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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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SANTA DITADURA DA MÍDIA! ÚLTIMAS NOTÍCIAS SOBRE A GLOBOPAR NOS JORNAIS FOLHA DE S. PAULO E ESTADÃO SÃO DE 2012

Emporcalhou a mídia

Emporcalhou a mídia

Uma rápida pesquisa na busca dos sites Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo mostra que a útlima matéria sobre a Globopar é do final do ano passado. Por sinal, é a mesma notícia.

Até agora, os jornalões de São Paulo estão caladinhos. Nenhuma indignação! Não falaram nada sobre o que está bombando na internet, ou seja, a sonegação de R$ 600 milhões da Globo.

Afinal, o que são R$ 600 milhões?! Nadinha.

Veja abaixo o resultado da pesquisa feita no próprio site dos jornais

Estadão

SANTO GUTENBERG! FOLHA E ESTADÃO JÁ DISSERAM QUE DAR GOLPE DE ESTADO SIGNIFICA REESTABELECER A DEMOCRACIA

João Goulart, o presidente golpeado pela mídia paulista

João Goulart, o presidente golpeado pela mídia paulista

A salvação da pátria

Para os jornais paulistanos, o golpe militar foi a defesa da lei e da ordem

Por Luiz Antonio Dias/ Revista História

“Os comunistas invadiram o Brasil”. Era esta a impressão de qualquer leitor de jornais no início dos anos 1960. Desde a posse de João Goulart na Presidência, em 1961, setores militares já planejavam sua queda. Matérias, manchetes e editoriais veiculados pela imprensa nesse período dão ideia do clima tenso, e é importante entender que essas informações divulgadas pelos jornais paulistanos Folha de S. Paulo eO Estado de S. Paulo não eram neutras ou meramente “informativas”.

Defendendo a “ordem”, a Folha teceu fortes críticas ao comício pelas Reformas de Base, ocorrido no dia 13 de março de 1964 na Guanabara, afirmando que foi organizado por extremistas que tentavam subverter a ordem. No dia seguinte ao comício, publicou um editorial sobre o assunto: “preferiu o Sr. João Goulart prestigiar uma iniciativa vista com justificada apreensão por toda a opinião pública (…). Resta saber se as Forças Armadas (…) preferirão ficar com o Sr. João Goulart, traindo a Constituição, a pátria e as instituições”. O Estadão também exigiu um posicionamento das Forças Armadas no episódio. O editorial “O presidente fora da lei”, do mesmo dia, acusa João Goulart e alega que isso é apenas uma parte: “É, evidentemente, a última etapa do movimento subversivo que (…) é chefiado sem disfarces pelo homem de São Borja. E é também o momento de as Forças Armadas definirem, finalmente, a sua atitude ambígua ante a sistemática destruição do regime pelo Sr. João Goulart, apoiado nos comunistas”.

A Marcha da Família com Deus pela Liberdade, ocorrida em São Paulo em 19 de março, foi uma resposta ao comício da Guanabara, e sobre essa manifestação a Folha apresentou a seguinte manchete: “São Paulo parou ontem para defender o regime”. Já O Estado de S. Paulo dizia em 20 de março: “Meio milhão de paulistanos e paulistas manifestaram ontem em São Paulo, no nome de Deus e em prol da liberdade, seu repúdio ao comunismo e à ditadura e seu apego à lei e à democracia”. Nesse editorial, o jornal buscou resgatar a memória de 1930 e 1932 [Ver RHBN nº 82], “da luta contra os caudilhos e a ditadura”, mostrando que o povo de São Paulo saberia lutar bravamente para garantir a Constituição de 1946.

A Revolta dos Marinheiros, em 26 de março, nada mais foi do que a gota d’água de um movimento golpista que já vinha caminhando a passos largos. Nesse episódio, mais uma vez, a Folha se colocou ao lado da “ordem”, criticando o movimento e lançando ataques à ação do presidente no incidente. “A solução dada pelo presidente (…) tem todas as características de uma capitulação.”

