Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos de tags: Golpe

Aécio Neves não é bobo. Ministro Gilmar Mendes vai rejeitar as contas da candidata Dilma Rousseff

Aécio Neves não é bobo. Ele vê a oportunidade de Carlos Lacerda contra o presidente Getúlio na sua frente. Se está inconformado com a derrota na eleição presidencial é porque tem motivos. E esses motivos são o Ministro Gilmar Mendes (foto), que sempre tem (Continue lendo…)

Para Luis Nassif, golpe branco, sem impeachment de Dilma Rousseff, já está em curso

Já entrou em operação o golpe sem necessidade de impeachment, articulado pelo Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Antonio Dias Toffoli em conluio com seu colega (continue lendo…)

Colunistas do Uol adivinharam: ‘Lobão aceitou o papel de bufão do conservadorismo’

A participação de Lobão na reunião de pessoas em defesa de um Golpe de Estado, após eleição presidencial no último domingo, mostra que ex-cantor e agora líder do ‘nonsense’ More…

GLOBO E OS PROTESTOS: VÍDEO EXPLICATIVO E DIVERTIDO PARA QUEM ESTÁ MUITO PERDIDO

O HORROR INDESCRITÍVEL DA DITADURA BRASILEIRA: TORTURADORES COLOCARAM BARATA NA VAGINA DE CINEASTA

Comissão da Verdade do Rio ouve historiadora que teve corpo usado em ‘aula de tortura’

Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil*

historiadora Dulce Pandolfi e a cineasta Lúcia Murat

historiadora Dulce Pandolfi e a cineasta Lúcia Murat

Rio de Janeiro – A historiadora Dulce Pandolfi e a cineasta Lúcia Murat emocionaram os integrantes da Comissão Estadual da Verdade e as pessoas que acompanharam seus depoimentos hoje (28) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Durante cerca de uma hora, elas relataram as agressões sofridas em quartéis e prisões no período da ditadura militar (1964-1985) e foram aplaudidas de pé pelos ouvintes. Dulce contou, inclusive, que seu corpo foi usado em uma aula de interrogatório que teve demonstração de choques elétricos e simulação de fuzilamento.

Primeira a falar, Dulce Pandolfi emocionou-se em diversos momentos e precisou fazer pausas. Atualmente pesquisadora da Fundação Getulio Vargas, Dulce tinha 21 anos e era membro da Aliança Nacional Libertadora (ANL) quando foi presa em 20 de agosto de 1970. Ela passou um ano e quatro meses em poder dos militares e disse que foi torturada psicológica e fisicamente durante três meses no quartel da Polícia do Exército, onde funcionava o Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi). “Quando entrei, ouvi uma frase que até hoje ecoa nos meus ouvidos: ‘Aqui não existe Deus, nem pátria, nem família'”.

No quarto mês de prisão, Dulce ficou no Departamento de Ordem Política e Social (Dops), no centro do Rio, e, nos seis meses seguintes, foi mantida no Presídio Talavera Bruce, em Bangu, até ser transferida para o presídio Bom Pastor, em Recife, sua terra natal.

A historiadora lembrou que o período mais severo foi o início, na primeira sessão de tortura, quando os militares tentaram obter o maior número possível de informações antes que seu desaparecimento fosse constatado pela ANL e por familiares. O método mais usado foi o choque elétrico, com o corpo molhado e preso ao pau de arara, contou Dulce, que foi também espancada e teve um jacaré colocado sobre seu corpo nu. A “aula de tortura”, para demonstrar a eficácia dos choques elétricos em cada parte do corpo, foi quando ela completou dois meses de prisão. Ela não resistiu, precisou ser socorrida, mas a “aula” continuou momentos depois, com respaldo médico, no pátio do quartel. Foi aí que houve a simulação de fuzilamento, com militares apontando para ela um revólver com apenas uma bala.

“Essas coisas não podem ser naturalizadas. É como a miséria, é como ver uma pessoa caída no chão e achar normal. Esse é o grande ponto”, disse Dulce Pandolfi após o depoimento.

A cineasta Lúcia Murat também foi espancada e sofreu choques elétricos e até abuso sexual por parte dos militares. Ela foi presa pela primeira vez em outubro de 1968, em um congresso estudantil, mas ficou apenas uma semana detida. Com a publicação do Ato Institucional 5 (AI-5), em dezembro daquele ano, com medo da prisão, Lúcia passou a viver na clandestinidade, mas foi encontrada e levada em 1971 para o mesmo quartel em que Dulce foi presa, e ficou detida três anos e meio.

Lúcia contou que as primeiras horas de tortura foram as mais intensas e que chegou a perder os movimentos das pernas por algum tempo. Na tentativa de se suicidar, ela chegou a enganar os militares para ser levada a uma varanda, fazendo-os acreditar que daria sinal para militantes, mas uma substituta encenou no lugar dela: “Foi a pior sensação da minha vida. A de não poder morrer”. Lúcia chegou a ser levada para Salvador, onde foi apenas interrogada, e trazida de volta ao Rio de Janeiro. Em outra ocasião, ao participar de uma auditoria na Marinha, denunciou a tortura perante juízes militares, que a mandaram de volta para o DOI-Codi, onde sofreu deboche e mais sessões de tortura. 

