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EDUCAÇÃO EM GREVE: PROFESSORES DE 48 INSTITUIÇÕES ESTÃO PARALISADOS E PEDEM REVISÃO DO PLANO DE CARREIRAS

Da Agência Brasil

Greve dos professores das universidades federais já atinge 48 instituições
Por Roberta Lopes

Brasília – A greve das instituições federais de ensino já atinge 46 universidades federais e mais dois institutos de ensino tecnológico, segundo levantamento do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes).

A principal reivindicação dos docentes é a revisão do plano de carreiras. O sindicato defende que o atual modelo não permite uma evolução satisfatória do professor ao longo da profissão. A greve já dura mais de 15 dias.

No ano passado, o governo fechou um acordo com a categoria. Ele previa a revisão do plano de carreiras para 2013, além de um aumento de 4%, a partir de março, e a incorporação de gratificações. Os dois últimos pontos já foram concedidos, mas o novo plano continua pendente.

Na última semana, o comando de greve tinha uma reunião de negociação marcada no Ministério do Planejamento, mas o encontro foi adiado pelo próprio governo. O sindicato diz que não recebeu nenhuma justificativa para o cancelamento da reunião. O ministério informou, por meio da assessoria de imprensa, que o encontro foi apenas adiado por razões de “agenda” e será remarcado. (Texto completo)

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PARA ESPECIALISTA EM SEGURANÇA PÚBLICA, GREVE DE POLICIAIS E BOMBEIROS É ILEGÍTIMA POR PROVOCAR EFEITOS PREJUDICIAIS À POPULAÇÃO

Greve da PM na Bahia já terminou, mas persiste o desafio de saber escolher em uma democracia

As recentes manifestações de policiais militares e bombeiros em Salvador e no Rio de Janeiro provocaram diversas discussões a respeito da legitimidade ou não dos movimentos, principalmente, depois de declarações da presidente Dilma Rousseff a respeito da greve dos policiais militares na Bahia.

Notícia publicada pela Agência Brasil mostra duas opiniões diferentes sobre as manifestações. Uma delas vem do especialista em segurança pública Nelson Gonçalves, professor da Universidade Católica de Brasilia (UCB). Ele declarou que a greve dos policiais e bombeiros é ilegítima e usou como argumento a própria Constituição Federal que em seu Artigo 142 proíbe a greve de militares.

Nelson reconheceu que as aspirações por melhores salários e condições de trabalho são totalmente válidas para qualquer categoria, no entanto, o problema segundo ele está justamente no modo como as manifestações dos policiais e bombeiros têm sido feitas, isso porque policiais e bombeiros são profissionais da segurança pública e, como tal, são necessários à sociedade como um todo.

Vale o mesmo para profissionais da educação e da saúde, por exemplo. Quando qualquer um desse setores para, os efeitos são rapidamente sentidos pela população. Sendo assim, visto nesses termos, não é que os policiais estejam errados em lutar pelos seus direitos, mas, dentro dos limites da sua profissão, eles devem no mínimo respeitar as formas de fazê-lo. Cometer crimes, praticar atos de violência e expor inocentes talvez não seja a melhor forma de uma categoria responsável justamente por garantir a segurança da população se manifestar.

Já o sociólogo e pesquisador do Núcleo de Estudos sobre Violência da Universidade de Brasília (UnB) Antonio Flávio Testa considera o movimento legítimo e diz que ele já era previsto e que cabe agora aos estados e à União encontrar os meios necessários, inclusive no Orçamento, para conceder “um salário mais digno” aos policiais militares e bombeiros.

De fato, salário digno e melhores condições de trabalho, inclusive com cursos e demais meios de qualificação são direitos legítimos de todo profissional e o direito de se manifestar também é legítimo em uma democracia, mas, justamente por estarmos em uma democracia, há diferentes formas de fazê-lo que não passam necessariamente pela opção da violência.

E quanto ao argumento de que violências muito maiores já foram permitidas como meio de manifestação na história brasileira e hoje são até anistiadas, vale lembrar que, naquela época, simplesmente não havia liberdade, o regime era de exceção. Em uma ditadura, onde praticamente só há violência em todos os sentidos, não há tantas formas de lutar.