Na noite de 30 de março, o presidente compareceu ao Automóvel Clube, na Guanabara, para a comemoração do 40° aniversário da fundação da Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar. Nesta solenidade, Goulart proferiu o seu discurso mais radical. No dia seguinte, a repercussão na imprensa foi negativa: os jornais se levantaram novamente contra o presidente. O discurso de João Goulart acabou sendo a senha para o início do golpe militar, que seria deflagrado na madrugada seguinte. A Folha também circulou nesse dia com um suplemento especial intitulado “64 – O Brasil continua”, repleto de anúncios de grandes empresas, mostrando que o Brasil cresceria em 1964, que esse seria um novo tempo. Cadernos como este – lançando previsões – normalmente circulam no início do ano. A data de publicação comprova que a sua elaboração ocorreu antes do início do golpe militar.

No dia seguinte ao golpe, o jornal afirmou que Goulart governou com os comunistas, tentou eliminar o Congresso atacando a Constituição, e, desta forma, a intervenção militar teria sido justa. Para a Folha, “não houve rebelião contra a lei. Na verdade, as Forças Armadas destinam-se a proteger a pátria e garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem”.

Com a subida de Castello Branco ao poder, a Folha do dia 16 de abril não poupou elogios ao novo presidente em seu editorial. “É com satisfação que registramos ter seu discurso de posse reafirmado todas as nossas expectativas e revigorado a nossa esperança de que uma nova fase realmente se descerrou para o Brasil”.

Durante o governo Goulart, o jornal atacava o presidente e seu governo como uma ameaça aos direitos legais. Mas o editorial do dia seguinte ao golpe, “O sacrifício necessário”, defendia a necessidade de suprimir direitos constitucionais: “Nossas palavras dirigem-se hoje (…) aos que se acham dispostos ao sacrifício de interesses, de bens, de direitos, para que a nação ressurja, quanto antes, plenamente democratizada.”

No dia 3 de abril, o Estadão, estampou a seguinte manchete: “Democratas dominam toda a Nação”. É inegável que houve um árduo trabalho por parte dos jornais para desestabilizar o governo Goulart.

Tanto o Estadão quanto a Folha defenderam a deposição de um presidente eleito pelo povo e derrubado pelas Forças Armadas como “defesa da lei e do regime”. A imprensa paulistana, apresentando-se como porta-voz da opinião pública, saudou a instalação de um governo autoritário e ilegítimo como se fosse democrático e legal. Os aspectos éticos dessa “ação jornalística” e a falta de críticas – ou autocrítica – aos jornais e jornalistas é tema que merece reflexão.

Luiz Antonio Diasé professor da PUC-SP e autor de “Informação e Formação: apontamentos sobre a atuação da grande imprensa paulistana no golpe de 1964. O Estado de S. Paulo e a Folha de S. Paulo”. In:ODÁLIA, Nilo e CALDEIRA, João Ricardo de Castro (orgs.).  História do Estado de São Paulo: a formação da unidade paulista. São Paulo: Imprensa Oficial/Editora Unesp/Arquivo do Estado, 2010.

Saiba Mais – Bibliografia

GASPARI, Elio. A Ditadura Envergonhada. São Paulo: Cia. das Letras, 2002.

TOLEDO, Caio Navarro de. O governo Goulart e o golpe de 64. São Paulo: Brasiliense, 1982.

Filmes

“O que é isso, companheiro?”, de Bruno Barreto (1997).

“O ano em que nossos pais saíram de férias”, de Cao Hamburger (2006).

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FOLHA DE S. PAULO E O JORNALISMO À MODA AL CAPONE

JORNALISMO À MODA DE AL CAPONE

iMAGEM: bessinha-41O que é mais incrível não é a Folha de S.Paulo mandar uma repórter “enviada especial” a Goiânia para cobrir o casamento de um mafioso com uma mulher indiciada por chantagear um juiz federal para tirá-lo da prisão, e sequer citar esse fato.

