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Pesquisa da Unicamp mostra a geografia da segregação habitacional de Campinas

Pesquisa do Instituto e Geociências (IG) da Unicamp evidenciou o processo de segregação populacional realizado pela construção de conjuntos habitacionais populares em Campinas. Ivan Lima, autor da (Continue lendo…)

 

 

29 MIL FAMÍLIAS VIVEM EM ÁREAS DE RISCO NA CIDADE DE SÃO PAULO E AGUARDAM POLÍTICA HABITACIONAL POR PARTE DO PODER PÚBLICO

Falta de investimentos atinge principalmente população mais pobre

Pelo jeito não é só no estado do Amazonas que as famílias vivem em área de risco e são abandonadas à própria sorte. Na cidade de São Paulo a situação também é bastante grave. A prefeitura divulgou nessa terça-feira (21) o mapeamento de áreas de risco na cidade. Segundo o levantamento, 29 mil famílias vivem em situação de risco alto ou muito alto, como mostra notícia publicada pela Agência Brasil.

Diante de tais dados, é urgente que a prefeitura de São Paulo estabeleça uma política habitacional consistente, que realmente ajude a resolver o problema de forma integral, efetiva e voltada, acima de tudo, para as necessidades e direitos da população.

É preciso implementar projetos que transfiram as famílias que se encontram em áreas de risco para outros locais e oferecer a essas famílias todo apoio necessário para que elas consigam se instalar adequadamente; também é necessário tomar medidas preventivas que diminuam a vulnerabilidade das áreas de risco onde for possível, além de reforçar a legislação e fiscalização para impedir que famílias continuem ocupando áreas que ameaçam a sua sobrevivência.

Fácil de falar, mas bastante complicado de fazer, colocar em prática. Requer responsabilidade e habilidade no trato da coisa pública, além de uma boa dose de vontade por parte dos governantes, afinal, como já vimos em episódio recente com contexto parecido, é muito mais fácil simplesmente condenar um morador à sua própria sorte do que efetivamente lutar por ele.

Veja trecho de notícia publicada pela Agência Brasil:

Urbanista diz que prefeitura de SP precisa rever políticas para moradores de áreas de risco

Por Daniel Mello

São Paulo – A prefeitura de São Paulo precisa estabelecer uma política habitacional consistente para reduzir efetivamente o número de famílias que vive em áreas de risco, disse o urbanista do Instituto Polis, Kazuo Nakano. “Enquanto a gente não tiver uma política habitacional boa, as famílias vão continuar indo para essas áreas”, acrescentou.

A prefeitura divulgou nessa terça-feira (21) o mapeamento de áreas de risco na cidade. Segundo o levantamento, 29 mil famílias vivem em situação de risco alto ou muito alto. Para resolver o problema dessas pessoas, o executivo municipal promete implantar ações integradas, que vão desde a transferência de domicílios em situação de risco à eliminação do risco por meio da construção de sistemas de drenagem e tratamento de encostas.

Nakano destacou que para conseguir atender a maior parte das famílias é preciso uma “programação de investimentos permanentes” em moradia, ao contrário do que tem sido feito até agora. “As reiteradas ocorrências de desastres, de deslizamentos e do aumento do número de mortes mostra que as ações da prefeitura têm sido completamente insuficientes”, apontou.

O foco de destinação dos projetos e recursos na capital paulista está concentrado, segundo o urbanista, na ampliação do sistema viário. “ Na abertura e construção de vias, em obras desse tipo”, afirmou. (Texto Completo)

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CEF (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL) RESPONDE POR 70% DO FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO DO BRASIL E CRESCEU 106% NOS CINCO PRIMEIROS MESES DO ANO

Está cada vez mais difícil falar em privatização na situação atual, tão propalada durante o governo federal do PSDB. Veja o caso da Caixa Econômica Federal (CEF).  A redução de juros, divulgada hoje, é algo importante, mas há outros dados econômicos na matéria sobre a CEF que impressionam. A CEF representa hoje 70% do financiamento imobiliário e cresceu 106% entre janeiro a maio deste ano.

