Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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Abandonado para especulação por 10 anos, terreno da Oi no Rio poderia ter finalidade social

Por que na democracia brasileira o povo elege representantes que usam a força do estado contra a população mesmo podendo usar a favor dessa população? Essa é uma questão que vem a tona toda a vez que uma prefeitura ou um estado age com força jurídica e policial para preservar o máximo de direito de grandes empresários contra famílias em busca de moradia. A desapropriação do terreno e o pagamento do valor para os proprietários é uma prerrogativa do Estado (Continue Lendo…)

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PARA OS ANALISTAS ECONÔMICOS E POLÍTICOS: O LULISMO EM NÚMEROS DO IDH (ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO)

Observe não só as cores, mas as diferenças da década petista no segundo gráfico abaixo.

Na década de 90, o PSDB/FHC reduziu de 85% para 70% o número de cidades com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Essa é uma melhora, pode-se dizer, inercial. Qualquer governo consegue esse índice, desde que não faça nada. É a política do estado de São Paulo atualmente. Nada muda, mas inercialmente algumas coisas melhoram pelo próprio desenvolvimento da sociedade.

Já na década PT/LULA, houve uma redução espantosa de 70% para 0,5% no número de municípios muito pobres. O governo Lula/PT praticamente extinguiu cidades de baixo IDH. No governo petista dá para perceber que houve realmente uma política de enfrentamento do problema social.

No entanto, o PT está em uma encruzilhada. Esta década exige uma transformação nas políticas públicas, com ênfase na distribuição efetiva de renda por meio de legislação tributária, de forma a desonerar os mais pobres e fazer com que os excessivamente ricos contribuam mais. Além é claro, de uma verdadeira mobilização nacional em defesa da saúde, da educação e dos transportes públicos.

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POPULARIDADE DE DILMA ROUSSEFF: NÃO ADIANTA CRITICAR A MÍDIA EM PÚBLICO E ENCHER O SACO DE DINHEIRO DA GLOBO NO PRIVADO

Mire-se no exemplo de outras mulheres. Cristina enfrentou e venceu

Mire-se no exemplo de outras mulheres. Cristina enfrentou e venceu

A hora é de distensão e a queda nas pesquisas do Datafolha mostra isso. É uma queda que pode ser recuperada facilmente. É um momento. Mas não vai ser criticando a mídia em público e enchendo o saco de dinheiro da Globo (Abril e outros) no privado que Dilma Rousseff conseguirá vencer o impasse social dos protestos. A metodologia do Datafolha pode ser criticada, mas será necessário?

A decisão do Plebiscito foi a medida mais acertada até agora do governo Dilma Rousseff. Ela provocou de imediato uma reação grande da oposição (PSDB, DEM, PPS) e da mídia.  Dilma teria acertado o alvo. A ideia de plebliscito obriga a mídia e a oposição a se colocarem contra o povo. Isso desmascara o discurso. A irritação da oposição e da mídia está na necessidade de terem de assumir novas palavras de ordem: “não queremos povo, isso não é democracia, democracia é sem povo”.

Mas isso não basta, é preciso distender o processo e enfatizar o discurso de avanços de democracia direta, de democratização da mídia e do dinheiro da comunicação do governo. Mais que isso, é preciso inverter o processo do governo de atender ao mercado financeiro da especulação e dos juros. É preciso por em pauta projetos de distribuição de renda, inclusive da verba publicitária do governo.

É preciso deslocar ainda mais o dinheiro que beneficia os ricos em direção à população.

Se não fizer isso, se ficar criticando a mídia em público e dando dinheiro para a Globo no privado, a reeleição pode até não estar ameaçada, mas para que se reeleger?

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BRASIL CAMINHA PARA A DEMOCRACIA DE PARTIDO ÚNICO, ÚNICO QUE A POPULAÇÃO RECONHECE COMO GOVERNO, DE FATO

Basta ver esse quadro abaixo para entender porque dizem que o PT iria controlar tudo, que esse era um perigo e que o mensalão foi uma aposta para evitar esse controle do PT.  A população parecer ver o PT como o único partido que, de fato, governa. Os índices mostram que a democracia doeu para as elites acostumadas a golpes de estado.

O mais importante desse quadro não são os índices do PT, mas os do PSDB. Isso é que é problemático. Se o PSDB não melhorar, se a oposição não melhorar, o discurso golpista vai ficar assombrando.

A herança de FHC

Enquanto não surgir coisa mais avançada, as pesquisas de opinião continuarão a ser a melhor maneira de saber o que pensa a população a respeito das questões coletivas.
Sem elas, ficamos com o que acha cada individuo ou dizem os grupos mais organizados e loquazes. Os sentimentos e atitudes da maioria permanecem ignorados. É como se não existissem.
Mas as pesquisas estão aí, permitindo que compreendamos os juízos e as expectativas dos que não se expressam, não mandam cartas ou postam comentários na internet. Há outras formas de fazê-lo, mas nenhuma mais confiável.
Realizá-las não é extravagância ou privilégio. Sequer custam tanto que um partido político poderoso, como, por exemplo, o PSDB, não possa encomendar as suas. Ou que um jornal fique pobre se tiver que contratar alguma.
Por que, então, as oposições brasileiras as usam tão parcimoniosamente? Por que, se é simples conhecê-la, os partidos e a mídia oposicionista desconsideram a opinião pública?
Tome-se a velha ideia de que as três derrotas sucessivas dos tucanos para o PT teriam sido causadas pela insuficiente defesa da “herança de Fernando Henrique”. Sabe-se lá o porquê, é uma hipótese que volta e meia reaparece, como se fosse uma espécie de verdade profunda e houvesse evidências que a sustentassem.
Nas últimas semanas, ela retornou ao primeiríssimo plano. Em seu discurso inaugural como presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) disse que seu partido se equivocou ao não valorizar o “legado” das duas administrações de FHC. Em suas palavras: “Erramos por não ter defendido, juntos, todo o partido, com vigor e convicção, a grande obra realizada pelo PSDB”.
Salvo uma ou outra manifestação de cautela, a mídia conservadora aplaudiu o pronunciamento. Os “grandes jornais” gostaram de Aécio ter assumido uma tese com a qual sempre concordaram. Faltava-lhes um paladino e o mineiro se ofereceu para o posto.
E as pessoas comuns, o que pensam desse “legado”?
Em pesquisa recente de âmbito nacional, a Vox Populi tratou do assunto. Ao invés de subscrever (ou atacar) a tese, apenas identificou o que a população pensa a respeito.
Os entrevistados foram solicitados a avaliar quinze áreas de atuação do governo Dilma. Depois, a comparar o desempenho de cada uma nos governos dela e de Lula com o que apresentavam quando Fernando Henrique era presidente.
As avaliações de todas as políticas nos governos petistas são superiores. Em nenhuma se poderia dizer que, para a população, as coisas estavam melhores no período tucano.
Consideremos algumas: na geração de empregos, 7% dos entrevistados disseram que FHC atuou melhor, enquanto 75% responderam que Lula e Dilma o superaram; na habitação, 3% para FHC e 75% para Lula e Dilma; nos programas para erradicar a pobreza, 4% ficaram com FHC e 73% com os petistas; na educação, FHC foi defendido por 5% e Lula e Dilma por 63%; na política econômica, em geral, FHC foi avaliado como melhor por 8% e os petistas por 71% dos entrevistados.
No controle da inflação, FHC teve seu melhor resultado: 10% acharam que foi melhor que os sucessores, mas 65% responderam que Lula e Dilma é que agiram ou agem melhor.
Na saúde e na segurança, os petistas tiveram as menores taxas de aprovação, mas mantiveram-se bem à frente do tucano: na primeira, Lula e Dilma foram considerados melhores por 46% dos entrevistados; na segurança, por 45%. FHC, por sua vez, por 7% e 6%.
No combate à corrupção, FHC teria atuado melhor que seus sucessores para 8%, enquanto 48% dos entrevistados afirmaram que Lula e Dilma foram-lhe superiores.
Os políticos (e as empresas jornalísticas) são livres para crer no que quiserem. Enéas Carneiro era a favor da bomba atômica. Levi Fidelix é obcecado pela ideia de espalhar aerotrens pelo Brasil. Os partidos de extrema esquerda lutam pelo comunismo. Há quem queira recriar a velha Arena da ditadura.
Ancorar uma campanha presidencial na “defesa do legado de FHC” é um suicídio político, que nem Serra, nem Alckmin quiseram praticar. Não foi por não fazê-la que perderam. Seu problema nunca foi estar distantes demais dos anos FHC, mas de menos.
Resta ver como se comportará, na prática, Aécio. E o que dirão seus apoiadores, quando perceberam que também ele procurará fazer o possível para se afastar do tal “legado”.
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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SERÁ QUE O PT SE TORNOU MAIS COMPLEXO DO QUE PODERIA TER IMAGINADO A VÃ FILOSOFIA DA DIREITA CONSERVADORA?

Qual a língua do PT?
Qual a língua do PT?

Há muito entre a oposição há um questionamento que não encontra resposta. Por que não há oposição? O que aconteceu com a oposição ao governo Lula-Dilma (PT)?  É claro que fatores históricos e políticos podem explicar um pouco essa situação, como a crise capitalista da Europa e EUA. Mas não é só isso e uma das questões que parecem insolúveis para a oposição é a ambiguidade petista.

O PT é um partido, mas é também um movimento histórico, um dos mais importantes na América Latina, assim como o Bolivarianismo. São histórias diferentes, mas que buscam soluções para a desigualdade e a injustiça social, ainda que usando os métodos próprios da estrutura política, ainda que se adaptando e tendo problemas típicos da Realpolitik. 

O PT é um movimento tão importante que o senso comum atribui a ele toda a crítica ao sistema. Para a ala mais conservadora da direita, todos os que mostram e condenam as contradições do sistema são petistas, de  esquerda, petralhas, etc etc. Não há um mínimo de discernimento sobre as diferenças históricas entre as construções políticas de esquerda, são, sem distinção, stalinistas, burocratas etc. Essa limitação de entendimento se reflete na incapacidade também da oposição de compreender o processo atual.

