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mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

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UM COMERCIAL DA COCA-COLA FEITO PELO GREENPEACE DA AUSTRÁLIA OU STOP COCA-COLA TRASHING

Esse comercial, claro, serve para qualquer refrigerante ou embalagem plástica pet. E também mostra porque o fim da sacolinha de plástico, culpada de ser vilã do meio ambiente, foi um fiasco em São Paulo e no Brasil. Supermercados lotados de embalagens plásticas poluentes nas prateleiras decidiram retirar somente a embalagem que ajudava o consumidor. O objetivo, óbvio, era lucrar mais e não proteger o meio ambiente.

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ASSENTAMENTO EM SANTARÉM, NO PARÁ, SE TRANSFORMOU NUM VERDADEIRO PALCO DA EXTRAÇÃO ILEGAL DE MADEIRA NA REGIÃO

Para a ONG Greenpeace, o problema da extração ilegal de madeira na região de Santarém, no Pará, já é algo crônico. O último relatório divulgado pela ONG, mostrou que o assentamento Corta-Corda, em Santarém, no Pará, se transformou num verdadeiro palco da extração ilegal de madeira. Na área, que está sob responsabilidade do Incra, já foram constatados sete pontos no meio da mata que servem como estoque para a madeira ilegal.

Notícia sobre o assunto publicada pela Carta Capital recupera dados do Imazon de que 65% da madeira retirada da Amazônia não tem autorização da Secretaria do Meio Ambiente, o equivalente a 78.941 hectares. Portanto, muita madeira ilegal sai da floresta e os moradores locais, juntamente com organizações como o Greenpeace, cobram atitudes por parte do Incra e das autoridades estaduais para tentar resolver o problema.

Um dos mistérios de todo esse comércio ilegal que representantes do Greenpeace querem esclarecer é como toda essa madeira ilegal transforma-se em legal para poder passar pelos portos. Para Raimundo Miracildo Corrêa, um dos diretores do sindicato dos moradores da região, que dependem da mata nativa para o tipo de agricultura familiar que exercem, o recrudescimento da reforma agrária na região estaria relacionado ao aumento da grilagem e desmatamento na área.

Veja trecho de notícia sobre o assunto:

Extração ilegal de madeira é problema crônico, diz ONG
Por Clara Roman

O assentamento Corta-Corda, em Santarém, no Pará, se transformou num verdadeiro palco da extração ilegal de madeira, segundo relatório feito pela ONG Greenpeace e enviado a órgãos públicos. Por meio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santarém (Sirsan), moradores têm relatado a atuação de madeireiros sem autorização na área sob responsabilidade do Incra, o Instituto Nacional de Cololização e Reforma Agrária. Segundo a ONG, foram constatados sete pontos no meio da mata que servem como estoque para a madeira ilegal.

“É uma coisa crônica ali na região: já faz mais de dez anos que o Greenpeace denuncia ações ali”, afirma André Muggiati, do Greenpeace.

Segundo o Imazon, 65% da madeira retirada da Amazônia não tem autorização da Secretaria do Meio Ambiente, o equivalente a 78.941 hectares. Dia e noite, conta André, caminhões transportam madeira da área para os portos da região.

As acusações dos moradores foram intermediadas pelo Sirsan. Segundo Raimundo Miracildo Corrêa, um dos diretores do sindicato, foram feitas diversas reuniões com o Incra para comunicar a situação, mas nenhuma iniciativa foi tomada até agora. O Incra, por sua vez, afirmou que já tomou conhecimento do desmate e prepara uma ação junto ao Ibama, órgão que, segundo o Greenpeace, também recebeu o relatório da ONG.

O Ministério Público Estadual do Pará também recebeu cópia, mas ainda não se pronunciou. (Texto completo)

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Greenpeace: Kátia Abreu é a miss desmatamento

Greenpeace: Kátia Abreu é a miss desmatamento

Nesta semana integrantes do Greenpeace deram o título de Miss Desmatamento à senadora Kátia Abreu (DEM-TO), a mesma senadora que pegou um avião para socorrer uma fazenda flagrada por fiscais do Ministério do Trabalho com trabalhadores em situação de escravidão. É um momento difícil para o meio ambiente. Leia abaixo notícia que mostra a investida para a destruição.

Código Ambiental diminui autonomia da União em questões ambientais

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente da Frente Parlamentar de Agropecuária, deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), apresentou esta semana, na Câmara dos Deputados, o texto que promete transformar toda a legislação ambiental brasileira em um só documento, já chamado pelos ruralistas – autores do projeto de lei – de Código Ambiental. Além do Código Florestal, o instrumento substituiria a Lei de Crimes Ambientais, a Política Nacional do Meio Ambiente e as normas que garantem à União a prerrogativa de criar unidades de conservação, por exemplo.