Hoje, como dito, os tempos são de democracia, existe a possibilidade de diálogo e, o que está em jogo mais do que nunca, é a capacidade de decidir e saber usar dessa liberdade conquistada não com tanta facilidade.
Mas é aí que o peso da liberdade começa a ser sentido por aqueles que não sabem conviver com ela, tampouco compreender seu sentido. E isso vale tanto para quem não sabe lutar por seus direitos, como para quem não sabe reconhecê-los, lados impossíveis mais uma vez.

Veja trecho da notícia:

Movimentos grevistas de policiais e bombeiros dividem opiniões
Por Marcos Chagas

Brasília – O especialista em segurança pública Nelson Gonçalves, professor da Universidade Católica de Brasilia (UCB), disse que os movimentos grevistas dos policiais militares e bombeiros são “ilegítimos, a começar pelo que estabelece a Constituição Federal”. Ele ressaltou que os policiais militares incluem-se no Artigo 142 da Constituição que proíbe a greve de militares.

“Isso não quer dizer que as aspirações por melhores salários e dignidade no trabalho não sejam legítimas. Agora, o modo como elas vêm sendo feitas é ilegítimo”, destacou o especialista.

O professor lembrou que greves em setores como segurança pública, educação e saúde sempre produzem reflexos prejudiciais à população. Ele reconheceu que essas áreas da administração pública necessitam de legislação especial.

O sociólogo e pesquisador do Núcleo de Estudos sobre Violência da Universidade de Brasília (UnB) Antonio Flávio Testa tem opinião diferente. Para ele, as greves dos policiais militares e bombeiros do Maranhão, da Bahia e do Rio de Janeiro foram legítimas e até mesmo previsíveis desde 2011. Ele disse que houve um “planejamento” dessas ações desde as manifestações da categoria nas dependências do Congresso Nacional para pressionar os deputados a votar a chamada PEC 300, proposta de emenda à Constituição que prevê um piso salarial único para policiais militares e bombeiros. (Texto completo)

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Os PMs grevistas deixaram a assembleia legislativa e agora discutem as próximas ações em um ginásio, no centro de Salvador

Em visita ao nordeste para vistoriar as duas maiores obras de infraestrutura da região: a transposição do Rio São Francisco e a Ferrovia Transnordestina, a presidente Dilma Rousseff deu sua primeira declaração sobre a greve dos policiais militares da Bahia que já tem mais de dez dias e nenhum acordo em vista.

O episódio, que já envolveu violência e abusos de todos os tipos, parece estar longe de acabar. Isso porque uma das exigências dos policiais amotinados, como já divulgamos aqui no Educação Política, é que os líderes do movimento sejam perdoados de eventuais crimes cometidos durante a paralisação. No entanto, a própria presidente Dilma foi incisiva ao afirmar que o direito de manifestação e greve de qualquer categoria é totalmente legítimo, mas esse direito não justifica que crimes sejam cometidos impunemente.

No caso dos policiais baianos, alguns deles são acusados de formação de quadrilha, incitação ao crime e depredação de patrimônio público, entre outros delitos, como mostra notícia publicada pela Agência Brasil, sendo assim, a presidente considera inadmissível a possibilidade de anistia a esses policiais. “Se você anistiar, aí vira um país sem regra”, disse a presidente.

Tudo isso parece indicar que os lados impossíveis do nosso país, na maioria das vezes, alimentados pela violência e falta de diálogo, estão cada vez mais distantes de um real acordo. Anistiar a violência não faz mesmo sentido, muito menos em um contexto democrático, o problema é encontrar um lugar ou discurso na cena nacional onde ela ainda não esteja impregnada.

Veja trecho da notícia sobre o assunto:

“Estarrecida” com gravações, Dilma diz que anistia a PMs criará “país sem regras”
Por Luana Lourenço

Brasília – Na primeira declaração sobre a greve de policiais militares da Bahia, que entrou hoje (9) no décimo dia, a presidenta Dilma Rousseff disse que respeita as reivindicações da corporação, mas não concorda com anistia para policiais que cometeram crimes durante a paralisação. Ela foi incisiva ao dizer que “crimes contra o patrimônio, contra as pessoas e contra a ordem pública não podem ser anistiados. Se anistiar, vira um país sem regras”.