Talvez a criação de um novo partido possa dar um pouco mais de fôlego para a Direita, ao reunir PPS, PSB e outros, mas é uma situação bastante difícil. A complexidade do PT está justamente no mosaico ideológico dessa construção histórica. Antigamente, criticava-se os militantes petistas, chamando-os de radicais. Depois que assumiu algum poder, O PT tornou-se um “partido igual aos outros” etc. Mas isso são rótulos e a realidade parece mais complexa.

Uma das hipóteses para a força petista, mesmo com toda a oposição partidária, oposição midiática e má vontade de boa parte do empresariado é justamente um paradoxo, uma ambiguidade que o PT levou consigo ao chegar ao poder. Hoje o PT é governo e oposição ao mesmo tempo.

Há um governo petista mais à direita, liberal, de associação e incentivo ao empresariado, formação equivocada de grandes empresas, e com maior atenção a questões sociais. Mas há também uma oposição petista, que critica o governo e que pretende maior avanço político e social na área econômica, distribuição de renda, democratização da comunicação e outros.

Esse panorama, resultado de um processo histórico do próprio Brasil, não deixou espaço para outros partidos, a não ser na extrema-direita, papel que cabe ao PSDB, e à esquerda mais programática, que também ficou sem espaço; daí a dificuldade eleitoral da oposição mesmo com todo incentivo midiático.

Sem um evento muito estrondoso, o PT deve continuar no governo pelos próximos anos. E também na oposição.

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Estilo: extrema direita no governo e violência sem limites nas ruas

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Violência contra moradores de rua em Goiás mostra situação ‘fora de controle’

Marconi Perillo nega atuação de grupos de extermínio, mas ativistas dos direitos humanos afirmam que governo do PSDB permitiu agravamento da situação e sugerem intervenção

Por: Raimundo Oliveira, da Rede Brasil Atual

São Paulo – “A crise de segurança no estado de Goiás fugiu ao controle.” A constatação, motivada pelos recentes episódios violentos contra moradores de rua em Goiânia, se alastra. A mesma declaração foi dada à RBA pelo vereador de Goiânia Tayrone Di Martino (PT) e pelo coodenador do Centro de Referência em Direitos Humanos João Bosco Burnier, Eduardo Mota.

No último sábado (6), dois moradores de rua foram assassinados na capital – uma criança de aproximadamente 11 anos e um adulto de 31. Ambos foram executados a pauladas no crânio. Com eles, o número de moradores de rua assassinados no estado desde agosto do ano passado, quando foi registrada a primeira ocorrência do tipo, chegou a 27.

No mesmo sábado, uma força-tarefa da Secretaria Nacional de Direitos Humanos esteve em Goiânia e o secretário Gabriel Rocha, de acordo com informações da Agência Brasil, afirmou que há uma política de extermínio em curso naquele estado e que, em pelo menos parte das mortes há indícios de participação de agentes públicos nas execuções. A mesma interpretação é feita pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Wadih Damous.

Segundo informações dos jornais O Popular, pelo menos dez dos moradores de rua foram mortos a tiros. Outros relatam a presença de uma caminhonete de cor prata nos locais e horários onde ocorreram parte dos crimes.

Em menos de seis meses, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), já promoveu duas trocas de comando nas forças policiais do estado. No final de novembro, a troca foi geral, nos comandos de Polícia Militar, Polícia Civil e na agência do Sistema de Execução Penal. No mês passado, apenas o comando da PM foi trocado.

O governo, por meio da assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública e Justiça, nega a existência de grupos de extermínio de moradores de rua no estado. “Modus operandi, armas utilizadas e motivações dos casos esclarecidos não têm conexão entre si. Portanto, até agora não há indícios da ação de grupo de extermínio de moradores de rua em Goiânia”, diz o comunicado.

De acordo com a assessoria, em 12 dos casos as pessoas foram mortas a tiros,  dez foram esfaqueadas e em cinco as vítimas foram mortas a pauladas ou pedradas. A assessoria informa que dois casos são suspeitos de terem sido cometidos por uma mesma pessoa.

Segundo a assessoria, no dia 6 a PM iniciou uma operação para tentar desarmar a população e considera a presença da Secretaria de Direitos Humanos no estado como benéfica, pois isso poderá ajudar nas políticas de ação social para moradores de rua.

Segundo Eduardo Mota, porém, além dos indícios de execução de moradores de rua na capital e cidades do interior de Goiás, também há demonstrações de intimidação por parte da Polícia Militar sobre grupos de direitos humanos e ameaças de morte a pessoas e organismos de combate à violência no estado.

Para ele, a situação de violência contra moradores de rua é o lado mais visível e cruel da crise de segurança que atinge Goiás nos três últimos anos – período em que os números da criminalidade não param de crescer.

O coordenador do centro João Bosco Burnier afirma que, assim como cresceram os casos de assassinatos de moradores de rua no estado, também aumentaram os casos de violência envolvendo agentes das forças públicas nos últimos anos. “Além destes casos, com vítimas encontradas, identificadas ou não, há muitos outros de pessoas desaparecidas, em que não há encontro de cadáveres e, portanto, não há configuração de homicídios.”

Mota diz que, durante recente reunião realizada na sede do centro de referência, antiga Casa da Juventude, com representantes de grupos de direitos humanos do Rio de Janeiro e de São Paulo, cerca de 20 viaturas da PM passaram em frente ao local com sirenes e luzes ligadas. Ele afirma que pretende encaminhar à Organização dos Estados Americanos (OEA) denúncia de violação dos direitos humanos contra o governo de Goiás.

Segundo o vereador Tayrone Di Martino, a situação da violência em Goiás extrapolou todos os limites nos últimos meses e chegou a uma situação inadmissível com os dois últimos assassinatos. “Nós chegamos a uma situação nunca vivida antes no estado. A violência em Goiás está fora de controle e precisamos rever a política de ação social em relação aos moradores de rua no país”, disse. A Câmara de Goiânia vai fazer amanhã (10) uma audiência pública para discutir a situação.

De acordo com Di Martino, já estão confirmadas as presenças de representantes da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, da Assembléia Legislativa, do Ministério Público estadual e de entidades de proteção aos direitos humanos.

Segundo informações da assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública e Justiça de Goiás, a polícia já concluiu e enviou ao Judiciário dez inquéritos sobre as mortes de moradores de rua. Outros oito casos estão em fase de conclusão, com autoria definida.

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DEPUTADO PAULO PIMENTA (PT) E A SOCIEDADE QUEREM SABER OS CRITÉRIOS DA SECOM PARA VERBA PUBLICITÁRIA

Uma das perguntas à Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República) poderia ser a seguinte: uma empresa de mídia acusada de se associar a criminosos para obter escutas ilegais e fazer reportagens recebe verba publicitária do governo? Qual o critério jornalístico usado pela Secom?

PT pressiona por debate sobre Marco Regulatório das Comunicações no Congresso

Rachel Duarte/Sul 21

Apesar da clara posição do governo Dilma Rousseff em não discutir o Marco Regulatório das Comunicações antes das eleições de 2014, o Partido dos Trabalhadores parece estar disposto a incitar a sociedade para o debate. O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) chamou a bancada petista para o compromisso de realizar um seminário sobre o tema no Congresso Nacional. Ele pretende convocar primeiro a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República para prestação de contas sobre o repasse de verbas publicitárias. “Estes números não estão públicos, mesmo com a Lei da Transparência. Queremos saber os critérios utilizados para os repasses”, disse.

O seminário, ainda sem data marcada, deverá ouvir também representantes das rádios comunitárias, blogueiros e mídias regionais do país. De acordo com Paulo Pimenta, é preciso monitorar ‘até onde chegam os recursos e ações do governo federal’ para democratização da mídia. “Há uma relação cada vez mais morosa sobre as concessões para as rádios comunitárias. Existem processos se arrastando por mais de oito anos. A política pública, que era para ser ousada a fim de alcançar a pluralidade da radiodifusão, está estagnada nos últimos anos”, criticou sobre a postura dos governos do PT.

Divulgação

Paulo Pimenta / Foto: Divulgação

A partir do diagnóstico sobre a realidade dos investimentos em publicidade direta e indireta, por meio da iniciativa privada, o deputado Paulo Pimenta acredita ser possível ao PT assumir uma posição mais concreta sobre o tema dentro do Congresso. “Nós fazemos parte de uma coalizão política em que existem setores conservadores e com pensamentos contrários aos nossos, mas não devemos disputar internamente ou atravancar o processo dentro do governo”, disse.

O recado dado em fevereiro pelo secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cesar Alvarez, foi claro: “o governo não discutirá o marco regulatório antes das eleições de 2014”. Logo em seguida, o PT manifestou publicamente que a regulação das comunicações ‘é urgente e inadiável’ e defendeu o Projeto de Lei de Iniciativa Popular em tramitação no Congresso. O presidente do partido, Rui Falcão chegou a falar que o governo mantém uma dívida com a sociedade ao não adotar a regulação definida pela Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). (Texto Completo)

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SÓ AGRICULTURA FAMILIAR SEGURA A INFLAÇÃO E DILMA ROUSSEFF DEVE CORRER ATRÁS DO PREJUÍZO E INVESTIR PESADO NO SETOR

Em bilhões de reais

Assim que aponta um suspiro na inflação, os analistas urubólogos e radicais do mercado financeiro aparecem na televisão para dizer que o governo deve aumentar os juros e alimentar a ciranda financeira do cassino mercantil.

Para as empresas que apostam na Bolsa de Valores, o único remédio para a inflação é o aumento dos juros. Somente esses lobistas (ou melhor, analistas) se transformaram nas fontes especializadas em inflação e sempre dizem a mesma coisa: “o Banco Central terá de aumentar os juros”.

Mas existe uma medida muito mais benéfica para o país, que nunca é lembrada. O investimento governamental em agricultura familiar. Esse sim é um santo remédio para a inflação. É a agricultura familiar que coloca a comida nos supermercados e na mesa do brasileiro.

No governo do ex-presidente Lula o que segurou a inflação foi em boa parte o forte investimento na agricultura familiar. Mesmo com o mercado internacional aquecido no período pré-crise bancária de 2008, a inflação ficou sob controle. Entre 2003 e 2008, em apenas cinco anos, o investimento no Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar), por exemplo, passou de R$ 2,3 bilhões para R$ 9 bilhões.