Os dados são tão elevados que por si só geram dúvidas sobre a sua veracidade.

Se são verdadeiros, para que servem os bancos privados brasileiros? Apenas para cobrar taxas administrativas e taxas de médias 150% no cheque especial?

Caixa reduz juros nos financiamentos habitacionais

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Caixa Econômica Federal informou hoje (5) que reduziu os juros nos empréstimos habitacionais. Segundo a instituição, as taxas para os financiamentos com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) estarão entre 8,2% e 11,5% ao ano, acrescidos de TR e passam a valer a partir da próxima segunda-feira (8). Segundo o banco, as novas regras podem reduzir as prestações em até 10,58%.

Para os empréstimos enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) – imóveis com valor de até R$ 500 mil – a redução chega a 1 ponto percentual. Para unidades habitacionais avaliadas em até R$ 150 mil, as taxas serão de 8,9% ao ano na opção de pagamento via boleto bancário; de 8,4% para o mutuário que escolher o débito em conta e de 8,2% para aqueles que tiverem cesta de produtos (conta corrente, cheque especial e cartão de crédito). Anteriormente, os juros variavam entre 8,4% a 9,4% ao ano.

Os empréstimos para compra de imóveis no valor de R$ 150 a R$ 500 mil terão juros anuais de 10,5% no caso do pagamento via boleto; de 10% ao ano, para débito em conta e de 9,5% ao ano, para cesta de produtos.

Antes da redução, os juros da Caixa eram de 9,5% a 10,5% ao ano para imóveis avaliados entre R$ 130 mil e R$ 200 mil e de 11,5% anuais para unidades com custo acima de R$ 200 mil até R$ 500 mil.

O banco reduziu também os juros das operações fora do SFH (imóveis acima de R$ 500 mil). Para pagamento por boleto, os juros são de 11,5% ao ano; no débito em conta são de 11% e para quem tem cesta de produto, de 10,5%.

Hoje o banco responde por 70% do mercado de financiamento imobiliário do país. O SBPE oferece prazo de pagamento de até 30 anos e as quotas de financiamentos chegam a 90% do valor do bem.

No final do mês de maio, a Caixa bateu novo recorde em financiamento habitacional. O banco liberou nos cinco primeiros meses do ano o montante de R$ 13,2 bilhões, em 275.464 contratos.

O volume é 106% superior, se comparado ao mesmo período do ano anterior, quando o banco emprestou R$ 6,5 bilhões e o número de pessoas beneficiadas subiu em 113% (130.872 contratos). Até o fim de 2009, a Caixa estima aplicar no setor cerca de R$ 30 bilhões.

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GOVERNO FEDERAL PRETENDE INVESTIR R$ 350 BILHÕES EM MORADIA POPULAR

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Nos próximos 15 anos, o governo investirá R$ 350 bilhões na construção de moradias para famílias com renda de até cinco salários mínimos. A medida foi definida hoje (7) em reunião entre empresários, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e os presidentes do Banco Central, Henrique Meirelles, e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.

A informação foi confirmada pelo presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, ao final do encontro. Segundo ele, o governo concordou em construir, neste ano, 300 mil unidades além do que estava previsto.

“Esse é um grande programa que o Brasil precisava para atender famílias que ganham até cinco salários mínimos”, disse Safady Simão. Segundo ele, as medidas de estímulo se concentrarão em subsídios, na redução de impostos para o consumidor final, na elaboração de um cadastro de bons pagadores, na redução de taxas de cartório e na desburocratização da casa própria.

De acordo com Safady, o governo anunciará nas próximas semanas outras medidas para incentivar a construção civil. Alegando que o ministro Guido Mantega não mencionou valores na reunião, o presidente da Cbic disse que os recursos virão do Orçamento da União, do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), da receita de concessões públicas, e também da iniciativa privada.

Em relação às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Safady Simão informou que o governo remanejará recursos para os empreendimentos que estão mais adiantados. “Haverá uma reorganização de prioridades”, avaliou.