 Além das agressões e dos choques elétricos no pau de arara, Lucia também teve baratas espalhadas sobre seu corpo nu. Os torturadores chegaram a colocar uma delas em sua vagina.

Tanto Dulce Pandolfi quanto Lúcia Murat destacaram o sadismo dos militares durante as sessões de tortura, embora lembrassem que foram tratadas de forma “mais humana” por outros. As duas contaram que um soldado se ofereceu para levar bilhetes para seus parentes e que as mensagens chegaram aos destinatários.

O coordenador da comissão e presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro, Wadih Damous, disse que o objetivo das sessões é sensibilizar a população: “É preciso mostrar, sobretudo aos mais jovens, que a tortura foi uma política de Estado e que pessoas corriam risco de vida por pensar [de maneira] diferente”. Ele informou que estão previstos outros depoimentos, inclusive de agentes civis e militares da época.

Diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil, Atila Roque considerou fortes os depoimentos e disse que eles são uma forma de olhar para problemas atuais: “Foi o relato de um momento histórico em que o governo foi carrasco, foi algoz. Esses trabalhos são também para convidar a sociedade e os jovens a refletir sobre essa história e a enfrentar os problemas que ainda persistem hoje. No momento em que estamos ouvindo esses relatos, há pessoas sendo torturadas nas prisões.”  *(com trecho da AE)

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CANDIDATO DERROTADO DA VENEZUELA, HENRIQUE CAPRILES, TENTA POR FOGO NAS RUAS E DEIXAR O PAÍS EM GUERRA CIVIL

Capriles tenta levar no grito a eleição

Capriles tenta levar no grito a eleição

Direita venezuelana promove ataques violentos na noite desta segunda-feira.

Renata Mielli, de Caracas/ agências

Muitas manifestações marcaram esta segunda-feira em toda a Venezuela. Convocados à rua pelo candidato derrotado Henrique Capriles, seus partidários fizeram atos, passeatas e também agiram com violência, principalmente nos estados do interior do país. Em Caracas, às 20:00hs, ouviu-se um panelaço em toda a cidade.

 Durante a noite, sedes do PSUV no interior foram incendiadas, chegam notícias de ataques contra Centros de Diagnósticos Integrados que fazem parte da Missão Bairro Adentro (Saúde), escritórios do Conselho Nacional Eleitoral, prédios de emissoras de comunicação públicas e agressões contra jornalistas. Há notícias de feridos e mortos.
 
Durante o dia, o principal canal de televisão do país convocava aos venezuelanos a não reconhecerem as eleições e o “presidente ilegítimo”.
 
Os chavistas também ocuparam as ruas para comemorar a vitória de Nicolás Maduro, a sua proclamação como presidente eleito constitucionalmente e defender o resultado da eleição.
 
Maduro em seu discurso de proclamação e na coletiva de imprensa que concedeu à noite denunciou a tentativa da direita em golpear, mais uma vez, a democracia da Venezuela e disse que o governo e o povo estão preparados e sabem como se defender destas tentativas.
 
Com estas manifestações, a direita quer desestabilizar o governo e gerar fatos para serem trabalhados pela imprensa internacional, visando colocar a opinião pública contra a Venezuela. “As manifestações e atos violentos são uma forma de alimentar os meios de comunicação, porque isso é o que será a primeira página de muitos periódicos em todo o mundo, que querem transmitir a ideia de que a Venezuela vive uma situação de instabilidade”, avaliou Ignácio Ramonet em entrevista à TeleSur. (Texto Integral)
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VENEZUELA NÃO VOLTARÁ A SER UMA REPÚBLICA DAS BANANAS COM DITADOR PAGO PELOS EUA E FESTEJADO PELA MEDÍOCRE VEJA

Revista Veja comemorou golpe de Estado em 2002

Revista Veja comemorou golpe de Estado em 2002, contra Chávez

Não é porque Chávez morreu que a Venezuela vai virar Las Vegas

Por Nirlando Beirão, via Com Texto Livre

De volta à República das bananas? Nem pensar.

Seguro que não.

A Venezuela não vai recuar para o papel de quintal dos Estados Unidos e de poleiro para ditadores corruptos.

Se Chávez teve um mérito, foi esse: a Venezuela se livrou da plutocracia. Os magnatas sem escrúpulos se mudaram para Miami. Ele deu um basta nos governos gringos que tratam a América Latina como se a gente ainda vivesse na guerra fria.

A Venezuela de Chávez se impregnou de cheiro de povo. Os índices de miséria desabaram. Os programas sociais da chamada Revolução Bolivariana foram mais radicais e mais abrangentes do que as versões brasileiras do Fome Zero e da Bolsa Família.

Outra virtude sua foi a coragem pessoal.

Chávez jogou pelas regras da democracia (embora os choramingões da imprensa golpista filiada à SIP quisessem dizer o contrário), mas deu um conteúdo excessivamente personalista a seu governo. Esse foi seu pecado.