Mas somente isso não resolve, é preciso uma política nacional agressiva de incentivo à agricultura familiar. Se o governo tomar os produtores de alimentos da cesta básica como prioridade, a inflação fica sob controle. A alimentação é parte importante dos índices de preços e podem ajudar a conter a inflação de outros setores.

O governo Dilma Rousseff parece que acordou para o problema diante dos repiques de inflação, mas precisa ser criativo. O governo poderia, por exemplo, incentivar a produção de um trator popular, garantir produção próximas às cidades, compra municipal e outras medidas que façam com que a produção da agricultura familiar cresça bem acima do PIB.

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LEI DA DOAÇÃO LIMPA: A CADA REAL DOADO PARA CAMPANHA, OUTRO DEVE SER DOADO A ESCOLAS OU HOSPITAIS PÚBLICOS

Quantos custa a política?Vejam o quadro ao lado. Ali estão os maiores doadores de campanhas políticas no ano passado, segundo informações da Agência Estado.

Por uma coincidência criminosa, todos (salvo engano meu) tem contratos, parcerias ou algum tipo de relação com os governos, seja municipal, estadual ou federal.

Essa imoralidade espantosa deveria ser vedada, no mesmo modelo do projeto Ficha Limpa. Talvez o projeto da Doação Limpa seja mais importante do que o Ficha Limpa, que é um tanto perigoso, visto que pode ser aparelhado e usado injustamente contra políticos.

Além disso, o Projeto Doação Limpa poderia ser aprovado mais facilmente no Congresso do que o financiamento público de campanha, que é prontamente atacado pelos falsos moralistas do dinheiro público, principalmente instalados na grande mídia. De certo acreditam que esse quadro ao lado é bastante altruísta.

Veja algumas regras para o projeto Doação Limpa.

1. Ficam impedidas de fazer doação pessoas físicas ou jurídicas que tenham algum tipo de contrato, parceira ou qualquer relação econômica com entes públicos, seja na esfera municipal, estadual e federal.

2. Empresas que têm contratos, parcerias ou relações econômicas com entes públicos devem ter uma quarentena de cinco anos para fazer doações de campanha. Assim como empresas que fizeram doação não poderão ter qualquer contrato, parceria ou relação econômica com entes públicos durante cinco anos.

3. Empresas que recebem financiamentos, concessões ou fazem parte do sistema financeiros ficam impedidas de fazer doações.

4. Empresas com pendências trabalhistas em ações judiciais ficam impedidas de fazer doações antes de quitar todas as dívidas.

5. A cada um real doado para campanha política, a pessoa física ou jurídica deverá doar a mesma quantia para escolas ou hospitais públicos no ato da doação. (Essa sim seria uma excelente regra para os benevolentes doadores)

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SE O GOVERNO DILMA TIVESSE OPOSIÇÃO, ESSA HISTÓRIA DA TRANSNORDESTINA NÃO IRIA FICAR BARATA, NEM TÃO CARA

Concessionária quer levar só  R$ 3,7 bilhões a mais

Concessionária quer levar só R$ 3,7 bilhões a mais

Começamos o ano novo e vamos ver se em 2013 a oposição melhora. Essa é mais uma sugestão para a oposição demotucana. Vamos salvar a oposição. Olha só que história.

Ferrovia prevista para custar R$ 4,5 bilhões pode se transformar em R$ 8,2 bilhões, segundo matéria do Estadão.

A oposição não faz nada para defender o povo brasileiro. É lobista de grandes empreiteiras e, por isso, quando deveria atuar, amarela. Será que não tem um Bob Jef achincalhando o governo na Transnordestina?

Com uma oposição dessa, o PIG vai enxugar gelo. O PT vai ficar no governo por mais 30 anos.

SÃO PAULO – Prevista para funcionar a partir de 30 de dezembro de 2014, penúltimo dia da gestão da presidente Dilma Rousseff, a ferrovia Transnordestina não será inaugurada antes de 2015. A obra, iniciada em 2006, entrou em ritmo ainda mais lento neste segundo semestre, a partir do acirramento de um impasse financeiro já antigo entre o governo federal e a concessionária Transnordestina Logística S/A (TLSA).

Na assinatura do protocolo de intenções em 2005, foi anunciado que a ferrovia custaria R$ 4,5 bilhões. As obras começaram em julho do ano seguinte. Em 2008, já havia um novo preço firmado em contrato: R$ 5,4 bilhões. A TLSA vem alegando que esse valor, em razão de contratempos surgidos no decorrer da obra, está subdimensionado.

A concessionária quer agora R$ 8,2 bilhões. Sem esse aporte financeiro adicional, a TLSA argumenta que não haverá meios de entregar a Transnordestina completa a tempo de ser inaugurada por Dilma. A ferrovia é uma das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). (Texto Integral)

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CAIXA ECONÔMICA FEDERAL (CEF) BAIXOU OS JUROS, BENEFICIOU O POVO BRASILEIRO E TERÁ O MAIOR LUCRO DA HISTÓRIA

Reduziu os juros e terá o maior lucro da história

Reduziu os juros e terá o maior lucro da história

Quando a presidenta Dilma Rousseff decidiu enfrentar os juros exorbitantes, o PIG (Partido da Imprensa Golpista) e o PSDB disseram que havia o risco de quebrar os bancos públicos, destruir os bancos privados, uma catástrofe.

Fazem a mesma coisa na defesa do lucro dos acionistas das empresas de energia elétrica. Mas a realidade é bem diferente do discurso do medo sobre a política. A Caixa Econômica Federal (CEF) deve fechar este ano com o maior lucro da história. Reduziu os juros, beneficiou o povo e terá o maior lucro da história. Se não se dissociar do PIG, o PSDB vai ter o mesmo destino do DEM.

A dificuldade do PSDB como partido é que ele perdeu totalmente o rumo. É um partido que mais se parece com um lobby do mercado de capitais e das elites mais conservadoras.  A associação com a mídia fez o partido perder o foco e defender os mesmos interesses promotores da desigualdade social. Veja trecho de reportagem

Lucro da Caixa Econômica sobe 17,7% nos primeiros 9 meses do ano

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A Caixa Econômica Federal, segundo maior banco estatal do país, obteve nos primeiros nove meses do ano um lucro líquido recorde de R$ 4,1 bilhões, valor 17,7% superior ao do mesmo período de 2011, informou a empresa nesta segunda-feira. O banco atribuiu o lucro histórico dos três primeiros trimestres do ano a sua decisão de reduzir as taxas de juros para incentivar os créditos.

A redução dos juros permitiu à Caixa elevar sua carta de crédito em setembro para R$ 324,5 bilhões, com um crescimento de 43% frente ao mesmo mês do ano passado. Da mesma forma, a participação da Caixa Econômica Federal no mercado de crédito subiu 11,8% em setembro de 2011 para 14,5% no mesmo mês deste ano. Em um ano, os créditos destinados a imóveis subiram 34,9% e somaram R$ 190,6 bilhões em setembro. Apesar do aumento dos empréstimos, a taxa de inadimplência do banco, que se refere aos créditos vencidos há mais de três meses sem pagamento, permaneceu inalterada, em 2,06%. (texto integral)

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GOVERNOS DO PSDB DE MINAS, SÃO PAULO E PARANÁ DEVEM ABRIR AS CONTAS DA CEMIG, CESP E COPEL E MOSTRAR OS RI(S)COS DO SETOR ELÉTRICO

Fiesp pede para Dilma Rousseff endurecer com o PSDB

Fiesp pede para Dilma Rousseff endurecer com o PSDB

O PSDB afirma que há perigo em reduzir a conta da energia elétrica, mas o partido pode mostrar ao povo brasileiro os verdadeiros ri(s)cos do setor elétrico.

O governadores do PSDB de São Paulo, Minas Gerais e Paraná poderiam detonar o PT e provar ao povo brasileiro que não são os verdadeiros representantes da desigualdade econômica que reina no Brasil. O PSDB poderia provar que são honestos na defesa dos acionistas e milionários que investiram suas suadas economias nessas empresas. O PSDB poderia provar que fala a verdade.

Para isso, basta abrir as contas das empresas de energia elétrica Cemig, Cesp e Copel.  Assim, eles provariam de forma cabal que a situação realmente é perigosa,  que as empresas correm riscos, que os acionistas estão pobres, que Dilma Rousseff está querendo quebrar o Brasil.

Essas empresas poderiam passar por uma auditoria suprapartidária, com representantes sociais e ficar provado de forma cabal que há esse perigo. Mas os governadores do PSDB não farão isso, porque o perigo não é mostrar os risco, e sim os ricos do setor elétrico.  Até os industriais não suportam mais o PSDB.

Veja abaixo nota da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) sobre o PSDB:

Nota à imprensa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), via e-mail

“O governo federal não deve reabrir negociações com quem não aderiu à antecipação de contratos prevista na MP 579, que possibilita o desconto nas contas de luz. Deve levar esses ativos a leilão no final dos contratos, e garantir a redução de 20% para todos. Não se pode frustrar o povo brasileiro trocando esses 20%, uma vitória de todos nós, por 16,7%.”

Essa foi a reação do presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, à notícia de que três estatais do setor elétrico – Cemig (MG), Copel (PR) e Cesp (SP) –  decidiram recusar a antecipação de contratos com desconto, proposta pelo governo federal.

“A presidente Dilma Rousseff anunciou 20% de desconto médio em rede nacional. As estatais que se recusam a aderir ao desconto vão ter que arcar com as consequências de frustrar os brasileiros e mais ainda: de não colaborar para que o Brasil se torne um país mais competitivo.”

Para a Fiesp, que há dois anos encabeça a campanha Energia a Preço Justo, o Brasil não pode perder a oportunidade de promover essa queda na conta de luz de todos os brasileiros.

Segundo a Fiesp, o governo federal deveria aumentar a redução de encargos de forma transitória, entre 2013 e 2015, para garantir o desconto de 20%. A partir dos novos leilões, com a queda no preço da energia, a situação poderia ser reequilibrada. “O importante agora é não abrir mão dessa conquista, que é de todos os brasileiros, ainda que essas estatais estejam jogando contra”, termina Paulo Skaf. (Vi o Mundo)

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MÍDIA E TUCANOS LANÇAM AÉCIO NEVES E ELE COMEÇA DEFENDENDO ACIONISTAS DAS ELÉTRICAS CONTRA O POVO E OS EMPRESÁRIOS

Empresários denunciam Aécio por sabotar redução na conta de luz

Tem gente jogando contra

Tem gente jogando contra

A FIESP (Federação da Indústrias de São Paulo) finalmente iniciou uma campanha publicitária na imprensa para cobrar de senadores e deputados a aprovação da Medida Provisória da presidenta Dilma para diminuir a conta de luz.