Carlinhos Cachoeira, vocês sabem, tem trânsito livre na imprensa brasileira.

Dava ordens na redação da Veja, em Brasília, e sua turma de arapongas abastecia boa parte das demais coirmãs da mídia na capital federal.

Andressa, a noiva, foi indiciada por corrupção ativa pela Polícia Federal por ter tentado chantagear o juiz Alderico Rocha Santos.

Ela ameaçou o juiz, responsável pela condução da Operação Monte Carlo, com a publicação de um dossiê contra ele. O autor do dossiê, segundo a própria ? Policarpo Jr., diretor da Veja em Brasília.

(Que o Odarelo Cunha não indiciou. – PHA)

Mas, nada disso foi sequer perguntado aos pombinhos. Para quê incomodar o casal com essas firulas, depois de um ano tão estressante?

O destaque da notícia foi o mafioso se postar de quatro e beijar os pés da noiva, duas vezes, a pedido dos fotógrafos.

No final, contudo, descobre-se a razão de tanto interesse da mídia neste sinistro matrimônio no seio do crime organizado nacional.

Assim, nos informa a Folha:

“Durante o casamento, o noivo recusou-se a falar sobre munição que afirma ter contra o PT: ‘Nada de política. Hoje, só falo de casamento. De política, só com orientação dos meus advogados’.”

É um gentleman, esse Cachoeira.

Leandro Fortes

( vi no Converda Afiada)

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A MÍDIA QUE APOIA O PSDB FICOU AINDA MAIS MILIONÁRIA COM A PUBLICIDADE DE JOSÉ SERRA E, PASMEM, DE DILMA ROUSSEFF

Veja abaixo duas notícias importantes na área de comunicação. A mídia conservadora tem recebido milhões tanto do governo do PSDB quanto do governo do PT, quase que exclusivamente.  O governo Dilma, por exemplo, teria reduzido o número de empresas que recebem verba publicitária de 8 mil (fim do governo Lula) para apenas 3 mil. Enquanto isso, José Serra e Alckmin deram milhões semanalmente para empresas que os apoiam incondicionalmente.

Serra deu uma mega-sena por mês à mídia demotucana

Carta Maior-Saul Leblon

Globo recebeu milhões de José Serra

Na campanha presidencial de 2010, Serra deu R$17,6 milhões por mês ao dispositivo midiático demotucano para veicular publicidade do governo de São Paulo. É como se o tucano transferisse 980 salários mínimos por dia (40 salários por hora), uma Mega-Sena por mês (a deste sábado é de R$ 17 milhões) aos veículos que o apóiam. 

Durante a gestão Serra em SP (2007/2011), o governo do Estado transferiu R$ 608,9 milhões à mídia ‘isenta’ para comprar espaço publicitário. Significa que Serra, sozinho, repassou aos veículos que formam o dispositivo midiático conservador um valor equivalente a 30% dos gastos totais com publicidade do governo federal no mesmo período. Os valores absolutos foram publicados pela Folha deste sábado.

O auge da generosidade tucana foi no ciclo eleitoral de 2009/2010:R$ 246 milhões. A Globo foi a mais aquinhoada na gestão Serra: R$ 210 milhões, 50% do total destinado a TVs, embora sua fatia na audiência seja declinante no período: caiu de 41% para 38% do total. Serra destinou às TVs religiosas mais recursos do que à TV Cultura, cuja audiência é superior. 