Mesmo que o chavismo sobreviva, Chávez há de fazer falta. Governos autocráticos se fundam em líderes e correm o risco de sucumbir junto com eles.

Estão soltando fogos em Miami. O intrigante Roger Noriega deve ter aberto uma champanhe. Em vão.

(Noriega foi o sub-secretário de Estado de George Bush para assuntos do quintal, isto é, da América Latina.

Tramou com o rebotalho da direita um golpe contra o presidente eleito, em 2002. Botou no poder, por 48 horas, o líder dos empresários do atraso. A revista Veja comemorou, na capa. Chávez voltou nos braços do povo. Noriega continuou atuando nos bastidores: boatos, intrigas, subornos e notas plantadas em acadêmicas colunas do Globo e assemelhados).

Mas a Venezuela não é mais vassala do Império. Com Chávez, sem Chávez, não há como voltar atrás. O poder é dos descamisados.

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DOCUMENTÁRIO IMPRESSIONANTE SOBRE HUGO CHÁVEZ: “NÃO PERMITAM QUE OS ENVENENEM COM TANTAS METIRAS”

Ao ver o vídeo, troque a palavra Venezuela por Brasil e a história do discurso, não dos fatos, será a mesma. Para a grande mídia brasileira, Hugo Chávez é o primeiro ditador eleito democraticamente e carregado pelo povo ao poder. Da mesma forma, Lula é o ex-presidente que precisa de impeachment.

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ATÉ OS ESTADOS UNIDOS CONHECEM O PIG: LOS ANGELES TIMES NOTICIA QUE MÍDIA BRASILEIRA APOIOU GOLPE E É IMPLACÁVEL SÓ COM O PT

latimes.com
Reportagem do jornal Los Angeles Times menciona boa aprovação da presidente por parte da população, mas não pela imprensa; “Nenhum grande veículo a apoia, sendo que alguns jornais e revistas são particularmente duros em suas críticas”, diz o texto; enquanto isso, a presidente aprendeu a lidar com os ataques, segundo a matéria, reafirmando periodicamente sua crença na liberdade de expressão…
Quando o presidente esquerdista João Goulart foi deposto pelos militares brasileiros, em 1964, a maioria da mídia nacional, controlada por poucas famílias, comemorou. […]
Mas, durante a ditadura de 21 anos que se seguiram, o governo censurou os jornais e estações de televisão das famílias operadoras […]
As coisas são diferentes agora. Desde 2003, o Brasil tem sido gerido pelo partido à esquerda da Centro dos Trabalhadores Popular, conhecido como PT, que deixou a mídia só […]
Mas as publicações e emissoras de TV, ainda controladas pelas mesmas famílias, têm sido críticos do partido, apesar de uma taxa de aprovação pública para a presidente Dilma Rousseff tão alta quanto 78% […] (sic).

Brazil’s Dilma Rousseff is popular, but not among news media

Rich and powerful newspapers and TV networks have been critical of the left-leaning president despite her hands-off approach toward them.
Brazil President Dilma Rousseff not popular among news media
Brazilian President Dilma Rousseff helps mark
10 years in power of the Workers’ Party, or PT,
during a celebration in Sao Paulo last month.
(Yasuyoshi Chiba / AFP/Getty Images / February 20, 2013)

SAO PAULO, Brazil — When left-leaning President Joao Goulart was deposed by the Brazilian military in 1964, the nation’s major news media, controlled by a few wealthy families, celebrated.

But during the 21-year dictatorship that followed, the government censored the newspapers and television stations the families operated.
Things are different now. Since 2003, Brazil has been run by the popular left-of-center Workers’ Party, known as PT, which has left the news media alone.
But the publications and TV stations, still controlled by the same families, have been critical of the party, despite a public approval rating for President Dilma Rousseff as high as 78%. Not a single major news outlet supports her, with some newspapers and magazines particularly harsh in their criticism.
“It’s an extremely unique situation now in Brazil to have such a popular government and no major media outlet that supports it or presents a left-of-center viewpoint,” says Laurindo Leal Filho, a media specialist at the University of São Paulo.
The opposition to the Workers’ Party has been present since former left-wing metalworker Luiz Inacio Lula da Silva, once imprisoned by the dictatorship, was elected president in 2002. Lula quickly moved to the center and accommodated business elites, and the following decade saw an economic boom in which 40 million people rose out of poverty.
Telenovela 'Avenida Brasil' speaks to Brazilians
Telenovela ‘Avenida Brasil’ speaks to 
Brazilians

“Brazilian society was based on slavery for over 300 years, and has almost always been run by the same social strata,” Leal Filho says. “Some parts of the upper class have learned to live with other parts of society that were previously excluded … but the media still reflect the values of the old-school elite, with very, very few exceptions.”