Apesar de não citar nomes, o alvo principal do anúncio tem nome e endereço: o senador Aécio Neves (PSDB/MG). Lançado esta semana como candidato do partido à presidência da República em 2014.

O tucano é o principal lobista contra a redução na conta de luz, porque diminui os lucros distribuídos pela CEMIG aos acionistas privados com quem ele tem o rabo preso por compromissos.

A campanha publicitária iniciou após a presidenta Dilma chamar as falas a FIESP. Os empresários reclamavam que o custo da energia elétrica no Brasil estava prejudicando a competitividade da indústria nacional. Dilma montou o marco regulatório da renovação antecipada da concessão das usinas hidrelétricas que estão vencendo, de forma a reduzir a tarifa. Passou a enfrentar resistência de parlamentares ligados as empresas geradoras de eletricidade, a maioria estatais sob controle de governadores tucanos. Os empresários da indústria, os maiores beneficiados, estavam quietos, diferente do que fizeram na época da CPMF. Com a pressão da Presidenta, se mexeram. (Vi no Amigos do Presidente)

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A ÍNDIA E O DEPUTADO: A LIBERDADE DE EXPRESSÃO NO DISCURSO EM DEFESA DOS GUARANI-KAIOWÁ E A PUBLICIDADE DO GOVERNO MASOQUISTA DO PT

Fernando Ferro: PT é masoquista

Um vídeo e um texto que se complementam.

No vídeo, o discurso de uma jovem índia em protesto dos índios em favor dos Guarani-Kaiowá, reclamando da falta de capacidade de comunicação, da falta de liberdade de expressão. Não se preocupe se não entender nada no começo do vídeo.

A indignação da jovem índia complementa o excelente texto do deputado do PT, Fernando Ferro, sobre a distribuição da verba publicitária do governo federal. O PT é masoquista.

Vi no Com Texto Livre

Fernando Ferro: Verba publicitária e sadomasoquismo

Verba publicitária e sadomasoquismo

Por Fernando Ferro, sugerido pelo leitor Cicero

Os jornalecos e almanaques reacionários de oposição, tipo Veja, vez por outra têm um de seus capangas acusando jornalistas de “chapa-branca” na tentativa de encurralar qualquer visão séria e democrática sobre o Partido dos Trabalhadores e os governos do PT. Por trás destas críticas reside um viés ideológico como porta-voz da direita no Brasil, bem como um certo mal estar pela perda da sustentação financeira com o dinheiro oficial.

A partir do governo Lula, praticou-se uma distribuição mais justa em termos regionais na descentralização dos receptores do dinheiro da publicidade oficial. Nosso governo incorporou no mailing dos meios de comunicação do Estado brasileiro desde redes regionais até o sistema de rádios comunitárias e jornais espalhados por diversas regiões do Brasil. Este gesto atraiu o descontentamento dos Civitas da vida, que querem monopolizar e concentrar os meios e suas receitas. Apesar da mudança, ainda é profundamente concentrada a distribuição das verbas oficiais de comunicação.

Observa-se que dos R$ 161 milhões repassados à emissoras de rádios, TV, jornais, revistas e sites, desde o início do governo Dilma, R$ 50 milhões foram destinados apenas para a TV Globo, quase um terço de toda a verba – ao todo, o Sistema Globo de Comunicações recebeu R$ 55 milhões. Já a “imparcial” revista Veja, por sua vez, recebeu R$ 1,3 milhão; e o os tentáculos on-line da Editora Abril também receberam mais R$ 353 mil. Enquanto isso, a revista “parcial” Carta Capital recebeu, no mesmo período, R$ 119 mil.

Em outros termos, pagamos uma mídia para nos atacar, nos destruir e se organizar em quadrilhas, como no caso recente da dobradinha Veja/Cachoeira.

Isto não é justo. Não é correto. Precisamos rever a distribuição de verbas publicitárias, que hoje se constituem num verdadeiro acinte à democracia. Não se trata apenas de regular os meios de comunicação, devemos promover uma justa redistribuição das verbas publicitárias do Governo.

Por fim, é bom que se note que aqui não foram incluídos os repasses das verbas publicitárias das empresas estatais de economia mista, como o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Correios, Grupo Eletrobrás, Petrobrás, etc.

Ora, parece que tomamos gosto por rituais de sadomasoquismo midiático ou praticamos a gentileza dos submissos.

Fernando Ferro é deputado federal (PT-PE) e vice-líder da Bancada do partido na Câmara

Vi no blog do Azenha

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GUERRA CIVIL: POLÍTICA DE SEGURANÇA DE GERALDO ALCKMIN E DO PSDB SÓ FUNCIONARIA SE FOSSE SUSPENSO O ESTADO DE DIREITO

Depois de 20 anos de PSDB, violência explode em São Paulo

Depois de quase 20 anos de governo do PSDB em São Paulo, os índices de assassinatos explodem e está declarada uma guerra urbana entra a Polícia Militar e os grupos organizados de traficantes. Os bandidos que estão matando policiais hoje em São Paulo nasceram quando o PSDB chegou ao poder no estado.

O governador Geraldo Alckmin é um exemplo irretocável da política instalada no estado pelo partido. “Vamos combater com firmeza bandidos, não vão nos intimidar, os bandidos vão para a cadeia”, costuma afirmar semanalmente o governador.

É essa, em resumo, a política de segurança do governo. Esse discurso linha dura do governador funcionaria bem se fosse possível romper o estado de direito e a Polícia Militar tivesse carta branca para matar. Essa é a única maneira capaz de o PSDB ter sucesso no combate a violência. Não é por acaso que o partido elegeu vereadores cujo lema era “bandido bom é bandido morto”.

O problema deixa o partido em uma situação difícil, visto que esse tipo de medida tem pouca chance de prosperar, salvo em um sistema realmente de volta ao terror do estado, como no período ditatorial. Está claro que o PSDB não terá sucesso no combate a violência, mesmo porque a situação só piorou durante quase 20 anos de governo, salvo se mascarar os números da violência.

A Polícia Militar do estado precisa usar menos as armas e mais a cabeça. O governo do PSDB colocou os soldados da PM em uma guerra urbana bastante perversa para a polícia. Uniformizada, ela enfrenta nas cidades criminosos não uniformizados. Tornam-se um alvo fácil.

No pano de fundo não está somente o discurso conservador direitista, incompetência e ignorância política, mas toda uma concepção medíocre e fracassada de que o combate às drogas é uma questão policial. O Brasil precisa discutir outras formas de combate às drogas. O país, por exemplo, combateu e diminuiu o índice de fumantes sem o uso da polícia.

Quantas pessoas morreram pelo uso de drogas na última década? Lembro-me da Cássia Eller, em 2001, mais ninguém. Mas quantas pessoas morreram na guerra civil das drogas esta semana? dezenas, talvez centenas. O país precisa discutir sem preconceito, sem mitos, sem tabus. Não é possível continuar essa guerra. As famílias dos policiais não merecem que eles trabalhem em uma guerra urbana.

Não passa pela cabeça desses gênios do PSDB que é preciso distribuir renda, que o dinheiro precisa chegar na periferia, que precisa sobrar dinheiro público nas escolas. A desocupação do bairro Pinheirinho é a cara da política de segurança do PSDB, desalojar a população pobre para dar o terreno a um especulador. Pobre é bandido. O mapa de votação do primeiro turno em São Paulo deixou claro que a população mais pobre já entendeu isso.

Durante esses anos todos, o partido não foi capaz de estruturar o estado para que os jovens da periferia não fossem aliciados por traficantes. Sem um grande programa educacional e de distribuição de renda, sem uma discussão desapaixonada sobre as drogas, a guerra civil vai continuar.

Este texto foi traduzido para o alemão por Peter Hilgeland (‘Zero tolerance’ auf brasilianisch)

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ASSOCIAÇÃO ESPÚRIA ENTRE JORNALISMO E MERCADO DE CAPITAIS SUGA O DINHEIRO DA POPULAÇÃO E TRANSFERE PARA ACIONISTAS DA BOLSA

A suntuosidade da bolsa de valores mexicana: suga a economia da população em associação com a mídia

O mercado de capitais, principalmente a compra e venda de ações de empresas em bolsa de valores, era para ser um grande instrumento de financiamento de empresas. E realmente ainda é. Mas nas últimas décadas, a associação entre jornalismo e empresas ligadas a esse mercado têm gerado crises financeiras como as da Europa e Estados Unidos, retirando direito de populações e aumentando a desigualdade e a pobreza.

Tornou-se comum no jornalismo econômico brasileiro, seja TV, rádio ou impresso, a presença de fontes ligadas a esse mercado. Após uma decisão governamental, é comum os colunistas aparecerem para citar que “os analistas do mercado” ou “segundo analistas de mercado” etc etc etc.

Na maioria das vezes, não se sabe quem são esses analistas de mercado. Mas eles aparecem para avaliar uma medida governamental como se a medida dependesse desse aval. Se eles aprovam, o Brasil estaria no caminho certo. Quando desaprovam, o Brasil estaria no caminho errado. Interessante é que nas últimas décadas tem-se provado o contrário. Quando desaprovam, a economia vai bem, a população e o setor produtivo ganham.

E isso acontece por uma questão muito simples. Os interesses do mercado de capitais não são, na maioria das vezes, compatíveis com o interesse da população. Uma medida econômica que beneficia o mercado pode ser prejudicial à população e vice-versa.  Quando o jornalismo econômico pede aval, bença e reza o terço dos analistas econômicos, a população quase sempre sai perdendo. Os empresários perdem menos porque parte do seu investimento fica no mercado financeiro, assim, se perde de um lado, ganha de outro.