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LOCAÇÃO SOCIAL PODE SER ALTERNATIVA PARA HABITAÇÃO POPULAR E PARA IMÓVEIS VAZIOS

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Locação social de imóveis é alternativa para minimizar déficit habitacional, diz coordenador

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

Politicas públicas precisam de criatividade para melhorar moradia

Políticas públicas precisam de criatividade para melhorar moradia

Brasília – Entre 24 e 28 milhões de brasileiros não têm onde morar ou vivem em condições subhumanas. Segundo cálculos do Ministério das Cidades, seria necessário construir ou possibilitar a ocupação de pelo menos 6 milhões de moradias para extinguir o atual déficit habitacional brasileiro, problema que atinge principalmente as famílias de baixa renda das regiões metropolitanas, onde o problema é agravado pela falta de áreas livres para a construção, extremamente valorizadas. Para o coordenador de Reabilitação de Áreas Centrais do ministério, Renato Balbim, uma alternativa para que a população mais pobre tenha acesso à habitação é a locação social. Nesse modelo, o governo concede benefícios aos proprietários de imóveis que deixam aos cuidados de um gestor a locação desses espaços. O locatário também é beneficiado já que paga menos pelo aluguel. “Há uma série de possibilidades, em geral, o proprietário faz um contrato de longo prazo com o executor da política, que pode ser um município, um estado ou mesmo uma empresa privada que tenha aderido ao programa.” Diferente da política habitacional tradicional, em que há transferência da propriedade do imóvel, a locação social consegue garantir moradia à população, mas sem que o governo tenha que arcar com a aquisição de novos terrenos ou a construção de novas residências. “Como o proprietário original do imóvel alugado – seja o setor público, seja uma empresa – continua sendo seu dono, os subsídios ou financiamentos que as famílias beneficiadas pelo modelo têm que pagar não englobam o valor do imóvel”, afirma Balbim. Geógrafo e responsável pela organização do Seminário Internacional de Locação Social, evento que começa esta noite (8), em Brasília, Balbim lembra que há famílias que, embora tenham condições de pagar um financiamento imobiliário, não conseguem dar garantias para obter empréstimos para a compra de um imóvel. “Com a locação social, essas famílias poderiam passar alguns anos pagando pouco de aluguel e guardando algum dinheiro para quem sabe, futuramente, comprar sua casa própria”, defende Balbim. Além disso, ele sustenta que a locação social também ajudaria a induzir à utilização de imóveis vazios. “Como os contratos são de longo prazo, se inserem em uma política pública e são firmados com os executores do programa, esses imóveis se tornam uma fonte segura de renda para seus proprietários originais”, diz Balbim. Apesar de defender o modelo, Balbim reconhece que, no Brasil, nenhuma das poucas tentativas de implementar a locação social deram certo. “Houve algumas raras experiências que não atingiram o esperado sucesso”, afirma o géografo, citando, como exemplo, o caso de São Paulo (SP) e apontando a falta de regulações sobre o assunto como causa do fracasso.

BRASIL CONTINUA COM AS MAIORES DESIGUALDADES SOCIAIS DO MUNDO

Cidades do Brasil estão entre as mais desiguais do mundo, revela ONU

Da Agência Brasil

Brasília – A América Latina e o Caribe concentram a maior quantidade de cidades desiguais, que têm como principal característica o crescimento rápido de pequenas localidades. Esse é um dos resultados da pesquisa Estado Mundial das Cidades 2008/2009, realizada pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-Habitat).

Apresentado ontem (22) simultaneamente em Londres, Bangcoc e no Rio de Janeiro, o estudo apresenta dados e análises sobre o funcionamento das cidades e formas de a comunidade global melhorar a habitação.

Para a diretora do escritório regional do UN-Habitat para a América Latina e o Caribe, Cecília Martinez, não se pode, no entanto, generalizar os resultados no Brasil. “As cidades são muito dinâmicas, trocam de aspecto muito rapidamente. Em dez anos, uma cidade pode melhorar ou piorar muito, por isso a importância que o estudo seja feito de dois em dos anos.”

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