A empresa de publicidade que intermediou a maioria dos contratos, ficando com 20% de comissão –como acontecia com o Valerioduto- foi a ‘Lua’, cujo proprietário é Rodrigo Gonzales. Rodrigo vem a ser filho do publicitário Luiz Gonzales,o marqueteiro de Serra e Alckmin, que fez a campanha presidencial do tucano em 2010 e comanda a atual, à prefeitura de SP. A agencia Lua também tem a conta publicitária da Dersa e do programa Nota Fiscal Paulista.( valores divulgados pela Folha; 15-09)

 

Uma chaga viva na secretaria de Comunicação do governo Dilma

Por  Hiledgard Angel

O critério da ministra Helena Chagas, secretária de Comunicação, não é obrigatoriamente o do conteúdo ou o da qualidade. É aquele do ‘quem tem mais público leva mais’, segundo reclama o Correio do Brasil, queixando-se de que, embora apresente níveis de audiência e de leitura superiores à maioria dos veículos de comunicação, inclusive do Grupo dos 10, não integra nem mesmo a lista do Grupo dos 3 mil veículos beneficiados com os recursos públicos…

Nisso tudo, é importante destacar, que, de modo admirável, essa imprensa independente, embora excluída da relação de órgãos cortejados pela secretaria de Comunicação, tem mantido a mesma coerência em sua linha editorial, não partindo para o ataque ao Governo Dilma nem praticando qualquer tipo de “retaliação”, como seria de se esperar se se tratasse de uma imprensa “de balcão”…

Enquanto, por outro lado, o bem aquinhoado Grupo dos 10, formado pela imprensa conservadora, que esteve unida contra a então candidata Dilma Rousseff, numa oposição exercida de modo rude e violento, agora se mostra simpático à Dilma presidenta, faz-lhe a corte de forma sedutora, não economiza em elogios e gira os olhos como se estivesse diante de gratíssima surpresa, o que só nos faz pensar que praticava um jornalismo de quem não pesquisou direito…

Falando em pesquisa, lendo a Folha de São Paulo de 28 de dezembro de 2010, somos levados a concluir que a ministra Helena Chagas foi generosa ao contrário, reduzindo a três mil os contemplados com a verba publicitária governamental, quando, ao fim do Governo Lula, eram mais de oito mil veículos…

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MARIO PRATA: ESTADÃO, FOLHA, GLOBO, VEJA E JORNAL NACIONAL ESTÃO PODRES

Esse panfleto não cheira bem!

Acabo de ver que desde ontem à noite, os portais do Estadão e da Folha (a Veja não chego nem perto por que não tenho estômago para tanto) não publicaram a subida de Dilma Rousseff na pesquisa da Band/Vox/IG, em que ela aparece com 55% das intenções de voto, mesmo com todos os ataques de Serra.

Dilma abriu 33 pontos de vantagem sobre Serra e isso não é notícia!

O que aparece há semanas nesses jornais impressos e on line são as versões do PSDB/ Serra em manchete. É um lixo.

É a podridão de que fala Mário Prata, que acabo de ver PHA. Prata deu uma entrevista ao Diário de Natal e afirmou o que muita gente do povo também já percebeu. A mídia está podre. Veja o trecho:

Mario Prata: Eu sempre digo que o último repórter que eu acho que tem no Brasil é o Caco Barcellos, é o cara que investiga, que consegue do jornal semanas, meses, anos para fazer uma matéria. Hoje em dia não se tem vontade, não tem mais aquela coisa do diretor de redação acreditar numa investigação.
Você coloca todos no balaio?
Mario Prata: Coloco todo mundo no mesmo balaio. A imprensa brasileira está podre. Os grandes jornais, as coisas que são consideradas grande imprensa no Brasil como Folha de S. Paulo, Globo, Estadão, Jornal Nacional, Veja, para mim são piadas. Todos esses que eu citei tem ódio do Lula, é um ódio doentio, é uma coisa que me dá medo. Outro dia peguei o Estadão e tinha oito chamadas na capa falando mal do governo, algumas coisas que ocorreram há sete anos. Meu filho casou-se agora com uma repórter da editoria de política do Estadão, e o Serra ligou pra ela antes do casamento. “Julia, eu soube que você vai se casar, mas você não vai ter lua de mel, né? Você não pode ter lua de mel agora”. Por aí você vê como Serra está dentro do jornal. (Texto Completo)

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Chico Buarque na luta contra a ditadura que a SIP apoiava

Para que os leitores do Estadão e da Folha não façam papel de bobo, estamos melhorando a manchete publicada pelo jornal. Assim, é possível entender quem é essa entidade que sempre vira manchete nos jornais brasileiros. Parece que é importante e séria, mas é apenas uma entidade sem credibilidade alguma.