Recentemente algumas notícias deixam clara essa situação. Quando o governo Dilma Rousseff decidiu renovar as concessões das empresas do setor de energia elétrica com o objetivo de reduzir as tarifas para indústrias e residências, os “analistas do mercado” apareceram para dizer que isso é um risco, que faltará investimento etc etc. Na verdade, estavam interessados é no rendimento das ações das empresas de energia que diminuiriam o retorno do investidor. Assim, quem tem ação nessas empresas perde em rendimento e valorização. Ou seja, ele está pensando no bolso dele. E que se dane a população, empresários do setor produtivo e o Brasil. Para os “analistas de mercado”, o mais importante é a lucratividade das empresas e o aumento dos dividendos.

A mesma ladainha se escuta sobre a Petrobrás. Há uma pressão dos “analistas de mercado” para que se aumente o preço do combustível. Para eles, a empresa estaria em risco, com manutenção dos preços etc etc. No entanto, a Petrobrás tem grandes benefícios por ser estatal e deter praticamente um monopólio. Se ela sobe os preços dos combustíveis, a população, o setor produtivo e o Brasil como um todo perde. Mas os investidores de ações da empresa podem ganhar milhões com a valorização das ações. Aumenta o preço do combustível, o país paga mais caro e os “analistas de mercado” e seus clientes lucram.

Esses pequenos exemplos mostram o quão espúria é essa relação entre mercado de capitais e jornalismo econômico. Quanto mais o mercado de ações lucra, mas a população precisa ser arrochada, impedindo o desenvolvimento de diversos setores. A crise da Europa e EUA provocada pelo setor financeiro, em apostas em mercados de risco, fez com que se tirasse direitos da população para pagar esse rombo e não comprometesse os setores de finança e de capitais. Por isso tantos protestos na Europa.

Em nenhum momento a mídia brasileira é capaz de mostrar esse lado vampiro dos mercados de capitais. Pelo contrário, o jornalismo econômico se transformou em um lambe botas do mercado financeiro, respaldando políticas governamentais que prejudicam a população em benefício de investidores.

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VÍDEO: CONHEÇA MARCONI PERILLO, O GOVERNADOR AMIGO DE CARLINHOS CACHOEIRA E QUE RECEBEU GILMAR MENDES, MINISTRO DO SUPREMO, NA FORMATURA

OS PONTOS DE CULTURA, CRIADOS NO GOVERNO LULA, JÁ SÃO COPIADOS NO EXTERIOR, MAS NÃO VIVEM BOM MOMENTO NO BRASIL

Democracia cultural ameaçada

Criados em 2004, pela gestão de Gilberto Gil no Ministério da Cultura (MinC), os Pontos de Cultura são voltados para a ação comunitária e recebem investimentos do governo federal ou, em alguns casos, mantêm parcerias com os estados e municípios. A ideia dos Pontos de Cultura sempre foi descentralizar a cultura, espalhar as práticas culturais e refletir determinado grupo ou comunidade em que eles se localizam, além de ampliar o acesso de diferentes pessoas à vivência cultural.

O programa tinha grande importância no governo Lula. Como mostra notícia publicada pelo jornal O Globo, “seu orçamento, que em 2004 era de R$ 4 milhões, chegou a R$ 216 milhões em 2010, o último ano de Lula na presidência”. Durante a campanha de Dilma, ele também ocupou um papel de protagonista. A então candidata reconhecia a sua importância e falava em ampliá-lo.

No entanto, a atual situação dos Pontos de Cultura no país é marcada por dívidas, corte de verbas, cancelamentos e inúmeras pendências do poder público em relação aos grupos culturais do país. A maioria está sem investimentos. A quantidade de verba disponível para financiar o projeto foi bastante reduzida e pelo menos três editais já foram cancelados.

Outro projeto interessante, o dos Pontões de Cultura, que pretende articular pontos de cultura menores e esboçar uma verdadeira rede em torno da economia da cultura, também não recebeu verba suficiente.

A ideia dos Pontos de Cultura vem servindo de exemplo para países como Argentina e Colômbia pelo seu caráter de inovação e prática democrática quando o assunto é disseminar a cultura. Infelizmente, o atual Ministério parece não enxergar a importância dessa rede cultural e enquanto outros países a copiam, ele simplesmente tem se transformado em uma pedra no caminho da democracia cultural.

Veja trecho de notícia sobre o assunto:

Projeto Pontos de Cultura, criado pelo governo, sofre esvaziamento e deve ir à Justiça
Menina dos olhos do governo Lula e prioridade na campanha de Dilma já é copiado no exterior
Por Redação O Globo

RIO – Dívidas, cancelamentos, corte de verbas, sumiço de um documento e uma rede de desinformações vêm tomando conta do principal programa cultural do governo. Projeto criado em 2004 pela gestão de Gilberto Gil no Ministério da Cultura (MinC), os Pontos de Cultura tiveram seu orçamento reduzido para menos da metade do último ano do governo Lula para agora. Três dos editais destinados às entidades foram cancelados, inclusive seguindo determinação contrária à da Advocacia Geral da União (AGU), o que deixou dúzias de grupos culturais do país sem investimentos. Tudo isso no projeto que, durante a campanha de Dilma Rousseff, foi chamado de prioritário.

Os Pontos de Cultura são entidades de atuação comunitária no setor e que recebem investimentos do governo federal, em algumas situações em parceria com os estados e os municípios. Em setembro de 2010, o grupo Dilma na Rede, responsável pela campanha oficial da então candidata nas redes sociais, publicou um vídeo em que a atual presidente disse: “Eu tenho certeza de que os Pontos de Cultura, esta rede deve ser ampliada. (…) Considero que são uma das formas mais eficazes de inclusão digital, cultural e social”.

Seu primeiro edital foi lançado em julho de 2004, com cerca de 800 projetos inscritos e 210 selecionados. O programa passou a ser o carro-chefe na área cultural do governo Lula. Seu orçamento, que em 2004 era de R$ 4 milhões, chegou a R$ 216 milhões em 2010, o último ano de Lula na presidência.

Governo não respeita parecer da AGU

Mas, a partir daí, com a mudança de gestão, começaram quedas e cortes. Em 2011, primeiro ano de Dilma, o programa teve disponíveis apenas R$ 80 milhões. Além disso, três editais foram cancelados, o do Agente Cultura Viva, o do Agente Escola Viva e o do Areté. Os contemplados chegaram a ser anunciados e reclamam hoje junto ao MinC que houve gastos na confiança de que o compromisso acordado seria mantido.(Texto completo)

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CRIADOS EM 2004 PELA GESTÃO DE GILBERTO GIL, OS PONTOS DE CULTURA SÃO UMA REVOLUÇÃO NAS POLÍTICAS CULTURAIS E AGORA ESTÃO AMEAÇADOS
APROXIMAÇÃO DE ANA DE HOLLANDA COM O ECAD DEIXA IMAGEM DA MINISTRA CADA VEZ MAIS IMPOPULAR E FRÁGIL NO GOVERNO
TRÁFICO DE PESSOAS: TRÊS MODELOS BRASILEIRAS ENVIADAS PARA O EXTERIOR VIRARAM ESCRAVAS NA ÍNDIA
MAURICIO DIAS: A REDUÇÃO DA TAXA DE JUROS PARA NÍVEIS HISTÓRICOS CONSOLIDA A IDENTIDADE DE DILMA ROUSSEFF

EDUCAÇÃO EM GREVE: PROFESSORES DE 48 INSTITUIÇÕES ESTÃO PARALISADOS E PEDEM REVISÃO DO PLANO DE CARREIRAS

Da Agência Brasil

Greve dos professores das universidades federais já atinge 48 instituições
Por Roberta Lopes

Brasília – A greve das instituições federais de ensino já atinge 46 universidades federais e mais dois institutos de ensino tecnológico, segundo levantamento do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes).

A principal reivindicação dos docentes é a revisão do plano de carreiras. O sindicato defende que o atual modelo não permite uma evolução satisfatória do professor ao longo da profissão. A greve já dura mais de 15 dias.

No ano passado, o governo fechou um acordo com a categoria. Ele previa a revisão do plano de carreiras para 2013, além de um aumento de 4%, a partir de março, e a incorporação de gratificações. Os dois últimos pontos já foram concedidos, mas o novo plano continua pendente.

Na última semana, o comando de greve tinha uma reunião de negociação marcada no Ministério do Planejamento, mas o encontro foi adiado pelo próprio governo. O sindicato diz que não recebeu nenhuma justificativa para o cancelamento da reunião. O ministério informou, por meio da assessoria de imprensa, que o encontro foi apenas adiado por razões de “agenda” e será remarcado. (Texto completo)

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PROFESSORES, ESTUDANTES E FUNCIONÁRIOS QUEREM COMISSÃO DA VERDADE NA USP, ONDE RESQUÍCIOS AUTORITÁRIOS DA DITADURA PERMANECEM
PAULO FREIRE: SOU PROFESSOR A FAVOR DA LUTA CONSTANTE CONTRA QUALQUER FORMA DE DISCRIMINAÇÃO E CONTRA A DOMINAÇÃO ECONÔMICA
ESTUDANTES DE PÓS-GRADUAÇÃO PROTESTARAM NA ÚLTIMA QUINTA-FEIRA CONTRA A FALTA DE REAJUSTE DAS BOLSAS
AMEAÇAS CONTRA ALUNOS PUBLICADAS NA INTERNET GERAM CLIMA DE TENSÃO E INSEGURANÇA NA UNB

VÍDEO MOSTRA UM RETRATO DA SAÚDE PÚBLICA NO RIO DE JANEIRO DE SÉRGIO CABRAL: O RIO É UMA FESTA, MAS A FESTA É EM PARIS

Rio e Paris: o mundo de Sérgio Cabral

Depois de cinco anos e meio de governo, Sérgio Cabral (PMDB) fez muito estardalhaço com a polícia nos morros cariocas e também em Paris, mas a condição da saúde pública mostra que é um péssimo governo para o Rio de janeiro.

Não tem desculpa. São quase seis anos de governo. O Rio é uma festa, mas é uma festa em Paris.

Em vídeo, abaixo, uma médica se desespera. A condição do hospital público do Rio de Janeiro deveria ser palco de uma CPI estadual.

O dinheiro que deveria ir para o SUS (Sistema Único de Saúde) parece que ficou retidos em obras da Delta e na guerra contra o tráfico.