The critical news media have been widely praised for hard-hitting investigations of corruption that have led eight members of Rousseff’s Cabinet to be replaced, and 25 high-level officials to be sentenced for a vote-buying scandal dating to Lula’s administration.
But government supporters often say the news media pay much less attention to evidence of corruption involving other political parties.
Brazil rethinks its rule-breaking attitude after club fire
Brazil rethinks its rule-breaking 
attitude after club fire

Reporters Without Borders recently issued a report criticizing media concentration in Brazil and recommending an overhaul of laws pertaining to the media. But unlike elsewhere in Latin America where governments openly battle with private media critics, the Brazilian government has taken a relaxed attitude.

Even if there were a concerted effort to take action, it would be politically impossible, analysts say. The Reporters Without Borders report details close ties between parts of the media and members of Congress, some of whom even vote to grant licenses to outlets they own, especially outside the bigger cities. To run the country, Rousseff must navigate the complicated waters of the Brazilin congressional system and work with more than 20 other parties.
“It’s unfortunate, but to govern this country you have to establish alliances,” says Mino Carta, editor of Carta Capital, the only publication of any size that supports the government. It sells 60,000 copies a week in a country of almost 200 million.
Meanwhile, Rousseff, who was tortured by the dictatorship for her left-wing activities in the 1970s, has taken criticism from the news media in stride, periodically reaffirming her belief in freedom of speech.
Attempting to build a large-scale news outlet that presents a different point of view would be extremely difficult, Carta says, because of the need for advertising revenue.
In Brazil's <i>cracolandias</i>, roving hordes of lost souls
In Brazil’s cracolandias, roving 
hordes of lost souls

“That would be a very slow and long-term goal indeed,” says the Italian-born septuagenarian.

Most Brazilian media chiefs say their journalism is neutral and objective.
Sergio Davila, managing editor of Folha de Sao Paulo, Brazil’s highest-circulation newspaper, says, “When Fernando Henrique Cardoso was in office, [his party] the PSDB said we were against them and pro-PT.”
Davila points to a report published in the paper at the time detailing votes purchased to ensure Cardoso’s reelection. “Now we’re just seeing the other side of the coin.”
But many PT supporters see the major newspapers, including Folha and O Estado de Sao Paulo, as anti-Rousseff, as they do the television network and newspaper run by the dominant Globo group.
“The big media have always defended powerful interests,” says Jose Everaldo da Silva, a retired port worker and PT voter in the country’s traditionally poor northeast, which has benefited especially from PT rule. “Everyone remembers what Globo did in Lula’s first election.”
When Lula first ran for president in 1989, the Globo TV station heavily edited his final debate with Fernando Collor de Mello, giving Lula less time and showing all of Collor’s best moments. The polls turned in favor of Collor, who was elected and later impeached for corruption (Texto integral no Los Angeles Times) VI no Contexto Livre
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COINCIDÊNCIA ESPANTOSA: INSTITUTO MILLENIUM DOS EUA ESTÁ POR TRÁS DO GOLPE NO PARAGUAI QUE DERRUBOU FERNANDO LUGO

Imagem: governodosestadosunidosUma coincidência realmente espantosa de nomes pode ainda revelar muito sobre o Instituto Milenium brasileiro, ancorado pelos grandes meios de comunicação do Brasil.

No golpe do Paraguai, uma tal Millenium Challenge Corporatinon (MCC), agência financiadora do Congresso americano participou ativamente do golpe que derrubou Fernando Lugo.

Veja abaixo trecho da reportagem de Natália Viana, da Agência Pública, para a Carta Capital, em que narra as atividades do “Instituto Millenium” dos Estados Unidos no golpe do Paraguai.

Por que o instituto brasileiro tem o mesmo nome? Por que o nome Milenium para esses institutos? Qual o significado?

A influência dos EUA no impeachment de Fernando Lugo

Documentos obtidos pela Agência Pública através da Lei de Acesso à Informação dos EUA revelam que antes mesmo da votação do impeachment o diretor de Democracia da USAID já planejava seus passos com o novo governo: “Comecei a fazer reuniões internas para avaliar e traçar uma estratégia sobre a melhor maneira de manter o andamento dos programas no novo governo”, explicou Eschleman em um email às 17h20 do fatídico 22 de junho para a direção da Millenium Challenge Corporation (MCC), agência financiadora ligada ao Congresso americano. Observando que “às seis horas, Franco já deve ser presidente”, Eschleman escreveu: “Provavelmente vai levar alguns dias para saber quem serão os novos ministros e como podemos abordar a nova liderança para garantir não só estabilidade nos programas, mas a habilidade para caminhar adiante”. Mas, ressaltou, a mudança governamental significava “boas novas” para a USAID: “Franco e a sua equipe conhecem muito bem o programa Umbral porque trabalharam próximos a nós nos últimos anos”.

Duas horas depois o diretor da USAID enviou outro email contando que, logo após o discurso de posse, o novo presidente nomeou novos ministros. Mais “boas novas”: “Tanto o ministro do Interior (Carmelo Caballero) quanto o novo Chefe da Polícia (Aldo Pastore) trabalharam conosco no programa Umbral, e são pessoas que chamaríamos de aliados!” Depois, sobre o ministro de Finanças, Manuel Ferreira Brusquetti, e o chefe de Gabinete de Franco, Martín Burt, celebrou: “Conhecem e respeitam a USAID, e trabalharam conosco no passado”.

