso e já montou estratégia para fazer às pressas na área educacional o que não fez como política de governo, ou seja, investir pesado e com qualidade nessa área na qual tem sido muito ruim até agora. (veja abaixo trecho de matéria do site Todos Pela Educação, reproduzida do jornal Valor). O detalhe é o termo obrigatório na reportagem, que o PSDB tanto gosta como filosofia para melhorar a educação.

Mesmo que Fernando Haddad não ganhe as eleições, apesar de acreditar que é o nome de maior potencial dentro do PT, a campanha impulsionará o debate sobre a Educação do Brasil.

Pelas intenso trabalho e grandes mudanças que faz no Ministério da Educação, Haddad com certeza já se colocou como candidato.

26/05/2009VALOR ECONÔMICO (SP)
PSDB reforça investida em educação
Na eventualidade de o ministro Fernando Haddad ser o candidato petista em São Paulo, enfrentará investida montada no Palácio dos Bandeirantes para reverter o fraco desempenho acumulado na Educação nos 14 anos de gestão tucana no Estado.

Na eventualidade de o ministro Fernando Haddad ser o candidato petista em São Paulo, enfrentará investida montada no Palácio dos Bandeirantes para reverter o fraco desempenho acumulado na Educação nos 14 anos de gestão tucana no Estado. A prioridade na agenda legislativa do governador paulista até o fim do ano é a aprovação de dois projetos de lei complementar que pretendem reestruturar o funcionalismo público estadual da Educação.
As principais mudanças instituídas pelo terceiro secretário de Educação do governo José Serra, Paulo Renato Souza, referem-se aos professores temporários, que hoje somam 80 mil, ante 130 mil efetivos. Sob a premissa de que estabilidade no cargo implica em bons resultados educacionais, o governo paulista aprovará na Assembleia um projeto que restringe a contratação de temporários, obriga-os a fazer uma prova anual, abre concurso para a contratação de 10 mil professores e cria 50 mil vagas. A meta é, aos poucos, substituir os temporários pelos efetivados.
Outro projeto irá criar duas novas cargas horárias para todos os profissionais da rede: 40 horas e 12 horas semanais. Atualmente, elas são de 24 e 30 horas. Com as 40 horas, a intenção é assegurar a estabilidade dos professores das primeiras séries e de disciplinas com carga horária maior, como matemática e português. A jornada de 12 horas pretende ajustar as aulas com menor carga horária, um dos principais motivos para a contratação de temporários. Além disso, todos os novos professores, diretores e supervisores da rede pública – temporários ou não – serão obrigados a passar por um curso durante quatro meses na nova Escola de Formação de professores do Estado de São Paulo.
Com as medidas, Serra pretende reverter os indicadores deficitários da Educação paulista até as eleições de 2010. A área é das que mais preocupam os tucanos, tanto na sucessão do Palácio dos Bandeirantes quanto do Palácio do Planalto.
Com Haddad candidato, a preocupação aumenta, já que algumas das vitrines do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão vinculados ao Ministério da Educação. Caso do Prouni (distribuição de bolsas de estudo a alunos carentes), que até 2008 beneficiou 434 mil alunos, sendo 130 mil paulistas; e do plano de expansão das Escolas técnicas federais, que fará com que o número de institutos técnicos federais passe de 140 em 2005 para 354 em 2010 – 22 deles em São Paulo.
Na mesma linha, Serra também fez o seu plano de expansão de Escolas técnicas, que prevê dobrar o número de Fatecs (as Escolas técnicas de ensino superior paulistas), chegando a 52. No ensino técnico de nível médio, a meta é aumentar em 100 mil o número de matrículas presenciais e a distância, atingindo o número de 200 Etecs em 2010. Para tanto, triplicou, em dois anos, o orçamento para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, comandada pelo ex-governador Geraldo Alckmin: eram R$ 337 milhões em 2006 e R$ 748 em 2008.
O Palácio dos Bandeirantes também aposta na sensível melhora nos índices oficiais e do Estado, o Idesp, criado em 2007. Baseado no rendimento dos alunos em português e matemática em exame estadual (o Saresp) e no número de alunos que se forma no tempo ideal (evasão e repetência), em uma escala de 0 a 10, o índice no ensino médio passou de 1,41 para 1,95, muito abaixo da meta de 5 para 2030, equivalente ao de países desenvolvidos. Não houve, porém, crescimento nos outros ciclos: da 1ª à 4ª série, passou de 3,23 para 3,25; e da 5ª a 8ª, de 2,54 para 2,60. (Texto Integral em Todos pela Educação)

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