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MINISTROS DO SUPREMO LAVAM AS MÃOS E TAMBÉM LIBERAM GILMAR MENDES PARA A CPMI DO CARLINHOS CACHOEIRA
ATO FALHO SENSACIONAL: GILMAR MENDES FICOU “EUFÓRICO” AO SABER QUE IRIA SE ENCONTRAR COM LULA, REVELA REPORTAGEM DE O GLOBO
PROJETO FUNDAMENTAL: APENAS 600 BRASILEIROS AFORTUNADOS PODEM CONTRIBUIR COM R$ 10 BILHÕES POR ANO AO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
A PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF PRECISA TER UM OLHO NO PEIXE, OUTRO NO GATO, OU MELHOR: UM NO GOVERNO E OUTRO NO VICE

DILMA VETA PARCIALMENTE NOVO CÓDIGO FLORESTAL, MAS CONTINUA PRESSÃO PELO “VETA TUDO DILMA VEZ”

Para Mendes Ribeiro, ministro da Agricultura, “esse não é o código dos ambientalistas, nem dos ruralistas. Esse é o código daqueles que tem bom senso”.

Na última sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff vetou parcialmente o Código Florestal que foi aprovado pela Câmara dos Deputados. “O Planaltou anunciou 12 vetos e 32 modificações no projeto e prometeu enviar uma nova Medida Provisória na segunda-feira ao Congresso”, diz notícia publicada pela Carta Capital. Além de inserir novos pontos na lei, a ideia é restaurar os pontos do projeto do Senado que foram retirados pelos deputados.

Alguns pontos do projeto que traduziam uma certa “anistia para os desmatadores” foram vetados pela presidente Dilma, como a recuperação das áreas de preservação permanente (APPs) que praticamente havia sido “desobrigada” nos termos no novo Código.

Depois da intensa pressão social que Dilma vem recebendo para vetar o texto completo, o veto parcial foi uma solução encontrada para aproximar mais o texto daquele que havia sido aprovado no Senado, antes da primeira grande derrota governista na Câmara, e que ia mais de encontro aos desejos governistas.

O veto parcial, segundo a ministra do Meio-Ambiente Izabella Teixeira, é um respeito à democracia e ao Congresso Nacional, mas uma forma de dizer que o governo “não admite nada que anistie o desmatamento”. Vale lembrar que o veto parcial de Dilma, apesar de ser considerado como uma decisão de bom senso pelo governo, não agradou muito alguns movimentos ambientalistas que preferiam que a presidente “vetasse tudo dilma vez”.

Veja trecho da notícia sobre o assunto:

Dilma veta parcialmente Código Florestal
Por Redação Carta Capital com informações da Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff vetou parcialmente o Código Florestal aprovado pela Câmara dos Deputados. Nesta sexta-feira 25, o Planaltou anunciou 12 vetos e 32 modificações no projeto e prometeu enviar uma nova Medida Provisória na próxima segunda-feira ao Congresso. A ideia é restaurar pontos do projeto do Senado que foram retirados pelos deputados e adicionar novos pontos à lei.

Entre os pontos vetados está o artigo que trata da consolidação de atividades rurais e da recuperação de áreas de preservação permanente (APPs). O texto aprovado pelos deputados só exigia a recuperação da vegetação das APPs nas margens de rios de até 10 metros de largura. E não previa nenhuma obrigatoriedade de recuperação dessas APPs nas margens de rios mais largos. O projeto era visto como uma “anistia” para os desmatadores.

Dilma sofreu grande pressão da sociedade para vetar o texto aprovado pelo Congresso. O projeto de lei, aprovado na Câmara dos Deputados no final de abril, foi a primeira grande derrota da bancada governista desde que a presidenta tomou posse. Com o veto parcial, o governo deixa o texto mais próximo daquele aprovado pelo Senado, que ia ao encontro dos desejos governistas.

O anúncio foi feito em Brasília pelos ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro, do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas. “O veto é parcial em respeito à democracia e ao Congresso Nacional”, disse a ministra do Meio Ambiente. “Não admitimos nada que anistie o desmatamento”. Já o ministro da Agricultura disse que “esse não é o código dos ambientalistas, nem dos ruralistas. Esse é o código daqueles que tem bom senso”. (Texto completo)

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SIMULADOS PREPARAM MORADORES DE ÁREAS DE RISCO NO NORDESTE PARA AGIR NA ÉPOCA DAS CHUVAS
CATADORES SÃO ESSENCIAIS PARA A RECICLAGEM NA CIDADE DE SÃO PAULO, MAS MAIORIA NÃO É RECONHECIDA PELA PREFEITURA
MAIS DE 70 MIL PESSOAS FORAM AFETADAS PELA CHEIA DOS RIOS DO AMAZONAS, 40 MUNICÍPIOS ESTÃO EM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA
DEPOIS DA ARMADILHA DA VOTAÇÃO DO CÓDIGO FLORESTAL NA CÂMARA, AUMENTA PRESSÃO PARA QUE DILMA VETE OS TERMOS QUE BENEFICIAM A BANCADA RURALISTA

NÚMERO DE MORTES CAUSADAS PELA DENGUE CAIU 80% NOS QUATRO PRIMEIROS MESES DO ANO, PRÓXIMO PASSO É CRIAR UMA VACINA PARA DOENÇA

Os número são positivos para a dengue no Brasil. Nos quatro primeiros meses desse ano, o número de casos graves da doença caiu cerca de 87% e o número de mortes, no mesmo período, também caiu em 80%. O estados que concentram maior número de casos da doença são Rio de Janeiro (80.160), Bahia (28.154) e Pernambuco (27.393).

O repasse de R$ 92 milhões para 1.158 municípios como adicional de 20% aos recursos regulares para o combate à doença são vistos como uma das causas da diminuição do número de casos em uma época onde geralmente eles são altos: o verão.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acredita que a estratégia de combate à dengue com foco no mosquito está ultrapassada, “o novo enfoque da pasta está na integração de ações de cuidado à saúde, como redução do tempo de espera para diagnóstico e início do tratamento”, diz ele em notícia publicada pela Agência Brasil.

Além disso, ele lembra que o Brasil continua investindo na criação de uma vacina contra a dengue, com três estudos em andamento.

Veja trecho da notícia:

Mortes provocadas pela dengue caem 80% nos primeiros quatro meses do ano
Por Paula Laboissière

Brasília – Pesquisa divulgada hoje (17) pelo Ministério da Saúde revela uma queda de 87% no número de casos graves de dengue registrados no país nos quatro primeiros meses do ano – foram 8.630 em 2011 contra 1.083 em 2012.

De acordo com o estudo, o número de mortes provocadas pela doença também caiu durante o mesmo período, passando de 374 em 2011 para 74 em 2012. Houve redução de 80%.

Ao todo, 286.011 casos de dengue foram notificados em todo o país entre janeiro e abril deste ano, o que representa uma queda de 44% em relação ao total registrado nos quatro primeiros meses de 2011 (507.798 casos).

O levantamento mostra que dez estados concentram 81,6% dos casos notificados em 2012 – Rio de Janeiro (80.160), Bahia (28.154) e Pernambuco (27.393) lideram o ranking. Já os municípios com o maior número de casos são Rio de Janeiro (64.675), Fortaleza (10.156) e Recife (6.343).

Considerando a incidência da dengue (proporção de caso para cada 100 mil habitantes), as três cidades com as maiores taxas no país são Palmas (2.494,7), Itabuna (1.445,3) e Rio de Janeiro (1.045,4).

O estudo mostra que todos os quatro tipos de dengue permanecem em circulação no país, sendo que, nos quatro primeiros meses deste ano, os tipos 1 e 4 foram os mais comuns, com 59,3% e 36,4% de um total de 2.098 amostras positivas.

A distribuição dos subtipos, entretanto, apresenta variações de acordo com a localidade. No Norte, houve predominância do tipo 4 (85,5%). Nas regiões Sul (83,8%) e na Nordeste (81,5%). Já no Centro-Oeste, a circulação desse tipo de vírus ficou em 53,3% e no Sudeste, 49,7%.

O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, lembrou que o verão constitui o período em que ocorre mais transmissão de dengue no Brasil. Segundo ele, 95% dos casos da doença são registrados no primeiro semestre do ano. (Texto completo)

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ENTIDADE PRODUZ VÍDEO SOBRE ABORTO E SAÚDE PÚBLICA
APESAR DAS VANTAGENS DO USO DA BICICLETA NAS CIDADES, O CICLISTA AINDA É UM DOS USUÁRIOS MAIS VULNERÁVEIS NO TRÂNSITO
APESAR DOS DADOS POSITIVOS DA DENGUE ESSE ANO, SURTO DA DOENÇA AINDA AMEAÇA 91 CIDADES
BIOINSETICIDA EM FORMATO DE COMPRIMIDO PROMETE SER MAIS UM ALIADO PARA COMBATER A DENGUE NO PRÓXIMO ANO

MAIS DE 70 MIL PESSOAS FORAM AFETADAS PELA CHEIA DOS RIOS DO AMAZONAS, 40 MUNICÍPIOS ESTÃO EM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

Rio Negro atinge níveis máximos

As chuvas na região norte do país e a consequente cheia dos rios do Amazonas têm agravado a situação dos moradores de 40 municípios que já se encontram em situação de emergência, segundo notícia divulgada pela Agência Brasil. Estima-se que mais de 70 mil pessoas já tenham sido afetadas, o que levou o governo federal a destinar recursos e diferentes tipos de ajuda (alimento, medicamento, produtos de higiene) visando amezinar os efeitos das chuvas. O estado do Amazonas já contabiliza R$ 17,5 milhões recebidos do governo federal.

Além da ajuda humanitária, o próprio ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, visitou a região depois de determinação da presidente Dilma Rousseff para ver de perto a situação no local. De fato, as cenas registradas em Manaus, que sofre com a cheia do Rio Negro, um dos afluentes do Amazonas, e em outros municípios, exigem uma atenção próxima por parte das autoridades.

Os problemas sociais gerados pelo movimento da natureza afetam as pessoas em diferentes níveis que vão desde o econômico, até o íntimo, pessoal, por isso a questão tem a sua seriedade que, vale lembrar, existe também quando se dá o movimento inverso, ou seja, quando problemas ambientais são gerados na natureza pelo movimento do homem.