Em outro email, enviado no dia 9 de julho, Eschleman explicou o silêncio da missão americana durante as primeiras semanas pós-destituição: por causa do “processo de impeachment, da troca de administração e da atenção internacional aos eventos locais, a USAID tem mantido um low profile”, escreveu. E acrescentou: “A embaixada está esperando o relatório da delegação da OEA ao Conselho Permanente. Até lá, os funcionários da USAID não participam de reuniões ou eventos públicos com membros do governo”.

Mas, da parte do MCC, o receio de que houvesse alguma reviravolta política já havia se dissipado. Foi assim que a diretora da MCC escreveu para Eschleman no dia 5 de julho: “A poeira já abaixou um pouco? Nós conversamos sobre o Paraguai aqui e não achamos que há ações para serem tomadas em relação a preocupações de elegibilidade”. (Texto completo)

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SANTO GUTENBERG! FOLHA E ESTADÃO JÁ DISSERAM QUE DAR GOLPE DE ESTADO SIGNIFICA REESTABELECER A DEMOCRACIA

João Goulart, o presidente golpeado pela mídia paulista

João Goulart, o presidente golpeado pela mídia paulista

A salvação da pátria

Para os jornais paulistanos, o golpe militar foi a defesa da lei e da ordem

Por Luiz Antonio Dias/ Revista História

“Os comunistas invadiram o Brasil”. Era esta a impressão de qualquer leitor de jornais no início dos anos 1960. Desde a posse de João Goulart na Presidência, em 1961, setores militares já planejavam sua queda. Matérias, manchetes e editoriais veiculados pela imprensa nesse período dão ideia do clima tenso, e é importante entender que essas informações divulgadas pelos jornais paulistanos Folha de S. Paulo eO Estado de S. Paulo não eram neutras ou meramente “informativas”.

Defendendo a “ordem”, a Folha teceu fortes críticas ao comício pelas Reformas de Base, ocorrido no dia 13 de março de 1964 na Guanabara, afirmando que foi organizado por extremistas que tentavam subverter a ordem. No dia seguinte ao comício, publicou um editorial sobre o assunto: “preferiu o Sr. João Goulart prestigiar uma iniciativa vista com justificada apreensão por toda a opinião pública (…). Resta saber se as Forças Armadas (…) preferirão ficar com o Sr. João Goulart, traindo a Constituição, a pátria e as instituições”. O Estadão também exigiu um posicionamento das Forças Armadas no episódio. O editorial “O presidente fora da lei”, do mesmo dia, acusa João Goulart e alega que isso é apenas uma parte: “É, evidentemente, a última etapa do movimento subversivo que (…) é chefiado sem disfarces pelo homem de São Borja. E é também o momento de as Forças Armadas definirem, finalmente, a sua atitude ambígua ante a sistemática destruição do regime pelo Sr. João Goulart, apoiado nos comunistas”.

A Marcha da Família com Deus pela Liberdade, ocorrida em São Paulo em 19 de março, foi uma resposta ao comício da Guanabara, e sobre essa manifestação a Folha apresentou a seguinte manchete: “São Paulo parou ontem para defender o regime”. Já O Estado de S. Paulo dizia em 20 de março: “Meio milhão de paulistanos e paulistas manifestaram ontem em São Paulo, no nome de Deus e em prol da liberdade, seu repúdio ao comunismo e à ditadura e seu apego à lei e à democracia”. Nesse editorial, o jornal buscou resgatar a memória de 1930 e 1932 [Ver RHBN nº 82], “da luta contra os caudilhos e a ditadura”, mostrando que o povo de São Paulo saberia lutar bravamente para garantir a Constituição de 1946.

A Revolta dos Marinheiros, em 26 de março, nada mais foi do que a gota d’água de um movimento golpista que já vinha caminhando a passos largos. Nesse episódio, mais uma vez, a Folha se colocou ao lado da “ordem”, criticando o movimento e lançando ataques à ação do presidente no incidente. “A solução dada pelo presidente (…) tem todas as características de uma capitulação.”

Na noite de 30 de março, o presidente compareceu ao Automóvel Clube, na Guanabara, para a comemoração do 40° aniversário da fundação da Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar. Nesta solenidade, Goulart proferiu o seu discurso mais radical. No dia seguinte, a repercussão na imprensa foi negativa: os jornais se levantaram novamente contra o presidente. O discurso de João Goulart acabou sendo a senha para o início do golpe militar, que seria deflagrado na madrugada seguinte. A Folha também circulou nesse dia com um suplemento especial intitulado “64 – O Brasil continua”, repleto de anúncios de grandes empresas, mostrando que o Brasil cresceria em 1964, que esse seria um novo tempo. Cadernos como este – lançando previsões – normalmente circulam no início do ano. A data de publicação comprova que a sua elaboração ocorreu antes do início do golpe militar.

No dia seguinte ao golpe, o jornal afirmou que Goulart governou com os comunistas, tentou eliminar o Congresso atacando a Constituição, e, desta forma, a intervenção militar teria sido justa. Para a Folha, “não houve rebelião contra a lei. Na verdade, as Forças Armadas destinam-se a proteger a pátria e garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem”.