“Não consideramos que seja correto instaurar o pânico, instaurar o medo, criar situações que não são aquelas compatíveis com uma democracia. Eu não considero que o aumento de homicídios na rua, queima de ônibus, entrar encapuzados em ônibus, seja a forma correta de conduzir o movimento.” A presidenta disse que ficou “estarrecida” com as gravações telefônicas divulgadas ontem (8), pela TV, que revelam conversas de líderes dos policiais e bombeiros baianos no sentido de radicalizar o movimento, estendendo-o, inclusive, para outros estados.

As declarações da presidenta foram dadas durante visita a obras da Ferrovia Transnordestina, no município pernambucano de Parnamirim.

Dilma disse que respeita “democraticamente os movimentos e suas reivindicações”, mas não considera admissível anistiar quem comete crimes durante uma greve, caso de alguns policiais militares baianos que estão sendo acusados de formação de quadrilha, incitação ao crime e depredação de patrimônio público, entre outros delitos.

“Vai chegar um momento em que vão anistiar antes do processo grevista começar. Eu não concordo com isso. Por reivindicação, eu não acho que as pessoas têm de ser presas, nem condenadas. Agora, por atos ilícitos, por crimes contra o patrimônio, crimes contra as pessoas e crimes contra a ordem pública, não podem ser anistiados. Se você anistiar, aí vira um país sem regra”. (Texto completo)

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Exército faz a proteção de crianças liberadas pelos grevistas

A Assembleia Legislativa da Bahia está ocupada por policiais militares em greve desde o último dia 31 de janeiro, terça-feira, em Salvador. A estimativa é de que cerca de 800 pessoas estejam no prédio, segundo notícia divulgada pela Agência Brasil, incluindo mulheres e crianças que seriam parentes dos amotinados.

O local segue cercado por homens do Exército, da Força Nacional e PMs de batalhões que não aderiram ao movimento. Aos poucos, o desenho que se vê é o de uma verdadeira arena de guerra, onde a falta de diálogo é gritante. Os capítulos do episódio só revelam que a tensão entre os grupos aumenta cada vez mais, os interesses intensificam o conflito e no meio do tiroteio estão cerca de 150 crianças que acabam servindo de escudo, amortecendo o choque entre os grupos.

Os militares já tentaram invadir o prédio, depois optaram por isolar o local e agora mantêm o cerco enquanto as difíceis negociações entre governo e grevistas acontecem. A rotina dos moradores de Salvador foi bastante alterada diante do cenário de instabilidade em que mergulhou a cidade e é lamentável, para dizer o mínimo, que tal situação esteja se estendendo por tantos dias.

Agora, a possibilidade de um acordo entre o governo e os grevistas é a expectativa para o fim da paralisação. A principal exigência dos policiais é que os líderes do movimento não sejam punidos, além do pagamento de gratificações aos policiais militares acordadas em 2001, ainda no governo de Paulo Souto.

Mais uma vez, vemos, na história nacional, repetir-se a mesma cena de um exército cercando um grupo de “revoltosos”, mulheres e crianças. Mais uma vez,  a deficiência brasileira em lidar com o social e sua incrível inclinação para a violência ficam evidentes. Mais do que um lado certo e outro errado, toda a situação em Salvador nos revela lados impossíveis, afastados pela falta de um verdadeiro entendimento de si e do outro.

Veja trecho de um dos últimos textos sobre o assunto publicado pela Agência Brasil:

Reunião entre grevistas e governo da Bahia pode pôr fim à paralisação dos policiais militares
Por Luciana Lima

Salvador – Um acordo para encerrar a paralisação dos policiais militares na Bahia deve sair da reunião entre associações que representam os grevistas e o governo estadual, que está sendo realizada nesta tarde com a presença do arcebispo de Salvador, Murilo Krieger. A expectativa é da assessoria do governo da Bahia.

O principal ponto da negociação refere-se à punição dos policiais grevistas. Em entrevistas às emissoras de rádio e de televisão locais, o governador Jaques Wagner tem garantido que não irá punir quem participou da greve de forma pacífica, mas os policiais envolvidos em atos de vandalismo serão processados. O governador não deixou claro, no entanto, se os líderes do movimento serão anistiados, já que a greve foi considerada ilegal pela Justiça.