Veja trecho da notícia sobre o assunto:

Ministro da Integração vai a Manaus anunciar medidas de ajuda às vítimas da cheia dos rios do Amazonas
Por Yara Aquino

Brasília – O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, vai amanhã (10) a Manaus anunciar medidas do governo federal para atender às vítimas da cheia nos rios do Amazonas. O estado tem 40 municípios em situação de emergência, e mais de 70 mil pessoas foram afetadas, de acordo com balanço da Defesa Civil local.

Por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União, hoje (9), o Ministério da Integração Nacional destinou R$ 7 milhões ao governo do Amazonas para a execução de ações de socorro, assistência às vítimas e aquisição de produtos de higiene, limpeza, medicamentos e alimentos. Com esse recurso, o estado contabiliza R$ 17,5 milhões recebidos do governo federal para auxílio às vítimas das chuvas e da cheia.

A determinação para que Fernando Bezerra vá a Manaus partiu da presidenta Dilma Rousseff após reunião, hoje (9). Estavam na reunião o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, técnicos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Defesa Civil, da Casa Civil e do Gabinete de Segurança Institucional. O governador do Amazonas, Omar Aziz, também participou das discussões por meio de videoconferência.

Mais de 130 toneladas de itens de ajuda humanitária já foram distribuídos à população de 26 municípios, pela Defesa Civil do Amazonas. As demais cidades ainda receberão o material, composto por cestas básicas, kits de higiene pessoal, de medicamentos, de limpeza, kits dormitório e hipoclorito de sódio. (Texto completo)

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A PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF PRECISA TER UM OLHO NO PEIXE, OUTRO NO GATO, OU MELHOR: UM NO GOVERNO E OUTRO NO VICE

Dilma, é bom tomar cuidado com o PMDB atrás de você

O PMDB tem grandes quadros, mas não é um partido confiável, principalmente por suas relações intrínsecas com as empreiteiras e o poder econômico. Se se quer realmente governar, muitas vezes é preciso não ceder à pressão dos poderosos. Isso parece ter sido uma grande dificuldade para o governo de Agnelo Queiroz (PT) com vice peemdebista.

Depois das revelações da Operação Monte Carlo, de que o vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filipelli (PMDB) estava conspirando para derrubar o governador Agnelo Queiroz (PT), como mostra  trechos do inquérito vazado, é bom a presidenta Dilma Rousseff ficar de olho bem aberto, ou melhor: um no governo e outro no PMDB.

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ESCÂNDALO DO SENADOR DEMÓSTENES TORRES ENVOLVE A ALTA CÚPULA DO PODER JUDICIÁRIO, ABALA A REPÚBLICA E AS AMENIDADES ESTAMPAM OS JORNAIS

DEPOIS DA ARMADILHA DA VOTAÇÃO DO CÓDIGO FLORESTAL NA CÂMARA, AUMENTA PRESSÃO PARA QUE DILMA VETE OS TERMOS QUE BENEFICIAM A BANCADA RURALISTA

Desenho de Henfil, de 1970. Mais atual impossível...

Desde que as discussões do novo código florestal se iniciaram, um verdadeiro jogo político tem se desenhado em torno da questão, revelando não só a fragilidade da base governista diante dos interesses do grupo que representa a chamada bancada ruralista no Congresso, como também a força e influência desta última.

Os fatos que envolveram a última votação do código na Câmara merecem sem dúvida um adjetivo: peculiares. Isso porque, de início, a situação do governo era confortável, podendo contar com o fiel apoio de 351 deputados dos partidos da base governista. No entanto, o que se viu foi essa fidelidade simplesmente desaparecer. O governo foi derrotado por 274 votos a favor dos ruralistas contra 184 dos ambientalistas, além de duas abstenções.

Notícia publicada pela Carta Capital explica um pouco o que está por trás desse desaparecimento nem um pouco mágico ou imprevisível que terminou com a vitória dos ruralistas. Como diz a notícia, o grupo que quer continuar desmatando impunemente, impetrou um jogo frio fazendo com que o projeto do código voltasse à Câmara depois da versão aprovada em acordo no Senado.

Como diz a notícia, “há fortes evidências de que o acordo construído no Senado era apenas uma trapaça política da força parlamentar ruralista. Ao seguir para a Câmara não valia mais o que foi escrito no Senado”. Se no Senado o governo tinha cedido os anéis, porque a pressão eleitoral não era tão forte, na Câmara, os ruralistas exigiram os dedos.

Uma armadilha foi assim sendo construída para que Dilma beneficiasse os desmatadores e, em contrapartida, ganhasse o julgamento negativo da sociedade. Agora, boa parte da sociedade pede que Dilma vete os termos do código aprovados na Câmara que beneficiam a bancada ruralista e prejudicam pequenos agricultores e o meio-ambiente em geral.

O veto seria, de fato, a única forma de Dilma virar o jogo diante da armadilha armada na Câmara, no entanto, ela precisa ter coragem para tal já que terá que enfrentar a bancada ruralista e seus interesses que, como ficou evidente, são bastante expressivos junto à cena política nacional. Mas esse, sem dúvida, parece ser um dos momentos em que o poder executivo tem que se afirmar no jogo democrático, refletindo a vontade de diversos setores da sociedade e atuando por causas realmente legítimas.

Veja trecho da notícia sobre o assunto:

Veta Dilma, veta
Por Mauricio Dias

Comemoração e ironia marcam a atitude dos vencedores após a derrota do governo na votação do Código Florestal. O resultado foi expressivo: 274 votos a favor dos ruralistas contra 184 dos ambientalistas, além de duas abstenções. Ausentes 53 deputados. Esse resultado exige uma adjetivação. Surpreendente. A se considerar o teórico “apoio sólido”, composto por 351 deputados dos partidos da base governista.

Por que essa solidez se desmanchou no ar? Por que o governo perdeu? “Perdeu como? Eu sou governo e ganhei”, declarou o líder do PMDB, Henrique Alves.

Ironia a parte e, embora ainda se viva sob o calor da hora, já é possível fazer a dissecação inicial da vitória dos ruralistas impetuosos ou, mais propriamente, do agronegócio selvagem.

Os ruralistas, nesse retorno do projeto à Câmara após a versão aprovada em acordo no Senado, fizeram um jogo frio abusando da sensibilidade de Dilma, testemunhada por interlocutores dela, com possíveis reflexos danosos aos agricultores pobres pela obrigação de re-cuperações das áreas de proteção ambiental. (Aviso aos navegantes machistas: sensibilidade social não é um fruto da alma feminina supostamente inadaptável ao mundo político.)

Jogaram com isso para fazê-la atender a interesses dos grandes desmatadores e, por consequência, forçá-la ao julgamento negativo da sociedade. De qualquer forma, ela tornou-se refém dos parlamentares pro-ruralistas fortemente enraizados no PMDB e no DEM.

Dilma abortou qualquer negociação em seu nome. Perder no plenário, mas, “não perder a cara”, segundo a expressão usada por ela. Houve falhas de articuladores governistas. Não se prepararam o suficiente para debater com os negociadores do PMDB: Michel Temer, Henrique Alves e Paulo Piau. (Texto completo)

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BANCOS PRIVADOS REDUZEM JUROS PORQUE GOVERNO USOU ARMAS CAPITALISTAS CONTRA O OLIGOPÓLIO DOS BANQUEIROS

BB e CEF decidiram competir com os bancos privados

A campanha publicitária intensiva das últimas semanas da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Banco do Brasil (BB), uma usando a atriz Camila Pitanga e a outra o ator Reynaldo Gianecchini, foi um choque de capitalismo no feudo da banca. Pela primeira vez o governo reduziu os juros dos bancos públicos e foi pra cima para conquistar mercado. Não adianta fazer discurso contra banqueiro sem atuar no mercado.

Quem vê as propagandas da Camila Pitanga e do Gianecchini, junto com o governo sinalizando que quer redução dos juros, sente vontade de sair dos bancos privados e correr para a CEF e o BB.  Bancos públicos decidiram competir com os privados e é isso que fez com que os banqueiros reduzissem os juros.  E não as reclamações do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Competição é uma linguagem que o capitalista entende.

Mas isso é muito pouco e frágil. Com o tempo, esse modelo tende a se deteriorar. O governo precisa criar mecanismos e mais competição no setor, assim como nas telecomunicações (dois setores oligopolizados e cheios de reclamações e problemas). É preciso pensar a longo prazo numa estrutura que não dependa da vontade do governo de plantão.

É preciso impedir a fusão de bancos e incentivar a operação de créditos por outras empresas, entidades etc. É preciso gerar mecanismos pulverizados de financiamento, com controle rigoroso.  Na verdade, esse oligopólio de poucos grandes bancos foi criado pelo próprio governo e sociedade que permitiram nas últimas década essa absurda concentração bancária. Claro que com o apoio dos analistas econômicos da mídia que urram como cães a qualquer redução de juros. É inacreditável.

Aliás, quando mais concentrado um setor da economia, mais poder e influência sobre a mídia e o governo. Por que  o governo precisa conversar com banqueiros? Porque não tem nem capitalismo no setor. Veja se o governo chama os donos de padaria para que baixem o preço do pãozinho.

É preciso criar um pouco de capitalismo no setor, com maior concorrência e com bancos públicos atuando de forma pró-ativa.

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SALÁRIO MÍNIMO DEVE CHEGAR A 800 REAIS EM 2015, PREVÊ PROJETO DA LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS (LDO)

Aumento do mínimo reflete crescimento da economia

Em 2013, o valor do piso salarial terá um aumento de R$ 622 para R$ 667,75. O reajuste foi divulgado pelo Ministério do Planejamento, que detalhou o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) encaminhado ao Congresso Nacional. O projeto também prevê que o mínimo chegará a R$ 729,20 em 2014 e a R$ 803,93 em 2015.

Notícia divulgada pela Agência Brasil lembra, no entanto, que os reajustes do mínimo pressionam as despesas públicas que, em 2013, sofrerão um impacto de R$ 17,3 bilhões. Isso porque boa parte dos benefícios previdenciários e sociais é atrelada ao piso.

O valor do reajuste é definido pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores somado à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior.