Com a subida de Castello Branco ao poder, a Folha do dia 16 de abril não poupou elogios ao novo presidente em seu editorial. “É com satisfação que registramos ter seu discurso de posse reafirmado todas as nossas expectativas e revigorado a nossa esperança de que uma nova fase realmente se descerrou para o Brasil”.

Durante o governo Goulart, o jornal atacava o presidente e seu governo como uma ameaça aos direitos legais. Mas o editorial do dia seguinte ao golpe, “O sacrifício necessário”, defendia a necessidade de suprimir direitos constitucionais: “Nossas palavras dirigem-se hoje (…) aos que se acham dispostos ao sacrifício de interesses, de bens, de direitos, para que a nação ressurja, quanto antes, plenamente democratizada.”

No dia 3 de abril, o Estadão, estampou a seguinte manchete: “Democratas dominam toda a Nação”. É inegável que houve um árduo trabalho por parte dos jornais para desestabilizar o governo Goulart.

Tanto o Estadão quanto a Folha defenderam a deposição de um presidente eleito pelo povo e derrubado pelas Forças Armadas como “defesa da lei e do regime”. A imprensa paulistana, apresentando-se como porta-voz da opinião pública, saudou a instalação de um governo autoritário e ilegítimo como se fosse democrático e legal. Os aspectos éticos dessa “ação jornalística” e a falta de críticas – ou autocrítica – aos jornais e jornalistas é tema que merece reflexão.

Luiz Antonio Diasé professor da PUC-SP e autor de “Informação e Formação: apontamentos sobre a atuação da grande imprensa paulistana no golpe de 1964. O Estado de S. Paulo e a Folha de S. Paulo”. In:ODÁLIA, Nilo e CALDEIRA, João Ricardo de Castro (orgs.).  História do Estado de São Paulo: a formação da unidade paulista. São Paulo: Imprensa Oficial/Editora Unesp/Arquivo do Estado, 2010.

Saiba Mais – Bibliografia

GASPARI, Elio. A Ditadura Envergonhada. São Paulo: Cia. das Letras, 2002.

TOLEDO, Caio Navarro de. O governo Goulart e o golpe de 64. São Paulo: Brasiliense, 1982.

Filmes

“O que é isso, companheiro?”, de Bruno Barreto (1997).

“O ano em que nossos pais saíram de férias”, de Cao Hamburger (2006).

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GRANDE MÍDIA JÁ RECONHECE OS TERMOS ‘MÍDIA GOLPISTA’ E ‘BLOGUEIROS PROGRESSISTAS’, DEMONSTRA ARTIGO NO ESTADÃO

Popularidade de Lula e Dilma prova isenção do PIG

Motta: Popularidade de Lula e Dilma prova isenção do PIG

Nelson Motta fala muito bem de música, mas de política parece desafinar. Em texto fraco pelos argumentos, o grande promotor cultural do Brasil faz uma façanha incrível e autêntica. Ele reconhece dentro da grande mídia, no caso O Estado de S. Paulo, os conceitos de “mídia golpista” e “blogueiros progressistas”.  Esse é um fato histórico. Talvez seja a primeira vez que esses conceitos tenham sido trabalhados em um texto da grande imprensa de forma a entender a realidade. Ele foi publicado semana passada, em 28 de dezembro de 2012.

O próprio reconhecimento desses conceitos por um jornalista cultural, dos mais sinceros e honestos da grande mídia, mostra que os argumentos do artigo são falhos. A linha de argumentação de Motta ainda acredita na sacralidade da grande mídia e esquece as transformações na sociedade. Ele defende que a popularidade de Dilma e Lula comprovaria a isenção da mídia.  Na realidade, é uma argumentação invertida. É popularidade de Dilma e Lula que prova a dessacralização da mídia. A mídia deixou de ser ícone ou cega referência social. Há uma multiplicidade de novas formas de comunicação. Isso demonstra não isenção da mídia, mas o declínio do poder de convencimento.

A credibilidade da grande mídia está profundamente abalada, mas não é simplesmente por causa dos blogs progressistas. Eles podem ficar tranquilos quanto a isso.   Ao contrário do que o autor pensa, a popularidade de Dilma e Lula não está ligada à grande mídia de forma direta. Mas à experiência de mundo que as pessoas têm; elas vivem no Brasil e percebem os avanços políticos, econômicos e sociais.  Dilma e Lula são bem avaliados porque fizeram governos que a população acreditou serem bons.

O argumento de Motta ainda omite o contexto histórico da grande mídia em dois aspectos fundamentais: primeiro é  que a mídia tem um passado condenável,  tem histórico  golpista, conforme se pode comprovar facilmente nos textos da própria imprensa de apoio ao golpe de 64 e anteriores; e segundo, hoje a grande mídia é grande não por méritos próprios, mas muito porque justamente foi beneficiada financeira e politicamente por um governo assassino e golpista.