Ontem, após o Exército cercar um grupo de policiais amotinados na Assembleia Legislativa da Bahia, os líderes da greve disseram aos políticos que entraram no prédio que o principal ponto de resistência ao acordo seriam os mandados de prisão expedidos pela Justiça para 12 líderes do movimento. No entanto, a suspensão desses mandados cabe apenas à Justiça, e não ao governador. Mesmo assim, o governo da Bahia adotou hoje a postura de amenizar o clima de tensão que tomou conta da cidade nos últimos dias.

Dos 12 mandados de prisão, foi cumprido apenas o do soldado Alvir dos Santos, do Batalhão de Policiamento Ambiental. O líder do movimento, Marco Prisco, que estaria dentro do prédio da Assembleia, também está com a prisão determinada pela Justiça. (Texto completo)

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EM MINAS GERAIS PROFISSIONAIS DA REDE PÚBLICA DE ENSINO REIVINDICAM AUMENTO DO PISO SALARIAL

Na falta de professor, falta todo resto...

Em greve desde o dia 8 de junho, cerca de 20 professores da rede pública de ensino em Minas Gerais pedem o aumento do piso salarial no estado que, atualmente, gira em torno de R$ 550,00 – chegando a cerca de R$ 800,00 com os benefícios e depois dos descontos – segundo professores que participam das manifestações.

A categoria reivindica um piso de R$ 1.187, mais próximo do valor nacional, instituído pela Lei Federal 11.738/08 que, segundo o Ministério da Educação, é de R$ 1.187 e R$ 1.597, conforme a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Os professores seguem sem ser ouvidos pelo governo do estado e já foram inclusive substituídos, como revela notícia publicada pelo Portal Vermelho. Depois, não adianta reclamar quando chega o resultado do Enem e a qualidade da escola pública é colocada em questão. Boa educação sem bons professores, motivados e valorizados, é quase como um milagre!

Em Minas, professores se acorrentam e entram em greve de fome
Por Deborah Moreira

Cerca de 20 professores mineiros da rede estadual estão em greve de fome e acorrentados ao monumento Pirulito da Praça Sete, região central de Belo Horizonte, desde as 7h de hoje. O ato é para chamar a atenção sobre a situação da categoria paralisada desde o dia 8 de junho para reivindicar aumento no piso salarial. Confira também o vídeo com imagens registradas na manhã de hoje.

Inicialmente, os mais de 150 mil trabalhadores que cruzaram os braços exigiam equiparação ao piso nacional, instituído pela Lei Federal 11.738/08 que, segundo o Ministério da Educação é de R$ 1.187 e R$ 1.597, conforme a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

“Chegando aos 98 dias de greve, concordamos com o pagamento proporcional com base nos R$ 1.187, além do plano de carreira. É preciso levar em conta o tempo de trabalho e capacitação do professor”, explicou Rafael Calado Alves Pereira, diretor do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sindi-Ute).

Munidos de nariz de palhaço, cartazes e panfletos, os manifestantes estão na praça abordando a população para explicar o impasse nas negociações com o governo estadual. Eles prometem permanecer no local até as 19h.

Como Thiago Luiz Ferreira Miranda, 30 anos, que há sete é professor da rede. Atualmente, pelas 24 horas semanais de trabalho recebe um salário base de R$ 550. “Com os benefícios o valor chega a R$ 950. Após descontos, recebo em conta R$ 801,20. Tenho curso superior, tenho a responsabilidade de conduzir uma sala de aula e recebo menos que o piso nacional”, indigna-se o acorrentado, que promete permanecer no local até as 19h somente bebendo água. (Texto completo)

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GREVE DOS PROFESSORES ATINGE CINCO ESTADOS BRASILEIROS PEDINDO REAJUSTE SALARIAL E REVISÃO DO PLANO DE CARREIRA

Professores em greve no estado de Santa Catarina

A educação, como sempre, não vai muito bem em boa parte do país, prova disso é a insatisfação de um número cada vez maior de professores que estão em greve no estados do Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Rio de Janeiro pedindo o mínimo: valorização profissional.