Veja notícia sobre o assunto:

Aumento do mínimo para R$ 667,75 vai custar R$ 17,3 bilhões ao governo no ano que vem
Por Luciene Cruz e Wellton Máximo

Brasília – O reajuste de 7,3% no salário mínimo terá impacto de R$ 17,3 bilhões no Orçamento Geral da União em 2013, informou o Ministério do Planejamento. Essa é a quantia que o governo federal estima gastar para elevar o piso salarial de R$ 622 para R$ 667,75. O valor foi divulgado hoje (13) pelo Ministério do Planejamento, que detalhou o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) encaminhado ao Congresso Nacional. O projeto prevê ainda que o mínimo chegará a R$ 729,20 em 2014 e a R$ 803,93 em 2015.

Definida por lei própria, a fórmula de reajuste do salário mínimo corresponde ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores somado à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior. Para 2013, o aumento leva em conta o crescimento da economia de 2,73% em 2011 mais a estimativa, divulgada na LDO, de inflação de 4,5% pelo INPC em 2012.

O reajuste do mínimo pressiona as despesas públicas porque boa parte dos benefícios previdenciários e sociais é atrelada ao piso. Além disso, grande parte de aposentadorias, pensões, seguro-desemprego, abono salarial e benefícios da Lei Orgânica de Assistência Social equivale a um salário mínimo. (Texto original)

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CRIADOS EM 2004 PELA GESTÃO DE GILBERTO GIL, OS PONTOS DE CULTURA SÃO UMA REVOLUÇÃO NAS POLÍTICAS CULTURAIS E AGORA ESTÃO AMEAÇADOS
EM UMA DEMOCRACIA, A POPULAÇÃO DEVE SEMPRE SE LEMBRAR DO PODER QUE TEM…
VIVA O CHACRINHA!! O JORNAL ESTADÃO VEIO PARA CONFUNDIR E NÃO PARA EXPLICAR A OPERAÇÃO MONTE CARLO DA POLÍCIA FEDERAL
ASSENTAMENTO EM SANTARÉM, NO PARÁ, SE TRANSFORMOU NUM VERDADEIRO PALCO DA EXTRAÇÃO ILEGAL DE MADEIRA NA REGIÃO

ESTUDANTES DE PÓS-GRADUAÇÃO PROTESTARAM NA ÚLTIMA QUINTA-FEIRA CONTRA A FALTA DE REAJUSTE DAS BOLSAS

Pós-graduandos: quatro anos sem reajuste

Na última quinta-feira (29/03), estudantes de pós-graduação de universidades de todo país organizaram um protesto utilizando o twitter e fazendo panfletagens e aulas públicas durante o dia para denunciar a falta de reajuste nas bolsas de pós-graduação, que, há pelo menos quatro anos, não têm o valor atualizado pelo governo federal.

As bolsas oferecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) giram em torno de R$ 1,2 mil para o estudante de mestrado e R$ 1,8 mil para o de doutorado.

Levando em conta que o reajuste nos valores não acontece há quatro anos e que, em contrapartida, os outros setores de serviços tiveram seus valores devidamente ajustados, o estudante de pós-graduação é obrigado a fazer sacrifícios pessoais para continuar suas pesquisas, diz notícia publicada pelo Terra, e arcar com as suas desposas pessoais e também de formação, o que inclui cursos, livros, material, e uma série de outras coisas.

A notícia do Terra cita ainda que a Capes informou, por meio de sua assessoria, que considera legítima a demanda dos estudantes, mas que a decisão não depende só da Agência, além disso, eles alegam que apesar do valor das bolsas não ter aumentado, a quantidade de bolsas concedidas aumentou de 2008 pra cá.

No entanto, a quantidade de bolsas não aumentou para todas as áreas. Inclusive, depois que a presidente Dilma Rousseff assinou um decreto dizendo que a prioridade no incentivo à pesquisa no Brasil será para as áreas de ciência e tecnologia, a área das ciências humanas, por exemplo, saiu sensivelmente prejudicada.

Sem contar que, se fizermos uma comparação, veremos que o valor das bolsas concedidas pelas agências que financiam a pesquisa em nível estadual é maior e possui muito mais benefícios do que a bolsa do governo federal. Diante desse cenário, os estudantes têm mesmo que se organizar, pois parece que em um país que quer ser visto como desenvolvido, a pesquisa e a educação não parecem estar recebendo a atenção que merecem.

Veja trecho da notícia sobre o assunto:

Sem reajuste há 4 anos, alunos de pós-graduação fazem protesto
Da Redação do Terra

Estudantes de universidades de todo o País realizam um protesto nesta quinta-feira para cobrar do governo federal o reajuste das bolsas de pós-graduação. O valor pago aos estudantes de mestrado e doutorado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) é o mesmo há quatro anos.

Segundo a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), o valor das bolsas está totalmente defasado e obriga os estudantes a sacrifícios pessoais para continuarem suas pesquisas. “Para se dedicarem exclusivamente aos estudos, os pós-graduandos contam apenas com o valor da bolsa para se manter e investir em sua formação, o que torna os atuais valores insuficientes”. Para mestrado, a bolsa é de R$ 1,2 mil e para doutorado o valor fica em R$ 1,8 mil.

Durante o dia, os estudantes de diversas universidades fazem panfletagens e aulas públicas. A partir das 16h foi agendado uma mobilização no microblog Twitter para divulgar a demanda dos estudantes. (Texto completo)

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ESSE BLOCO DE CARNAVAL É PARA SEGUIR O ANO TODO

CRIADOS EM 2004 PELA GESTÃO DE GILBERTO GIL, OS PONTOS DE CULTURA SÃO UMA REVOLUÇÃO NAS POLÍTICAS CULTURAIS E AGORA ESTÃO AMEAÇADOS

Os Pontos de Cultura foram criados em 2004 durante a gestão de Gilberto Gil no Ministério da Cultura. Entidades apoiadas pelo Ministério, os Pontos desenvolvem ações de impacto sócio-cultural em suas comunidades, o que não só dissemina as práticas culturais, como também aproxima o público de um mundo que até pouco tempo atrás era privilégio de poucos.

A valorização dos Pontos de Cultura descentralizou a política cultural em favor de diversas comunidades e grupos sociais que passaram a ser representados e incluídos de certa forma por esses espaços. Neste sentido, os Pontos de Cultura são uma verdadeira revolução, fruto de uma parceria bastante fértil entre o governo e a sociedade, valorizando aquilo que o homem pode produzir de melhor: cultura.

No entanto, na gestão atual do Ministério da Cultura (Minc), os Pontos de Cultura estão enfrentando uma série de problemas a começar pelo cancelamento de editais pelo Minc sem a devida consulta à Advocacia Geral da União(AGU), o que acarreta diminuição de recursos e enfraquecimento da ação político-social dos Pontos de Cultura junto à comunidade. Os Pontos acabam se tornando apenas mais um projeto que nunca sai do papel.

No total, O MinC deve 107 milhões e 800 mil reais de resíduos, mais 55 milhões e 800 mil reais dos editais e Pontões cancelados. Todo esse valor é uma dívida do atual gestão do Ministério, encabeçada pela ministra Ana de Hollanda com a sociedade e que pode muito bem ser paga já que ele corresponde a apenas 10% do orçamento do Ministério.

Veja trecho de notícia sobre o assunto:

Pontos de Cultura devem processar governo por cancelamento de editais
Representantes dos Pontos de Cultura se articulam para entrar com um recurso contra o governo. Eles denunciam o cancelamento dos projetos pelo Ministério da Cultura (MinC), sem o parecer da Advocacia Geral da União (AGU).

Criados em 2004 pela gestão de Gilberto Gil no Ministério da Cultura, os Pontos de Cultura tiveram seu orçamento reduzido para menos da metade desde o último ano do governo Lula até agora.

Três dos editais lançados em 2011 foram cancelados: o Agente Cultura Viva, o do Agente Escola Viva e o do Areté. Os contemplados pelos editais chegaram a ser anunciados e reclamam hoje junto ao MinC que houve gastos já que esperavam que os recursos seriam enviados.

A Advocacia Geral da União (AGU) enviou em abril do ano passado um parecer questionando o cancelamento dos editais. Contudo, o questionamento foi ignorado pela a atual gestão do Ministério, encabeçada pela ministra Ana de Hollanda.

O movimento dos Pontos de Cultura, agora, se articula para entrar na Justiça contra o governo. Geo Brito, coordenador do Ponto de Cultura do Centro de Teatro do Oprimido, no Rio de Janeiro conta que os representantes dos Pontos já estão formando uma comissão para iniciar o processo. (Texto completo)

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PMDB MOSTROU EXATAMENTE PARA QUE SERVE VOTAÇÃO SECRETA DE PARLAMENTAR: CHANTAGEAR GOVERNO PARA LEVAR O DINHEIRO DO POVO BRASILEIRO

English: Dilma Rousseff with her running mate ...

Amigo da onça; seria literalmente?

Caciques do PMDB estão sedentos pelo dinheiro do povo brasileiro. No ano passado, uma série de denúncias nos ministérios comandados pelo partido fez com que a presidenta Dilma Rousseff afastasse alguns comandantes dos esquemas de corrupção. Obras que recebiam dinheiro e não apareciam é coisa leve para essa turma.

No início do mês, a legenda por meio do voto secreto, impôs uma derrota a Dilma na nomeação de Bernardo Figueiredo para a Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT). Aliás, é nos transportes, na infraestrutura do país, que a saúva corrói de forma devastadora o dinheiro público.

A votação secreta de parlamentar é a forma perfeita para parlamentares aliados, (“aliados”) derrotarem o governo sem assumir sua responsabilidade. A covardia se manifesta de forma explícita na votação secreta. As intenções mais inescrupulosas dos “aliados” estão ali, presentes. Eles não largam o osso, não fazem oposição, eles corroem.

O duro é que essa política da pior espécie não é combatida pelos grandes meios de comunicação. Para os analistas desses veículos, o  problema é da presidenta, que precisa ter jogo de cintura, ou seja, jogar dinheiro público para a cacicada.

Ao endurecer com o PMDB, Dilma tem grandes chances de sucesso: primeiro articulando novos líderes para a legenda, dividindo o partido com setores menos afoitos pelo dinheiro público. Em segundo lugar, os interesses desse setor do PMDB são tão pérfidos que não há saída para eles, a não ser a pressão ou oposição. Mas eles não gostam da oposição.

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