A Vingança dos Zumbis

NELSON MOTTA – O Estado de S.Paulo

Mesmo sem ser simpática nem carismática, sem ter o dom da palavra e da comunicação, e com o País crescendo apenas 1% ao ano, a presidente Dilma Rousseff obteve índices espetaculares de confiança e aprovação pessoal na pesquisa do Ibope. Mas como os pesquisados de todo o Brasil se informaram sobre o dia a dia de Dilma e do País, sobre suas ideias, ações e resultados? Ora, pela “mídia golpista”, que divulgou nacionalmente os fatos, versões e opiniões que a população avaliou para julgar Dilma.

Os mesmos veículos informaram os 83% que tiveram opinião favorável a Lula no fim do seu governo, já que a influência da mídia estatizada e dos “blogs progressistas” no universo pesquisado é mínima. Claro, a maciça propaganda do governo também ajuda muito, mas só se potencializa quando é veiculada nas maiores redes de televisão e rádio, nos jornais, revistas e sites de maior audiência e credibilidade no País – que no seu conjunto formam o que eles chamam de “mídia golpista”. (texto Integral)

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CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR É INCAPAZ DE CONTER O ESTELIONATO DAS EMPRESAS DE TELEFONIA, COMUNICAÇÃO E MÍDIA

Estelionatários de havaianas e camisa de futebol: só pobre vai para cadeia

Há um novo crime no mercado, mercado do crime, diga-se bem. É um crime pulverizado, de baixo valor para o consumidor, mas de alto valor para o criminoso. Mas é um velho conhecido, é o 171. Estelionato.

Art. 171 – Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento: Pena – reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa.

Ele é praticado por grandes empresas de telefonia, internet e comunicação sob as barbas da sociedade e dos governos. O crime funciona como uma pirâmide. Emite-se valores na faixa de R$ 50,00 para milhares de consumidores que, ao pagar, geram lucros fabulosos. Se forem 10 mil consumidores, o golpe gera R$ 500 mil. Se forem 100 mil clientes, o rendimento do golpe é de R$  5 milhões.

Quem nunca recebeu uma conta extra após encerrar a conta de uma prestadora de serviço de telefonia, internet e comunicação? Quem nunca recebeu uma conta com valor mais alto referente a um serviço ou produto que você não solicitou? Já, então você já caiu nesse golpe.

É um golpe tentador para um grupo de  inescrupulosos executivos por vários motivos:

1. O golpe tem valor baixo e individualizado, o que facilita a aplicação pela falta de paciência da classe média em reclamar seus direitos por valores baixos. Quando reclamam, são reclamações individualizadas, o que não caracteriza um grande golpe na economia popular.

2. Ninguém sabe que o golpe vai render tantos milhões, a não ser a própria empresa que contabiliza o lucro.

3. Grandes empresas têm facilidades na justiça, bons advogados, notoriedade de seus executivos, muitas vezes estrelas da mídia por anunciar. Além é claro, dos recursos e generosidade dos juízes brasileiros e da doutrina Gilmar Mendes.

4. Apesar de descrito em lei e documentado, até hoje nenhum executivo de grande empresa de telefonia, internet e comunicação, que prestam serviços contínuos, foram processados e condenados.

5. É uma mina de ouro propiciada pela privatização e constituição de mega empresas com a ajuda do dinheiro público do BNDES.

O Brasil está uma farra!

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JOSÉ SERRA, O COITADINHO

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Chico Cerrito

Serra, dá dó!

Serra, dá dó de tão coitadinho

Serra e sua coligação radicalizaram a “estratégia do coitadinho” numa tentativa dessa vez golpista, bem ao estilo Lacerda, ao gosto por sinal de muitos dos que o apoiam, antigos pilares da ditadura militar.
De fato, envergonhados com a baixíssima popularidade do governo da aliança PSDB-DEM, as pífias conquistas e grandes frustrações obtidas no passado governo demo-tucano de FHC, Serra escondeu qualquer menção a ele em seus programas televisivos, e optou pela infeliz estratégia de se mostrar um “oposicionista que irá continuar as conquistas de Lula”, de parecer um coitadinho, um pobrezinho, um “bonzinho” esforçado e capaz, de atacar Dilma, de tentar se mostrar mais qualificado que a adversária petista para aprofundar a trilha aberta pelo governo petista, ou seja, de negação da realidade.
Essa péssima estratégia, que sequer apresentou uma proposta de governo decente ou um projeto de nação, essa amálgama de ações oportunistas, de propostas municipalistas de agenda de candidato a prefeito, de tentativa de parecer um com o povo, quando sua imagem, seu jeito e programa dizem o oposto, falhou solenemente, jogando-o a caminho da derrota fragorosa e irreversível.
Desesperados e sob a influência de viúvas do poder, que pretendiam retomar a obra e a ideologia excludentes das elites atrasadas, sapientes que uma derrota agora pode significar o fim definitivo de seus sonhos de dominação, pela mudança de patamar que está em curso e que com mais um governo popular se tornará irreversível (a esse respeito vide o ótimo artigo de Leonardo Boff no link: http://www.adital.org.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=50545 ), Serra e seus acompanhantes, alguns com comportamento de antigos senhores de engenho, de ocupantes da casagrande, partiram para a tentativa de golpe, de simplesmente cassar o registro da candidata oponente.
Deve o poder executivo lancetar imediatamente o tumor golpista, esclarecendo todos os fatos e pondo os pingos nos is, investigando a fundo o que parece uma armação montada pela própria coligação neoliberal para solapar as instituições e tomar o poder a qualquer custo.
Deve a coligação que suporta a candidatura Dilma ingressar imediatamente na justiça, em ações de cunho civil, penal e eleitoral, denunciando a tentativa de solapar as instituições e solicitando a reparação devida.