A contextualização, diz o manual desses jornais, é algo fundamental no texto jornalístico. Daí segue trecho de Breno Altman contextualizando a entidade.

Certamente é importante, para os leitores, conhecer a história dessa entidade antes de julgar a credibilidade das declarações de seu principal dirigente. Fundada nos Estados Unidos em 1946, a SIP teve papel fundamental durante a Guerra Fria. Empenhou-se com afinco a etiquetar como “antidemocráticos” os governos latino-americanos que não se alinhavam com a Casa Branca. Constituiu-se em peça decisiva da guerra psicológica que antecedeu os levantes militares no continente entre os anos 60 e 80.

Orgulha-se de reunir 1,3 mil publicações das Américas, com 40 milhões de leitores. Entre seus membros mais destacados, por exemplo, está o diário chileno El Mercurio, comprometido até a medula com a derrubada do presidente constitucional Salvador Allende, em 1973, e a ditadura do general Augusto Pinochet (Texto Integral)

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BRASILEIROS FARÃO ATO DE REPÚDIO À FOLHA DE S. PAULO POR EDITORIAL QUE CLASSIFICOU DITADURA DE `DITABRANDA´

BENEVIDES VAI AO ATO DE REPÚDIO À FOLHA

por CONCEIÇÃO LEMES/ Vi o Mundo

Anote em letras bem grandes na sua agenda: 7 de março, 10 horas, em frente à Folha de S. Paulo, na rua Barão de Limeira, ato público em repúdio à “ditabranda” e solidariedade aos professores Maria Victoria de Mesquita Benevides e Fábio Konder Comparato.
“Eu entrei como Pilatos no credo”, avalia o professor Comparato. “A meu ver, o fato gravíssimo é que o jornal procurou absolver o regime hediondo, criminoso, justamente no momento em que o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, por meu intermédio, impetrou no Supremo Tribunal Federal uma arguição de descumprimento de preceito fundamental a fim de que o STF declare que os assassinos, os torturadores, os estupradores do regime militar não foram abrangidos pela anistia.”

“Como pessoa atacada, prefiro não ir ao ato público”, antecipa. “Mas gostaria que, você, em meu nome, dissesse a todos que lá estarão que estou muito emocionado com imensa solidariedade que tenho recebido.”

A professora Maria Victória Benevides irá. Acaba de confirmar a sua presença aoViomundo. A repercussão surpreendeu-a.

“Se consideramos que o manifesto de repúdio e solidariedade (clique aqui para assinar) começou a circular em pleno carnaval e já conta com mais de 3 mil assinaturas, é muito mais do que poderíamos imaginar”, afirma Maria Victoria.  “Isso sem falar da grande quantidade de sites e blogs que repercutiu positivamente a nosso favor.”

“Isso mostra como nós podemos usar a internet e os blogs decentes como alternativa concreta, real e perfeitamente viável para nos desvincularmos dos jornalões, da imprensa de rabo preso”, prossegue a professora. “Outra coisa interessante é o apoio que tem vindo também dos jovens. Eles não viveram a ditadura. Também não aprenderam sobre ela, porque isso não costuma ser ensinado nas escolas, com raríssimas e honrosíssimas exceções. Eu fico feliz de ver como eles entenderam que uma coisa é discordar, outra é apresentar uma visão facciosa, no caso da Folha até ignorante, porque o conceito de “ditabranda” foi inventado num outro contexto.”
O ato público na Folha de S. Paulo está sendo convocado pelo Movimento dos Sem-Mídia, liderado pelo Eduardo Guimarães, do blog Cidadania.com.

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