Entre as mudanças, está a extinção de penas de prisão para crimes ambientais e outras que deverão acirrar ainda mais as discussões sobre o tema, como a transferência para os estados da responsabilidade de fixar o tamanho das áreas de proteção permanente ao longo das margens de rios e a concessão de licenciamento ambiental por decurso de prazo.

“O requerimento de licença ou autorização ambiental, desde que tenha apresentado toda a documentação necessária, terá que ser respondido no prazo de até 60 dias após protocolado, sendo que o descumprimento deste prazo implica em aprovação automática do contido no requerimento”, cita o documento.

Atualmente, a área de reserva legal – percentual mínimo de vegetação nativa preservado – varia de 80%, na Amazônia, a 35%, no Cerrado, e a 20%, na Mata Atlântica, Caatinga, Pampa e Pantanal. A nova proposta não fala em percentuais. Segundo o deputado Valdir Colatto, os valores seriam definidos pelos estados depois da realização dos zoneamentos ecológico-econômicos.

“Não se pode achar que só a União pode determinar [os percentuais mínimos]. Isso é a máxima da ditadura”, afirmou Collato. “O Ibama não tem capacidade para atender à demanda de projetos que esperam licenciamento. Por isso, está engessado. Só em Santa Catarina há 200 projetos de pequenas hidrelétricas parados.”

A proposta ambiental da bancada ruralista cita ainda a possibilidade de desmatamento de áreas de reserva legal. Pelo Código Ambiental, o percentual mínimo a ser preservado seria definido por estado e não por propriedade. As atividades consolidadas nas atuais Áreas de Preservação Permanente seriam mantidas, a não ser que haja dano ao meio ambiente comprovado por laudo de técnico habilitado.

O projeto também tira poderes do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que pela proposta, passaria apenas a sugerir e não mais a decidir sobre mudanças em normas ambientais. Ciente da polêmica que envolve a questão ambiental, o deputado Colatto disse que serão realizadas audiências públicas em todo o país para que a sociedade possa conhecer o projeto, opinar e propor alterações.

Os ruralistas esperam aprovar as mudanças até 11 de dezembro, data em que volta a vigorar o decreto 6.514, que trata das infrações e sanções administrativas ao meio ambiente. “O decreto propõe multas pesadíssimas e aí o país inteiro estaria ilegal”, disse Colatto. Para ele, as cidades também devem atender os requisitos exigidos dos produtores rurais.

No projeto, se fala na remuneração de serviços ambientais, como a preservação de uma área por um agricultor, por exemplo. A compensação financeira dada ao produtor viria da venda de crédito de carbono, do dinheiro de multas ambientais ou de uma cobrança da população na forma de contribuição ao meio ambiente. Para agilizar o andamento das propostas, uma comissão especial pode ser criada na Câmara dos Deputados.

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BAHIA TEM ÁGUA CONTAMINADA POR PRODUTO RADIOATIVO, DIZ GREENPEACE

Greenpeace pede ações de ministérios contra contaminação radioativa da água de Caetité (BA)

Agência Brasil

Manifestantes do Greenpeace em Brasilia

Manifestantes do Greenpeace em Brasília

Brasília – Um ativista do Greenpeace entregou, hoje (15), garrafas contendo o que seria “água radioativa” de Caetité (BA) nos ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia. Ele estava vestido de garçom e usava uma máscara de caveira. A intenção do manifestante era entregar as garrafas aos ministros Carlos Minc e Sérgio Rezende.

Pesquisas do Greenpeace publicadas no relatório Ciclo do Perigo: Impactos da produção de combustível nuclear no Brasil, em outubro, indicam que a água consumida pelas famílias que vivem na área de influência direta da mina de urânio operada pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Caetité (BA), apresenta radioativo até sete vezes acima do nível tolerado pela Organização Mundial de Saúde.

Segundo Rebeca Lerer, coordenadora da campanha de energia nuclear do Greenpeace, a manifestação de hoje “foi um lembrete” às autoridades sobre a situação em Caetité.

De acordo com a coordenadora, o Greenpeace quer que as medidas propostas pelo Ministério Público Federal (MPF), em reunião no dia sete de novembro, sejam cumpridas.

Rebeca Lerer revelou que a INB quer duplicar sua produção em Caetité, mas o MPF recomendou ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) que isso só ocorra quando as condições para o licenciamento, que estão em aberto, como a do controle da saúde das famílias da região, sejam resolvidas.

A expectativa, segundo Lerer, é saber se o Ibama vai acatar a solicitação do Ministério Público Federal. “Vamos ver se o protesto de hoje ajuda o ministro a cumprir sua responsabilidade”, afirmou

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A partir de uma sugestão de um leitor do Blog, Yuri Kropotkin, de mostrar um vídeo do Greepeace, vamos mais além e mostrar uma série de vídeos em defesa da vida e do planeta.

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