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O candidato José Serra da coligação mais conservadora e mantenedora da desigualdade social, conhecida como PSDB/DEM, insiste em um golpe de estado.

Serra acusa a candidata do PT, Dilma Rousseff, sem provas. Serra é inconsequente e totalmente temerário num cargo de grande importância como o de presidente da República.

Serra, quer ganhar sem votos: só como nas fotos

Essa não é a primeira vez que o PSDB tenta o golpe, a primeira foi com a tentativa de impedir Lula de participar da campanha de Dilma, com o apoio de parte da procuradoria eleitoral. Serra visitou os militares a portas fechadas.

Serra também acusou o governo da Bolívia de tráfico de drogas sem provas. Serra é um perigo para a democracia brasileira, para a paz no continente e para as relações internacionais do país. Serra não tem limites nem racionalidade nas falas.

Serra afirmou, ao lado dos barões da mídia, que existem blogues sujos. Quem são os blogues sujos? Não diz. Cloaca News entrou na justiça para que Serra aponte quem são os blogues sujos. Serra trabalha a serviço da ultra direita.

Serra se aproveita de Marina Silva e de Plínio de Arruda Sampaio e outros candidatos à presidência que não conseguem diferenciar o governo petista de um governo tucano. A miopia afunda a democracia.

Marina e Plínio têm todo o direito de criticar os outros candidatos, mas poderiam mostrar o que sabem, que Serra é um representante máximo da elites mais retrógradas do país. Não fizeram isso.

Serra quer ganhar sem voto. Acho que a população não vai gostar disso. Salve a democracia brasileira.

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SERRA É O MAIOR BENEFICIADO COM ABUSO DE PODER ECONÔMICO E POLÍTICO EM RÁDIO, TV E JORNAL, MAS A ESTRATÉGIA É DAR O GOLPE

A vice-procuradora, Sandra Cureau, vai ficar famosa; a mídia gostou da fonte (foto:link aberto)

Os colunistas da imprensa e do rádio já se convenceram, acredito que ainda é cedo para isso, mas já se convenceram de que José Serra perdeu a eleição para Dilma Rousseff.

Eles passaram a aceitar que a única alternativa de José Serra é destruir politicamente Dilma, atacá-la e tentar mostra sua possível incapacidade para administrar. Mas essa é uma tarefa muito difícil, visto que Dilma representa o sucesso do governo Lula e participou decisivamente de todas as ações. Ela praticamente administrou o Brasil junto com Lula durante os oito anos de governo.

Parece que a mídia já se convenceu de que a única chance de José Serra vencer, ao que parece, é dando um golpe de estado, apoiado pelo Poder Judiciário. José Serra abusou da propaganda eleitoral na televisão e de todo o aparato da mídia, dito jornalístico, mas travestido de assessoria de imprensa tucana. Isso é o maior abuso de poder econômico e político, inclusive com o uso de concessões públicas de rádio e televisão. A justiça se cala nesse aspecto.

E essa mesma imprensa, que abusa do benefício a José Serra, começa a jogar um balão de ensaio para o Golpe. A Folha de S.Paulo entrevista procuradora dando a senha para a discussão da impugnação da candidatura da Dilma. Veja que a vice-procuradora, Sandra Cureau, já apareceu na coluna da Veja e no site do Raul Jungmann. Veja quem é a procuradora no site do Paulo Henrique Amorim.

Abusos ameaçam registro da candidatura de Dilma, diz procuradora

Sergio Torres/ Especial de Brasília

A candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff (PT) à Presidência caminha para ter problemas já no registro e, se eleita, na diplomação.

A afirmação é da procuradora da República e vice-procuradora-geral eleitoral Sandra Cureau, que avalia que esses problemas podem surgir caso continuem episódios de desrespeito à legislação eleitoral na pré-campanha.

Cureau diz haver “uma quantidade imensa de coisas” na pré-campanha de Dilma que podem ser interpretadas como abusos de poder econômico e político.

O Ministério Público Eleitoral está reunindo informações sobre os eventos dos quais a ex-ministra tem participado para pedir ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a abertura de uma Aije (Ação de Investigação Judicial-Eleitoral) por abuso de poder econômico e político.

Em tese, a Aije poderá resultar na negação do registro ou no cancelamento da diplomação pela Justiça Eleitoral, como já falou, há dez dias, o ministro Marco Aurélio Mello, do TSE. (Texto integral na Folha)

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