Não se pode deixar de lembrar que uma greve de professores possui os mesmo efeitos que uma greve de funcionários da saúde, por exemplo. Se as enfermeiras param, muitos paciente correm o risco de perder a vida. Se os professores param, muitos alunos correm o riso de perder a oportunidade do conhecimento e aí também morrem um pouquinho, em espírito e mente.

A onda de insatisfação da categoria que vai se espalhando pelo país é algo gravíssimo que, no entanto, parace não receber a atenção merecida por parte das autoridades. Tais acontecimentos levam a pensar nos prostestos que se espalham pelo mundo que, sem dúvida, são ótimos de se ver, pois trazem com eles o entusiasmo da luta democrática. Infelizmente não podemos dizer o mesmo de alguns protestos, como esse dos professores, que acontecem em terras nacionais.

Aqui, ao invés de lutarmos pela democracia, ainda lutamos por questões anteriores, bem anteriores e fundadoras do real regime democrático, como a educação. O que só faz perceber que, de fato, estamos muito, mas muito longe, de uma realidade democrática. Nossa parcela de indignação é dobrada; e bem mais funda.

Veja texto sobre o assunto publicado pelo Brasil de Fato:

Paralisações marcam primeiro semestre na educação; 5 estados continuam em greve
Os professores de Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Rio de Janeiro reivindicam reajuste salarial e revisão do plano de carreira
Por Vivian Fernandes

A atual greve dos trabalhadores em educação no Brasil já atinge cinco estados. Os professores de Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Rio de Janeiro reivindicam reajuste salarial e revisão do plano de carreira. A greve com maior duração é a do Rio Grande do Norte, iniciada no dia 2 de maio. No estado, 93% da categoria está paralisada.

As greves e paralisações no primeiro semestre deste ano chegaram a atingir pelo menos doze estados brasileiros. O cumprimento do piso nacional do salário dos professores, que passou a valer neste ano no valor de R$ 1.187 para 40h, é a principal reivindicação.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), Roberto Leão, explica que muitos governos quando implementam o piso, descaracterizam o plano de carreira da categoria.

“Eles [prefeitos e governadores] fazem a diferença de um professor que recebe o piso – que é um professor de formação de nível médio –, para um professor que tem licenciatura plena – que tem um curso universitário –, em muitos lugares ser de R$ 10, R$ 15 a diferença”. (Texto completo)

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ESTADÃO: JOSÉ SERRA É UM PERIGO PARA A LIBERDADE DE IMPRENSA; SETOR DE EDUCAÇÃO DO GOVERNO PAULISTA CENSURA ESCOLAS EM GREVE

Qual o compromisso de José Serra com a liberdade de imprensa?

Matéria do Estadão mostra que o possível candidato à presidência pelo PSDB,  José Serra, é um perigo para a liberdade de expressão e, consequentemente, para a democracia brasileira.

Segundo reportagem, “pelo menos 77 escolas estaduais da zona leste de São Paulo foram orientadas a não dar informações para a imprensa sobre a greve dos professores. A iniciativa partiu da Diretoria de Ensino da Região Leste 3, em comunicado enviado por e-mail aos diretores das escolas no início do mês. A região leste 3 compreende os distritos de Cidade Tiradentes, Guaianases, Iguatemi, José Bonifácio, Lajeado e São Rafael”. (Texto integral no Estadão)

Essa é mais uma prova de que a campanha presidencial de José Serra está toda montada sobre o marketing político com o apoio da mídia. Veja: Serra acha que pode ganhar com o apoio da grande mídia na reta final.

Em um post no Nassif, comentarista mostra que o leitor da grande mídia recebe mais informações sobre a greve da França do que sobre as greves no Brasil. E diz: Essa preocupação da imprensa nacional com a greve francesa é de comover!

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Mobilização seria o pior para José Serra

Depois das enchentes, de Aécio Neves e de José Roberto Arruda, o governador de São Paulo, José Serra, poderá enfrentar agora uma longa greve dos professores da rede estadual de ensino.

Se os professores estiverem satisfeitos com as condições de trabalho, será uma greve fácil de administrar, mas se estiverem insatisfeitos, os sindicatos poderão convencer os professores a parar para negociar com o governador.

Veja abaixo comentário enviado por Alexandre Pierre

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