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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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ARQUITETURA DEMOTUCANA: UMA IMAGEM VALE MAIS DO QUE MIL DISCURSOS PARA EXPLICAR A POLÍTICA SOCIAL DO PSDB/DEM

Às vezes é difícil entender a política, mas algumas imagens podem nos ajudar. Quando se tem um problema social, seja ele qual for, há várias maneiras de resolver, dependendo do grupo político que está no poder.

No caso dos mendigos e dos moradores de rua, a solução encontrada pela parceria PSDB/DEM é o apartheid, ou seja, a segregação ao impedir que esses indivíduos fiquem em determinadas regiões da cidade, seja por meio de obstáculos, leis ou mesmo reprimindo. Para o PSDB/DEM, morador de rua, mendigo, drogados, pobres etc… são efeitos colaterais do ótimo sistema social que vivemos. Nesse sentido, o melhor é reprimir esses efeitos.

Outra solução talvez fosse entender o problema social e tentar construir uma sociedade que evite tal problema. Esse deveria ser o papel do governante. Para isso é preciso enfrentar a elite poderosa, mas não há coragem para isso. O mais fácil é enfrentar mendigos e moradores de rua. É a política da covardia que se define pelo enfrentamento ao elo mais fraco da sociedade.

Mas fiquem com essas obras de arte da arquitetura demotucana:

O Banco antimendigo do Kassab

A primeira iniciativa do gênero foi a chamada “rampa antimendigo”, instalada num dos mais movimentados túneis da cidade. As obras, anunciadas sob protestos em abril de 2005, foram inauguradas cinco meses depois. Tratava-se de construções de concreto, com piso de chapisco, na passagem subterrânea que liga as avenidas Paulista e Doutor Arnaldo. A superfície das rampas, áspera e irregular, impedia a permanência de moradores de rua, às portas de um cartão-postal da metrópole.

inda que a intenção de “limpar” a área estivesse explícita, Andrea Matarazzo, subprefeito da região Sé e homem forte do governo Serra, alegou combate à alta incidência de furtos e roubos na região. “Os moradores de rua têm direito de ir e vir, mas não podemos permitir esses pontos de assalto. Isso nada tem a ver com higienismo. Não podemos confundir bandidos com moradores de rua”, declarou Matarazzo, sem explicar por que o combate à criminalidade não contou com reforço de segurança — só com a rampa antimorador de rua.

O sucessor de Serra e atual prefeito paulistano, Gilberto Kassab, do DEM, deu sequência ao descaso, à perseguição — e às obras “antimendigo”. Em 21 de fevereiro de 2007, por exemplo, a Praça da República foi reinaugurada com quatro novos bancos de madeira, que tinham barras de ferro como divisórias, para impedir que pessoas dormissem sobre sua superfície. “Se não dá para deitar no banco, a pessoa deita na grama, que é até mais confortável”, chegou a provocar o mesmo Andrea Matarazzo. (Vermelho)

Viaduto com sistema antimorador de rua

O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSDB), investiu orgulhosamente 6 mil reais no revestimento da área abaixo de um viaduto com pedras gnaisse. Pra que? Evitar que moradores de rua possam dormir no local. Por que? Desgraça pouca é bobagem!
Pra quem duvida, diretamente do site da prefeitura:
“Realizamos esta obra com o objetivo de evitar que o espaço público seja transformado em área de ocupação irregular”, disse. Para a efetivação da obra foram colocados 144 metros quadrados de pedra gnaisse e investidos cerca de seis mil reais.”. (facebook de Luiza Freire)

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PARTIDO DE GILBERTO KASSAB, O PSD É O ANTIGO PDS VESGO

Quer conhecer o PSD? Olhe no retrovisor

O PSD, partido criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, é o velho e bom PDS, de Paulo Maluf.

Arena, PDS, PFL, Demo, PP, e PSD são nomes diferentes para as mesmas coisas.

Essas siglas criativas  são resultado do avanço democrático do Brasil desde o fim da ditadura e também da astúcia dos marketeiros políticos, que trabalham duro para enganar o povo.

A história é essa: a Arena estava desgastada pela ligação com os militares. Criou-se o PDS. O PDS estava desgastado, então criou-se uma PFL, com ACM e depois surgiu o PP, de Paulo Maluf.

A cada duas ou três eleições os políticos são obrigados a trocar o nome da sigla por se tornar evidente suas ações contra a população, apesar do discurso em contrário. Eles estão sempre a serviço da manutenção das desigualdades sociais, dos próprios interesses acima de qualquer outro valor e, com isso, tornam-se inviáveis eleitoralmente ao longo de algumas eleições. É a democracia.

PSD é uma nova sigla e um velho novo discurso. É o PDS vesgo, apenas tem um S fora do lugar.

Veja só a última: Gilberto Kassab e Kátia Abreu dizem que a opção do PSD é o social. É incrível como a parte mais retrógrada e mais assustada da direita é capaz de renovar o discurso ao renovar a sigla partidária.

O problema é que o social sempre foi a bandeira da direita. Basta ver os discursos políticos dos velhos caciques da direita.

Todo mundo só pensa no social. Poucos fazem.

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KASSAB PODE TER ENTRADO NUMA FRIA AO SE LEVAR PELO CANTO DAS SEREIAS DO PSB E DO PCdoB

Kassab teria sido levado pelo canto das sereias?

As últimas notícias sobre as mudanças políticas em torno do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, mostram que o prefeito pode ter entrado em uma fria e se queimado no próprio partido.

Kassab parecia dar uma tacada política de mestre, deixar o famigerado e ultradireitista DEM, e sair como grande figura política de um partido de esquerda com garantia de concorrer a cargos majoritários.

O DEM é o partido que proferiu asneiras inomináveis nas últimas eleições ao lado do mestre do teatro de papel José Serra. O DEM tende a se consolidar como uma pequena, mas estridente força conservadora. Provavelmente não terá força política nem financeira para continuar com seu discurso coronelistas.

A sedução do PSB e do PCdoB ao direitista Kassab não foi muito compreendida por muita gente. Acredito, espero estar certo, esses partidos não queriam necessariamente o prefeito de São Paulo, mas fazer uma pressão sobre o PT e consquistar mais espaço no governo. Caso o governo consiga acomodar essa situação, Kassab poderá ser abandonado antes mesmo de ter sido aceito por alguma legenda de esquerda.

De outro lado, o DEM busca bloquear a saída de membros dos seus quadros, gerando baixas nas aspirações de Kassab e, como consequência, isolando-o dentro do partido.

Com a quantidade de promessas que fez em campanha e com as inundações de SP, Kassab poderá também ter mais ônus do que dividendos quando sair da Prefeitura de SP.

Se Kassab entrou numa fria, a oposição ficou ainda mais enfraquecida.

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